A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
O Desportivo Maputo recebe este domingo a Liga Desportiva de Maputo em partida dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique. O jogo terá transmissão em directo na Stv notícias.
Depois da fase provincial, a Taça de Moçambique entra agora para a fase regional, ou seja, os oitavos-de-final. São 18 equipas que lutam pelo troféu da segunda maior prova futebolística do país, com destaque para a zona sul que qualifica quatro equipas, a zona centro que apura três e a zona norte que coloca uma equipa na fase nacional.
A fase regional inicia este domingo com três jogos em perspectiva, um em cada região do país. No Sul há jogo entre antigos vencedores da prova. Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo, com dois troféus cada, defrontam-se na busca de um lugar na fase nacional.
As duas equipas disputam actualmente o campeonato da segunda divisão ao nível da cidade de Maputo, tendo já se defrontado na primeira volta com o nulo a ser o resultado. Defrontaram-se pela última vez em Moçambola em 2021.
Um jogo para ver em directo na Stv Notícias, este domingo, a partir das 14h00.
Ainda este domingo, no centro teremos o embate entre Mini Mundo da Manica e Matchedje da Beira e no norte o jogo entre as equipas do Moçambola, Ferroviário de Lichinga e Baía de Pemba.
Os restantes embates da fase regional terão lugar a 6 de Agosto próximo.
O homem acusado de ter provocado o incêndio que destruiu o complexo histórico do Parlamento da África do Sul, no ano passado, confessou, em tribunal, que o crime foi intencional.
Gritando e apontando o dedo, Zandile Mafe disse que queimaria mais, se o Parlamento não fosse transferido da Cidade do Cabo para a cidade de Bloemfontein ou Pretória.
Você deve levar isso para Blumfonteine, esse Parlamento. Se você não levar isso para Pretória, deve reverter, deve-se mover. Aqui, nesse Parlamento, queimei intencionalmente, eu, Christmas Zandile Mafé, e vou queimar mais se não se mover para Blumfonteine ou Pretória”, confessou Zandile Mafe.
Além disso, o indiciado desafiou o tribunal a condená-lo a 25 anos de prisão, pena que pode enfrentar, caso seja declarado culpado.
Um enorme incêndio danificou gravemente o histórico complexo do Parlamento sul-africano, em Janeiro do ano passado, e destruiu vários edifícios, incluindo a câmara principal onde os legisladores se reúnem.
O incêndio na sede da democracia sul-africana levantou críticas aos procedimentos de segurança em vigor no Parlamento, cujos membros estavam de folga e os prédios, vazios.
O Ministério dos Transportes e Comunicações já adjudicou a um consórcio de duas empresas a realização de um estudo de viabilidade do projecto de mobilidade urbana denominado Bus Rapid Transit (BRT), para ser implementado na área metropolitana do Grande Maputo, no valor de cerca de três milhões de dólares americanos.
O investimento é parte dos 250 milhões de dólares americanos, disponibilizados pelo Banco Mundial, a título de donativo, para a melhoria da mobilidade urbana na zona metropolitana do Grande Maputo.
O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), implementador do projecto, através da Agência Metropolitana de Maputo (AMM), entende que a complexidade das obras exige um estudo minucioso, envolvendo engenheiros e técnicos de várias áreas para trazer os custos reais do projecto.
Para o efeito, o empreendimento foi adjudicado a duas empresas, nomeadamente Royal Haskoning HHV e Integrated Transport Planning, esta última baseada na África do Sul.
De acordo com a coordenadora do projecto BRT, Fátima Artur, em entrevista ao País Económico, as empresas já estão no terreno desde Maio passado e deverão, em 12 meses, concluir o estudo de viabilidade que deverá incluir, para além da viabilidade das faixas centrais, o esboço de sistemas de sinalização multiuso que vão ser controlados a partir de um centro de dados, 10 terminais intermodais, câmaras de segurança nos autocarros e terminais.
“Este é um estudo detalhado e, por causa disso, vai levar um ano e tem uma equipa de consultores a trabalhar nisso. Neste momento, temos estimativas do custo de construção do projecto. A consultoria vai trazer os custos reais”, explicou Fátima Artur.
É a primeira solução Bus Rapid Transit do país e vai ser implementada num troço de 22 quilómetros de uma linha segregada, saindo da Praça dos Trabalhadores, na baixa da Cidade de Maputo, passando pelas avenidas Guerra Popular, Acordos de Lusaka e Julius Nyerere, onde serão fixadas faixas dedicadas ao transporte de passageiros.
O estudo de pré-viabilidade indica que o BRT vai transportar 124 mil passageiros por dia e cerca de quatro mil passageiros, por hora, durante o pico, numa infra-estrutura de 10 terminais intermodais, onde o utente pode articular entre a solução BRT, o comboio e o chapa que depois o leva para o interior dos bairros, caminhos-de-ferro, Praça dos Heróis, Praça dos Combatentes, Missão Roque, Zona Verde, Zimpeto, Marracuene e Matola Gare, segundo explicou Fátima Artur. Estimativas do custo da solução de BRT, avançadas pelo estudo de pré-viabilidade, apontam para cerca de 173 milhões de dólares.
Assim, questiona-se o destino do valor remanescente no quadro dos 250 milhões disponibilizados pelo Banco Mundial. A coordenadora explica que existem também alguns trabalhos que vão ser realizados para a melhoria das estradas das cidades de Maputo e Matola, isto porque estas estradas vão também alimentar o BRT, sendo que, no final do dia, “será um conjunto de intervenções que vai permitir que este projecto vá para frente”.
No custo global da iniciativa, avaliado em 250 milhões de dólares, está contemplada a construção de um hangar para a manutenção dos autocarros, apoio ao desenvolvimento institucional, a transformação da indústria semi-formal para operar em consonância com o BRT, para além de certificação de motoristas e operadores.
“O montante já foi disponibilizado após termos assinado um acordo de financiamento. Estes 250 milhões estão disponíveis, à medida que formos gastando o dinheiro, eles vão disponibilizando e vamos pagando”, explicou Fátima Artur.
PARA QUANDO O ARRANQUE DO BRT?
A coordenadora do projecto disse esperar que, em 2024, seja lançado o concurso de empreitada. As obras das faixas dedicadas vão demorar um ano e meio de implementação, e, enquanto decorrerem, a AMM estará a trabalhar na construção do hangar, aquisição de autocarros. Portanto, a previsão do fim dos trabalhos é de 2026.
“Este estudo é complexo e estamos a trabalhar para ver se conseguimos fazer as adjudicações ainda em 2024. Com muito esforço, vamos conseguir terminar em 2026”, esclareceu.
Uma das questões candentes é se o projecto vai ou não dar lugar a demolições ao longo dos 22 quilómetros. O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) esclarece que o trabalho será nas faixas que já existem, e, “em termos de reassentamento, a previsão não é muito grande. Mas é precisamente este detalhe que vai sair neste estudo”.
Para já, a entidade faz saber que o MTC lançou um concurso para a contratação de cinco empreitadas para a melhoria de estradas em Maputo e Matola. “Estamos na fase de finalizar os relatórios de avaliação, esperar até final do mês para fazer a adjudicação a empresas para reabilitar as estradas”, avançou Artur.
Quanto ao modelo de autocarros a serem empregues no projecto, é também uma das questões que caberá ao consórcio definir no estudo em curso. “Nós não sabemos ainda qual vai ser o modelo de autocarros, este é um dos delivers deste estudo: verificar qual é o tamanho, modelo, combustível, se vai ser gás natural comprimido ou híbrido. Estes consultores vão fazer avaliação e vão-nos trazer a solução óptima”, finalizou o coordenador.
O acordo de cereais do Mar Negro deixa de vigorar dentro de quatro dias. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recusa-se a prolongar o entendimento, caso as condições do seu país não sejam atendidas, escreve a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).
Para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, qualquer tentativa de impedir exportações de alimentos, particularmente para as regiões africanas, deve ser vista como uma forma de “aterrorizar o mundo inteiro com a fome”.
“Tivemos uma conversa hoje com o Presidente da áfrica do Sul, Ramaphosa. Nem um único dia perdemos o foco na Fórmula para a paz e tudo que for necessário para a sua implementação. Convidei o Senhor Presidente para se juntar à nossa iniciativa humanitária ‘Cereais pela Ucrânia’. Também consideramos ambos necessária a continuação da iniciativa do Mar Negro”, afirmou Volodymyr Zelensky.
O presidente ucraniano considera ainda importante que não haja ameaças à segurança alimentar em nenhuma parte do mundo.
“A Rússia tem de perceber claramente que quem aumentara ameaça da fome sobretudo em regiões críticas de áfrica, está a aterrorizar o mundo”, vincou.
A Taça de Moçambique ZAP, fase zonal, arranca este domingo com a disputa de três jogos, sendo um em cada região do país. No Sul e Centro, os jogos são entre equipas da segunda divisão e no Norte entre equipas do Moçambola 2023. Um grande vai cair no domingo, dia em que a Stv Notícias transmite o jogo entre Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.
Depois da disputa da fase provincial, em que cada província apurou o seu representante ou seus representantes para a fase zonal, desta vez os jogos são mais a doer, com a chegada dos oitavos-de-final daquela que é a segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique ZAP.
Para o arranque, são três partidas agendadas para este domingo, sendo uma em cada região do país.
ZONA SUL INICIA COM EQUIPAS DESPROMOVIDAS DO MOÇAMBOLA
No que à zona Sul diz respeito, o embate marcado para este domingo é entre equipas que foram despromovidas do Moçambola nos últimos dois anos, nomeadamente o Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.
O Desportivo Maputo foi despromovido da alta roda do futebol moçambicano em 2021, enquanto a Liga Desportiva de Maputo foi em 2022. Por isso mesmo, as duas equipas disputam a segunda divisão e procuram o regresso ao Moçambola, embora distantes desse desiderato na presente edição.
No Moçambola, as duas equipas defrontaram-se por 16 ocasiões e a Liga Desportiva levou vantagem em nove jogos, enquanto os “alvi-negros” venceram apenas dois jogos. Há, ainda, registo de cinco empates entre ambos.
Na última edição, em que as duas equipas estiveram no Moçambola, houve empate sem abertura de contagem na primeira volta e vitória da Liga Desportiva na segunda volta por 2-0.
No presente ano 2023, as duas equipas já se cruzaram para a Liga JogaBets 100 paus, a segunda divisão ao nível da Cidade de Maputo, com registo de um empate sem abertura de contagem, mesmo resultado registado no torneio de abertura da Cidade de Maputo.
As duas equipas vêm de resultados diferentes nesta jornada da segunda divisão, com a Liga Desportiva a conseguir um ponto no embate com o Ferroviário de Maputo B, enquanto o Desportivo Maputo vem de derrota diante do Vulcano por 2-0.
Na tabela classificativa, a Liga Desportiva de Maputo é o 6º colocado com 23 pontos, a 14 do líder Estrela Vermelha, enquanto os “alvi-negros” são 8º com apenas 20 pontos, a três do seu adversário deste domingo, e mais longe ainda da liderança da prova.
São dados que fazem prever uma partida de difícil prognóstico e de resultado imprevisível.
DUELO DE EQUIPAS DA “SEGUNDONA” TAMBÉM NO CENTRO
No Centro, há outro jogo entre equipas da segunda divisão este domingo. FC Mini Mundo de Inchope de Manica recebe o Matchedje da Beira de Sofala. Mini Mundo venceu, na fase provincial, o FC Pensão Delgado, nas grandes penalidades, depois do nulo na final.
Por seu turno, o Matchedje da Beira foi finalista vencido diante do Ferroviário da Beira à tangente e disputa a divisão de honra, ocupando a 7ª posição, agora com 12 pontos em 10 jogos realizados. Os “militares” da capital de Sofala vêm de empate na jornada passada da segunda divisão.
O jogo pode arrastar muitos adeptos ao campo, mas com resultado sem nenhum favorito.
JOGO DE FOGO NO NORTE DO PAÍS
No Norte, onde os jogos envolvem apenas equipas do Moçambola, claro está que três delas vão cair, tendo em conta que apenas uma equipa transita para a fase nacional.
Para este domingo, há a partida Ferroviário de Lichinga vs Baía de Pemba no Municipal da capital de Niassa. Trata-se de duas equipas que vão encontrar-se duas vezes num espaço de uma semana, uma vez que voltarão a cruzar-se, em Pemba, a 22 deste mês.
No confronto directo, na primeira jornada do Moçambola, o jogo realizado no Municipal de Pemba terminou com empate a dois golos. As duas equipas não estão bem na tabela classificativa, com os “locomotivas” de Lichinga, que somaram uma vitória importantíssima diante da líder Black Bulls na última jornada, a ocuparem a 5ª posição com 17 pontos, enquanto o Baía de Pemba, que vem de derrota pesada diante do Ferroviário de Maputo, está na zona da despromoção, com apenas 11 pontos.
A turma de Pemba está moralizada pela nova contratação, de Artur Semedo, para coordenar a equipa técnica e isso vai, de certa forma, dar outra vida à equipa.
O resultado é imprevisível, mas a pender para os “locomotivas” de Lichinga, melhor posicionados na tabela classificativa.
Em caso de empate no final do tempo regulamentar, as equipas vão à marca das grandes penalidades para se encontrar o vencedor da prova.
Muitos alunos estão a faltar às aulas devido ao frio intenso que se faz sentir nos últimos dias. Em Gondola, província de Manica, nalgumas escolas da vila, alunos chegam a levar fogões para salas de aula como forma de contornar a vaga de frio, colocando em risco as suas vidas.
Em meio à onda de frio que se faz sentir, há que buscar todas alternativas de o contornar. Neste exercício do “salve-se quem puder”, em Gondola, província de Manica, o “O País” testemunhou casos de alunos inovadores que encontraram uma maneira diferente de enfrentar as baixas temperaturas. Os mesmos viram-se forçados a recorrer a fogões para contornar o resfriado que, em alguns casos, pode provocar gripes, febres, mal-estar e tosse seca, pneumonia, entre outras doenças.
“Estou a aquecer-me junto deste fogão que eu inventei. Não posso apanhar muito frio”, contou José Sozinho, aluno.
Rute Comissário, professora, diz que os alunos estão a faltar às aulas devido ao frio. Comissário diz que esta situação pode influenciar negativamente no desempenho escolar dos alunos.
Queimar carvão em ambientes fechados como em salas de aula pode representar um risco para a saúde.
O “O País” contactou a directora do Hospital Provincial de Chimoio, tendo esta se escusado de falar sobre o assunto, remetendo-nos à Direcção Provincial de Saúde na pessoa da Moacite Ibo, responsável de saúde pública, a quem contactámos, mas também sem sucesso.
Entretanto, um alerta sobre os riscos do uso de carvão para aquecer interior de edifícios foi dado há dias em Maputo, por José Constantino, que falou da necessidade de se evitar essa prática.
Pelo menos quatro pessoas morreram no passado dia 8 de Julho corrente, no Rio Chire, distrito de Morrumbala, província da Zambézia, vítimas do naufrágio. Mau tempo e falta de observância de medidas de segurança são apontadas como as causas do naufrágio.
O Rio Chire, no distrito de Morrumbala, tornou-se num verdadeiro corredor de morte por estes dias, devido ao mau tempo que se faz sentir na província da Zambézia. No dia 8 de Julho corrente, duas famílias que seguiam em embarcações diferentes naufragaram. Uma família saia da machamba e a outra seguia em direcção ao vizinho Malawi. Mesmo com o mau tempo que se faz sentir, situação que condicionada a navegabilidade, as pessoas continuam a fazer-se ao mar com todos os riscos que daí podem decorrer.
O administrador distrital de Morrumbala, João Nhambessa, confirmou a morte de quatro pessoas e o resgate de outras sete. “Um naufrágio aconteceu na localidade de Meganja-sede, e outro na localidade de Pinga. Nós tivemos ainda sete pessoas que sobreviveram. Em relação às causas, devo dizer que têm a ver com o mau tempo e também com a não observância de medidas de segurança”, explicou o Administrador de Morrumbala.
Por sua vez, Augusto Dongo, Administrador Marítimo, assegurou que há acções que estão em curso para se evitar situações do género. “Neste momento, já foram localizados os corpos. No total, eram oito pessoas nos dois incidentes, sendo que, no primeiro, eram cinco e, no segundo, três. Já foram localizados os corpos que estavam em causa. Há ainda um corpo por localizar em Morrumbala. Continuamos a trabalhar com o distrito de Morrumbala e com as autoridades locais, no sentido de garantirmos que esta situação seja controlada”, assegurou Augusto Dongo.
Monteiro João é pescador e exerce a sua actividade ao longo do Rio Bons Sinais. Apesar do mau tempo, diz que não tem medo e que é amigo da água. Qualquer infortúnio, segundo ele, é destino.
“Nos últimos dias, tem sido difícil atravessar por causa da temperatura. Faz muito vento e assim é difícil pescar. A temperatura está muito baixa. Não tenho medo de ir ao mar porque isso é uma questão de profissionalismo. Não tenho medo da água, sou amigo da água”, notou Monteiro João.
Apesar do mau tempo que se verifica neste momento, ao longo do rio Bons Sinais, a navegação marítima está a acontecer. Aliás, não existe por terra a ligação Inhassunge-Quelimane, sendo que a única via é o rio Bons Sinais.
A companhia petrolífera norte-americana Exxon Mobil considera que o investimento no gás natural de Moçambique está encaminhado para ser tomada uma Decisão Final de Investimento em 2025, começando a produzir no final da década.
Esta é a primeira vez que a Exxon Mobil fala em datas relativamente ao projecto de construção de uma fábrica no Norte de Moçambique, depois de o projecto estar parado desde 2020 devido à insegurança na região.
“Muito depende ainda da situação de segurança, que tem estado a ser muito bem gerida”, ressalvou, esta semana, o vice-presidente da companhia para a exploração de petróleo e gás, Peter Clarke, numa conferência em Vancouver.
Citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o responsável acrescentou que “o Governo moçambicano está a fazer um bom trabalho” e disse esperar “ter notícias mais positivas sobre isso” até ao final do ano.
Uma aprovação em 2025 colocaria o projecto no bom caminho para iniciar a exploração e exportação no final desta década, segundo a Bloomberg, sem citar directamente o vice-presidente da Exxon a dizer que a Decisão Final de Investimento, o ponto a partir do qual se torna mais caro desistir do projecto do que avançar, será tomada em 2025.
O projecto da Exxon, na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, previa, no seu início, uma produção de 15,2 milhões de toneladas por ano, mas a companhia antevê uma produção anual de 18 milhões de toneladas actualmente.
A nível global, a petrolífera planeia duplicar, até 2030, o portefólio de Gás Natural Liquefeito (GNL), cuja produção está actualmente nos 24 milhões de toneladas anuais.
Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração das reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.
Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.
O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.
A plataforma flutuante deverá produzir 3,4 mtpa (milhões de toneladas por ano) de gás natural liquefeito, a Área 1 aponta para 13,12 mtpa e o plano em terra da Área 4 prevê 15 mtpa.
A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
A insurgência levou a uma resposta militar desde Julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projectos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.
O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.
EXXON MOBIL ENTROU NA BACIA DO ROVUMA EM 2017
A Exxon Mobil é uma das maiores empresas de energia de capital aberto do mundo e também é um dos maiores produtores de petróleo e gás em África. Através das suas afiliadas, opera em África há mais de 100 anos e, desde 2006, comprometeu-se em investir mais de 46 biliões de dólares em África, incluindo em projectos na Nigéria, Angola e muitos outros países. A ExxonMobil tem uma vasta mão-de-obra em África, contando com 3300 trabalhadores no continente.
A Exxon Mobil anunciou, no dia 13 de Dezembro de 2017, a conclusão da sua aquisição de 25% da participação indirecta na Área 4 offshore em Moçambique.
A Exxon Mobil Moçambique irá liderar a construção e operação futura do GNL e instalações relacionadas para a Área 4 enquanto a Eni continuará a liderar o projecto de GNL flutuante da Coral e todas as operações upstream. O bloco das águas profundas da Área 4 contém reservas de mais de 85 triliões de pés cúbicos de gás natural, o que irá fornecer recursos para o projecto de GNL de classe mundial, em que os parceiros esperam investir dezenas de biliões de dólares.
A descoberta de enormes depósitos de gás natural tem o potencial de transformar Moçambique. Abre o caminho para que o país se torne num dos principais exportadores de GNL regionais e um importante operador energético mundial.
O Presidente da Ucânia, Volodymyr Zelensky, destacou esta quinta-feira a nova ajuda militar dos aliados em “defesa aérea, mísseis, veículos blindados e artilharia” obtida na cimeira da NATO que terminou ontem em Vilnius, na Lituânia.
“Regressamos a casa com um bom resultado para o nosso país e, muito importante, para os nossos combatentes: um bom reforço de armamento”, disse Zelensky num discurso dirigido à nação, gravado a partir do comboio que o trazia de volta a Kiev após a cimeira.
Zelensky também destacou as “garantias de segurança” que os governos do G7, as sete democracias mais industrializadas do mundo — se comprometeram a negociar com a Ucrânia antes de o país ser aceite na NATO.
“Nesta base, iremos construir uma nova arquitetura juridicamente vinculativa de tratados de segurança bilaterais com os países mais poderosos”, afirmou.
O Presidente ucraniano tinha proclamado na quarta-feira “vitória de segurança significativa” para o país na relação com a NATO, após ter irrompido na cimeira de Vilnius com críticas à ambiguidade dos aliados.
Os países que compõem o G7 (Alemanha, França, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão) anunciaram uma declaração que dá garantias de segurança até à eventual adesão do país.
Entre as declarações de unidade renovada, o Presidente da Ucrânia anunciou, ao lado do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que regressaria “a casa com uma vitória significativa de segurança” e um “sinal tático” para o Kremlin.