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O País – A verdade como notícia

A cidade de Quelimane, capital provincial da Zambézia, acolhe, de 14 a 16 de Outubro, a “poule” de apuramento da zona centro à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. A Liga Moçambicana de Basquetebol terá lugar de 21 de Outubro a 6 de Novembro, no pavilhão do Maxaquene.

A última vez em que Zambézia teve um representante na Liga Moçambicana de Basquetebol foi em 2016, quando CAME de Quelimane disputou a prova em Maputo.

Esta formação terminou a prova na penúltima posição com apenas uma vitória em seis jogos (venceu o Vaz Team da Beira, por 67-58, em jogo da terceira jornada da fase regular) e foi despromovida da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Seis anos depois, e com fortes ambições de voltar a ter um representante no Campeonato Nacional de Basquetebol sénior masculino, a província da Zambézia assumiu a responsabilidade de sediar a fase de apuramento ao certame.

Os jogos estão agendados para o pavilhão Favezal, recinto que está, neste momento, a beneficiar-se de retoques para estar em condições de receber os “artistas” da modalidade da bola ao cesto.

“Decidimos organizar a prova pelo facto de estarmos ausentes há bastante tempo. Zambézia tem potencial para contribuir para o desenvolvimento do basquetebol”, explicou Zema Passades, presidente da Associação de Basquetebol da Zambézia.

Para atacar esta prova, que contará com a participação de quatro equipas, o Sporting de Quelimane projecta reforçar com os irmãos Pio “Lingras” Matos, Augusto “Gordo” Matos e Amarildo Matos, e ainda Octávio Gregório Magoliço, este último com estatuto de basquetebolista moçambicano com mais Campeonatos Africanos disputados.

“Estamos dispostos a pegar nesta oportunidade para ver se aparecemos a competir ao mais alto nível em Maputo”, notou.

A Direcção Provincial da Juventude e Desportos da Zambézia diz estarem criadas todas as condições para que o evento decorra sem sobressaltos.

“Todo o esforço está a ser feito para que, realmente, este evento decorra sem sobressaltos”, garantiu José Lobo da Direcção Provincial da Juventude e Desportos da Zambézia.

Sérgio Faife Matsolo será apresentado, esta quinta-feira, como novo treinador do Textáfrica de Chimoio. O técnico deverá assinar um contrato válido por uma temporada, sendo que o objectivo passa por apurar o primeiro campeão nacional ao Moçambola 2023.

Um ano e três meses depois de ter sucedido, à última hora, a Artur Semedo no Textáfrica de Chimoio (ndr: Semedo viria, um dia após a sua confirmação como técnico dos “fabris do planalto”, a ser apresentado no Costa Sol), Sérgio Faife voa novamente para o planalto de Manica, para assumir novo compromisso com o clube em que a lenda Mário Esteves Coluna fez dele primeiro campeão nacional.

Desta vez, claro, com desafio completamente diferente do que lhe foi colocado em Agosto do ano passado: devolver os “frabris” do planalto à elite do futebol moçambicano.

E a marcha para o Moçambola 2023 inicia-se no próximo dia 15 de Outubro, data em que arranca a “poule” de apuramento da zona centro. O sorteio, esse, está agendado para o dia 10 de Outubro na sede social da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

Os “fabris” do planalto ganharam o direito de disputar o acesso ao Moçambola 2023, depois de terem conquistado o Campeonato Provincial de Manica com 31 pontos. O Textáfrica de Chimoio teve, na prova, um saldo de nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota.

O primeiro campeão nacional teve o melhor ataque e defesa da prova com 23 golos marcados e 7 sofridos.

Dar continuidade a uma campanha notável é o grande objectivo de Sérgio Faife, técnico que vinha trabalhando no Desportivo Maputo, conjunto que falhou o acesso à “poule” de apuramento da zona sul.

Na sua folha de serviço como treinador, Faife já orientou o Chingale de Tete, Ferroviário de Nampula, Liga Desportiva de Maputo, Incomáti, Ferroviário de Nacala, Costa do Sol e Estrela Vermelha.

De resto, em 2015, levou o Ferroviário de Nacala à conquista da Taça BNI, após vitória sobre o Costa do Sol, por 5-4, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades (0-0 no tempo regulamentar).

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2022, é a data indicada pelas autoridades governamentais de Vilankulo para a entrega “definitiva” da Arena, palco dos jogos do Campeonato Africano da modalidade. Não haverá mais “prolongamento” do tempo!

É, pelo menos, a garantia dada pelo presidente do Conselho Autárquico de Vilankulo, Wiliam Tuzine, em entrevista ao “O País”.

Na corrida contra o relógio, até porque o cronograma está cada vez mais apertado, faz-se das “tripas o coração”, em Vilankulo, para se concluir o processo de montagem de cadeiras plásticas e balizas de fibra.

Há, igualmente, trabalhos tendo em vista a montagem do merchandising à volta do campo assim como o painel publicitário.

A corrida para se colocar tudo no ponto é feita dia e noite, com os trabalhos a decorrerem, para já, a uma velocidade de cruzeiro.

Foi, por exemplo, concluída a montagem de espaços verdes em volta à arena, assim como a pavimentação de alguns espaços e ornamentação com plantas de atavio, segundo recomendações da inspecção da Confederação Africana de Futebol (CAF).

“Os balneários para os árbitros, atletas, personalidades convidadas para o evento e o público em geral já estão prontos”, disse Wiliam Tuzine.

O campo está “no ponto” para acolher jogos de futebol de praia e há, no seio da comissão organizadora do Campeonato Africano da modalidade, a convicção de que a infra-estrutura é uma das melhores do continente.

“Está tudo pronto em relação ao campo; já se pode praticar futebol de praia. Este campo é diferente do outro; este é um dos melhores de África, por isso se exigia a questão de qualidade, seguindo o rigor técnico e não só”, assegurou Wiliam Tuzine.

Segue-se uma avaliação sobre toda a logística em torno desta competição que vai movimentar oito selecções africanas.

“Agora, o desafio que resta é a verificação das questões de logística, transporte, segurança e “pensarmos já em acomodar os atletas”.

Importa recordar que o Governo moçambicano deu luz verde para que o país se candidatasse à organização do CAN de Futebol de Praia, tendo, para tal, dado uma carta de garantia à CAF.

A competição conta com a participação de Moçambique, anfitrião; Malawi, Nigéria e Marrocos, todos inseridos no grupo “A”, e Senegal, campeão africano em título; Uganda, Madagáscar e Egipto.

O seleccionador nacional, Dário Monteiro, divulgou os 20 jogadores que vão representar a selecção nacional de sub-20, os Mambinhas, no torneio regional Cosafa da categoria, prova na qual o país é detentor do troféu. Da lista dos chamados, apenas dois jogadores  da selecção que conquistou a prova em Dezembro de 2020 “sobrevivem”.

São 20 os sub-20 chamados por Dário Monteiro, que entraram, esta segunda-feira, em estágio para a sua participação no torneio regional do Cosafa, prova que arranca esta quinta-feira, no vizinho Reino de eSwatini.

Dos convocados por Dário Monteiro, apenas dois jogadores da selecção que fez história e conquistou a prova em 2020 “sobrevivem”, nomeadamente os jogadores da Black Bulls Ayton Zerefos e José “DJ” Zavale.

Outra das novidades da convocatória do seleccionador nacional dos Sub-20 é a chamada de dois jogadores que actuam no estrangeiro, nomeadamente, Edson Lobo Mucuana (do Vilafranquense de Portugal) e Djwa Manave Ramos (do FC Torrente de Espanha).

A estes dois estrangeiros juntam-se os restantes das equipas internas, com destaque para o Ferroviário de Maputo e a Liga Desportiva de Maputo, que contribuem com maior número de atletas, quatro atletas por cada.

Black Bulls, com três jogadores, e Costa do Sol e Ferroviário de Nampula, com dois jogadores cada, seguem na lista dos que mais cedem os seus jogadores à selecção nacional de futebol de sub-20. Do centro do país, quatro equipas disponibilizam um jogador cada, nomeadamente, o Ferroviário da Beira, Têxtil de Púnguè, União Desportiva do Songo e Textáfrica do Chimoio, além dos dois jogadores estrangeiros que representam os seus clubes em Portugal e Espanha.

Para esta competição, Dário Monteiro trabalhou durante cerca de dois meses com mais de 35 jogadores, com os quais foi preparando a revalidação do troféu, uma tarefa que o seleccionador nacional considerou que não será fácil.

Monteiro assumiu que não entra para esta competição com a toalha atirada ao chão e garantiu que os Mambinhas vão entrar para disputar jogo a jogo até chegar ao seu objectivo.

Moçambique está integrado no Grupo B do torneio Cosafa que se disputa no eSwatini, juntamente com as congéneres de Seychelles, Angola e Lesotho, selecções que defronta de forma sequenciada nos dias 8, 10 e 12, respectivamente, na primeira fase.

No grupo A, perfilam as selecções da eSwatini, Zâmbia, Botswana e Maurícias, enquanto, no  grupo C, estão as selecções da Namíbia, África do Sul, Comores e Malawi.

Para as meias-finais, qualificam-se os vencedores dos três grupos e o melhor segundo de todos grupos.

O combinado nacional deixa Maputo esta quarta-feira, via terrestre, com destino a Manzine, no Reino de eSwatine, para participar no torneio Cosafa, que decorre de 7 a 16 do corrente mês.

O torneio Cosafa deste ano qualifica o representante regional para o Campeonato Africano de Sub-20, que  terá lugar no Egipto, no próximo ano. No ano passado, a prova não teve lugar devido à pandemia da COVID-19.

 

LISTA DOS CONVOCADOS

ASSOCIAÇÃO BLACK BULLS

Aylton Zerefos

José  Zavala

Atílio Henriques

 

CLUBEFERROVIARIO DE MAPUTO

António Sumbane

Ezequiel Machava

Dénio Munhave

Edilson Nhabanga

 

CLUBE FERROVIÁRIO DA BEIRA

Leonel Arnaldo Queha

 

TEXTIL DE PUNGUE

Chamito Alfandega

 

UNIÃO DESPORTIVA DO SONGO

Ximini Chalinda

 

CLUBE DE DESPORTOS COSTA DO SOL

Acácio Edmilson Muendane

António Langa

 

LIGA DESPORTIVA DE MAPUTO

Ananias Tembe

Pene Simango

José Valipavale

Kayns Abdala

 

CLUBE FERROVIARIO DE NAMPULA

Fasistêncio Maria João

Calilo Traore

 

TEXTAFRICA DE CHIMOIO

lvan Petrosse Tropa

 

U.D VILAFRANQUENSE-PORTUGAL

Edson Lobo Mucuana

 

FC TORRENTE – ESPANHA

Djwa Manave Ramos

A inpecção da Confederação Africana de Futebol (CAF) chega, na próxima semana, a Vilankulo, para fazer a vistoria das obras de construção da arena que vai acolher o “africano” de futebol de praia.

O prazo de 20 dias estabelecidos pela inspecção da CAF para a conclusão das obras venceu-se no último sábado.

E porque não há tempo a perder, o empreiteiro das obras trabalha tendo em vista garantir a conclusão das obras, facto que deverá acontecer antes do arranque do “africano” de futebol de praia, prova que o país vai acolher pela primeira vez.

O secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Hilário Madeira, diz que as obras de construção da arena de Vilankulo estão a decorrer a um bom ritmo, na medida em que, segundo ele, já estão num estado avançado.

“Posso garantir que as obras já estão a 80% de execução. Nós, como federação, estamos a fazer a nossa parte, e o Governo local tem estado, também, a fazer a sua. Em suma, estamos todos empenhados nesta causa”, garante Hilário Madeira.

Madeira garante, ainda, que, com o curso da obras, o campeonato africano de futebol de praia será realizado em Vilankulo, afastando, deste modo, a possibilidade de a prova passar para um outro país, como se chegou a cogitar.

Na sua última passagem por Vilankulo, a inspecção não terá gostado do que viu, tendo em conta que as obras estavam atrasadas. Na altura, a inspecção da CAF teria dado um prazo de 20 dias à FMF para que concluísse as obras, sob pena de retirar a organização do evento.

O organismo que gere o futebol moçambicano alegou, na altura, que o atraso das obras se devia ao défice financeiro de 20 milhões de Meticais para a conclusão das obras das infra-estruturas que vão acolher a mais importante competição de futebol de praia ao nível do continente africano.

Para colmatar esse défice, o Governo, através da Secretaria de Estado do Desporto (SED) teve de intervir, injectando dinheiro. Uma vez vencido o prazo estabelecido pela CAF, um elemento deste organismo deverá chegar a Vilankulo na próxima semana, a fim de fazer a inspecção das obras.

Segundo Hilário Madeira, além de fazer a inspecção, o mandatário da CAF deverá fazer a monitoria das obras até à sua conclusão. Essa medida visa, segundo Madeira, garantir que todas as questões ligadas às infra-estruturas estejam acautelas.

O Ferroviário da Beira defronta, no próximo sábado, o Diables Noirs da República do Congo, em partida da primeira mão da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF. O jogo terá lugar no Estádio Nacional do Zimpeto. O treinador dos “locomotivas” de Chiveve está confiante num bom resultado.

A participação do Ferroviário da Beira na Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, continua, este sábado, com a disputa da segunda eliminatória.

Depois de eliminar o Santé Abache do Chad, equipa que o Ferroviário da Beira afastou com agregado de 3-1, na primeira eliminatória da Taça da Confederação, o próximo adversário chama-se Diables Noirs do Congo, equipa que conquistou a Taça do Congo na edição 2021/2022.

Ainda sem competições internamente, já que o campeonato do Congo se inicia a 23 de Outubro corrente, Wedson Nyirenda diz não temer o adversário, mas promete uma equipa forte e que lute para alcançar uma vitória na primeira mão, este sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto.

“Cada vez que a equipa joga está a crescer, porque começamos este ano a montar esta equipa, que é composta por jovens jogadores e, por isso, este jogo vai ser difícil”, começou por dizer o treinador zambiano ao serviço dos “locomotivas” de Chiveve.

Ainda assim, Nyirenda está confiante:  “Depois de termos afastado a equipa do Chad, agora vamos defrontar uma equipa muito forte, e precisamos de estar no nosso melhor. Precisamos de implementar melhor o nosso plano. Precisamos de vencer este jogo em casa, para estarmos em vantagem quando jogarmos fora”.

Para já, boas notícias chegam à equipa técnica dos “locomotivas” de Chiveve. Dois jogos sem João Bonde devido à lesão, o médio ofensivo está apto para defrontar os Diabos Negros do Congo.

Uma notícia que deixa a equipa técnica mais tranquila e mais confiante, segundo disse o treinador principal.

“João Bonde não estava em condições para este jogo por lesão, mas a equipa médica garantiu que ele estará em melhores condições para o próximo jogo”, disse Nyirenda, dando quase garantia de que o jogador será uma opção para a equipa vice-campeã nacional.

Depois da derrota, domingo, diante da Black Bulls, o Ferroviário da Beira reergue-se em Maputo, na preparação para o jogo deste sábado, a partir das 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Moçambique volta, dois anos depois, a estar no centro das atenções na modalidade de ténis. Entre os dias 4 e 16 de Outubro corrente, os “courts” do Jardim Tunduro acolhem, no seu bojo, a prova com maior “prize Money” no país: Open The Ténis Standard Bank.

É, pelo valor global de USD 30 mil (cerca de dois milhões de Meticais) a serem repartidos por cada “Futures”, um evento que atrai tenistas de vários quadrantes do mundo.

São tenistas que não só procuram pontuar para o “ranking” internacional da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), como também amealhar alguns valores.

Tais são os casos de Khololwam Montsi, tenista sul-africano que se encontra no 661º lugar do ranking da ATP, e Lourenzo Bochi, italiano que está na posição número 700.

Tal como nas anteriores edições, a edição deste ano vai movimentar três provas, neste caso, dois “Futures” na categoria de masculinos, bem como o “Top Moz”, sendo que esta última somente contará com a participação de tenistas nacionais.

Esta competição, com dimensão internacional, tem como principal objectivo promover a massificação do ténis, abrindo, igualmente, espaço para que os tenistas nacionais possam testar o seu nível com adversários mais cotados.

Aliás, sendo uma prova inserida no Circuito Internacional de Ténis (ITF Men’s Circuit) e pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), há, claramente, enormíssimas vantagens para os atletas nacionais ganharem mais tarimba competitiva.

Entretanto, as qualificações para o primeiro “Futures” arrancaram hoje, nos “courts” do Jardim Tunduro, sendo que a segunda está agendada para o próximo dia 8 de Outubro.

Falando hoje, no lançamento da prova, o presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Jonas Alberto, assegurou estarem criadas todas as condições para atingir os grandes níveis competitivos alcançados no passado.

“Temos, para a primeira semana, cinquenta atletas, incluindo três moçambicanos. Para a segunda semana, esperamos ter cinquenta e dois atletas. Não podemos ter mais pelas limitações de espaço que temos para receber atletas”, explicou Jonas Alberto.

O certame tem sido bastante concorrido dado os atractivos prémios, assim como o bom quadro competitivo. “Recebemos 600 inscrições mas, infelizmente, nem todos os atletas podem participar. Na verdade, tivemos que limitar o número de participantes e seleccionar os melhores. Somente 50 atletas é que puderam permanecer na nossa lista”, frisou.

A expectativa é que, no segundo “Future”, haja mais atletas que procuram dar nas vistas e o salto no “ranking” da ATP.

“Nós esperamos que o evento corra muito bem. Temos estado a ver bons jogos. Mesmo nas qualificações, temos assistido à entrega dos atletas”.

Um dos mais promissores tenistas da actualidade, Jaime Sigaúque, quer chegar o mais longe possível na prestigiante competição de ténis. O vice-campeão nacional de ténis quer capitalizar a experiência adquirida em provas internacionais para fazer uma boa campanha no Open de Ténis Standard Bank.

“Em primeiro lugar, quero agradecer à Federação Moçambicana de Ténis e ao Standard Bank pela oportunidade. É uma honra e satisfação poder disputar este evento. É um bom torneio que nos ajuda a melhorar a nossa performance”, destacou.

Sigaúque acredita que os tenistas moçambicanos podem “dar o seu melhor e alcançar bons resultados”, mesmo ciente que os adversários têm mais ritmo competitivo.

“O processo de preparação decorreu muito bem. Tenho confiança numa boa prestação neste campeonato. Vou procurar dar o meu melhor para representar bem o país”, prometeu.

Por sua vez, o administrador-delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício, disse que a instituição vai continuar a apoiar iniciativas que visam a massificação do desporto. “Para nós, é um prazer apoiar, mais uma vez, este torneio internacional que traz a Moçambique os melhores atletas do mundo. Estamos a falar de atletas que estão dentro do ‘ranking’”, observou.

Aparício destacou, por outro lado, o facto de esta competição reunir algumas referências da modalidade. “Eu falava com o presidente da Federação Moçambicana de Ténis, que destacou a presença, na prova, de dois atletas que estão numa lista de 600 melhores classificados no ‘ranking’. São atletas com uma grande margem de progressão”, disse para depois acrescentar que “esperamos, um dia, vê-los em posições muito mais elevadas”.

Lembre-se que o tenista moçambicano Jossefa Simão foi o grande vencedor da 7ª edição do Standard Bank Open. Jossefa Simão sagrou-se campeão na categoria reservada aos atletas profissionais (PRO), singulares homens, tendo derrotado Liberty Nzula por dois sets a um, com os parciais de 7-6, 2-6 e 6-2.

Precisamente no dia em que a bola começa a rolar, na Argélia, a 13 de Janeiro, os Mambas vão entrar em cena no CHAN 2022 para se baterem com a Etiópia, em jogo da ronda inaugural da competição.

Trata-se de uma selecção que, juntamente com o Egipto e o Sudão, foi uma das três primeiras a participar na primeira edição do Campeonato Africano das Nações, em 1957. Os etíopes começaram a fase de apuramento ao CHAN 2022 com um empate a zero diante do Sudão do Sul, em jogo da primeira mão da primeira eliminatória.

Depois, a 28 de Julho, receberam e golearam o Sudão do Sul por 5-0, em desafio disputado no Benjamin Mkapa Stadium, em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Na segunda eliminatória, o primeiro adversário dos Mambas no CHAN teve como adversário o Ruanda. No duelo da primeira mão, realizado a 26 de Agosto, houve registo de um empate sem abertura de contagem.

A 3 de Setembro, em Kigali, Ruanda, o avançado Hotessa marcou, aos  22′, o tento que ditou a qualificação dos etíopes. Actualmente, a Etiópia é orientada por Abraham Mebratu, sendo capitaneada por Shimelis Bekele.

Reza a história que, até 1963, a Etiópia era uma das selecções de futebol mais fortes da África, mas o boicote promovido por outras nações do continente em protesto ao número de vagas disponibilizadas pela FIFA, durante as eliminatórias para o Mundial de 1966, enfraqueceu-a.

Durante as eliminatórias para o Mundial de 2010, a Federação Etíope de Futebol foi suspensa pelo comité de urgência da FIFA, por não cumprir as exigências propostas para melhorar a situação do futebol naquele país (o órgão considerou a saída dos antigos dirigentes ilegal).

Na sequência da crise instalada no futebol, foi convocada uma assembleia-geral para resolver a questão, mas tal não aconteceu. A Etiópia, que estava inserida no mesmo grupo com Marrocos, Mauritânia e Ruanda, viu todos os seus resultados anulados. Porém, com a eleição dos novos integrantes, a FIFA cancelou a punição.

 

SEGUE-SE A LÍBIA, QUATRO DIAS DEPOIS

Quatro dias depois de se estrear no CHAN 2022, a selecção nacional de futebol vai medir forças com a Líbia, campeã em 2014. Os líbios contabilizam quatro participações no CHAN, designadamente em 2009, 2014, 2018 e 2020.

Os líbios estão na posição 121 no “ranking” da FIFA com 1148,4 pontos, sendo agora orientada pelo espanhol Javier Clemente. O técnico espanhol assumiu, pela primeira vez, o comando da Líbia em Outubro de 2013 sucedendo, no cargo, a Abdelhafid al-Rabich, que se demitiu depois de a Líbia ter comprometido a qualificação ao Mundial 2014.

Renovou, depois, o contrato em Fevereiro de 2022 por força do trabalho notável que está a desenvolver na selecção da Líbia.

Javier Clemente foi seleccionador de Espanha entre 1992 e 1998, além de ter passado pelas selecções da Sérvia e Camarões.

A selecção da Líbia participou três vezes no Campeonato Africano das Nações (ordinário e não o CHAN), sendo que o segundo lugar alcançado em 1982 é a sua melhor prestação de todos os tempos.

Nesta memorável prova, e na qualidade de anfitriã, a Líbia esteve inserida no grupo “A” juntamente com Gana, Camarões e Tunísia. Na partida inaugural, os líbios empataram a duas bolas com o Gana, em desafio realizado em Trípoli. Diante da Tunísia, na segunda jornada, a Líbia venceu por 2-0, seguindo-se um empate sem abertura de contagem com os Camarões.

Nas meias-finais, a Líbia até esteve a perder por 1-0 diante da Zâmbia, mas, depois, fez a remontada vencendo por 2-1.

A 19 de Março, no decisivo jogo da final frente ao Gana, a Líbia perdeu por 7-6, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades.

Ao nível da Taça das Nações Árabes, os líbios tiveram o melhor registo em 1964 e 2012, quando ficaram em segundo lugar. Já em 1966, a selecção nacional de futebol da Líbia terminou a prova na terceira posição.

 

…ARGÉLIA A FECHAR A FASE DE GRUPOS

Anfitriã, a Argélia é uma das forças do futebol africano ao nível de selecções. De resto, no seu registo, há a assinalar a presença em quatro edições do Campeonato do Mundo: 1982, 1986, 2010 e 2014.

Os argelinos conquistaram, em 1990, o seu primeiro Campeonato Africano das Nações quando sediaram a prova. Na final, contra a Nigéria, no Estádio 5 de Julho de 1962, os argelinos venceram por um a zero, com golo marcado por Chérif Oudjani, aos 38 minutos. O craque argelino da época, Rabah Madjer, foi eleito o melhor jogador da competição, enquanto Djamel Menad foi artilheiro com quatro golos.

Após ter vencido o Campeonato Africano das Nações, a Argélia não conseguiu a qualificação para o Campeonato do Mundo de 1990 na Itália. NO CAN 1992, a Argélia decepcionou, registando uma derrota contra a Costa do Marfim (3-0) e um empate frente ao Congo (1-1 com golo de Nacer Bouiche). Em 1994, a Argélia foi desqualificada do Campeonato Africano das Nações de 1994 na Tunísia, devido à utilização irregular de um jogador.

Pela segunda vez na história, a Argélia conquistou, em 2019, o Campeonato Africano das Nações (CAN). O título foi alcançado a 19 de Julho com a vitória por um a zero diante do Senegal, com o tento solitário e valioso a ser apontado por Baghdad Bounedjah logo aos dois minutos do jogo.

Em 1996, os argelinos participaram no CAN, mas foram eliminados pela anfitriã, África do Sul, nos quartos-de-final.

Durante o CAN 1998, no Burquina Faso, a Argélia ficou em último no seu grupo, com três derrotas, e foi eliminada precocemente. Já em 2000, os argelinos transitaram para a segunda fase, numa prova em que somaram apenas uma derrota na fase de grupos diante dos Camarões (2-1). A Argélia não conseguiu passar da primeira fase em 2002, mas conseguiu chegar aos quartos-de-final em 2004.

Há ainda a assinalar que, em 2006 e 2008, a Argélia falhou o acesso ao Campeonato Africano.

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