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O País – A verdade como notícia

Foi detido na manhã de sexta-feira um indivíduo de origem nigeriana, transportando 18 kg de cocaína. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) explica que o cidadão, de 54 anos, vinha do Brasil. Até aqui, é desconhecido o destino da droga.

Segundo o porta-voz do SERNIC, a detenção é fruto de uma investigação levada a cabo pela Polícia moçambicana e brasileira, que já investigava o uso dos aeroportos para entrada e saída de drogas.

“Já se tinha a informação da chegada de um cidadão africano, portando substância que já se suspeitava que se tratasse de drogas. Fez-se um trabalho de inteligência que culminou com a detenção deste indivíduo, na posse de uma mala contendo 36 pacotes, a princípio de café, mas, feito o trabalho, constatou-se que, no interior dos pacotes, estava disfarçado um outro produto, dentro de sacos bem selados e, feita a perícia preliminar, constatou-se que estamos perante uma droga, do tipo cocaína, numa quantidade de 18 kg”, avançou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal garante que o cidadão, de 54 anos de idade, não tem residência em Moçambique e diz que desconhece o destino da droga.

“Neste momento, serão seguidos os restantes trâmites legais para a responsabilização deste cidadão, bem como a identificação da quadrilha, pois estamos a falar de um crime organizado, por isso acreditamos que existem outros indivíduos envolvidos, assim como conhecer as prováveis rotas desta droga, e assim estancar a ocorrência deste crime que está a apoquentar a Cidade de Maputo”, disse.

Abordado, o indivíduo não quis dar detalhes sobre o crime de que é indiciado: “Eu vivo no Brasil há cerca de 10 anos. É a minha primeira vez aqui; eu já disse tudo que tinha a falar”.

Em Novembro de 2022, o SERNIC deteve uma cidadã sul-africana que transportava cinco kg de cocaína disfarçada em tapetes, vindo também do Brasil.

A INAE promete sanções contra ao delegado provincial de Nampula detido por suspeita de crimes de peculato, abuso de cargo ou funções e corrupção passiva para acto ilícito.O Delegado provincial de Nampula ora detido é acusado de cobrar 25 mil meticais a um agente económico de um estabelecimento encerrado pela instituição.

É mais um caso de corrupção na Inspeção Nacional das Actividades Económicas e desta vez é na província de Nampula.

“Confirma-mos a detenção do nosso colega o delegado provincial de Nampula onde este acusado de vários crimes pelo Gabinete Provincial de Combate a Corrupção, no dia 12 de Janeiro, por vários crimes entre os quais, suspeita de peculato, abuso de cargo ou funções e corrupção passiva” disse porta-voz da INAE, Tomas Timba.

Segundo o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção delegado apoderou-se de 66 latas de tinta que se encontravam cativadas nas instalações da delegação.

“ Nós como INAE temos os estatutos de trabalho e vamos tomar medidas administrativas após termos os resultados das investigações do Gabinete Provincial de Combate a Corrupção” reiterou o Porta-voz da Inspeção Nacional das Actividades Económicas.

De acordo com o Gabinete Provincial de Combate a Corrupção, o suspeito teria ordenado aos inspectores da instituição a entregar das chaves aos proprietários do estabelecimento comercial encerrado para efeitos de reabertura, sem a observância de procedimentos legais em troca de uma quantia de 25 mil meticais

A Polícia pronunciou-se na sexta-feira sobre o assassinato de uma mulher no dia anterior e diz que a mesma foi alvejada com três tiros. A PRM sabe que os malfeitores seguiram a mulher desde a sua casa até ao salão onde foi morta.

A cidadã assassinada quinta-feira na Cidade de Maputo tinha 60 anos e foi alvejada com três tiros, dois dos quais na cabeça, o que resultou na sua morte no local.

Segundo a Polícia, a quadrilha era composta por três indivíduos que se faziam transportar numa viatura ligeira e seguiram a vítima a partir da sua casa até ao local do crime.

“Um dos pormenores é que um deles portava uma arma de fogo do tipo pistola, de seguida introduziu-se no salão e efectuou três disparos, dos quais alguns atingiram a cabeça da senhora, o que foi determinante para a sua morte no local”, explicou Leonel Muchina, porta-voz da PRM na Cidade de Maputo.

A Polícia não avançou mais dados sobre a identidade da vítima, mas diz que residia nos arredores do bairro do Alto-Maé.

Sobre a quadrilha, que se colocou em fugo logo após o assassinato, a Polícia diz que tudo está a ser feito para a sua neutralização.

“Desde a ocorrência, estamos num esforço conjunto para o seu esclarecimento. Iremos socorrer-nos das evidências, desde as câmaras de vigilância que têm imagens privilegiadas, e estamos à busca de outras pistas conducentes a esclarecimento do caso”, explicou o porta-voz.

Houve 129 pessoas que morreram em 2022 vítimas de acidentes que aconteceram no mar e em rios e 44 foram dadas como desaparecidas. Inhambane foi a província com mais mortes.

As mortes e os desaparecimentos resultaram de um total de 170 acidentes marítimos. Os afogamentos e os ataques por animais no espaço marítimo são algumas das ocorrências que levaram às fatalidades.

“Estamos no processo de colocação de panfletos e cartazes para sensibilização aos banhistas, de modo a que possam tomar cautela face a estes problemas”, disse Leonid Chimarizene, porta-voz do Instituto Nacional do Mar, explicando que os 170 sinistros marítimos representam uma redução em relação a 2021. Tete teve mais acidentes no ano passado e Inhambane teve mais mortes.

“Temos redobrado esforços com vista a reduzir estes casos de acidentes marítimos, porque temos perdido vidas humanas e isso nos preocupa bastante.”

E, durante as festas do Natal e de transição de ano, os afogamentos aconteceram mais nas províncias da Zambézia e Maputo.

As informações foram partilhadas, na última sexta-feira, em conferência de imprensa, sobre os sinistros marítimos registados em 2022.

O Governo norte-americano, através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), entregou 100 cilindros de oxigénio para cada hospital provincial em Moçambique e 285 concentradores de oxigénio para hospitais provinciais e distritais.

De acordo com uma nota de imprensa da Embaixada dos EUA em Moçambique, os cilindros e concentradores doados contribuirão para garantir a disponibilidade de oxigénio aos pacientes nos hospitais que padecem de doenças respiratórias graves, incluindo a COVID-19.

A doação do povo americano tem por base o apoio anterior prestado ao Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU), num total de 1100 cilindros de oxigénio, 300 concentradores de oxigénio, 50 ventiladores portáteis, uma fábrica de oxigénio, vários outros equipamentos de fornecimento de oxigénio, bem como a formação de profissionais de saúde.

Além das acções, o Governo dos EUA forneceu ao país 14,2 milhões de doses de vacinas da COVID-19. O valor total do financiamento dos EUA concedido a Moçambique para combater a COVID-19 ascende, neste momento, a mais de 107 milhões de dólares, segundo a nota de imprensa da Embaixada dos EUA.

A directora da Missão da USAID, Helen Pataki, citada na mesma nota de imprensa, afirmou recentemente o seguinte: “Para muitas pessoas doentes, o oxigénio pode significar a diferença entre a vida e a morte. A nossa doação garante que os hospitais regionais possam armazenar mais oxigénio, tendo-o disponível quando se registam picos repentinos de doenças. Queremos que os hospitais regionais tenham o que necessitam para tratar doentes em estado grave no local”. Por exemplo, um dos concentradores doados foi para o Hospital Distrital de Nacala Porto, onde, recentemente, estava a fornecer oxigénio a cinco bebés prematuros que estavam a sobreviver graças à doação deste equipamento”.

Os programas de saúde representam uma componente crítica da assistência mais alargada do Governo dos EUA em Moçambique. Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos EUA fornece mais de 500 milhões de dólares em assistência anual com vista a melhorar a qualidade da educação e dos cuidados de saúde, promover a prosperidade económica e apoiar o desenvolvimento global da nação.

 

A Associação das Microempresas de Recolha de Lixo diz que a deficiente recolha de resíduos sólidos no interior dos bairros da Cidade de Maputo se deve à falta de locais para depositar o lixo e atira a culpa às empresas gestoras dos contentores de lixo.

Contentores cheios e com o lixo a transbordar é o cenário que caracteriza várias ruas nos bairros da Cidade de Maputo.

Em algumas, as próprias ruas transformaram-se aos poucos em lixeiras informais e, actualmente, constituem um problema crescente nos bairros, à medida que aumenta a preocupação dos munícipes com a saúde pública.

A Associação das Microempresas de Recolha de Lixo disse que tem conhecimento do problema e explicou que a resposta não está ao seu alcance.

“Este problema surge pela fraca remoção do lixo nos contentores, porque as microempresas dependem também de uma outra empresa que é da recolha secundária. O nosso trabalho é tirar lixo nas casas no interior dos bairros e de seguida depositar nos contentores”, disse Oliveira Pereira, presidente da Associação Moçambicana das Microempresas de Prestação de Serviços.

Há dias, o “O País” noticiou que os moradores estão indignados com a ineficiência  das microempresas de recolha de lixo.

O presidente da referida agremiação reagiu esta quinta-feira e explicou que o problema se deve à falta de locais para depositar o lixo.

“Há muito lixo à volta dos contentores e que estão também cheios. Nós temos a nossa tarefa que é tirar [o lixo] dos bairros até aos depósitos, mas, se não há condições, não temos como fazer o trabalho. Quando falamos com os gestores da empresa secundária de recolha de lixo, alegaram que o período chuvoso é que dificulta o processo, porque os camiões têm tido dificuldades de se fazer às lixeiras. Desta forma, nós não temos forças também para prosseguir.”

As 46 microempresas contratadas pelo Município de Maputo operam em 46 bairros, para garantir o saneamento. Sobre o problema, a edilidade não comentou.

Uma mulher foi assassinada, hoje, dentro de um salão de beleza na Cidade de Maputo. Testemunha conta que o crime foi protagonizado por dois homens, até agora em parte incerta.

Mais uma vida foi apagada na Cidade de Maputo. Em curto espaço de tempo, criminosos entraram num salão de beleza e abriram fogo contra uma senhora que se encontrava no interior. De seguida, puseram-se em fuga. No local da barbaridade, tanto o chão como a mobília ficaram pintados de sangue.

O facto ocorreu por volta das 15 horas desta quinta-feira, na Avenida Emília Daússe, nas proximidades da empresa municipal de Transporte Rodoviário de Maputo. Segundo algumas testemunhas, dois homens que se faziam transportar numa viatura ligeira, entraram no salão e abriram fogo contra uma cliente.

“Deram dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Depois disso, os dois homens saíram e foram-se embora como se nada tivesse acontecido”, contou uma testemunha em anonimato.

Contactados pelo “O País”  e sem gravar a entrevista, a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal disseram que já iniciaram investigações sobre o sucedido e prometeram pronunciar-se oportunamente.

Agência Metropolitana de Transportes reconhece a dívida de quatro meses de compensações aos transportadores e explica que tal ocorreu devido à demora na disponibilização das listas por parte da FEMATRO. Contudo, a AMT garante o pagamento total da dívida até ao fim deste mês.

Há dois dias, os operadores de transporte público de passageiros ameaçaram agravar a tarifa de transporte, alegadamente por se sentirem enganados pelo Governo que, dos seis meses de compensações prometidos, apenas pagou dois, sem nenhuma explicação.

Esta quinta-feira, a Agência Metropolitana de Transportes (AMT) veio a público apresentar a sua versão. “Quando o ministro disse ‘este dinheiro é para o pagamento de compensações’, foi pago, em Maputo, Beira e Dondo. Nós pagamos consoante os dados que tínhamos”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Agência Metropolitana de Transportes.

O PCA da AMT reconhece a dívida de quatro meses das compensações, porém defende que o atraso na disponibilização das listas dos beneficiários é que retardou o processo.

“Nós pagamos dois meses, volta de 2151 veículos por mês, entretanto continuamos a receber mais listas. E este é um processo que, uma vez que entra nas finanças um pedido de reforço de verba para um determinado número de veículos, mas depois aparece outro número de veículos, evidentemente que começamos a questionar como é que isto se faz”, disse.

António Matos diz que a chegada desregrada de listas faz com que o todo o processo seja moroso, por isso o Governo decidiu parar com o processo de pagamentos, por forma a recolher todas as listas, organizar o dossier e fazer os devidos pagamentos ainda este mês.

“Nós vamos pagar este mês. Nós estamos a trabalhar para resolver esta situação que nos aflige a todos nós. Temos consciência de que os operadores têm o problema da rentabilidade da operação, sabemos que temos que trabalhar em conjunto, e estão três opções em cima da mesa para serem avaliadas para que, até ao fim deste mês, tenhamos uma solução.”

Sobre a ameaça de agravamento da tarifa de transportes, caso o Governo não dê continuidade ao pagamento das compensações, Matos apela à calma e diz que está a ser avaliada a viabilidade da continuidade ou não do processo.

Existem pelo menos 37 mil pessoas afectadas por inundações a nível nacional, o correspondente a 6119 famílias. Em termos de infra-estruturas, 318 salas de aulas ficaram inundadas. A Província e a Cidade de Maputo são as mais afectadas. Entretanto, o INGD garante que a situação está sob controlo. 

A época chuvosa iniciou-se em Outubro  do ano passado e já vai à sua segunda fase. Neste momento, há muitos rios ao longo do país a registarem níveis de água acima do desejável, o que causa inundações. A situação tem estado a condicionar a vida das pessoas e a mobilidade.

O porta-voz do INGD, Paulo Tomás, partilha a informação pontual: “Até ao momento, foram contabilizadas 37 mil pessoas afectadas um pouco por todo o país, o que corresponde a 6119 famílias. Também temos dados do sector da educação, que correspondem a 318 salas de aulas também afectadas. Grande parte deste número foi devido a inundações que ocorreram e também ventos fortes que causaram a destruição dessas infra-estruturas”.

Face às previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que indicam a probabilidade de formação de um sistema de baixa pressão atmosférica entre os dias 13 e 14 de Janeiro, que pode evoluir para tempestade tropical, o INGD diz estar preparado para responder a uma eventual necessidade.

“Estamos atentos e acompanhamos as informações por parte do INAM. Fazemos parte desta estrutura. O INAM está a fazer a monitoria deste evento e, naturalmente, em caso de ocorrência de eventos extremos, já temos preposicionados os meios de atuação”.

Ao longo de todo o país, há 96 embarcações posicionadas para a presente época chuvosa e o porta-voz do INGD diz haver combustível disponível para o funcionamento das embarcações.

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