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O País – A verdade como notícia

Uma pessoa foi encontrada morta na madrugada de hoje em circunstâncias ainda não conhecidas. O corpo da vítima foi encontrado na linha férrea do bairro Ferroviário, na Cidade de Maputo.

Até às primeiras horas deste domingo, eram visíveis os vestígios junto à linha férrea do Limpopo, sita no bairro Ferroviário, na Cidade de Maputo. Entretanto, ainda não são conhecidas as causas da morte do homem de mais de 30 anos, havendo duas teorias. A primeira indica que a vítima terá sido trucidada por um comboio da empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique e a outra de um suposto homicídio após o qual o corpo terá sido arrastado para a ferrovia.

Uma das testemunhas que falou na condição de anonimato contou que a vítima apresentava ferimentos múltiplos. “A segunda informação de que ele foi esfaqueado e trazido para cá foi notável, porque tinha uma racha na cabeça que indicava que corte por uma faca e tinha um corte na barriga e todo mundo acreditou mesmo que não foi comboio.”

O finado já foi identificado. Trata-se de Cândido Colola, morador do bairro, e conhecido no meandro artístico como Puto Xpuma, que se notabilizou no género Kuduro. Os que o conheceram em vida estão consternados com o sucedido. “Durante todo o dia de ontem, não estivemos juntos, mas falamos ao telefone e ficamos por nos encontrar e, de repente, recebemos a informação de que ele morreu; estamos assustados e preocupados com a situação”, lamentou Adilson Chinavelo, amigo e colega de trabalho da vítima.

A empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique confirmou ao jornal O País que um comboio de mercadorias passou, por volta das duas horas da madrugada deste domingo, por aquela via, ido de Manhiça com destino a Matola Gare. Até ao momento, não há nenhuma confirmação do envolvimento da locomotiva no incidente.

A Polícia e o SERNIC confirmam o caso e dizem que estão a trabalhar para apurar as circunstâncias em que a morte ocorreu.

Em reacção às palavras de Armando Guebuza, quando visou os seus camaradas, Teodoro Waty disse que o ex-Presidente revelou, mais uma vez, ser um homem forte e de fé.

 “É um dado adquirido que o colonialismo, bem mais sofisticado, não conseguiu derrubá-lo, e está aqui a completar 80 anos. Não será uma outra pessoa que possa tentar e conseguir derrubá-lo. Acho que está completamente coberto de verdade. É uma boa esperança, é uma boa-fé, como acto, não de contrição, mas uma crença que ninguém lhe irá derrubar”, justificou o antigo deputado.

Já os amigos e antigos dirigentes destacaram as capacidades de liderança de Armando Guebuza. “Tem marcas próprias, como um homem muito disciplinado, muito exigente para com ele próprio e também em relação aos outros. É uma pessoa determinada, que consegue manter o foco para os seus objectivos para ser um homem de resultados”, referiu Castigo Langa, membro da Frelimo.

No mesmo diapasão argumentou Tobias Dai, antigo ministro da Defesa. “[Quero] Felicitar o aniversariante pelos 80 anos de vida. Estamos a celebrar a sua obra e os seus ensinamentos e felicitamos pelo que ele fez durante o tempo que esteve à frente dos destinos do país”.

O pensamento foi deixado pelo sociólogo Hélder Jauana, que, na sua apresentação, explicou a razão de o antigo Presidente ser amado por uns e desamado por outros. Já Elísio Macamo defendeu que nem sempre os discursos de auto-estima de Guebuza foram bem compreendidos.

O primeiro a intervir foi Elísio Macamo. Começou por defender que, no início, foi séptico em relação ao discurso de auto-estimade Guebuza. “Não se governa apenas trabalhando, governa-se também promovendo a crença em nós mesmos. Já agora, confesso que quando ouvi o termo ‘auto-estima’ durante o seu primeiro mandato, tive algumas reticências. Lembro-me também de que não perdi nenhuma oportunidade de dizer uma ou duas coisas indecorosas sobre esse termo. E já agora, peço perdão por isso. Eu era mais novo e não sabia o que dizia”, revelou o estudioso, que depois recebeu aplausos da plateia.

“O conceito de auto-estima lembra de outras figuras de África. O mais importante ícone da luta pela independência da Tanzânia, Julius Nyerere, defendia a autoconfiança ou autossuficiência. Com esses conceitos, ele chamava nos seus conterrâneos a necessidade de confiarem nas suas próprias forças para que merecessem o seu próprio futuro”, destacou.

Noutro desenvolvimento, Macamo reconheceu que esses discursos foram importantes para os moçambicanos. “Quem tem auto-estima assume-se responsável por si e pelos seus actos. Responsabilidade é uma propriedade da cidadania, se por cidadania entendermos a ideia de que cada um de nós é moçambicano porque tem o direito de interpelar quem o governa.”

Já Hélder Jauana destacou o motivo de Guebuza ser amado por uns e desamado por outros. Para o efeito, recorreu a exemplos. “O primeiro que trago é a operação 20/24, aquela decisão que levou os portugueses, na altura, a saírem com 20 quilogramas de bagagem em 24 horas. Guebuza carregou e ainda carrega o peso de ser o ideólogo desta operação. Noutro plano, atenho-me a um diálogo que Samora Machel estabeleceu com Jaime Mathe. A dado momento nesse diálogo, Samora diz e passo a citar ‘Se o Guebuza estivesse aqui, não sei o que seria de si. A ideia que fica para a nossa geração é a de que Guebuza era um homem muito mais temido que o próprio Samora Machel’”, detalhou.

O sociólogo diz que continua crítico em relação a alguns aspectos da governação do antigo estadista. “Fizemos vários estudos, várias reflexões, vários artigos muito críticos à figura de Armando Guebuza como Presidente da República, com os quais nos identificamos até hoje. Uma delas é a narrativa da existência, neste país, dos apóstolos da desgraça. Esta ideia é construída daqueles indivíduos que, naquela altura, interpelavam criticamente as opções estratégicas de Guebuza, interpelavam, muitas vezes, de forma deselegante. Por último, é a ideia de moçambicanos de gema. Quando olhamos para a construção dessa ideia, é uma antítese da ideia da unidade nacional. Porque a unidade nacional diz que há vários moçambicanos, quando se constrói a ideia de moçambicanos de gema, e que há uns mais moçambicanos que outros, e são esses aspectos que provocam desamores em relação à figura de Guebuza”.

Jauana explicou também o motivo pelo qual Guebuza é amado. “Primeiro, pela ideia de auto-estima muito bem desenvolvida. Depois, temos a ideia do Fundo do Desenvolvimento Distrital, vulgo 7 milhões. Guebuza levou dinheiro aos distritos e empoderou as populações locais”.

Os sociólogos foram oradores do simpósio dos 80 anos de Armando Guebuza.

A antiga Primeira-Dama da República, Maria da Luz Guebuza, descreve Armando Guebuza como um homem carismático, amoroso e apaixonado pela pátria. Na celebração dos 80 anos de idade do seu esposo, Maria da Luz abre o coração e fala da sua admiração pelo cônjuge.

“Armandinho, mais bonito do que todas as auroras que nascem na minha vida, ao teu lado. Hoje é um dos dias mais importantes da tua vida, também da minha, nossa vida. Como o céu e a terra, como o sol e a lua, a noite e o dia, não existe tu sem eu, nem eu sem tu”, declarou-se Maria da Luz Guebuza, antiga primeira-dama, endereçando uma mensagem de carinho ao seu amado.

Maria da Luz diz que sempre partilhou a vida, batalhas, alegrias e tristezas ao lado do seu amado marido.

“São 80 anos de uma caminhada que hoje celebras, uma peregrinação. Olhamos para trás e revemos 49 primaveras de uma união e de uma encarnação, que uniram as nossas vidas e converteram-se numa estrada familiar e de liberdade”, continuou Da Luz.

Não era para menos, afinal partilham a cumplicidade há 49 anos, e tudo começou com a troca de olhares em Nachingwea, um local que se tornou, depois, numas das principais bases da Frelimo, na Tanzânia.

“Nachingwea não significou apenas um nome e uma terra. Foi igualmente a génese de um percurso longo e sereno, que pode ter vergado por impulso dos ventos fortes, mas que nunca se quebrou e manteve-se forte ao longo de décadas. Foi ali naquelas trilhas que juntos desbrávamos frondosas fronteiras, sonhámos a terra e libertámos os nossos corações”, disse.

E nessas quase cinco décadas, Maria da Luz Guebuza conta que viveu ao lado de um homem cuja grandeza sempre transcendeu os limites da vida pessoal.

“Desde sempre, Armando, tu continuas a sonhar e a lutar por um Moçambique pujante, colorido, vibrante e próspero, por vezes, até às custas dos teus caprichos. Há muitas pessoas que te querem bem, admiram e celebram. Nessa imensidão de apreciadores, eu sou a tua admiradora número um”.

Armandinho, como sua esposa carinhosamente o trata, até tentou ser forte, mas a flecha do amor atingiu o seu coração, tendo derramado lágrimas.

Maria da Luz Guebuza falava sexta-feira, no simpósio realizado em homenagem a Armando Guebuza, que celebrou, a 20 de Janeiro, 80 anos de idade.

A Associação Médica de Moçambique decidiu continuar com a greve suspensa por tempo indeterminado. A classe diz que a decisão visa criar um ambiente calmo para continuar a dialogar com o Governo. Entretanto, caso não se alcance entendimento, os médicos avisam que vão retomar a greve para exigir a reposição dos seus direitos.

A 4 de Dezembro do ano passado, os médicos decidiram suspender as suas actividades, a nível nacional, em reivindicação de melhores salários, no âmbito da implementação da Tabela Salarial Única.

Dezoito dias depois do início da greve, os médicos decidiram suspendê-la por trinta dias.

Na altura, o presidente da Associação Médica de Moçambique, Milton Tatia, invocou o interesse nacional e o cumprimento do juramento profissional para a retoma das actividades.

“Nós estamos a suspender provisoriamente a greve, e os nossos pacientes podem voltar às unidades sanitárias”, explicou o médico, acrescentando que “a decisão anunciada surge em resposta à quadra festiva, que pode contribuir para o aumento do número de pacientes que procuram por cuidados de saúde, por ser um período em que ocorrem mais acidentes de viação, agressões físicas e doenças”.

Quando faltam três dias para o término do período de graça, a Associação médica de Moçambique decidiu manter a suspensão da greve por tempo indeterminado.

“É decisão da associação médica que não continuaremos com a greve, pelo menos provisoriamente. Continuaremos na mesa negocial, de modo a continuar a buscar soluções e, em função do que se decidir, iremos, como é desejável, cancelar por definitivo a greve”, disse.

Napoleão Viola diz que a redução dos salários, aprovada pelo Executivo, vem agudizar a precariedade das remunerações da classe médica.

“A partir do momento em que há redução de salários, sabe-se que é uma decisão que não agrada a ninguém – a partir do momento em que não vemos parte substancial daquilo que são os nossos estatutos da classe médica reflectida nas decisões dos órgãos públicos. Temos estado a sentir, no dia-a-dia, que a classe médica continua com um grau alto de insatisfação”.

A Associação Médica de Moçambique diz que já há avanços nas negociações e espera que com brevidade se alcancem consensos que valorizem a classe.

De Dezembro do ano passado até ao momento, a Associação dos Avicultores de Maputo registou perto de 16 mil perdas de frangos devido a altas temperaturas. Com a vaga de calor que assola o Sul do país, os avicultores improvisam soluções para evitar mais perdas.

Tem sido comum, quase todos os anos, o reporte de casos de perdas de produtos avícolas no país.

Com a previsão de vaga de calor anunciada para este fim-de-semana pelo Instituto Nacional de Meteorologia, alguns avicultores da Cidade de Maputo redobram a atenção para evitar prejuízos.

As medidas, baseadas na experiência ou no improviso, são a única solução vista pela classe diante do anunciado calor intenso.

Aida Albino, que produz e vende frangos há mais de 10 anos, usou da experiência adquirida ao longo do tempo para improvisar técnicas de modo a evitar perdas que se verificam sempre que o verão atinge o pico.

“Preparamos o espaço, molhamo-lo, colocamos os bebedouros e comedouros e, depois, levamos as galinhas para fora. Quando não fazemos isso, perdemos muitos frangos”, revelou.

Antes desta ideia, a avicultora conta que chegou a perder cerca de 380 frangos num único dia.

O seu aviário tem capacidade para criar até 10 mil pintos, todavia sem condições para usar a tecnologia necessária. Por isso, em tempos de calor intenso, as sombras das árvores dão jeito, funcionando como ventiladores naturais.

Para travar a luta contra o calor intenso, em Maputo, toda a arma é válida. Alberalda Rafael usa uma máquina dispensadora de água, geralmente usada para lavar viaturas. Teve de improvisar, já que chegou a perder 60 aves de uma única vez, por causa do calor.

“Tivemos a ideia de usar a máquina de lavar carros, que já tínhamos. Experimentámo-la e vimos que resulta. Deitamos a água por cima, não diectamente sobre as aves, então ela cai em jeito de neve”, explicou a avicultora.

Os improvisos adoptados no aviário da Alberalda reduziram as perdas para quase 0%.

“Isso nos tem ajudado. Nesta vaga de calor, só perdemos três frangos ontem (referindo-se à sexta-feira)”.

Além desta medida, outra ajudou a pequena empresária a reduzir o esforço manual para colocar água nos bebedouros.

“Enchemos um tanque que fica suspenso. Com recurso a bomba, a água é conduzida até aos bebedouros. Ademais, em dias de muito calor, costumamos retirar a ração, porque quando [os frangos] comem ficam preguiçosos e não se hidratam, acabando por morrer”, explicou.

O calor que dura desde Dezembro causou aos avicultores milhares de perdas, contabiliza Henriqueta Damas, representante da Associação dos Avicultores de Maputo.

“Os avicultores têm reportado perdas em vários cantos, mas, na nossa contabilização, registamos pouco mais de 16 mil perdas, de Dezembro a esta parte.”

A solução definitiva para evitar prejuízos está em apostar na tecnologia, que nem de longe é barata.

“Um pavilhão inteligente precisa de muita coisa, tal como bebedouros e comedouros automáticos, pulverizadores internos e externos, sensores, geradores… Não temos financiamento para tal. Muitos avicultores são do sector familiar e, por isso, não têm condições. Necessitamos de financiamento”, desabafou Damas.

Para os próximos dias, medidas como as encontradas pelas avicultoras entrevistadas nesta matéria podem ser cruciais para muitas outras pessoas ao longo do país, visto que há previsão de continuidade de dias quentes.

O número de pacientes que dão entrada, por dia, no Hospital Central de Maputo aumentou de 300 para 400. A situação deve-se, em parte, ao calor intenso, pelo que os médicos apelam ao reforço das medidas de precaução.

Em dias de calor intenso, agrava-se o estado de saúde dos pacientes com doenças crónicas e o número de entradas nas unidades sanitárias aumenta.

No Hospital Central de Maputo, a situação não foi diferente, numa semana em que a Cidade de Maputo tem registado temperaturas altas.

“Tivemos casos que aumentaram em relação aos dias normais, falo de acidente vascular cerebral (AVC), alguns pacientes que fazem consultas externas de cardiologia acabam por ter insuficiência cardíaca congestiva descompensada. Recebemos também mais casos de patologia pulmonar, com destaque para a asma. Tivemos casos de diabetes que descompensaram”, explicou Justino Madeira, médico de Clínica-Geral no Hospital Central de Maputo.

A maior unidade sanitária do país recebe uma média diária de 300 pacientes nos Serviços de Urgências.

Esta semana, o número aumentou para 400 e, em muitos casos, são pacientes com doenças crónicas.

Nesta época, há cuidados específicos a ter em conta, e o responsável pelo Serviço de Urgências da maior unidade sanitária do país alerta: “É necessário hidratar-se com água, preferencialmente. A saúde desaconselha o consumo de bebidas alcoólicas nesta época, porque estas aumentam as idas à casa de banho para urinar, o que faz com que se perca cada vez mais líquido. Os que ficam em casa, que permaneçam em locais frescos e evitem exposição ao sol nas horas de pico, isto é, das 11h às 17h”.

Os cuidados com a alimentação devem também ser redobrados. Hortaliças, frutas e legumes são os mais recomendados.

“Desaconselhamos o consumo de alimentos muito ricos em açúcar e gorduras, pois estes pioram o estado de desidratação, uma vez que demandam muito do organismo”, explicou Madeira.

As altas temperaturas poderão continuar até este sábado, dia em que o Instituto Nacional de Meteorologia vai actualizar as previsões.

Daniel Ngovene é um moçambicano que, na falta de emprego e ocupação, identificou uma oportunidade de negócio. O Jovem criou a Filoschool, uma plataforma que garante assistência a estudantes na resolução de exercícios, testes e exames nacionais.

Cresce o número de pessoas interessadas em se formar no país, de acordo com dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. Para concretizar os seus objectivos, os estudantes recorrem a centros de capacitação, ou simplesmente “explicação”.

Daniel Ngovene, formado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, dedica a maior parte do seu tempo a esclarecer dúvidas a estudantes, mas não de forma comum. O jovem fá-lo digitalmente, através da plataforma Filoschool.

“É uma rede social online, em que qualquer pessoa pode expor ou esclarecer dúvidas, assim como arranjar oportunidades de trabalho. Mas o nosso foco sempre será criar um espaço a que as pessoas possam recorrer para suprir as suas necessidades académicas”, disse Daniel Ngovene, fundador da Filoschool.

O jovem conta que a ideia de criar a plataforma surgiu da necessidade de conciliar a faculdade em Maputo com a tarefa de explicar a estudantes residentes em Gaza, sua terra natal.

“Eu costumava preparar alunos em Gaza para fazer exames, mas, quando saio de lá para estudar em Maputo, na Universidade Eduardo Mondlane, houve a necessidade de continuar a assistir os alunos. Atarefado com a faculdade, não podia fazê-lo através de plataformas comuns, por isso criamos a edtech Filoschool, em que os estudantes podem estar mais à vontade”, acrescentou.

A filoschool é incorporada ao ensino por meio de produtos, aplicações e ferramentas. Dentro dos conteúdos está a possibilidade de ter perguntas respondidas de testes, exames da 10ª e 12ª classes, exames de admissão à Universidade Pedagógica de Maputo, Universidade Eduardo Mondlane e Instituto Superior de Ciências de Saúde.

“Sinto que estamos a contribuir para a formação de novos quadros no país e integração de novas modalidades de ensino, falo concretamente das plataformas digitais. Na sala de aula, é um pouco difícil o professor explicar tudo, mas na aplicação é possível explorar um pouco de tudo, consoante as dúvidas que forem apresentadas”, afirmou Daniel Ngovene.

A plataforma foi lançada em 2020 e já assistiu cerca de seis mil estudantes em todo o país.

“Tivemos a necessidade de reestruturar a aplicação com alguns especialistas, porque estava desorganizada. Antes da reforma, já tínhamos recebido cerca de quatro mil alunos de todo o país. Agora, contabilizamos pouco mais de seis mil subscrições”, avançou o jovem fundador da Filoschool.

Daniel Ngovene revela ainda que a grande barreira tem sido a disponibilidade de rede de internet, atendendo que o país observa fraca literacia digital.

“A adesão à aplicação é maior, mas temos tido dificuldades por causa da disponibilidade de internet. Os estudantes pedem, muitas vezes, para respondermos pelo WhatsApp, onde a exigência de rede móvel, por vezes, é dispensável. Infelizmente, não aceitamos, porque o nível de concentração é baixo devido à complexidade da rede social”, explicou.

A plataforma conta com profissionais devidamente formados nas diferentes universidades públicas do país.

“Todos os explicadores registados na plataforma foram formados nas universidades públicas do país e têm alguma experiência como professores em instituições de ensino. Para aqueles assuntos que não conseguimos explicar, pedimos ajuda aos que podem entender melhor. O pagamento pelos serviços, no momento, não é obrigatório, mas brevemente poderemos começar a cobrar a taxa de 200 Meticais, para garantir a sustentabilidade da plataforma”, acrescentou.

O acesso ao Filoschool pode ser feito pelo computador ou pelo celular, descarregando a aplicação no PlayStore. O utilizador tem a possibilidade de fazer perguntas sobre qualquer assunto digitando no teclado do celular ou capturando as questões com a câmara. Depois disso, poderá aguardar até que os professores ou explicadores respondam à questão, enquanto busca outras questões já resolvidas por estudantes.

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, completa hoje 80 anos de idade. Na sua mensagem de felicitação, o Presidente da República, Filipe Nyusi enaltece o percurso e a trajectória do antigo Chefe de Estado na construção de Moçambique. A seguir, a mensagem na íntegra.

“Camarada Presidente Guebuza.

Hoje passam 80 anos depois do seu nascimento na Vila de Murrupula, província de Nampula.

A sua infância e juventude passados em quase todo o Moçambique colonizado, despertou em si a necessidade de liberdade, não só das pessoas, mas da própria terra que lhe viu nascer para construir um sonho que é este país em que vivemos, como um lugar de oportunidades para todos.

O seu engajamento juntamente com outros jovens da sua geração, sempre sob forte pressão e vigilância constante das autoridades coloniais, permitiu fazer em si um homem determinado a confrontar o colonizador, dai, a sua decisão de se entregar ainda em tenra idade, a causa da libertação da pátria.

Hoje, celebramos um marco etário atingido em meio a sacrifícios consentidos desde a sua juventude, como disse, inteiramente dedicada a edificação de um Moçambique forte, próspero e em paz.

Camarada Presidente!

A sua trajectória de vida confunde-se com a história de Moçambique, que hoje se ergue orgulhoso, graças a entrega de gerações e de mais compatriotas do passado e do presente, sobretudo o inolvidável contributo dos libertadores da terra de que o Camarada Presidente é parte.

Nesta ocasião especial, quero, pois, em nome do povo moçambicano em todo território nacional e na diáspora e no meu próprio e da minha família, endereçar as mais calorosas felicitações pelo seu octogésimo aniversário natalício, com votos de muita saúde, saúde de qualidade e longa vida.

O tempo regista sempre a sua história.

Parabéns, Armando Emílio Guebuza, Antigo Presidente do nosso País”.

Lê-se na mensagem de felicitação de Filipe Nyusi.

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