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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, participa, desde ontem até quarta-feira, na reunião de alto nível das Nações Unidas sobre o Fundo Central de Respostas a Emergências para 2024.

O evento será dirigido pelo Secretário-geral da ONU, António Guterres, indica um comunicado recebido na nossa redacção.

Verónica Macamo será uma das oradoras do encontro na sede da ONU, num discurso que vai abordar a situação humanitária em Moçambique, o compromisso e resiliência do Governo moçambicano em resposta à devastação provocada por desastres naturais geradas pelo fenómeno global de mudanças climáticas.

Desde a sua criação, em 2006, o Fundo Central de Respostas a Emergências das Nações Unidas disponibilizou ajuda humanitária a Moçambique estimada em mais de 122 milhões de dólares, com destaque à recente doação de 16 milhões de dólares para auxiliar as vítimas do ciclone Freddy e do surto de cólera do presente ano.

Em Setembro, o Fundo de Resposta de Emergências das Nações Unidas (CERF) desembolsou mais 6,5 milhões de dólares (410,8 milhões de meticais) para ajuda humanitária a Moçambique.

CERF referiu, na altura, em comunicado, que este apoio está incluído no desembolso de 125 milhões de dólares, o equivalente a 7,9 mil milhões de meticais, para ajuda humanitária, nomeadamente a refugiados, em 14 países de África (incluindo Moçambique), Ásia, Médio Oriente e América do Sul.

Com o desembolso destes 125 milhões de dólares para os 14 países, o CERF eleva o apoio total do fundo de emergência através da sua janela de Emergências Subfinanciadas para mais de 270 milhões de dólares (17,1 mil milhões de meticais) este ano, “o maior montante anual alguma vez atribuído ao maior número de países”, o que, segundo a instituição, reflecte um “aumento vertiginoso das necessidades humanitárias e do facto de o financiamento regular dos doadores não estar a acompanhar o ritmo”.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) garante que não haverá escassez de transporte interprovincial de passageiros durante a quadra festiva e promete combate cerrado à especulação de preços.

Com o aproximar da quadra festiva, começa a intensificar-se a procura pelo transporte de passageiros para diversos destinos e, muitas das vezes, o transporte escasseia. Castigo Nhamana, presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários, assegura que os transportadores estão mobilizados para colocar as suas viaturas ao serviço dos passageiros.

“Não vou avançar números, mas garanto que não haverá falta de transporte. É verdade que na quadra festiva o maior movimento é de Maputo para as zonas Centro e Norte do país e, nos primeiros dias de Janeiro, o movimento é no sentido contrário, mas estamos preparados para isso. Não haverá falta de transporte”.

A FEMATRO diz que não haverá alteração das tarifas de transporte e garante que não vai permitir especulação de preços.

“O reajuste da tarifa é feito quando se justifica, e nós negociamos com o Ministério dos Transportes e Comunicações e distribui-se tabela e data em que entra em vigor. Neste momento, estamos a aproveitar esta ocasião para alertar os nossos transportados – a maior parte dos quais trabalha nos países vizinhos, e a esta altura do ano eles voltam para se juntar às suas famílias para passarem o Natal e a festa do fim do ano – de que não há nenhuma mexida na tarifa de transporte, e nós estaremos lá para controlar. Vamos disponibilizar os nossos contactos para fazerem as respectivas denúncias. Vamos controlar o movimento nas fronteiras de Ressano Garcia e Ponta de Ouro”.

Nesta quadra festiva, espera-se também que parte dos 17 mil mineiros que trabalham na África do Sul regressem ao país, e estes vão demandar o serviço de transporte.

Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas quer que haja aumento da produção e produtividade pesqueira na Província de Maputo. Para tal, pescadores e aquacultores, vítimas das inundações, receberam  kits de trabalho.

Os beneficiários são pessoas que perderam quase tudo durante as cheias havidas em Fevereiro deste ano, na Província de Maputo.
A pesca e a aquacultura, actividades de sobrevivência, também não escaparam da fúria das águas, que só no distrito de Boane causaram danos materiais avultados, segundo fez saber a administradora Guilhermina Kumalulu.

“A áreas da pesca e aquacultura foram severamente afectadas pelas inundações. Meios de trabalho e infra-estruturas foram destruídos, com destaque para dois centros comunitários de pesca e 31 tanques piscícolas, e foram dadas por desaparecidas 91 embarcações”, disse.
Sem meios de trabalho durante cerca de 10 meses, os dias não foram fáceis para os pescadores daquele ponto de país, segundo relataram à nossa equipa de reportagem.

A preocupação chegou ao Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, que pretende reverter o cenário.
Entre redes de pesca, gaiolas para captura de mariscos e ração, os pescadores passam, a partir desta segunda-feira, a ter novos meios de trabalho.
“Nós vamos entregar, no total, de 941 redes de emalhar, 600 gaiolas para a captura de lagostim, um palangre e 10 gangos. Para a aquacultura, entregamos 93 mil alevinos, 10,7 toneladas de ração e estamos a reabilitar 95 tanques”, disse a ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca, Lídia Cardoso.

Segundo a governante, pretende-se, com a entrega dos meios, aumentar a produção pesqueira.

“Ao entregarmos estes insumos, fazemo-lo, não somente para as famílias afectadas garantirem o seu sustento e a sua segurança alimentar e nutricional, como também para contribuírem na recuperação dos níveis de produção nacional, que podem estar comprometidos, tendo em conta as previsões iniciais. Aliás, porque queremos reduzir a quebra na produção e, consequentemente, na cadeia de valor da pesca, trabalhamos no sentido de garantir que estes insumos, que são um grande incentivo à produção, cheguem a cada zona afectada e imediatamente produzam o que deles se espera”.

Já os beneficiários esperam restaurar a actividade.

“O que nos ofereceram hoje deixa-nos muito felizes. Agradecemos bastante. Iremos conseguir revitalizar a nossa actividade, pois tivemos muitas perdas”, disse Rosália Mondlane, uma das beneficiárias.
Os meios de pesca e aquacultura são direccionados a todos os distritos da Província de Maputo.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, convocou o Conselho de Estado para esta segunda-feira, na sequência dos confrontos armados de sexta-feira, que classificou como uma tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a DW, a reunião deverá decorrer no Palácio da República, na capital. 

Neste domingo, o Chefe de Estado guineense reuniu-se com as chefias militares, após visitar as instalações militares em Bissau, na sequência dos tiroteios registados na capital do país na passada sexta-feira.

Sissoco Embaló afirmou que foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado e avisou que “esta tentativa de golpe de Estado terá consequências pesadas” e que “o teatro acabou”. 

Horas após a reunião com Sissoco Embaló, através de um comunicado, o Estado Maior General das Forças Armadas acusou a Guarda Nacional de tentativa de subversão da ordem constitucional legalmente estabelecida no país.

As fortes chuvas que atingem, desde sábado, a cidade de Katesh, no norte da Tanzânia, provocaram deslizamentos de terras e mataram pelo menos 47 pessoas e 85 ficaram feridas. Estes dados provisórios foram divulgados, ontem, pelas autoridades locais.

A zona mais afectada é o Monte Hanang, para onde já foram enviados reforços das forças de segurança por ordem da Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu, de acordo com a estação pública britânica BBC, citada pelo Notícias ao Minuto.

A água causou estragos significativos em infraestruturas e casas na província de Manyara, onde está localizado Hanang, segundo o jornal local The Citizen.

As autoridades alertaram que a avaliação dos danos ainda não foi concluída e continuam a dar prioridade às operações de resgate.

Todos os anos, as inundações afectam dezenas de milhares de pessoas na Tanzânia.

As pessoas com deficiência na Cidade de Maputo exigem mais atenção do Governo e da sociedade. A acessibilidade nos edifícios públicos, a mobilidade e acesso às oportunidades de emprego e formação são algumas das maiores preocupações daquela camada social.

Foi no meio de um ambiente de descontração, com cânticos e danças, que a Cidade de Maputo celebrou, este domingo, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A poesia foi usada para denunciar os males que o grupo sofre.

O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência, através do seu representante João Magaia, diz estar a advogar para a aprovação, pela Assembleia da República, da Lei de Protecção à Pessoa com Deficiência, e lança apelos para que haja mais consideração e respeito.

“E nós, como pessoas com deficiência, em relação aos objectivos de desenvolvimento sustentável, o que nos preocupa é o objectivo cinco e dez. O Objectivo cinco é a igualdade do género, porque sabemos que há problemas do género para com as pessoas com deficiência. O outro objectivo é o número dez, é a redução da desigualdade, e existe a desigualdade no seio das pessoas com deficiência e as consideradas normais.”

Ainda na celebração do dia 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, foram entregues meios de compensação, constituídos por cadeiras de rodas e muletas.

“Estou muito feliz, já vou poder andar e fazer algumas actividades, só que neste momento não faço nada. Gostava de fazer négocios”, expressou-se Sara Tivane, uma das beneficiárias.

O secretário de Estado na Cidade de Maputo, que orientou as celebrações do Dia das Pessoas com Deficiência, diz que há acções do Governo visando minimizar o sofrimento destas pessoas.

“Várias políticas, estratégias e programas são traçados pelo Governo de modo a garantir uma assistência condigna à pessoa com deficiência, observando a vertente da assistência humanitária e institucional através do programa de assistência social básica a associações e centros de acolhimento.”

Na Cidade de Maputo, desde o início do ano até ao momento, já foram assistidas mais de 600 pessoas com deficiência. Foram distribuídas 15 bengalas brancas, seis canadianas, oito muletas, três andarilhos, sete cadeiras de roda para adultos e crianças, totalizando 39 meios de compensação.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) lançou, esta sexta-feira, na Zambézia, no âmbito do programa MozRural, a janela de financiamento para pequenas e médias empresas que actuam no sector de agro-negócios, em actividades no ramo de produção e processamento de sementes e agro-processamento de caju.

Para esta janela estão disponíveis 15 milhões de dólares, sendo que o valor de financiamento varia entre seis e 63 milhões de Meticais.
De acordo com José Gonçalo, delegado do FNDS na Zambézia, “o objectivo do financiamento é aumentar a capacidade de produção agrícola das empresas e renda das famílias. As empresas seleccionadas terão de comparticipar com cerca de 30% do valor global do projecto”.

De forma escalonada, para agro-processamento, os investimentos variam de seis a 40 milhões de Meticais, enquanto para pequenas e médias empresas o volume anual mínimo de negócios a ser financiado vai até 600 milhões de Meticais. Já para produção e processamento de sementes, o limite mínimo é de seis milhões e o máximo é de 50 milhões de Meticais.

Os mutuários interessados em cada uma das áreas concorrentes devem apresentar a comparticipação em dinheiro depositado no banco, numa conta dedicada ao projecto.

O Projecto MozRural é uma iniciativa do Governo da República Moçambique, implementado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, nas províncias da Zambézia e Nampula, e conta com o financiamento do Banco Mundial.

O Banco de Moçambique diz que o conflito entre Israel e Palestina pode prejudicar o comércio entre o país e o Médio Oriente. A autoridade monetária avança que o impacto poderá sentir-se mais nas importações de combustíveis para Moçambique a partir daquela zona do globo.

A informação está contida no último Relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação do Banco de Moçambique, que faz uma análise da exposição económica de Moçambique em relação ao conflito entre Israel e Palestina. 

“O Médio Oriente representa cerca de 12 % do total do comércio de Moçambique com o  mundo, sendo que as exportações para aquela região possuem um peso de 3,2% do total das exportações do país, enquanto as importações oriundas do Médio Oriente representam 19,8% do total de importações”, lê-se no documento do Banco Central. 

O relatório aponta que cerca de 74 % dos combustíveis que o país importa é proveniente do Médio Oriente. 

“Perspectiva-se que o escoamento de mercadorias pelo Estreito de Ormuz poderá continuar a ocorrer com alguns constrangimentos, originando um aumento dos custos de transacção, podendo-se por esta via gerar uma pressão inflacionária da qual Moçambique não estaria isento, devido ao considerável volume de combustíveis que o país importa daquela região e atendendo ao seu expressivo peso no Índice do Preço ao Consumidor”, analisa o Banco de Moçambique. 

A partir do Médio Oriente, Moçambique compra também adubos e o cimento, cujas importações oriundas daquela região representam cerca de metade do total das importações destas mercadorias.

No que se refere às exportações, a maior exposição reside nos fios de alumínio, segundo o documento do Banco de Moçambique. 

“Entre as principais mercadorias exportadas pelo país ao Médio Oriente, apenas os fios de alumínio têm um peso de 24% das exportações. Contudo, depreende-se que o Médio Oriente não é um dos principais mercados de exportação das mercadorias do país e, portanto, a crise geopolítica nesta região tem um potencial impacto directo diminuto nas receitas de exportação”, conclui o relatório do Banco Central.

Um sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter atingiu, este sábado, as Filipinas, na região de Mindanao, a uma profundidade de 63 quilómetros, segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, citado pelo Notícias Minuto. O fenómeno ocorreu às 22h37 locais.

Segundo a Agência Filipina de Sismologia PHIVOLCS, citado pela TVI Notícias,  disse que as ondas podem atingir as Filipinas à meia-noite local.

A emissora japonesa NHK disse, por sua vez, que o país poderá também ser atingido por ondas de tsunami de até um metro, resultantes da atividade sísmica no país vizinho. As previsões são de que o país poderá vir a ser afetado, mas um pouco mais tarde, prevendo-se que as ondas possam atingir a costa oeste do Japão por volta das 16h30 em Portugal continental – já 1h30 de domingo no país.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico disse que, com base na magnitude e localização, espera que as ondas do ‘tsunami’ atinjam também a Indonésia, Palau e a Malásia.

Uma agência governamental filipina aconselhou os residentes das províncias de Surigau do Sul e Davau Oriental, na costa oriental de Mindanau, a retirarem-se imediatamente para zonas mais altas ou a deslocarem-se para o interior.

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