Com vista a fazer face às mudanças climáticas e ao conflito entre o Homem e a fauna bravia, nas ilhas e áreas baixas do distrito de Marromeu, em Sofala, serão atribuídas à população daquelas áreas mais de 36 mil quilómetros quadrados em zonas seguras que pertenciam a coutadas e reservas, para habitação e agricultura.
A boa nova abriu espaço para a atribuição, numa primeira fase, de 500 talhões em áreas que pertenciam à Reserva de Marromeu e a quatro coutadas. Marromeu é uma região onde apenas 20 por cento das suas áreas estavam reservadas para habitação e agricultura. As outras áreas pertencem à açucareira, reservas de búfalos e coutadas.
Tendo em conta o crescimento da população e dos animais, estas áreas foram ficando pequenas e o conflito foi aumentando. A população recorria a ilhas e a zonas baixas para a prática da agricultura, mas os ciclones cíclicos têm estado a devastar tudo.
A solução encontrada foi desanexar parte das áreas da reservas e coutadas. Estão disponíveis 36 mil km quadrados, que estão a ser atribuídos à população que reside em áreas de risco.
O Ministério da Terra e Ambiente exortou os beneficiários e a administração local a tomarem acções sem pôr em causa os objectivos de desenvolvimento sustentável.
A iniciativa de atribuição dos 500 talhões conta com o apoio do Banco Mundial através do projecto Moz Bio, baseado no fundo nacional de desenvolvimento sustentável.