O Tribunal Judicial da Província de Gaza mandou a julgamento quatro arguidos acusados de envolvimento no alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias em Xai-Xai.
Entre os pronunciados estão a antiga administradora de Xai-Xai, Argilência Chissano; o chefe do Posto Administrativo de Inhamissa, Jeanet Teasse Novela; o director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas, Adolfo Maciel; e o fiel de armazém, Dionísio Maciel.
Os quatro vão aguardar pelo julgamento em liberdade, mediante o pagamento de cauções fixadas entre 50 mil e 75 mil meticais.
Na leitura do despacho de pronúncia e não pronúncia, o juiz de instrução, Justino Bungane, considerou existirem indícios suficientes para levar os quatro arguidos a julgamento, mas afastou, nesta fase, a acusação de associação criminosa, por falta de provas de uma actuação concertada.
O tribunal também entendeu que não havia elementos suficientes para sustentar a acusação contra Dora Artur, directora do Gabinete do Governador da Província de Gaza, que não foi pronunciada.
Outros quatro indiciados — Claudina Catarina Guaimbê, Samora Bernabé Catumbi, Imildo Simbinel e Inácio Artur Rui Sitoe — tiveram igualmente o processo arquivado por falta de elementos que demonstrassem o seu envolvimento consciente nos crimes.
O processo está relacionado com o alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias em Xai-Xai e chega a esta fase mais de seis meses depois da detenção de vários suspeitos.