A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
Uma província duramente afectada pelo amarelecimento letal de coqueiro, Zambézia passou de uma grande potência no que à produção da palma diz respeito. As zonas mais afectadas na província pelo amarelecimento letal do coqueiro são as áreas de Maquival, Pebane e Bajone, sobretudo em toda a zona do litoral.
Mas, como se manifesta esta doença? A resposta é que o amarelecimento letal do coqueiro se manifesta através da queda imatura da planta do coco, e a morte da planta ocorre entre quatro a seis meses. Uma fonte que esteve ligada às companhias indicou-nos que aquelas são as principais características da doença que, até ao momento, é de origem desconhecida.
O jornal O País esteve em Cabuir, zona do interior da Maganja da Costa, uma das regiões duramente afectada pelo amarelecimento letal do coqueiro. Residentes da região contaram que o palmar era a principal fonte de renda das famílias, mas, com a doença, os residentes registam crise.
Baptista Juízo, residente de Cabuir, diz que a grande preocupação da comunidade é buscar resposta sobre esta matéria. Afirma ainda que, desde o ano 2000, os coqueiros começaram a ser afectadas pela doença, complicando a vida das famílias.
A pesca e a agricultura têm sido alternativa para as famílias. Mário Hasane, ancião de Cabuir, contou que produz redes de pesca e vende para os que praticam a actividade ao longo da Costa. Segundo suas palavras, a actividade que pratica é alternativa que encontrou para ganhar algum dinheiro.
Já no Mercado Central de Quelimane, o coco comercializado vem de Inhambane. Na compra, cada coco custa 14 Meticais, e na venda localmente, o preço varia de 15 a 20 Meticais. O preço é caro quando comparado com o coco antes produzido nos palmares da província, dizem os comerciantes.
Helena Hassan, vendedeira do Mercado Central, explicou que a questão do coco é desafiadora, pois não tem sido fácil comprar em Inhambane e vender em Quelimane com a alta dos preços dos combustíveis.
As instalações onde funcionava a fábrica da Geralco, uma das firmas da companhia da Borror, hoje estão a ser utilizadas para processar tronco dos palmares em tábuas.
Essencialmente, são abatidos os palmares infectados e o tronco utilizado para produzir tábuas. De acordo com alguns trabalhadores que falaram ao nosso jornal, a firma viria a parar com o advento do amarelecimento letal de coqueiro que deitou abaixo a matéria-prima.
Mia Couto diz que a arma devia ser o último recurso para resolver divergência entre os moçambicanos, até porque estes sempre se notabilizaram pela disponibilidade para dialogar. O escritor falava ontem na Conferência Internacional: Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas, evento que decorreu na Cidade de Maputo.
Várias personalidades intervieram, esta sexta-feira, na Conferência Internacional sobre o tema “Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas: Promovendo a Paz e Segurança Internacionais”, realizada pelo Governo.
No evento, o escritor e jornalista Mia Couto defendeu o recurso ao diálogo e não às armas de guerra, para resolver conflitos entre os moçambicanos.
Já o director executivo da Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil, João Pereira, falou da necessidade de se criar um instituto de prevenção de conflitos. Disse, também, que sem instituições apropriadas, não é impossível consolidar a paz e a reconciliação.
Para a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, os debates mostram que ainda há necessidade de se continuar a cultivar a paz e o entendimento entre os moçambicanos.
Moçambique cumpre um mandato de dois anos, que vai até 31 de Dezembro de 2024, como membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
O juiz do processo por fraude civil contra Donald Trump negou, esta sexta-feira, o seu requerimento para anular o julgamento, rejeitando alegações de preconceito e enviesamento político feitas pelos seus advogados, escreve o Observador.
A defesa do ex-presidente dos EUA Donald Trump instou o juiz Arthur Engoron na quinta-feira a parar o caso com efeitos imediatos, argumentando que tinha prejudicado irremediavelmente o direito do republicano a um julgamento justo por “desvios surpreendentes dos padrões normais de imparcialidade”.
Citaram as suas decisões contra o seu cliente, o proeminente papel do oficial de justiça chefe, as doações políticas do funcionário judicial e a partilha de artigos sobre o caso pelo juiz, com antigos colegas da escola secundária.
“O meu oficial de justiça principal não faz sentenças nem emite ordens, eu sim”, escreveu Engoron, acrescentando que “as minhas sentenças são minhas e apenas minhas”.
Rejeitou ainda que a partilha de artigos através de uma newsletter da escola secundária interfira com a sua imparcialidade e profissionalismo no caso, o qual, recordou, acompanha há mais de três anos, e que pretende concluir.
A advogada de Trump Alina Habba divulgou um comunicado no qual se lia que, “conforme esperado, o tribunal recusou assumir responsabilidades pelo seu falhanço a presidir este caso de forma imparcial e sem enviesamento”, mas garantindo que se manteriam “firmes e a continuar a lutar pelo direito dos seus clientes a um julgamento justo”.
O processo desencadeado pela procuradora-geral Letitia James alega que Trump, a sua empresa e executivos de topo inflacionaram a sua fortuna em milhares de milhões de dólares nas suas declarações financeiras, entregues a bancos, seguradoras e outras entidades para garantir empréstimos e concretizar negócios. Trump e os outros arguidos declararam-se inocentes.
O governo do Hamas elevou sexta-feira o número de mortos na Faixa de Gaza para 12 mil, em resultado da guerra iniciada a 7 de Outubro entre Israel e o movimento islamita palestiniano.
Entre as mortes registadas, até à data, incluem-se cinco mil crianças e 3.300 mulheres e cerca de 30 mil pessoas ficaram feridas, detalhou o governo palestiniano do Hamas.
O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma que dezenas de corpos estão espalhados nas ruas do norte da Faixa de Gaza e que é impossível contá-los devido à intensidade dos ataques israelitas.
A primeira-dama da República, Isaura Nyusi, felicitou a equipa sénior feminino de basquetebol do Ferroviário de Maputo pela conquista, terça-feira, 14 de Novembro, do Campeonato Nacional de Basquetebol.
Numa mensagem enviada ao “O País”, Isaura Nyusi refere ter acompanhado atentamente o desenrolar da Liga Sasol 2023, considerando, por isso, que as “locomotivas” conquistaram o certame com mérito.
“Queridas atletas do Clube Ferroviário de Maputo! Seguimos atentamente a realização do Campeonato Nacional de Basquetebol, a Liga Sasol. O vosso desempenho reflectiu-se no mérito, entrega e determinação que resultou na conquista desta prova”, lê-se na nota.
Na mesma mensagem, Isaura Nyusi escreve que “queremos saudar de forma categórica e efusiva o título conquistado pelo vosso prestigiado clube. Vocês demonstraram em campo o vosso talento e determinação. Pelo desempenho revelado, vão as nossas felicitações.”
Palavra de apreço vai, outrossim, para a Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), agremiação que organizou a Liga Sasol. “Aproveitamos a ocasião para saudar também a organização do evento, nomeadamente a Liga Moçambicana de Basquetebol e aos parceiros, com destaque para a SASOL, que tornou possível o envolvimento da mulher moçambicana oriunda de várias províncias do nosso país para este evento. Isto nos deixa bastante satisfeitas. Bem haja o Clube Ferroviário de Maputo! Bem haja a Mulher Moçambicana desportista.”
O actual Presidente da Libéria, George Weah, admitiu a derrota e felicitou Joseph Boakai pela vitória nas eleições presidenciais de terça-feira à noite, enquanto o país aguarda a publicação dos resultados finais.
“Embora os resultados anunciados, na noite de ontem, não sejam definitivos indicam que Boakai tem uma vantagem, que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória”, disse Weah
“Esta noite, o CDC (partido de Weah) perdeu as eleições, mas a Libéria ganhou. Este é um momento de elegância na derrota”, afirmou Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.
“Embora os resultados anunciados na noite de ontem não sejam definitivos, indicam que Boakai tem uma vantagem que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória”, disse Weah.
Os resultados publicados na sexta-feira pela comissão eleitoral, após contados os votos em mais de 99% das assembleias de voto, deram 50,89% a Boakai, de 78 anos, e 49,11% a Weah.
Depois de contados cerca de 1,6 milhões de boletins de voto, Boakai tinha uma vantagem de pouco mais de 28 mil votos. Esperava-se que cerca de 2,4 milhões de liberianos fossem às urnas na terça-feira, mas ainda não foi dada qualquer indicação sobre a taxa de participação.
Os observadores da UE e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar “largamente pacífico” da segunda volta das presidenciais.
No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado, que resultaram em “ferimentos e hospitalizações”.
Este foi o primeiro acto eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.
Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer a violência pós-eleitoral.
O Presidente da República pede mais financiamento e transferência de tecnologia aos países africanos. Filipe Nyusi falava, hoje, durante a cimeira global “Vozes do Sul”, organizada pela Índia, que junta vários líderes do mundo.
É a segunda cimeira global realizada este ano, intitulada “Vozes do Sul”. Tem como objectivo partilhar ideias e necessidades específicas de países em desenvolvimento. Para Moçambique, a prioridade deve ser o financiamento dos países africanos, segundo o Presidente da República.
Na cimeira virtual dirigida pela Índia, Filipe Nyusi não deixou para trás a necessidade de acabar com as guerras no mundo.
A primeira edição da cimeira global “Vozes do Sul” foi realizada em Janeiro.
Não vai entrar ajuda humanitária hoje na faixa de Gaza. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina, a medida se deve à falta de combustível no território palestiniano cercado e devastado pelos combates entre Israel e o grupo Hamas.
Os palestinianos vivem, hoje, uma sexta-feira de azar. Não entrarão camiões para dar mantimentos e outros apoios à população da Faixa de Gaza.
Segundo um comunicado da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina não se permite a entrada de combustível na região, cercada e devastada pelo conflito entre Israel e o grupo palestiniano Hamas.
Devido à falta de combustível, Gaza enfrenta uma interrupção total dos serviços das telecomunicações, o que torna a coordenação humanitária, no enclave, ainda mais difícil.
Dadas as circunstâncias, a agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina suspendeu, esta sexta-feira, as operações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
O comissário-geral do órgão ligado à ONU, Philippe Lazzarini, afirmou, esta quinta-feira, ter recebido informações de que a região estaria também sem acesso à internet.
O Programa Mundial para Alimentação já havia alertado para uma grande ameaça de fome para os palestinianos, dado que desde o reinício do conflito, a 7 de Outubro, só 10% dos alimentos necessários para os habitantes da faixa de Gaza chegaram aos deslocados.
Segundo as Nações Unidas, com a aproximação do inverno, a insegurança e a superlotação dos abrigos levará à morte de vários civis.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, hoje, em Maputo, que o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) está “numa fase satisfatória”, considerando que já estão a ser fixadas as pensões dos antigos guerrilheiros da Renamo, ora reintegrados.
“Processo de DDR está na fase crucial, onde há mais de 250 antigos guerrilheiros da Renamo que já têm as suas pensões fixadas, devendo os outros ver a situação resolvida nos próximos tempos”, garantiu Nyusi no seu discurso de abertura da Conferência Internacional Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que decorre hoje na “cidade acácias”.
O Chefe Estado disse estar disponível para garantir a manutenção da paz, reconhecendo que há uma necessidade de diálogo constante para que as diferenças sejam ultrapassadas.
No que refere ao terrorismo, Nyusi destacou o retorno às origens por parte de alguns deslocados de Cabo Delgado, como resultado dos progressos alcançados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) em coordenação com as forças da SADC e do Ruanda.
Neste capítulo, o Presidente Nyusi agradeu o apoio internacional que Moçambique tem estado a receber para eradicar o terrorismo, na província de Cabo Delgado.
“Moçambicanos passaram por tortousos caminhos para alcançar a Paz”, disse Filipe Nyusi, lembrando dos período que Moçambique foi alvo de ataques dos Governos da Rodésia e do Apharteid.
Intervindo na Conferência, o Presidente da Comissão para a Consolidação da Paz das Nações Unidas elogiou o Governo moçambicano pela condução do seu mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas e na consolidação da paz com a Renamo, através do diálogo, para além de combater o terrorismo no norte do país.
“Contem com o nosso apoio e assessoria no mandatos que iniciaram nas Nações Unidas para que possam perseguir com sucesso os objectivos que se propuseram ao alcançar”, avançou Ivan Simonovic, que é também Represente Permanente da Croácia junto das Nações Unidas.
Participam da conferência personalidades moçambicanas e internacionais com reputação na diplomacia, para além de governantes, membros de organizações da sociedade civil e estudantes da relações internacionais e diplomacia. O evento decorre sob o lema “Promovendo a Paz e Segurança Internacionais”.