Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O segundo país que mais produz frango na África Austral é Moçambique, que vem depois da África do Sul, com uma produção que ronda cerca de 147 mil toneladas, deixando para trás países como Zimbabwe, Malawi e Tanzânia.

Os dados foram apresentados, na quarta-feira, pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural. Celso Correia diz que o sector pecuário no país cresceu 9% entre 2021 e 2022, o maior crescimento registado nos últimos 10 anos.

“Esse crescimento mostra o esforço que tem sido feito pelos pequenos e grandes produtores em Moçambique; também a conjugação de factores que impulsionaram o aumento da produção, uma delas a protecção do mercado”, celebrou Correia.

O aumento do número de avicultores, a expansão de aviários e o combate ao contrabando do frango são outros factores que ajudaram o país a posicionar-se, garantindo, desta forma, que se reduzisse a importação de frango, que, neste momento, ronda os dois por cento, ou seja, 98% do frango consumida em Moçambique é nacional.

O desafio actual é atingir total autonomia e, nos próximos dois anos, começar a exportar. O governante falou também da produção de ovos e disse aumentou em 7,2% de 2021 para 2022.

“Em 2022, houve uma produção de 26 526,467 dúzias de ovos contra 24 729,823 de 2021. O aumento da produção foi motivado principalmente pelas políticas de controlo e combate ao contrabando, o que incentivou o investimento do sector privado, familiar e comercial na produção de ovos”, informou o ministro.

A Província de Maputo foi a que mais produziu com mais de 10 milhões de dúzias, seguida por Manica, com nove milhões, e Nampula, com três milhões de dúzias.

O governante apresentou os dados durante o II Fórum Nacional de Pecuária, na Província de Maputo.

Subiu de dois para oito o número de casos de cólera na Cidade de Maputo. Cinco dos pacientes são do distrito municipal KaTembe, outros três de KaMubukwana e encontram-se todos em casa. A informação foi avançada, hoje, pelo edil de Maputo, Eneas Comiche.

Os primeiros dois casos de cólera, na Cidade de Maputo, foram reportados há mais de duas semanas. E a expectativa era a de que a transmissão local se mantivesse estacionária. Entretanto, a realidade mostra o contrário, pois os casos tendem a aumentar, segundo fez saber o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche.

“No Município de Maputo, foram notificados oito casos de cólera, dos quais cinco em KaTembe e três de KaMubukwana. Em face destas ocorrências, reforçámos o sistema de monitoria e vigilância activa de doenças de origem hídrica e o treino em serviço de técnicos de laboratório, a fim de garantir maior qualidade na colheita e processamento das amostras, em todas as unidades sanitárias municipais”, avançou Comiche.

Sobre os impactos das inundações urbanas, continuam activos seis dos oito centros de acomodação que tinham sido abertos, na capital do país. Nestes centros estão ainda mais de 170 famílias.

“Os efeitos desta intempérie continuam a afligir muitas famílias e a preocupar o Conselho Municipal. Estamos em contacto com os governos da Província de Maputo, concretamente nos distritos de Marracuene, Manhiça, Matutuine e o Município de Boane, solicitando parcelas de terra para o reassentamento das famílias que se encontram em locais de risco. Estamos cientes da difícil situação que prevalece nos bairros das Mahotas, Hulene, Zimpeto, Magoanine A e C”, explicou Comiche, reafirmando que o papel de diversos actores sociais é importante para responder aos impactos da época chuvosa e ciclónica.

“Por isso, continuamos a trabalhar para aliviar o sofrimento dos munícipes, em coordenação com as instituições governamentais, públicas e privadas, e de cooperação, da sociedade civil e organizações comunitárias de base.”

As informações foram partilhadas, esta quinta-feira, durante a abertura da décima nona sessão ordinária da Assembleia Municipal da Cidade de Maputo. Nesta sessão, deverão ser debatidas matérias como a proposta de criação de empresas municipais de salubridade e de infra-estruturas e novas vias para circulação de veículos pesados.

O ministro da Saúde não cumpriu a promessa de alocação de duas máquinas de tomografia, mais conhecidas como TAC, aos hospitais centrais até finais de Março deste ano. Armindo Tiago diz que, no lugar disso, o MISAU preferiu comprar as máquinas de ressonância.

A promessa foi feita no mês de Novembro do ano passado pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, durante mais uma sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República.

“Até o 1º trimestre de 2023, vamos alocar a todos os hospitais centrais uma TAC adicional. Portanto, cada hospital vai ter duas TAC, para evitar que, quando uma avaria, as pessoas tenham que pagar 20 mil Meticais em hospitais privados”, respondeu Tiago, na referida sessão, quando questionado pela bancada da Renamo sobre a falta de máquinas que façam a Tomografia  Axial Computorizada (TAC).

Entretanto, cerca de um mês após o fim do prazo estabelecido para a alocação das máquinas, não há, em nenhum dos quatro hospitais centrais existentes no país, máquinas adicionadas.

Armindo Tiago disse ao “O País” que os recursos foram usados para outros fins, a começar pela maior unidade sanitária, o Hospital Central de Maputo.

“Quando nós fizemos a afirmação, a TAC e a ressonância no HCM estavam a funcionar. Depois houve um acto criminal e a ressonância parou de funcionar e a TAC também avariou. A nossa opção foi usar os recursos para reparar as duas máquinas”, disse Tiago.

Para as outras unidades, houve também mudança de planos. Aliás, isto aconteceu para os hospitais centrais da Beira e de Nampula. Em relação a Quelimane, não há espaço para a colocação de uma máquina TAC.

“Em Quelimane, houve destruição, em decorrência da passagem do ciclone Freddy, portanto é improcedente pensar que se pode colocar a TAC nas condições de destruição”, referiu Tiago.

Além de alocar estas máquinas para os hospitais centrais, Tiago garantiu que, até finais de 2023, os aparelhos estarão também disponíveis em todos os hospitais gerais e provinciais. E esta promessa será cumprida ou haverá também desvio de aplicação?

As máquinas de Tomografia Axial Computorizada servem para diagnosticar doenças e anomalias no corpo por via da imagem.

A situação dos desmaios é difícil de controlar, sendo que reina desespero nos alunos, na direcção da Escola Secundária 04 de Outubro e no seio dos pais e encarregados de educação. Alunas que desmaiam são imediatamente evacuadas ao hospital para receberem cuidados médicos urgentes. A comunidade escolar mostra-se ainda mais preocupada com os casos, por não haver resposta científica, muito menos tradicional sobre a situação.

A onda de desmaios na Escola Secundária 04 de Outubro, no distrito de Morrumabala, já afectou mais de 300 alunas, e a cada dia que passa surgem novos casos. Os desmaios estão a ser frequentes e preocupantes e afectam alunas com idades que variam entre 14 e 23 anos.

A direcção da escola já conversou com os pais e diversas lideranças tradicionais para encontrar saídas para pôr termo à situação. Aliás, na referida escola foi efectuada uma cerimónia tradicional de evocação de espíritos, como forma de procurar travar a situação.

Há relatos de que a referida escola pode ter sido construída por cima de um cemitério, mas há quem descarte esta hipótese e fale de fome no seio das alunas – tudo suposição.

O certo é que, mesmo depois dos trabalhos tradicionais, os desmaios não pararam e até se agudizaram. Trata-se, na verdade, de uma situação que está a ser difícil de controlar.

Quando o jornal O País chegou, na manhã desta quarta-feira, à Escola Secundária 4 de Outubro, foi possível ver muitas meninas a desmaiarem.

Arlete João, professora da Escola Secundária 4 de Outubro, diz que não tem explicação da situação, mas a preocupação é tanta no seio dos docentes. Outro professor que também se mostrou preocupado é Colaço Guinda, que também não sabe as reais causas da situação. “Não temos explicações nem científicas nem tradicionais; vemos as nossas alunas a caírem todos os dias, mas não temos resposta sobre este fenómeno.”

Quando uma aluna desmaia, solicita-se o seu encarregado de educação para ser evacuado a um hospital. Uma das encarregadas mostrou-se revoltada com a situação: “Isso está demais, as nossas filhas vão preferir faltar à escola desta maneira. Isso não se explica, alguém deve parar isso”, disse Beatriz, secundada por Sidónio Ferrão, um outro encarregado de educação, por sinal director pedagógico da escola: “Estou a levar a minha filha também ao hospital, sou igualmente um pai afectado”.

Alunos entrevistados pela nossa reportagem mostram-se igualmente preocupados com a situação.

O declarante Franque Devisse nega a acusação de que teria sido quem introduziu uma faca na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, para executar Nini Satar. O recluso acusa o arguido Leão Wilson de tentar alicia-lo a mentir em troca de liberdade.

No seguimento do julgamento do caso de tentativa de assassinato de Nini Satar, foram, esta quarta-feira, ouvidos mais dois declarantes.

O primeiro foi Franque Davisse, acusado de ter facilitado a entrada de uma faca na B.O., a fim de executar Momed Satar, em Fevereiro do ano passado.

Confrontado com o facto, Franque refutou as acusações e revelou ter sido coagido pelo arguido Leão Wilson a acusar Nini Satar, em troca de liberdade.

“Nesta segunda-feira (24), quando saíam daqui, Leoa Wilson procurou-me e disse para eu vir mentir aqui para o tribunal, dizendo que quem me entregou a faca foi Nini. Mas eu não podia fazer isso, porque eu sei que é crime”, disse Franque Davisse, depois de ter afirmado que jamais tenha visto a tal faca de que tanto se fala.

Questionado se teria ouvido falar do plano de assassinato de Nini Satar, Franque disse que só ouviu o caso depois que o assunto foi despoletado, quando a Procuradoria-Geral da República começou uma investigação na B.O., por forma a descobrir os contornos desse caso.

O recluso, de 36 anos de idade, conta que, numa das vezes, o seu pavilhão foi interpelado, através da rede de vedação que separa o seu do outro, por António Chicuamba, um dos arguidos do processo, solicitando que fizesse chegar um contacto telefónico escrito num pedaço de papel a um outro recluso (arguido), de nome Damião Mula.

“Chegado lá, entreguei o contacto e ele devolveu dizendo que o número não estava completo e que não devia aceitar nada quando fosse chamado pela PGR, isto porque Leão (arguido) estava a tratar tudo com os ‘chefes’. Quando voltei, Chicuamba já estava a ser recolhido para um interrogatório. Daí chamei Ismael (outro recluso) e informei-o do sucedido, pelo que me aconselhou a contar tudo a Nini”, disse.

Já o segundo declarante, Armando Vilanculos, oficial de inteligência penitenciária, é implicado no caso como quem teria facilitado a entrada do celular usado para fazer gravações que comprovam o envolvimento dos seis arguidos. Mas este também negou tudo.

Vilanculos é citado como quem recebeu o celular de José Ngulela, numa das paragens do bairro Jardim, na Cidade de Maputo, para facilitar a sua entrada na B.O..

Mas aquele diz que, como oficial de inteligência, foi integrado a uma equipa composta por membros da PGR, SERNAP e outros elementos do quadro da justiça para apurar a veracidade dos rumores existentes sobre a tentativa de assassinato.

No trabalho de investigação, Leão Wilson foi tido como responsável pela execução e Lenine Macamo o cabecilha.

“Depois de Leão ter aceitado, acabou por dizer muitos assuntos sérios, que envolvem pessoas de alto nível no Governo, em que existe um interesse em eliminar Nini Satar, porque já não querem ele na sociedade, porque está a trazer muito problemas para o sistema e ia garantir a soltura deles e teriam muito dinheiro. Fala-se de mais de 40 milhões de Meticais”, disse Armando Vilanculos.

Nesta audição, um novo nome foi citado de quem terá feito parte do esquema para introdução de uma faca na B.O.. Chama-se Inácio Mirasse e será ouvido esta quinta-feira.

Hélder Martins encoraja os jovens a serem insubmissos a injustiças e a exigirem soluções para os problemas do país. O especialista em saúde pública fez as declarações esta terça-feira, no evento de lançamento do seu oitavo livro.

“Crónicas dum insubmisso” é o nome que Hélder Martins dá à sua obra. Médico desde 1961 e depois de mais de quatro décadas de dedicação ao Serviço Nacional de Saúde, o autor decide desconstruir e questionar parte da história de Moçambique, que considera factos distanciados da verdade.

Com mais de 400 páginas, o livro “Crónicas dum insubmisso” tem como principal objectivo despertar nos jovens a luta pela justiça e pelas verdades difíceis de serem aceites.

“No tempo colonial, o problema principal que nos afectava era o colonialismo e tudo o que dele resultava – o racismo, a injustiça social. Nós lutámos, lutámos contra isso. Hoje, há outros problemas, e é preciso que os jovens de hoje também sejam insubmissos, também queiram lutar pela justiça. Se alguma coisa é contra a justiça, então eles devem estar contra, devem ter coragem de assumir as posições correctas e lutar pela solução dos problemas, hoje temos muitos problemas”, explicou Hélder Martins.

O evento decorreu, segundo Martins, esta terça-feira, dia 25 de Abril, e não por acaso. É que nesta data, há 10 anos, era fundada a Associação do Médico Escritor e Artista de Moçambique. Exactamente por isso, a cerimónia bastante concorrida juntou, no anfiteatro da faculdade de Medicina da UEM, médicos escritores e artistas, académicos e outras individualidades moçambicanas, como a académica Teresa Cruz e Silva, que apresentou a obra, bem como Luís Bernardo Honwana, seu amigo e escritor, que descreveram Hélder Martins como dono de uma opinião incisiva.

“Independentemente de os leitores estarem de acordo ou não com algumas análises de Hélder Martins e das suas metodologias de análise, os seus textos e memórias passadas reflectem a personalidade que ele classificou de insubmisso e sempre caracterizou as suas formas de expressão com uma linguagem muito directa e um posicionamento sempre frontal com os temas que retrata. Uma leitura atenta à forma como os textos foram seleccionados faz exaltar a existência de uma íntima relação entre a história e a memória, da mesma forma que nos leva a reflectir sobre o impacto que o presente exerce na busca pelo passado”, referiu a professora Teresa Cruz e Silva.

“Esta é uma qualidade do Professor Hélder Martins, este título que vem na capa do livro dele: a palavra insubmisso. Ele dá-se às coisas, ele dá-se aos assuntos em que está metido, com todo o entusiasmo, de uma forma tal que lhe fez ter poucos amigos, mas felizmente ele continua assim”, reiterou o escritor Luís Bernardo Honwana.

Hélder Martins foi funcionário sénior da OMS, como também docente em Saúde Pública em vários países. Tem vários Diplomas de Mérito e condecorações, uma das quais em Doutor Honoris Causa em Ciências da Saúde e Educação.

Hélder Martins nasceu em Maputo, em 1936. Em 1953, foi estudar Medicina em Lisboa, onde se formou em 1961. É co-fundador da Frelimo. Participou na Luta de Libertação Nacional, tendo sido director dos serviços de saúde da Frelimo. No imediato pós-Independência, foi ministro da Saúde durante 5 anos.

Bispos da Igreja Católica queixam-se da proliferação de seitas religiosas em Moçambique, uma situação que, no seu entender, está a atrapalhar vários crentes.

O surgimento e a proliferação de seitas religiosas em Moçambique foram um dos temas de destaque na conferência de imprensa ocorrida ontem, na Cidade de Maputo, e que constitui preocupação para os bispos católicos de Moçambique.

“Nos últimos tempos, estão a multiplicar-se congregações que não são do ramo católico, nem protestantes, mas são seitas que estão a chegar de todos os lados. Temos visto pequenas comunidades onde, por exemplo, um crente desiste e abre a sua congregação. Isto é uma preocupação porque atrapalha os nossos cristãos”, disse o bispo Inácio Lucas.

Há também radicalismo e extremismo nas igrejas, segundo os bispos, que sugere a criação de um gabinete nacional para combater aos fenómenos.

“Há que precavermos o futuro da juventude. Devemos combater atitudes extremistas e radicais e que se use a religião para outros fins. A igreja, como educadora, está preocupada com estes problemas”, disse o Arcebispo da Maputo, João Carlos Nunes.

Sobre a situação política do país, os bispos defendem que deve haver transparência no processo de recenseamento em curso para evitar conflitos eleitorais.

“A história mostra-nos que estes momentos não só têm sido de festa, como também de conflitos. Então, é importante precavermo-nos e criarmos condições para que tais conflitos não ocorram. Que seja um momento de festa para todos”, disse Carlos Nunes.

Em relação às últimas visitas que os bispos efectuaram à Assembleia da República e à Presidência da República, João Carlos Nunes explicou que o objectivo “era reforçar as relações entre a Igreja Católica e as instituições de soberania do Governo. A título de exemplo, na próxima quinta-feira foi-nos pedido para falar da ética do deputado na Assembleia da República. É uma maneira de colaborar naquilo que são os valores morais para que as instituições consigam seguir os objectivos para os quais foram criadas. É também uma forma de demonstrar o compromisso político que temos, sobretudo quando diz respeito à criação de condições necessárias para a boa convivência”, explicou o Arcebispo de Maputo.

Os representantes da Conferência Episcopal de Moçambique falavam a jornalistas durante o balanço de uma reunião dos bispos católicos ocorrida na Província de Maputo, de 17 a 25 de Abril.

Representantes das autoridades moçambicanas e sul-coreanas estiveram reunidos, ontem, na Cidade de Maputo. No evento, trocaram experiências sobre acidentes de viação.

O intercâmbio acontece num contexto em que 838 acidentes de viação mataram, em 2022, pelo menos 798 pessoas, a nível nacional, e em 2021, 942 acidentes ceifaram 944 vidas.

Embora o número de mortes por acidentes tenha reduzido, mantém-se a preocupação.

“A situação é muito crítica porque todos os dias morrem moçambicanos e não só nas nossas estradas. Então, isso constitui um grande problema para o país”, disse Fernando Ouana, director nacional dos Transportes e Comunicações.

Para mudar a situação, prevê-se implementar em 2024, com ajuda do Governo da Coreia do Sul, um plano de segurança rodoviária, segundo anunciou-se no encontro entre representantes do Governo dos dois países.

“O plano director foi desenvolvido por profissionais, em coordenação com o Governo de Moçambique durante os últimos três anos, tendo sido ajustado às condições e à realidade do país”, disse Choi Won Sok, embaixador da República da Coreia em Moçambique.

Constam do plano de formações matérias relativas à segurança rodoviária, melhoria de estradas e monitorização do tráfego.

“Queremos sugerir aspectos estratégicos relacionados com as infra-estruturas. Por exemplo, no que diz respeito ao que se pode melhorar, constam as políticas e as próprias estradas, com vista a reduzir os acidentes de viação. Prevemos contribuir na formação em matérias de segurança rodoviária, e esta deve começar mais cedo, com as crianças nas escolas”, explicou Mintaek Oh, oficial de assistência ao projecto de melhoria da segurança rodoviária.

O plano resulta de um financiamento de sete milhões de dólares, equivalentes a mais de 440 milhões de Meticais, no âmbito da cooperação entre Moçambique e Coreia do Sul.

Mais de 200 famílias continuam a viver em zonas vulneráveis a inundações no distrito de Boane. Segundo o edil Jacinto Loureiro, o município não tem dinheiro para reassentar as pessoas.

Passou a época chuvosa, mas os rastos de destruição prevalecem no distrito de Boane, Província de Maputo.

Segundo o edil de Boane, Jacinto Loureiro, há mais de 200 famílias que carecem de uma nova área habitacional. “Estamos a fazer esforços para realocar as famílias, mas dentro de grandes desafios, porque precisamos de criar novas infra-estruturas nas zonas”, disse Jacinto Loureiro.

Segundo o presidente do Conselho Municipal de Boane, a solução é reassentar as vítimas, mas a missão é quase impossível porque falta dinheiro.

“Por exemplo, precisamos de tendas, material de construção, o município praticamente tem os bolsos vazios. É preciso que os nossos parceiros compreendam a situação e apoiem para que, efectivamente, consigamos reassentar as famílias”, disse.

Esta segunda-feira, no âmbito do projecto de assistência às famílias da empresa Mozal, o governador da Província de Maputo procedeu à entrega de donativos para apoiar as vítimas das inundações.

Júlio Parruque disse que o projecto vai prestar apoio a mais de cinco mil beneficiários com cerca de três mil kits agrícolas, doze mil kits de sementes agrícolas e mil kits alimentares nos distritos de Boane, Namaacha e Moamba.

De acordo com o director dos Assuntos Externos da Mozal, Gil Cumaio, o apoio visa responder às necessidades das vítimas das inundações durante dois meses.

Para os agricultores que viram suas culturas levadas pela água, as ferramentas, os insumos agrícolas e as sementes vão permitir o reinício das suas actividades.

+ LIDAS

Siga nos