Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol de praia está no grupo “A” da Taça COSAFA, juntamente com o campeão de África, Senegal, como ditou o sorteio.

O combinado nacional já conhece os seus adversários para a Taça COSAFA. Para esta edição da competição, Moçambique está no grupo “A”, composto por Senegal, Seychelles e África do Sul.

O grupo “B” é constituído pelas selecções da Tanzânia, Uganda, Egipto e Maurícias. O conjunto moçambicano parte para esta competição com o estatuto de campeão, após ter conquistado a última edição da prova.

Foi, por sinal, o primeiro triunfo de Moçambique na modalidade de futebol de praia. A esta conquista junta-se, também, a proeza de vice-campeão de África, feito que fez com que o país participasse, pela primeira vez, no mundial da modalidade, cuja fase final foi na Rússia.

Em relação a esta edição da Taça COSAFA, o destaque vai, sem dúvida, para o facto de o combinado nacional estar no mesmo grupo que o campeão de África, o gigante Senegal.

Foi, aliás, com este mesmo Senegal que, em Maio do ano passado, a selecção nacional perdeu, na final do campeonato africano da modalidade, por quatro bolas sem resposta. Curiosamente, o “africano” teve lugar na capital senegalesa Dakar.

O combinado nacional vai, seguramente, tentar “acertar as contas” com o Senegal, país que é uma das maiores referências do futebol de praia ao nível do continente africano, o que resulta do enorme investimento na modalidade.

Ora, mais do que se vingar do Senegal, Moçambique terá, ainda, como adversários, as selecções de Seychelles e África do Sul, à partida, teoricamente acessíveis.

A Taça COSAFA, prova que vai ser disputada de 25 de Setembro a 1 de Outubro, vai servir de preparação para o campeonato africano da modalidade, competição que vai ter lugar em Vilankulo, província de Inhambane.

Recentemente, Moçambique realizou três jogos de preparação diante da sua congénere de Marrocos, dos quais os treinados de Abineiro Ussaca venceram dois e perderam um.

Nos rescaldos das três partidas, o seleccionador nacional disse que foi uma oportunidade para avaliar o estágio em que a sua equipa se encontra. Serviram, ainda, segundo disse, para tirar algumas ilações sobre os aspectos negativos e positivos.

Moçambique sagrou-se campeão da Zona 6, em voleibol. O feito foi alcançado pelas duplas Paula Sinaportar/Vanessa Muianga e Ainadino Martinho/Jorge Monjane. As duplas moçambicanas são, por isso, tetracampeãs da região austral de África.

O reinado das duplas moçambicanas ao nível da África Austral continua intacto. Mais uma vez, voltaram a provar a sua hegemonia no voleibol, desta feita em Harare, Zimbabwe, onde arrancaram mais um triunfo.

O conjunto moçambicano partiu para esta prova com o estatuto “donos” do circuito e, por isso mesmo, crónicos candidatos à conquista da competição. Esse facto evidenciou-se desde o arranque da prova, na última sexta-feira, em que as duplas moçambicanas, quer em femininos quer em masculinos, mostraram as suas valências.

A dupla feminina Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga registou um percurso assinalável até à final. Naquele que era o jogo de tudo ou nada, as moçambicanas suplantaram a dupla do Zimbabwe Guyo/Dhlomo, por 2/0.

Com esse resultado, a dupla que esteve recentemente no campeonato africano da modalidade em Agadir, Marrocos, reforçou o seu estatuto na região.

Em masculinos, a dupla constituída por Ainadino Martinho/Jorge Monjane sagrou-se campeã da zona austral de África, ao vencer a dupla Sekao Jack/Chiswaniso, do Botswana, por 2/0, com os parciais 21-19 e 21-12.

Moçambique sagrou-se, deste modo, campeão da 5ª Etapa do Circuito da Zona 6 em Voleibol de Praia, prova que teve lugar no Zimbabwe. O triunfo das duplas Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga e Ainadino Martinho/Jorge Monjane junta-se às anteriores conquistas, em Maputo, Joanesburgo e Gaberone.

MOÇAMBIQUE NO MUNDIAL SUB-19

Moçambique vai disputar o campeonato mundial de voleibol, na categoria de Sub-19, em femininos e masculinos. A competição vai ter lugar de 14 a 18 do mês em curso, em Dikili, Turquia.

O país far-se-á representar nesta competição pelas duplas constituídas por Alexandre (treinador) Denilson Sitoi/Rafael Júnior e Ângela Tembe/Vânia Miambo.

A ida de Moçambique a esta importante competição deve-se ao facto de o país ter conquistado as medalhas de Ouro (masculinos) e de Bronze (femininos), no Campeonato Africano das Nações, prova que teve lugar na República Democrática do Congo, em 2019.

A Associação Black Bulls marcou a sua estreia na Liga dos Campeões Africanos com derrota, por três bolas a zero, diante do Petro de Luanda. Há muito por se dizer: o antes, o durante e o depois do jogo.

Há sempre uma oportunidade para deixar uma boa impressão, e a Associação Black Bulls teve essa oportunidade, no entanto não a aproveitou.

A estreia da debutante Black Bulls nas competições sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), no caso, liga dos campeões, não foi das melhores. Não só pelo resultado negativo registado, mas também por outros acontecimentos.

O jogo para o campeão moçambicano começou mesmo antes do apito do árbitro. O treinador da Black Bulls, o português Inácio Soares, não foi visto a orientar os habituais exercícios de aquecimento da sua equipa.

Era, afinal, o prenúncio de que o mesmo não se sentaria no banco técnico, como, aliás, mandam os compêndios de futebol. O técnico assistiu à derrocada da sua equipa a partir das bancadas. Motivo?

Inácio Soares não tem licença do organismo reitor do futebol africano, a CAF. Ou seja, o técnico português não está credenciado para orientar a sua equipa em competições organizadas pelo órgão dirigido pelo sul-africano Patrice Motsepe. Terá sido por aí onde começou o jogo.

Não tendo canudo para o efeito, coube ao treinador-adjunto, Custódio Gune, por sinal, com créditos firmados, orientar a equipa.

IRRECONHECÍVEL E DESCARACTERIZADO

A Associação Black Bulls é, internamente, umas da equipa que mais pratica um futebol com princípios e fundamentos. Esse é um facto! Ora, diante do Petro de Luanda, o representante moçambicano na maior prova futebolística africana ao nível de clubes apresentou-se de forma irreconhecível e descaracterizado.

Para aquilo que é habitual, contra os angolanos, os “touros” faziam tudo de forma atabalhada, facto que se evidenciou na maneira como abordou o jogo, não havendo ligação consistente entre os três sectores: defesa, meio-campo e ataque.

Apesar de se ter apresentando com a sua melhor equipa, a Black Bulls não conseguiu assentar o seu jogo, deixando, deste modo, que o seu adversário explanasse o seu futebol a seu bel-prazer.

Na primeira parte, o conjunto moçambicano criou apenas duas oportunidades de golos, contra outras tantas do seu oponente, que só não chegou ao golo porque Ivan “encheu” a baliza.

A falta de chama e consistência foi notória na segunda parte, em que o conjunto moçambicano não teve argumentos, sobretudo técnico-tácticos, para contrariar o Petro de Luanda, equipa que voltou mais forte nesta etapa.

Como corolário disso, os “touros” sofreram três logos, por sinal, em lances em que se denotou a falta de experiência nestas competições. Após sofrer golos, o representante moçambicano desistiu por completo do jogo, permitindo que os “tricolores” desfilassem a sua classe.

A Black Bulls poderia, no mínimo, caso não tivesse baixado os braços, ter marcado um golo. Vendo a falta de pressão do seu oponente, o Petro de Luanda investiu em missões ofensivas, com a introdução de novas unidades para o campo, como é o caso do talentoso lateral Tó.

Enfim, uma estreia que poderia ter sido melhor se a Black Bulls tivesse acreditado nas suas valências. Ora, tem mais 90 minutos para virar o curso da história.

RESULTADO QUE DEIXA UMA FERIDA GRANDE

O treinador da Black Bulls, Inácio Soares, diz que a derrota contra o Petro de Luanda deriva do facto de a sua equipa não ter experiência nesta competição, contrariamente ao seu adversário.

“Este resultado deixa uma ferida muito grande para o clube, pois não está habituado a isso. Aliás, nem quer estar habituado a maus resultados”, explica Inácio Soares, que, a seguir, parafraseando o treinador Abel Ferreira, diz que “todos os guerreiros têm as suas cicatrizes e feridas para curar e tornarem-se mais fortes”, diz.

O técnico português diz, ainda, que este resultado foi uma lição para a sua equipa. Sobre o facto de não se ter sentado no banco técnico para orientar a sua equipa, Inácio Soares confirmou não ter licença da CAF.

“Eu nem deveria comentar esse assunto, pois não sou a pessoa indicada para tal”, disse Soares, escusando-se de dar detalhe sobre o assunto. A verdade é que, caso a situação não seja regularizada, Inácio Soares voltará, este sábado, a assistir, no Estádio Nacional 11 de Novembro, ao jogo da sua equipa a partir da bancada.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida participa, entre esta sexta-feira e domingo, no circuito Spa-Francorchamps, na Bélgica, na 6ª corrida do Troféu DTM, em GT4, na sua edição 2022.

À entrada desta prova, Rodrigo Almeida, que pilotou o Mercedes AMG da BWT Mücke Motorsport, está colocado na 7ª posição com 52 pontos numa tabela com 20 pilotos de todo o mundo.

Almeida pretende, com todo o foco e trabalho árduo que lhe é característico, voltar a estar entre os lugares de pódio, feito alcançado quando ficou em 3ª lugar na prova disputada em Julho, no circuito de Norisring, em Nuremberg, Alemanha.

Esta sexta-feira, Rodrigo Almeida vai disputar no sábado e domingo as corridas.

Em entrevista ao “O País”, Rodrigo Almeida mostrou-se confiante numa boa prestação na prova a decorrer fim-de-semana na Bélgica, depois de, na última corrida, ter sido prejudicado por uns dos concorrentes.

“Bom, posso dizer que estou com boas expectativas para esta prova. É uma pista reconhecida mundialmente, uma pista de grau A, onde, ainda na semana passada, teve um evento de Fórmula 1. Não é uma pista fácil, mas acho que sou capaz de conseguir bons resultados”, disse Rodrigo Almeida.

 

A Associação Black Bulls (ABB) vai estrear-se este domingo na Liga dos Campeões Africanos, diante do Petro de Luanda, em jogo referente à partida da primeira mão da competição.

A ABB está em contagem decrescente para marcar a sua estreia na mais prestigiada competição ao nível de clubes. Os “touros” vão representar o país nesta prova na qualidade de campeões nacionais, feito alcançado ano passado, curiosamente, na sua primeira participação no Moçambola.

Debutante no leque dos melhores clubes de África, desde que se realizou o sorteio no qual calhou com o Petro de Luanda, a Black Bulls trabalha ao detalhe, de modo a começar com o pé direito na caminhada rumo à conquista de África.

A equipa orientada pelo português Inácio Soares vem preparando a partida diante da formação angolana há bastante tempo. E para que haja maior concentração nesta partida, a direcção do conjunto moçambicano à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) que antecipasse o jogo frente ao Matchedje de Mocuba referente à 10ª jornada, ao que a entidade que gere a maior prova futebolística nacional anuiu.

A Black Bulls parte para o jogo contra os angolanos moralizada, depois de uma vitória folgada diante do Matchedje de Mocuba, por 5-0. O jogo contra os “militares” serviu para o técnico português medir o pulsar da sua equipa.

No quadro de preparação do jogo diante do Petro de Luanda, os “touros” têm realizado sessões de treino alternando o seu campo e o Estádio Nacional do Zimpeto, por sinal, local da partida frente à turma angolana.

O técnico da Black Bulls, Inácio Soares, considera que o jogo de domingo será intenso, pois o seu adversário tem muita qualidade. Apesar do respeito pelo Petro de Luanda, Soares acredita num desfecho favorável à equipa moçambicana.

PETRO CONFIANTE

O Petro de Luanda está confiante num bom resultado diante da Associação Black Bulls. Segundo escreve o Jornal de Angola, o Petro de Luanda está motivado pela brilhante campanha na última edição da maior competição africana de clubes sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), em que “caíram” apenas nas meias-finais.

Os campeões angolanos partem, por isso, para a presente campanha decididos a superar o anterior registo. Mas para tal, a equipa às ordens de Alexandre Santos precisa de começar bem o percurso, afastando do caminho o representante moçambicano.
O jornal angolano escreve que o Petro é teoricamente o grande favorito neste duelo com a Black Bulls. Os angolanos consideram que o facto de a Black Bulls marcar presença pela primeira vez nessa competição coloca o representante moçambicano em situação de desvantagem em relação à turma angolana.

Para atacar esta competição, a turma angolana reforçou o seu plantel com jogadores de enorme qualidade, como é o caso de Carlinhos, Karanga, Hugo Marques, Cabibi e Gilberto, que se juntam aos já indispensáveis Jaredi, Tiago Azulão, Megue, Yano, Tó Carneiro, Eddie Afonso e Kinito.
O treinador do Petro de luanda, Alexandre Santos, antevê um jogo bastante competitivo com os Black Bulls. O técnico definiu a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões como objectivo imediato.

“O facto de termos feito uma excelente campanha na Liga dos Campeões significa termos orgulho e convicção de que podemos fazer uma boa participação. Mas é necessário passarmos por duas eliminatórias”, disse o timoneiro dos tricolores.
O vencedor deste jogo poderá defrontar o vencedor do jogo entre o Cape Town City da África do Sul e Otoyo do Congo Brazzaville.

 

A Associação Black Bulls (ABB) vai estrear-se este domingo na Liga dos Campeões Africanos, diante do Petro de Luanda, em jogo referente à partida da primeira mão da competição.

A ABB está em contagem decrescente para marcar a sua estreia na mais prestigiada competição ao nível de clubes. Os “touros” vão representar o país nesta prova na qualidade de campeões nacionais, feito alcançado ano passado, curiosamente, na sua primeira participação no Moçambola.

Debutante no leque dos melhores clubes de África, desde que se realizou o sorteio no qual calhou com o Petro de Luanda, a Black Bulls trabalha ao detalhe, de modo a começar com o pé direito na caminhada rumo à conquista de África.

A equipa orientada pelo português Inácio Soares vem preparando a partida diante da formação angolana há bastante tempo. E para que haja maior concentração nesta partida, a direcção do conjunto moçambicano à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) que antecipasse o jogo frente ao Matchedje de Mocuba referente à 10ª jornada, ao que a entidade que gere a maior prova futebolística nacional anuiu.

A Black Bulls parte para o jogo contra os angolanos moralizada, depois de uma vitória folgada diante do Matchedje de Mocuba, por 5-0. O jogo contra os “militares” serviu para o técnico português medir o pulsar da sua equipa.

No quadro de preparação do jogo diante do Petro de Luanda, os “touros” têm realizado sessões de treino alternando o seu campo e o Estádio Nacional do Zimpeto, por sinal, local da partida frente à turma angolana.

O técnico da Black Bulls, Inácio Soares, considera que o jogo de domingo será intenso, pois o seu adversário tem muita qualidade. Apesar do respeito pelo Petro de Luanda, Soares acredita num desfecho favorável à equipa moçambicana.

 

PETRO CONFIANTE

O Petro de Luanda está confiante num bom resultado diante da Associação Black Bulls. Segundo escreve o Jornal de Angola, o Petro de Luanda está motivado pela brilhante campanha na última edição da maior competição africana de clubes sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), em que “caíram” apenas nas meias-finais.

Os campeões angolanos partem, por isso, para a presente campanha decididos a superar o anterior registo. Mas para tal, a equipa às ordens de Alexandre Santos precisa de começar bem o percurso, afastando do caminho o representante moçambicano.

O jornal angolano escreve que o Petro é teoricamente o grande favorito neste duelo com a Black Bulls. Os angolanos consideram que o facto de a Black Bulls marcar presença pela primeira vez nessa competição coloca o representante moçambicano em situação de desvantagem em relação à turma angolana.

Para atacar esta competição, a turma angolana reforçou o seu plantel com jogadores de enorme qualidade, como é o caso de Carlinhos, Karanga, Hugo Marques, Cabibi e Gilberto, que se juntam aos já indispensáveis Jaredi, Tiago Azulão, Megue, Yano, Tó Carneiro, Eddie Afonso e Kinito.

O treinador do Petro de luanda, Alexandre Santos, antevê um jogo bastante competitivo com os Black Bulls. O técnico definiu a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões como objectivo imediato.

“O facto de termos feito uma excelente campanha na Liga dos Campeões significa termos orgulho e convicção de que podemos fazer uma boa participação. Mas é necessário passarmos por duas eliminatórias”, disse o timoneiro dos tricolores.

O vencedor deste jogo poderá defrontar o vencedor do jogo entre o Cape Town City da África do Sul e Otoyo do Congo Brazzaville.

FER. MAPUTO – COSTA DO SOL AQUECE 10ª JORNADA

A retoma do Moçambola, este fim-de-semana, após um interregno para dar lugar aos compromissos da selecção nacional, será marcada pelo derby entre o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol.

Se por um lado, na nona jornada, o “canarinhos” recebeu e venceu o Incomáti de Xinavane por 2-0, por outro, os “locomotivas” da capital não foram para além de uma igualdade sem abertura de contagem diante do Matchedje de Mocuba.

A paragem do Moçambola serviu para os dois conjuntos limarem algumas lacunas, daí que partem para esta partida com os índices motivacionais elevados. Antevê-se que o jogo entre as duas formações venha a ser difícil para os dois, tendo a qualidade dos dois plantéis. O Costa do Sol ocupa a terceira posição com 18 pontos, enquanto o Ferroviário de Maputo está na quarta, com 15 pontos.

Ainda nesta ronda, o actual líder do Moçambola, União Desportiva de Songo, desloca-se a Xinavane para defrontar o Incomáti local, numa partida em que os “hidroeléctricos” partem como favoritos.

Por seu turno, a Liga Desportiva de Maputo, equipa que, na presente temporada, tem registado uma prestação pálida, o que faz com que ocupe a 10ª posição na tabela classificativa, recebe o Ferroviário de Nacala, numa partida em que a turma de Dário Monteiro é obrigada a vencer.

Já o Ferroviário de Lichinga, actual quinto classificado da prova, vai medir forças com o seu homónimo da Beira, enquanto o Ferroviário de Nampula terá pela frente a Associação Desportiva de Vilankulo, equipa que, após trocar de treinador, tem estado a renascer das cinzas.

A selecção Sub-23 vai poder participar na campanha de qualificação para os Jogos Olímpicos. Para o efeito, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) submeteu uma carta à Confederação Africana de Futebol (CAF) a reconsiderar a decisão do cancelamento da participação da selecção olímpica na fase qualificativa.

Após o anúncio da desistência das selecções nacionais sub-23 das competições africanas de acesso aos Jogos Olímpicos, muitas vozes se fizeram ouvir, criticando a decisão da Federação Moçambicana de Futebol.

Na altura, o organismo que superintende o futebol moçambicano evocou problemas financeiros como a principal causa para a tomada de decisão.

Em comunicado, a FMF disse que “a Direcção-Executiva da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) decidiu, em Reunião Ordinária realizada a 17 de Agosto de 2022, prescindir da participação de algumas selecções nacionais de futebol nas competições internacionais que se avizinham.

Com efeito, a Selecção de Futebol Sub-23 não vai participar nas eliminatórias de qualificação da zona africana tendo em vista a XXXIII edição dos Jogos Olímpicos de Verão a terem lugar em Paris de 26 de Julho a 11 de Agosto de 2024”, lê-se.

O referido comunicado avançada, ainda, que “a não participação das selecções moçambicanas de futebol nas provas supramencionadas tem origem nas limitações orçamentais, bem como na necessidade de garantir o curso normal do calendário do Campeonato Nacional da I Divisão – Moçambola 2022 –, face às interrupções que, por força dos compromissos, se têm verificado”, lê-se no comunicado.

Em relação ao assunto, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, confirmou que as selecções de Sub-23 e Sub-17 não vão competir nas provas internacionais por falta de fundos. A justificação foi secundada pelo secretário de Estado de Desporto, Gilberto Mendes, que diz, também, não haver fundos no organismo que dirige.

“A Federação Moçambicana de Futebol tem exiguidade de fundos. Os custos para ir às Maurícias estão na casa dos 60 mil dólares. Os custos para ir ao Gana estão na ordem dos 90 mil dólares. Nós endereçámos a nossa desistência com antecedência à CAF”, explicou Feizal Sidat.

FMF RECUA DA DECISÃO

A Federação Moçambicana de Futebol, através do seu respectivo presidente, Feizal Sidat, diz, após várias reflexões e devido ao compromisso do Governo em assumir as despesas da viabilização da participação da selecção olímpica moçambicana, que o organismo que dirige recuou da decisão.

Nesse sentido, segundo explicou, a FMF submeteu uma carta à Confederação Africana de Futebol, na qual manifesta o interesse de participar dessa prova de qualificação.

“Recebemos uma orientação superior comprometendo-se em alocar os valores necessários para que participemos da prova”, disse.

Sidat explicou que o Governo apelou à FMF para que repensasse a sua decisão, pois a selecção Sub-23 representa o futuro do futebol moçambicano e que, por isso mesmo, não pode abdicar das competições internacionais.

Apesar da intenção de marcar presença nesta prova de qualificação, Feizal Sidat considera que, neste momento, tudo está nas mãos da CAF. Ou seja, só esse organismo poderá dar uma resposta favorável, assim como não.

“Estamos expectantes em relação à resposta da CAF. Nós, como federação, acreditamos que esse organismo poderá dar uma resposta favorável, o que seria positivo para o nosso país”, afirmou, explicando que a decisão não era o desejo da FMF, mas as condições financeiras não permitiam.

Sidat disse, ainda, que, caso a resposta não seja favorável, a solução será fazer jogos amigáveis com algumas selecções da região, como forma de dar mais traquejo aos jogadores.

MOÇAMBIQUE NÃO SERÁ PENALIZADO

Após o jogo em que os Mambas empataram sem abertura de contagem diante do Malawi, em partida inserida na segunda mão da segunda e última eliminatória de acesso ao CHAN, que confirmou a presença de Moçambique nesta prova, os adeptos invadiram o estádio.

A CAF tem sido implacável a esse tipo de actos. Sobre o assunto, Feizal Sidat considera que foi um momento de euforia dos adeptos moçambicanos que queriam, de várias formas, festejar a qualificação.

Em relação a uma possível penalização por parte da CAF, Sidat tranquiliza os moçambicanos, pois, segundo ele, não houve excessos, pelo que não há espaço para que a CAF coloque uma mão dura.

“Entendo a preocupação dos moçambicanos. Isso demonstra que têm consciência das suas responsabilidades. Devo garantir que não corremos nenhum risco de penalização. Fiquem tranquilos”, tranquilizou Feizal Sidat.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) compromete-se a pagar trinta por cento dos 220 mil Meticais relativos ao prémio de qualificação para o CHAN, no caso, 70 mil Meticais. A garantia foi dada pelo respectivo presidente, Ferial Sidat, que diz que os jogadores e a equipa técnica terão o valor esta quinta-feira.

Feizal Sidat assumiu o compromisso no quadro da cerimónia de entrega do prémio de um milhão e cem mil Meticais pelo Banco Nacional de Investimento (BNI). A entrega do valor por esta intuição do Estado constitui o cumprimento de uma promessa feita antes do jogo da segunda mão frente ao Malawi.

No acto, o Presidente da Comissão Executiva, Tomás Matola, disse que o valor canalizado à selecção nacional constitui uma oferta simbólica, daí que não espera nenhuma contrapartida por parte do futebol.

A iniciativa do BNI visa incentivar os Mambas, sobretudo pelo facto de nas vésperas do jogo contra o Malawi os jogadores terem boicotado actividades devido ao atraso no pagamento de prémios referentes aos jogos anteriores e ajudas de custo, pela presença nas convocatórias aos trabalhos da selecção nacional.

Do valor disponibilizado aos Mambas, 100 mil são para o guarda-redes internacional moçambicano, Ernan, por este não ter sofrido golos durante o jogo diante do combinado malawiano e 30 mil Meticais serão atribuídos aos restantes membros da equipa, entre jogadores, treinadores e pessoal de apoio.

Em relação aos 70 mil Meticais que a FMF vai pagar esta quinta-feira aos jogadores da selecção, 40 mil fazem parte do prémio prometido pela federação, por conta do resultado alcançado na segunda e última eliminatória frente ao Malawi.

Ainda no que diz respeito ao prémio, Feizal Sidat disse que os remanescentes 150 mil Meticais de prémio pela qualificação serão pagos a posterior, tendo em conta que a FMF ainda não tem disponibilidade de todos os fundos. Sidat garantiu que está tudo acautelado para o seu pagamento assim que houver disponibilidade orçamental.

A cerimónia de entrega do prémio pelo BIN contou, dentre várias figuras, com a presença do seleccionador nacional, Chiquinho Conde. O técnico responsável pela segunda qualificação de Moçambique para o CHAN qualificou o gesto do BNI como um acto de patriotismo.

Desafiou, ainda, aquela instituição bancária a apoiar a etapa de preparação dos Mambas para marcarem presença no CHAN 2022 cuja fase final será na Argélia, em Janeiro do próximo ano.

“É gratificante para nós recebermos esse apoio do BNI. Esse reconhecimento faz-nos acreditar que estamos num bom caminho e, acima de tudo, nos faz termos mais vontade de trabalhar”, disse Chiquinho Conde.

Disse, ainda, que a selecção nacional fará de tudo para representar condignamente o país em todas as competições em que estiver envolvido.

“Continuaremos comprometidos com a causa do nosso futebol. Temos noção do carinho que o povo moçambicano tem para com os Mambas, facto que nos enche de orgulho”, sublinhou.

SIDAT ENALTECE BNI

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, considera que, com o gesto, o Banco Nacional de Investimentos deixou uma marca indelével no futebol moçambicano. Considera que esta instituição sempre mostrou o seu comprometimento para com o futebol moçambicano, através do engajamento em várias iniciativas.

Feizal Sidat disse que os Mambas estão, neste momento, a passar por um bom momento, facto que constitui um orgulho para todos. Ainda assim, o timoneiro da FMF apela à calma, explicando que é preciso que não se abandone o combinado nacional nos momentos maus.

“Gostaria de lançar um desafio para as outras instituições para que possam abraçar a causa da selecção nacional. O futebol é um ópio do povo, pelo que há necessidade de haver muita envolvência nele”, disse Sidat.

Ainda sobre o apoio à instituição que dirige, Feizal Sidat lançou um desafio ao BNI para que apoie a realização do Campeonato Africano de Futebol de Praia, evento que terá lugar em Outubro próximo, na cidade de Vilankulo, província de Inhambane.

Para o presidente da FMF, esta competição será uma montra, não só para a modalidade de futebol de praia, mas também para o país, em geral, pois terá a oportunidade de mostrar as suas potencialidades em vários sectores.

Nesse sentido, considera que o apoio do BNI seria determinante para o sucesso do evento, que se espera que seja bastante concorrido, não somente pelas pessoas ligadas ao desporto, mas também por pessoas de outras áreas, como é o caso do turismo.

A selecção nacional de futebol de praia terminou, esta segunda-feira, o ciclo de três jogos diante da sua congénere de Marrocos, com saldo de duas vitórias e uma derrota. Os embates contra a selecção marroquina estavam inseridos no quadro de preparação do campeonato africano da modalidade, em Outubro próximo, em Vilankulo.

Caiu o pano do ciclo de três jogos entre as selecções de Moçambique e Marrocos, por sinal, dois conjuntos com as credenciais bem reconhecidas ao nível do continente africano.

No quadro de preparação das duas selecções para o campeonato africano da modalidade e à luz da cooperação entre os dois países, Moçambique e Marrocos testaram-se nas areias da Arena da Costa do Sol.

Naquela que constitui uma antecâmara do “africano”, no primeiro jogo dos três, a selecção moçambicana não teve argumentos suficientes para contrariar o poderio dos marroquinos, perdendo a partida por 1-4.

Nessa partida, Abineiro Ussaca alinhou com os jogadores habituais, que vêm trabalhando há dois anos, ainda que tenha introduzido novas unidades.

Apesar de já ter começado o ciclo de preparação há alguns meses, o combinado nacional denotou a falta de ritmo, algo que se evidenciou na forma como os pupilos de Ussaca abordaram o jogo.

Já com as lições bem estudadas, no segundo jogo, o conjunto moçambicano abordou a partida de uma maneira diferente, sobretudo na disposição táctica, facto que concorreu para que vencesse por 5-4.

Nessa partida, Abineiro Ussaca introduziu novas unidades, que trouxeram outra frescura, tendo em conta que, mais do que golos, o combinado nacional produziu um enorme volume de jogo.

Apesar da derrota, os marroquinos souberam dar réplica, numa partida em que, mais uma vez, deram mostras de que têm uma palavra a dizer no “africano” que se avizinha.

No terceiro e último jogo de preparação, a selecção nacional, já com os índices motivacionais elevados, fruto da vitória na segunda partida, teve uma prestação de se lhe tirar o chapéu.

A turma de Abineiro Ussaca puxou os galões de vice-campeão de África e de campeão do Torneio COSAFA, para levar de vencido o conjunto marroquino.

Com uma equipa já com muitas andanças, como é o caso do Figo, Nelson e Rachide, Moçambique arrancou a segunda vitória, por 7-4, numa partida em que o combinado nacional teve uma boa exibição.

Terminava, assim, o ciclo de três jogos de preparação da selecção moçambicana e da sua congénere de Marrocos.

Para as duas selecções, mais do que ganhar, o que, até certo ponto, eleva os índices motivacionais dos jogadores, as três partidas serviram para tirar ilações dos aspectos positivos e negativos.

Abineiro Ussaca considera que a prestação da sua equipa foi positiva. Ainda assim, entende que ainda há muitos aspectos por melhorar, daí que, segundo disse, o trabalho ainda continua.

JOGOS DA DISCÓRDIA

Os jogos de preparação da selecção nacional contra Marrocos suscitaram vários debates em alguns círculos de opinião. O pomo da discórdia reside no facto de as três partidas terem sido na Arena da Costa do Sol, por sinal, a catedral do futebol de praia moçambicano.

Apesar da importância que esse recinto representa para a selecção nacional, houve quem defendesse que não fazia sentido marcar jogos naquele local à porta do campeonato africano.

Defendem, porém, que esses jogos deviam ter sido marcados em Vilankulo, local em que se vai realizar o “africano”, o que, segundo eles, serviria para testar se, de facto, as condições estão criadas para acolher a prova.

Ainda de acordo com os mesmos, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) perdeu a oportunidade de medir o pulsar do local que vai acolher a competição.

Fora isso, consideram que é preciso capitalizar o mais cedo possível todos os activos ligados à competição, sobretudo com a criação de uma envolvência de todos.

SORTEIO REALIZA-SE NA SEXTA-FEIRA

O sorteio para o campeonato africano de futebol de praia vai ter lugar esta sexta-feira, em Vilankulo. O evento vai contar, além dos representantes das oitos selecções que vão disputar a prova, com a presença de figuras ligadas ao desporto nacional, assim como da arena política.

O Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia vai decorrer em Vilankulo, de 21 a 28 de Outubro próximo. A prova vai qualificar as três primeiras classificadas ao Mundial da modalidade, próximo ano, num país ainda por identificar.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE