O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Há mais adesão ao autoteste do HIV/SIDA no país Entretanto, poucas pessoas encaminham os seus resultados às unidades sanitárias. A informação foi partilhada hoje, pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, durante uma campanha de sensibilização.
Fazer o teste do HIV/SIDA era a palavra de ordem, na campanha de mobilização de pessoas para o diagnóstico e tratamento da doença, alusiva ao Dezembro Vermelho, realizada este sábado, na Cidade de Maputo, e dirigida pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago.
Trajados de camisetas persuasivas, a ideia era quebrar as barreiras do estigma e descriminação.
Por isso, no local, houve espaço para a realização de uma feira de saúde.
“Nós temos que alcançar a nossa meta de 95-95-95. Vamos deixar as simples palavras e vamos agir. Qualquer que seja o resultado para o HIV, a solução está lá. Se for negativo, continue mantendo as medidas de prevenção e se foi positivo, dirija-se a unidade sanitária e inicie o tratamento antirretroviral. Com o TARV, somos todos iguais”, disse na ocasião, o ministro da Saúde, Armindo Tiago.
As mulheres dos 15 aos 49 anos de idade lideram a lista dos infectados por HIV/SIDA no país. Entretanto, com a campanha Testá-la, pretende-se que mais homens tenham conhecimento do seu estado.
“A campanha Testá-la tem a particularidade de ter sido construída tendo esse quesito em conta, buscando não só enquadrar a linguagem, a indumentária, os meios em que circulam os potenciais alvos, as idades, mas sobretudo do multifacetado mosaico sociocultural do nosso país, para deixar o apelo de conheça o seu sero-estado”, disse Diogo Milagre representante da Fundação para o Desenvolvimento das Comunidades (FDC), um dos parceiros da campanha Testá-la.
Dados do sector da saúde apontam que dos mais de 2.4 milhões de pessoas infectadas pelo HIV/SIDA, apenas 71,6% conhecem o seu estado, ou seja, perto de 700 mil pessoas vivem com a doença sem saber.
Só em 2022, mais de 48 mil pessoas no país morreram vítimas da doença.
O Presidente Francês, Emmanuel Macron, apela aos países do G7 a dar o exemplo e acabar com a produção do carvão até 2030. Macron falava esta sexta-feira, em Dubai na cimeira do clima, COP28.
Os países mais desenvolvidos do mundo estão na lista dos que mais emitem gases tóxicos e a produção e uso do carvão é uma das causas para o aquecimento global. Por isso, presente na 28ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, COP 28, que acontece no Dubai, o Presidente francês apelou aos 7 países mais desenvolvidos economicamente do mundo, o G7, para que se comprometam a acabar com o investimento na produção e uso do carvão até 2030, para dar o exemplo aos países em desenvolvimento.
Emmanuel Macron, que considera o contínuo investimento no carvão um “absurdo”, diz que o G7 possui uma grande responsabilidade.
“Temos de permitir que os países emergentes recuperem o seu atraso económico, é um elemento de justiça. Mas esta recuperação não deve ser feita com base em energias baseadas no carbono, nomeadamente no carvão”, defendeu.
Refira-se que Moçambique, que também participa da cimeira do clima, encontra-se entre os dez maiores produtores do carvão mineral do mundo, uma produção que anualmente regista crescimento acima dos 20% e é exportada para diversos países da Europa e América.
As estradas de acesso à Homoine e Vilankulo estão degradadas. Os automobilistas em Inhambane reclamam o avançado estado de degradação das estradas que dão acesso à Vila de Homoine e à cidade de Vilankulo. O sector de estradas naquele ponto do país, reconhece o problema e diz que tudo deve-se a falta de dinheiro.
São 25 quilômetros de estradas construídas há 10 anos, mas que hoje está em avançado estado de degradação
O mesmo cenário acontece no troço de 29 quilômetros que sai de Pambarra até à Cidade de Vilankulo, um dos maiores destinos turísticos do país.
A estrada também está esburacada para o desespero dos automobilistas.
Não dá para conservar os carros, que frequentemente sofrem com a degradação das estradas.
A administração Nacional de Estradas diz que o problema não é apenas desses dois distritos, por falta de dinheiro.
Para o presente ano, a administração Nacional de Estradas em Inhambane teve apenas 224 milhões de meticais para a manutenção de estradas.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta sexta-feira, a pedido das autoridades sudanesas, uma resolução que encerra o mandato da Missão Integrada de Assistência à Transição das Nações Unidas no Sudão (UNITAMS) a partir de domingo.
A resolução, que pede à UNITAMS que inicie imediatamente o processo de cessação das suas operações na “medida do possível”, foi aprovada com o voto favorável de 14 dos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança, registando-se a abstenção da Rússia.
O texto agora aprovado aponta 29 de Fevereiro de 2024 como a data limite para a conclusão do processo de cessação das operações e do processo de transferência das tarefas da UNITAMS para agências, fundos e programas da ONU.
A votação de hoje surge no contexto de uma grave escalada de violência no Sudão.
No mês passado, o Sudão já tinha pedido ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “o fim imediato” da missão da ONU no país, segundo uma carta distribuída ao Conselho de Segurança da ONU.
Nessa carta oficial em árabe, datada de 16 de Novembro, acompanhada de uma carta em inglês do embaixador do Sudão na ONU, Al-Harith Idriss Al-Harith -, o Ministério dos Negócios Estrangeiros informou António Guterres da “decisão do Governo sudanês de pôr fim, com efeito imediato, à UNITAMS”, que emprega centenas de civis desde 2020.
A carta foi distribuída entre os membros do Conselho de Segurança, que se reuniu para debater o conflito no Sudão.
Na ocasião, o embaixador sudanês disse que a UNITAMS “já não respondia às necessidades e prioridades” do seu país.
A trégua entre Israel e o movimento islamita Hamas expirou na manhã desta sexta-feira e os combates recomeçaram na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pelos dois lados do conflito.
O exército israelita acusou o Hamas de ter quebrado o cessar-fogo e anunciou a retoma dos combates, minutos depois de ter terminado a trégua temporária estabelecida a 24 de novembro.
“O Hamas violou a pausa operacional e, além disso, disparou contra território israelita. As Forças de Defesa de Israel retomaram os combates contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”, declarou o exército em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.
O Ministério do Interior da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, afirmou que “os aviões israelitas estão a sobrevoar a Faixa e os seus veículos abriram fogo no noroeste do enclave”.
A interrupção dos combates começou há uma semana, a 24 de Novembro, inicialmente durante quatro dias até ter sido prolongada com a ajuda do Qatar e do Egito, países mediadores.
Durante a trégua, o Hamas e outros militantes de Gaza libertaram mais de 100 reféns, na maioria israelitas, em troca de 240 palestinianos detidos em prisões de Israel.
A Federação Moçambicana de Futebol confirmou as formações do Brera Tchumene FC, Textáfrica de Chimoio e Desportivo de Nacala como os representantes das três regiões do país no Moçambola 2023. A confirmação acontece num contexto em que a Liga Desportiva de Sofala submeteu um protesto contra os “fabris” do Planalto.
A Federação Moçambicana de Futebol confirmou, através de um comunicado tornado público esta quinta-feira, a homologação dos resultados da segunda mão do Campeonato Nacional da Segunda Divisão. Com o documento, caem por terra todas as dúvidas que ainda persistiam.
É que, a Liga Desportiva de Sofala submeteu um protesto à FMF, em que denuncia o uso indevido de um jogador por parte do Textáfrica de Chimoio. No protesto, a Liga alega que o referido jogador tem dupla inscrição. Por sua vez, os “fabris” submeteram um protesto contra o representante de Sofala, alegando os mesmos motivos.
Segundo uma fonte do organismo que gere o futebol moçambicano, o documento está a seguir os seus trâmites. O certo é que, apesar desse facto, as equipas apuradas já têm o passaporte carimbado para o Moçambola do próximo ano.
O ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, foram hoje detidos.
A detenção ocorreu no âmbito de um processo relacionado com pagamentos a empresários, disse à Lusa fonte judicial.
A fonte escreve que Seidi e Monteiro ficaram em prisão preventiva e foram conduzidos para as celas da Polícia Judiciária no bairro do Reno, perto do Mercado do Bandim, no centro de Bissau, após cerca de seis horas de audição no Ministério Público.
Os dois governantes estão a ser investigados no âmbito de um pagamento de seis mil milhões de francos CFA (cerca de 10 milhões de dólares) a 11 empresários, através de um crédito a um banco comercial de Bissau.
Segundo o Notícias ao Minuto, a oposição, que denunciou o caso no parlamento, diz tratar-se de crime de prevaricação e desrespeito a normas orçamentais, imputados ao Ministro da Economia e Finanças.
Naquela instância, Suleimane Seidi confirmou a solicitação do crédito, defendeu que todo o processo obedeceu à legalidade e ainda reafirmou ser um procedimento normal entre os Governos da Guiné-Bissau.
A oposição, na voz do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), considera o processo fraudulento por envolver apenas empresários ligados ao Governo da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI – Terra Ranka).
Vários dirigentes do Ministério da Economia e Finanças já foram ouvidos desde a semana passada.
Suleimane Seidi e António Monteiro são dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação PAI -Terra Ranka, no Governo, juntamente com o Partido da Renovação Social (PRS), Partido dos Trabalhadores da Guiné (PTG) e mais cinco pequenas formações políticas.
Trinta palestinianos detidos nas cadeias israelitas foram libertados nesta quinta-feira como parte do acordo de trégua entre Israel e o movimento islamista Hamas. De acordo com o Exército israelita, o Hamas libertou 12 reféns, dos quais dez são israelitas e dois estrangeiros.
Os trinta detidos, dos quais 23 menores e sete mulheres, foram libertados poucas horas antes do fim da trégua que terminou na manhã de hoje e após a libertação pelo Hamas de oito reféns israelitas detidos na Faixa de Gaza, aos quais se juntaram dois reféns franco-israelitas libertados na quarta-feira.
Estas libertações ocorrem no âmbito do acordo de cessa-fogo entre as duas partes, que foi prorrogado por mais 24 horas, ontem, e terminou na manhã desta sexta-feira.
Desde sexta-feira, o movimento islamita palestiniano entregou cerca de 10 reféns por dia, enquanto Israel libertou três vezes mais presos palestinianos das suas penitenciárias.
De acordo com os dados do Diário de Notícias, até agora, 105 reféns do Hamas foram libertados em Gaza, incluindo 81 israelitas e 24 estrangeiros, enquanto Israel libertou 240 prisioneiros palestinos, todos mulheres e menores.
A retoma da guerra entre Israel e o Hamas, que ontem entrou no 55.º dia, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 15.000 mortos, na maioria civis, e mais de 33.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, e 1,7 milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.