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O País – A verdade como notícia

As províncias de Sofala, Tete, Manica, Zambézia, Nampula e Niassa continuarão a registar chuvas entre 30 a 100 milímetros em 24 horas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas em regime forte e muito forte poderão afetar alguns distritos das províncias de Niassa e Zambézia. Prevê-se ainda a ocorrência de trovoadas.

As chuvas até 100 milímetros em 24 horas estão previstas para as províncias da Zambézia, onde o alerta vai para os distritos de Molumbo, Lugela e Milange.

Em Niassa, o INAM chama atenção para os distritos de Mecanhelas, Mandimba, Ngaúma, Chimbonila, Lago, Sanga, Muembe, Majune, Maúa, Metarica e cidade de Lichinga.

O Instituto Nacional de Meteorologia explica que a situação resulta de um sistema de baixa pressão.

Os transportadores internacionais de passageiros acusam os governos de  Moçambique e da África do Sul de nada fazerem para acabar com a onda de destruição de veículos nacionais na África do Sul. Os transportadores dizem que, para já, a solução passa por escoltar as viaturas.

Quase dois meses depois do primeiro episódio de vandalização de viaturas com matrícula moçambicana, na África do Sul, a 7ª Comissão, a Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades da Assembleia da República, chamou os transportadores internacionais de passageiros para auscultá-los em torno dos ataques a viaturas com matrícula moçambicana na República da África do Sul.

Do encontro que durou cerca de uma hora, a Comissão dos transportadores saiu com a convicção de que a situação de insegurança vai acabar em breve.

“Nós já falamos com o Ministério dos Transportes e Comunicações, já tivemos a resposta. O Ministério dos Transportes já encaminhou o caso ao Ministério do Interior. Esta Casa aqui é a Casa do Povo, é a Casa das Leis, onde as Leis são feitas. Estes ministérios são obrigados a cumprir o que esta Casa diz. É essa convicção que tenho de que as coisas vão melhorar”, partilhou Frederico Ambrósio, representante da Comissão dos Transportadores Internacionais de passageiros do sul do Save.

Os transportadores consideram, na ocasião, que as propostas até aqui apresentadas pelo Governo para acabar com a insegurança na rota Maputo–Durban são insuficientes.

“Se os Governos realmente quisessem agir de boa vontade já teriam resolvido isto. Estarem um ou dois polícias a civil, na viatura, ou se não querem isso, ir atrás dessa viatura, quando mandada parar, os polícias saem e prendem os criminosos”.

Por sua vez, a Assembleia da República, através da Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades, garantiu que vai propor recomendações ao Governo.

“Iremos encaminhar a quem de direito as propostas de soluções. Por exemplo, de curto prazo seria assegurar a segurança rodoviária na rota Maputo–Durban, a médio e longo prazo seria investigação, responsabilização e ressarcimento dos bens perdidos”, disse Catarina António, presidente da 7ª Comissão do Parlamento.

Os transportadores dizem não conhecer as razões para a vandalização de viaturas na África do Sul. O que se sabe, para já, é que os operadores somam mais de 20 milhões de meticais em prejuízos, decorrentes da queima de quatro autocarros.

Segundo os transportadores, totalizam-se 15 viaturas com matrícula moçambicana queimadas na África do sul, sendo quatro de transporte de passageiros e 10 de particulares.

O primeiro caso foi registado no dia 24 de Janeiro e o caso mais recente aconteceu na semana passada, quando um motorista moçambicano que transportava mercadoria na rota Durban–Maputo foi interceptado, no território sul-africano, por três indivíduos que o obrigaram a abandonar a viatura. De seguida, atearam fogo sobre o veículo.

Depois de, no domingo, ter saído do Centro do país, através da província de Tete, para Malawi, onde originou chuvas intensas, esta terça-feira, em formato de depressão tropical, o fenómeno regressou a Quelimane, onde se espera que cause mais chuva até esta quarta-feira.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia é que a depressão tropical Freddy inicie, a partir de quinta-feira, uma trajectória de saída da zona continental do país, através da província da Zambézia, em direcção ao Oceano Índico, onde se prevê que enfraqueça e desapareça.

Enquanto isso não acontece, na zona Centro do país, com destaque para a província da Zambézia, ponto de entrada do fenómeno natural, continuam chuvas intensas de até 200 milímetros.

“O sistema esteve, anteontem (12/03), na província de Tete, e a sua interseção com outros sistemas fê-lo sair para Malawi, mas está, hoje (terça-feira), de volta ao território moçambicano, na província da Zambézia, e entra através do distrito de Milanje, gerando muita chuva”, explicou Pedro João, meteorologista.

A boa notícia, de acordo com o meteorologista, é que os ventos já abrandaram em toda a zona Centro.

Agora, a depressão tropical “sairá do nosso país no dia 16”, entretanto “pode voltar a Moçambique, bem como a Madagáscar, mas o INAM continua a monitorar e, se tal acontecer, poderá informar”.

Esta foi a primeira vez em que o mesmo ciclone tropical entrou duas vezes no Canal de Moçambique e durou mais de trinta dias.

Face à ocorrência de mais chuvas intensas, ventos fortes e trovoadas, o INAM apela à tomada de medidas de precaução e segurança.

Nove pessoas morreram vítimas de cólera, na província de Manica, nas últimas duas semanas. As autoridades de saúde afirmam que o fecalismo a céu aberto associado ao consumo de alimentos contaminados pode estar a contribuir para o aumento dos casos e mortes pela doença.

A província de Manica está a ser assolada pelo surto da cólera desde o mês de Fevereiro. Até ao momento, o sector da saúde registou mais de 500 casos da doença, dos quais sete perderam a vida nas últimas duas semanas.

“Das pessoas que morreram, algumas são do distrito de Tambara e outras do distrito de Chimoio. São pacientes que chegaram num estado muito crítico e não foi possível reanimá-los, por isso acabaram perdendo a vida ”, disse Flávio Meque, médico-chefe da província de Manica.

A Cidade de Chimoio é a que apresenta o maior número de casos de diarreia e vómito. O médico-chefe provincial explicou que estão em curso trabalhos de mapeamento nos bairros, com vista a evitar mais casos.

“Estamos a ter casos ao nível dos 34 bairros existentes na cidade de Chimoio. Em cada um dos bairros temos pelo menos dois a três casos da doença, por isso afirmamos que a situação está crítica”

Segundo Flávio Meque, o fecalismo a céu aberto está entre as principais causas do alastramento de cólera.

“A maior parte da população não tem latrinas, e os poucos que têm, as condições não são as melhores. Nós temos feito trabalhos de sensibilização para que pelo menos se garanta a limpeza das latrinas de modo a evitar maior reprodução de moscas que é o que transporta o vibrião colérico ”

No centro de tratamento de cólera, montado na unidade sanitária de Chissui, em Chimoio, encontram-se internados 54 pacientes.

Aumentou o número de casas abandonadas devido a inundações no bairro Hulene, na Cidade de Maputo. Actualmente, há cerca de 500 famílias que abandonaram as suas residências, contra 160 registadas há duas semanas.

Já se passa quase um mês em que muitas casas do bairro Hulene, na Cidade de Maputo, estão fechadas e abandonadas. O silêncio nalgumas ruas revela o vazio que o bairro vai ganhando por conta das águas.

Algumas famílias que tiveram a coragem de regressar às suas casas são obrigadas a fazer um pouco de tudo em meio à água.

É o caso da dona Florência, residente no bairro Hulene “B” há mais de 30 anos. Para a mãe de sete filhos, as dificuldades que encontrou no centro de acolhimento obrigaram ao regresso da sua família para a sua própria residência, cujo quintal está todo inundado.

“Vivemos em meio às águas; eu e os meus filhos tentamos improvisar algumas caixas a partir do portão até a entrada da varanda, mesmo assim só conseguimos minimizar”, disse Florência.

O mesmo cenário verifica-se na casa de Miguel Ricardo, onde, além de estar inundada, as águas negras tomaram o seu único quarto. “Estamos a pedir socorro a quem de direito, já não aguentamos viver nestas condições, todas as águas negras da lixeira de Hulene entram nas nossas casas.”

No bairro Hulene, há águas negras que causam um cheiro nauseabundo, devido à sua mistura com resíduos sólidos.

O problema aumenta a cada dia que passa. Por isso, segundo o secretário do bairro, Alfredo Ernesto, há ainda mais famílias a abandonarem as suas residências.

“Estamos a falar de mais de 500 famílias que já abandonaram as suas residências. Por isso, acabamos por criar dois centros de acolhimento para acomodar as pessoas nas proximidades das suas casas e poder controlar os bens que ainda estão lá”, disse Alfredo Ernesto, secretário do bairro.

No bairro Hulene “B”, há dois centros de reassentamento que acolhem mais de 400 pessoas. A Escola Comunitária 10 de Outubro é um deles e, nos corredores, ouvem-se lamentações de quem deixou tudo para trás.

Quase todos os dias chegam mais pessoas, apesar de a vida nos centros de acolhimento tender a ficar mais desafiadora.

Os dados foram avançados no decurso da reunião do Centro Operativo de Emergência (COE) da província da Zambézia, orientada pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago. Além dos óbitos, há registo provisório de pelo menos 14 feridos e quatro mil famílias afectadas, o correspondente a mais de 22 mil pessoas. Os dados são referentes às pessoas que estão exclusivamente nos centros de Quelimane, Nicoadala, Namacurra e Mocuba.

A província da Zambézia vive uma situação de crise humanitária, por conta da passagem do ciclone tropical Freddy, que, além de matar, deixou rastos de destruição sem precedentes. São milhares de pessoas que perderam as suas habitações e, neste momento, não têm onde morar, nem alimentação, muito menos assistência medicamentosa.

Se os dados de balanço provisório avançados pelo COE provincial são referentes apenas aos centros de acomodação de alguns distritos, só em Quelimane há registo de pelo menos 300 mil pessoas que vivem o drama. Daquele número, mais de 50 mil estão nos centros de acomodação activados em diversas escolas.

Na Escola Primária de Sangariveira, foi activado o centro de acomodação, com pouco mais de duas mil pessoas. No referido centro, há pelo menos 264 pessoas em cada uma das oito salas de aula. Dormem em condições desumanas, porque faltam esteiras, cobertores e outros utensílios. As famílias relatam situação de fome naquele centro. Homens, mulheres e crianças estão entregues à sua sorte.

Em Sangariveira, um dos chefes de uma das salas que  acolhe as famílias denunciou a falta de água. Alberto Elizeu disse que as famílias bebem água da chuva sem ter sido tratada: “Estamos a passar por uma situação difícil aqui. Estamos sem água e é por isso que bebemos assim”, precisou.

A questão de saneamento é outro dilema e, se não forem tomadas medidas urgentes, fica iminente a eclosão de doenças como as de origem hídrica.

Depois da reunião do COE provincial, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, fez saber que os centros de acomodação podem provocar uma situação de doenças respiratórias, dado a demanda a que os centros estão sujeitos. Contudo, Tiago anunciou a chegada de um total de nove médicos da Província de Maputo e da cidade da Beira. “São cirurgiões gerais e ortopedistas, uma vez que predomina o trauma, então nós vamos ter estes médicos a apoiar o Hospital Central de Quelimane”, avançou Armindo Tiago.

 

EN1 INTERROMPIDA NA ZAMBÉZIA 

Está interdito o trânsito rodoviário a partir do distrito de Namacurra para o resto da zona norte da província da Zambézia e vice-versa. Sucede que, por conta da chuva, o rio Namacurra transbordou. “São aproximadamente 500 metros de troço inundado, incluindo os desvios construídos no âmbito de trabalho de estradas em curso. Interditámos para evitar situações de desastres e danos humanos”, disse  Ramino Rubia, delegado provincial da Administração Nacional de Estradas da Zambézia.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou o estudo “Jornada ao Extremismo em África: Caminhos para Recrutamento e Retirada”, apontando pressões económicas, a pobreza e o desemprego como factores centrais para o tipo de violência. No estudo, a África Subsaariana, particularmente Moçambique, é identificada como o epicentro global da violência e do extremismo.

Em conversa com a ONU News, de Nova Iorque, a vice-directora do PNUD para África, Noura Hamladji, disse que a prática de actos terroristas ganha espaço em jovens. Acompanha o quadro económico-social de 46 países do continente. A publicação liga esta realidade ao reflexo da pobreza em várias frentes, associada à falta de oportunidades de emprego, bem como aos papéis e às expectativas de género.

“Primeiro, temos entrevistados que estão a dizer que o factor principal para se juntarem os grupos extremistas é económico. É uma esperança de uma vida melhor. É uma esperança de um emprego. Não é um factor religioso, mas um factor económico que é a razão principal para que esses jovens se juntem aos grupos extremistas. São 58% dos recrutados que citam que não há confiança no Estado. Não há confiança nas autoridades nacionais. Querem todos uma vida melhor e um emprego, mas não há confiança no Estado para dar essa perspectiva positiva para o futuro. É mesmo uma quebra do contrato social”, disse Noura Hamladji.

De acordo com o estudo “Jornada ao Extremismo em África: Caminhos para Recrutamento e Retirada”, os jovens colocaram em segundo plano a influência de factores como religião e género. A especialista disse que o raio de acção dos terroristas cresce de forma robusta.

 

TERRORISTAS COMPETEM COM O ESTADO EM MOÇAMBIQUE

“Em terceiro lugar, mostramos também que esses grupos, as zonas que controlam não estão mesmo a dar serviço do Estado. Estão a competir com o Estado: a dar serviço de educação, mas também o de segurança. Com terror, mas segurança. E o serviço de justiça. Então, são mesmo o que chamamos os protoestados nessas zonas que controlam. É uma situação preocupante”, lê-se no comunicado do PNUD.

Apesar da redução de mortes por terrorismo em todo o mundo, os últimos cinco anos marcaram o aumento para o dobro dos ataques nesta região.

A publicação indica que metade das mortes devido a acções terroristas ocorreu na África Subsaariana. Mais de um terço foram registradas em quatro países: Somália, Burquina Fasso, Níger e Mali.

Moçambique é um dos novos pontos de extremismo violento, que também se espalhou para outras partes do continente. Os ataques arrasam vidas, meios de subsistência, perspectivas de paz e desenvolvimento, destaca o PNUD.

 

ATENÇÃO INTERNACIONAL ÀS MUDANÇAS DRAMÁTICAS DOS TERRORISTAS

O documento menciona ainda que as comunidades locais têm habilidade para se recuperar da violência em todo o continente. Elas envolveram-se na prevenção e em práticas inovadoras de construção da paz.

O problema é a fraca atenção internacional ao quadro de incerteza causado pelas mudanças dramáticas na actividade extremista no Oriente Médio e na África do leste, do norte e na região subsaariana. O desafio piora em meio à crescente crise climática, ao autoritarismo, à pandemia e à guerra na Ucrânia.

Com poucos sinais de redução do extremismo violento, o PNUD defende que é preciso apostar em novas ideias sobre as abordagens e os mecanismos internacionais de financiamento do contraterrorismo.

A pesquisa considera relevante ter maior atenção aos factores económicos como impulsionadores do recrutamento de jovens.

 

FALTA DE EMPREGO COMO PRINCIPAL RAZÃO

Um quarto dos participantes no estudo apontaram a falta de emprego como principal razão para ingressar nesses grupos. A maioria era do sexo masculino.

Há cinco anos, cerca de 40% inclinavam-se a culpar as “ideias religiosas de determinado grupo” como a principal razão para se voluntariar ao recrutamento. Menos da metade identificou a religião como um factor-chave.

Os baixos níveis de uso da internet estão relacionados ao recrutamento voluntário de jovens ao terrorismo. Os envolvidos que disseram nunca ter usado ou tido acesso à rede aderiram mais rapidamente a esses grupos do que os outros.

Meios de comunicação tradicional como o rádio foram citados como a principal fonte de informação para este grupo de jovens, depois da palavra passada oralmente.

 

CUSTOS DE PRODUTOS BÁSICOS E ENERGIA

A pesquisa recomenda que se invista nas capacidades dos jovens e em estimular aptidões de liderança. Uma das sugestões é criar oportunidades de monitoria e dar apoio financeiro a organizações juvenis com foco no empoderamento de mulheres mais novas.

Os impactos crescentes das mudanças climáticas, da pandemia e do aumento dos custos de produtos básicos e energia estão entre as maiores dificuldades. Grande parte da África Subsaariana enfrenta pobreza e desigualdade em vários sectores agravados pelos já conhecidos desafios económicos e políticos.

Com a mudança climática impulsionando as ameaças, o PNUD pede uma análise mais profunda das dinâmicas e de como aprofundar factores que ajudem a dar uma resposta mais eficaz ao problema para mitigar as causas do extremismo violento.

Perto de 116 mil pensionistas do Sistema de Segurança Social, gerido pelo do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), entre os de velhice, sobrevivência e invalidez, serão abrangidos, a nível nacional, pela Prova Anual de Vida (PAV), um procedimento administrativo que consiste na verificação física da existência do titular da pensão.

Para o efeito, teve lugar na manhã desta segunda-feira, 13 de Março, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, a cerimónia central do lançamento da PAV, que decorrerá, de forma presencial, ao nível dos serviços do INSS, nomeadamente nas delegações provinciais e distritais e nos postos de atendimento.

O acto foi dirigido pelo vice-ministro do Trabalho e Segurança Social, Rolinho Manuel Farnela, e contou com a presença da governadora de Gaza, Margarida Mapanzene Chongo, do presidente do Município de Xai-Xai, Emídio Xavier, de quadros do sector de Administração e Trabalho em Gaza, pensionistas, entre outros participantes.

O vice-ministro do Trabalho e Segurança Social destacou, intervindo na ocasião, a importância de os pensionistas aderirem em massa ao processo, como forma de evitar a interrupção das pensões.

O governante disse que a PAV é um exercício que permite actualizar, periodicamente, o cadastro dos pensionistas e tem um sentido extremamente importante. “Assim, a PAV não é um mero exercício de contacto com os pensionistas. É um acto de aproximação constante entre o INSS e os pensionistas que, ao longo do exercício da sua actividade profissional, contribuíram para o sistema para que hoje, tanto eles assim como os seus familiares, tenham o direito à pensão”, frisou.

Por seu turno, a governadora de Gaza, Margarida Mapanzene Chongo, apelou a todos os pensionistas para afluírem aos serviços do INSS ao nível da cidade de Xai-Xai e nos distritos para realizarem a PAV, como forma de garantir o pagamento das suas pensões. Na província de Gaza, serão abrangidos pelo processo 4401 pensionistas, dos quais 1252 são por velhice, 44 por invalidez e 3105 de sobrevivência.

Naquele ponto do sul do país, que acolheu a cerimónia central do lançamento da PAV deste ano, o Sistema de Segurança Social cobre, em termos acumulados até Dezembro do ano passado, 6372 contribuintes, 109 696 beneficiários e 4117 trabalhadores por conta própria (TCP).

O representante dos pensionistas, Eusébio Vembane, enalteceu o INSS pelo esforço que tem empreendido para garantir a protecção social dos trabalhadores, tendo destacado os vários apoios que a instituição tem concedido aos pensionistas e às suas famílias, no âmbito do Programa de Acção Sanitária e Social.

A PAV, que desde o ano de 2018 decorre de forma biométrica, compreende a captação da imagem do pensionista e das impressões digitais, contribuindo para a transparência, celeridade, fiabilidade e credibilidade do processo. Para a sua realização, os pensionistas devem ser portadores do cartão de pensionista e do bilhete de identidade ou do passaporte. Os filhos, com a idade entre os 18 e 25 anos, devem, ainda, apresentar o certificado de frequência de ensino médio ou superior.

Os pensionistas com dificuldades de locomoção são atendidos em suas casas, através de brigadas do INSS. Para os que residem no estrangeiro, a PAV será feita mediante a apresentação de um certificado de vida e/ou atestado de residência, emitido pelos serviços consulares de Moçambique.

Em todo o país,  existem 162 081 contribuintes, 2,483 171 beneficiários e 42 638 TCP.

Já está reposta a comunicação através de uma das redes de telefonia móvel, na província da Zambézia. O Instituto Nacional das Telecomunicações de Moçambique garantiu que a comunicação noutras duas operadoras seria reposta ainda hoje.

A entrada do ciclone tropical Freddy no país, no último sábado, causou a interrupção da comunicação telefónica na província da Zambézia.

Isso porque os ventos fortes condicionaram o funcionamento de todas as redes de telefonia móvel nos distritos de Quelimane, Nhamassunge, Nicoadala, Maganja da Costa e Pebane.

Entretanto, dois dias depois, o regulador das telecomunicações no país disse que já é possível comunicar-se através de uma das operadoras.

“Ontem (domingo), estávamos com as comunicações fora de serviço em Quelimane. Alguns operadores trabalharam incansavelmente e uma das operadoras de telefonia móvel conseguiu repor”, explicou Massingue Apala, director dos Serviços de Comunicações do INCM.

Com o abrandamento dos ventos, a instituição disse que tudo estava a ser feito para que, até o fim do dia de ontem, todas as redes de telefonia móvel voltassem a operar.

“As outras duas operadoras estão a fazer esforços no sentido de repor as comunicações. As infra-estruturas são diferentes, os danos que sofreram também. Pensamos que ainda hoje (segunda-feira) a situação poderá estar resolvida”, garantiu Apala.

Para as restantes províncias afectadas pelo ciclone tropical Freddy, o regulador das telecomunicações no país garante que a situação está controlada.

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