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O País – A verdade como notícia

O volume de produção pesqueira no país deverá atingir 468 mil toneladas este ano, prevendo-se a arrecadação de uma receita global de cerca de 37 mil milhões de Meticais. Os níveis de captura de pescado previstos representam um crescimento em cerca de 12%, comparativamente a 2022, segundo previsões do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas.

Os dados foram partilhados, esta segunda-feira, no Distrito Municipal KaTembe, em Maputo, pela ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, na cerimónia de abertura da campanha de pesca de 2023.

Na ocasião, Lídia Cardoso mostrou-se confiante em relação à produção pesqueira, que, em Moçambique, será, este ano, superior a 460 mil toneladas, superando os valores de 2022.

“As nossas expectativas, para a presente época pesqueira, são animadoras quanto ao aumento da produção. Nesta senda, as estimativas apontam para uma produção global de 468 mil toneladas, valoradas em 37 mil milhões de Meticais”, perspectivou a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas.

No que ao licenciamento da pesca diz respeito, prevê-se que sejam licenciadas 78 embarcações industriais, 406 embarcações semi-industriais e 37 649 artes de pesca artesanal, prevendo-se a arrecadação de uma receita global de cerca de 320 milhões de Meticais.

Desta produção, a pesca artesanal representa mais de 90% do global do país, constituindo, deste modo, um dos principais pilares que asseguram a contribuição na economia nacional. Por isso, há necessidade de se garantir a sua sustentabilidade.

“Nesta ordem de ideias, temos, por um lado, o grande desafio de assegurar a qualidade, a eficiência e a fiabilidade nos sistemas de registo de informação estatística da produção e, por outro, [devemos] prosseguir no caminho da consciencialização dos pescadores artesanais para a adesão ao licenciamento das suas actividades e à inscrição no sistema de segurança social e de seguro das suas unidades de pesca”, referiu Lídia Cardoso.

Por isso mesmo, a médio e longo prazos, o Governo pretende expandir infra-estruturas de apoio à pesca, assim como aprimorar, cada vez mais, as acções de combate à pesca ilegal, em estreita colaboração com os próprios operadores de pesca e com o envolvimento de outros actores.

É, na verdade, uma luta contra a maré das mudanças climáticas, pois, segundo o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, a pesca artesanal, sobretudo ao longo da costa marítima, é gravemente afectada por este fenómeno, o qual impacta sobre os ecossistemas e habitats marinhos e costeiros, como resultado do aumento da temperatura e da subida do nível médio das águas do mar, incidindo directamente na destruição e perda de unidades de pesca, de infra-estruturas e de serviços relevantes para o desenvolvimento da pesca.

Os Conselhos Comunitários de Pesca (CCP), em Maputo, voltaram, esta segunda-feira, a pedir a redução do tempo de veda, argumentando que a sua produção é essencialmente de subsistência e não comercial.

“Nos últimos quatro anos, tem-se detectado uma veda longa de cinco meses, isto é, de 01 de Novembro a 01 de Abril, em que os Conselhos Comunitários de Pesca não notam o devido resultado, porque, logo na abertura, o camarão não aparece. Esta veda longa sufoca os pescadores porque não oferece alternativa para aliviar o sofrimento. Por isso, rogamos para que retorne ao período anterior, isto é, de 01 de Janeiro a 01 de Março”, argumentou Romão Tembe, representante dos CCP de pesca artesanal.

Essa posição foi igualmente defendida pelos operadores semi-industriais e industriais, que pediram que a fiscalização seja apertada para o combate à pesca ilegal, no país.

“O período de veda ou de defeso é muito longo para a comunidade pesqueira, visto que o desemprego é elevado e acarreta custos para empresas do ramo. Daí que propomos a época de defeso de três meses, com uma fiscalização permanente e rigorosa”, sublinhou Fred Miranda, representante dos operadores semi-industriais.

Por seu turno, Muzila Nhantsave, representante dos operadores industriais, partilhou o sentimento de desespero e preocupação em relação à falta de fiscalização efectiva. De acordo com Nhantsave, persiste a violação do período de veda à luz do dia, por operadores artesanais desonestos e não licenciados.

O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas avançou, à margem do evento, que vai entrar em funcionamento no país, dentro de um ano, um Centro Regional que irá coordenar as actividades de controlo da pirataria, pesca ilegal e outros crimes ao nível da SADC.

Mais de 300 mil pessoas vivem crise humanitária na cidade de Quelimane. Destas, mais de 50 mil estão nos postos de acomodação provisória activados em diversas escolas da cidade.

Na escola primária de Sangariveira foi activado um centro de acomodação provisório. Tem pouco mais de 2 mil pessoas. Na escola estão disponíveis oito salas de aula, cada uma tem pelo menos 264 pessoas. Fala-se de situação de fome. Homens, mulheres e crianças estão entregues à sua sorte.

Quando a nossa equipa de reportagem chegou em Sangariveira, na manhã desta segunda-feira, foi possível ver crianças e adultos a dormirem no chão.

Em Sangariveira uma mulher perdeu a vida na manhã desta segunda-feira, não se sabe ao certo se será por fome ou por doença. Consta, porém, que a mesma estava a medicar.

Por seu turno, o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que o ciclone tropical Freddy arrasou Quelimane e que neste momento a visão passa por trabalhar para reconstrução da cidade. De Araújo diz que em coordenação com INGD trabalha-se para garantir mantimento à população acolhida em diversos centros.

As províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Niassa, Nampula e Tete continuarão debaixo de chuvas fortes até 15 de Março, dia em que a depressão tropical deixará Moçambique. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos reduziram para 55 km/h. Já a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos fala de risco de inundações urbanas na Zambézia e em Tete, devido ao transbordo de bacias hidrográficas.

O INAM diz que, nas últimas 24h, a tempestade tropical severa “Freddy” enfraqueceu para o estágio de tempestade tropical moderada.

Segundo o meteorologista Pedro João, a tempestade diminuiu a intensidade dos ventos máximos para 55 quilómetros por hora, com rajadas de 74 quilómetros por hora.

“A sua velocidade continua a nove quilómetros, a caminho da província de Tete, concretamente nos distritos de Mutarara e Doa”, explicou.

Pedro João avança que para “hoje e amanhã”, o sistema vai prevalecer como uma depressão.

Sobre a permanência do sistema no território nacional, a fonte explica que há uma tendência de o fenómeno sair, em dois dias, devido a outros sistemas de massa de ar quente provenientes da África Austral. O sistema vai perdendo a sua humidade e, por consequência, “vai mudando a sua trajectória, voltando à província de Tete, a caminho do mar, no dia 15”, explicou o entrevistado, acrescentando que “Freddy” vai deixar muita precipitação nas províncias acima descritas.

Face a esta situação, o INAM prevê continuação de chuva em algumas províncias do Centro e Norte do país, até ao dia 15 de Março, data prevista para a saída da depressão tropical do país.

“Estamos a falar de precipitação acima de 200 milímetros, que vai afectar a zona central da província de Zambézia, norte de manica e Sofala e leste de Tete, bem como zona sul da província do Niassa e sul de Nampula”, referiu o meteorologista Pedro João.

Já a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos diz que já há riscos de inundações devido à subida do nível das águas em algumas bacias hidrográficas.

“Nós estamos com algumas bacias que nos preocupam bastante nesta região, sobretudo a bacia do Licungo, que regista, neste momento, níveis muito altos, chegando a atingir cerca de 702 metros, às 6h. É certo que o rio está a oscilar, tendeu a baixar, mas prevemos que esta tendência possa piorar, para oito metros de altura. Assim, prevemos um caudal de cerca de cinco mil metros por segundo, que pode afluir a baixo Nante, distritos da Maganja da Costa”.

Agostinho Vilanculos, chefe do Departamento de Gestão de Bacias Hidrográficas, diz que a situação é preocupante, uma vez que a estrutura é deficitária, devido ao dique que sofreu aquando da passagem dos ciclones Ana e Gombe. Assim, onde passou na manhã esta segunda-feira, em Mocuba, por volta das 17h, pode criar algum impacto no baixo Nante, inundando zonas agrícolas, bem como habitacionais.

CHINDE TAMBÉM ESTÁ SOB ALERTA

“A bacia do Zambeze, sobretudo a do Chile, também está a receber precipitações altas, e temos algum risco de inundações, sobretudo em Caia, Marromeu, Morrumbala e Mopeia. Mas também, por causa da chuva, estamos a prever deslizamento de terra, sobretudo a erosão, nas zonas de Mopeia, Gilé e Alto Molócuè”.

Segundo Agostinho Vilanculos, há mais vias de acesso que também poderão estar interrompidas.

“As ligações Mutarara–Morumbala, Caia–Marromeu, Marromeu–Chinde, podem ficar condicionadas, assim como Namacurra–Maganja da Costa, Mocuba–Quelimane estão”, disse Vilanculos.

Dados preliminares, avançados este domingo, pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), indicam que, só no distrito da Maganja da Costa, o ciclone Freddy já afectou cerca de 83 famílias, correspondentes a 301 pessoas, das quais oito pessoas registaram ferimentos ligeiros e foram evacuadas para as unidades sanitárias mais próximas.

Ainda no distrito costeiro da Maganja da Costa, o fenómeno destruiu parcialmente 83 casas de material precário, uma unidade sanitária na vila Valdez; 12 salas (seis de material convencional e seis, precário); uma secretaria de material convencional, três casas dos professores, todas de material precário, e um alpendre destruído totalmente em Nante Sede.

Dados avançados, este domingo, pelo Comité Operativo de Emergência em Mocuba indicam que 187 casas foram destruídas, deixando ao relento o igual número de famílias e tendo afectado 935 pessoas que, neste momento, estão alojadas em três centros de acomodação provisórios (Conono com 42 famílias – 210 pessoas; EPC Munhiba com 16 famílias – 80 pessoas e Carreira de Tiro com 19 famílias – 95 pessoas). A assistência alimentar às famílias nos centros de acomodação acontece no sistema de panela única para todos.

Há também registo de destruição de infra-estruturas públicas (duas salas de aula e um sector administrativo da EPC de Muedamanga ficaram sem tecto) e interrupção de vias de acesso da via que liga Bive/Maganja e Magiui/Mussaba, devido ao aumento do caudal do rio Enólogo;

De salientar que, neste momento, chuvas e ventos fortes continuam a fustigar os distritos de Quelimane, Inhassunge, Luabo, Chinde, Namacurra, Maganja da Costa, Pebane, Mucubea. Neste momento, o rio Nipiode já está a transbordar e a qualquer momento poderá provocar interrupção da via.

Os distritos da Alta Zambézia (Alto Molocuè, Namarroi, Gurué, ile, Mulevala, Miange, Mulubo) também registam chuvas com regularidade e começam a gerar alguma preocupação.

Reagindo à situação, o Governo do distrito de Mocuba avançou que está a acompanhar as informações sobre o fenómeno Freddy e garantiu que vai continuar a socorrer as famílias.

“Orientamos que as famílias sem-abrigo devem ser acolhidas nas salas de aula ou igrejas. Vamos juntos assisti-las, apoiando as autoridades locais em coordenação com o INGD e sector da saúde”, disse o administrador do distrito, Joaquim Pahara.

De referir que alguns distritos da província da Zambézia estão sem electricidade desde sábado. Trata-se dos distritos costeiros, nomeadamente, Mucuba, Quelimane, Maganja da Costa, Mucubela, Pebane e Namacurra. Há relatos de quedas de árvores e poste.

Refira-se que a equipa de resposta humanitária da AAMoz está em coordenação com o INGD e outros parceiros, para dar melhor resposta à situação das cheias e inundações nas províncias de Zambézia, Niassa e Nampula.

Já na cidade de Quelimane, mais de 12 mil pessoas ficaram desalojadas por causa de ventos fortes e chuvas intensas acusadas pelo ciclone tropical Freddy. A madrugada de sábado para domingo também foi devastadora e aterrorizadora para muitas famílias da capital da Zambézia, que, por conta da situação, a capital provincial está fora da rede eléctrica nacional, com serviços de dados e voz restritos dado a força das intempéries que danificaram os diversos equipamentos.

A situação não está para menos, os ventos foram severos, com velocidade a ultrapassar os 170 quilómetros por hora, previstos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

Quando parecia que o ciclone tropical Freddy fosse mais simpático, com ventos que pudessem ser moderados, ao nível de uma tempestade, ao cair da noite, pouco depois das 20 horas, o cenário foi contrário.

Os rastos de destruição ao nível da cidade de Quelimane eram visíveis logo ao amanhecer. Árvores e postes de energia eléctrica tombados bloquearam as principais vias públicas da cidade capital da Zambézia. As casas também não escaparam, milhares de famílias passaram noite ao relento.

As autoridades que geram as calamidades naturais ainda não se pronunciaram a respeito dos estragos, mas, por aquilo que o jornal O País apurou, há pelo menos um óbito por desabamento de casa no posto administrativo de Maquival.

O desabamento ocorreu sábado quando as chuvas caíram com bastante intensidade. Os dados foram avançados por Pio Tameliua, chefe da localidade de Zalala.

 

O corte ocorreu na madrugada deste domingo e durou até por volta das 8 horas da manhã. Até às 09 horas, já havia sido restabelecida a energia em toda a região Norte. Já no Centro, alguns distritos da província da Zambézia continuam às escuras, devido à danificação de cabos e/ou queda de postes de transporte de energia.

O corte no fornecimento da corrente eléctrica foi uma medida de prevenção contra acidentes, dado que, devido a ventos fortes e chuvas intensas que caracterizaram a passagem do ciclone Freddy pelo Centro e pelo Norte do país, vários postes de transporte da corrente eléctrica caíram e muitos cabos ficaram danificados.

De acordo com a Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública, cerca de um milhão de clientes ficaram sem luz eléctrica por cerca de 10 horas, desde as 23 horas até às 8 horas deste domingo.

Às 9 horas, a situação já estava normalizada para toda a zona Norte, mas a região Centro não teve a mesma sorte. Alguns distritos das províncias de Zambézia e parte da cidade da Beira, em Sofala, continuaram às escuras até ao fim do dia de hoje.

A província de Zambézia foi a mais afectada. A cidade capital, Quelimane, ficou totalmente às escuras e os distritos da Maganja da Costa, Mocubela, Pebane, Posto Administrativo de Namanjavira, Namacurra, Nicoadala, Chinde, Inhassunge e diversos bairros da cidade de Mocuba e demais distritos também sem energia eléctrica.

“Estamos a estimar que cerca de 150 postes de média tensão foram danificados. Perdemos quatro postes de transformação e cerca de 7 km de linhas de baixa tensão danificadas”, detalhou o porta-voz da EDM, Luís Amado.

Amado avaliou os danos em mais de 350 mil Meticais. Até este domingo, a empresa pública de fornecimento de energia estimava que cerca de 100 mil clientes continuavam sem luz eléctrica na Zambézia.

De acordo com Luís Amado, o restabelecimento da corrente está refém da reposição dos danos causados, de modo a evitar incidentes.

Os impactos do ciclone Freddy começaram a fazer-se sentir na tarde do último sábado. Além de destruir casas, desalojando muitas famílias, o fenómeno condicionou o fornecimento de diversos serviços públicos.

Aliás, dados preliminares avançados, este domingo, pela Actionaid Mozambique, só na província da Zambézia, cerca de 270 famílias, o que corresponde a mais de 1500 pessoas, ficaram desalojadas.

Ainda na Zambézia, os distritos da Maganja da Costa, com 83 famílias, o correspondente a 30 pessoas, e Mocuba, com 935 pessoas, foram os mais afectados pelo fenómeno natural. Mais de 14 salas foram destruídas. Outros dados da organização não-governamental supracitada indicam que mais de 200 casas foram afectadas e um hospital ficou parcialmente destruído. Para abrigar as pessoas necessitadas, foram criados três centros provisórios.

A distribuição de água nas províncias da Zambézia, Niassa, Nampula e Cabo Delegado também está condicionada devido à avaria da linha principal.

As telecomunicações não foram excepção. Desde a madrugada deste domingo, muitas pessoas não conseguem manter contacto com os seus familiares na província da Zambézia. Como alternativa, tenta-se recorrer à comunicação por satélite.

“Desde a madrugada de domingo que a cidade de Quelimane está incomunicável. Está difícil falar com as pessoas”, confirmou um munícipe da cidade de Mocuba, que fica a duas horas de Quelimane.

Segundo a mesma fonte, ao telefone, o caudal do rio Licungo tende a aumentar, colocando as populações que vivem nas margens em alerta.

“As pessoas estão a recorrer às escolas mais próximas para procurar abrigo”, disse.

Até este domingo, não havia indicação de nenhum corte nas vias de acesso, mas, com a subida dos caudais de alguns rios, o perigo era iminente.

Depois de ter atingido a zona costeira de Inhambane, há cerca de duas semanas, nesta que é a sua segunda entrada no país, o ciclone vai permanecer na Zambézia por mais três dias, causando chuvas de mais de 200 milímetros nas próximas 24 horas, pelo que o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para o risco de inundações.

“Em alguns distritos da província da Zambézia, já tivemos acima de 400 milímetros de precipitação. Embora os ventos possam abrandar, este sistema vai permanecer estático na província da Zambézia por três dias, então nós apelamos à comunidade para que esteja em alerta e fique sem zonas seguras, porque ainda haverá mais chuvas”, explicou o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia.

Todos os distritos da Zambézia estão em alerta. O INAM prevê chuva ainda para toda a região Centro do país nos próximos dias.

O Ciclone Tropical “Freddy” entrou no país na noite deste sábado, entre 18 e 20 horas, através da província da Zambézia, distrito de Namacurra, localidade de Macuze, com ventos máximos de 148 km/h e rajadas ate 213km/h.

Às 08 horas de hoje, o fenómeno enfraqueceu para o estágio de tempestade tropical severa, com ventos de 95 km/h e rajadas de 130 km/h.

Devido a esse sistema, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas intensas (mais de 200 milímetros em 24 horas) sobre a costa de Moçambique, acompanhadas de ventos fortes (95 quilômetros por hora e rajadas até 130 quilômetros por hora), que poderão agitar o mar e gerar ondas com alturas de até 08 metros.

As projecções actuais indicam que o sistema irá enfraquecer nas próximas horas para o estágio de depressão tropical, com ventos fortes e chuvas moderadas a fortes, e trovoadas severas, em toda a província da Zambézia.

Além de Zambézia, os distritos de Moma, Larde, Mogovolas, Murrupula, Angoche e Ribaué serão os afectados em Nampula.

Em Sofala o alerta vai para Marromeu, Caia, Chemba, Cheringoma, Maringue, Gorongosa, Muanza, Nhamatanda, Dondo e cidade da Beira.

O mau tempo irá afectar, igualmente, os distritos de Tsangano, Moatize, Doa e Mutarara. Já em Manica, serão fustigados os distritos de distritos de Gondola, Vanduzi, Manica, Bárue, Macossa, Guro e Tambara.

Foram hoje a enterrar em Maputo os restos mortais do actor Abdul Satar Selemane, mais conhecido por Muzaia, que perdeu a vida, sábado, aos 42 anos de idade, por razões ainda não esclarecidas.

Familiares, colegas de trabalho, amigos e fãs marcaram presença, na manhã deste domingo, na mesquita Chadulia, na Cidade de Maputo, para participar do velório de Muzaia. A família diz que ainda não são conhecidas as causas da morte do actor, mas as suspeitas recaem para hipertensão, doença que o acometia já há algum tempo.

“Até aqui, não sabemos o que aconteceu com ele, nem temos informações. Ultimamente, ele tinha problemas de hipertensão, o que fazia com que não trabalhasse bem. Ao gravar uma novela, teve que parar para ir a uma clínica, mas recuperou-se. Depois, voltou às gravações”, contou Rachid Suleimane, pai do actor.

Como que uma profecia, Muzaia partilhou, recentemente, um vídeo, em que canta uma música cujo coro refere que “Quem vai morrer não se despede; é como que ir à África do Sul ilegalmente”.

Os colegas de trabalho Sílvia Mendes, Olivia Chaly e Dadivo José descrevem a partida precoce do actor como um golpe para o mundo das artes, bem como para a sociedade.

“Foi o meu colega há mais de dez anos, fizemos vários trabalhos juntos. Até ontem (sexta-feira), estávamos a gravar uma telenovela juntos…era o meu parceiro directo.”

“É um golpe para nós e para a cultura no geral. Estávamos ainda a tentar recuperar-nos da tragédia desta semana [morte de Azagaia] e aparece-nos mais esta; só posso mesmo dizer que isto é um golpe.”

Abdul Satar Selemane destacou-se em várias obras teatrais e cinematográficas e morreu numa altura em que estava envolvido em vários projectos. Muzaia deixa três filhos.

Morreu, este sábado, o actor Abdul Satar Selemane, mais conhecido por Muzaia.

A notícia foi confirmada, esta noite, pelo amigo e colega Tomás Bié. São ainda desconhecidas as causas da morte.

Segundo Tomás Bié, Muzaia morreu em casa em circunstâncias ainda por esclarecer. Os médicos estiveram no local e confirmaram o óbito.

Abdul Satar notabilizou-se nas artes cénicas, fazendo parte de alguns grupos teatrais. Nos últimos anos o actor participou em alguns realitys shows, onde granjeou muita simpatia com as suas performances.

O Banco Mundial vai disponibilizar cinco milhões de dólares norte-americanos, cerca de 315 milhões de Meticais para a mitigação dos impactos das intempéries em Moçambique. O anúncio foi feito esta sexta-feira, em Maputo, pela vice-presidente do Banco Mundial para África Oriental e Austral, Victoria Kwakwa.

Numa altura em que Moçambique contabiliza os estragos causados pelas chuvas e inundações, o Banco Mundial anunciou, na última sexta-feira, a disponibilização de mais de 300 milhões de Meticais para apoio à emergência.

“O Banco Mundial disponibilizou cinco milhões de dólares para resposta de emergência a esses eventos e continua disponível a apoiar e, a curto prazo, ajudar Moçambique a construir um sistema mais resiliente às mudanças climáticas”, disse a vice-presidente.

O anúncio foi feito depois de um encontro mantido com o Presidente da República, onde foi partilhada a necessidade de Moçambique promover mais investimento na educação e emprego.

“Damos muita ênfase à educação da rapariga desde o primário, secundário ou até ao nível superior, particularmente focados na erradicação das uniões prematuras e violência baseada no género, que vitima meninas ou mulheres. Queremos ainda garantir que as meninas permaneçam na escola, mesmo estando grávidas”, acrescentou.

No encontro, o Banco Mundial mostrou-se disponível a apoiar o país em projectos de promoção de acesso à energia eléctrica.

“Moçambique tem bastantes recursos, desde hidroeléctricos, gás até à energia solar, que juntos podem ajudar a aumentar o acesso à energia eléctrica a preços acessíveis. Tratamos também da viabilidade financeira, a sustentabilidade, incluindo a EDM, avançando com a reabilitação da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e todo o esforço a ser empreendido para materializar o projecto da barragem de Mphanda Nkuwa”, terminou Victoria Kwakwa, que, de visita a Moçambique, já visitou vários empreendimentos que o Banco Mundial tem financiado.

Por seu turno, o ministro da Economia e Finanças diz que o encontro veio reforçar a cooperação existente entre Moçambique e aquela instituição Financeira.

“A nossa perspectiva é alargar a nossa carteira de cooperação para promover a captação de financiamento, quer público quer privado, na nossa economia, privilegiando financiamentos concessionais, mas também o apoio ao Orçamento de Estado”, disse o ministro, depois do encontro.

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