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O País – A verdade como notícia

A campanha de qualificação dos Mambas para o CHAN teve vários momentos curiosos. A fase qualificativa serviu como uma oportunidade de revelação para alguns jogadores, outros provaram a sua persistência, mas também houve quem foi determinante com a sua experiência.

Por trás da campanha de qualificação para o CHAN, há uma plêiade que deixou cair uma gota do seu suor em cada relvado por onde passou. A história de uma epopeia marcada por um misto de sentimentos, numas vezes com os sorrisos largos, noutras nem tanto, foi escrita à custa de suor, sacrifício e paciência.

É, afinal, assim que se fazem os grandes heróis e, acima de tudo, se constrói a personalidade de quem não tem mãos a medir para defender uma causa nobre, como é o caso do amor às cores da selecção nacional.

Esses são, na verdade, uma parte da genuína moçambicanidade que reside em cada um dos mais de 30 milhões da população de uma nação marcadamente solidária e altruísta, cujas pessoas enfatizam aquilo que as une e jogam as diferenças para bem longe, sem direito à reciclagem.

Mais uma vez, o sentido patriótico falou mais alto, como em tantas outras ocasiões. Os jogadores despiram-se da capa que os caracteriza como pessoas singulares e vestiram a pele de uma nação, num ponto (Cabo Delgado) dilacerada há cinco anos pelas acções macabras do terrorismo. Conheça a seguir os obreiros da segunda qualificação de Moçambique para o CHAN.

Ernani: Nado no Ferroviário de Maputo e agora ao serviço da União Desportiva de Songo, o guarda-redes moçambicano, que tem merecido confiança de Chiquinho Conde na baliza dos Mambas, foi uma figura determinante durante a campanha do combinado nacional rumo ao CHAN. Ernani transmitiu segurança à baliza dos Mambas, mas também para os seus colegas. É seguramente um dos melhores guarda-redes que o país tem neste momento.

Edmilson Dove: Não tem mais nada a provar. Com o seu talento, conquistou o seu espaço na selecção nacional. Fruto do seu talento, o lateral moçambicano não terminou a campanha qualificativa, pois o Kaizer Chiefs se encantou com o seu talento, sobretudo com a excelente actuação no Torneio COSAFA. Foi um grande líder e um motivador exemplar. Essa conquista é, também, sua.

Chico: Internacional moçambicano ao serviço do Costa do Sol, Chico provou, mais uma vez, ser um jogador com quem se pode contar a qualquer momento. Com a sua experiência, resultante de muitos anos de estrada, o defensor moçambicano foi enorme no eixo defensivo dos Mambas, mormente nas duas partidas contra o Malawi. Chico é dos poucos na actual selecção que fez parte da equipa que garantiu a primeira qualificação dos Mambas para o CHAN, em 2014. Essa é a sua segunda qualificação para a prova.

Infren: O jovem jogador tem sido chamado regularmente à selecção principal, facto que acontece desde os tempos de Abel Xavier. Laborioso e voluntarioso, Infren foi, durante a campanha qualificativa, um jogador que sempre correspondeu às expectativas. Com o seu pulmão de criar inveja, o internacional moçambicano transportou o jogo moçambicano pelo lado direito.

Martinho: Irrequieto, porém fundamental, o defesa da Associação Black Bulls conquistou, fruto da sua entrega, o seu espaço na equipa de Chiquinho Conde. Durante a campanha rumo ao CHAN, deu vida ao jogo sempre que foi solicitado a dar a sua contribuição. É um jogador para o futuro.           

Danilo: Duro e persistente, Danilo encantou Chiquinho Conde. A sua oposta na equipa principal, ainda que meritória, foi, em parte, pelo facto de o então capitão Edmilson Dove ter rumado para o futebol sul-africano. Com essa saída, Chiquinho Conde recorreu a Danilo, jogador com qual alinhou muitas vezes na Taça COSAFA.

Nené: Muitas vezes adaptado a central, Nené não decepcionou. Na última convocatória tendo em vista os dois jogos contra o Malawi, o defesa da Associação Black Bulls tinha sido preterido por Chiquinho Conde. Porém, viria a ser chamado à última hora para fechar o lugar de Danito, que, devido à lesão, não se juntou aos Mambas. Das vezes em que foi chamado a dar o seu contributo, Nené soube corresponder.

 

SECTOR DAS REVELAÇÕES

O meio campo da equipa moçambicana foi o sector em que houve registo de muitas revelações.

Amadou: É um jogador já com alguma tarimba no que diz respeito à selecção nacional. Na recém-terminada campanha para o CHAN, foi um jogador determinante no meio campo dos Mambas. Com a missão específica de “matar” as jogadas dos adversários, Amadou cumpriu o seu papel.

Dário Melo: Ilustre desconhecido ao nível da selecção, o médio da União Desportiva de Songo foi uma das grandes revelações dos Mambas. No jogo da primeira mão contra a Zâmbia, Dário Melo passeou a sua classe, fruto da sua excelente visão de jogo e, sobretudo, da qualidade de passe. É, por isso, mais uma “dor de cabeça” para Chiquinho Conde.

João Bonde: À semelhança de Dário Melo, João Bonde foi, também, uma das grandes revelações. Soube justificar a aposta em si na equipa principal. É um jogador com uma boa capacidade de leitura e com os níveis de confiança elevados. Fazendo dupla com Amadou, Melo jogou e fez jogar. É, seguramente, um jogador a ter em conta nos próximos anos. 

Shaquille: Ó, Shaquille! Já é apelidado menino dos pés mágicos. O pequeno grande jogador justificou, como tem sido habitual, a sua presença na selecção nacional. Com uma enorme qualidade e com a serenidade que se aconselha a um jogador na sua posição, Shaquille Nangy deu brilho ao jogo moçambicano.                 

Nelson Divrassone: Foi pau para toda a obra. O lateral moçambicano foi uma autêntica dor de cabeça para os seus adversários. Intercalando o lado direito e esquerdo, Nelson contribuiu significativamente para a manobra ofensiva do combinado nacional. Fruto disso, marcou o único tento no jogo da primeira mão contra o Malawi. Vale a pena tê-lo.

EXPERIÊNCIA NUM SÓ SECTOR

No sector atacante saltam à vista dois jogadores que carregam uma enorme experiência, no caso, Isac e Telinho.

Isac: Habituado a essas andanças, Isac é dos mais experientes jogadores no conjunto que garantiu a qualificação dos Mambas para o CHAN. O atacante produto do Benfica de Nampula, do professor Abdul Hanane, carrega muitas internacionalizações, tendo já marcado presença em muitas campanhas, inclusive na do CHAN de 2014. Foi fundamental para o grupo de trabalho, transmitindo confiança, principalmente aos mais novos.

Telinho: É um jogador que já não tem nada a provar. O seu percurso, quer ao nível de clube quer no que diz respeito às selecções, fala por si. Na campanha que culminou com a qualificação de Moçambique para segunda maior prova organizada pela Confederação Africana de Futebol, Telinho foi uma peça fundamental. A sua experiência veio ao cimo em vários momentos da campanha.

Lau King: Idolatrado pelos adeptos moçambicanos, Lau King vem-se tornando um matador. Foi responsável pela qualificação dos Mambas para a segunda e última eliminatória, ao marcar o único golo diante da Zâmbia. Numas vezes a titular e noutras no banco, Lau, apesar de nalguns jogos não ter marcado, sempre cumpriu o seu papel, deixando mossa à defensiva adversária.

Melque: Pouco a pouco, vai criando o seu espaço na selecção nacional. Apesar de ainda não ter tido a sorte de marcar golos, Melque deixou mostras de que é um jogador que pode ser referência, futuramente, no sector atacante moçambicano.

Na lista dos obreiros da qualificação dos Mambas, há jogadores que, não obstante o facto de não terem tido espaço, mostraram a sua persistência, até porque tudo é uma questão de tempo.

São eles: Victor Guambe (jogou contra a Zâmbia); Ivan; Mexer; Foia; Edson; Skaba; Yude e Melven.

Os Mambas conseguiram a segunda qualificação para o CHAN, curiosamente das mãos de um treinador moçambicano, Chiquinho Conde. A primeira qualificação foi, também, das mãos de um outro moçambicano, João Chissano.

Num intervalo de nove anos, Moçambique volta a qualificar-se para o CHAN. A primeira qualificação da selecção nacional para esta prova destinada aos jogadores que militam em campeonatos domésticos foi em 2014, cuja fase final foi na vizinha África do Sul.

Para chegar a essa importante prova, os Mambas tiveram de ultrapassar a Angola na última eliminatória.

Após o empate sem abertura de contagem no Estádio Nacional do Zimpeto, no jogo da primeira mão, o combinado nacional garantiu a qualificação em Angola, na partida da segunda mão, após empatar por uma bola, com o único tento da equipa moçambicana a ser apontado por Diogo.

Moçambique conseguia, assim, marcar mais uma presença, no que diz respeito à selecção, a uma prova organizada pela Confederação Africana das Nações, após ter estado no CAN em 2010, em Angola.

Uma geração de jogadores, muitos deles no limiar das suas carreiras, abria uma página em suas vidas.

JOÃO CHISSANO FOI OBREIRO DA QUALIFICAÇÃO

Não se pode falar da primeira qualificação dos Mambas ao CHAN sem se fazer alusão a um nome: João Chissano. Foi das mãos deste treinador que o combinado nacional conseguiu tal façanha perante, convenhamos, muito cepticismo.

O treinador responsável pela “dobradinha”, ou seja, pela conquista do campeonato nacional e taça de Moçambique em 2007 pelo Costa do Sol, chegou ao comando técnico dos Mambas num contexto de muita descrença.

João Chissamo assumiu a selecção, coadjuvado pelo também moçambicano Mano-Mano, em substituição do alemão Gert Engels, que, após aquilo que ficou apelidado por “derrocada de Marraquexe”, abandonou o barco. No tal jogo, os Mambas perderam diante do Marrocos, em Marraquexe, por 0-4.

E porque o contexto era de muita descrença e muito cepticismo, havia necessidade de João Chissano se impor no comando técnico do combinado nacional e uma das formas era ganhar.

Num percurso sorrateiro na campanha de qualificação para o CHAN, o técnico moçambicano foi passando de jogo a jogo até à decisiva partida diante da Angola, partida na qual os Mambas empataram por uma bola, garantindo, por isso, a qualificação, mercê do empate a zero em casa.

Com esse feito, João Chissano entrava para a história como o primeiro treinador moçambicano a cometer essa proeza.

CHIQUINHO E A SEGUNDA…

Moçambique está no CHAN pela segunda vez! Quis o destino que, à semelhança da primeira qualificação, o obreiro desse marco histórico fosse um treinador moçambicano, no caso, Chiquinho Conde.

Tal como João Chissano, Chiquinho Conde assumiu o comando técnico dos Mambas num contexto de muita descrença, tendo em conta que os resultados não eram satisfatórios.

Conde chegou ao Mambas em substituição do português Horácio Gonçalves, que, por sinal, teve uma passagem curta pelo combinado nacional.

Era preciso virar o curso da história e os moçambicanos depositaram a sua confiança em Chiquinho Conde, sobretudo pelo facto de ser alguém que tem conhecimento profundo sobre o futebol do país.

E foi o que aconteceu. Sem dar nas vistas e recorrendo ao princípio do respeito pelo adversário, Chiquinho Conde foi fazendo o seu percurso.

Na primeira eliminatória de acesso ao CHAN, os Mambas empataram em casa sem abertura de contagem no jogo da primeira mão, diante da Zâmbia.

No da segunda, o combinado nacional foi à capital zambiana, Lusaka, arrancar uma vitória importante por uma bola sem resposta, passando para a segunda eliminatória com um agregado de 1-0.

Na segunda e última eliminatória, os Mambas foram enormes diante do Malawi, garantindo, dessa forma, a qualificação para o CHAN.

Chiquinho Conde fez história na sua carreira. Esta é a primeira conquista do antigo capitão dos Mambas, por sinal, na sua primeira aventura como treinador ao nível das selecções.

PARABÉNS AOS MOÇAMBICANOS

Missão cumprida. Esse é o sentimento, não só de Chiquinho Conde, mas também de todos os moçambicanos.

Chiquinho Conde dedica a qualificação a todos os moçambicanos. O técnico diz que os Mambas são uma parte fundamental para dar alegria aos moçambicanos num momento difícil que muitos atravessam, sobretudo a população da província de Cabo Delgado.

“Há nove anos que Moçambique não conseguia qualificar-se para o CHAN”, disse Chiquinho Conde, para quem esta qualificação é conseguida num contexto de muito cepticismo por parte dos adeptos.

“Foi preciso um trabalho árduo para que tal acontecesse. Pedi à Federação e à Liga que me concedesse aquele interregno de um mês para poder preparar a minha equipa, o que foi bom”, afirmou.

A decisão de Chiquinho Conde não reuniu consenso nos clubes, sobretudo no seio dos treinadores.

“Percebi os treinadores, pois eles precisavam cumprir o seu plano de trabalho. Estão de parabéns pelo facto de me terem cedido os jogadores para com eles trabalhar. O mérito desta qualificação é, também, deles”, agradece Chiquinho.

Para Chiquinho Conde, agora é tempo de usufruir do momento, depois se seguirá à fase de traçar o plano de preparação para o CHAN, cuja fase final será em Janeiro do próximo ano, na Argélia.

A envolvência dos moçambicanos foi determinante na qualificação dos Mambas ao CHAN 2022. No conjunto das duas mãos, adeptos de todo o país uniram-se numa só causa, apoiando incondicionalmente a selecção nacional.

Uma só causa, uma só nação! Os moçambicanos provaram com evidências o seu sentido patriótico, abraçando a causa dos Mambas de diversas formas possíveis.

Durante a campanha que culminou com a qualificação do combinado nacional para a segunda prova mais importante organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), foi notória a envolvência dos moçambicanos.

A crença dos moçambicanos numa possível qualificação da selecção foi evidente, sobretudo, na vitória sobre a Zâmbia, no jogo da segunda mão, com o único tento a ser apontado por Lau King.

Esse triunfo ditou que Moçambique calhasse com o Malawi, adversário que, apesar de não ser fácil, era tido, pelos adeptos moçambicanos, como estando ao alcance dos Mambas. Nas vésperas do jogo da primeira mão, vários movimentos foram criados tendo em vista apoiar a selecção.

Da província de Tete, um grupo de adeptos organizou uma excursão, com o objectivo de transmitir o calor à selecção nacional, no jogo da primeira mão. Iniciativa semelhante verificou-se na província do Niassa, onde um grupo de adeptos também se juntou à causa.

A presença dos adeptos no Bingu Stadium, em Lilongwe, viria a ser determinante para o conjunto moçambicano, tendo em conta que terá sido lá onde se começaram a desenhar os possíveis cenários de qualificação.

Jogando num ambiente hostil, porém com o calor de um número considerável de moçambicanos nas bancadas de um dos estádios que têm sido um talismã para os malawianos, o conjunto de Chiquinho Conde conseguiu um empate importante, por uma bola.

O resultado abria boas perspectivas para o jogo da segunda mão, visto que, jogando em casa, o combinado nacional só precisava, no mínimo, de um empate sem golos para garantir a qualificação. Apesar dos deuses jogarem a favor dos Mambas, os adeptos apelavam à calma.

O resultado obtido em Lilongwe espevitou os moçambicanos, fazendo com que tudo gravitasse à volta dos Mambas, através de vários movimentos à escala nacional. Esse facto fez com que a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) pedisse à CAF para anuir a presença de mais de 20 mil espectadores, o que o organismo que gere o futebol fez.

CRENÇA E MUITA EUFORIA

À semelhança do que aconteceu no jogo da primeira mão, em Lilongwe, os adeptos moçambicanos voltaram a abraçar a causa dos Mambas. Mas, desta vez, de forma diferente.

Se por um lado, em Lilongwe, apenas uma parte dos moçambicanos marcou a sua presença para apoiar o combinado nacional, por outro, no Estádio Nacional do Zimpeto, houve convergência de quase todos os moçambicanos.

Não era para menos, era o jogo de tudo ou nada. Ou seja, os adeptos queriam testemunhar a já quase certa qualificação do Mambas ao CHAN por perto. Movimentos de quase todas as províncias fizeram-se sentir ao longo da semana, o que veio confirmar-se no dia do jogo.

Das províncias de Niassa, Tete, Gaza, Maputo e Cidade de Maputo foram criados muitos movimentos e excursões tendo em vista apoiar os Mambas. Um grupo de adeptos de Niassa deslocou-se a Maputo, quer via terrestre e aérea, com uma só finalidade: apoiar e testemunhar a segunda qualificação dos Mambas para o CHAN.

O mesmo movimento verificou-se com os adeptos da província de Tete, por sinal, os pioneiros da primeira excursão para Lilongwe, os quais, mais uma vez, responderam ao chamamento da nação, através do apoio à selecção nacional.

“Não queria perder a oportunidade de testemunhar a qualificação da minha selecção. Estarei sempre presente em todos os momentos dos Mambas. Estou feliz porque conseguimos o que mais queríamos. Obrigado aos Mambas”, disse um dos adeptos que se deslocou de Tete para Maputo.

Mais de 100 adeptos saíram da província de Gaza para apoiar os Mambas. Estes consideram que valeu a pena ter abraçado a iniciativa, que, segundo disseram, contou com o apoio do governo local.

“Era preciso juntar-se à causa. Para o nosso agrado, tal como esperávamos, conseguimos a segunda qualificação para esta importante prova. Nós, como moçambicanos, sempre estaremos juntos com a nossa selecção”, disse Rui Sousa, chefe da claque da província de Gaza.

A Associação Provincial de Futebol de Maputo juntou-se, também, ao movimento à volta da selecção. A agremiação organizou uma excursão para apoiar os Mambas, iniciativa que teve muita adesão dos adeptos.

Ainda da província de Maputo, desta feita do distrito de Marracuene, um grupo de adeptos marcou presença no Estádio Nacional do Zimpeto, com o apoio do governo distrital.

“Os Mambas merecem todo o nosso apoio. É por essa razão que fomos ao estádio. Estamos todos de parabéns, sobretudo os jogadores e a equipa técnica pela entrega e dedicação, não só nos dois jogos contra o Malawi, mas também em toda a campanha de qualificação”, disse um dos adeptos de Marracuene.

Após o término do jogo, em que os Mambas empataram sem abertura de contagem, resultado suficiente para garantir a qualificação, os adeptos invadiram o interior do estádio para, junto dos jogadores, festejarem o momento. Não era para menos, Moçambique conseguiu a segunda qualificação para o CHAN, após ter realizado a mesma proeza em 2014.

 

Há sempre uma primeira vez! E a primeira presença da selecção nacional de futebol no CHAN foi precisamente em 2014, quando disputaram a competição na África do Sul, entre os dias 1 de Janeiro a 1 de Fevereiro.

Os Mambas, então orientados por João Chissano, estiveram integrados no grupo “A”, junto à anfitriã África do Sul, Nigéria e Mali.

A estreia deu-se a 11 de Janeiro, no Cape Town Stadium, na cidade do Cabo, com os Mambas a perderem diante dos “Bafana Bafana”, por 3-1.

Diogo, aos 11’, colocou os Mambas em vantagem na partida. Mas, mais do que experimentar o outrora fabuloso pé esquerdo, Diogo Alberto gelou a cidade de Cabo. Reagiram, depois, os sul-africanos com Parker, aos 30’, na transformação de uma grande penalidade, a empatar.

Quatro dias depois, nova derrota dos Mambas desta feita diante da Nigéria. No mesmo palco da estreia, com 20 mil espectadores nas bancadas, a selecção nacional perdeu diante das “Super Águias” por 4-2.

Num duelo dirigido por Aboubacar Mario Bangoura (Guiné Equatorial), o possante defesa já retirado Dário Khan marcou para os Mambas aos 10’. Empataram os nigerianos quando estavam jogados 11’ por intermédio de Edeh. Oito minutos depois, Diogo Alberto voltou a colocar os Mambas em vantagem na partida.

Ali, aos 13’ e 54’, aumentou a vantagem para a selecção nigeriana. No último jogo da fase de grupos, a 19 de Janeiro, os Mambas perderam diante dos malawianos por 2-1. O médio Josemar marcou para os Mambas aos 38’.

Sidibé, à passagem do minuto 48’, e Traoré, aos 90+3, selaram a vitória dos malawianos e confirmaram o afastamento precoce dos Mambas em pleno Athlone Stadium.

Os Mambas fecharam a fase de grupos na última posição sem nenhum ponto e um saldo de quatro golos marcados e nove sofridos.

O Gana foi o grande vencedor desta competição, depois de derrotar na final a Líbia por 4-3, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades após o nulo registado no tempo regulamentar.

As “estrelas negras”, que venceram a 3ª edição do CHAN, encaixaram um valor monetário de USD 750 000, enquanto o vice-campeão, Líbia, recebeu USD 400 000. A Confederação Africana de Futebol anunciou ainda um prémio global de USD 3,2 milhões para as 16 nações participantes na competição.

A selecção nacional de futebol, Mambas, qualificou-se, hoje, ao CHAN 2022, a decorrer na Argélia, após empatar a zero com o Malawi, em jogo da 2ª mão da última eliminatória de acesso a esta competição. Os Mambas beneficiaram-se do empate a uma bola há uma semana no Bingu Wa Mutharika.

Movimento de ruptura com o sofrido desencontro com a glória. Finalmente, nove anos depois, os Mambas voltam a disputar o CHAN (Campeonato Africano reservado aos jogadores que actuam internamente), feito exultado até com algum exagero por parte dos adeptos que invadiram o Estádio Nacional do Zimpeto no final do jogo.

Falharam os aspectos de segurança, colocando-se em causa a integridade dos actores do espectáculo, numa fase crucial em que a CAF ainda nem aprovou o ENZ para os duelos da fase de acesso ao CAN ordinário!

A CAF não perdoa, sendo que as multas podem ir até USD 10 mil. Seja como for, a Nação, carenciada de resultados, teve um tubo de escape para festejar com a qualificação dos Mambas ao CHAN, prova que já não disputavam desde 2014.

Com as bancadas do Estádio Nacional do Zimpeto pintadas de vermelho, e sobre um calor abrasador, os Mambas procuraram, desde cedo, colocar toda carne no assador! Ou seja, assumiram as despesas do jogo, pressionando os malawianos.

E, já aos 2’, Nelson Divrassone ganhou posição na direita conforme atacavam os Mambas, servindo de bandeja João Bonde que fez o mais difícil atirando para cima. A selecção nacional, e muito bem, alugou e/ou mesmo se instalou no último reduto dos “Flames”.

E só não conseguiu chegar ao golo porque Isac, um dos rostos dos desperdícios, errou no alvo mesmo à boca da baliza.

A espaços, o Malawi reorganizou-se no miolo do terreno. Sacudiu a pressão. Conseguiu, com algumas jogadas rápidas, chegar com algum perigo junto ao último reduto da selecção nacional de futebol.

À passagem do minuto 11, Ernâni, teve de se aplicar a um remate de Shumaikel com a defesa moçambicana a mostrar-se lenta no “timing” de reacção!

Em boa verdade, diga-se, os Mambas acusaram muita ansiedade! Mostravam vontade, mas, no último terço, faltaram mais critério e definição.

Aos 31 minutos, numa jogada de insistência, Melque tentou surpreender o guarda-redes malawiano com um toque de calcanhar.

Isac voltou a dispor de uma oportunidade soberana para marcar, mas deu, uma vez mais, expressão ao festival de falhanços. Os adeptos, que voltaram a acreditar nos Mambas e responderam ao chamamento, marcando presença em peso no ENZ, desesperavam! Foi-se ao intervalo, com o nulo. Veio a segunda metade, com um bocado mais de ousadia por parte de Chiquinho Conde.

Mais mobilidade no ataque, numa segunda metade em que estava a jogar a favor do vento, era necessário mudar o rumo do jogo! E não cair nas teias de um conjunto que estava a jogar com alguma inteligência, procurando adormecer o jogo dos Mambas.

Conde lançou, logo no arranque da segunda parte, os internacionais moçambicanos Telinho e Lau, o King dos golos. Muito querido pelos adeptos, porquanto tem mostrado serviço, Lau King era o cara que todos clamavam pela sua entrada, até porque tem engodo pela baliza. Bom sentido de finalização, capacidade física e jogo aéreo notável.

Na sua primeira intervenção, aos 52’,Lau King ganhou espaço, mas a sua execução não foi das melhores. Fez aquilo que não costuma fazer normalmente: ser perdulário!

Com o relógio a correr, os Mambas não conseguiram elaborar muito mais. Construíam, certo, mas pecavam no último reduto. Ernâni violou a ser testado aos 79’, período em que o Malawi procurou pressionar já com algum desespero.

Havia que contemporizar, nos instantes finais, até porque os malawianos jogavam já no desespero da causa. Bombeava as bolas para área, sem, no entanto, criar tanto perigo para os Mambas.

Ainda houve tempo, no ENZ, para um centro de Danilo e resposta, com golpe de cabeça, por parte do recuperado Chico. O resto, o resto mesmo, foi só gerir a ansiedade! Final feliz, no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

PRÉMIO DE 180 MIL METICAIS

Com a qualificação ao CHAN 2022, a decorrer na Argélia, os Mambas irão receber um valor de 180 mil Meticais cada. Quem sai do Zimpeto com o maior bolo é o guarda-redes Ernan, que vai encaixar 250 mil, como bónus, pelo facto de não ter sofrido nenhum golo no jogo! Nas vésperas de uma partida que ditou o regresso, nove anos depois, dos Mambas ao Campeonato Africano reservado aos atletas que evoluem nas respectivas provas internas, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e o Banco Nacional de Investimentos (BNI) rubricaram um acordo de patrocínio, no qual a instituição bancária se comprometeu a dar um prémio global de um milhão e duzentos mil Meticais em caso de qualificação do combinado nacional para o CAN-Interno.

O internacional moçambicano, Geny Catamo, já não vai sair do Sporting. O acordo de cedência entre a equipa leonina e o Vitória de Guimarães não deu certo.

Segundo escreve o A Bola, à última hora, o negócio entre os dois emblemas para a cedência de jogador, de 21 anos, caiu em terra.

O rompimento das negociações deve-se ao facto de a equipa vimarense não ter concordado com as exigências do emblema dirigido por Frederico Varandas.

O Sporting exigia três milhões de euros por 50% do passe do internacional moçambicano, algo que o Vitória de Guimarães não aceitou. Assim, Geny Catamo deverá continuar em Alcochete até Dezembro.

Se o negócio se tivesse efectivado, seria a segunda vez em que Geny Catamo vestiria as cores do Vitória de Guimarães, visto que, no ano passado, fez a segunda metade do campeonato, no clube, por empréstimo.

O internacional moçambicano Chico é o único “sobrevivente” dos Mambas que disputou o CHAN de 2014, naquela que foi a primeira e, até aqui, única presença de Moçambique na competição.

Nova era, novas perspectivas. Chico é, por estas alturas, o menino bonito de Chiquinho Conde. Não é para menos! Sozinho carrega uma experiência a mais em relação aos seus colegas.

Mas mais do que experiência, o internacional moçambicano marca uma geração que escreveu a sua história com letras douradas no futebol moçambicano, ao contribuir para a qualificação dos Mambas para até aqui única presença no CHAN.

Por lá, em 2014, apesar de não ter sido opção de João Chissano, na medida em que, no eixo defensivo, a aposta recaía sobre a dupla Dário Khan e Chico Mioche, Chico marcou prsença. Da lista dos “sobreviventes”, pontificam, também, os internacionais Isac e Telinho, com a particularidade de estes terem participado apenas na campanha de qualificação.

Se por um lado Isac não constou da última lista de João Chissano para a fase final da competição, por outro, Telinho foi bafejado pela sorte ao assinar um contrato com o Ajax de Cape Town, justamente à porta da prova, o mesmo que sucedeu com Edmilson na presente campanha.

Os três jogadores estão perto de escrever uma nova história. Em caso de vitória e consequente qualificação no jogo deste domingo diante do Malawi, referente à segunda mão da última eliminatória de acesso ao CHAN, o trio pode-se dar por feliz.

Chico, Isac e Telinho têm sido jogadores fundamentais no balneário dos Mambas na presente corrida àquela que é a segunda maior prova organizada pela Confederação Moçambicana de Futebol, atendendo ao facto de muitos integrantes do combinado nacional serem novos.

DIOGO, Ó DIOGO

A caminhada do Mambas para o CHAN não foi de todo fácil. Na derradeira eliminatória diante de Angola, os Mambas cederam um empate em casa sem golos, numa partida em que o guarda-redes dos “palancas negras” Chando foi enorme, ao arrancar uma exibição de se lhe tirar o chapéu.

No jogo da segunda mão, o combinado nacional arrancou um empate a escopro e martelo, a uma bola. Digo foi o herói da equipa moçambicana ao marcar o golo que garantiu a qualificação dos Mambas para a sua primeira presença no CHAN. O país exultou com a qualificação e muitas crateras de emoção se abriram no seio dos moçambicanos.

João Chissano saía, assim, do anonimato no que diz respeito ao futebol africano, num contexto em que assumiu o comando técnico dos Mambas em substituição do alemão Gert Engels, que depois da derrocada de Marraquexe, abandonou o barco.

GOLAÇO DE DÁRIO KHAN

Integrado no grupo A da competição, na primeira jornada, os Mambas defrontaram a África do Sul, tendo perdido por três bolas a uma.

O único golo do conjunto moçambicano foi apontado por Diogo, num remate subtil, que não deu hipótese de defesa ao guarda-redes sul-africano Itumeleng Khune. A partida entre as duas selecções teve lugar no dia 11 de Janeiro de 2014.

Na segunda jornada diante da Nigéria, a 15 de Janeiro, os Mambas voltaram a perder por quatro bolas a duas. Nesta partida, o capitão dos Mambas Dário Khan marcou um golo, diga-se, de antologia à meia distância.

O referido golo do internacional moçambicano concorreu para um dos melhores da prova e do ano.

Na terceira e última jornada do grupo A, a selecção nacional averbou mais uma derrota, frente ao Mali, por 1-2, encerrando a sua participação nesta competição, com um saldo de quatro golos marcados, nove sofridos e sem nenhum ponto.

Para além de Chico, a delegação moçambicana no CHAN de 2014 contou com a presença de jogadores como Soarito, Dário Khan, Chico Mioche, Dito, João Mazive, Alvarito, Manuelito II, Josimar e Sonito.

TUDO GRAVITA À VOLTA DOS MAMBAS

Os Mambas vão, este domingo, jogar a última cartada. A qualificação para o CHAN é a palavra de ordem e o desejo de todos os moçambicanos.

Para garantir que nada falhe, há um movimento que gravita à volta da selecção, com destaque para o facto já haver promessa de premiação anunciada pelo Banco Nacional de Investimentos (BNI), num valor de um milhão e duzentos mil Meticais.

Mais do que incentivos, a Federação Moçambicana de Futebol está a fazer de tudo para que maior número de adeptos acorra ao Estádio Nacional do Zimpeto para apoiar os Mambas.

O organismo que superintende o futebol nacional convidou alguns músicos nacionais para abrilhantarem o momento, como forma de criar um ambiente de descontração aos que lá se fizerem presentes.

O internacional moçambicano Luís Miquissone, ao serviço do Al Alhy do Egipto, terminou a época marcando um golo, na vitória por 4-0 a Cerâmica Cleopatra, em jogo pontuável para a 34ª e última jornada da liga egípcia.

Numa partida em que foi titular, Luís Miquissone foi quem marcou o terceiro golo dos quatro que selaram a vitória da capital egípcia Cairo, aos 71 minutos, contribuindo, por isso, para um triunfo da sua equipa.

O Al Alhy terminou o campeonato na terceira posição da tabela classificativa, com um tal de 67 pontos, a dez pontos do campeão Zamalek.

A partida marcou o fim da época 2021/2022, em que o internacional moçambicano alinhou em 27 jogos, dos quais 21 para a Liga Egípcia. Luís Miquissone fez, na recém-terminada época futebolística, um total de 1351 minutos, tendo marcado cinco golos, dois dos quais nas últimas três semanas.

RICARDO SOARES DEIXA AL AHLY

Apesar de ter terminado na terceira posição, o Al Ahly persiste com a ideia de despedir o técnico português Ricardo Soares, por não ter conseguido cumprir o que estava traçado pela direcção do clube, que passava pela conquista da prova.

A derrota frente ao El Gaish 0-1 terá posto nu o mau momento da formação da capital egípcia, com o técnico português a ser o sacrificado, naquela que foi a sua primeira aventura no continente africano.

De acordo com o portal Kingfut, a direcção do emblema do Cairo decidiu não manter o treinador português para a próxima temporada.

Entre outros aspectos que precipitaram a saída do português, está o facto de não ter conseguido roubar o título ao Zamalek, do também português Jesualdo Ferreira. Ricardo Soares falhou, igualmente, o acesso à Liga dos Campeões, prova na qual o clube perdera na final, em Maio, por 0-2, diante do Wydad Casa Branca.

Ricardo Soares começou a carreira no Caçadores das Taipas, tendo feito todo o seu percurso em Portugal, onde comandou Torcatense, Lixa, Felgueiras, Vizela, Chaves, Aves, Académica, Covilhã, Moreirense e Gil Vicente.

Os Mambas intensificam a preparação tendo em vista o decisivo jogo diante do Malawi, este domingo, inserido na segunda mão da última eliminatória de acesso ao CHAN.

Os dias começam a apertar-se e, por isso mesmo, corre-se contra o relógio no combinado nacional.

E porque é um jogo de capital importância, dado que, em caso de vitória, os Mambas garantem a qualificação à segunda maior prova organizada pela Confederação Moçambicana de Futebol, com a particularidade de ser apenas para os jogadores que actuam internamente, tudo é feito ao detalhe.

Na sessão desta quarta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, por sinal, palco que vai acolher o jogo de domingo, o conjunto de Chiquinho Conde trabalhou essencialmente para os aspectos técnico-tácticos, bem como situações de bola parada.

Com todos os jogadores à sua disposição, o antigo capitão dos Mambas, à semelhança do que tem sido habitual antes do treino, interagiu com os seus jogadores, facto que tem concorrido para elevar os índices motivacionais.

Ainda que faltem três dias para a derradeira partida contra o combinado malawiano, a avaliar pela disposição dos jogadores nas sessões de treino, tudo indica que Chiquinho Conde não poderá efectuar alterações em relação ao “onze” que actuou no jogo da primeira mão.

No referido “onze” de Lilongwe, a surpresa foi a inclusão do avançado da União Desportiva de Songo, Lau King, jogador que, nas partidas anteriores, entrava a substituir.

Com a ausência de Edmilson Dove, jogador que se transferiu recentemente para o gigante sul-africano Kaizer Chiefs, Chiquinho Conde apostou, na ala esquerda, pelo defesa do Costa do Sol, Danilo.

Na segunda metade do jogo, o técnico dos Mambas lançou Edson no lugar de Danilo, tendo o actual capitão do Ferroviário da Beira deixado boas indicações.

A expectativa dos moçambicanos é que os Mambas vençam o jogo de domingo e, consequentemente, garantam a qualificação. O facto de ter empatado a uma bola em Lilongwe pode jogar a favor para o combinado nacional, que, com uma vitória ou empate sem golos, sela a presença, pela segunda vez, no CHAN.

APOIO DO BNI PODE GALVANIZAR OS JOGADORES

Por estar ciente da importância do jogo, a Federação Moçambicana de Futebol foi à procura de parceiros para viabilizar a premiação dos jogadores, em caso de qualificação.

O Banco Nacional de Investimentos (BNI) juntou-se à iniciativa do organismo reitor do futebol moçambicano, disponibilizando um milhão e duzentos mil Meticais de premiação, em caso de vitória e consequente qualificação.

A Federação Moçambicana de Futebol considera que o apoio do BNI poderá servir de um elemento catalisador para os jogadores.

O anúncio do apoio acontece numa altura em que, antes do jogo da primeira mão, os jogadores boicotaram os treinos devido ao não pagamento do valor referente às ajudas de custo e prémio de jogo.

A partida entre Moçambique e Malawi poderá contar com a presença de 25 mil espectadores, em face do pedido da FMF à Confederação Africana de Futebol.

SELECÇÃO FEMININA “DESPACHA” ILHAS MAURÍCIAS

A selecção feminina de futebol estreou-se com vitória no Torneio COSAFA, ao derrotar a sua congénere das Ilhas Maurícias, por expressivos 5-0, numa partida em que a internacional moçambicana Cidália Cuta foi eleita melhor jogadora em campo.

O combinado feminino começou a sua caminhada na COSAFA com o pé direito. A equipa moçambicana mostrou, logo nos primeiros minutos da partida, que estava decidida a ganhar, perante um adversário que denotou muitas fragilidades, sobretudo no sector defensivo.

Como corolário dessa postura avassaladora, o combinado nacional foi ao intervalo a vencer por quatro bolas sem resposta. No reatamento, a selecção nacional manteve a postura com que entrou na primeira, facto que se evidenciou na lucidez com que encarava o jogo.

Apesar da superioridade, o conjunto de Luís Fumo desperdiçou uma mão cheia de oportunidades, razão pela qual, na etapa final, marcou apenas um golo, fixando o resultado em 5-0. Moçambique faz parte do grupo A, junto da África do Sul, Angola e Malawi.

O torneio regional feminino do COSAFA deste ano é disputado no Nelson Mandela Bay, até 26 de Setembro deste ano, e as melhores equipas de cada grupo e o melhor segundo de todos os grupos avançam para as meias-finais.

O COSAFA feminino deste ano tem a particularidade de poder preparar as selecções da região para as eliminatórias para o Campeonato Africano de Nações de 2022, que estão programadas para começar em Outubro. A selecção de Moçambique terá, pela frente, a África do Sul, na primeira eliminatória de acesso ao CAN.

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