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O País – A verdade como notícia

A Secretaria de Estado da Juventude e Emprego entregou, esta quarta-feira, 30 kits de empreendedorismo a jovens, na Cidade de Maputo. A entrega enquadra-se no programa do Governo, “Meu kit, Meu Emprego”.

Os jovens que receberam os 30 kits da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego são todos dos sete distritos da Cidade de Maputo. Segundo a representante dos beneficiários, Maria Fumo, diz que a iniciativa vai estimular mais empreendedores.

“Como beneficiários, optamos por abraçar o empreendedorismo, a fim de gerar os nossos próprios empregos e empregos para os nossos irmãos, e porque estamos na fase embrionária dos nossos projectos, temos a certeza de que estes kits vão ajudar muito.”

Osvaldo Petersburgo, secretário de Estado da Juventude e Emprego, foi quem procedeu à entrega dos materiais. Já no pódio, Petersburgo disse que a iniciativa visa ajudar os jovens a formalizar os seus negócios.

“Com a entrega desses kits de auto-emprego, os jovens vão formalizar os seus negócios através da ligação com outras instituições do Governo, como a Autoridade Tributária, o Balcão de Atendimento Único e o Instituto Nacional de Segurança Social.

Osvaldo Petersburgo avança também que os beneficiários “não vão abraçar o sector informal”.

Meu kit, Meu Emprego é uma iniciativa do Governo que visa promover o empreendedorismo no país.

Arrancou em todo o país a nona campanha de vacinação contra a pólio, que vai abranger cerca de 22 mil pessoas de até 15 anos de idade. O processo custa ao Estado moçambicano 11 milhões de dólares. O vice-ministro da Saúde diz que o objectivo é erradicar a pólio em Moçambique.

O país já esteve livre do vírus que causa a poliomielite, mas voltou a ter ameaças, depois de terem sido registados 33 casos em 2022. Em Junho do ano corrente, foram vacinados contra a pólio 19 978 803 crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. E entre esta quinta-feira e o próximo sábado, isto é, de 13 a 16 de Setembro corrente, volta-se a vacinar as mesmas pessoas e outras que não se tenham vacinado antes. O vice-ministro da Saúde, Ilesh Jani, explica as razões de várias rondas de vacinação contra a poliomielite.

“Nós precisamos de garantir o nível de imunidade nas nossas crianças, que não permita a circulação do vírus, e a única forma de o fazer é garantir campanhas de vacinação repetidas. Apenas uma dose da vacina não é suficiente para atingir os níveis de imunidade que nós queremos. Nós temos de fazer várias rondas de vacinação, portanto, as mesmas pessoas têm de ser vacinadas várias vezes, para que o nível de anticorpos que as pessoas tenham lhes permita proteger-se do vírus. O vírus da pólio causa paralisia, pode levar à morte e é extremamente transmissível. Portanto, nós temos o dever de proteger a nossa população contra este vírus extremamente perigoso.”

A vacinação contra a pólio acontece nas escolas, centros infantis, igrejas, campos de deslocados e outros locais de maior aglomeração populacional, bem como de casa em casa.

As explicações sobre a campanha de vacinação foram dadas pelo vice-ministro da Saúde, esta quarta-feira, na Cidade de Maputo, depois de orientar a abertura de jornadas científicas do Instituto Superior de Ciências de Saúde. Ilesh Jani entende que é importante munir de ferramentas científicas, para que tenham capacidade para exercer a profissão baseando-se em evidências científicas.

“A importância deste processo é que promove as boas práticas de investigação e prepara, principalmente os estudantes, para a prática de medicina e de saúde pública baseada em evidências e, principalmente, a prática da discussão científica à volta da conduta dos profissionais de saúde.”

O evento que conta com a exposição de vários produtos e artigos terá a apresentação de trabalhos científicos elaborados por estudantes e docentes daquela instituição de ensino superior vocacionada para a formação de quadros do sector da saúde.

Continuam em parte incerta os indivíduos envolvidos na tentativa de rapto de um empresário de nacionalidade indiana, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz ainda não haver pistas.

A tentativa de rapto ocorreu no estabelecimento comercial da vítima, pela segunda vez consecutiva.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal, que ainda desconhece o paradeiro dos supostos raptores, diz que tudo está a ser feito para esclarecer o caso.

“Estamos a trabalhar com outras entidades para poder esclarecer este caso, temos informações e é com base nelas que nos guiamos”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo.

O porta-voz da instituição falava, esta quarta-feira, a jornalistas, após apresentar dois indivíduos de nacionalidade paquistanesa acusados do crime de tráfico de drogas.

“Os indivíduos foram detidos no dia 08 do corrente mês na posse de um produto na quantidade de 250 gramas, que foi submetido ao laboratório, tendo-se constatado que se trata de soda cáustica, que serve para a produção de diversos tipos de droga, incluindo a cocaína e heroína”.

Entretanto, os acusados negam as acusações e dizem tratar-se de um produto de limpeza que é vendido em várias ferragens.

O SERNIC diz que as mensagens telefónicas e fotografias foram as evidências que também ditaram a detenção dos indivíduos.

A proporção de famílias moçambicanas em situação de insegurança alimentar aguda caiu de 29,9% em 2019 para 9% em 2022, segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela Rádio Moçambique.

De acordo com o relatório Indicadores Básicos de Agricultura e Alimentação de 2018 a 2022, a situação na província de Cabo Delgado é a mais preocupante, com 25% dos agregados familiares em situação de insegurança alimentar aguda, ainda assim metade da proporção do ano anterior (2021), que foi de 49%.

A província está a ser afectada há quase seis anos por ataques terroristas que obrigaram milhares de famílias a deixar as suas terras de origem à procura de segurança noutros distritos, não apenas de Cabo Delgado.

No plano contrário, apenas 2% das famílias de Niassa estavam em situação de insegurança alimentar em 2022, 4% na província de Manica e 5% em Maputo.

Ainda segundo do INE, o número de explorações agropecuárias familiares e empresariais em Moçambique cresceram de 4.133.616 em 2018 para 4.614.495 em 2022, a maior parte das quais nas províncias da Zambézia (882.818) e de Nampula (808.505).

Há uso abusivo da prisão preventiva por parte da justiça, porque, muitas vezes, a detenção é feita sem elementos que justifiquem. A informação foi revelada, hoje, em Maputo, por Vitalina Papadakis, juíza desembargadora, no âmbito das celebrações da Semana do Advogado.

A prisão preventiva esteve em debate, esta terça-feira, em Maputo, no âmbito das celebrações da Semana do Advogado.

A juíza desembargadora, Vitalina Papadakis, fez parte do painel e denunciou o que chamou de “uso abusivo da prisão preventiva”.

“A actuação do Ministério Público e do SERNIC, muitas vezes, é muito precipitada e a prisão preventiva vem antes do momento certo. Não quero dizer que se apresente no vazio, mas é preciso encontrar o momento certo para que a prisão ocorra”, criticou Vitalina Papadakis, juíza desembargadora.

A prisão ocorre num momento errado porque, muitas vezes, segundo a antiga directora do Centro de Formação Jurídica e Judiciária, não existem elementos que fundamentam a detenção.

“Às vezes, o fundamento é o de que a prisão é legal e, por isso, mantém. Este fundamento é vazio. Não tem nada. A lei diz que deve haver fortes indícios. O que nos leva a considerar que há fortes indícios, primeiro é a prática do crime e depois a manutenção. É isso que só diz o juiz, válido e mantenho. Receio ou perigo de fuga. O que o leva a considerar que esse perigo ou receio de fuga e o juiz, às vezes, não apresenta”, detalhou a juíza desembargadora.

Caso a detenção ocorra antes do momento certo, defende a antiga presidente da Associação Moçambicana de Juízes, pode colocar em causa todo o processo.

“Quando estamos a falar do crime de branqueamento de capitais, por exemplo, ocorre a detenção, está a chamar, logo, a atenção para as outras ligações, a rede toda e entram numa situação de nervosismo e, depois, começamos a dissipar os bens, a esconder, a fazer negócios muito rapidamente e aí é de facto complicado”, acautelou Vitalina Papadakis.

Em caso de apresentação de supostos terroristas, segundo a juíza desembargadora, o que se pedem são provas que, muitas vezes, não existem e, por isso, não há elementos para a sua detenção.

Já os companheiros de painel da juíza embargadora trazem soluções para a problemática de prisão preventiva não aplicável a todos.

“Se vamos falar da prisão preventiva como uma problemática, vamos, também, na própria lei, procurar quais são as soluções que o legislador apresenta. Pode, efectivamente, a caução ser um deles, havendo requisitos para isso? Pode a providência extraordinária de habeas corpus ser uma solução para isso? Havendo os pressupostos reunidos, eu penso que, sim, o próprio legislador assim o determinou e disse em que situações tais aspectos podem ser observados”, indicou Gilmam Cândido, procurador.

Esses pressupostos, segundo o advogado Alberto Nkutumula, não são válidos para todos. “Se já se reclamava do alargamento do prazo de prisão preventiva no Código do Processo Penal, naquela alteração que foi feita, agora temos uma nova lei de 2023 que veio alargar ainda mais o prazo. Para além de não permitir a liberdade provisória nem condicional e vir a obrigar a prisão preventiva, basta que a pessoa seja indiciada do crime de terrorismo”, alertou o advogado, Alberto Nkutumula.

O evento foi organizado pela Ordem dos Advogados de Moçambique.

Dezenas de casas, nas proximidades da lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, continuam expostas a risco de possível deslizamento de resíduos sólidos. Com o decorrer dos anos, a lixeira tende a ganhar mais altura.

Américo Manhique vive a uma distância de cerca de cinco metros da lixeira de Hulene, na capital do país, desde o ano de 1986.
Na altura, conseguia ver, a partir da sua casa, pessoas e viaturas a passarem pela Avenida Julius Nyerere, mas, actualmente, a altura do lixo já não lhe permite.

Tem, até hoje, memória do deslizamento de lixo ocorrido em 2018 que matou 17 pessoas. Mesmo assim, continua a morar na zona de risco e sonha em sair.

“Com aquela tragédia, algo mudou porque nós não fomos muito afectados devido à distância das nossas casas. Os que perderam a vida estavam mesmo perto do lixo. Nós estamos aqui, mas não estamos bem porque, quanto mais chove, a zona fica inundada e podemos ser atingidos pelo lixo”, disse Américo Manhique.

Há cinco anos, os montes de lixo não ameaçavam tanto as  casas. Mas, como a lixeira continua activa, há cada vez mais lixo a chegar próximo, em grandes quantidades, colocando, assim, em risco dezenas de famílias que lá vivem.

“É perigo iminente, nós ficamos preocupados por causa da tragédia que ocorreu aí com os nossos vizinhos, quando verificámos uma chuva naquela intensidade é mesmo ficar a pé, não se dorme”, concluiu Aurelio Soto, que reside naquele bairro.
Os vestígios das águas das últimas chuvas ainda estão à volta da lixeira, onde há uma enorme vegetação que está a desenvolver-se, chegando até a cortar ruas. “Queremos sair daqui de Hulene; a situação não está boa. Choveu recentemente e água ainda está aqui e vem mais chuva e não sabemos como será.”

“O Governo deve-nos ajudar, deve-nos indemnizar e sairmos daqui. Para mim, só saio com dinheiro, porque eu quero dinheiro”, comentaram duas moradoras que têm seus quintais alagados.

Há milhares de ex-guerrilheiros da Renamo que ainda não estão inscritos para receber pensões no âmbito do processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração (DDR), que terminou em Junho último. Os guerrilheiros têm cerca de 10 dias para regularizar a situação, pois as inscrições terminam no dia 23 de Setembro corrente.

O porta-voz do Governo apelou, esta terça-feira, aos antigos guerrilheiros da Renamo para se inscreverem nas repartições mais próximas, para que possam receber as pensões no âmbito do processo de DDR. Filimão Suazi indicou as instituições a nível central e local para onde se devem dirigir para se inscreverem.

“Gostaríamos de usar este momento para apelar a todos os beneficiários para procederem com a inscrição nas sedes distritais, Serviços Provinciais dos Combatentes e o Ministérios dos Combatentes, para que possam ser fixadas as pensões e começarem a receber a partir das suas contas bancárias”, exortou Suazi, lembrando que os guerrilheiros têm cerca de 10 dias para regularizar a situação, pois as inscrições terminam no dia 23 de Setembro corrente.

Filimão Suazi disse que a inscrição deve acontecer para que os guerrilheiros não se queixem no futuro de estarem a ser excluídos do processo.

Desde o Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional, assinado a 6 de Agosto de 2019, os homens armados da Renamo têm vindo a entregar as suas armas.

Neste processo, foram encerradas 16 bases militares da Renamo e desarmados 5221 ex-guerrilheiros do movimento da perdiz, num processo que considerou o Presidente da República, Filipe Nyusi, em Junho último, ter sido “bem sucedido”.

Ainda hoje, na sessão de Conselho de Ministros, foi aprovado o regulamento da Lei do Desporto, que operacionaliza as matérias previstas na lei, como é o caso da criação de clubes escolares, redefinição do âmbito de aplicação legal, previsão dos mecanismos de operacionalização da integração de subsistemas desportivos, desporto radical ou de aventuras, reajustamento das exigências do início de actividades das organizações desportivas, prerrogativa de criação de secções profissionais, nos clubes desportivos, na qualidade de pessoa jurídica sem fins lucrativos, redefinição dos mecanismos eleitorais das Federações Desportivas Nacionais, classificação das ligas de clubes, mecanismos de criação, competências e sua relação com as federações desportivas, reforço dos mecanismos específicos de protecção do agente desportivo, permitindo um regime jurídico específico para a previdência social dos agentes desportivos, reforço dos mecanismos de planificação, construção, manutenção e preservação das infra-estruturas desportivas, reforço dos mecanismos de promoção e desenvolvimento da formação, pesquisa e medicina desportiva, reforço dos mecanismos de prevenção e combate ao doping no desporto, e licenciamento do exercício de actividades desportivas comerciais.

Ainda sobre o desporto, o Conselho de Ministros saudou os resultados desportivos alcançados pelo país em diversas provas internacionais, nomeadamente, na qualificação da selecção nacional de futebol de 11 (Mambas) para o CAN 2023, na participação no CAN de Voleibol de Praia de sub 21 e a eleição de Aníbal Manave para o cargo de vice-presidente da FIBA-Mundo e Clarisse Machanguana para Membro da Comissão das Selecções Jovens FIBA-Mundo.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a continuação de ventos fortes para a  zona Sul do país e para as províncias de Zambézia e Sofala, esta quarta-feira, com rajadas de até 60 quilómetros por hora. O INAM apela para que se evite a navegação marítima.

A ocorrência de ventos fortes nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, deve-se à passagem de uma corrente fria e poderá alastrar-se até esta quarta-feira, afectando também as províncias de Zambézia, Sofala e Tete, de acordo com as informações partilhadas, esta terça-feira, pelo Instituto Nacional de Meteorologia. 

“Tivemos a entrada de um sistema frontal frio, que transportou massas de ar frio sobre o continente, com temperaturas abaixo de 16 graus celsius nas primeiras horas. Amanhã, teremos continuação de tempo frio a fresco, e a temperatura poderá estar entre 18 e 21 graus celsius para as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane e uma parte das províncias de Zambézia, Sofala e Tete”, explicou o meteorologista Guelso Manjate.

Os ventos poderão ser acompanhados de chuvas fracas.

O Instituto Nacional de Meteorologia apela, por isso, para a tomada de medidas de segurança, sobretudo quanto à navegação marítima.

“O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso para a navegação marítima, na ordem de 60 quilómetros por hora, para que os pescadores não se façam ao mar, considerando que o vento é forte”.

O Instituto Nacional de Metereologia prevê a ocorrência de tempo quente, para quinta-feira, em todo o país, com os termómetros a apontarem entre 30 e 35 gr

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos diz que o pronunciamento da Associação  dos Polícias, que ameaça não destacar agentes para missões  de partidos políticos, é antidemocrático e pode revelar desconhecimento da lei que rege a classe.

A Associação Moçambicana dos Polícias condenou a exposição de agentes da PRM acusados de tentar assassinar os edis de Nampula e Quelimane.

A agremiação disse que poderia haver receio em destacar agentes para missões de partidos políticos.

“Refiro-me à situação da província de Nampula e, recentemente, a província da Zambézia. Nós condenamos estes actos que estão a ser praticados pelos partidos políticos. Se algum problema está a acontecer no seio da Polícia, é preciso que os partidos políticos se aproximem à Polícia da República de Moçambique; não manchar a imagem de um cidadão. Estando em sua casa a ver televisão e ver o seu pai ou irmão ser apresentado, publicamente, como assassino, como um indivíduo que está a criar terror, enquanto ele foi destacado para garantir a ordem, segurança e tranquilidade pública…”, lamentou o presidente da Associação Moçambicana de Polícias.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos diz que os pronunciamentos feitos pelo presidente da agremiação são contra as regras democráticas.

“A PRM é apartidária; tem a obrigação de proteger todos os cidadãos. Isso resulta da Constituição e da Lei da PRM. Se isso se falou, penso que foi um lapso de língua ou não conhecimento das regras que existem. O pronunciamento de que não vão proteger os cidadãos é antidemocrático”, disse  Luís Bitone, garantindo que a protecção é  para todos os cidadãos, independentemente da sua raça, cor ou cor partidária.

Luís Bitone disse ainda que é preciso investigar ainda mais as supostas tentativas de assassinato de edis para apurar a veracidade dos factos. O presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos falava após a realização de uma conferência de imprensa sobre a segunda reunião que vai discutir a protecção de pessoas com deficiência e direitos humanos, que vai decorrer esta quarta-feira.

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