O exército do Mali confirmou ontem um “incidente trágico” com “vítimas mortais” numa operação antiterrorista, referindo-se a um aparente bombardeamento por engano contra um grupo de civis que se deslocava de motocicleta, sem fornecer mais detalhes.
O exército do Mali confirmou hoje um “incidente trágico” com “vítimas mortais” numa operação antiterrorista, referindo-se a um aparente bombardeamento por engano contra um grupo de civis que se deslocava de motocicleta, sem fornecer mais detalhes.
“O Estado-Maior-Geral das Forças Armadas foi informado de um trágico incidente ocorrido numa zona de operações, que causou vítimas mortais e feridos”, referiu o exército do Mali, em comunicado, sem fornecer informações sobre o número de vítimas.
Na mesma nota o exército acrescentou que “segundo as primeiras informações disponíveis, às pessoas afetadas deslocavam-se em motociclos de grande cilindrada entre duas localidades”.
No comunicado publicado nas redes sociais, o exército referiu que já está em curso uma investigação “para determinar com precisão as circunstâncias deste acontecimento”, ao mesmo tempo que expressou as suas condolências aos familiares das vítimas e desejou uma “rápida recuperação” aos feridos.
O exército recordou, ainda, uma ordem emitida em 03 de Junho que “suspende a circulação” de motociclos com cilindrada igual ou superior a 125 centímetros cúbicos “fora das grandes aglomerações urbanas”, uma vez que considera que estes veículos são utilizados por grupos terroristas para o deslocamento dos seus membros e a execução de ataques.
“Esta medida responde a imperativos de segurança relacionados com o contexto operacional. O seu cumprimento rigoroso contribui para reduzir os riscos a que a população pode estar exposta nas zonas onde as operações militares continuam”, argumentou o exército na nota de comunicação emitida, em que apelou à população para que “cumpra rigorosamente as medidas e instruções de segurança em vigor”.
O comunicado foi publicado depois de a emissora francesa Radio France International ter noticiado a morte de, pelo menos, oito pessoas, entre as quais três meninas com menos de 10 anos, numa série de bombardeamentos contra a localidade de Zanakoro, na região de Ségou, após um batismo, sem que as autoridades tenham fornecido detalhes sobre o assunto nem tenham esclarecido se se trata do mesmo incidente.
O Mali é atualmente governado por uma junta militar instaurada na sequência dos golpes de Estado perpetrados em Agosto de 2020 e Maio de 2021, ambos liderados por Assimi Goita, actual Presidente de transição.
Desde então, Bamako tem vindo a aproximar-se da Rússia e a distanciar-se dos seus aliados ocidentais tradicionais, entre os quais a França, antiga potência colonial.
Moçambique, através dos pugilistas Tiago Muxanga e Armando Sigauque, está nos quartos-de-final do Campeonato Mundial de Boxe, prova que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
É o boxe moçambicano no seu melhor! É o esforço a ser compensado pela glória. É tudo o que se espera de uma modalidade que transpôs fronteiras e Tiago Muxanga, na categoria dos 71 kg, faz parecer fácil. Percurso imaculado no Mundial de Boxe, em que, com os seus punhos quentes, sempre ousou afastar quem estivesse pela frente.
Em mais um combate diante Dovud Makhakamov, do Tajiquistão, cumpriu mais uma missão. Sem margem para muitos erros, Tiago Muxanga impôs-se e empurrou o seu adversário à derrota com golpes, diga-se, à moda moçambicana. Vaga garantida nos quartos-de-final da prova.
Moçambique no seu melhor. A vitória do Tiago Muxanga foi apenas o início. Armando Sigauque, nos 57 kg, tinha outra missão a cumprir e fê-lo com bravura e dedicação de sempre. Perante Paul Omondi Onguku, queniano cheio de energia e vontade, Sigauque esteve firme evitando golpes e atacando com certeza.
A vitória acabou sendo genuinamente moçambicana. Tiago Muxanga e Armando Sigauque fazem parte da restrita lista de oito pugilistas que vão disputar os quartos-de-final. E por terem chegado a esta fase já tem garantido 10 mil dólares, equivalente a 632 mil meticais. O vencedor da prova terá direito a 75 mil dólares. O Mundial de Boxe conta com a participação de 500 atletas, de 118 países.
Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, devido a insegurança e falta de infra-estruturas destruídas durante o conflito.
Três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado continuam parcialmente fechadas devido à insegurança. Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas inseguras, a Procuradoria províncial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.
O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.
O Presidente da República Democrática de Congo acusa o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada. Tshisekedi diz que Ruanda continua a apoiar ataques contra o exército congolês.
Na última semana, os Presidentes da República Democrática de Congo e do Ruanda assinaram, em Washington, um novo acordo de paz, para pôr fim a um dos mais prolongados conflitos do continente africano.
Cerca de 48 horas depois, Felex Tshisekedi, Presidente da RDC, discursando no parlamento do seu país, acusou o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de paz cuja assinatura foi testemunhada por Donald Trump.
“Logo no dia seguinte à assinatura, unidades das Forças de Defesa de Ruanda realizaram e apoiaram ataques com armas pesadas lançados da cidade ruandesa de Bugarama, causando graves danos humanos e materiais, no Kivu do Sul, rompendo assim o cessar-fogo”, disse Tshisekedi.
O acordo assinado na Capital norte-americana preconiza um cessar-fogo e desarmamento dos grupos armados não estatais e regresso dos refugiados. Os Estados Unidos, segundo o pacto, vão beneficiar-se de forma preferencial dos minerais estratégicos pelos quais os estados lutam.
O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu nesta quarta-feira uma mensagem de saudação a todos os moçambicanos por ocasião da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado a 10 de Dezembro, este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.
Na comunicação, o Chefe do Estado destaca que esta efeméride ocorre num momento em que decorrem, em todo o País, a auscultação no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, “que só está a ser possível por conta da efectivação de um núcleo essencial de direitos fundamentais dos cidadãos”, nos termos da Constituição da República de Moçambique (CRM), incluindo a participação política dos cidadãos, a liberdade de expressão e o pluralismo político, este último exercido através de partidos políticos e organizações da sociedade civil.
Chapo recorda igualmente os avanços que Moçambique tem registado no estabelecimento de mecanismos institucionais de promoção, protecção, respeito e realização dos direitos humanos, nomeadamente a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e o Provedor de Justiça.
“Esta é uma soberana ocasião para reiterarmos o compromisso do Governo na promoção e defesa dos Direitos Humanos como papel do Estado. Moçambique é subscritor de inúmeras convenções internacionais e regionais sobre direitos humanos, ao que se acrescenta o facto de dispor de uma carta de direitos fundamentais na Constituição da República de Moçambique, que impõe ao Estado a obrigação de assumir a dianteira na temática dos direitos humanos”, sublinha o Presidente.
O estadista moçambicano manifesta ainda a sua preocupação com a crescente “vulgarização da vida humana nas estradas nacionais, frequentemente decorrente de comportamentos desviantes de alguns condutores, sobretudo no transporte semi colectivo de passageiros, por vezes com a complacência de entes públicos responsáveis pela fiscalização e cumprimento do Código de Estrada”.
O Presidente da República frisa que “as nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”.
O Chefe do Estado encoraja ainda os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos fundamentais através das Tecnologias de Informação e Comunicação, com destaque para as redes sociais digitais, mas apela a uma utilização responsável, sublinhando a importância da verificação da autenticidade da informação antes da sua circulação e do respeito pela dignidade humana, que considera “desmerecedor do insulto, da maledicência e de sentimentos de ódio”.
A mensagem do Presidente da República por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos termina reafirmando o compromisso do Estado moçambicano com a promoção e protecção dos direitos fundamentais, numa perspectiva inclusiva em que ninguém deve ser deixado para trás.
A Editora Trinta Nove e o projecto Livroteca apresentam hoje o lançamento da edição em banda desenhada e da tradução inglesa de Ualalapi, obra seminal de Ungulani Ba Ka Khosa. O evento terá lugar na livraria da Vila Municipal de Marracuene, em Maputo.
O evento contará com a presença do autor da obra, Ungulani Ba Ka Khosa, e de Adérito Wetela, o ilustrador responsável por dar nova vida visual ao romance.
Publicado originalmente em 1987, Ualalapi é um marco incontornável da ficção africana moderna. Vencedor do Grande Prémio de Ficção Narrativa Moçambicana, integra desde 2002 a prestigiada lista dos 100 melhores livros africanos do século XX, destacando-se pela profundidade histórica e pela força literária.
A narrativa acompanha Ualalapi, guerreiro incumbido de matar o hosi Mafename por ordem do príncipe Ngungunhane, que assim ascende ao trono como último imperador de Gaza — figura central da resistência moçambicana face ao avanço colonial português no final do século XIX.
A nova edição em banda desenhada oferece uma leitura visualmente poderosa deste que é considerado um dos maiores romances africanos do século XX, tornando-o acessível a novos públicos e reforçando o seu lugar na literatura global.
A ONU condenou qualquer tentativa de minar a governação democrática em Benin e apoia autoridades deste país e da CEDEAO após tentativa de golpe. O governo do Benin reporta várias mortes e a detenção de 12 pessoas
A tentativa de golpe no Benim no fim de semana não apenas provocou reações nas proximidades do país, com membros da CEDEAO intervindo para apoiar as forças armadas do Benim, como também o gabinete do Secretário-Geral da ONU expressou preocupação diante da instabilidade no país.
Em declaração à imprensa em Nova York nesta terça-feira, o porta-voz da ONU afirmou que o Secretário-Geral condena inequivocamente qualquer tentativa de minar a governação democrática no Benim.
Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o Governo do Benim anunciou esta segunda-feira, que várias pessoas morreram durante a tentativa de golpe de Estado no país. Segundo o balanço, pelo menos 12 pessoas estão detidas na sequência da tentativa falhada de golpe, mas alguns envolvidos continuam a monte, incluindo o tenente-coronel Pascal Tigri, que liderou a operação.
O jurista e antigo governante Teodato Hunguana aponta como uma das falhas da Constituição da República a ausência de uma ruptura clara na concentração de poderes na figura do Presidente da República. Por sua vez, o académico e também jurista Teodoro Waty defende a criação de uma assembleia constituinte responsável pelo estudo e melhoria profunda da lei-mãe.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo continua a auscultar especialistas sobre várias matérias e, esta terça-feira, recolheu contributos de Teodato Hunguana e Teodoro Waty no âmbito da revisão constitucional.
Teodato Hunguana, especialista em Direito, antigo governante e interveniente nas revisões constitucionais de 1990 e 2004, considera que uma das principais lacunas das primeiras redacções da Constituição foi a falta de uma ruptura efectiva na concentração dos poderes do Chefe de Estado.
“Esta é uma questão absolutamente pertinente, porquanto um dos princípios que devem orientar um processo de revisão constitucional é o de capitalizar os aspectos positivos da revisão anterior, tomando-os como dados adquiridos para os manter ou reforçar, e a partir daí avançar. O que não é expectável, e ainda menos aceitável, é fazer o contrário, isto é, eliminar esses aspectos positivos ou reduzir o seu impacto. Porém, foi isso que aconteceu em 1990, no que designamos como um passo atrás e dois à frente. Um passo atrás ao reconcentrar a chefia do Governo no Presidente da República, para depois avançar para a separação de poderes”, explicou.
Hunguana defende ainda que a revisão constitucional deve ser encarada como um processo contínuo e criticou o facto de o relatório produzido pela Comissão de Revisão Constitucional de Moçambique (CREMOD) não ter sido tornado público.
“Gostaríamos de ter acesso às conclusões do trabalho da CREMOD, pois trata-se de património do nosso conhecimento. Que eu saiba, essas conclusões não foram publicadas nem tornadas públicas. Não sei se estão guardadas em gavetas, mas deveriam contribuir para o esforço já realizado, que custou tempo, dinheiro e envolveu académicos e profissionais. Esse trabalho deve ser valorizado, pelo menos conhecido, para que possamos retirar dele os elementos úteis”, lamentou.
Por seu turno, Teodoro Waty apresentou várias propostas de reforma constitucional, destacando a necessidade da criação de uma assembleia constituinte com poderes originários.
“Esta Assembleia Constituinte teria um poder originário e seria convocada para um propósito único e específico, diferente da Assembleia da República enquanto órgão legislativo ordinário, com a missão exclusiva de elaborar, discutir e aprovar uma nova Constituição ou proceder a uma reformulação profunda da existente, estabelecendo as regras fundamentais da organização do Estado e do seu ordenamento jurídico”, explicou.
No seu entender, muitas das revisões constitucionais em Moçambique resultaram de conflitos e divergências eleitorais, razão pela qual considera fundamental começar pela reforma do sistema eleitoral.
“É necessário reflectir sobre como um sistema eleitoral bem organizado pode produzir resultados diferentes, nomeadamente a ausência de contendas eleitorais, fruto da convicção enraizada em muitos actores políticos de que o processo eleitoral deixa de ser um jogo de resultado pré-determinado, onde o árbitro acaba por ser também o marcador de penaltis e o guarda-redes”, acrescentou.
No prosseguimento do debate, foram apresentadas várias sugestões em defesa de uma revisão constitucional inclusiva.
João Massango, presidente do Partido Ecologista, defendeu que a eventual criação de uma Assembleia Constituinte em Moçambique deve ser amplamente inclusiva e não limitada apenas aos partidos com assento parlamentar. Segundo o político, a experiência internacional demonstra que uma verdadeira Assembleia Constituinte deve ser escolhida pelo povo e integrar representantes de todos os estratos sociais, incluindo partidos extraparlamentares, sociedade civil e grupos críticos, sob pena de gerar novo descontentamento social.
Massango alertou que muitos dos problemas actuais do país têm origem nos conflitos eleitorais recorrentes desde as primeiras eleições multipartidárias. Para o dirigente partidário, a reforma profunda do sistema eleitoral deve ser uma prioridade no Diálogo Nacional Inclusivo, de modo a garantir credibilidade nos próximos pleitos e evitar novas crises políticas e sociais.
O líder ecologista acrescentou que, para além das questões político-eleitorais, o país enfrenta sérios desafios económicos, sobretudo no que respeita à inclusão da juventude. Defendeu a necessidade de um debate sério sobre um modelo económico inclusivo que permita criar oportunidades e reduzir a marginalização social, apontada como uma das principais causas das manifestações juvenis.
Por sua vez, Dinis Tivane, porta-voz do ANAMOLA, centrou a sua intervenção na crítica ao modelo constitucional vigente, considerando que Moçambique manteve, em essência, a estrutura da Constituição de 1975, particularmente no que diz respeito à concentração de poderes no Presidente da República. Para Tivane, essa concentração compromete a eficiência do Estado e está na base de várias crises institucionais vividas no país.
O dirigente defendeu a necessidade de um Parlamento mais forte e representativo, inspirado em modelos internacionais que privilegiam o equilíbrio de poderes e a justiça social. Tivane sublinhou ainda a importância do reforço do poder local e da descentralização efectiva, sustentando que o desenvolvimento e a estabilidade do país dependem de um Estado onde o poder emana verdadeiramente do povo e responde às realidades locais.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo continua a recolher ideias e contributos com vista a uma reforma profunda do Estado.
A União Desportiva de Songo venceu, na tarde desta terça-feira, o Desportivo de Nacala, por duas bolas sem resposta, e apurou-se para a final da Taça de Moçambique. O adversário na final será conhecido na tarde desta quarta-feira, quando Ferroviário de Maputo e Black Bulls defrontarem-se na outra meia-final.
Já é conhecido o primeiro finalista da Taça de Moçambique, edição 2025, numa final four que decorre na capital provincial de Gaza, Xai-Xai.
Trata-se da União Desportiva de Songo, que na tarde de ontem, terça-feira, derrotou o Desportivo de Nacala por duas bolas sem resposta, assegurando a vaga para o jogo da decisão.
Victor Tesoura acabou por ser o herói improvável dos “hidroeléctricos” ao apontar os dois golos da vitória da equipa de Tete, que assim vai procurar fazer a dobradinha na tarde de domingo.
O primeiro golo da turma treinada por Daúdo Razaque aconteceu perto do intervalo quando Victor apareceu isolado para encostar, fazendo jus a superioridade da sua equipa durante a primeira parte.
A segunda parte iniciou tal como terminou a primeira, com a União Desportiva de Songo a chegar ao golo, no caso o segundo, pelo mesmo jogador, Victor Tesoura, aos 47 minutos, dando uma tranquilidade maior à formação de Songo.
Nos restantes 43 minutos, mais o tempo de compensação dado pelo árbitro, a União Desportiva de Songo controlou os acontecimentos e não deixou o Desportivo de Nacala esboçar reacção que permitisse reduzir ou chegar ao empate.
No Campo Municipal Marien N’Gouabi, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, nem o intenso calor que se fazia impediu a festa da União Desportiva de Songo, que assim repetiu a vitória alcançada no Moçambola diante do mesmo adversário.
Os “hidroeléctricos” procuram fazer a dobradinha depois de terem confirmado a conquista do Moçambola 2025, esperando apenas para conhecer o seu adversário.
O adversário da União Desportiva de Songo, no caso o segundo finalista da Taça de Moçambique, será conhecido esta quarta-feira, quando o Ferroviário de Maputo medir forças com a Black Bulls para a vaga da decisão da prova.
As duas equipas voltam a se defrontar uma semana depois de terem cruzado caminhos para o Moçambola, ganho pelos “locomotivas” da capital, num jogo em que praticamente fizeram gestão dos seus jogadores a pensar na final four da Taça de Moçambique.
Caso seja o Ferroviário de Maputo a chegar à final será a reedição da final da segunda maior competição futebolística do país realizada no ano passado, já que envolveu o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva de Songo, ganho pela equipa da capital do país.
Da mesma forma, caso seja a Black Bulls a chegar à final, será a reedição da final de 2023, entre “hidroeléctricos” e “touros”, ganho pela equipa da capital do país. Ou seja, a União Desportiva de Songo vai disputar a sua terceira final consecutiva, desta vez buscando a dobradinha, enquanto o Ferroviário de Maputo e a Black Bulls procuram salvar a época.
Rui Banguira
Representante da Família
Realmente confirmo que perdemos o nosso pai, um cidadão exemplar, o Senhor Feliciano Salomão Gundana. Perdeu a vida na madrugada de hoje, depois de longos anos a lutar contra uma doença crónica. Como família a perda é muita grande. Na família como na sociedade Moçambicana em geral, foi exemplo de disciplina integridade e justiça, e o principal legado que deixa é de sermos íntegros, ele sempre realçou isto: sermos íntegros, justos.
Carlos Siliya
SG da ACLLIN
Ele sempre foi íntegro, e mesmo depois da independência esteve sempre firme na construção da nação moçambicana. Estamos firmes que os seus feitos serão levados avante no sentido de ensinar a nova geração para, com firmeza, trabalhar para independência económica que todos nós desejamos, e que Moçambique continue a ser um país forte e reconhecido no mundo
Pedro Guiliche
Porta-voz da FRELIMO
A sua morte deve representar, uma vez mais, o rebuscar do seu legado de integridade, de patriotismo, amor à pátria, coesão social entre os moçambicanos e acima de tudo a ideia de promoção da justiça social pois são esses valores que o camarada Gundana nos deixa. Temos que pegar no seu legado e transforma em objeto de trabalho e paisagem de educação cívica à juventude
Teodoro Waty
Antigo Combatente
Recordei-me daquela pessoa serena, aquela pessoa que, apesar de nós todos sabermos que foi um dos fundadores da Frelimo, considerava-se, como qualquer um de nós, um membro simples, escutador afável e, principalmente, capaz de transmitir mensagens sem muitos alaridos, dizendo que, olha, no ano tal foi assim, provavelmente as coisas mudem, devam mudar.
Teodato Hunguana
Antigo Combatente
Ele teve um papel muito importante desde o princípio de tudo. Creio que ele é daquele grupo que vem do UDENAMO. Mas é do grupo fundador da Frelimo. Esteve nesses processos todos, desde esses tempos remotos, e atravessou-os todos até à atualidade e estava ainda, digamos, de certo modo, no activo.
Óscar Monteiro
Antigo Combatente
Um fundador da Frelimo, um patriota e uma pessoa sempre determinada e dedicada, mas, ao mesmo tempo, uma pessoa modesta. Nunca pediu favores, nem se prevaleceu da sua qualidade de fundador da Frelimo para beneficiar disso. Eu acho que a sua descrição, a sua simplicidade, são um exemplo. E, neste momento da sua partida, é essa lição que nós devemos reter.