Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Moçambique está inserido no grupo “A” do Campeonato Africano de Futebol de Praia junto ao Malawi, Nigéria e Marrocos, segundo ditou o sorteio realizado, na última sexta-feira, na Cidade de Maputo.

Contagem regressiva para o Campeonato Africano de Futebol de Praia, prova a decorrer de 21 a 28 de Outubro, na ainda por concluir Arena de Vilankulo.

E, na corrida ao inédito título, depois do prestigiante segundo lugar alcançado, ano passado, no Africano de Dakar, Senegal, Moçambique terá como principal adversário, na fase de grupos, o Marrocos, terceiro classificado da última edição da competição.

É um adversário que os Mambas de pés descalços venceram, ano passado, por 2-1, em desafio inserido na terceira jornada do grupo “B”. Manuel e Rachide marcaram os golos do combinado nacional, enquanto El Quariry foi o autor do tento solitário do Marrocos.

Recentemente, Moçambique e Marrocos protagonizaram três jogos de preparação, com os moçambicanos a vencerem dois e perderem um embate.

No primeiro teste, o conjunto orientado por Abinério Ussaca perdeu por 4-1. Depois, a selecção nacional de futebol de praia redimiu-se e bateu os marroquinos por 5-2. Ao cabo do primeiro período, Moçambique vencia por 1-0 com golo apontado por Figo.

Dominador na arena da Costa do Sol, palco deste jogo amigável, Moçambique marcou mais dois golos por intermédio de Mauro e Arroz.

Os marroquinos reagiram com golos da autoria de Zouheir Jebbary e Mohamed Khabaz. Sol de pouca dura, porquanto Arroz e Yuran voltaram a facturar, fixando o resultado final em 5-2.

No derradeiro teste, a selecção nacional de futebol de praia voltou a derrotar o Marrocos, curiosamente, por uma diferença de três golos: 7-4.

No grupo “B”, estão inseridos o Senegal, campeão africano em título, Uganda, quarto classificado, Egipto, quinto, e Madagáscar, conjunto que esteve ausente da prova ano passado.

 

SENEGAL ESPERA UMA COMPETIÇÃO “DURA”                                                                        

O seleccionador nacional de futebol de praia do Senegal, Mamadou Diallo, antevê muitas dificuldades na luta pela revalidação do título no Campeonato Africano da modalidade. Os “Beach Lions” esperam ter muitas dificuldades nos confrontos diante do Madagáscar, Egipto e Uganda. Falando ao site da Confederação Africana de Futebol, Diallo disse não ter muita informação sobre o Uganda, mas acredita que é um conjunto com valor.

“Não temos muitas informações sobre o Uganda, mas, se eles estão presentes na prova, é porque merecem. Devemos respeitá-los. Egipto e Madagáscar, tal como se sabe, são grandes nações no futebol de praia. Então, a partir da fase de grupos, teremos que elevar o nosso nível de jogo”, começou por avaliar o técnico para depois deixar ficar claro que partem para a prova com o objectivo de conquistar o título: “Nós somos os campeões de África. Vamos para esta competição com muita humildade, mas dizendo a nós mesmos que cabe aos outros terem medo de nós”, frisou.

Quais são, afinal, os objectivos do Senegal nesta competição? Sobre esta questão, Mamadou Diallo não podia ser mais claro: “Jogar jogo a jogo e dar cada passo. Em primeiro lugar, devemos buscar a qualificação para o Campeonato do Mundo. Depois, vamos lutar para conquistar o troféu continental. Quando você está acostumado a ganhar, seria difícil esconder. Respeitaremos todos os nossos adversários, mas não temos medo de ninguém”.

Ainda de acordo com Diallo, “será em um nível muito alto e Moçambique é uma equipa difícil de derrotar. A jogar em casa, há a vantagem de os adeptos estarem atrás da equipa, mas também pode ser uma pressão”.

 

ABINÉRIO USSACA: “TODOS OS ADVERSÁRIOS SÃO RESPEITÁVEIS”       

O seleccionador nacional de futebol de praia, Abinério Ussaca, reagiu ao sorteio do Campeonato Africano da modalidade com algumas cautelas. “Todos os adversários são respeitáveis e continuaremos humildes no nosso trabalho”, disse Ussaca.

Anfitriões e vice-campeões da edição do ano passado e cabeças de série no grupo A, os Mambas de pés descalços voltam a cruzar o caminho do Marrocos, um adversário bem conhecido. “Também quero destacar que nem todas as partidas são iguais. Não é porque vencemos Marrocos na preparação que vamos assumir que somos favoritos”, explicou o treinador.

Jogando em casa, Moçambique procura conquistar o Campeonato Africano de Futebol de Praia pela primeira vez na sua história. O percurso brilhante na última edição, em Dakar, Senegal, permitiu a presença inédita no Mundial da Rússia.

Ussaca destacou a importância dos jogos amigáveis diante do Marrocos. “Evolução e empenho são coisas diferentes, porque, durante o jogo, a dinâmica é diferente. Com os jogos realizados, pude ver quem são os atletas mais evoluídos, ou seja, os que estão em melhores condições para integrar a selecção nacional nesta próxima competição”, analisou em entrevista à CAF.

Ussaca disse ainda que vai levar 18 jogadores para o Campeonato Africano de Futebol de Praia, em Vilankulo. “Agradeço o empenho dos atletas, porque têm mostrado bons indicadores de que teremos uma equipa melhor do que a do ano passado.”

Sobre a competição, Ussaca disse que a expectativa é vencer, independentemente do adversário, pois todas as equipas qualificadas têm potencial.

O seleccionador nacional de futebol de praia destacou o facto de o Senegal, detentor do título, não estar no grupo de Moçambique na primeira fase.

Associação Black Bulls falhou, sábado, o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos após perder diante do Petro de Luanda, por 1-2, em jogo da segunda mão da primeira eliminatória. Os campeões nacionais ficaram pelo caminho com o agregado de 5-1 no conjunto das duas mãos, depois de terem sido goleados no Estádio Nacional do Zimpeto, por 3-0.

Tal como já se previa, os tricolores entraram para o jogo com um futebol de contenção, com objectivo de gerir a larga vantagem de 3-0 trazida no desafio da primeira “mão”, escreve o Jornal de Angola.

A verdade é que, perante uma quase total inoperância ofensiva dos donos da casa, o conjunto do Black Bulls aproveitou para aparecer no jogo. E, fruto de uma rápida transição ofensiva, a equipa forasteira chegou ao golo, aos nove minutos, por Melque, a aproveitar um ressalto da bola no coração da área de Wellington. Antes, a bola ainda embateu no poste esquerdo.

O Petro tremeu, mas não caiu. Na verdade, o golo sofrido viria a servir de despertador para o conjunto angolano para a necessidade imperiosa de acordar para o jogo. O que se viu, de facto, a seguir ao golo do Black Bulls, foi uma equipa do Petro muito mais dinâmica nas transições e a surgir com maior frequência junto ao último terço do meio-campo do adversário.

Se, antes do empate, a vida já estava difícil para o Black Bulls, em termos de decisão do apuramento, depois do golo de Gilberto, tudo ficou ainda mais complicado. Dir-se-ia mesmo que os “touros” de Maputo viriam a hipotecar todas as hipóteses de continuidade na eliminatória.

A mandar no jogo, o Petro criou condições para chegar ao segundo golo, aos 13 minutos, desta feita por Tiago Azulão, o “suspeito” do costume. Na segunda parte, os forasteiros entraram com nova postura, tendo o seu treinador mexido nas peças em campo. Na resposta, Alexandre Santos fez, igualmente, duas alterações na equipa numa só sentada. E, diga-se, nesse aspecto, que as entradas de Pedro e Jaredi e, depois, de Ito, ajudaram a acrescentar muito ao futebol dos tricolores.

Se, por um lado, a Black Bulls continuava a revelar dificuldades em abrir vias de acesso à baliza contrária de Wellington que, acabou por ser um mero “espectador”, sobretudo na segunda parte.

Os últimos 20 minutos ainda serviram para Alexandre Santos fazer entrar Carlinhos e Mindinho. Nessa altura, a posse de bola ainda era do domínio dos  tricolores e os touros de Maputo limitavam-se em defender.

A vitória do Petro, a segunda na eliminatória com o Black Bulls, explica-se pela superioridade e maior domínio ostentado no cômputo das duas “mãos”, em que venceu, no total de golos, por 5-1.

 

TREINADORES VALORIZAM EMPENHO DAS EQUIPAS

Alexandre Santos, técnico do Petro de Luanda, manifestou, no fim do jogo, a sua satisfação pela prestação da sua equipa nos dois jogos, frente a um adversário, no seu ponto de vista, bem estruturado.

“Primeiro, dar os parabéns à Black Bulls que valorizou a nossa vitória. Criou-nos inúmeras dificuldades pelas diferentes formas de jogar, o que nos  obrigou  também a alterar. Foi um bom teste para a nossa equipa”, avaliou o treinador português.

Ainda emocionado com o desfecho da eliminatória, reconheceu que o mais importante foi alcançado. “Conseguimos a passagem para o play off e valorizamos o empenho do adversário,  que demonstrou qualidade e organização”, destacou.

Do lado moçambicano, o técnico da Black Bulls, Inácio Soares, felicitou os atletas pela entrega no jogo e admite que o resultado não corresponde ao que aconteceu em campo.

“Quero dar os parabéns aos meus rapazes pela forma como se portaram em campo e como encararam o jogo. Pena foi-nos ter calhado o Petro de Luanda, um adversário forte em Angola e em África. É uma equipa com muita experiência e com objectivos bem definidos na competição”, salientou o treinador no final da partida.

Quanto à estreia da ABB nas competições africana, o técnico moçambicano foi categórico em consider­á-la como negativa. “A nossa estreia foi péssima, porque não conseguimos evitar as duas derrotas”, justificou.

As duas pugilistas despacharam, hoje, as suas adversárias na final e conquistaram a medalha de ouro do Africano de Boxe.

Diz o ditado que quem corre com vontade não cansa. Rady Gramane e Alcinda Panguana continuam a fazer o mundo render-se ao seu talento.

Gramane subiu ao ringue, na tarde de hoje, em busca do seu primeiro título africano depois de ter provado tudo na região e não só. Diante da argelina Djouher Benan, uma potência do boxe africano, Rady não se vergou e, com classe, elevou a bandeira nacional e encaixou na conta 600 mil Meticais.

Alcinda Panguana, nos 66-70kg, não mediu esforço entre as cordas em busca de ouro. Com o apoio do público, pulverizou o pavilhão da Académica com o seu talento nos punhos e, no fim, provou a sua capacidade perante a congolesa Brigitte Mbambi.

Às duas medalhas de ouro conquistadas pelas pugilistas, podem juntar-se as de Yassine Nordine, Solomone Júlio e Armando Sigaúque, que lutam esta noite.

A selecção Sub-20 intensifica a preparação com vista à sua participação no Torneio COSAFA da categoria, que vai ter lugar de 6 a 16 de Outubro próximo, em eSwatini. Já com dois meses de trabalho, o combinado nacional orientado por Dário Monteiro já está na derradeira fase de preparação para esta competição.

Dário Monteiro trabalha com 54 jogadores, que deverão dar o seu melhor, de modo a garantirem uma vaga na convocatória final que será integrada por 23 jogadores.

A primeira fase dos trabalhos contou com a participação de jogadores oriundos da Cidade e Província de Maputo, sendo que os das restantes províncias do país se juntaram ao colectivo este mês.

Moçambique vai tentar, na presente edição da COSAFA, fazer o melhor e, por via disso, repetir o feito alcançado no ano passado, em que, pela primeira vez, conquistou a prova.

Ciente das dificuldades que poderá encontrar no terreno, sobretudo pelo facto de os Mambinhas serem um alvo a abater, devido ao brilharete da edição passada, Dário Monteiro tem trabalhado, desde que arrancou com a preparação, a pensar em todos os cenários possíveis.

O técnico moçambicano responsável pela inédita conquista da COSAFA tem mais uma oportunidade para fazer história e também para lançar mais jogadores à ribalta.

É que alguns jogadores que participaram nessa conquista garantiram espaços em muitas equipas nacionais. O caso notável é de Kimiss Zavala, que, neste momento, está ao serviço da equipa júnior do Marítimo de Portugal. O pequeno guarda-redes é, neste momento, titular indiscutível dos insulares.

A União Desportiva do Songo, por sinal, líder do Moçambola, terá um teste de fogo este fim-de-semana, diante do Ferroviário de Maputo, em jogo inserido na 11ª e última jornada da prova.

Mais um teste para a União Desportiva do Songo que, para já, é seguro que vai terminar a primeira volta do Moçambola na liderança, atendendo à diferença pontual com o segundo classificado.

Depois de terem empatado na jornada anterior, sem abertura de contagem na deslocação ao terreno do Incomáti de Xinavane, os “hidroeléctricos” vão, certamente, tentar fazer diferente nesta ronda. Apesar do empate, a União Desportiva do Songo continua na liderança do Moçambola, com 26 pontos.

Ora, este fim-de-semana, os treinados do sérvio Srdjan Zivojnov terão pela frente o Ferroviário de Maputo, equipa bastante moralizada pela vitória conseguida frente ao Costa do Sol, por 2-0.

Os “locomotivas” da capital não só estão galvanizados pelo resultado registado na jornada anterior, assim como com a subida na tabela classificativa, ocupando agora a terceira posição, com 18 pontos, mais oito em relação ao seu adversário deste fim-de-semana.

Se por um lado os “hidroeléctricos” procuram cimentar a liderança, por outro, o Ferroviário de Maputo tenta, a todo custo, aproximar-se e manter-se no pelotão da frente para, por via disso, atacar a liderança.

Na presente ronda, o Ferroviário de Nampula, que tem o seu orgulho ferido depois da derrota na jornada anterior diante da Associação Desportiva de Vilankulo, por 0-1, vai receber a Liga Desportiva de Maputo, também aflito. Na jornada passada, a equipa de Dário Monteiro empatou sem abertura de contagem na recepção ao Ferroviário de Nacala.

O Ferroviário de Nampula ocupa, neste momento, a sexta posição da tabela classificativa, com 14 pontos, enquanto a Liga Desportiva de Maputo está na 10ª posição, com apenas seis pontos. Os “locomotivas” da capital do norte têm registado uma derrapagem no Moçambola, tomando em consideração que tiveram um arranque promissor.

Já os “muçulmanos” ainda não encontraram o caminho certo para as vitórias, facto que tem concorrido para que estejam na zona de despromoção. Ainda nesta ronda, a Associação Desportiva de Vilankulo desloca-se a Quelimane, onde vai medir forças com o Matchedje de Mocuba, numa partida em que os agora treinados por Artur Comboio partem como favoritos. Ainda assim, longe de exibições que lhe garantam bons resultados, o Matchedje de Mocuba tem sido um osso duro de roer quando joga no seu reduto. Os “hidrocarbonetos” ocupam a nona posição, com 12 pontos, sendo que os “militares” são últimos classificados, com três pontos.

Em Nacala, espera-se um despique interessante entre o Ferroviário local e o seu homónimo de Lichinga, duas equipas que, mesmo não estando em posições cimeiras na tabela classificativa, têm feito um campeonato assinalável. Nesta ronda, não se vão realizar as partidas entre o Costa do Sol e a Associação Black Bulls e entre o Ferroviário da Beira e o Incomáti de Xinavane.

É que, a Black Bulls e o Ferroviário da Beira estão envolvidos nas competições africanas, sendo que, este fim-de-semana, vão disputar a segunda mão da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos e a Taça Nelson Mandela.

A Associação Black Bulls e o Ferroviário da Beira vão procurar, este fim-de-semana, garantir um lugar na fase de grupos das competições em que estão inseridos, no caso, a liga dos campeões africanos e a Taça Nelson Mandela.

Os representantes moçambicanos nas competições africanas vão jogar a última cartada este fim-de-semana, tendo em vista garantir a qualificação para a fase de grupos. A campeão moçambicana, Associação Black Bulls, vai tentar, no sábado, no Estádio 11 de Novembro, virar o resultado desfavorável diante do Petro de Luanda, em jogo da segunda mão da Liga dos Campeões Africanos.

Após a derrota por 0-3 no jogo da primeira mão, o representante moçambicano naquela que é a mais prestigiada competição africana ao nível de clubes tem a dura missão de vencer a turma angolana acima de três golos, caso pretenda continuar no convívio dos grandes. É uma missão espinhosa, sim!

Apesar de antever dificuldades na partida deste sábado contra o representante angolano, por sinal, com um histórico incomensurável nesta competição, os “touros”, que já se refizeram da derrocada no Estádio Nacional do Zimpeto, mantêm a sagrada esperança de que é possível fazer diferente.

Na sua primeira aventura na liga dos campeões africanos, a Black Bulls entende que uma possível qualificação para a fase de grupos pode servir como um elemento catalisador para esta formação.

Face a essa pretensão, o treinador português ao serviço do campeão moçambicano, Inácio Soares, incidiu a preparação da sua equipa em todos os aspectos, sobretudo naqueles que julga que falharam no jogo da primeira mão, como é o caso das transições defesa–meio-campo e meio-campo–ataque.

Acima de tudo, Inácio tem estado a dedicar o seu trabalho na recuperação psicológica dos jogadores, fazendo-lhes acreditar que a derrota no jogo da primeira mão foi um acidente de percurso e que, por isso mesmo, da mesma forma que os “tricolores” ganharam em Maputo, eles também podem obter um resultado positivo em Luanda.

O representante moçambicano parte, deste modo, para a derradeira partida com a convicção de que, com muito trabalho assente na competência técnico-táctica e determinação, é possível virar a eliminatória.

Para Inácio Soares, o futebol não é uma ciência exacta, daí que é preciso acreditar na vitória, desde que se faça um trabalho árduo. A Black Bulls vai àquele país, banhado pelo Oceano Atlântico, com a mesma estrutura com que esteve no jogo da primeira mão.

FER. BEIRA COM MEIO CAMINHO ANDADO

O Ferroviário da Beira, representante moçambicano na Taça Nelson Mandela, vai, também, jogar a última cartada de acesso à fase de grupos.

Os “locomotivas” da Beira têm um caminho meio andado para conseguirem esse desiderato, atendendo que, no jogo da primeira mão, venceu o As Santé d’Abéché, partida que teve lugar no Estádio Yaounde Ahmadou Ahidjo, casa emprestada ao representante chadiano.

O representante moçambicano nesta competição suplantou a turma chadiana, por 2-1, com os dois golos a serem apontados por Jafete e Pepo. O resultado alcançado no jogo da primeira mão fora de portas faz com que o Ferroviário da Beira acalente esperanças de marcar presença na fase de grupos.

Teoria à parte, a verdade é que os “locomotivas” da Beira precisam de vencer a partida, ainda que um empate com qualquer número de golos seja suficiente para garantir a qualificação. É, aliás, o espírito de vitória que o treinador zambiano Wedson Nyirenda tem incutido nos seus jogadores.

Para evitar qualquer surpresa, o representante moçambicano trabalha ao detalhe, mormente no que diz respeito aos processos defensivos. O Ferroviário da Beira, equipa que já com alguma tarimba nas competições sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), realizou as suas primeiras sessões de treino num dos campos anexos ao Complexo de Tchumene, propriedade da Associação Black Bulls.

Com todo o “esquadrão” à sua disposição, o técnico zambiano não tem dúvida de que é possível qualificar a sua equipa para a fase de grupos da competição. Para tal, entende que os seus jogadores devem estar concentrados, encarando o adversário com muito respeito, pois tem as suas valências.

O Ferroviário da Beira realizou, esta quinta-feira, a primeira sessão no Estádio Nacional do Zimpeto, palco que vai acolher o jogo diante do representante do Chade, no domingo. Os treinos serviram para reconhecer o piso, assim como se familiarizar-se com o estádio.

A direcção dos “locomotivas” de Chiveve fixou o preço único de 50 Meticais para o ingresso, à semelhança do que a Associação Black Bulls fez no jogo contra o Petro de Luanda.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anuiu o pedido da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) de reconsiderar a decisão da não participação na selecção Sub-23 nas eliminatórias de qualificação ao campeonato africano de futebol, a ter lugar em Marrocos, no próximo ano.

A notícia do cancelamento da não participação na selecção Sub-23 nas eliminatórias de acesso ao campeonato africano de futebol agitou as águas.

“A não participação destas selecções de futebol tem origem nas limitações orçamentais, bem como na necessidade de garantir o curso normal do calendário do Moçambola – 2022, face às interrupções que, por força dos compromissos internacionais, se têm registado”, lê-se no comunicado da FMF.

O comunicado da FMF gerou muitos debates, sendo que, muitas vozes, se fizeram ouvir em relação ao assunto. É que, segundo defendiam os amantes do futebol, não fazia sentido que, numa altura em que se tem falado de renovação na selecção, se tomasse uma decisão desse género.

A selecção não só estaria envolvida nas eliminatórias de acesso ao CAN, em que, segundo ditou o sorteio, deveria defrontar as Ilhas Maurícias, mas também estaria a lutar para garantir um lugar nos Jogos Olímpicos, Paris 2024.

A decisão do organismo que superintende o futebol africano também não foi bem acolhida pelo Governo, que, através do secretário do Estado do Desporto veio a terreiro mostrar o seu descontentamento.

Na altura, Gilberto Mendes teria dito que a decisão da FMF revelava a falta de organização no organismo liderado por Feizal Sidat. Disse ainda que não fazia sentido desistir sem que se tivessem esgotado todos os mecanismos para a viabilização da participação daquela que é tida como a selecção olímpica do país.

Face à pressão e com a promessa do Governo em canalizar apoio para que os Mambinhas participassem nas eliminatórias, a Federação Moçambicana de Futebol submeteu uma carta à Confederação Africana de Futebol, a pedir que o organismo-reitor do futebol africano reconsiderasse a decisão.

 

CAF DISSE “SIM’ À FMF

A CAF anunciou, esta quarta-feira, a sua decisão a favor da Federação Moçambicana de Futebol. Ou seja, anuiu o pedido da FMF. Assim, a selecção Sub-23 vai participar nas eliminatórias de acesso ao CAN da categoria.

Com esse anúncio favorável à FMF, corre-se contra o relógio, na medida em que o combinado nacional perdeu muito tempo. Segundo apurámos de uma fonte próxima da federação, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, deverá anunciar, ainda esta semana, a convocatória para essa eliminatória.

A convocatória poderá ser dominada por muitos jogadores que fizeram parte das eliminatórias de acesso ao CHAN, em que os Mambas garantiram a qualificação suplantando o Malawi.

Aliás, Chiquinho Conde não via com bons olhos a não participação do combinado nacional nessas eliminatórias.

“Esta categoria é um espaço-chave para analisar os jogadores porque eles são o futuro da selecção nacional, uma vez que eles não são eternos”, disse Chiquinho Conde aquando do anúncio, pela CAF, desta competição.

O seleccionador nacional disse ainda que “devemos criar um espaço para poder valorizar estes jovens, dar-lhes conhecimento e habilidade para poderem criar tracção e augurar um futuro como possíveis convocados na equipa A”, explicou.

Em caso de vitória na primeira eliminatória contra as Ilhas Maurícias, os Mambinhas vão cruzar o caminho do Gana na segunda e penúltima, conjunto que tem sido exímio participante nas competições africanas.

Os Mambinhas partem para as eliminatórias de acesso ao CAN, numa altura em que o país vive um momento de êxtase, face à qualificação dos Mambas para o CHAN. Aliás, esse facto é descrito como uma oportunidade para o futebol moçambicano voltar à ribalta, garantindo, por isso, presença nas competições sob égide da CAF.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse, dias depois de o organismo que dirige ter submetido a carta de pedido de reconsideração à CAF, que já havia, caso o desfecho fosse favorável, um plano de preparação.

Segundo disse, o plano inclui jogos de preparação com adversários da região, tendo em vista garantir que a selecção chegasse às eliminatórias com alguma tarimba. Sidat teria dito ainda que, caso a CAF anuísse o pedido, o futebol moçambicano sairia a ganhar, pois a sua participação vai permitir dar mais rodagem aos jogadores em competições internacionais.

Esclareceu ainda que não era vontade da FMF não participar nas eliminatórias, mas as condições financeiras não permitem.

A selecção nacional de futebol de praia vai começar a defesa do título da Taça COSAFA defrontando o Senegal, na primeira jornada. A partida tem a particularidade de ser entre o campeão e o vice-campeão de África.

Quis o sorteio que Moçambique começasse, no dia 25 do mês em curso, pelo grupo A, a corrida para a defesa do título conquistado na edição passada da Taça COSAFA defrontando o gigante Senegal, campeão em título de África.

Curiosamente, o conjunto senegalês venceu, na final, a selecção moçambicana, que, por conta da segunda posição, garantiu, pela primeira vez, a sua participação no campeonato mundial da modalidade, prova que teve lugar na Rússia. Aliás, nessa prova, as duas selecções representaram o continente africano.

Um ano após se terem defrontado na final do campeonato africano da modalidade, as duas selecções voltam a cruzar caminho, desta feita na Taça COSAFA, competição na qual Moçambique deixou a sua marca na edição passada, ao sagrar-se campeão.

Na segunda jornada, o combinado nacional vai defrontar as Seychelles, numa partida em que o conjunto moçambicano parte como favorito. Já na terceira e última jornada da fase de grupos, o combinado nacional vai medir forças com a África do Sul, embate que se espera que seja bastante electrizante dada a rivalidade entre as duas selecções.

RESPEITAR O ADVERSÁRIO SEM TEMÊ-LO

O seleccionador nacional de futebol de praia, Abineiro Ussaca, reagindo ao sorteio da COSAFA, diz que vai encarar o Senegal com muito respeito, mas sem o temer.

Ussaca diz ainda que vai tentar, dentro do respeito pelo adversário, fazer um bom resultado, de modo a começar a competição com pé direito, mas também para perseguir os objectivos traçados para esta competição, que passam por repetir a proeza da edição passada.

“Sabemos que não será fácil, tendo em conta que o Senegal é um adversário de outro nível e que, acima de tudo, vem de uma série de competições. Ora, o que nos compete é fazer o melhor”, diz Abineiro Ussaca.

A partida entre as duas selecções tem o condão de ser entre o campeão e vice-campeão da edição passada do campeonato africano de futebol de praia. Acrescido a isso está o facto de Moçambique ser o actual detentor da Taça COSAFA.

Para Abineiro Ussaca, esses elementos trazem uma enorme pressão às duas equipas, na medida em que representam muita responsabilidade. Sobre a sua equipa, o seleccionador nacional diz que o facto de ter conquistado o título na edição passada faz com que tenha a obrigatoriedade de, no mínimo, passar da fase de grupos.

Em relação ao facto de ser vice-campeão de África, o jovem seleccionador entende que Moçambique tem a obrigação de provar por que é que foi o melhor representante da África Austral, quer no campeonato africano quer no mundial.

“Fomos a única selecção da região a qualificar-se para o mundial. Por isso, todas as atenções estarão viradas para nós. Todos estão expectantes na nossa prestação”, explica Ussaca.

O grupo A, do qual Moçambique faz parte, é constituído também pelas selecções das Seychelles, África do Sul e Egipto. Fazendo uma radiografia do grupo, Abineiro Ussaca considera que é preciso encarar todos os adversários da mesma maneira.

Em relação às Seychelles, adversário que o combinado nacional não tem tido dificuldades para vencer, diz que tem as suas valências.

“Para nós, cada jogo é uma final e não há dias iguais. É verdade que, em relação às Seychelles, vencemos as últimas partidas que efectuámos, quer no campeonato africano quer na COSAFA. Mas isso faz parte do passado, pelo que temos de fazer o melhor. Fazer o melhor é vencer o jogo”, explica Abineiro Ussaca.

JOGADORES MOTIVADOS

A escassos dias da competição, Abineiro Ussaca diz que os seus jogadores estão motivados, justificando pelo facto de se terem empenhado durante a preparação.

“Houve muita entrega por parte dos jogadores. Por essa razão, torna-nos difícil escolhermos os melhores”, vangloria-se Abineiro Ussaca, cujo desejo é levar 18 jogadores para a COSAFA.

“Estamos a trabalhar com a federação, no sentido de garantir que os 18 jogadores estejam presentes neste torneio. Acredito que possamos conseguir, pois a nossa ideia é mantermos o ritmo competitivo dos mesmos”, explica o técnico.

A ideia, segundo o seleccionador nacional, é fazer com que, até à próxima competição, no caso, o campeonato africano da modalidade, prova que vai ter lugar em Vilankulo, na província de Inhambane, tenha já um conjunto coeso.

Na corrida para a COSAFA, Moçambique efectuou três jogos de preparação contra a sua congénere de Marrocos, tendo ganho dois jogos e perdido um. Para o seleccionador nacional, esses jogos serviram para aferir em que nível a sua equipa está, de modo a melhorar alguns aspectos.

“Em função do que aconteceu nesses três jogos, mas também pelo trabalho que temos vindo a desenvolver desde que arrancamos com a preparação, os meus jogadores dão-me uma boa garantia”, acredita Abineiro Ussaca, sublinhando que, não obstante esse facto, é preciso continuar a trabalhar. A Taça COSAFA vai ser disputada de 25 de Setembro a 1 de Outubro, em Durban, África do Sul.

Tribunal condenou, esta segunda-feira, a Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM) a pagar cerca de oito milhões de Meticais ao Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM), na sequência da providência cautelar que interpôs contra a agremiação liderada por Rodrigo Rocha na disputa pela organização de provas internacionais.

Mais uma batalha perdida pela Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo no braço-de-ferro com o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

Segunda-feira, a 5ª Sessão do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) condenou a FMAM a pagar um valor de cerca de oito milhões de Meticais ao ATCM, na sequência da providência cautelar que interpôs contra a agremiação liderada por Rodrigo Rocha na disputa pela organização de provas internacionais.

Bruno Campos, presidente da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM), reclama o direito de ser esta agremiação, legalmente eleita e constituída, quem deve organizar organizar eventos internacionais.

Com efeito, e após uma audiência, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) condenou a Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM) a pagar uma multa de 5000, 00 MT (cinco mil Meticais) por litigância de má-fé.

Como agravante, Bruno Campos e seu elenco terão que pagar uma indemnização no valor de 7 998 000,00 MT (sete milhões, novecentos e noventa e oito mil Meticais) a favor do Automóvel Touring Clube de Moçambique.

Isto surge depois de, num passado recente, a Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo ter visto as instâncias judicias darem razão ao Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM), tendo ainda sido condenada a pagar uma indemnização de MZM 200 000,00 (duzentos mil Meticais).

O CASO DE 2020

O braço-de-ferro entre o ATCM e a FMAM não é de hoje. Em 2020, por exemplo, instalou-se um ambiente de cortar a faca no desporto motorizado em Moçambique.

O ATCM havia agendado, num fim-de-semana, a disputa de prova de “drift rivals”, depois convertida em evento de treino de simulação, mas viu-se obrigada a cancelar esta actividade por força de uma providência cautelar, instaurada pela Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo.

A FMAM defendeu, na altura, que era a única instituição legalmente autorizada a emitir licença de pilotos assim como organizar competições no país.

A decisão do Tribunal só pode ser revertida após o decurso de uma sessão de contraditório diferido, marcada para 2 de Novembro de 2020.

Esta posição deixou indignado o ATCM, que, em comunicado, reitera ter competência e mandato para organizar provas de desporto motorizado em Moçambique, até pela autorização da Federação Internacional de Automobilismo e coordenação com a Secretaria de Estado do Desporto (SED).

A agremiação referiu, em comunicado, que, “nos termos dessa decisão ora notificada ao ATCM, esta instituição deve abster-se de realizar qualquer “competição desportiva de automobilismo ou motociclismo (provas de drift e spinning), marcada para dia 10 de Outubro de 2020, ou qualquer outra que tiver calendarizado, que, à luz da lei, dependa da autorização da respectiva federação”.

A propósito, recordou, as autoridades governamentais, no caso, a Secretaria de Estado do Desporto, deixou clara, desde cedo, a sua legitimidade para organizar competições.

“Importa dizer que o ATCM, em reunião com a nossa tutela administrativa, ou seja, o Governo da República de Moçambique, nomeadamente, a Secretaria de Estado do Desporto, havia recebido a incumbência de realizar todos e quaisquer eventos de desporto automóvel, sendo que, em vários encontros, fechados e abertos ao público, realizados na respectiva  Secretaria de Estado, havia ficado claro que o ATCM tem legitimidade para realizar eventos de competições desportivas nas suas instalações”.

Numa outra linha do documento, argumentou que a “decisão do Tribunal, que proferiu tal decisão sem audição do ATCM (à luz de um normativo legal que permite que tal aconteça em casos de extrema necessidade e de imediato dano irreparável), apenas poderá ser revertida após o decurso de uma sessão de contraditório diferido, que está agendada para o dia 2 de Novembro de 2020”.

E, face a decisão de providência cautelar assim como a posição “dessa federação”, numa clara manifestação de não reconhecimento da FMAM, o ATCM “deu conhecimento à entidade que regula o desporto automóvel a nível mundial, a FIA – Fédération Internationale l’Automobile, da qual o ATCM é membro afiliado e a única instituição com competências de Autoridade Desportiva Nacional em Moçambique”.

A terminar, a agremiação referiu: “O ATCM tem a total certeza de estar a actuar dentro da legalidade. Embora fosse previsível receber um ataque desta magnitude, que, estranhamente, vem de uma instituição que deveria lutar para que houvesse desporto e não para limitar a possibilidade de os pilotos moçambicanos poderem competir em Moçambique e fora do país”.

OS ARGUMENTOS DA FMAM

Não tardou a reacção da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo à reacção do ATCM. Igualmente, em comunicado, repudiou a sua decisão de o ATCM de realizar provas, mesmo “sem ter autorização”.

Em nota, a agremiação presidida por Bruno Campos garante que a sua acção junto ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo visa exclusivamente que o “desporto seja praticado com observância das regras em vigor”.

A FMAM argumentou que cabia apenas, e a um tom carregado, a esta agremiação “regulamentar a modalidade e aprovar os calendários desportivos, entre outros”.

E denunciou, adiante: “o ATCM recebeu cartas da Federação” no sentido de que o automobilismo e o motociclismo sejam praticados com as regras aprovadas pela Federação”.

“A Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo é uma pessoa colectiva de direito privado, constituída à luz do direito moçambicano, sendo que o despacho de reconhecimento da mesma é datado de 7 de Outubro de 2019”, refere na nota a FMAM.

Na nota, recuou ainda no tempo para situar os processos inerentes à sua criação em meio a muita polémica e contestação.

“Da constituição a esta parte, a FMAM tem estado a envidar esforços no sentido de assegurar que o automobilismo e o motociclismo sejam praticados em conformidade com as regras aprovadas pela Federação, sendo de referir que o ATCM recebeu cartas da Federação. Nesse sentido, não se dignou sequer responder, antes optando por ignorar o papel reservado por lei às Federações, tal como se infere do comunicado, ao dizer que a providência cautelar foi instaurada por ‘…uma Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo…’, como se muitas outras federações de automobilismo e motociclismo existissem”.

Mesmo com a intervenção da Secretaria de Estado de Desporto, as duas partes não chegaram a um entendimento.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE