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Chico: o “sobrevivente” à espreita do segundo CHAN

O internacional moçambicano Chico é o único “sobrevivente” dos Mambas que disputou o CHAN de 2014, naquela que foi a primeira e, até aqui, única presença de Moçambique na competição.

Nova era, novas perspectivas. Chico é, por estas alturas, o menino bonito de Chiquinho Conde. Não é para menos! Sozinho carrega uma experiência a mais em relação aos seus colegas.

Mas mais do que experiência, o internacional moçambicano marca uma geração que escreveu a sua história com letras douradas no futebol moçambicano, ao contribuir para a qualificação dos Mambas para até aqui única presença no CHAN.

Por lá, em 2014, apesar de não ter sido opção de João Chissano, na medida em que, no eixo defensivo, a aposta recaía sobre a dupla Dário Khan e Chico Mioche, Chico marcou prsença. Da lista dos “sobreviventes”, pontificam, também, os internacionais Isac e Telinho, com a particularidade de estes terem participado apenas na campanha de qualificação.

Se por um lado Isac não constou da última lista de João Chissano para a fase final da competição, por outro, Telinho foi bafejado pela sorte ao assinar um contrato com o Ajax de Cape Town, justamente à porta da prova, o mesmo que sucedeu com Edmilson na presente campanha.

Os três jogadores estão perto de escrever uma nova história. Em caso de vitória e consequente qualificação no jogo deste domingo diante do Malawi, referente à segunda mão da última eliminatória de acesso ao CHAN, o trio pode-se dar por feliz.

Chico, Isac e Telinho têm sido jogadores fundamentais no balneário dos Mambas na presente corrida àquela que é a segunda maior prova organizada pela Confederação Moçambicana de Futebol, atendendo ao facto de muitos integrantes do combinado nacional serem novos.

DIOGO, Ó DIOGO

A caminhada do Mambas para o CHAN não foi de todo fácil. Na derradeira eliminatória diante de Angola, os Mambas cederam um empate em casa sem golos, numa partida em que o guarda-redes dos “palancas negras” Chando foi enorme, ao arrancar uma exibição de se lhe tirar o chapéu.

No jogo da segunda mão, o combinado nacional arrancou um empate a escopro e martelo, a uma bola. Digo foi o herói da equipa moçambicana ao marcar o golo que garantiu a qualificação dos Mambas para a sua primeira presença no CHAN. O país exultou com a qualificação e muitas crateras de emoção se abriram no seio dos moçambicanos.

João Chissano saía, assim, do anonimato no que diz respeito ao futebol africano, num contexto em que assumiu o comando técnico dos Mambas em substituição do alemão Gert Engels, que depois da derrocada de Marraquexe, abandonou o barco.

GOLAÇO DE DÁRIO KHAN

Integrado no grupo A da competição, na primeira jornada, os Mambas defrontaram a África do Sul, tendo perdido por três bolas a uma.

O único golo do conjunto moçambicano foi apontado por Diogo, num remate subtil, que não deu hipótese de defesa ao guarda-redes sul-africano Itumeleng Khune. A partida entre as duas selecções teve lugar no dia 11 de Janeiro de 2014.

Na segunda jornada diante da Nigéria, a 15 de Janeiro, os Mambas voltaram a perder por quatro bolas a duas. Nesta partida, o capitão dos Mambas Dário Khan marcou um golo, diga-se, de antologia à meia distância.

O referido golo do internacional moçambicano concorreu para um dos melhores da prova e do ano.

Na terceira e última jornada do grupo A, a selecção nacional averbou mais uma derrota, frente ao Mali, por 1-2, encerrando a sua participação nesta competição, com um saldo de quatro golos marcados, nove sofridos e sem nenhum ponto.

Para além de Chico, a delegação moçambicana no CHAN de 2014 contou com a presença de jogadores como Soarito, Dário Khan, Chico Mioche, Dito, João Mazive, Alvarito, Manuelito II, Josimar e Sonito.

TUDO GRAVITA À VOLTA DOS MAMBAS

Os Mambas vão, este domingo, jogar a última cartada. A qualificação para o CHAN é a palavra de ordem e o desejo de todos os moçambicanos.

Para garantir que nada falhe, há um movimento que gravita à volta da selecção, com destaque para o facto já haver promessa de premiação anunciada pelo Banco Nacional de Investimentos (BNI), num valor de um milhão e duzentos mil Meticais.

Mais do que incentivos, a Federação Moçambicana de Futebol está a fazer de tudo para que maior número de adeptos acorra ao Estádio Nacional do Zimpeto para apoiar os Mambas.

O organismo que superintende o futebol nacional convidou alguns músicos nacionais para abrilhantarem o momento, como forma de criar um ambiente de descontração aos que lá se fizerem presentes.

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