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O País – A verdade como notícia

O tribunal sul-africano adiou para o dia 26 deste mês a audição de Esmael Nangy, acusado de liderar uma quadrilha que protagoniza raptos em Moçambique. A referida audição tem como objectivo abordar o pedido de liberdade condicional solicitado pelo acusado.

A audição de Esmael Nangy estava marcada para a última segunda-feira, mas o Tribunal de Magistrados de Tembisa, em Gauteng, na África do Sul, adiou-a para o próximo dia 26.

Segundo uma fonte da Procuradoria-Geral da República, a justiça moçambicana recebeu, na semana passada, uma notificação formal sobre a detenção do cidadão moçambicano.

No tribunal, onde o acusado compareceu por alguns momentos, a imprensa não foi permitida a captar imagens. A família de Esmael Nangy teme pela sua segurança e apelou para que não se filmasse.

Já o advogado do indiciado, Calvin Maile, de acordo com o Notícias ao Minuto, já rejeitou as acusações das autoridades moçambicanas no Tribunal de Magistrado de Tembisa, sublinhando que Esmael Nangy é um empresário “respeitado”, com residência permanente na terra do rand.

O suspeito foi detido há duas semanas num condomínio de luxo próximo de Pretória, a capital do país, com base num mandado de prisão e com pedido de extradição do Governo de Moçambique.

A Polícia apreendeu na sua posse uma arma de fogo 9mm licenciada, catorze munições de 9mm, cinco telemóveis, vários cartões bancários de bancos sul-africanos, bem como vários cartões SIM moçambicanos e sul-africanos, referiu a polícia daquele país.

Segundo a porta-voz policial, as autoridades moçambicanas solicitaram em Julho do ano passado a prisão e extradição do suspeito para “ir a julgamento por crimes de sequestro e conspiração cometidos em Moçambique”, acrescentando que Maputo não especificou os alegados crimes de “conspiração”.

Reduziu entre 2021 e 2022, no Hospital Geral de Mavalane, o número de entradas de doentes cujo estado se agrava no período de calor. A redução foi de menos 339 casos, ou seja, de 1741 em 2012 para 1401 em 2022. Apesar de considerar os dados positivos, os médicos reforçam o apelo para redobrar os cuidados.

Quando os termómetros disparam, pessoas com certas doenças crónicas sofrem as consequências.

As principais doenças que fazem com que as pessoas dêem entrada nos hospitais têm a ver com problemas cardíacos, de pele, a desidratação, sendo que a mais comum de todas é a hipertensão arterial.

No Hospital Geral de Mavalane o “O País” conversou com Helena Fernando. Hipertensa há anos sem conta, a nossa entrevistada conta-nos que cansou de “incomodar” os familiares e, como o caso desta vez não foi grave ao ponto de não conseguir se deslocar, sem auxílio, decidiu procurar o hospital pessoalmente.

O hospital já se tornou a sua segunda casa, uma vez que, para controlar a doença, faz consultas periódicas.

“Há muitos anos que sou hipertensa. Às vezes melhoro. Nestes dias de calor, tenho passado mal. Mas, quando não faz calor, melhoro. Dói-me o peito e a cabeça”, desabafou a senhora de mais de 60 anos de idade.

Nos corredores da mesma unidade sanitária, Orlando Jacob aguardava por sua vez no entendimento, enquanto nos contava a sua história. Orlando Jacob sofre de diabetes e hipertensão arterial, duas doenças que podem ser hereditárias, entretanto não sabe como as adquiriu, dado que não há histórico familiar para as doenças.

Com 78 anos de idade, diabético e hipertenso, conta-nos, com tristeza no olhar, como “convive” com as doenças há mais de cinco anos e que, por consequência, chegou a sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Esta doença tenho desde 2019. Por causa da tensão e da diabete, certo dia, de repente caí, fiquei muito tempo sem andar.”

Com a constante mudança de temperaturas que se verifica nos últimos dias, Orlando Jacob sofre, pois, segundo conta, “com o calor e a mudança de temperatura, a doença às vezes ataca-me, prende-me o joelho e não consigo andar”.

À sua semelhança, pessoas de várias idades procuram auxílio nos hospitais sempre que chega o Verão.

Nesse grupo de doenças, em 2021, o Hospital Geral de Mavalane registou 1741 entradas, contra 1402, em 2022, cuja redução foi de 339 casos.

“Este ano, nas últimas duas semanas, registámos 70 entradas”, disse Leopoldina Morais, médica.

Apesar da redução, a médica apela para que se continue a ter cuidado: “Aplicar o protector solar, principalmente nas zonas do corpo mais expostas; ingerir muitos líquidos, sumos e água; comer frutas e praticar exercícios nas horas mais frescas do dia”.

De acordo com o INAM, os próximos dias serão ainda mais quentes, com as temperaturas máximas a rondar entre os 32 e 35 graus Celsius.

Trinta e nove quilómetros da Estrada Nacional Número 2 (EN2), na Província de Maputo, estão completamente esburacados. Os utentes reclamam dos estragos às suas viaturas, e a Administração Nacional de Estradas (ANE) diz que os culpados são os camionistas.

O actual estado da EN2 tira suspiro de qualquer condutor. “É o que os senhores estão a ver, a estrada está degradada e tenho pena das pessoas que vivem aqui por causa da poeira”, lamentou Pedro Cumbane, um dos automobilistas que faz trabalhos naquela rodovia.

A Administração Nacional de Estradas, delegação da Província de Maputo, responsabiliza os camiões de transporte de areia e pedras pela degradação da rodovia. “Confirmamos essa situação, principalmente nos primeiros sete quilómetros da estrada em que temos ali exploradores de pedreiras, temos transporte com excesso de carga, portanto temos uma situação em que a estrada já atingiu o limite do seu tempo de vida útil”, disse Rubina Nurmaomed, delegada da ANE na Província de Maputo.

A ANE diz que, para já, não tem dinheiro para uma intervenção profunda e vai fazer tapamento de buracos enquanto mobiliza recursos para reabilitação da estrada.

“A ANE tem estado a intervir com simples actividade de rotina que são os tapamentos de buracos e limpeza de drenagens, mas não são suficientes, devido às limitações financeiras. A ANE está em processo de contratação de um empreiteiro que vai reabilitar os primeiros sete quilómetros e vai fazer o tapamento de buracos até à Vila de Namaacha.”

O Governo desistiu de concessionar a EN2 por não terem aparecido boas propostas. “Essa estrada já esteve no rol para ser concessionada, entretanto as propostas não satisfaziam as exigências mínimas do Governo e esta pretensão foi adiada para a procura de melhores alternativas.”

As chuvas que a província da Zambézia registou nos últimos dias afectaram 1080 famílias e destruíram, parcial ou totalmente, 800 casas. A secretária de Estado na província, Judite Mussácula, convocou e orientou a reunião para avaliar o nível de prontidão das autoridades em caso de necessidade de salvamento e assistência às famílias afectadas na Zambézia.

Dados avançados pelo centro operativo de emergência provincial indicam que pelo menos 500 pessoas foram retiradas das zonas de risco no distrito de Maganja da Costa, devido à subida do caudal do rio Licungo nos últimos dias. Em toda a província, há registo de 519 casas destruídas de forma parcial e 324 completamente devastadas.

“Gostaríamos também de continuar a trabalhar com os governos dos distritos para a retirada da população das zonas de risco, tal é o caso de Licungo e outros, para evitarmos situações de perda de vidas humanas em caso de ocorrência de chuvas extremas. Já retiramos 500 pessoas de Licungo, será que retiramos todas? Então, vamos continuar a trabalhar com todos os governos dos distritos para a monitorização da situação”, disse Judite Mussácula, secretária de Estado na Zambézia.

A província da Zambézia está sob alerta na sequência da formação do distúrbio tropical a nordeste de Madagáscar. 260 comités de gestão de risco de toda a província já foram activados face à situação, tal como fez saber Nelson Ludovico, delegado do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD) na província.

“As projecções actuais do sistema meteorológico têm potencial para evoluir para pressão tropical a partir desta terça-feira até ao dia 18 corrente”, precisou o delegado do INGD.

No entanto, de acordo com a mesma fonte que cita o Instituto Nacional de Meteorologia, “ainda é prematuro afirmar-se que este sistema possa afectar o canal de Moçambique, sendo que decorre o processo de monitorização para actualizações subsequentes”, disse Ludovico aos participantes da reunião do centro operativo de emergência provincial.

O jurista Jerónimo Mussuquisse diz que há elementos suficientes para extradição de Esmael Nangy para Moçambique, indiciado de raptos, tendo em conta a gravidade do crime e os elementos de prova em vários relatórios de crimes de que é indiciado no país.

A Polícia sul-africana comunicou, no dia 07 de Janeiro, a detenção, na terra do rand, de um homem procurado em Moçambique, suspeito de cometer crime de rapto no país.

Enquanto se aguarda por uma decisão, o especialista em Direito Internacional, Jerónimo Massuquisse, disse haver condições para que Nangy responda pelos crimes de que é acusado.

“O Ministério Público tem elementos mais que bastantes que motivam este processo, de vários casos – ele foi apontado como suspeito de estar envolvido na prática deste tipo legal de crime, para além dos relatórios, alguns dos seus colegas que estão sob custódia já o citaram em vários momentos”, disse.

De acordo com Jerónimo Massuquisse, caso o tribunal não decida a sua extradição em 20 dias, o prazo de detenção do indiciado não pode exceder 80 dias.

“Num prazo de dez dias, o Tribunal Supremo da África do Sul deve proferir um despacho, preliminar, que apresente inadmissível ou não a extradição, tendo em conta os fundamentos apresentados”, avançou.

Para o jurista, tendo em conta a gravidade dos crimes de que é indiciado, há toda necessidade de se esclarecer os vários casos de rapto que assolam o país.

O homem procurado por liderar um grupo que fazia raptos com pedidos de resgate em Moçambique foi detido no dia 07 deste mês num condomínio de luxo próximo de Pretória.

“Uma equipa multidisciplinar liderada por membros da Célula de Planeamento Trilateral (TPC) e da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) invadiu uma propriedade de luxo em Centurion onde deteve o alegado líder, procurado por casos de rapto em que pedidos de resgate foram feitos em Moçambique”, referiu o comando nacional da Polícia Sul-Africana (SAPS), em comunicado.

Centurion é uma área residencial com mais de 200 mil habitantes situada entre Pretória, a capital do país, e Midrand, na província sul-africana de Gauteng.

O comunicado da Polícia sul-africana, a que o jornal O País teve acesso, sublinha que as forças de segurança sul-africanas “agiram com base num mandado de prisão e num pedido de extradição do Governo de Moçambique”.

“No sábado à noite, a equipa que também integrou a ‘Task Force’ Especial (STF), e a unidade de Inteligência Criminal e Crime Organizado prendeu Esmael Malude Ramos Nangy, de 50 anos, numa residência em Centurion”, salientou.

“A Polícia apreendeu na sua posse uma arma de fogo 9mm licenciada, catorze munições de 9mm, cinco telemóveis, vários cartões bancários de bancos sul-africanos, bem como vários cartões SIM moçambicanos e sul-africanos”, adiantou a nota da polícia sul-africana a que a Lusa teve acesso.

Após a sua detenção, o homem compareceu no tribunal da magistratura de Randburg, em Joanesburgo, mas a sua audição foi adiada.

Contactada, a porta-voz do comando nacional da Polícia da África do Sul, Athlenda Mathe, explicou que a detenção foi efectuada por uma equipa multissectorial.

Segundo a porta-voz policial, as autoridades moçambicanas solicitaram em Julho do ano passado a prisão e extradição do suspeito para “ir a julgamento por crimes de sequestro e conspiração cometidos em Moçambique”, acrescentando que Maputo não especificou os alegados crimes de “conspiração”.

“Claro que vamos também investigar possíveis ligações do suspeito com os sequestros que têm sido perpetrados no nosso país”, frisou Athlenda Mathe.

O TPC é uma estrutura de policiamento que foi criada pelos governos da África do Sul, Moçambique e Tanzânia para combater o crime organizado transnacional na região.

A ministra do Interior confirmou, dias depois, a detenção, na África do Sul, de um suposto mandante dos raptos em Moçambique.

“Naturalmente, como os casos não foram todos esclarecidos, foi emitido um mandado de captura internacional de um dos envolvidos nestes casos de rapto, e a resposta é esta que acompanhámos da detenção deste cidadão na África do Sul para poder responder ao que pesa sobre si”, confirmou Arsénia Massingue, ministra do Interior.

Mesmo após a audição do indiciado no dia 08 de Janeiro, a ministra do Interior disse que as autoridades moçambicanas ainda não tinham sido notificadas.

“Os passos a seguir como devem calcular é que as nossas instituições da administração da justiça sejam notificadas formalmente, porque todos nós acompanhámos pela imprensa. Ainda não houve uma notificação formal, e o passo seguinte será esse e, depois, seguir-se-ão outros”, referiu.

Apesar de a detenção ter sido feita pela Interpol, na vizinha África do sul, o Ministério Público esclareceu que a detenção do suposto raptor envolveu a Polícia moçambicana, e, de lá para cá, decorrem démarches com vista à extradição para Moçambique do indiciado.

Em 2022, foram registados, em todo o país, 13 casos de rapto, dez dos quais já esclarecidos, segundo a informação prestada pela ministra do Interior. Arsénia Massingue avança, também, que há 36 detidos em conexão com o crime de rapto.

Agente de segurança privada matou a sua própria esposa a três tiros depois de uma briga com a finada no Mercado Diamantino, na Cidade de Maputo. O indiciado é confesso e está detido na 18ª Esquadra da PRM. Já em Manica, um pastor foi baleado e, depois, detido por tentar vender um menor.

O caso deu-se por volta das 12 horas desta segunda-feira na capital do país. O indiciado contou que já não aguentava mais as recorrentes brigas com a sua esposa, por isso decidiu usar uma arma de fogo, por sinal o seu instrumento de trabalho, para tirar a vida dela.

“Eu sabia que ela morreria. Quando uma pessoa despreza as outras, não é nada bom. Na verdade, eu queria que ela perdesse a vida e seguida matar-me também, mas depois apercebi-me de que a arma já não tinha munições”, contou o indiciado.

No local do baleamento, havia manchas de sangue no chão. Segundo contam testemunhas, a vítima perdeu a vida após o seu próprio esposo ter aberto fogo contra si no mercado onde ela trabalhava. Foram três tiros em diferentes partes do corpo.

Após matar a sua esposa, o indiciado, de 54 anos de idade, colocou-se em fuga, mas não tardou para que fosse encontrado e, neste momento, encontra-se detido na 18ª esquadra.

“O indiciado saiu do seu local do trabalho e dirigiu-se ao mercado, portando uma arma de fogo do tipo pistola. Na sequência, teria confrontado a sua esposa que, tal como noutros dias, se encontrava a exercer o seu trabalho. Em meio a este confronto, o indivíduo entendeu que devia sacar a sua arma do serviço e efectou três disparos, um na região do coração, outro no abdómen e o terceiro no pé. Socorremos a vítima até ao hospital, onde veio a perder a vida”, explicou Leonel Muchina, porta-voz da PRM na Cidade de Maputo.

Esta foi a segunda mulher morta a tiros, em menos de uma semana, na Cidade de Maputo.

Já na província de Manica, um pastor foi baleado pela Polícia após tentar vender um menor de 12 anos, filho de um dos crentes da sua igreja.

Segundo a Polícia naquela província, o indiciado, que agora está a receber cuidados médicos no Hospital Provincial de Chimoio, foi alvejado quando tentava fugir.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas, hoje, devido ao despiste de uma ambulância, em Manica. O acidente de viação ocorreu por volta das 2h00 da madrugada quando a ambulância, do Hospital Distrital de Manica, transportava uma parturiente para uma outra unidade hospitalar, disse Mateus Mindu, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica.

“A ambulância despistou-se, embateu contra um poste e uma árvore e de seguida capotou”, explicou Mateus Mindu, apontando o excesso de velocidade como presumível causa do incidente.

Uma estagiária da saúde e um acompanhante da paciente que seguiam na ambulância morreram no local e os três feridos foram transferidos para o Hospital Provincial de Chimoio.

Os índices de sinistralidade rodoviária no país são classificados como dramáticos por várias organizações.

As autoridades moçambicanas têm apontado o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool como as principais causas dos sinistros.

Em média, pelo menos mil pessoas morrem anualmente nas estradas, segundo dados avançados pela Associação Moçambicana Para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (Amviro).

Uma em cada vinte pessoas perde seus pertences por mês nos transportes semicolectivos do Terminal Rodoviário Internacional da Baixa da Cidade de Maputo. Os bens são reservados nos armazéns da associação, mas poucos os reclamam.

É comum os passageiros esquecerem-se de bens durante viagens no transporte público de passageiros, e a maior preocupação tem sido como recuperar esses bens.

A família de Zito Arone é exemplo das pessoas que já passaram por esta situação. “Ele diz que o motorista chegou a uma zona no bairro Fomento, e uma das pessoas que estava a descer do ‘chapa’ descarregou bens dele e do meu irmão mais novo, sem ele se aperceber e os pertences não eram dele”, contou o passageiro.

Mas há quem teve um final feliz e conseguiu recuperar os bens. “O motorista encontrou o meu contacto e ligou-me; a mercadoria chegou até onde eu estava”, disse Lucas Manhique.

Alguns motoristas nacionais e internacionais no Terminal Rodoviário Internacional da Baixa contam que já passaram pelo cenário e depositaram vários bens nos armazéns da associação. “Quando [o bem] não é roubado pelos passageiros, eu encontro aqui, no carro, e vou deixá-lo no armazém. Quando aparece o dono, diz o que perdeu e encontra os seus pertences. Mesmo no carro, tenho ficado com muitas encomendas durante dois ou três dias e, se a pessoa não aparece, eu deixo-os com o fiscal”, avançou Cibossise Lhovo, motorista.

Pastas, fardos, mesa, até pneus são alguns dos bens não reclamados numa das associações de transporte na Cidade de Maputo.

Frederico Lopes, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários Internacionais da Baixa (MOZATA) afirma que os casos são frequentes. “É constante, as pessoas deixam as coisas nos carros, outros mandam e perde-se por vários motivos. Nós temos avisado os clientes: ‘quem vem com o seu bem é obrigado a controlar os seus pertences para que não corra o risco de perder ou ser roubado’”, esclareceu Frederico Lopes, presidente da MOZATA.

Segundo a Associação dos Transportadores Rodoviários Internacionais da Baixa, todos os pertences dos passageiros são guardados até que sejam reclamados, entretanto alguns ficam meses até anos e, quando nada acontece, as associações dizem que doam os bens.

Um adolescente de 13 anos morreu na madrugada de hoje, vítima de uma descarga atmosférica. Segundo as autoridades, a vítima encontrava-se no interior de uma casa, junto de mais quatro pessoas, que contraíram ferimentos leves.

O caso aconteceu na cidade da Beira, concretamente no posto administrativo de Inhamizua, onde, durante a madrugada, houve queda de chuva forte acompanhada de trovoadas, que culminaram em descargas atmosféricas.

No interior da casa, estavam cinco pessoas. Telma Rosário, uma das sobreviventes, conta que, de madrugada, começou a chover e um raio forte caiu sobre a casa que começou a arder.

“Devido à chuva, o meu cunhado (vítima mortal) foi ao meu quarto, porque no dele a chuva entrava. Quando eu saí para a sala, a cortina já estava a arder. Tentei abrir a porta, mas não consegui. Pedi socorro e um meu outro cunhado conseguiu furar o tecto, saiu e começou a puxar-nos para fora de casa. Quando puxava o meu cunhado, ele perdeu a consciência e caiu, sendo devorado pelas chamas. Não tínhamos como o salvar”, contou Telma Rosário, uma das vítimas.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) confirmou o facto: “Houve este incêndio na casa e um dos menores acabou por morrer. As outras vítimas tiveram ferimentos ligeiros, alguns estão ainda em assistência médica. Esta situação é recorrente na época chuvosa, caracterizada por esses fenómenos, de descargas atmosféricas, trovoadas e outras”, explicou Aristides Armando, delegado provincial do INGD em Sofala.

O INGD diz que alocou para as vítimas tendas e mantimentos e promete manter o apoio por mais um mês, até que as famílias consigam reerguer-se.

Com este sinistro, sobe para sete o número de casos registados na província de Sofala, com destaque para o distrito de Gorongosa que já teve três casos.

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