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O País – A verdade como notícia

Os quartos-de-final da Taça de Moçambique compreendem duas partidas entre equipas do Moçambola 2022, nomeadamente, Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo e Associação Desportiva de Vilankulo vs Black Bulls. Nos outros dois jogos, as equipas do Moçambola, Ferroviário da Beira e União Desportiva do Songo, recebem duas equipas da segunda divisão, nomeadamente Sumeia FC e Baía de Pemba.

O embate entre o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo vai ditar o afastamento de um colosso do futebol moçambicano da segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique.

Trata-se do jogo de cartaz dos quartos-de-final da Taça de Moçambique, que tem como palco o campo de Matchiki Tchiki, na Costa do Sol.

Esta será a segunda vez este mês em que as duas equipas se encontram, depois de se terem defrontado há sensivelmente três semanas, para a 10ª jornada do Moçambola 2022. Nessa partida, os “locomotivas” da capital saíram vitoriosos por claros 2-0, no Estádio da Machava.

Maxwell e Kito foram os marcadores dos golos que ditaram a vitória da turma orientada por Jean Loscuito diante da turma de Artur Semedo, uma vitória que não sofreu qualquer contestação.

Aliás, nos confrontos directos entre as duas equipas, a última vitória dos “locomotivas” de Maputo foi a terceira consecutiva, depois das duas alcançadas ano passado, para o Moçambola, nomeadamente por 2-0 e 1-2 respectivamente.

Apesar de ser o maior detentor do troféu da Taça de Moçambique, o Costa do Sol terá que “fazer das tripas coração” se quiser continuar na prova, uma vez que o seu adversário se tem mostrado forte nos últimos confrontos.

Aliás, os últimos resultados no Moçambola 2022 revelam essa superioridade do Ferroviário de Maputo, apesar de não ter tido um bom resultado na jornada 12 da prova, onde perdeu na deslocação ao Chiveve, por 2-1.

Uma derrota que custou a engolir, tendo em conta que sofreu o segundo golo quase no fim do jogo, mas a deixar boas indicações de que está pronto para as batalhas que vêm pela frente. Aliás, mesmo na derrota diante da União Desportiva do Songo, na 11ª jornada, à tangente, os “locomotivas” mostraram garra e determinação, falhando no último capítulo, da finalização.

Já o Costa do Sol vem de dois resultados não bons para as suas aspirações, uma vez que, depois da derrota do Ferroviário de Maputo, voltou a perder pontos no sábado, diante da Associação Desportiva de Vilankulo, ao empatar a um golo no seu campo.

Ou seja, as duas equipas vêm de resultados negativos e precisam o mais rápido possível de recuperar a autoestima, para enfrentar o que resta da época com mais firmeza.

O Costa do Sol é o maior detentor da Taça de Moçambique, com 13 troféus, enquanto o Ferroviário de Maputo é o terceiro maior detentor, com cinco títulos, atrás do Maxaquene, que venceu por oito ocasiões.

 

“TOUROS” VÃO A VILANKULO TESTAR CAPACIDADE DE SOFRIMENTO

Noutra partida entre equipas do Moçambola e com resultado imprevisível, a Associação Desportiva de Vilankulo e a Black Bulls medem forças, no Alto Macassa, em Vilankulo.

Será a quarta vez em que as duas equipas se defrontam em jogos oficiais, com os “touros” a levarem vantagem ao vencer todos os anteriores embates, nomeadamente dois do ano passado (2-0 e 1-2) e outro deste ano (3-1), ambos para o Moçambola.

Mas porque a Taça de Moçambique é rica em surpresas, a Black Bulls sabe que não pode dormir à sombra da bananeira, ou da sua grandeza, sob pena de ver o sonho de chegar o mais longe possível na Taça de Moçambique morrer nos “quartos”.

Aliás, a Black Bulls persegue o troféu da Taça de Moçambique depois da conquista do Moçambola ano passado e sabe que o caminho é longo e prossegue em Vilankulo.

Os últimos resultados das partidas envolvendo as duas equipas podem ditar a forma em que se encontram os jogadores. A turma de Vilankulo vem de duas derrotas e um empate, enquanto a turma de Tchumene vem de três derrotas consecutivas.

Qual delas estará melhor preparada para avançar? É a questão que terá resposta no fim dos 90 minutos.

 

FERROVIÁRIO DA BEIRA E UD SONGO FAVORITOS

Já as outras duas equipas do Moçambola, nomeadamente o Ferroviário da Beira e a União Desportiva do Songo, são claros favoritos nos jogos que têm esta quarta-feira, uma vez que defrontam equipas do escalão secundário.

Os “locomotivas” de Chiveve terão pela frente o Sumeia FC de Mocuba, enquanto os “hidroeléctricos” recebem o Baía de Pemba.

O embate entre Songo e Baía de Pemba tinha sido marcado para a capital de Cabo Delgado, mas devido à falta de campo em condições de o acolher, o jogo passou para Songo. O Baía de Pemba esteve na iminência de desistir, mas os “hidroeléctricos” ajudaram na deslocação da turma de Cabo Delgado, desde passagens aéreas, acomodação até alimentação.

Os jogos dos quartos-de-final disputam-se numa única mão, esta quarta-feira, com início às 14h30, sendo que, em caso de empate, no fim dos 90 minutos, se jogam 30 minutos de prolongamento e depois as grandes penalidades, até se encontrar o vencedor.

Pela primeira vez, há um vencedor de Moçambique num evento de desporto motorizado de grande dimensão que junta talentos de todo o mundo, numa prova que serve também de rampa para a Fórmula-1.

O feito, esse, pertence ao talentoso piloto Rodrigo Dias Almeida que, fim-de-semana, conquistou a seis a corrida do Troféu DTM, prova realizada no circuito Red Bull Ring, Áustria.

“Foi uma vitória incrível! Muito obrigado à equipa, estou muito feliz”, regozijou-se Rodrigo Dias Almeida. O piloto moçambicano disse ainda que foi um enorme prazer correr no circuito da Áustria. “Gosto muito desta pista, é muito especial. Tivemos que gerenciar os pneus e conseguimos fazê-lo.”

Almeida, que esteve impecável, cedo começou a distanciar-se dos seus oponentes. Rodrigo Almeida, que fez o tempo de 33:07.560 minutos, deixou para trás a forte concorrência do piloto alemão Tim Heinemann (a correr pela equipa da Toyota Gazoo Racing Germany powered by Ring-Racing) e o brasileiro da Audi Thiago Vivacqua (Heide-Motorsport) completa o pódio dos vencedores em terceiro lugar.

Tim Heinemann completou a prova com o tempo de 33:14.860 minutos, enquanto Thiago Vivacqua fez a marca de 33:15.277 minutos.

Ao longo das 20 voltas de corrida, Almeida revelou-se demasiado rápido para os seus adversários. O piloto da Mercedes-AMG largou do terceiro lugar da grelha e liderou a partir da sétima volta. Anteriormente, o moçambicano já havia ultrapassado o piloto da Porsche Daniel Gregor da KÜS Team Bernhard, que havia partido na “pole position”. O alemão, de 16 anos, arrancou inicialmente numa boa posição ao liderar a prova, mas, depois, viu-se ultrapassado por Tim Heinemann.

No entanto, o piloto da Toyota Gazoo Racing Germany ganhou, depois, vantagem e ultrapassou os seus adversários na pista.

Rodrigo Almeida acabou por assumir a liderança da prova e passou a defendê-la de forma dominante.

Para a Mercedes-AMG, foi a primeira vitória da temporada no DTM Trophy com carros desportivos GT baseados numa produção moderna e fenomenal.

Heinemann subiu novamente do terceiro para o segundo lugar e recusou os ataques ferozes do brasileiro Thiago Vivacqua.

Thiago Vivacqua largou da décima posição após ser penalizado com seis posições na grelha e, consequentemente, subiu no pelotão. No entanto, o piloto da Audi não conseguiu passar por Heinemann.

Para o piloto da Toyota, o segundo lugar equivale a uma decisão antecipada na batalha pelo título. Chegando à final em Hockenheim em quinze dias, o piloto Tim Heinemann, campeão inaugural do DTM Trophy em 2020, tem uma margem confortável de 50 pontos sobre o rival Colin Caresani da BMW.

O jovem holandês não marcou pontos na corrida de domingo, devido a uma falha técnica. Tim Heinemann lidera, confortavelmente, com 196 pontos contra 146 de Colin Caresani e 129 de Tiago Theo Oeverhaus, piloto que terminou apenas em nono com o carro Walkenhorst BMW.

A selecção nacional de futebol de praia venceu a sua congénere das Seychelles, por descomunais 12-2, em jogo da segunda jornada da Taça COSAFA, prova que decorre em Durban, África do Sul.

É isso mesmo: 12-2! Qualquer coincidência é a real semelhança. Depois da derrota de domingo diante do poderoso Senegal, por 5-4, no jogo da primeira jornada, a selecção nacional provou que, afinal de contas, foi um acidente de percurso.

Puxando os galões de campeão em título da COSAFA, o combinado nacional encarou o jogo contra as Seychelles com uma outra postura. Sem muitas dificuldades, desde logo, os treinados de Abineiro Ussaca mostraram que estavam dispostos a vencer a partida e, por tabela, apagarem a pálida imagem deixada contra o Senegal.

Não espantou, por isso, a ninguém que, logo nos primeiros minutos do primeiro período, o combinado nacional chegasse ao primeiro golo, através de Hermínio, que soube aproveitar-se da desatenção da defensiva adversária.

Sem muitos argumentos para contrariar a turma moçambicana, as Seychelles limitavam-se apenas a defender o seu reduto mais recuado, como forma de evitar o pior. Debalde! Ainda assim, dada a avalanche atacante do conjunto orientado por Abineiro Ussaca, não conseguiram evitar que o pior acontecesse.

Era um autêntico massacre. Como corolário dessa postura adulta dentro da quadra, o combinado nacional terminou o primeiro período a vencer, por 6-0. No segundo período, a selecção nacional voltou com a mesma postura demonstrada no primeiro, ao não permitir que o seu adversário explanasse o seu jogo.

Mas, mais do que isso, os “guerreiros dos pés descalços” dilataram o marcador, tendo à cabeça o atacante Nelson, por sinal uma das joias de África, cujas distinções não deixam enganar.

Tal como no primeiro período, no segundo, as Seychelles voltaram a denotar incapacidade para ombrear em pé de igualdade com o conjunto moçambicano. Nesse período, os treinados de Abineiro Ussaca marcaram cinco golos, menos um que no primeiro tempo. Moçambique foi ao intervalo a vencer por 11-1.

Nos dois últimos períodos, coube à turma moçambicana gerir o resultado. Ou seja, limitou-se apenas a poupar esforços, ainda que tentasse marcar mais golos, mas já não com a mesma frescura. Moçambique viria a fixar o resultado final em 12-2.

Na terceira e última jornada da fase de grupos, o conjunto moçambicano vai medir forças com a África do Sul. A selecção nacional precisa de vencer os sul-africanos, de modo a garantir a passagem para a segunda fase da prova. O jogo entre as duas selecções vai decorrer esta quarta-feira.

Os Mambinhas jogam, amanhã, diante das Maurícias, em partida da segunda mão da primeira eliminatória de acesso ao campeonato africano de futebol, na categoria de Sub-23, cuja fase final será no próximo ano, em Marrocos.

Os Mambinhas vão, esta terça-feira, provavelmente confirmar a sua passagem para a segunda fase das qualificações para o campeonato africano de futebol da categoria.

Teoricamente está tudo encaminhado para que a selecção olímpica de Moçambique transite para a segunda fase, atendendo que, no jogo da primeira mão, os “bons rapazes” de Chiquinho Conde obtiveram um resultado tranquilo.

Com uma postura de se lhe tirar o chapéu, os Mambinhas venceram com classe, por 3-0, resultado que faz com que se acalente esperança na passagem para a segunda eliminatória.

O combinado nacional não só venceu a partida, assim como convenceu, praticando um futebol de primeira água, perante um adversário que se mostrou impotente. Na referida partida, Chiquinho Conde apostou numa equipa talhada ao ataque, facto que se evidenciou nos primeiros minutos.

Como fruto dessa postura, os Mambinhas chegaram ao primeiro golo aos 13 minutos, por intermédio de Pinho. A selecção até poderia ter feito mais golos na primeira parte, não fosse a sua ineficácia no capítulo da finalização.

Na segunda parte, os treinados de Chiquinho Conde criaram mais oportunidades de golo, tendo apenas concretizado dois, suficientes para encararem a partida de hoje teoricamente com alguma tranquilidade.

 

CHIQUINHO CONDE SATISFEITO

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, mostrou-se satisfeito, não só com o resultado, mas também pela forma como os seus jogadores abordaram o jogo, justificando pelo facto de ter tido pouco tempo para preparar a partida.

“Tenho de dar os meus parabéns aos meus jogadores pelo sacrifício que empreenderam no jogo contra as Maurícias. Muitos destes jogadores chegaram dois dias antes do jogo. Tivemos uma semana complexa para preparar a partida, com muitas incertezas em relação à realização do jogo”, disse Chiquinho Conde.

O timoneiro dos Mambinhas disse ainda estar satisfeito pelo facto de ter constatado que os seus jogadores estão preparados para competirem em qualquer circunstância. Ainda assim, considera que é preciso saber respeitar os jogadores, sobretudo pelo facto de se estar num momento de transição.

Para Chiquinho Conde, o resultado alcançado no jogo da primeira mão transmite alguma tranquilidade, porém alerta que é preciso respeitar o adversário, pois tem as suas valências.

“Vamos tentar gerir o jogo da segunda mão com alguma tranquilidade, mas sem perder a cabeça. Da mesma forma que ganhámos em casa, eles também podem fazer o mesmo no seu reduto”, alerta Conde, lembrando que, na segunda parte do jogo da primeira mão, as Maurícias mostraram as suas capacidades.

“Jogando diante do seu público, vão criar, certamente, muitas dificuldades, pelo que temos de estar preparados para qualquer tipo de adversidade. Se nós eventualmente não pusermos o pé no acelerador, poderemos tropeçar”, explica o seleccionador nacional.

Face às adversidades que espera encontrar, Chiquinho Conde diz que terá de fazer a gestão da equipa.

“Nesta faixa etária, todos querem jogar e não percebem que há muita coisa por detrás de um jogo. Em relação a este jogo, devo-lhes incutir que não se podem deslumbrar pelo resultado alcançado em casa”, afirma Chiquinho Conde.

O capitão dos Mambinhas, Fóia, considera que o jogo da primeira mão foi apenas uma etapa, daí que é preciso ter os pés assentes no chão e, por isso mesmo, não perder o foco.

Em relação ao jogo da segunda mão, diz que é preciso encarar a partida com muita maturidade, de modo a obter um bom resultado.

“As Maurícias têm bons jogadores. Apesar de não terem ganhado o jogo, mostraram que têm muita qualidade. Por isso, temos a obrigação de fazer mais do que fizemos em casa. O nosso objectivo é passar para a segunda eliminatória”, disse Fóia.

Em caso de passar para a segunda eliminatória, os Mambinhas terão como adversário a selecção do Gana, por sinal um cliente assíduo das competições internacionais da categoria.

A selecção nacional de futebol na categoria de sub-23 começou da melhor maneira possível a sua caminhada para o campeonato africano, ao vencer a sua congénere das Ilhas Maurícias, por 3-0, em partida inserida na primeira mão da primeira eliminatória.

Entre avanços e recuos, os Mambinhas deram um importante passo rumo ao CAN da categoria, prova que vai ter lugar em Marrocos, no próximo ano.

Com uma selecção composta por jogadores que ainda estão à procura de um lugar ao sol, Chiquinho Conde abordou o jogo de forma inteligente, colocando as suas melhores pedras nos devidos lugares.

Jogando em casa, os Mambinhas assumiram as despesas do jogo, facto que concorreu para que, à passagem do minuto 13, abrisse o activo, através de Pinho, que surgiu desguarnecido a encostar o esférico no fundo das malhas, depois de uma assistência de Horácio.

Os jogadores do combinado das Maurícias mostravam-se impotentes para fazer frente à equipa de Chiquinho Conde, na medida em que não conseguia explanar o seu jogo. Em contrapartida, os Mambinhas chegam sempre com perigo à baliza adversária, embora não conseguissem concretizar.

Num momento de inspiração, Gianluca, e como que justificar a camisola set nas costas, levantou o estádio. O pequeno grande jogador ganhou a bola do lado esquerdo, tirou dois adversários do caminho e finalizou com classe. Estava feito o segundo golo da partida. Sem esboçar nenhuma reacção, as Maurícias limitavam-se apenas a acompanhar a banda.

Das poucas vezes que os mauricianos tentam passar a linha divisória do campo, as suas chamadas esbarravam na cortina defensiva formada por Chiquinho Conde, que tinha como líder o defesa central do Ferroviário da Beira, Fóia. A primeira parte terminou com os Mambinhas em vantagem no marcador.

Na segunda parte, as Maurícias entraram melhor que na primeira, tendo em conta que conseguiam elaborar o seu jogo, facto consubstanciado pelas visitas constantes à baliza defendida por Teixeira. Não obstante esse ascendente dos mauricianos, foram os Mambinhas que chegaram ao terceiro golo.

Moçambique ganha uma falta na grande área. Na cobrança, Gianluca marca, mas o árbitro entendeu que deveria repetir, ao que fez. Sucede que, na segunda, a tentativa falhou.

Os treinados de Chiquinho Conde marcaram, com este resultado, um significativo passo rumo ao campeonato africana da categoria. Os Mambinhas voltam a jogar, esta terça-feira, em Port Louis. O combinado moçambicano partiu hoje para as Maurícias, sendo que a chegada está prevista para esta segunfa-feira.

 

UD SONGO: UM LÍDER QUE TEM UM REI INTOCÁVEL

A União Desportiva de Songo recebeu e venceu a Associação Black Bulls, por 3-0, em jogo da 12ª jornada do Moçambola. Lau King foi o herói do jogo, ao marcar os três golos dos “hidroeléctricos”.

 

A União Desportiva de Songo continua impecável no Moçambola, sobretudo quando joga em casa. Os únicos representantes da província de Tete na maior prova futebolística nacional, não têm facilitado a vida dos seus adversários.

Na presente ronda, naquele que era o jogo de cartaz da jornada, os “hidroeléctricos” voltaram a ser eficientes, diante da Black Bulls, por sinal campeão em título. Como tem sido hábito, Lau King voltou a ser o herói do jogo, ao marcar um “hat-trick”.

O internacional moçambicano lidera a lista dos melhores marcadores do campeonato, com oito golos. Mas mais do que as estatísticas individuais, o resultado serviu para que a União Desportiva de Songo cimentasse a liderança. Os “hidroeléctricos” somam, neste momento, 32 pontos na primeira posição, mais 11 que o seu adversário, no caso Black Bulls.

Na próxima jornada, a União Desportiva de Songo recebe a Associação Desportiva de Vilankulo, equipa que, na presente ronda, empatou a uma bola na sua deslocação ao terreno do Costa do Sol.

Os “canarinhos” continuam sem encontrar o caminho certo para as vitórias. Por seu turno, os “hidrocarbonetos” tentam a todo custo fazer uma boa campanha, embora sem consistência. Com este resultado, o Costa do Sol está na quarta posição com 19 pontos, enquanto a Associação Desportiva de Vilankulo ocupa a nona posição, com 13 pontos.

Na ronda que se segue, os “canarinhos” vão medir forças com a Liga Desportiva de Maputo. Já os “hidrocarbonetos”, recebe a União Desportiva de Songo. O Ferroviário de Nampula conseguiu uma importante vitória, diante do seu homónimo de Nacala, por 2-0. Os “locomotivas” de Nampula somam 20 pontos, na terceira posição.

Noutra partida envolvendo os Ferroviários, os “locomotivas” da Beira venceram o seu homónimo de Maputo, por duas bolas a uma. O Ferroviário da Beira ocupa a sétima posição, com 16 pontos.

A selecção nacional de futebol de praia estreou-se com derrota no Torneio da COSAFA, ao perder diante do Senegal, por 5-4. A prova decorre em Durban, África do Sul.

Moçambique começa a defesa do título com derrota. Mais uma vez, à semelhança do que aconteceu na final do campeonato africano da modalidade, o Senegal voltou a ser superior em relação ao combinado moçambicano. Numa partida em que os treinados de Abineiro Ussaca entraram mal, o Senegal aproveitou-se dessa apatia para adiantar-se no marcador.

Nos dois primeiros períodos, a selecção nacional não teve argumentos para fazer frente ao seu adversário. Como corolário dessa entrada avassaladora, o conjunto senegalês apontou quatro golos nesses períodos.

A turma moçambicana até poderia ter sofrido mais golos, não fosse a boa actuação do guarda-redes Monstro, que teve de se aplicar, várias vezes, a fundo para evitar o pior. Nos últimos dois períodos do jogo, a selecção nacional abordou de uma forma diferente. Com mais atitude e consistência, o conjunto moçambicano conseguiu chegar ao golo.

Coube a Nelson abrir o activo. O golo de Nelson serviu para espevitar a equipa, que encostou o Senegal às cordas. Fruto dessa postura, os moçambicanos chegaram ao segundo golo, através de Figo, seguindo os golos de Ramossete e Arroz, através de uma grande penalidade.

Quando tudo parecia encaminhado para o combinado nacional, eis que o Senegal marca o quinto golo, fixando o resultado final em 4-5. Este resultado castiga, de certa forma, a boa exibição que o combinado nacional teve na última etapa do jogo.

Moçambique volta a jogar esta segunda-feira, diante das Ilhas Seychelles, numa partida em que os treinados de Abineiro Ussaca são obrigados a ganhar, tendo em vista garantir a qualificação para a próxima fase.

O seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, reconhece que a sua equipa não teve uma boa entrada no jogo, razão pela qual sofreu quatro golos na primeira etapa. Para o treinador, se os seus jogadores tivessem encarado a partida com a postura que apresentaram na segunda etapa, o resultado poderia ter sido outro.

Apesar da derrota, Ussaca diz que nada está perdido, pois ainda faltam três jogos, nos quais promete dar o máximo para vencer, até porque o objectivo passa por voltar a conquistar a prova, como o fez na edição passada.

 

MOÇAMBIQUE NO AFRICANO DE VELA

Moçambique participa no africano de vela, prova na qual é representado por cinco atletas. Na prova, cujo término está previsto para o próximo dia 1 de Outubro, a delegação moçambicana tem como principal objectivo conquistar o maior número de medalhas.

A delegação moçambicana já se encontra em Cape Town, local que vai acolher a prova da modalidade. Os atletas António Júnior, Wilka Sousa, Wayna Kupinda, Elídio Manhique e Niclicia Pezanhane têm como missão representar condignamente o país. Dos cinco velejadores, quatro marcam presença nesta competição pela primeira vez.

Cientes dessa responsabilidade, os velejadores moçambicanos garantem de tudo fazer para estarem no pódio, o que passa pela conquista do maior número possível de medalhas.

Apesar da falta de competições internamente, a delegação moçambicana num dos maiores eventos da modalidade no continente africano considera que é possível fazer boa figura nesta competição.

Além dos cinco velejadores, a delegação é composta por Ernesto Sumindila (treinador) e pelo presidente da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem e chefe da mesma, Hélio da Rosa.

Fora os países africanos, a competição vai contar ainda com a presença de representantes de países como Argentina, Brasil e Espanha, na qualidade de convidados.

Hélio Rosa explica que muitos velejadores foram obrigados a mudar de classes por conta da paragem das competições, devido à COVID-19. Ainda assim, considera que os cinco atletas que vão representar o país nesta importante prova africana são os melhores neste momento.

Sobre a prestação da delegação moçambicana, o timoneiro da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem garante que o país estará nos lugares do pódio, justificando pelo facto de os atletas estarem motivados, sobretudo os que vão participar nesta prova pela primeira vez.

União Desportiva do Songo vs Black Bulls e Ferroviário da Beira vs Ferroviário de Maputo são os jogos de destaque da 12ª jornada do Moçambola 2022. Os ventos vão soprar do norte? A resposta teremos no domingo, nas contas da 1ª jornada da 2ª volta da prova-mãe.

Segunda metade da maratona de 22 jornadas, corrida acérrima pelo título. O arranque, sábado, da segunda volta do Moçambola 2022 não vai dar espaço para passos em falso. Porque, em caso de tropeço, as contas finais podem ser fatais: falha na conquista do título ou mesmo condenação a jogar no “futebol dos bairros”.

E, na marcha para o título, a zona centro do país estará, certamente, no centro das atenções. É que, no sábado, às 15h00, a vila do Songo vai acolher no seu bojo o duelo entre o líder destacado da prova (União Desportiva do Songo) e o segundo classificado e campeão em título (Associação Black Bulls).

Separados por oito pontos na tabela classificativa – com a Black Bulls com menos um jogo –, “hidroelétricos” e “touros” apontam para a vitória.

Galvanizada pela melhor campanha e registo de vitórias no Moçambola de todos os tempos, desde que se “hospedou” na fina-flor do futebol moçambicano em  2009, a União Desportiva do Songo espreita a 10ª vitória na prova.

Fora das competições africanas – foi afastada precocemente da Liga dos Campeões –, a Associação Black Bulls tem agora as suas viradas para o campeonato. No curto histórico de confrontos, há registo de uma vitória para cada lado e um empate. Esta temporada, no arranque do campeonato, a União Desportiva do Songo foi a Tchumene vencer por um a zero com golo solitário de Dayo aos 30’.

Ainda no centro, num jogo marcado para domingo, o efervescente “Caldeirão” do Chiveve abre as suas portas para acolher um duelo de “locomotivas”: Ferroviário da Beira vs Ferroviário de Maputo.

Atrasadas na marcha para a “estação final”, o pódio, as automotoras da Beira e Maputo não podem abrandar a marcha, sob o risco de chegarem atrasadas à estação. A euforia da transição para a segunda eliminatória da Taça CAF por parte dos “locomotivas” do Chiveve foi travada, quarta-feira última, pelo Incomáti de Xinavane, que foi arrancar um empate a uma bola. Domingo, com o público nas bancadas, é mesmo para ganhar.

O Ferroviário de Maputo voa para Beira para contrariar o estatuto de um conjunto com problemas sérios de finalização.

Na primeira volta, no já desgastado sintético da Machava, o Ferroviário da Beira venceu o seu homónimo de Maputo por 2-1.

Candidato ao título, o Costa do Sol “faz sala” sábado à titubeante Associação Desportiva de Vilankulo, numa partida entre o 4º e 9º classificados com 18 e 12 pontos, respectivamente. Depois da derrota no clássico diante do Ferroviário de Maputo, a pressão aumentou sobre os “canarinhos” e um resultado desfavorável pode provocar agitação e tensão na equipa. Artur José Semedo e Tiago Machaisse, treinadores do Costa Sol, estão cientes disso e nem mesmo os discursos de não lhes deixarem sonhar vai caber na cabeça de quem os contratou para obterem bons resultados!
A Associação Desportiva de Vilankulo, a roçar os lugares de despromoção, vai ao ninho do “canário” para roubar pontos! Esta jornada reserva-nos, na sua conclusão, domingo, um confronto de aflitos entre o Matchedje de Mocuba e a Liga Desportiva de Maputo.

Da terra dos bons sinais, Quelimane, vieram mesmo bons sinais na última jornada com o Matchedje de Mocuba a bater a Associação Desportiva de Vilankulo por 2-1, naquela que foi a primeira vitória dos “militares” na prova. À Liga Desportiva de Maputo, na corda bamba, não resta outra alternativa senão mesmo vencer! No “canavial”, o super-aflito Incomáti de Xinavane tenta travar a equipa sensação da última edição do Moçambola: Ferroviário de Lichinga. No norte do país, mais um duelo quente a ser disputado no Estádio 25 de Junho: Ferroviário de Nampula vs Ferroviário de Nacala. Os “axinenes” já conseguiram quebrar um ciclo de três jogos sem vencer, sendo que agora a palavra de ordem é embalar para a primeira metade da tabela classificativa.

É uma prova que vai servir de barómetro para a Liga Moçambicana de Basquetebol! A equipa sénior masculina de basquetebol do Maxaquene vai tomar parte, de 25 a 29 de Setembro, de um torneio internacional na cidade de Durban, África do Sul.

A participação dos “tricolores” na competição surge a convite do Cape Town Tigers, formação que disputou a elite 12 da Liga Africana de Basquetebol (BAL).

Os pupilos de Hermínio Changule terão como adversários, no certame, os anfitriões Cape Town Tigers e SA All Star Mandeville Indoor Center, e NBA Academy, do reino de eSwatini.

O Maxaquene faz o primeiro jogo na prova no domingo, às 17h30, no Centro Interno Mandeville, defrontando o Cape Town Tigers.

É uma formação que se está a projectar em África, tendo atingido em Maio último os quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol. Os sul-africanos caíram, nesta fase, aos pés do US Monastir da Tunísia com quem perderam por 106-67.

Antes, na fase de acesso à competição, o Cape Town Tigers defrontou o Ferroviário da Beira, a quem venceu por um ponto: 86-85.

No segundo teste, agendado para o dia 27, às 15h00, o Maxaquene vai medir forças com a NBA Academy.

Já no dia 28, os “tricolores” terão novamente pela frente a formação do Cape Town Tigers. A fechar a prova, a 29 de Setembro, a equipa sensação da última Liga Moçambicana de Basquetebol defronta o SA All Star Mandeville Indoor Center.

A POLITÉCNICA E UP TRAVAM ARGUMENTOS

Internamente, há jogos referentes ao Campeonato da Cidade. Esta sexta-feira, a A Politécnica e a Universidade Pedagógica têm encontro marcado, numa partida entre dois conjuntos que lutam para se apurar à Liga Moçambicana de Basquetebol. Já o Maxaquene “B” terá pela frente o Desportivo, partida marcada para o pavilhão dos “tricolores”. Já o Costa do Sol vai jogar com o Bravos do Norte, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane. No sábado, em mais uma partida difícil, A Politécnica joga com o campeão em título Costa do Sol. Ao nível dos seniores femininos, a Lázio joga com o Ferroviário de Maputo “B”.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo agendou ainda jogos dos escalões de formação. No sábado, a contar para o Campeonato da Cidade de juvenis femininos, o  Maxaquene joga com o Aeroporto no seu pavilhão. Há, ainda neste recinto, os jogos Ferroviário de Maputo vs  Lázio, na mesma categoria em  femininos. Já no campo do Ferroviário, a equipa da casa em juvenis masculinos joga com o Costa do Sol.

No pavilhão anexo do Desportivo, Aeroporto “A” joga com Aeroporto “B” na categoria de juvenis masculinos. O recinto vai ainda acolher o duelo Desportivo Maputo vs Lázio na categoria de juvenis femininos. No pavilhão da A Politécnica, a equipa da casa em juvenis femininos bate-se com o Costa do Sol, enquanto a Bela Rosa vs Ferroviário em juvenis femininos travam argumentos.

A selecção nacional de futebol sub-23, Mambinhas, defronta, sábado, às 15h00, a sua similar das Ilhas Maurícias em desafio da 1ª mão da pré-eliminatória de acesso ao Campeonato Africano da categoria, competição a realizar-se em Junho de 2023 no Marrocos.

Entre dizeres de “vai-se jogar” e “está adiado”, os Mambinhas viram-se esta semana mergulhados num mar de incertezas quanto a sua estreia na etapa de apuramento ao Campeonato Africano. Na quarta-feira, finalmente, deram início a sua preparação numa corrida contra o relógio da equipa técnica comandada por Chiquinho Conde para montar a estratégia a adoptar na recepção aos ilhéus no Estádio Nacional do Zimpeto.

Aliás, devido as incertezas, somente 14 dos 23 jogadores convocados por Chiquinho Conde deram início a preparação para esta partida que marca o arranque da corrida aos Jogos Olímpicos, uma vez que os representantes africanos no torneio de futebol do maior evento desportivo do planeta sairão do CAN sub-23.

Os restantes jogadores que actuam no estrangeiro eram esperados ontem para completarem a estrutura que Chiquinho Conde pretende para atacar esta frente.

Seja como for, e longe de questões burocráticas, os Mambinhas estão apenas focados em alcançar um bom resultado diante das Ilhas Maurícias.

É neste sentido que irão procurar entrar pressionantes, criando dificuldades ao seu adversário na perspectiva de construírem uma vantagem que se lhes permita abordar o jogo da 2ª mão com algum conforto.

Mas há que ter algumas cautelas defensivas, até porque não é conhecido o real valor das Ilhas Maurícias que se pode apresentar no Estádio Nacional do Zimpeto com uma equipa competitiva.

As Ilhas Maurícias, segundo deu a conhecer a Federação Moçambicana de Futebol, deve chegar ao país dividida em dois grupos dadas as dificuldades de ligação entre Maputo e a capital daquele país.

Os Mambinhas sub-23 estiveram envolvidos pela última vez numa eliminatória de acesso ao CAN da categoria em 2019, tendo sido eliminados pelo Zimbabwe na 2ª eliminatória, com agregado de 2-0, resultado alcançado em Harare, depois do nulo no Zimpeto.

Ano passado, os Mambinhas sub-23 estiveram em acção, a representar os Mambas, no torneio Cosafa, prova na qual terminaram em quarto lugar.

Para estas eliminatórias, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, lamentou o facto de não se ter dado continuidade à selecção dos Sub-20, que, sob comando de Dário Monteiro, conquistou a Taça COSAFA. Conde entende que, se se tivesse dado continuidade, a selecção Sub-23 sairia reforçada e que, acima de tudo, não haveria necessidade de se recorrer aos jogadores da equipa principal.

Por isso mesmo, o técnico vê-se na obrigação de apostar em jogadores estrangeiros que actuam em vários clubes portugueses, alguns deles nas camadas de formação.

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