O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Veni, vidi, vici. Traduzido: chegar, ver e vencer. Não há, seguramente, melhor descrição para exultar a prestação da equipa sénior feminino de andebol do Matchedje de Maputo na primeira edição da Taça dos Campeões da modalidade da zona VI, prova que decorreu em Harare, Zimbabwe.
Conquistado o espaço interno, onde há anos que mandando e “papando” tudo, as “militares” colocaram, desta vez, em sentido o Cape Stars da vizinha Africa do Sul, vencendo na final por 34-18.
Esta conquista vem, de resto, premiar um conjunto coeso que procurava espaço para colocar ao de cima todo o seu manancial fora de portas.
A caminhada gloriosa do Matchedje começou com uma vitória diante do Byo Poly (44-20) e, depois, frente ao BHC (50-13).
Para além do titulo colectivo, o Matchedje pode ainda gabar-se, com pleno direito, de duas de suas jogadoras terem sido destacadas individualmente.
Eura Muianga encheu o campo, mostrou qualidades que não podiam, nem tão pouco, passar depercebidas aos olhos da organização que, rendida à sua classe, nomeou-a melhor jogadora (MVP).
Mas não foi tudo. Defendeu como nunca, evitou males maiores e saiu de Harare distinguida como melhor guarda-redes. Quem? Filipina Castro, pois claro. Distinções que carregam consigo, na verdade, estorias para as craques contarem aos entusiastas do andebol e, por quê não dizê-lo, as novas gerações.
Mesmo depois de ter abdicado co Campeonato Nacional de andebol, competição realizada em Dondo, Sofala, o Matchedje mostrou toda a sua musculatura na modalidade.
Três hospitais que ainda funcionam na Faixa de Gaza foram atacados e pelo menos nove pessoas morreram. A Organização das Nações Unidas diz que a situação humanitária no país está a deteriorar-se.
Uma vez mais, as instituições de saúde voltaram a ser cercadas pelas forças israelitas, na Faixa de Gaza.
De acordo com o relatório diário das Nações Unidas sobre o conflito, totalizam-se pelo menos 9 mortes em resultado dos ataques que afectaram três hospitais, esta segunda-feira.
A Organização Mundial da Saúde terá recebido ordens para retirar o seu material de dois armazéns, naquela área, onde se suspeita que o exército israelita começará a actuar.
Em contrapartida, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que os hospitais estão sobrecarregados devido à pressão pela procura dos serviços.
O Relatório das Nações Unidas aponta que a assistência às populações afectadas pelos ataques está a tornar-se cada vez mais difícil, devido aos problemas de telecomunicações, confirmando a deterioração da situação humanitária.
Só nas últimas 24 horas, os bombardeamentos e combates das forças israelitas intensificaram-se, causando 349 mortos e 750 feridos.
Pelo menos 85 civis morreram e 66 ficaram feridos, acidentalmente, na noite de domingo, numa operação aérea das forças armadas no norte da Nigéria O exército nigeriano reconheceu o erro e explicou que a operação visava desmantelar uma célula terrorista.
Um drone pertencente às Forças Armadas da Nigéria matou, erradamente, na noite do último domingo, mais de 80 civis muçulmanos, quando celebravam uma festa religiosa, numa localidade no norte daquele país Africano.
Na mesma operação, outras 66 pessoas foram feridas, entre adultos e crianças.
Segundo escreve a imprensa local, o Governo, através do Gabinete Regional da Agência Nacional de Gestão de Emergências reconheceu o erro e explicou que a operação aérea tinha como alvo terroristas acampados no estado nigeriano de Kaduna, mas as forças armadas atacaram, acidentalmente a cidade de Tudun Biri.
O exército Nigeriano tem vindo a realizar operações de género para travar a onda de criminalidade que afecta o país, há alguns anos
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, decidiu ontem dissolver o parlamento, na sequência dos confrontos de quinta e sexta-feira entre forças de segurança, que considerou tratar-se de um golpe de Estado.
O Presidente da República tomou a decisão após uma reunião do Conselho de Estado, escreve o Notícias ao minuto.
Sissoco Embaló considerou “um golpe de Estado” o facto de a Guarda Nacional ter retirado o ministro das Finanças, Suleimane Seide, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, das celas da Polícia Judiciária, na noite de quinta-feira.
Na sequência deste acto, geraram-se confrontos armados entre a Guarda Nacional e o batalhão da Presidência, que foi resolvido com a intervenção da Polícia Militar e que resultou na detenção do comandante da Guarda Nacional, Vitor Tchongo.
A Organização Mundial da Saúde está preocupada com a degradação do sistema de saúde em Gaza e voltou a pedir a Israel que tome medidas para proteger os civis.
“Mais uma vez, não há lugares seguros em Gaza. A Organização Mundial da Saúde está gravemente preocupada com a retoma das hostilidades, incluindo bombardeamentos pesados, em Gaza. Hoje a OMS recebeu uma notificação das Forças de Defesa Israelitas para retirarmos os nossos produtos de dois armazéns médicos no sul de Gaza em 24 horas,pois as operações no terreno, iriam destruí-las”, afirmou um representante da organização.
Para OMS, intensificar as operações militares no sul de gaza, especialmente em Khan Younis, poderá negar cuidados médicos a milhares de pessoas. principalmente ao complexo médico Nasser e ao Hospital Europeu de Gaza.
A Académica de Maputo, em seniores femininos, terminou invicta a primeira fase do Campeonato Nacional de Voleibol de Sala, prova que decorre em Maputo. As “estudantes” venceram, esta segunda-feira, a Metalúrgica de Chimoio, por 3-0, alcançando o terceiro triunfo da prova.
A Académica continua a provar a sua hegemonia no voleibol nacional. À procura de revalidar o título, as “estudantes” começaram da melhor maneira possível o Campeonato Nacional.
A equipa orientada por Abduremane Cássimo terminou a primeira fase da prova com um saldo de três vitórias. As campeãs fecharam o ciclo vencendo a Metalúrgica de Chimoio, formação que participa nesta prova na condição de estreante, por 3-0, com os parciais de 25-14, 25-20 e 25-21.
A Académica entrou bem na partida, tendo vencido o primeiro set sem dificuldades. No segundo set, a tendência voltou a ser a mesma, tendo em conta que as “estudantes” foram dominantes em todos os momentos da partida.
Já no terceiro, a turma de Chimoio foi mais eficaz, obrigando a Académica a redobrar os esforços. Essa fase do jogo foi marcada por cambalhotas no resultado, destacando o facto de a Metalúrgica ter demonstrado muita garra. Ainda assim, as campeãs conseguiram vencer, fixando o resultado final em 3-0.
A segunda fase da prova começa a ser disputada esta terça-feira, no Pavilhão da Académica. A final do “nacional” está agendada para quarta-feira, em ambos os sexos. A Académica de Maputo é a campeã nacional em título.
A nata do futebol moçambicano reúne-se, esta quinta-feira, no Hotel Polana, para celebrar as figuras que deram vida pela modalidade rei ao longo dos 48 anos de Independência Nacional. Será um momento ímpar para, sob o lema “Paixão de Glória: Celebrando os Heróis do Futebol”, a Federação Moçambicana de Futebol curvar-se perante os desportistas que contribuíram com alma para o engrandecimento e elevação desta modalidade que tanta paixão gera entre os fazedores, amantes e patrocinadores.
Enfim, a FMF Gala Awards vai, na sua primeira edição, render homenagem a treinadores, futebolistas, dirigentes, bem como instituições desportivas nacionais, sendo que a organização instituiu para a cerimónia um total de 14 categorias.
Naquele que será um dos momentos altos da FMF Gala Awards, a selecção nacional de futebol, Mambas, vai ser homenageada pela qualificação ao Campeonato Africano das Nações, competição a realizar-se entre Janeiro e Fevereiro de 2024, na Costa do Marfim.
Mas não será apenas por este marco, 13 anos depois, que o combinado nacional merecerá distinção. Isto porque, ainda este ano, os Mambas foram nomeados para a CAF Awards, fruto da excelente campanha realizada na fase de acesso ao CAN, bem como a presença no CHAN.
A tarde/noite de reconhecimento vai compreender, ainda, homenagens a título póstumo, porquanto figuras como Joaquim João (JJ), Mário Esteves Coluna e Luís de Brito serão exaltadas pelo seu enorme e inestimável contributo para o desenvolvimento do futebol.
Coluna foi o primeiro campeão nacional de futebol ao serviço do histórico Textáfrica de Chimoio, clube que, por sinal, este ano regressou à alta roda do futebol moçambicano. Foi precisamente em 1976 que Coluna conduziu os “fabris do planalto” ao título.
O Monstro Sagrado, tal como é conhecido, foi ainda treinador do Ferroviário de Maputo e seleccionador nacional de futebol. Dirigiu, antes de perder a vida em 2014, a Federação Moçambicana de Futebol (199 a 2007).
Figura incontornável quando se fala do futebol moçambicano, Joaquim João fez-se no Ferroviário de Maputo, onde foi campeão nacional por diversas ocasiões, contando-se ainda passagens pelo Maxaquene. Joaquim João, tratado por “Homem Elástico”, foi capitão da selecção nacional de futebol durante o CAN 1986.
Consta ainda que JJ foi seleccionador-adjunto, para além de ter orientado o combinado nacional da categoria sub-20.
Homem do desporto, e pensador do torneio infanto-juvenil Bebec, Luis de Brito, vai ser reconhecido pelo seu papel para a descoberta de grandes estrelas do futebol moçambicano nesta competição, muitos dos quais que vieram a jogar pela selecção. De Brito faleceu em 1999, vítima de acidente de viação, quando regressava do vizinho eSwatini.
Quatro pessoas morreram e outras duas ficaram feridas com gravidade em Sofala, vítimas de descargas atmosféricas causadas pelo mau tempo caracterizado por ventos fortes e chuvas.
Um vendaval atingiu, nas noites de quinta e sexta-feira, a província de Sofala, tendo sido caracterizado por ventos fortes, que atingiram 41 quilómetros por hora, chuvas e descargas atmosféricas.
De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD), as referidas descargas atmosféricas mataram quatro pessoas, entre elas uma criança, e feriram outras duas. As vítimas mortais foram registadas no distrito de Nhamatanda.
“Das vítimas, duas pessoas pertenciam à mesma família e outras duas eram de uma outra família”, explicou Aristides Armando, delegado do Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD) na província de Sofala.
Os outros dois feridos foram registados nos distritos de Gorongosa e Marínguè, sendo que as vítimas já receberam alta hospitalar.
No ano passado, foram registadas 25 vítimas mortais, segundo contou Aristides Armando.
“Este é um assunto preocupante ao nível da província de Sofala. Zonas que não eram propensas a este fenómeno começam, infelizmente, a sofrer o impacto”, manifestou a sua preocupação o Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais.
O delegado do INGD apela às populações para observarem as medidas de precaução para se evitar luto nas famílias. “Quando estamos numa situação de mau tempo, não devemos ficar debaixo das árvores. Devemos evitar estar em espaços abertos, porque os raios atingem os objectos mais altos. Temos de evitar também estar perto das janelas e portas. Devemos desligar os nossos electrodomésticos. Quando estivermos, por exemplo, numa zona coberta, onde haja descargas atmosféricas, o melhor que se tem a fazer é agachar-se, colocando as mãos na cabeça, isto para permitir que o nível dos raios não nos possa atingir”, aconselhou.
O mau tempo, além de causar vítimas humanas, destruiu, no distrito de Marínguè, duas escolas e seus respectivos blocos administrativos.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, participa, desde ontem até quarta-feira, na reunião de alto nível das Nações Unidas sobre o Fundo Central de Respostas a Emergências para 2024.
O evento será dirigido pelo Secretário-geral da ONU, António Guterres, indica um comunicado recebido na nossa redacção.
Verónica Macamo será uma das oradoras do encontro na sede da ONU, num discurso que vai abordar a situação humanitária em Moçambique, o compromisso e resiliência do Governo moçambicano em resposta à devastação provocada por desastres naturais geradas pelo fenómeno global de mudanças climáticas.
Desde a sua criação, em 2006, o Fundo Central de Respostas a Emergências das Nações Unidas disponibilizou ajuda humanitária a Moçambique estimada em mais de 122 milhões de dólares, com destaque à recente doação de 16 milhões de dólares para auxiliar as vítimas do ciclone Freddy e do surto de cólera do presente ano.
Em Setembro, o Fundo de Resposta de Emergências das Nações Unidas (CERF) desembolsou mais 6,5 milhões de dólares (410,8 milhões de meticais) para ajuda humanitária a Moçambique.
CERF referiu, na altura, em comunicado, que este apoio está incluído no desembolso de 125 milhões de dólares, o equivalente a 7,9 mil milhões de meticais, para ajuda humanitária, nomeadamente a refugiados, em 14 países de África (incluindo Moçambique), Ásia, Médio Oriente e América do Sul.
Com o desembolso destes 125 milhões de dólares para os 14 países, o CERF eleva o apoio total do fundo de emergência através da sua janela de Emergências Subfinanciadas para mais de 270 milhões de dólares (17,1 mil milhões de meticais) este ano, “o maior montante anual alguma vez atribuído ao maior número de países”, o que, segundo a instituição, reflecte um “aumento vertiginoso das necessidades humanitárias e do facto de o financiamento regular dos doadores não estar a acompanhar o ritmo”.