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O País – A verdade como notícia

Nelson Manuel foi enorme! Gigante! Brilhou na “South Beach Arena”! Deixou ficar, para não variar, um aviso aos seus opositores: é um verdadeiro “matador”.  Um temível jogador, capaz de fazer balançar, a qualquer momento, as redes! Foi, em cinco jogos, um verdadeiro incómodo para os adversários da selecção nacional de futebol de praia no Torneio COSAFA, prova cujo pano caiu este sábado em Durban. E, porque o trabalho compensa, saiu da cosmopolita cidade de Durban como melhor jogador e marcador.

Nelson Manuel contabilizou 12 golos, muitos deles de grande recorte. Para ver e rever! Para estarem registados nos compêndios do futebol de praia. A saga, essa, começou a meio da manhã do passado dia 25 de Setembro com um golo na derrota dos “Guerreiros da Areia” diante do campeão Senegal, por 5-4.

Esteve cinco estrelas, dia seguinte, quando puxou dos galões de craque para encher os olhos dos presentes na “South Beach Arena”. Assinou um “hatrick” num jogo que teve um único sentido: a baliza das Ilhas Seycheles. Moçambique agigantou-se nas areias e construiu, com toda naturalidade, um resultado gordo: 12-2.

Com fome de golos, Nelson Manuel não descansou. Mostrou, no dia 28 de Setembro, que é um “enfant terrible” nas areias ao assinar o livro com registo de um “póker” (quatro golos) frente à anfitriã África do Sul.

Nelson Manuel deu tranquilidade ao combinado nacional que, em algum momento, revelou inconsistência na abordagem do jogo no qual venceu aos sul-africanos por 8-4.

Veio, depois, um jogo de elevadas exigências diante do Egipto. Era a corrida à final da prova. Cientes da sua influência no jogo de Moçambique, os egípcios procuraram anulá-lo. Saiu em branco, certo, na derrota amarga por 2-1. Não desanimou. Em tão pouco tempo, na arena, disse que era grande. Grande de alma, grande na sua visão de jogo e grande na capacidade de finalização. Fez uma “manita”, ou seja, marcou cinco golos no jogo de atribuição do terceiro lugar mas não evitou a derrota de Moçambique diante do Uganda, por 8-7. Há jogadores bons, há senhores na areia! Nelson Manuel saiu galardoado com o título de homem de jogo em três ocasiões na edição 2022 do Torneio COSAFA. Já agora, repetiu o feito alcançado ano passado quando conduziu os “Guerreiros da Praia” ao inédito título com vitória sobre a Tanzania, por 3-1. O “puto” que no Moçambola veste a pele de central do Ferroviário de Maputo (ganhou a titularidade na disputa com Jeitoso) a partir da 5ª jornada do Moçambola e não largou mais o “osso”. Nelson é, seguramente, uma das grandes apostas de Abinério Ussaca para o Campeonato Africano de futebol de praia, prova a realizar-se de 21 a 28 de Outubro na Arena de Vilankulo.

Moçambique está no grupo da Argentina, Angola e Espanha no Campeonato do Mundo de hóquei em patins, prova a realizar-se de 7 a 13 de Novembro, na Argentina.

Em San Juan, Argentina, onde, em 2011 fez, história ao ocupar o quarto lugar, Moçambique terá adversários de peso na luta pela manutenção na elite de hóquei em patins.

É que, segundo ditou o sorteio realizado há dias, a selecção nacional está inserida no grupo B, juntamente com a Espanha, 16 vezes campeão mundial, Argentina, com cinco títulos, e Angola, campeão africano.

São, de resto, adversários não só com grande peso, mas também que investem bastante na modalidade sobre rodas.

O micro-ciclo preparatório para o Mundial de hóquei em patins decorre no pavilhão do Estrela Vermelha, apenas com jogadores que actuam internamente. Espera-se que, na segunda fase de preparação, Moçambique faça um estágio pré-competitivo na Europa.

A selecção nacional de futebol conhece, esta noite, os adversários no Campeonato Africano das Nações reservado a jogadores que actuam internamente.

É já este sábado que será definido o emparelhamento dos jogos do CHAN 2022, competição a realizar-se em Janeiro próximo.

No sorteio, a realizar-se no Cairo, Egipto, Moçambique ficará a conhecer os adversários da primeira fase desta competição reservada apenas a jogadores que evoluem nos respectivos campeonatos internos.

Moçambique garantiu a presença no CHAN-2022, nove anos depois da sua primeira e única participação na prova, depois de empatar sem golos com o Malawi, transitando por força do golo anotado fora, já que em Lilóngwé as duas selecções terminaram igualadas a uma bola.

A primeira vez que os “Mambas” estiveram no CHAN foi em 2014, na edição que aconteceu na vizinha África do Sul, depois de terem superado Angola na derradeira eliminatória, com um nulo em Maputo e uma igualdade a um golo, em Benguela.

O sonho ruiu. Os “guerreiros” ficaram sem forças e a guerra foi perdida.

Era a perseguição à defesa do título do torneio regional de futebol de praia, na competição que decorre em Durban, África do Sul. Uma pretensão que morreu aos pés do Egipto, que, mesmo não tendo sido dominante, foi eficaz na hora da verdade.

Moçambique entrou praticamente a vencer, com golo de Neto, na marca de um castigo máximo. Depois foi gerir o resultado até ao fim do primeiro período.

No segundo tempo, os “faraós” entraram transfigurados e não se intimidaram com o estatuto de detentor do título de Moçambique. Tanto procuraram que chegaram ao empate por Costa a desviar um pontapé de canto.

Moçambique ainda tentou desfazer o empate, mas as pretensões morriam perante a defensiva contrária, e, por vezes, era o guarda-redes egípcio a evitar golos.

Já na etapa final, Moçambique procurou chegar à vantagem, mas a falta de pontaria e a boa exibição do guarda-redes contrário não permitiram. O Egipto obrigou os guerreiros da praia a cometerem falhas sucessivas e a defesa acabou por pagar caro.

A pressão não caía bem aos moçambicanos, que acabaram por ceder. A quatro minutos do fim, Hassan apontou o golo do Egipto, num remate lateral, com o guarda-redes a ser mal batido. Um golo que acabou por ditar o resultado final.

Os jogadores moçambicanos ainda tentaram forçar o empate, mas os “faraós” fecharam-se a contento e, no fim dos três períodos, sorriram pela passagem à final.

Assim, Moçambique vai procurar consolo com a conquista do bronze, sábado, às 14h, quando defrontar Uganda para o jogo de atribuição do terceiro lugar.

Já a final será disputada sábado, às 15h30, por Egipto e Senegal, que afastou Uganda com vitória por 10-3.

Black Bulls recebe, domingo, às 15h00, o Ferroviário da Beira, no jogo mais importante da 13ª jornada do Moçambola 2022. O Costa do Sol, pressionado, desloca-se ao terreno da aflita Liga Desportiva de Maputo.

Tchumene estará, certamente, no centro das atenções dos amantes do futebol moçambicano. Pois haverá, domingo, um duelo entre o campeão e o vice-campeão nacional.

Sob fogo cruzado, depois do afastamento da Liga dos Campeões Africanos e goleada sofrida na última jornada do Moçambola 2022 diante da União Desportiva do Songo (3-0), Inácio Soares, treinador da Associação Black Bulls, terá de fazer melhor para os “touros” darem um safanão no momento menos bom que atravessam. A onze pontos do líder União Desportiva do Songo, e com menos um jogo, os “touros” são obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na luta pela revalidação do título. E, ao jogarem no seu reduto e perante o seu público, há que vestir o fato-macaco e apresentar-se com personalidade. Alma de campeão. Mas atenção! Candidato ao título, o Ferroviário da Beira não, claramente, vai estender o tapete vermelho para a Black Bulls. Motivadíssimos pela vitória na última ronda frente ao seu homónimo de Maputo, por 2-1, os comandados por Wedson Nyirenda vão fazer de tudo para arrancar os três pontos aos campeões nacionais. Este pode ser um teste para o Ferroviário da Beira, que, entre os dias 8 e 9, vai disputar o jogo da primeira mão da segunda eliminatória de acesso à Taça CAF.

Embalada na primeira posição com 32 dos 36 possíveis, a União Desportiva do Songo tem uma deslocação difícil a Vilankulo, onde se lhe espera um adversário que precisa de pontuar para fugir dos lugares próximos da zona de despromoção. Depois de roubar pontos ao Costa do Sol na 12ª jornada (empate a uma bola no terreno dos “canarinhos”), a Associação Desportiva de Vilankulo pretende capitalizar o factor casa para sair vitoriosa. Terá, para tal, que travar o ataque avassalador do União Desportiva do Songo que, na última quarta-feira, em jogo da Taça de Moçambique, expectou cinco golos ao Baía de Pemba.

No Estádio da Machava, e depois de afastar o Costa do Sol da Taça de Moçambique, o Ferroviário de Maputo procura confirmar o seu favoritismo diante do Incomáti. Os “locomotivas” têm tido boas exibições, mas denotam, em alguns jogos, fraco poder de finalização. Há, por isso, que estar com a pontaria bem afinada quando defrontarem um Incomáti, que luta para sair da zona de despromoção.

Em Nacala, o Ferroviário local tem também a obrigação de ganhar, depois de resultados menos conseguidos nas últimas jornadas.

Aliás, a derrota sofrida na jornada 12 do Moçambola 2022 provocou tensão em Nacala com os adeptos do Ferroviário a exigirem a demissão da equipa técnica. O Matchedje de Mocuba, lanterna vermelho, sabe também que pontuar mantém intactas as expectativas de continuar a lutar para se manter na elite do futebol moçambicano. Outro aflito é a Liga Desportiva de Maputo, décima classificada com apenas sete pontos, terá pela frente no seu reduto o pressionado Costa do Sol. De resto, o Costa do Sol vive momentos conturbados em consequência da campanha irregular no Moçambola 2022, assim como o afastamento da Taça de Moçambique. Os adeptos exigem, nesta altura, o afastamento de Artur Semedo. É um jogo de alta tensão em Hanhane, na Matola. A 13ª jornada do Moçambola 2022 reserva-nos ainda o duelo entre os Ferroviários de Lichinga e Nampula. Depois de uma fase menos boa, o Ferroviário de Nampula conseguiu duas vitórias consecutivas que colocaram a equipa de Nelson Santos na 3ª posição agora com 20 pontos. Em Lichinga, o Ferroviário local quer mandar. E este sempre foi um reduto muito complicado para qualquer formação.

A selecção nacional de futebol de praia defronta o Egipto esta sexta-feira, às 12h00, na “South Beach Arena”, em jogo das meias-finais do Torneio COSAFA de futebol de praia. Noutra partida das meias-finais, o Senegal mede forças com o Uganda às 10h00.

É mais obstáculo na caminhada pela revalidação do Torneio COSAFA de futebol de praia. Na “South Beach Arena”, em Durban, os “Guerreiros da Praia”, designação da selecção nacional, vão travar argumentos com um super-motivado Egipto que fez o pleno na fase de grupos, ao vencer os três jogos realizados. Os pupilos de Abinério Ussaca sabem, e como, que não podem falhar, até porque, na fase do “mata-mata”, não há margem para erros.

Pelo que há que convocar a máxima concentração nos jogadores e uma abordagem vertical do jogo. Motivação é o que não falta no seio do grupo de trabalho que quer voltar a fazer história em Durban e lançar sinais de aviso à navegação (adversários no Campeonato Africano de futebol de praia a realizar-se em Vilankulo).

Detentor do troféu, Moçambique catalisa as atenções dos seus adversários que o encaram como “osso duro de roer”.

E é preciso, a propósito, lembrar que a conquista da COSAFA pode ser um factor motivacional para o Campeonato Africano que se avizinha.

Moçambique assegurou a presença nas meias-finais depois de derrotar, terça-feira, a sua similar da África do Sul por 8-4.

Com esta vitória, a selecção nacional de futebol de praia garantiu o segundo lugar no grupo “A” com seis pontos, menos três que o Senegal. Moçambique teve um saldo de 24 golos marcados e 16 sofridos, sendo apenas superado pelo Senegal, com mais um golo marcado.

O arranque, na fase de grupos, até não foi dos melhores, com uma derrota diante do Senegal por 5-4.

Depois, na segunda jornada, o combinado nacional goleou as Ilhas Seychelles por 12-2, numa partida em que Nelson Manuel fez um “hatrick”, ou seja, marcou três golos.

Já no fecho da fase de grupos, Moçambique bateu a África do Sul por 8-4  num duelo em que Nelson Manuel voltou a ser determinante com quatro golos marcados.

COMO FOI ANO PASSADO?

A corrida para o título da COSAFA, ano passado, começou com uma vitória sobre as Comores por 8-3. Na segunda jornada, numa partida em que cometeu muitos erros, o combinado nacional venceu a Tanzânia por 4-3 nas grandes penalidades.

Nas meias-finais, Nelson Manuel, com um “hatrick”, liderou a selecção nacional na vitória diante da África do Sul por 5-3. Rachide e Cumbe marcaram os outros golos da equipa orientada por Abinério Ussaca.

No decisivo duelo da final, realizado a 21 de Novembro de 2021, Moçambique foi mais forte que a Tanzânia, tendo vencido a partida por 3-1, com golos de Hélio Mahota, Rachide Smith e Júlio Manjate.

 

UM POUCO DO EGIPTO

Os registos indicam que o Egipto disputou todas as edições do Campeonato Africano de futebol de praia, sendo uma das selecções que, entre os dias 21 e 28 de Outubro, estará presente em Vilankulo, palco da edição 2022 do evento.

No seu historial, nunca atingiu a final desta competição. Os egípcios, convidados a participar no Torneio COSAFA de futebol de praia, estiveram inseridos num grupo complicado do qual fazia parte o vice-campeão da COSAFA, a Tanzânia.

No dia 25 de Setembro, o Egipto derrotou as Ilhas Maurícias por 6-3, com os tentos dos “faraós” a serem apontados por Hussein, Abdelmoneim, Mahsoub, Aly Hassan, Shabaan e Aly. Na segunda jornada, os egípcios suaram as estopinhas para chegar à segunda vitória, “batendo” a Tanzânia por 4-3.

Aly Hassan, Abdelmoneim, Hussein e  Mahsoub foram os autores dos golos do Egipto. Já na 3ª jornada, numa partida em que passeou a classe na “South Beach Arena” de Durban, o Egipto derrotou o Uganda por 7-2.

Com um “hatrick”, Hussein foi o homem do jogo, tendo sido secundado por Bahgat (que bisou na partida) e Abdelmoneim e Shaaban que marcaram os restantes golos. Os egípcios asseguraram o primeiro lugar do grupo com nove pontos e um saldo de 17 golos marcados e 8 sofridos.

Se por um lado o Egipto se estreia no Torneio COSAFA de futebol de praia, por outro apresenta-se como um conjunto com alguma experiência no que diz respeito ao Campeonato Africano. Os “faraós” disputaram a primeira edição do Campeonato Africano de futebol de praia em 2006, tendo caído aos pés dos Camarões nas meias-finais (perderam por 4-3). O Egipto fechou a sua participação na prova na 3ª posição.

No ano seguinte, o Egipto quedou-se ainda na fase de grupos. Já em 2008, foram novamente afastados pelos Camarões nas meias-finais. Há ainda registo de uma derrota nas meias-finais diante da Costa do Marfim, resultado encontrado na marcação de grandes penalidades depois de um jogo épico que terminou empatado a oito bolas no tempo regulamentar. Depois de uma pausa de um ano, o Campeonato Africano de futebol de praia retomou em 2011, ano em que o Egipto viria a conquistar a medalha de bronze após derrotar o Madagáscar na marcação de grandes penalidades. Em 2013 e 2015, o Egipto terminou a competição na 6ª posição, mas depois voltou ao pódio nas edições seguintes. No Campeonato Africano de futebol de praia de 2016, os egípcios perderam com o Senegal nas meias-finais, por 5-2, e, no jogo de atribuição do terceiro lugar, bateram o Marrocos por 4-1.  Em 2018, o Egipto foi derrotado pela Nigéria nos quartos-de-final do Campeonato Africano de futebol de praia, por 7-8. Ano passado, e numa prova renhida, o Egipto ficou na 5ª posição na competição disputada em Dakar, Senegal.

A selecção nacional de futebol de praia venceu a África do Sul, por 8-4, em jogo da terceira e última jornada do Grupo A, do Torneio COSAFA. Com este resultado, garantiu a qualificação para as meias-finais da competição. Pela segunda vez consecutiva, Nelson Manuel foi eleito homem do jogo.

O passaporte para as meias-finais já está carimbado. Para tal, a selecção nacional de futebol de praia teve de tirar do caminho a anfitriã África do Sul, numa partida em que o conjunto moçambicano partia como favorito.

Se, por um lado, os Mambas dos “pés descalços” vinham de uma vitória “gorda” diante das Seychelles, por outro, já não se pode dizer o mesmo em relação à África do Sul, que perdeu frente ao Senegal.

Apesar da vitória na jornada anterior, Moçambique, que é uma referência no futebol de praia africano, precisava de vencer os sul-africanos, de modo a garantir a presença nas meias-finais.

Tudo ficou claro no primeiro período, em que o conjunto moçambicano não só foi dominador no que diz respeito ao futebol jogado, assim como no resultado, tendo saído a ganhar por quatro bolas a uma.

No segundo, a inspiração de Nelson Manuel veio ao de cima, fazendo o que mais gosta: marcar golos. O avançado moçambicano, que foi, no jogo anterior, uma das peças-chave para a vitória moçambicana, justificou, assim, mais uma vez, por que razão é uma das joias de África.

Nelson Manuel jogou, fez jogar e marcou golos. À semelhança de Nelson, nesse período, o internacional moçambicano Rachide foi, também, determinante, ao contribuir, além de golos, no volume de jogo criado pela selecção nacional.

A superioridade do combinado nacional sempre se manteve intacta, perante um adversário sem argumentos. A selecção nacional terminou o segundo período a vencer por 6-1. No terceiro e último período, os sul-africanos mudaram de postura, tendo em conta que passaram a visitar a baliza moçambicana com muita frequência.

Como resultado disso, a equipa visou a baliza moçambicana. Ainda assim, Moçambique controlou o jogo, fixando o resultado final em 84.

À semelhança do que aconteceu na partida anterior, Nelson Manuel foi eleito homem do jogo. O atacante moçambicano continua, assim, a somar muitas distinções na sua carreira.

O governo do Qatar está a recrutar centenas de cidadãos civis e diplomatas para um serviço militar obrigatório, tendo em vista o reforço das forças de segurança durante o próximo Campeonato do Mundo, que terá lugar em Novembro e Dezembro.

De acordo com informações recolhidas pela agência Reuters, o recrutamento de diplomatas – cuja natureza do trabalho lhes permite fintar o serviço militar – é indicador do enorme desafio logístico que enfrenta, neste momento, o país organizador de um dos maiores eventos desportivos do planeta.

A mesma fonte indica que estes recrutas estão a ter formação em gestão das filas nos estádios, revista de adeptos à entrada dos recintos, e ainda detecção de substâncias proibidas como álcool, drogas ou armas escondidos em “rabos-de-cavalo”, forros de casacos ou até em barrigas falsas.

Dos 2,8 milhões de pessoas que residem no Qatar, apenas 300 mil são autóctones; perante a previsão da vinda de cerca de 1,2 milhões de visitantes durante o Mundial, o país organizador fez um acordo com a Turquia para o envio de três mil elementos da polícia de choque turca.

 

AUTORIDADES DO QATAR COM PLANO ESPECÍFICO PARA CRIMES MENORES NO MUNDIAL

As autoridades do Qatar estão a desenvolver um plano de acção relativamente a crimes menores feitos por adeptos durante o Campeonato do Mundo.

De acordo com a Reuters, a ideia passa por não aplicar acções penais contra adeptos que cometam crimes menores, como a embriaguez pública.

Enquanto a estratégia de policiamento durante a competição está ainda a ser concluída, a organização do Mundial já terá entrado em contacto com diplomatas e polícias dos países participantes, informando que pretendem ser flexíveis no que toca a infracções de menor importância cometidas por adeptos.

País organizador do Mundial de 2022, o Qatar caracteriza-se pelas suas regras conservadoras e de forte índole religiosa.

Tal política levou a organização a impor algumas restrições durante o Campeonato do Mundo, como, por exemplo, a proibição do consumo de álcool dentro dos estádios, tendo propositadamente criado espaços designados para esse efeito.

O Mundial arranca no próximo dia 20 de Novembro, com a partida entre Qatar e Equador, e estende-se até ao dia 18 de Dezembro.

 

MISSÃO CONJUNTA DA FIFA E CAF ESPERADA NA GUINÉ-CONACRI EM OUTUBRO

Uma missão conjunta que integra dirigentes da FIFA e da CAF está prevista para o próximo mês de Outubro na Guiné-Conacri, onde terá vários encontros com os actores envolvidos na gestão do futebol daquele país a todos os níveis, soube-se junto de uma fonte do Comité de Normalização (CONOR), actuando, por decisão do órgão regulador do futebol mundial, como Federação até Abril de 2023.

“No âmbito da popularização dos novos estatutos da Federação Guineense de Futebol, uma missão conjunta FIFA/CAF vai visitar a República da Guiné de 10 a 13 de Outubro de 2022”, precisa o comunicado de imprensa do CONOR, transmitido à PANA.

A missão conjunta, explicita a nota, vai reunir os sócios estatutários e os actores do futebol para debater as alterações e as modificações efectuadas aos estatutos.

Será igualmente, revela-se, à escuta dos membros para propostas de emendas.

Recorda-se que a FIFA suspendeu por “vários defeitos de forma” o procedimento de eleição de um novo cargo da Federação antes da constituição do CONOR, cuja missão terminará em Abril de 2023 após a constituição de um Comité Executivo.

 

OFICIAL: SCALONI RENOVA COMO SELECCIONADOR ATÉ 2026

O presidente da Federação da Argentina (AFA), Claudio Tapia, comunicou o acordo com o seleccionador Lionel Scaloni para renovar até 2026.

“Tenho orgulho em anunciar que conseguimos a continuidade de Lionel Scaloni como seleccionador da Argentina até ao Mundial de 2026. Continuamos a apostar no projecto abrangente da selecção”, escreveu o dirigente nas redes sociais.

Scaloni está no comando da selecção desde a eliminação do Mundial de 2018, tendo ocupado o lugar de Jorge Sampaoli. O técnico conquistou a Copa América de 2021 e leva 35 jogos sem perder.

A selecção nacional de Sub-23 venceu a sua congénere das Maurícias, por 2-1, em jogo da segunda mão da primeira eliminatória de acesso ao campeonato africano da categoria. Os Mambinhas qualificaram-se para a segunda eliminatória com um agregado de 5-1. 

Como era de se esperar, os Mambinhas confirmaram a sua passagem para a segunda eliminatória do CAN da categoria, cuja fase final vai ter lugar no próximo ano, em Marrocos.

Tal como no jogo da primeira mão, o combinado nacional voltou a não ter muitas dificuldades para vencer a selecção mauriciana, que, mesmo jogando em casa, não teve argumentos para contrariar a equipa de Chiquinho Conde.

Lançado no “onze”, contrariamente ao que aconteceu na partida do último sábado no Estádio Nacional do Zimpeto, Zidane Sidat chamou a si o seu talento, marcando o primeiro golo da selecção nacional.

Passava um minuto após o arranque da partida. Este é, por sinal, o segundo golo do talentoso jogador, tendo em conta que, no jogo da primeira mão, também marcou. O camisola 11 dos Mambinhas é, para já, o melhor marcador da selecção.

Sem necessariamente discutir o jogo em pé de igualdade, comparando com o jogo da primeira mão, o conjunto das Maurícias apresentou-se diferente, criando muitas dificuldades à equipa de Chiquinho Conde. A primeira parte da partida terminou com o combinado nacional em vantagem.

Na segunda metade, os Mambinhas entraram mais acutilantes ainda, obrigando o seu adversário a missões defensivas aturadas. Ainda assim, a turma moçambicana pecava no capítulo da finalização, muito embora criasse muitas oportunidades de golo.

De forma tímida, as Maurícias tentavam chegar à baliza moçambicana sem, no entanto, criar enormes dissabores. Fruto do volume de jogo, os Mambinhas chegaram ao segundo golo, por intermédio de Ivan Mário, à passagem dos 81 minutos.

Mesmo com a questão da eliminatória já resolvida para Moçambique, os mauricianos não baixaram os braços, tendo lutado para, pelo menos, marcarem o tento de honra.

E como resultado disso, o conjunto das Maurícias viria a chegar ao golo, já nos descontos (90+1), através de Aristides, que soube aproveitar a desatenção da defensiva moçambicana. Moçambique transita para a segunda eliminatória, onde entre os dias 20 e 28 de Outubro próximo deverá defrontar a selecção do Gana.

Além de acesso ao CAN, esta campanha serve para as qualificações para os Jogos Olímpicos.

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