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Utilizadores do serviço de transporte da City Link já podem efectuar  pagamento das viagens através da carteira móvel M-pesa.  A Vodafone M-Pesa e a transportadora assinaram, ontem, um memorando que oferece uma alternativa ao pagamento tradicional das viagens.

Pagar uma viagem de transporte poderá tornar-se tão simples quanto enviar dinheiro pelo telemóvel. É o que vai produzir  esta assinatura de memorando entre a Vodafone M-pesa e a transportadora City Link. 

O acordo rubricado, nesta quarta-feira, pretende criar um sistema que permite efectuar o pagamento de bilhetes de viagens através da carteira móvel M-Pesa.

Segundo os signatários, o memorando aproxima duas realidades que fazem parte da rotina quase diária de milhares de cidadãos, o transporte e o telemóvel. Com a integração, os passageiros passam a ter uma alternativa ao pagamento tradicional.

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O dia da família que devia ser de união, harmonia e celebração familiar foi manchado de sangue no distrito do Dondo, província de Sofala. No dia 25 de Dezembro, uma mulher foi detida por supostamente matar o próprio marido, num acto de violência que culminou na mutilação genital da vítima.

Segundo informações da Polícia da República de Moçambique (PRM), o crime ocorreu após uma discussão acesa entre o casal, cujo relacionamento era marcado por constantes desentendimentos e consumo de bebidas alcoólicas. Durante o confronto, a mulher agrediu gravemente o companheiro, provocando ferimentos que se revelaram fatais. 

O porta-voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo, explicou que a detenção da indiciada foi possível graças à participação activa da comunidade. “A detenção da indiciada foi possível através de denúncias feitas pelos vizinhos, que, ao tomarem conhecimento da ocorrência, comunicaram o caso à subunidade da PRM no comando distrital do Dondo. A polícia deslocou-se prontamente ao local, neutralizou a suspeita e encaminhou-a para as celas”, afirmou.

O porta-voz acrescentou que a mulher confessou o crime e justificou, parcialmente, a sua acção por motivações passionais. “Ela assume o cometimento do crime e refere que tudo ocorreu após uma discussão intensa com o marido. No entanto, nenhum acto justifica este tipo de violência. Apelamos sempre ao diálogo como forma de resolver conflitos conjugais”, reforçou Chimbo.

Segundo a PRM, a vítima recebeu assistência médica e foi encaminhada para a unidade sanitária mais próxima, mas, devido à gravidade dos ferimentos provocados pela agressão, perdeu a vida. “Trata-se de um caso de homicídio agravado, que seguirá os trâmites legais até às instâncias judiciais competentes”, reforçou o porta-voz.

A indiciada, de 39 anos, relatou às autoridades que mantinha um relacionamento de quase cinco anos com o falecido, com quem tem uma filha. Em depoimento à polícia, a mulher descreveu os acontecimentos que levaram à tragédia.

“Tínhamos muitos problemas. Houve discussão e naquele dia tínhamos bebido. (…) Perdi o controlo. Nunca pensei que isso fosse terminar assim. Estou arrependida”, disse.

Em detalhe, a mulher contou que o conflito iniciou-se quando tentou contactar o marido para resolver uma situação relacionada com o telemóvel do parceiro que a vítima alegava estar na posse da indiciada. Face a este cenário, a implicada narra que o malogrado mostrou-se agressivo e a violência atingiu um nível extremo.

“Ele estava grosso, eu também estava. Liguei para o telefone dele, mas ele não me atendeu. Depois tentei por intermédio de amigos, mas ele continuava agressivo. A situação descontrolou-se, quando estávamos em casa, eram por aí uma hora da madrugada e estava a chover. Ele apertou-me pescoço e não aguentei, acabei mordendo e arranquei os órgãos genitais do meu marido”, relatou a indiciada, descrevendo o momento em que o acto de mutilação ocorreu.

 As autoridades mostram-se preocupadas com o aumento de crimes violentos na região e apelam aos líderes comunitários para reforço da educação cívica, prevenção da violência doméstica e acompanhamento psicológico de casais em conflito.“Apelamos às famílias e à comunidade para privilegiarem o diálogo e a mediação de conflitos. A violência nunca pode ser solução”, reforçou Honório Chimbo.

Nesta altura, a detida encontra-se nas celas do comando distrital do Dondo e responderá criminalmente pelo crime de homicídio agravado.

Os EUA e a Ucrânia dizem estar mais próximos do que nunca de um acordo para pôr fim à guerra russo-ucraniana. No entanto, Moscovo insiste em exigências territoriais que continuam a travar o consenso.

Estão totalmente acordadas as garantias de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia, revelou o presidente ucraniano este domingo na Flórida. Volodymyr Zelensky falava após uma reunião decisiva com Donald Trump sobre a paz.

“Discutimos todos os aspectos do quadro de paz, que inclui grandes conquistas, como o plano de paz de 20 pontos que está acordado em 90%, e as garantias de segurança entre EUA-Europa-Ucrânia foram acordadas a 100%”, disse o presidente ucraniano. 

Por seu turno, Donald Trump declarou que a Ucrânia e a Rússia estão mais próximas da paz do que nunca.

“Tivemos discussões sobre praticamente todos os assuntos e isso inclui o presidente Putin e entramos em grandes pormenores e da mesma forma que entramos em grandes pormenores hoje (este domingo)”, declarou Trump. 

Segundo Trump, após uma conversa telefónica com Vladimir Putin, Moscovo mantém a exigência de controlo total das regiões orientais da Ucrânia e continua a opor-se a um cessar-fogo imediato. 

Ainda assim, Kiev reiterou que está pronta para um cessar-fogo como sinal de boa-fé, enquanto as negociações prosseguem sem um calendário definido.

Pelo menos 800 militares moçambicanos foram capacitados em 2025 pela  Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ).  Segundo comunicado enviado ao “O País”, durante o ano, foram implementados 36 programas de capacitação. 

 As actividades incluíram programas em áreas como Comando e Controlo, Logística, Training of Trainers para os instrutores das Forças de Reação Rápida, Manutenção e Transportes, Liderança, Pedagogia Militar, Cooperação Civil-Militar (CIMIC), Comunicação Estratégica e Assessoria Institucional ao Estado-Maior-General das FADM.

 “Durante o ano de 2025, foram ainda lançados programas essenciais para garantir a sustentabilidade logística dos meios disponibilizados no âmbito do European Peace Facility (EPF)”, lê-se no comunicado.

 A EUMAM MOZ é uma missão não executiva que tem como objetivo assistir as FADM a desenvolver capacidades para assegurar que estas implementam e sustentam o ciclo de emprego operacional das Forças de Reação Rápida, contribuindo assim para a estabilidade e o desenvolvimento da província de Cabo Delgado, com respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito Internacional Humanitário.

 A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique é actualmente comandada pelo Comodoro, da Marinha Portuguesa, César Pires Correia, e conta com 83 militares de 12 nacionalidades. O mandato da EUMAM MOZ decorre até Junho de 2026.

O parlamento da Somália declarou ontem “nulo e sem efeito” o reconhecimento por Israel da região da Somalilândia como um Estado independente por violar o direito internacional.

O parlamento aprovou a “Resolução sobre a Rejeição e Prevenção da Violação por Israel da Soberania, Integridade Territorial e Independência da Somália”, que reconhece que a Somalilândia “é parte inalienável do território da República Federal da Somália”, segundo o texto publicado pelo Parlamento na sua conta da rede social Facebook e noticiado pelas agências internacionais.

A resolução sublinha que “qualquer reivindicação de independência ou reconhecimento internacional não tem fundamento legal” e insiste que “o reconhecimento de Israel é um ato ilegal que viola a independência e a soberania da República Federal da Somália”.

“É contrário à Carta das Nações Unidas, à União Africana, à Liga Árabe, à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e à Comunidade da África Oriental (EAC)”, afirma, acrescentando que decisão representa “uma ameaça à paz e à segurança da região do Corno de África, além de pôr em risco a nível global”.

Durante a sessão, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, condenou o ataque de Israel à soberania do país e destacou que “tais ações nulas e sem efeito representam um risco de desestabilização desta região africana e de ressurgimento de elementos extremistas, minando o progresso significativo alcançado na luta contra o terrorismo internacional”.

Numa nota escrita na sua conta do Twitter, reafirmou o compromisso “inabalável” da capital Mogadíscio com “a defesa da sua soberania e integridade territorial” e enfatizou que a Somalilândia “é parte inseparável da República Federal da Somália”.

A sessão parlamentar ocorreu um dia depois de o próprio Presidente somali criticar a “agressão ilegal” de Netanyahu e sublinhar que ela “contraria o direito internacional”. “A Somália e seu povo são um só: inseparáveis apesar da divisão que existe à distância”, afirmou na mesma rede social.

A decisão de Israel, criticada pela comunidade internacional, foi, no entanto, aplaudida pelas autoridades da Somalilândia, cuja capital, Hargeisa, acolheu inúmeras celebrações e manifestações na sexta-feira, durante as quais alguns participantes exibiram bandeiras israelitas.

O governo israelita já tinha reconhecido a independência da Somalilândia, mas num contexto muito diferente: em 1960, durante os cinco dias de existência do chamado Estado da Somalilândia, em plena retirada colonial.

Com um território de 175.000 quilómetros quadrados, situado no extremo noroeste da Somália, a Somalilândia declarou unilateralmente a independência em 1991.

Desde então, funciona de forma autónoma, com moeda, exército e polícia próprios, e distingue-se pela relativa estabilidade em comparação com a Somália.

Embora mantenha contactos diplomáticos com diversos países, nenhum Estado-membro das Nações Unidas reconhecia a sua existência como país independente.

Um memorando de entendimento assinado em Janeiro de 2024 pela Etiópia e pela Somalilândia – que garantiria a Addis Abeba o acesso ao Mar Vermelho em troca de uma percentagem da sua companhia aérea nacional, a Ethiopian Airlines, e do futuro reconhecimento da região – desencadeou uma grave crise diplomática entre os dois países.

Angola e a Namíbia aceitaram as condições do Reino Unido para repatriamento de cidadãos ilegais no país europeu e vão continuar a beneficiar da aplicação de vistos “expressos”, estatuto que será retirado à República Democrática do Congo (RDCongo).

As autoridades britânicas vão deixar de autorizar processos de vistos “expressos” aos cidadãos da RDCongo e, inclusive, os políticos do país africano não receberão qualquer tratamento especial ao viajar para o Reino Unido, de acordo com uma declaração do Ministério do Interior britânico, divulgada pela BBC.

Angola e a Namíbia, como aceitaram as condições do Reino Unido relativas à deportação de imigrantes ilegais, mantêm o estatuto, depois de Londres ter ameaçado os dois países com sanções, o que a RDCongo poderá agora enfrentar, ainda que Londres reconheça que alguns compromissos foram assumidos por Kinshasa.

Caso a RDCongo não colabore, sublinha o Governo britânico, pode enfrentar medidas sancionatórias mais severas, como a proibição da emissão de vistos para qualquer pessoa do país.

O Reino Unido considerava que os três países impediam efectivamente as deportações de “imigrantes ilegais e criminosos estrangeiros” para os respectivos territórios de origem através do recurso à burocracia. Nos próximos meses, os processos de vistos serão acelerados para Angola e Namíbia.

“Esperamos que os países cumpram as regras. Se um dos seus cidadãos não têm direito a estar aqui, devem levá-lo de volta. Agradeço a Angola e à Namíbia e congratulo-me com a sua cooperação. Agora é a altura de a República Democrática do Congo fazer o que está certo. Levem os vossos cidadãos de volta ou percam o privilégio de entrar no nosso país”, afirmou a secretária do Interior, Shabana Mahmood, citada pela BBC.

O Ministério do Interior sublinhou que o acordo de Angola e da Namíbia em melhorar os respectivos processos de deportação de imigrantes ilegais no Reino Unido marca o “primeiro sucesso das reformas em matéria de asilo [aprovadas] do mês passado”.

De acordo com as alterações do Governo britânico ao sistema de asilo do Reino Unido, o estatuto de refugiado passará a ser temporário, o apoio garantido à habitação para os requerentes de asilo será encerrado e serão criadas novas “rotas seguras e legais” para o Reino Unido, com um limite máximo.

Ao anunciar as alterações no mês passado, Mahmood advertiu que seriam aplicadas sanções em matéria de vistos aos países que não cooperassem com as políticas de regresso, incluindo um “travão de emergência” aos vistos para países com um elevado número de pedidos de asilo, até que estes aceitassem de volta os seus cidadãos que se encontravam ilegalmente no Reino Unido.

Uma fonte do Ministério do Interior, não identificada pela BBC, afirmou que os acordos poderão levar à expulsão e deportação de milhares de pessoas.

A governante afirmou ainda que Londres não hesitará em proibir a emissão de vistos para outros países que se recusem a receber de volta os seus cidadãos.

A Guiné-Conacri realiza este domingo eleições presidenciais, mais de quatro anos depois do golpe de Estado de 2021. O líder da junta militar, Mamady Doumbouya, é o principal favorito, num processo eleitoral contestado pela oposição.

O general Mamady Doumbouya assumiu o poder na Guiné-Conacri a cinco de setembro de 2021, após liderar um golpe de Estado que pôs fim a mais de uma década de governação de Alpha Condé.

Na altura, Doumbouya prometeu um período de transição limitado e o regresso rápido à ordem constitucional. No entanto, mais de quatro anos depois, o líder da junta militar concorre às eleições presidenciais marcadas para este domingo, viabilizado pela nova Constituição aprovada em setembro último.

A nova lei fundamental estabelece um mandato presidencial de sete anos e introduz novos critérios de elegibilidade, incluindo a obrigatoriedade de residência permanente no país. Com base nesta exigência, dois dos principais líderes da oposição, os antigos primeiros-ministros Sidya Touré e Cellou Dalein Diallo, foram impedidos de participar no escrutínio por viverem no exílio.

No total, nove candidatos concorrem à presidência da República, mas os oito adversários de Mamady Doumbouya são pouco conhecidos do grande público, numa corrida eleitoral considerada desequilibrada por observadores nacionais e internacionais.  

No entanto, as autoridades guineenses garantem, por seu lado, que o processo decorre dentro da legalidade e que estão asseguradas as condições para a realização de eleições livres e ordeiras.

O líder golpista da Guiné-Conacri, Mamadi Doumbouya, deverá alcançar uma vitória confortável nas eleições presidenciais de domingo, impulsionado pelo arranque de uma há muito aguardada grande mina de minério de ferro e pela fraca concorrência do campo fragmentado da oposição.

Estão detidos um agente da Polícia e um funcionário da Administração Nacional de Estrada acusados de roubo e vandalização no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A Situação deixou o hospital parcialmente às escuras, além de deixar 4 serviços sensíveis sem sistema de frio e água

O Hospital Provincial de Xai-Xai sofreu o pior roubo e vandalização dos últimos 5 anos, na sequência da vandalização e saque.

“É um retrocesso muito grande.  Os prejuízos são grandes. Não podemos trazer cá valores.Nos últimos seis meses temos registrado vandalizações de roubos de equipamentos, de vários bens. Estamos a falar de vandalização da parte elétrica da enfermaria de subespecialidade, que neste momento já estava pronta para funcionar”, revelou, Elisa Fuel, Administradora do hospital de Xai-Xai.

Os sistemas eléctrico,  de frio e de canalização de água de 4 serviços sensíveis, com destaque para maternidade e pediatria, morgue e laboratório incluindo os sanitários, também, não escaparam dos malfeitores.

“indivíduos de má fé  infiltram-se no hospital disfarçados, como pacientes,  e perpetuam essas atitudes.  Perdemos cerca de quatro ar-condicionados até então.Um dos ar-condicionados é da morgue, e também do armazém do laboratório provincial, que está dentro do hospital.Quatro casas de banho,  duas do serviço de urgências, uma casa de banho da ortopedia, uma casa de banho do berçário, e também temos casas de banho da pediatria. Houve um roubo mesmo daquilo que são as torneiras,  e não temos água, corrente” lamentou 

De acordo com a Administradora do hospital de Xai-Xai, o  crime que dura há seis meses foi  planeado ao detalhe e “tudo acontecia  a luz nas ” barbas”da polícia há seis meses, sendo que o posto policial funciona no interior do hospital há anos”.

A Equipa segurança do hospital entrou em cena e diz ter neutralizado em flagrante um agente da polícia da república de Moçambique e um funcionário da Administração nacional de estradas quando tentava carregar cabos elétricos na parte superior do edifício hospitalar.

“Estávamos a fazer uma ronda de como é que é possível tudo isso aqui ser roubado. Então nós conseguimos detectar como é que foi o assunto. Um é polícia, daqui do bairro 13.Um é trabalhador da ANE,  esse que tirou fios lá em cima.É o que eu sei, mas os dois já estão nas mãos da polícia”, disse o chefe da segurança privada do hospital provincial de Xai-Xai.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique ( PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, entretanto, refuta todos os pronunciamentos da segurança privada.

“Não foram encontrados com os bens,  mas sim estavam próximos ao local  onde terá sido vandalizado a outra hora. Então acabaram sendo tidos como autores de vários crimes ou furtos que ocorreram naquele hospital.O que é necessário é a questão da responsabilização das pessoas que se encontram a trabalhar e deixam com que esses objetos sejam vandalizados”, considerou.

Júlio Nhamussua explica ainda que o caso segue  em investigação e que novos dados poderão ser avançados nos próximos dias.

“Porque há um trabalho de base que precisa ser feito,  não corrermos para a identificação parcial das pessoas, porque trata-se de identidade das pessoas e trata-se de instituições E quando nós corremos para afirmar que é um funcionário de instituição X, acabamos pondo em causa as próprias instituições por comportamentos”, concluiu.

Autoridades da maior unidade hospitalar de Gaza , exigem justiça e alerta que situação pode afetar vários serviços neste período de alta procura.

A Autoridade Marítima apreendeu um camião que transportou 220 sacos de peixe miúdo seco, capturado de forma ilegal, no posto administrativo de Bajone, distrito de Mocubela, província da Zambézia. O pescado tinha como destino a província de Nampula. 

O país encontra-se actualmente em período de veda, uma medida que visa a preservação dos recursos pesqueiros, mas que continua a ser desrespeitada por alguns pescadores. O caso agora registado envolveu um carregamento significativo de peixe miúdo seco, transportado numa viatura que acabou por ficar atolada devido ao transbordo do rio Midir.

A situação facilitou a intervenção das autoridades marítimas, que procederam à apreensão do camião e do respectivo produto. O proprietário do pescado, visivelmente arrependido, alega que o pescado estava a ser transportado sem fins comerciais.

Segundo o Instituto Nacional do Mar (INAMAR), esta é a segunda viatura apreendida na província da Zambézia em menos de uma semana, elevando para cerca de 247 o número total de sacos de peixe apreendidos no mesmo período.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que as forças americanas realizaram o que ele descreveu como um ataque “poderoso e mortal” contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria, após semanas de duras críticas ao governo nigeriano pela perseguição aos cristãos.

Em uma postagem na sua plataforma de mídia social na noite de Natal, Trump não ofereceu detalhes operacionais e não especificou a dimensão dos danos infligidos ou o número de militantes alvejados na operação.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato porque a informação não foi divulgada publicamente, confirmou que os ataques foram realizados em coordenação com as autoridades nigerianas. Segundo o funcionário, a operação foi aprovada pelo governo da Nigéria, o que demonstra a cooperação contínua em segurança entre Washington e Abuja na luta contra grupos extremistas que atuam na África Ocidental.

Facções afiliadas ao Estado Islâmico têm atuado em partes do norte e nordeste da Nigéria, onde a insegurança ligada à insurgência e à violência sectária persiste há anos.

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