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As Organizações Sem Fins Lucrativos negam que estejam envolvidas em crimes de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo. Por isso, exigem um tratamento diferenciado diante dos bancos comerciais e das autoridades públicas ligadas à matéria.

Por constarem da lista dos suspeitos de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo há cerca de dois anos, nesta quinta-feira decidiram sentar-se à mesma mesa com o Governo e os bancos comerciais para limpar o seu nome e exigir também um tratamento menos asfixiante.

Num evento que contou com a participação da secretária permanente do Ministério das Finanças, as organizações queixaram-se de estar a enfrentar problemas sérios para abrir contas bancárias e para receber dinheiro de doadores externos para os seus projectos.

“O doador manda o recurso e o banco informa, às vezes depois de duas a três semanas, que recebeu uma transferência e começa a pedir uma série de documentos. Muitas vezes, esses documentos já foram entregues, às vezes não é um contrato novo. É uma transferência para implementar imediatamente. O tempo demora tanto, às vezes dois a três meses. Em alguns casos, há organizações que reportaram que não conseguem receber esse dinheiro e acabam perdendo o recurso. Por exemplo, se é uma resposta a uma emergência, como cheias ou outra coisa, depois de três a quatro meses torna-se irrelevante”, defende a activista social Paula Monjane, representante do Movimento para a Liberdade de Associação.

Diante das constatações, as organizações consideram inaceitável que cumpram os requisitos exigidos pelos bancos para gerir uma conta bancária e que, mesmo assim, os seus processos não corram. Acusam os bancos de ignorar as recomendações das autoridades oficiais.

“As nossas recomendações são: primeiro, que a avaliação sectorial de risco seja uma ferramenta de uso dos bancos e do sistema financeiro para definir as medidas proporcionais. Segundo, que as boas práticas do GAFI também sejam consideradas no processo de definição de medidas baseadas no risco. Terceiro, que haja um diálogo permanente entre o Governo, o sector financeiro e a sociedade civil. Quarto, que as medidas sejam proporcionais, de tal forma que não levem as organizações a abandonar o sistema financeiro formal para começarem a usar um sistema informal, no qual não vai ser possível encontrar e controlar operações suspeitas”, detalha a activista social Quitéria Guirengane.

Contudo, as organizações sem fins lucrativos exigem um tratamento tendo em conta o risco de cada uma delas. “O que nós exigimos como sociedade civil, sobretudo como CESC, é que essa lista das organizações que supostamente foram detectadas na avaliação fosse entregue aos bancos, no sentido de que, na altura das transacções financeiras, fosse a esse tipo de organizações que se devia demandar mais documentação. Não faz sentido, por exemplo, uma organização pequena, ao nível de Cabo Delgado, que precisa de receber fundos para poder implementar os seus pequenos projectos de desenvolvimento para alavancar o desenvolvimento local, não ter acesso a fundos porque, supostamente, as organizações da sociedade civil são susceptíveis de abuso, mesmo que não haja evidências sobre isso”, considera Domingos do Rosário, gestor do CESC, uma organização da sociedade civil.

Por sua vez, os bancos comerciais dizem estar a trabalhar com listas oficiais de suspeitos e com base na legislação, motivo pelo qual exigem melhor organização aos queixosos.

“Temos um sistema de identificação de entidades nacionais relacionadas com o financiamento do terrorismo, e isso consta de umas listas que são publicadas também ao nível nacional e enviadas aos bancos para que adoptem medidas proporcionais ou medidas de mitigação relativamente a essas entidades. Agora, identificar casos em concreto não seria o momento para trazer aqui. O que se pretende mesmo é que as instituições estejam preparadas para evitar que estes riscos de facto se concretizem e que haja de facto este uso do sector para o financiamento do terrorismo”, explicou aos jornalistas Edgar Fortes, da área de anti-branqueamento de capitais do Banco de Moçambique.

Por seu turno, Samir Zacarias, representante da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), explica que os bancos têm métricas específicas para medir os riscos das organizações. “Tendo em conta o resultado, a documentação que é solicitada pode divergir em alguns pontos. Quando nós calculamos o nível de risco de uma associação, há associações que operam em áreas de alto risco. Vou dar um exemplo de Cabo Delgado, que é uma área assolada pelo terrorismo. Há outras que não operam numa área de alto risco. Evidentemente, o resultado do nível de risco dessas duas associações pode ser diferente”, explicou.

Na última avaliação, as confissões religiosas apareciam com maior risco. Mas há trabalhos em curso para melhorar a situação e, em breve, haverá uma nova avaliação.

“68% das confissões religiosas foram apontadas com algum nível de risco. Elas estão identificadas na avaliação nacional de risco. Nós temos dados que apontam para as confissões religiosas, é preciso que se retenha o que se está a dizer. E quais são esses riscos? Não há contas bancárias, (…) há uma série de elementos que contrariam a Lei 14 do Branqueamento de Capitais”, destaca Luís Cezerilo, coordenador nacional de políticas de prevenção ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e proliferação de armas.

Espera-se que a reunião que teve lugar ontem em Maputo produza consensos entre os bancos, as organizações sem fins lucrativos e as autoridades do Governo, sem prejuízo das partes.

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Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA, lamenta “série reprovável e triste de eventos” protagonizados por Gianni Infantino que são “difíceis de compreender e aceitar”, numa mensagem enviada aos funcionários do organismo.

Um email enviado pelo secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, aos próprios funcionários do organismo foi divulgado nesta terça-feira pela estação televisiva britânica Sky News, deixando ainda mais delicada a situação que Gianni Infantino atravessa na presidência do mesmo.

“Uma série reprovável e triste de eventos – que foram, felizmente, concluídos com o projecto da FFE a ser permanentemente abandonado – por muito consternados que nos possam deixar, não deveriam ofuscar esta realidade”, pode ler-se, referindo-se à FIFA Forward Enterprise, subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo).

“Todos fomos colocados no meio de uma confusão que é difícil de compreender e aceitar, mas, enquanto secretário-geral, apelo-vos a que e mantenham focados naquilo que nos uniu: o serviço ao futebol e o serviço às nossas 211 federações-membro, de mão dada com todos os ‘stakeholders’ relevantes e em total concordância com os Estatutos da FIFA e os Regulamentos da FIFA”, prossegue.

“Garanto-vos que, enquanto membros da administração, vocês vão ser defendidos e salvaguardados do contexto político de que vivemos, neste momento. Não precisam de se preocuparem. Indivíduos, momentos instáveis e episódios infelizes vão e vêm. A instituição, a sua missão e a sua responsabilidade para com o futebol continue, e é por isso que devemos manter sempre o nosso profissionalismo, sentido de perspetiva e compostura”, completa.

A terminar, Mattias Grafstrom (que está ao lado de Gianni Infantino desde que este sucedeu a Sepp Blatter na presidência da FIFA, em fevereiro de 2016) agradece aos funcionários pelo seu “compromisso e resiliência”, assim como pela “dedicação ao futebol”: “Também quero que saibam que a minha porta continua aberta para vocês, e vou continuar a apoiar as nossas equipas, o nosso trabalho e a nossa missão, a cada hora do dia, enquanto o meu trabalho for valorizado por aqueles que servimos”.

GIANNI INFANTINO VIRA-SE PARA DONALD TRUMP

A proposta da FFE, recorde-se, foi lançada no fim da passada semana, mas acabou por cair prontamente por terra, por conta do repúdio de UEFA, CONCACAF e AFC, que totalizam mais de metade dos votos das 211 federações-membro que compõem a FIFA. Um cenário que coloca, inclusive, a continuidade de Gianni Infantino na presidência do organismo.

Com eleições agendadas para 18 de Março de 2027 (o prazo de candidaturas termina já a 18 de Novembro), o ítalo-suíço contava já com mais de 200 cartas de apoio, e acreditava mesmo que iria a votos sem qualquer tipo de opositor. No entanto, esta ‘cascata’ de polémicas levou a que este se torne num cenário, pelo menos, improvável.

Federações como as de País de Gales, Inglaterra, Suécia ou Sérvia já tornaram pública a decisão de apoiar a recandidatura do advogado ao cargo, sendo expectável que, ao longo dos próximos dias, várias outras lhes sigam o exemplo. Face a este cenário, a imprensa norte-americana adianta que o próprio se virou para… Donald Trump.

O jornal New York Post adiantou, nesta terça-feira, que o próprio tem vindo a tentar contactar o presidente do Estados Unidos da América, por acreditar que a sua influência poderá levar vários países a mudar de ideias, mas sem sucesso. Como alternativa, terá agendado uma reunião com Marco Rubio, secretário de Estado… que foi subitamente cancelada.

Mais de 100 mil toneladas de produtos minerais permanecem retidas nas instalações da empresa de areias pesadas de Chibuto, em Gaza, numa altura em que a actividade extractiva continua suspensa devido aos danos provocados pelas cheias e por um incêndio que afectou cinco linhas de produção. Além da paralisação, a empresa, de capitais chineses, volta a ser apontada por alegadas irregularidades laborais.

O Secretário de Estado na província de Gaza, Jaime Neto, confirmou que o material extraído aguarda autorização para sair do país, enquanto decorre a conclusão do processo de licenciamento necessário para a exportação.

“Neste momento, na doca, temos cerca de 100 mil toneladas de produtos da mineração que aguardam exportação, mas o licenciamento ainda não está concluído”, explicou Jaime Neto.

Segundo o dirigente, a autorização depende da aquisição de dois equipamentos considerados essenciais para o funcionamento da estrutura de exportação. Paralelamente, as autoridades estão a preparar a entrada em funcionamento de várias instituições, incluindo a Autoridade Tributária, Alfândegas, Migração e Polícia da República de Moçambique, para garantir o controlo das operações.

Mas os problemas da Dingsheng Minerals vão além dos constrangimentos provocados pelos eventos climáticos e pelo incêndio industrial. A empresa volta a estar no centro de denúncias relacionadas com o cumprimento da legislação laboral, num histórico que já obrigou a intervenções das entidades fiscalizadoras.

O director dos Serviços de Controlo do Trabalho em Gaza, Ariel Comé, revelou que a mineradora foi multada em cerca de 285 mil meticais no ano passado por incumprimento das normas de segurança, sobretudo devido à falta de equipamentos de protecção individual para os trabalhadores.

“Esta empresa foi multada por volta de 285 mil meticais no ano passado por conta desta situação. É uma empresa basicamente reincidente nessas situações todas, mas estamos a intervir para resolver essa situação”, afirmou.

Apesar das irregularidades identificadas, as autoridades laborais dizem estar a registar melhorias progressivas nas condições de trabalho, depois das intervenções realizadas junto da empresa. Entretanto, a classificação de reincidência mantém-se como um dos principais desafios para a mineradora.

A Dingsheng Minerals encontra-se com as actividades suspensas há cerca de três meses. A primeira interrupção esteve relacionada com os danos causados pelas cheias, enquanto a segunda ocorreu após o incêndio que afectou cinco unidades de produção.

Durante o período de paralisação, o Governo garante que os trabalhadores continuam a receber os salários. Contudo, a retoma integral da produção permanece dependente da recuperação do sistema de abastecimento de água às fábricas, da conclusão do licenciamento para exportação e da capacidade da empresa em responder às exigências impostas pelas autoridades.

O líder da oposição ugandesa, Kizza Besigye, de 70 anos, encontra-se internado numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) em Kampala, em estado considerado crítico, segundo a esposa e fontes médicas.

Besigye, que está sob custódia das autoridades, foi levado na noite de quarta-feira ao Hospital Mulago, depois de ter desmaiado durante uma audiência judicial. A esposa, Winnie Byanyima, directora-executiva da UNAIDS, afirmou que o opositor está inconsciente, não consegue falar e não reage sequer a estímulos dolorosos.

A informação foi confirmada por uma porta-voz do hospital, Gladys Baligonzaki Kajura, que indicou que Besigye deu entrada na unidade na noite anterior e está sob monitorização médica.

O opositor enfrenta acusações de traição, relacionadas com um alegado plano contra o Presidente Yoweri Museveni, que governa o Uganda desde 1986. Durante a audiência, Besigye contestava a decisão de afastar os seus advogados quando perdeu os sentidos.

Um dos seus advogados, Erias Lukwago, antigo presidente da Câmara de Kampala, encontra-se detido, enquanto outra advogada de defesa, Martha Karua, antiga ministra queniana da Justiça, foi impedida de entrar no Uganda.

Besigye, antigo médico pessoal de Museveni, está em conflito com o Governo há mais de 25 anos, desde que entrou para a oposição. Foi detido várias vezes e, em 2024, terá sido sequestrado no vizinho Quénia e posteriormente levado para o Uganda, onde foi inicialmente apresentado perante um tribunal militar. O processo acabou por ser transferido para a justiça civil.

A actual detenção ocorre num contexto de crescente repressão contra figuras da oposição, advogados, jornalistas e organizações da sociedade civil no Uganda.

Na quinta-feira, um tribunal voltou a negar liberdade sob caução a Erias Lukwago, que alegava problemas crónicos de saúde, sobretudo nos pulmões e na coluna. O antigo autarca chegou a comparar a sua detenção prolongada a uma “sentença de morte”.

Besigye já foi hospitalizado pelo menos três vezes desde que foi detido. Em Fevereiro de 2025, foi internado na sequência de uma greve de fome e voltou a receber tratamento médico no início deste ano.

A situação dos opositores ugandeses suscitou também críticas das Nações Unidas. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com a alegada perseguição crescente contra vozes dissidentes e com a redução do espaço cívico no país.

Segundo Türk, a repressão está associada ao enfraquecimento gradual do Estado de Direito, ao aumento da intervenção militar em instituições civis e à limitação das liberdades fundamentais.

Dados citados pelo organismo das Nações Unidas indicam que, desde a reeleição de Museveni para um sétimo mandato, em Janeiro, pelo menos 50 líderes e apoiantes da oposição, cinco defensores dos direitos humanos e cinco jornalistas terão sido vítimas de violações dos direitos humanos, incluindo desaparecimentos forçados, tortura e maus-tratos.

A ONU refere ainda que pelo menos dez organizações da sociedade civil foram suspensas desde Janeiro, enquanto outras passaram a ser alvo de maior escrutínio e alegado assédio. Alguns órgãos de comunicação social também terão sido obrigados a suspender temporariamente as suas actividades.

 

A Marinha italiana abordou um navio-tanque suspeito de estar ligado à Rússia, durante uma operação realizada no Mar Mediterrâneo, a oeste da ilha de Pantelleria, no centro do Mediterrâneo.

Segundo as autoridades italianas, a operação foi conduzida por elementos da tripulação de um navio da Marinha italiana que actualmente desempenha funções de navio-almirante numa missão da União Europeia no Mediterrâneo.

As autoridades afirmam que o petroleiro, denominado “Toa Payoh”, está sujeito a sanções da União Europeia e integra a chamada “frota paralela” russa, utilizada para contornar as sanções impostas ao sector petrolífero russo na sequência da invasão da Ucrânia.

O navio, que navega sob a bandeira dos Camarões, partiu do porto de Cotonou, no Benim, a 16 de Julho, com destino a Istambul, na Turquia.

De acordo com a Marinha italiana, a abordagem ocorreu depois de o capitão do petroleiro se ter recusado a colaborar quando solicitado a fornecer informações sobre a embarcação. Perante a recusa, militares italianos embarcaram no navio para proceder às verificações.

A chamada “frota paralela” russa é constituída, em grande parte, por petroleiros antigos adquiridos em segunda mão, frequentemente através de entidades cuja estrutura de propriedade é pouco transparente e que estão sediadas em países que não aplicam as sanções contra Moscovo.

Muitos destes navios encontram-se registados sob bandeiras de países como o Gabão, as Ilhas Cook ou outros Estados que não aderem às sanções internacionais contra a Rússia.

A utilização desta frota tem sido uma das principais estratégias para manter o transporte e a comercialização de petróleo russo nos mercados internacionais, apesar das restrições impostas pela União Europeia e outros países ocidentais.

 

Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.

O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.

A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.

Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.

Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.

Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.

Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.

As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

“Estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, queixam-se funcionários e até executivos da FIFA, que se revoltam contra Gianni Infantino.

A proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo), está a deixar Gianni Infantino numa posição cada vez mais insustentável, inclusive, no seio da própria FIFA.

A estação televisiva francesa RMC Sport emitiu, nesta segunda-feira, uma reportagem que teve como base testemunhos dados sob garantia de anonimato por parte de funcionários e até executivos do organismo que rege o futebol internacional, que já não escondem a revolta com os métodos de trabalho do próprio presidente.

“Nós adoramos o futebol, é a nossa vida, e, agora, estamos a ser retratados como assassinos do futebol, por causa de uma pessoa”, lamentou um assalariado da FIFA, que trabalha na sede, em Zurique, na Suíça, e que só recentemente regressou na Europa, depois de ter passado semanas na América do Norte, nos ‘bastidores’ do Mundial 2026.

Este colaborador assumiu que “vários incidentes” ocorridos durante a prova possam ter “ofendido” o público geral. A expectativa era de que o organismo tivesse “limitado os danos” provocados por estas polémicas, mas apontou a iniciativa da FFE como “a gota de água” para a credibilidade planetária do mesmo.

“Ele envergonha-nos. Estou a dizer isto sem rodeios, é uma vergonha total”, acrescentou, claramente indignado para com os métodos utilizados pelo advogado ítalo-suíço, que colocam, agora, inclusive em causa a reeleição no cargo, no sufrágio que está agendado para o próximo dia 18 de Março de 2027.

“JÁ NÃO TEMOS UMA PALAVRA A DIZER”

A publicação chegou também à fala com um alto quadro da FIFA, que sublinhou que Gianni Infantino tem cada vez menos apoiantes entre aqueles que o rodeiam: “Nós temos uma conversa de grupo, no WhatsApp, com outras pessoas que trabalham na FIFA, a não ninguém a apoiar aquilo que ele fez”.

“É importante compreender que estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, relatou, alertando para a importância de levar a cabo uma profunda alteração da liderança do organismo, o mais depressa possível.

“Nós somos vistos como uma federação internacional que só pensa em dinheiro, que tem um presidente que fez milhões de quilómetros num jato privado, no Campeonato do Mundo, e que vive como um milionário, e vocês acham verdadeiramente que o futebol é uma prioridade e que estamos a passar uma boa imagem aos apaixonados do futebol?”, concluiu.

PAÍS DE GALES, INGLATERRA E SÉRVIA VIRAM AS COSTAS A INFANTINO

As federações de País de Gales e Inglaterra tornaram-se, nesta segunda-feira, nas duas primeiras a fazer saber que irão retirar o apoio a Gianni Infantino relativamente à candidatura à presidência da FIFA para o mandato de 2027 a 2031. No entanto, a revolta não deverá ficar por aqui, e espera-se que a decisão seja partilhada por várias outras das 211 federações-membro que compõem o organismo.

A Federação de Futebol da Sérvia (FSS) recuou no posicionamento face ao sufrágio para o papel de líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, que está agendado para 18 de Março de 2027 (sendo o prazo limite para a apresentação de novas candidaturas o próximo dia 18 de Novembro).

“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato enquanto presidente da FIFA. Gostaríamos de recordar que oferecemos ao Sr. Infantino apoio escrito, a 25 de Maio deste ano, mas, depois de considerarmos cuidadosamente os eventos que danificaram seriamente a reputação, quer da FIFA, quer do seu presidente, no passado recente, esta é a única decisão lógica e racional”, pode ler-se.

“A Federação de Futebol da Sérvia acredita que o futuro do futebol mundial deve ser baseado na transparência, no diálogo, no respeito mútuo e na parceria entre todas as confederações e federações nacionais. Acreditamos que nenhuma decisão de importância estratégica para o futuro do futebol deve ser tomada sem um amplo consenso e uma consulta aberta com todos os ‘stakeholders’ relevantes”, prossegue.

“A Federação de Futebol da Sérvia permanece comprometida com a cooperação com a FIFA, a UEFA e todas as federações nacionais, de maneira a desenvolver e fazer evoluir o futebol, mas acredita que, desta feita, uma nova confiança, uma nova abordagem e uma nova liderança são necessárias para contribuir para a renovação do diálogo, da união e da credibilidade das instituições futebolísticas internacionais”, completa.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  condolências à Igreja Católica em Moçambique, à Diocese de  Xai-Xai, aos familiares e a todos os fiéis pela morte de Sua  Eminência Reverendíssima Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, o 2.º  Cardeal de Moçambique, ocorrida na madrugada de hoje. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado destaca o percurso de  Dom Júlio Duarte Langa como uma figura de grande referência  espiritual e humana, que dedicou a sua vida ao serviço da Igreja  e do povo moçambicano.

O Presidente da República recorda que o Cardeal Dom Júlio  Duarte Langa exerceu o cargo de Bispo Emérito de Xai-Xai  durante quase trinta anos, com total dedicação às comunidades  sob sua liderança pastoral, tendo-se distinguido pelo apoio às  populações mais vulneráveis e pelo seu compromisso com a  promoção da paz e da reconciliação nacional. 

A mensagem presidencial enaltece, igualmente, o seu contributo  na aproximação da Palavra de Deus às comunidades, através do  trabalho de tradução de textos do Concílio Vaticano II para  línguas nativas, valorizando a diversidade cultural e linguística de  Moçambique. 

O líder máximo da Igreja Católica, Papa Leão XIV, endereçou uma carta ao Presidente da República manifestando interesse no decurso das investigações à volta do assassinato do arcebisto de Quelimane, Dom Osório Citora. A igreja, de acordo com o arcebispo de Maputo, está preocupada com a falta de informação junto das autoridades policiais.

Quase dois meses depois do assassinato do arcebispo de Quelimane, Dom Osório Citora, ainda são desconhecidos os autores e as motivações do caso.

A Igreja Católica diz que continua a depender da imprensa para obter informações, daí que  pediu o  apoio do Chefe de Estado moçambicano para ter mais actualizações sobre o caso.

A informação foi partilhada pelo arcebispo da Diocese de Maputo, Dom João Carlos Nunes.

“A nível do cardeal Parolin, que esteve aqui também e fez uma visita, o Santo Padre endereçou uma carta à Sua Excelência, o Presidente da República, a manifestar essa nossa preocupação sobre esta situação, que apresentou também na carta as condolências pelo sucedido, mas manifestou o interesse também, sobretudo da Conferência Episcopal,  que tenha conhecimento sobre como está o decurso das investigações, porque nós, até aqui, o meio de informação que temos é a imprensa, é o que se comunica a nível da imprensa, e é importante reconhecer que nós também somos interessados, queremos saber efectivamente o que se passou”, disse.

Para fazer face à falta de informação, a igreja já se reuniu e tomou algumas medidas.

“O que fizemos, até agora, é eleger dois bispos, nossos irmãos, que poderão também ajudar um pouco o administrador apostólico de Quelimane, porque vemos que é uma situação delicada que está a vivenciar, uma situação difícil, e provavelmente sozinho possa não conseguir efectivamente responder a todas as solicitações que esta situação demanda. Então, até aqui, mostramos essa proximidade, nomeando dois bispos, que ajudarão também a acompanhar a situação e ver se conseguimos aquilo que nós queremos, que é conhecer a verdade, o que se passou, e podermos também melhor prevenir situações como estas.”

A confimar-se o envolvimento de um padre no assassinato do arcebispo, Dom João fala da necessidade de purificação da igreja.

“A nível da história da igreja, sempre houve situações de Judas. Nós vemos logo no início, os apóstolos, houve alguém que traiu o mestre. Portanto, não é algo fora do comum. Provavelmente, possam ocorrer situações em que temos essa situação em que há padres que não vivem fielmente as suas obrigações, não cumprem o Evangelho. Pode ser que sim, mas mais do que para nós apontar este ou aquele, o que importa é saber em que situação estamos, concretamente, o que se passa. É real essa situação do envolvimento de pastores no assassinato? Aí, se ocorrer uma situação que se saiba, então é necessário purificar”, concluiu.

A nível da conferência episcopal, está prevista uma assembleia extraordinária, onde os bispos do País vão reunir-se e analisar a morte de Dom Osório.

Com esta morte, a diocese de Quelimane passa para gestão de um administrador apostólico, juntando-se a Beira e Xai-Xai, que funcionam sem arcebispo.

A universidade Eduardo Mondlane inaugurou ontem um novo centro de dados que vai reforçar a interoperabilidade, conectividade de sistemas de gestão e investigação. O ministro da transformação digital desafiou a UEM a reforçar a formação em cibersegurança e processamento automatizado de dados.

Não é o primeiro centro de dados da mais antiga universidade do país, mas a nova unidade, ampliada e modernizada, além de preservar o património digital da UEM, responde a exigência do mundo cada vez mais digital.

“Passamos de uma sala adaptada ao longo dos anos para uma instalação concebida de raiz como um centro de dados, com climatização de precisão, monitoria ambiental integrada, mecanismos reforçados de segurança, sistemas redundantes e capacidade de expansão. A integração da energia solar como fonte prioritária constitui igualmente uma inovação relevante, conciliando modernização tecnológica, eficiência estratégica e responsabilidade ambiental, fazendo jus à nossa agenda de transferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na nossa instituição”, explica o reitor da UEM, Manuel Guilherme Jr.

Para o reitor desta instituição, o investimento está directamente alinhado com o Plano Estratégico da OIM 2018-2028, cujo propósito central é transformar a OIM numa Universidade de Investigação. 

O avanço, segundo o reitor, responde a uma altura em que a universidade prepara-se para adotar novas diretrizes de uso de inteligência artificial.

“Em paralelo a estes desenvolvimentos tecnológicos, na nossa Universidade, encontra-se um processo de apreciação para aprovação às directrizes para a utilização da inteligência artificial na OIM. Este instrumento deverá orientar uma adopção responsável, ética, segura e pedagogicamente adequada da inteligência artificial no ensino, na investigação, na gestão e na extensão.”, anota.

A inauguração foi testemunhada por reitores de várias instituições de ensino superior, os quais,  o ministro da transformação digital desafiou, Américo Muchanga, desafiou a reforçar a formação de técnicos de cibersegurança.

“Nenhum país pode se desenvolver sem inovação e não há inovação sem Universidades. As Universidades são elas que moldam a juventude, quero por isso solicitar que as Universidades continuem a liderar este processo de formação dos homens, sobretudo em áreas como cibersegurança, inteligência artificial, porque à medida que vamos colocando mais serviços na sociedade, também é preciso criar confiança e esta confiança só é criada se podemos proteger a informação que está lá”.desafiou o governante.

Américo Muchanga entende ainda que “podemos proteger os utilizadores e podemos assegurar que o nosso país está protegido contra ataques que podem ser perpetrados a partir do exterior ou a partir mesmo de dentro, mas de pessoas que querem, digamos, não só roubar informação como afectar o funcionamento dos nossos serviços.”, adverte.  

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