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O País – A verdade como notícia

Mais de 400 famílias e várias infra-estruturas públicas estão ligadas à rede eléctrica nacional, desde esta segunda-feira, no povoado de Nhamithembe, no distrito de Marínguè, em Sofala.

O Posto de Transformação (PT) de energia foi inaugurado pelo governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, no seguimento de uma solicitação do Governo Distrital de Marínguè, em Março passado, num evento dirigido pelo Presidente da República.

“A inauguração deste PT é prova do esforço do Governo na expansão de infra-estruturas socio-económicas com o objectivo de alavancar a capacidade produtiva e levar o bem-estar ao povo, com maior enfoque para as zonas rurais. A chegada de energia à população de Nhamithembe significa a materialização de um dos nossos objectivos, designadamente, a colocação de infra-estruturas que estimulam as actividades produtivas, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida da nossa população”, disse Lourenço Bulha.

A cerimónia de inauguração foi testemunhada por Manuel Soares, presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, instituição que apoiou a instalação do PT no âmbito da sua responsabilidade social.

O dirigente destacou a importância da infra-estrutura para a população local e reiterou o compromisso do Banco em contribuir no progresso social e económico das comunidades.

“Por nos identificarmos com a causa, envidámos esforços e mobilizámos os recursos necessários para tornar este sonho uma realidade. É expectativa do Banco que o sistema eléctrico inaugurado ajude a dinamizar a actividade económica neste povoado e atraia outros serviços essenciais cuja instalação estava condicionada à disponibilidade de energia eléctrica de qualidade”, referiu Manuel Soares.

Na ocasião, o Banco doou sementes agrícolas aos agricultores locais, para o fortalecimento da produção em Marínguè na campanha agrícola 2022/2023 que se inicia este mês.

A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado ainda não sabe de quem são os contentores com madeira ilegal apreendidos em Agosto deste ano, quando estavam para ser exportados para a China. Dos 65 contentores anunciados pela Agência de Controlo e Qualidade Ambiental, a Procuradoria confirma apenas 22, contendo madeira em toros.

Os contentores com madeira ilegal, que estavam para sair de Moçambique para a República Popular da China, foram apreendidos no porto de Pemba, pelo Serviço de Investigação Criminal, e cerca de dois meses depois, pouco ou quase nada se sabe sobre o caso.

Durante a operação, foram apreendidos 33 contentores, mas a Procuradoria teve que libertar alguns que tinham madeira numa situação considerada legal.

Este é o primeiro caso de tentativa de exportação ilegal de madeira em Cabo Delgado. Não foram registadas detenções.

A previsão do tempo para hoje indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 25 e 38 graus Celsius de máxima.  A cidade de Tete será a mais quente.

De acordo com o INAM, a região sul do país poderá registar chuvas fracas ou chuviscos nas zonas costeiras.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 30, 34, 38 e 34 e  mínimas de 21, 15, 24 e 20 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 33,30,29 e mínimas de 18,20 e 10 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 26, 25, 31 e 30 e mínimas de 19, 19, 21 e 21 graus Celsius.

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de ventos a soprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

O pedido foi feito, este sábado, em Maputo, no âmbito da comemoração do dia internacional da bengala branca, estabelecido pela Federação Internacional dos Cegos, em 1970, para consciencialização das necessidades deste tipo de deficiência.

A educação é um direito e dever de cada cidadão, tal como consagra a constituição da República de Moçambique, entretanto, as pessoas com deficiência vêm-se, muitas vezes, privadas desse direito fundamental.

Nas celebrações do dia Internacional da Bengala Branca, data instituída em 1970 com vista a chamar atenção às necessidades deste grupo social, o tema educação inclusiva soou como um grito de socorro.

No evento central, que mascarou as festividades da efeméride, “O País” conversou com José Chiaule. Ele contou que adquiriu a deficiência visual na infância e desde então enfrentou muito estigma e preconceito. O seu processo de formação é de igual modo deficitário, mas Chiaule vence todos os obstáculos, e já há mais de 20 anos, que dá aulas a alunos do nível superior.

“ Quando terminei o ensino geral, a primeira universidade a que tentei ingressar foi a universidade Eduardo Mondlane, na altura não consegui devido à minha deficiência visual. Depois consegui na Universidade Politécnica. Passado um tempo a UEM me chama para trabalhar como docente e em 2010 comecei a dar aulas”, explicou.

Exemplos como os do professor José são poucos no país. O facto acontece, segundo os membros da Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO), devido à falta de inclusão no sector da educação.

“Os professores ainda não estão preparado para lidar com a pessoa com deficiência visual porque eles não conhecem a grafia braile”, Isaura Baptista-membro da ACAMO

Nas escolas inclusivas, que já existem no país, os membros da ACAMO dizem que há também falta de material didático.

“ O material didático é o grande desafio, porque nós usamos material específico, o país não produz, por isso tem que ser importado. Outro desafio tem a ver com os livros de distribuição gratuita. Até o momento apenas o livro da terceira classe foi traduzido em braile, nós também queremos ter outros livros gratuitos em braile.” Rosita Maló, Secretária da ACAMO.

Para se ter uma ideia da necessidade, a delegada provincial da ACAMO, Emília De Fátima explica que “ Todas (as máquinas de braille) estão avariadas. No momento não temos nenhuma. A máquina de braile é muito cara, custa em torno de 120 mil meticais. O ideal seria termos pelo menos 25 máquinas”.

As reclamações foram feitas no âmbito das celebrações do dia internacional da bengala branca, estabelecido pela Federação Internacional dos Cegos, em 1970, para consciencialização das necessidades deste tipo de deficiência.

Moradores da Katembe, na Cidade de Maputo, querem mais água potável e soluções para o problema de transportes de passageiros. O pedido foi feito, esta sexta-feira, ao edil de Maputo, Eneas Comiche, durante um comício popular.

De visita ao distrito Municipal da Katembe, nesta sexta-feira, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), Eneas Comiche, inteirou-se da execução das obras de duas infraestruturas públicas e logo a seguir interagiu com a população, com vista a colher as maiores preocupações e buscar as prováveis soluções.

“Temos de criar capacidade de modo a que ao nível do distrito possa-se intervir sempre que necessário”, disse o edil da Cidade de Maputo ao dirigir- se dirigir aos residentes daquele distrito, que a princípio o confrontaram com o drama da falta de água potável que vivem há anos.

“Temos água aqui na Katembe mas é salgada e não conseguimos beber. Para tomarmos chá, eu tenho que ir buscar vinte litros de água em Guachene. Para cozinhar temo-nos ajeitado com aquela, mas sai espuma quando preparamos arroz ou caril”, relatou Leonor Jorge.

Para a vida correr normalmente, não falta apenas água na Katembe, o transporte para circular no interior do distrito é outra preocupação que cresce, com o surgimento de novos bairros, segundo queixou ao edil Sabina Jorge.

“Os moradores de Chali não tem transporte semicolectivo de passageiros. Quando temos carga devemos alugar carros para nos levar ao destino. Há coisas em falta papá. Pedimos transporte que passe desta estrada. Já faz muito tempo que pedimos mas não vemos a resposta. Iremos ficar com a voz roca”.

E a solução exigida pelos residentes é imediata.

“Papá pedimos transporte, porque inicialmente tínhamos um machimbombo que nos beneficiava bastante, quando inauguraram a estrada. Mas o tal carro só trabalhou durante dois meses e desapareceu. Nunca mais voltou”, clamou Isac Albino.

O director da área de transportes diz que a edilidade já tem um plano para pôr fim ao problema.

“Na zona da rotunda teremos uma terminal, através da qual vai-se fazer interligação aos bairros de Chamissava, Chali, Inguide, e tantos outros. Nós vamos desenhar estratégias para que algumas viaturas circulem apenas internamente”, garantiu Nelson Massango, director de Mobilidade, Transportes e Transito, no município de Maputo. Sobre a falta de transporte da baixa da Cidade de Maputo ao distrito municipal Ka Tembe, no período nocturno, o município garante haver negociações com os transportadores para estenderem o horário.

Voltou a funcionar a única morgue da Katembe, na cidade de Maputo, após cerca de um ano paralisada. Os residentes do distrito Municipal tinham de se deslocar à Bela Vista ou ao Hospital Geral José Macamo para conservar os corpos dos seus entes queridos.

O distrito municipal Katembe, na cidade de Maputo, possui apenas uma morgue para atender a necessidade de conservação de corpos.

Durante cerca de um ano, os serviços ficaram condicionados no distrito, devido à vandalização do sistema eléctrico no Centro de Saúde da Katembe, que impossibilitou o funcionamento da morgue.

Os moradores tinham que se deslocar à Bela Vista ou ao Hospital Geral José Macamo, para conservar os corpos de seus entes queridos nas respectivas morgues, segundo fez saber o director da saúde daquele distrito, Francisco Mucavel.

“Tivemos um período difícil para conservar os corpos devido a avaria da morgue condicionada pela fraca qualidade de corrente eléctrica que era fornecida ao centro de saúde. Para melhorar houve a necessidade de instalação de um posto de transformação de energia e neste momento o centro de saúde tem uma linha autónoma para o fornecimento de energia de qualidade para o bom funcionamento da morgue”, explicou Mucavel.

Com a reposição do sistema elétrico, a morgue tem a capacidade para conservar nove corpos, com uma média diária de três mortes.

“A morgue veio resolver a preocupação da população deste distrito, porque antigamente tinham custos para transladar os corpos por conta própria para outros pontos da província”, acrescentou Francisco Mucavel.  

No entanto, a Direcção da Saúde do distrito está preocupada com a segurança nas unidades sanitárias, devido a falta de vedação em três das quatro unidades sanitárias.

Os dados são do Ministério da Saúde (MISAU) e dizem respeito aos primeiros semestres dos anos de 2021 e 2022. O MISAU diz que a descriminalização do aborto contribui para que haja redução dos casos.

O aborto é a quinta causa de morte de mães e bebés em Moçambique, o que põe o país na lista dos países com mais casos de mortalidade materno-infantil. Os números até reduziram, se comparado o primeiro semestre do ano passado ao igual período deste ano, houve uma redução de 2 mil para mil e oitocentos casos.

“Apesar de termos diminuído os casos de aborto inseguro, ainda temos um número elevado de gravidezes indesejadas, por isso antes mesmo de falarmos de aborto deveríamos falar de métodos de prevenção”, afirmou a Vice-Ministra da Saúde, Farida Urci.

Contudo, Urci diz que o sector da saúde ainda tem dificuldades de combater o aborto ilegal. Uma delas é convencer as raparigas da zona rural a aderirem aos serviços de aborto seguro.

“Nessas regiões a tendência é de a raparigas recorrer a medicina tradicional para fazer o aborto, que muitas vezes resultam em complicações muito serias que podem ir desde a infertilidade à morte” disse.

Para minimizar o problema, em 2017 entrou em vigor a lei que despenaliza o aborto, que pode ter contribuído para que se aceda ao aborto seguro, dado que de 2020 a 2021, houve um aumento de cinco mil para 22 mil casos de abortos feitos em hospitais.

Todavia, a vice-ministra da Saúde MISAU diz que a lei é pouco conhecida, pelo que decorrem campanhas para a sua divulgação.

Farida Urci falava, esta sexta-feira, em Maputo, no âmbito da conferência alusiva ao dia internacional do aborto seguro celebrado a 28 de Setembro sob o lema “Aborto Seguro em Tempos Incertos”.

A Vulcan Mozambique lançou, na Cidade de Tete, o projecto Mão Amiga, que visa apoiar as instituições de acolhimento às crianças vulneráveis e idosos, na vertente de promoção de saúde e bem-estar, através de acções sociais que possam contribuir para a melhoria das condições de vida de pessoas vulneráveis.

O projecto em causa visa realizar acções de prevenção de doenças endémicas, de doenças relacionadas à nutrição e promoção de saúde oral; fazer triagem, diagnóstico precoce e tratamento das doenças identificadas; promover a educação sexual nas raparigas e rapazes e o bem-estar das crianças que vivem com o HIV/SIDA, entre outras acções, através do departamento de Saúde da Vulcan, em parceria com as entidades de saúde locais da Província de Tete.

Por sua vez, o departamento de Desenvolvimento Social da Vulcan vai reabilitar e apetrechar infra-estruturas e maquinaria das instituições de acolhimento às crianças vulneráveis e idosos; fornecer assistência técnica para apoio na geração de renda e incremento dos meios de subsistência; abrir furos de água e apoiar na capacitação profissional para garantia de empregabilidade e apoio na transição para a vida independente.

Falando na ocasião, Delmira Petersburgo, gerente das áreas de Saúde, Higiene Ocupacional e Ergonomia, disse que essa é uma iniciativa do chairman da Vulcan, Naveen Jindal, que se enquadra na responsabilidade social da empresa e constitui uma resposta aos problemas emergentes na nossa comunidade. “É a busca da inclusão dos diversos actores para o desenvolvimento e sustentabilidade económica das comunidades de que somos parte”, referiu.

Com duração de dois anos, espera-se que o projecto Mão Amiga beneficie directamente mais de 300 pessoas de cinco centros de acolhimento e de apoio à velhice e orfanatos localizados na província de Tete.

A esposa do Governador da Província de Tete, Célia Viola, enfatizou o papel da Vulcan no apoio a projectos sociais na província. “É com satisfação que testemunhamos o lançamento do projecto “Mão Amiga”, a ser implementado nos distritos de Tete e Moatize e congratulamos a Vulcan pela iniciativa que, no âmbito da sua responsabilidade social, tem prestado apoio às comunidades com transparência e respeito a todas as classes”.

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