Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Um moçambicano vítima da xenofobia na África do Sul está internado nos cuidados intensivos, com queimaduras no corpo, após ter sido brutalmente agredido em sua residência, em KwaZulu-Natal. As autoridades moçambicanas dizem estar a acompanhar a situação junto da contraparte sul-africana.

Os actos xenófobos na África do Sul continuam a fazer vítimas moçambicanas,  apesar dos apelos à paz e à irmandade, vindos de todos os países africanos.

Face ao cenário, que ganhou mais intensidade entre Abril e Maio, com registo formal de sete moçambicanos mortos e várias infra-estruturas destruídas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação diz que a África do Sul geriu mal a migração na terra do Rand e explica: “Há duas semanas, um moçambicano em KwaZulu-Natal. Era mecânico, tinha a sua oficina. À noite, sabiam que a esposa não estava lá, que era uma esposa sul-africana, foram lá e maltrataram-na. Com queimaduras do primeiro grau, está, agora, nos cuidados intensivos. Então, outros moçambicanos foram surpreendidos nas suas casas, foram retirados de lá, não conseguiram tirar nada. Então, o que nós estamos a dizer é que nós entendemos a situação, mas, possivelmente, como família, devíamos ter sentado e ver como é que nós nos organizamos para que aqueles que não têm documentos, que estão de uma forma ilegal na África do Sul, pudessem sair, mas com dignidade. Para isso, alternativas podiam ter sido consideradas: em alguns países europeus, há aqueles vistos de três meses, quatro meses para a recolha de frutas, e depois regressam. Então, todo o moçambicano podia saber – vou ser necessário, vou-me inscrever para um visto de três, quatro, cinco, seis meses, vou trabalhar e depois volto para casa.”

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas, respondia a perguntas de jornalistas durante a conferência de imprensa após a cerimónia de recepção de cartas credenciais de novos embaixadores em Moçambique, e um destes diplomatas é o embaixador da África do Sul, que usou a oportunidade para reconhecer os erros.

“O alto-comissário da África do Sul apresentou… em nome do governo sul-africano, pediu perdão ao povo moçambicano, e disse que isto que aconteceu não devia acontecer, porque nós somos um único povo”, afirmou.

A ministra explica que os governos de Moçambique e África do Sul estão em constante contacto na busca de soluções, e a 46ª Cimeira da SADC, a acontecer em Durban, a 17 de Agosto, será uma importante plataforma de diálogo.

A cimeira, presidida por Cyril Ramaphosa e sob o lema “Industrialização resiliente, sustentável e inclusiva através do desenvolvimento de infra-estrutura”, para além de industrialização e infra-estruturas e integração económica, tem a paz e segurança como um dos principais temas de debate.

O tema com foco na análise da estabilidade regional e geopolítica na África Austral, será antecedido por uma reunião de grupo, no dia 16 de Agosto, outra oportunidade para os líderes da região austral discutirem soluções para África.

Manuela Lucas recorda de algumas decisões saídas do encontro entre Chapo e Ramaphosa.

“Chegaram a um ponto de dizer ‘vamos organizar alguma coisa na fronteira’. A África do Sul está um pouco mais avançada. Estão a criar uma zona económica especial. Então, a própria África do Sul disse ‘vamos estender essa zona económica especial para Moçambique e para Eswatini, para podermos ter ali agricultura, fábricas para transformar alguns dos nossos produtos’. E os nossos moçambicanos, quando chegassem à fronteira, do nosso lado mesmo, encontrariam emprego, encontrariam coisas, porque as pessoas vão lá, é mais para ir trabalhar, para tentar encontrar emprego. Então, vamos continuar a trabalhar juntos com a África do Sul, mas acho que essa é uma boa oportunidade para os chefes de Estado, como família, falarem sobre esse assunto e ver também o que nós podemos fazer juntos para melhorar esta situação”, disse.

E, perante o cenário,  o número de regressados não pára de aumentar.

“Na semana passada, tivemos cerca de 599. Quase 600, que foram repatriados da África do Sul, mas foi um repatriamento coordenado. Estavam todos em Lindela, informaram-nos, então conseguimos organizar-nos. Nós estivemos ali, na fronteira, para receber os moçambicanos.”

Assim, sobe para 2083 o número de moçambicanos repatriados pelo Governo, além de outros mais de 30 mil moçambicanos regressados por meios próprios.

Sobre o outro grupo de repatriados, o Governo teria reconhecido a falta de controlo do grupo, uma vez que, em muitos casos, estes não usam as fronteiras formais para travessia.

Numa entrevista exclusiva ao “O País”, o Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior afirmou existirem, nas províncias de Gaza e Manica, fronteiras informais comumente usadas pelos viajantes, para ir e vir da África do Sul, sem passar por nenhum registo.

Apesar de ser menos dramática a situação actual, as marchas anti-imigrantes, que têm lugar todas as quintas-feiras, em muitas cidades sul-africanas, têm culminado, quase sempre, com mais e mais vítimas estrangeiras, independentemente de estarem ou não legais no País.

Vídeos

NOTÍCIAS

Pelo menos seis pessoas morreram e 13 continuam desaparecidas em Guatemala, depois de um rio ter arrastado seis bairros de lata na capital após fortes chuvas, anunciaram esta segunda-feira as autoridades de protecção civil.

Segundo o secretário-adjunto da Coordenação Nacional para a Redução de Desastres, Walter Monroy, citado pelo Notícias ao Minuto, a inundação do rio arrastou as casas do bairro Dios Es Fiel, situado sob a ponte El Naranjo.

A subida repentina do nível da água resultou num reservatório de água que se formou na sequência de um deslizamento de terras a montante.

Centenas de equipas de salvação estão a participar nas buscas, que foram suspensas na segunda-feira devido à chuva e serão retomadas hoje, de acordo com o porta-voz dos bombeiros voluntários, Bayron Morales.

Apesar de ilegais, centenas de habitações improvisadas foram construídas nas margens do rio Naranjo, que recebe grande parte das águas residuais da capital.

Milhares de pessoas na Guatemala, onde 59% da população de 17,7 milhões de habitantes vive na pobreza, foram obrigadas a construir casas em zonas de risco, devido à falta de habitação.

De acordo com a Câmara Guatemalteca da Construção e a Associação Nacional de Construtores de Habitações, o país sofre de uma escassez de cerca de dois milhões de casas.

Com vista a fazer face às mudanças climáticas e ao conflito entre o Homem e a fauna bravia, nas ilhas e áreas baixas do distrito de Marromeu, em Sofala, serão atribuídas à população daquelas áreas mais de 36 mil quilómetros quadrados em zonas seguras que pertenciam a coutadas e reservas, para habitação e agricultura.

A boa nova abriu espaço para a atribuição, numa primeira fase, de 500 talhões em áreas que pertenciam à Reserva de Marromeu e a quatro coutadas. Marromeu é uma região onde apenas 20 por cento das suas áreas estavam reservadas para habitação e agricultura. As outras áreas pertencem à açucareira, reservas de búfalos e coutadas.

Tendo em conta o crescimento da população e dos animais, estas áreas foram ficando pequenas e o conflito foi aumentando. A população recorria a ilhas e a zonas baixas para a prática da agricultura, mas os ciclones cíclicos têm estado a devastar tudo.

A solução encontrada foi desanexar parte das áreas da reservas e coutadas. Estão disponíveis 36 mil km quadrados, que estão a ser atribuídos à população que reside em áreas de risco.

O Ministério da Terra e Ambiente exortou os beneficiários e a administração local a tomarem acções sem pôr em causa os objectivos de desenvolvimento sustentável.

A iniciativa de atribuição dos 500 talhões conta com o apoio do Banco Mundial através do projecto Moz Bio, baseado no fundo nacional de desenvolvimento sustentável.

Arrancou, há dias no Parque Nacional de Chimanimani, a colocação de coleiras em elefantes, um processo que visa monitorar o movimento dos mamíferos dentro daquela área de conservação, eleita ano passado, pela National Geographic, um dos melhores destinos turísticos do mundo.

Segundo Lionel Macicame, administrador daquela área de conservação, está planificada a colocação de três coleiras a igual grupo de elefantes, o que irá garantir o afugentamento antecipado em caso de algum perigo, além de poder direccionar as equipas de fiscalização e de apoio ao programa de conflito Homem-fauna bravia.

“Acreditamos que será uma mais-valia porque apoiam noutros aspectos de gestão do parque, o que nos permite identificar os principais os corredores que os elefantes usam e aí reorientam as comunidades para abertura de machambas, construção de suas residências, implantação de infra-estruturas sociais”, disse Macicame, para quem, de acordo com as visualizações (aéreas) tidas, tudo indica que o número da família dos elefantes está aumentar no Parque Nacional de Chimanimani.

Mais adiante, Macicame observou que, para além do programa de colocação de coleiras, existe um programa de abertura de furos de água e uso de cordas de piri-piri, tudo num esforço visando encontrar a melhor solução para a coexistência Homem-animal.

A fonte mostrou-se preocupada com práticas nocivas à biodiversidade e que colocam em risco o ecossistema, que vão desde a caça furtiva, queimadas descontroladas e mineração.  Mas, segundo disse, há esforços tendentes a acabar com esse tipo de prática, afirmando que, só este ano, 109 pessoas caçadores furtivos foram neutralizados no Parque Nacional de Chimanimani, sendo, deste número, 23 zimbabweanos. Alguns, em número de oito, já respondem a processos na justiça.

O Presidente da República e Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, Filipe Nyusi, instou, esta segunda-feira, em Moatize, Tete, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) a continuarem a ser o reflexo do patriotismo e da unidade nacional, colocando os soldados, praças e os sargentos no topo das prioridades e, de forma visível, intensificar o processo de treino e formação militar para outros patamares da prontidão combativa para responder ao carácter dinâmico das ameaças cada vez mais difusas.

Paralelamente, as Forças Armadas deverão reforçar a capacidade combativa, adequando a doutrina e postura aos desafios do âmbito estratégico operacional. E a respeito disto alerta que as FADM não estão na fase defensiva, mas na ofensiva. Por isso, entende Nyusi, devem promover e desenvolver as relações civis militares através da interacção com as comunidades locais, respeitar os direitos humanos nos teatros operacionais, sendo que, neste último aspecto, o Presidente afirma que o país tem sido um grande exemplo.

As Forças Armadas devem reforçar a boa coordenação nas operações conjuntas e combinadas com as forças irmãs de defesa do Ruanda e com a Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM, sigla em inglês) e aprimorar outros apoios multilaterais e de carácter bilateral em curso.

“Como Governo, continuaremos a criar as condições logísticas que aprimorem a capacidade de intervenção das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, tornando-as aptas para responder a quaisquer desafios de segurança, para que sejam as mais modernas possíveis, direccionando recursos tecnológicos e meios que ajudem na defesa da pátria e soberania”, garantiu Filipe Nyusi.

“Segundo o Chefe de Estado, a situação de segurança na província de Cabo Delgado está no centro das atenções do Governo, pois as acções terroristas perturbam a paz, o bem-estar das populações e regridem os esforços do Governo em prol do desenvolvimento. Ademais, os ataques terroristas provocaram a perda de vidas humanas, o fluxo de deslocados internos, violações sistemáticas dos direitos humanos, destruição de infra-estruturas públicas e privadas, paralisação dos projectos de desenvolvimento, entre outros aspectos”, lê-se na fonte que estamos a citar. E sublinha-se: “É dever das FADM, enquanto instituição responsável pela defesa e salvaguarda da soberania, combater energicamente e eliminar todo e qualquer tipo de ameaça à estabilidade nacional”.

Nyusi diz estar ciente e encorajado com os resultados que estão a ser alcançados no campo operacional, o que se pode notar pelo visível retorno das populações às suas zonas de origem e que pouco a pouco retomam as suas vidas normais. Além disso, registam-se, de forma notável, o retorno das actividades económicas e o normal funcionamento das instituições públicas e privadas em todos os distritos da província de Cabo Delgado.

“Estes resultados em nenhum momento devem significar abrandamento das acções militares. Deverão constituir a causa da intensificação das operações em curso. Não podemos cometer os mesmos erros de desactivar o poderio das Forças de Defesa e Segurança quando consideramos que a batalha foi superada com sucesso. Estamos cientes dos desafios conjunturais, mas as circunstâncias impõem-se a adequar-nos às metamorfoses permanentes que ameaçam a segurança e a viabilidade da nossa agenda”, sublinhou Filipe Nyusi.

 

25 DE SETEMBRO DEVE SER DATA DE REFLEXÃO SOBRE AS AMEAÇAS À PÁTRIA

Ainda ontem, o Presidente da República, Filipe Nyusi, sublinhou, em Moatize, província de Tete, que não se deve resumir apenas à comemoração das conquistas até agora alcançadas pelas FADM, mas um momento de reflexão sobre as profundas e difusas ameaças à defesa da pátria que a cada dia emergem.

“É dia para recordar com emoção todos os heróis do 25 de Setembro; é dia de exaltar os valores da unidade nacional, o espírito patriótico mantido vivo ao longo dos quase 50 anos da independência”, considerou o Presidente”, conforme se lê na nota da Presidência. 

De acordo com Nyusi, Tete é hoje o quartel-general das FADM, e justifica que a escolha daquele ponto do país para acolher as cerimónias centrais obedeceu à lógica de que todo o território nacional é Moçambique, mas sobretudo um tributo ao papel desta província no contexto da luta pela independência.

Segundo o Estadista, nesta província foram travadas renhidas batalhas contra o exército do regime colonial português. Foi em Tete onde as Forças Armadas de Moçambique (FAM) e Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM) repeliram com valentia as investidas do regime racista e minoritário da então Rodésia de Ian Smith.

As cerimónias da data acontecem sob o lema “Forças Armadas de Defesa de Moçambique, uma força credível de elevada prontidão para a defesa de Moçambique, do seu desenvolvimento e prosperidade”. 

O Presidente da República prestou uma homenagem a todos os jovens de 25 de Setembro de 1964, jovens que deram a sua juventude e suas vidas para que, hoje, Moçambique pudesse desfrutar da liberdade do exercício democrático, da paz e progresso como uma nação que se afirma no Conserto das Nações.

“Hoje, o seu legado é devidamente valorizado por sucessivas gerações dos jovens que, ingressando nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, se inspiram na geração do 25 de Setembro. O 25 de Setembro imortaliza o sacrifício, coragem, bravura e patriotismo dos melhores filhos desta nação que, em diferentes fases da nossa história, têm colocado acima dos seus interesses a defesa da pátria amada”, afirma o Estadista.

Nyusi faz menção ao facto de que desde o alcance da independência o país ter enfrentado desafios diversos que põem em causa o desenvolvimento e a harmonia entre os moçambicanos, referindo-se aos fenómenos naturais cíclicos, hostilidades armadas e actualmente o terrorismo na província de Cabo Delgado.

O Presidente considera a defesa da pátria como a condição primordial para a manutenção de todas as outras formas de independência do país. Por isso, explica que, ao se comemorar o 25 de Setembro, pretende-se imortalizar a data para que as gerações vindouras “conheçam este importante marco histórico e encarem os valores de pertença a esta pátria que custou sangue”.

Por ocasião das celebrações e reconhecimento da participação activa na luta de libertação da pátria nas frentes da luta armada ou clandestinidade; no combate diplomático e da informação e propaganda; nas batalhas triunfais da independência, democracia e paz, bem como no esforço abnegado tendente a valorizar e perpetuar conquistas desta luta decidiu, o Presidente da República condecorou, em todo o país, 979 cidadãos nacionais com a medalha “Veterano da Luta de Libertação de Moçambique”, para quem a entrega abnegada destes sirva de exemplo para as gerações actuais que hoje enfrentam o terrorismo em Cabo Delgado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou, esta segunda-feira, às forças políticas concorrentes e aos seus membros no sentido de participarem de forma livre, consciente, ordeira e tolerante na campanha eleitoral rumo às eleições autárquicas. Para Filipe Nyusi, as eleições devem constituir um momento de celebração da moçambicanidade.

Falando à Nação, Nyusi exortou ainda que, na interacção com os eleitores, os cabeças-de-lista se concentrem na apresentação de manifestos, abstendo-se de discursos incendiários, que podem gerar violência.

Aos dirigentes, segundo o Presidente da República, cabe a responsabilidade de orientar membros no código de conduta eleitoral. 

De igual modo, a polícia deve actuar com isenção e imparcialidade para que o processo possa decorrer dentro da lei e ordem. 

Segundo o Chefe de Estado, as eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro vão se realizar num contexto de aprofundamento da democracia e da descentralização, verdadeiros pilares do estado de direito democrático. 

Nas presentes eleições, as sextas autárquicas, 65 municípios irão registar o processo eleitoral que envolve 22 concorrentes, entre partidos, coligações e associações de grupo de trabalho.

A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, lançou, semana passada,  a primeira pedra do projecto de desenvolvimento do turismo integrado, nas cascatas de Namaacha, na Província de Maputo.

A iniciativa governamental pretende valorizar e preservar as cascatas de Namaacha, situadas na província de Maputo, há cerca de 80 km da capital, um dos principais atractivos naturais de Moçambique, com beleza cénica e uma biodiversidade rica muito procurada pelos visitantes nacionais e estrangeiros. Trata-se de um exemplo beleza, tranquilidade e encanto.

“O projecto de desenvolvimento do turismo integrado, nas cascatas de Namaacha, será desenvolvido pela Fork On Hill, que projecta a construção de 10 chalés, restaurante, parede para escalada, pista de obstáculos, tirolesa, trilhas, acondicionamento de represas para canoagem e pesca desportiva, área de concertos, entre outros”, lê-se na nota de imprensa do Ministério da Cultura e Turismo.

Eldevina Materula referiu, na sua intervenção, que a implantação do projecto irá oferecer aos visitantes uma experiência integrada e diversificada, que combine o lazer, a cultura, a educação e a sustentabilidade ambiental, para além de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico da região e do país, pois vai gerar emprego, renda, impostos e divisas. Por isso, Eldevina Materula vincou a necessidade do mesmo projecto contribuir para a preservação e valorização do património natural e cultural das cascatas de Namaacha, que são um símbolo da identidade nacional e um recurso estratégico para o turismo.

O representante da Fork On Hill, Fernando Sitói, afirmou que o projecto é mais do que um negócio, é o símbolo do compromisso que a organização tem para a criação de um destino turístico acolhedor, autêntico e sustentável.

Por outro lado, a Fork On Hill quer usar o poder do turismo para engajar as comunidades, a todos os níveis, e ajudar a promover os produtos culturais produzidos localmente.

De um modo geral, as comunidades locais pedem maior benefício sobre o projecto e dizem estar prontas para apoiar na visibilidade do projecto que se vai erguer em benefício do desenvolvimento do turismo.

Dentre várias figuras, marcaram presença, nas cerimónias, o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Namaacha, Manuel Munguambe, a Directora do Gabinete do Governador da Província, Kátia Come, e o Director Provincial da Cultura e Turismo, Lúdgero Gêmo.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra do projecto de desenvolvimento do turismo integrado, nas cascatas de Namaacha, foi sucedida pela visita ao Santuário da Nossa Senhora de Fátima, Gruta Nossa Senhora de Fátima, Quinta Arca, locais de grande atracção turística em Namaacha.

A actividade está inserida no quadro das celebrações do Dia Mundial do Turismo, que se assinala a 27 de Setembro.

É oficial. No âmbito  do estágio pré-competitivo que irá realizar no Algarve, Portugal, enquadrado nas datas-FIFA, entre os dias 8 a 15 de Outubro, a selecção nacional de futebol, Mambas, irá testar-se com as suas similares da  Guiné-Bissau e Nigéria. O primeiro jogo amigável está agendado para dia 13 com os guineenses, enquanto o segundo realiza-se a 16 do mesmo mês. 

Este será, em termos práticos, o arranque oficial da fase de preparação para o CAN 2023, prova a realizar-se entre Janeiro e Fevereiro, na Costa do Marfim. 

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde,  irá anunciar a convocatória para este estágio nas próximas horas, segundo escreve a FMF na sua página no “Facebook”.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) negociou com a sua contraparte do  Senegal para que a selecção feminina jogue, hoje, 25 de Setembro, naquele país a segunda “mão”  da primeira eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da categoria, alegadamente para a proteger a relva do Estádio Nacional do Zimpeto. Tal irá acontecer num cenário em que as moçambicanas criaram muitas dificuldades às senegalesas na primeira mão, arrancado um empate a uma bola. 

É  mais um caso no futebol moçambicano que promete fazer correr muita tinta.  Numa altura em que futebol feminino tem registado bons resultados, destacando-se a boa campanha no Torneio COSAFA, ano passado, bem como a excelente prestação do Costa do Sol na fase de acesso à Liga dos Campeões ao nível da zona,  a  Federação  Moçambicana de Futebol  anunciou que  a selecção nacional  não vai  jogar  a segunda  mão da primeira eliminatória de acesso ao CAN  no  Estádio Nacional do Zimpeto, alegadamente prara salvaguardar o estado do piso do recinto. 

Ou seja, a  FMF negociou com a sua  contraparte  do Senegal para que a selecção feminina  jogue em Thiès uma partida decisiva, num cenário em que as moçambicanas arrancaram um empate precioso a uma bola  no duelo da primeira mão.

Em comunicado,  o órgão reitor do futebol moçambicano  justifica que a negociata está relacionada com o desgaste que a relva do Estádio Nacional do Zimpeto foi sujeita nos últimos dias, tendo acolhido cinco jogos dos quais quatro dos representantes nacionais nas Afrotaças  (União Desportiva do Songo fez três jogos, sendo dois com Green Mambas e outro com Petro de Luanda, e Ferroviário de Maputo bateu-se com Sagrada Esperança no mesmo palco).

“A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) comunica à Imprensa e aos demais interessados que chegou a acordo com a sua congénere do Senegal para a realização, em Dakar, do jogo da segunda “mão” da primeira eliminatória de qualificação para o Campeonato Africano de Marrocos-2024, na categoria de sénior femininos.Em princípio esse jogo deveria ter lugar em Maputo, mas a decisão foi tomada tendo em conta a necessidade de protecção do relvado do Estádio Nacional do Zimpeto, que se apresenta bastante desgastado devido a excessiva utilização, em curto espaço de tempo.Recentemente, o Estádio Nacional do Zimpeto acolheu cinco jogos internacionais, nomeadamente União Desportiva do Songo – Green Mambas de Eswatine; Green Mambas- União Desportiva do Songo; Moçambique – Benin; Ferroviário de Maputo – Sagrada Esperança de Angola e União Desportiva do Songo – Petro Atlético de Luanda”, lê-se na nota da FMF divulgada na sua página do “Facebbok”.

A FMF justifica, na nota, que “este volume de jogos, quase seguidos, provocou uma forte pressão sobre o piso do Estádio, o que levou os comissários da Confederação Africana de Futebol e árbitros dos três últimos desafios a reportarem nos respectivos relatórios a situação deplorável em que se encontra o relvado. Em face disso,  a CAF deverá aplicar multas à FMF, Clube Ferroviário de Maputo e União Desportiva do Songo, no valor de três mil dólares americanos cada.”. 

Segundo a “Casa do Futebol”, “preventivamente, para não correr riscos de ver interdita a realização, em Novembro próximo, do jogo Moçambique – Argélia da segunda jornada da fase de grupo de qualificação para o “Mundial” dos EUA/Canadá, a FMF decidiu negociar com a Federação Senegalesa de Futebol a disputa da segunda “mão” do apuramento feminino, entre as selecções dos dois países, em Dakar.”

A terminar, a FMF argumenta: “Esta medida visa evitar sacrificar ainda mais a relva do ENZ, permitindo, simultaneamente, a realização de trabalhos para a sua recuperação, uma vez que até ao dia 15 de Outubro deve estar em condições adequadas para receber o jogo Moçambique – Argélia, em Novembro, segundo recomendações da CAF. Infelizmente, Moçambique só tem um campo aprovado oficialmente pela CAF para acolher as suas competições de seniores.

Anualmente, a FMF recebe  da FIFA o valor monetário de USD 500 mil dólares para o desenvolvimento do futebol feminino. É neste sentido que, recentemente, este órgão lançou o projecto “League Development”. 

Curiosamente, a  fase de qualificação para o CAN é uma das etapas para a afirmação de qualquer selecção no panorama do futebol no continente. 

New Vision de Pemba e o Clube Desportivo Município da Beira qualificaram-se para a fase final da Liga Sasol de basquetebol após vencerem as “poules” de apuramento das  zonas norte e centro, respectivamente.  Agora (entre 28 a 30 de Setembro) é que serão elas na zona sul a disputarem o acesso à Liga Sasol em Inhambane. 

É o resultado da  supremacia da New Vision na quadra  assim como o trabalho de base para  o resgate da modalidade e melhoria do quadro competitivo que se tem  estado a fazer  em Pemba. 

Com a “veterana” Diarra Dessai como reforço, a New Vision de Pemba assegurou, domingo, a  presença na edição 2023 da  Liga Sasol de basquetebol sénior feminino com saldo de  três vitórias em igual número de jogos na fase de apuramento ao nível da zona norte.

Domingo, último dia de competição, a New Vision derrotou o  Mucopelinhas de Nacala (43-38), num duelo equilibrado.

Ao intervalo, no pavilhão da do Instituto Industrial e Comercial de Pemba, o marcador indicava 25-23, vantagem de três pontos para a equipa da casa. 

A marcha para Maputo (ndr: será palco da fase final da Liga Sasol)  começou com uma vitória expressiva diante do  ISDEIT de Lichinga, por 89-45.

Veio a segunda jornada, com ela…nova vitória. A New Vision foi superior a  União Juvenil de Napipine,  adversário o qual venceu (39-56) com o resultado de 32-13 ao intervalo. Estava, desta forma, escrita (mais) uma nova página do  basquetebol feminino em Pemba que tem registado um movimento de resgate da modalidade.

Na edição passada da Liga Sasol de basquetebol, a New Vision teve  um saldo de duas vitórias na prova, tendo derrotado Eagles de Maxixe ( 68-43) num duelo em que Helena Tiago foi melhor cestinha com 21 pontos,  e depois voltou a sair-se bem com um triunfo por  63-58  com Nelly Ambross a destacar-se com 23 pontos.

Quem também assegurou a presença na Liga Sasol de basquetebol feminino é o Clube Desportivo Município da Beira, formação que “despachou” o  Clube Liga de Chimoio no “play-off” da fase de apuramento para Liga Sasol (2-0) à melhor de três jogos. No jogo 1, a equipa da Beira aplicou “chapa 100” ao vencer por 119-38.   

No segundo embate, sábado, o  Clube  Desportivo Município da Beira fechou mesmo as contas da qualificação ao vencer  o seu adversário por 69-38.

Quinta classificada na Liga Sasol 2022, o Clube  Desportivo Município da Beira teve um registo de quatro vitórias e igual número de derrotas. Nas classificativas do 5.º ao 8.º lugares, bateu o Eagles da Maxixe por 104-51. 

Estão já qualificados para o certame o  Costa do Sol (campeão nacional), Ferroviário de Maputo, Ferroviário da Beira, Lázio de Maputo e A Politécnica,  New Vision e o Clube Desportivo Município da Beira. 

A oitava equipa será conhecida no desfecho da fase de apuramento da zona sul, que se disputa de 28 e 30 de Setembro, em Inhambane. A mesma irá movimentar quatro equipas, nomeadamente  Clube Traquejadas e Eagles da Maxixe, em representação de Inhambane, e Maxaquene e Desportivo de Maputo da capital do país. A fase final da Liga Sasol realiza-se de 29 de Outubro a 14 de Novembro na cidade de Maputo.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria