Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Governo aprova regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique

O Conselho de Ministros reuniu-se, hoje, em Chimoio, e tomou três decisões com impacto directo na economia, no desenvolvimento local e na integração regional: a aprovação do regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), o balanço do primeiro ciclo do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e a concessão

A presidente do partido Chama Cha Mapinduzi (CCM), da Tanzânia, Samia Hassan, diz que os dois partidos políticos devem trabalhar pela emancipação económica dos governos. A Líder  salienta que é preciso educar os jovens na criação de actividades sustentáveis.

A presidente tanzaniana que abdicou da sua participação na assembleia-geral da ONU para estar no 12º congresso da Frelimo, disse que a sua participação no congresso reafirma a amizade e cooperação entre Chama Cha Mapinduzi e a Frelimo, por um lado, e entre os dois governos e o povo tanzaniano em Moçambique, por outro lado.

Samia Hassan disse ainda que a sua presença no evento simboliza os laços fortes entre os dois governos, através da partilha histórica, cultura, geografia e ideologia.

“O colonialismo ainda existe em muitos formas e tipos. As gerações antigas lutaram pela independência. A nossa geração e as gerações futuras têm a grande missão de garantir que as nossas nações se libertem da dependência económica. A luta financeira não é apenas uma tarefa simples e eles devem estar cientes de que esta luta requer sacrifícios e que permaneçam juntos tal como fizeram durante a luta contra o colonialismo”, defendeu.

Sobre a economia dos dois países, Samia Hassan acrescentou que se deve lutar pela emancipação económica.

“Quando dizemos que a luta continua, queremos dizer que a luta pela emancipação económica é real e deve continuar. É essa luta que, actualmente, ameaça a economia dos nossos países e as massas financeiras dos nossos partidos políticos, dever ser capaz de criar planos e actividades sustentáveis. Para tal, temos outro desafio – educar os jovens membros dos nossos partidos, rapazes e raparigas”, defendeu.

Filipe Nyusi acaba de declarar aberto o 12º congresso da Frelimo, que se realiza na cidade da Matola, Província de Maputo, até ao dia 28 deste mês. No seu discurso, o Presidente do partido no poder propôs aos militantes uma discussão sobre os problemas do país.

Segundo afirmou Filipe Nyusi, mais do que um momento de balanço, os militantes da Frelimo devem conseguir transformar a reunião num momento de planificação do futuro risonho para as gerações vindouras. Por isso mesmo, Nyusi incitou discussões abertas que devem assentar em pressupostos políticos, sempre com o tema unidade nacional, reforço da soberania e desenvolvimento em consideração.

De igual modo, o Presidente da Frelimo disse ser importante, durante o 12º congresso, delinear mecanismos concretos de como o país deve manter a soberania, pois só assim os moçambicanos podem continuar a ser donos das suas próprias riquezas.

O Presidente da Frelimo pediu foco nos debates, de modo a que a consolidação da unidade nacional e a reflexão com vista à vitória nas próximas eleições sejam possíveis. Outros tópicos referidos por Nyusi são os seguintes: foco na reflexão sobre o combate ao terrorismo, no investimento na sustentabilidade partido, na necessidade de rejuvenescimento, no impacto das mudanças climáticas, na necessidade de baixar o custo de vida e no pacote de medida de aceleração económica.

Segundo Filipe Nyusi, além de o 12º congresso estar a realizar-se num momento histórico, que coincide com os 60 anos da Frelimo, é um dos exemplos de que o partido fundado a 25 de Junho de 1962, na capital tanzaniana Dar es Salaam, continua a crescer com capacidade de liderar o processo de desenvolvimento de Moçambique.

Tal evento, argumentou, deve-se ao facto de o partido ter o povo moçambicano como ponto de partida e de chegada. “A Frelimo tem demonstrado ao país e ao mundo a sua capacidade de resiliência e de se reinventar face às dinâmicas políticas em cada momento histórico”, afirmou Nyusi, acrescentando que o partido se regozija por ter um Estado funcional para responder às preocupações do povo moçambicano.

No seu discurso de abertura, e falando para uma audiência com cerca de duas mil pessoas, Filipe Nyusi lembrou os compromissos assumidos pelo partido em cada congresso realizado, ao longo dos 60 anos de existência. Nessa ordem de ideia, Nyusi realçou que a Frelimo tem contribuindo para o fortalecimento da democracia em Moçambique, respeitando as decisões dos órgãos competentes, mesmo quando os resultados dos pleitos eleitorais não são favoráveis.

Para o Presidente da Frelimo, os moçambicanos são pacíficos, trabalhadores e generosos. No entanto, desde a Independência Nacional em 1975, o povo não tem desfrutado da paz plena, porque a guerra está sempre presente, sobretudo depois de pleitos eleitorais. Ainda assim, o compromisso do partido pela paz tem sido inalterável.

Nyusi ainda defendeu que o congresso deve servir para que se consiga definir as melhores maneiras de servir aos moçambicanos. Por exemplo, com combate à criminalidade, ao tribalismo e a todos os actos que prejudicam a sociedade moçambicana. “Por isso, queremos conduzir os debates dentro da nossa agenda, considerando o que nos une e não aquilo que nos pode dividir.”

Na abertura do 12º congresso da Frelimo, Filipe Nyusi lembrou a importância da Tanzânia para a formação do partido. Nyusi referiu que Moçambique será eternamente grato por aquele país vizinho ter servido de retaguarda segura durante a Luta Armada de Libertação Nacional. “Hoje, a nossa história de 60 anos repete-se em tamanho maior, desta vez, numa pátria livre”. Dito isso, Nyusi fez menção à presença da Presidente da Tanzânia na sala, Samia Shulu Hassan, e considerou que os laços entre os dois países continuam inabaláveis.

O 12º congresso da Frelimo pretende sintetizar a história de um povo que luta pelo seu destino, pela justiça e pelo seu desenvolvimento. Nesse aspecto, reforçou Filipe Nyusi: “Estamos aqui para procurar soluções de desenvolvimento”.

Uma das coisas de que Moçambique precisa para se desenvolver é a paz, posta em causa pelos ataques terroristas em Cabo Delgado com tendência em alastrar-se para outras províncias, como Nampula. Encontrar soluções para esse problema social também é uma prioridade dos congressistas.

Filipe Nyusi defendeu que, no intervalo entre o 11º congresso e este, o país testemunhou um impacto positivo de ordem económica, superando, assim, factores adversos que se abateram sobre a sociedade moçambicana. Entre essas situações, além dos conflitos armados, recentemente, destaca-se a pressão resultante da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Na visão de Nyusi, programas como Energia para Todos; de construção de estradas; SUSTENTA; programa Água para Vida; programa Um Distrito, Um Hospital; e Um Distrito, Um Banco revelam que Moçambique está a crescer.

Antes de terminar a sua intervenção, Filipe Nyusi lembrou a recente conquista do país na eleição a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Este facto inédito, segundo defendeu, deve orgulhar todos os moçambicanos, em especial os membros da Frelimo. “Na história da ONU, nunca tinha havido uma eleição por unanimidade. Foi um movimento colectivo de todos os moçambicanos”, porque tal eleição àquele órgão reflecte o reconhecimento internacional do país na promoção da paz e na resolução de conflitos.

Um dos momentos mais altos do 12º congresso da Frelimo será a eleição dos membros dos órgãos sociais do partido, incluindo o presidente.

O posicionamento foi partilhado hoje, durante o 12º Congresso da Frelimo, que decorre na Cidade da Matola. As duas organizações enalteceram, ainda, o esforço de Flipe Nyusi na luta contra o terrorismo e na busca de melhores condições de vida no país

Já o secretário-geral do partido Frelimo, Roque Silva, destacou as conquistas de Nyusi enquanto presidente do partido.

Entre as conquistas, maior destaque foi para nomeação de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a paridade alcançada no Governo, os títulos de Doutor Honoris Causa em genebra e em Moçambique, respectivamente, e pelos vários projetos implementados no país.

Já a  Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, usou da abertura do evento para pedir que o 12º Congresso purifique as fileiras do partido, assim como a purificação do partido.

De acordo com a ACLLN, há membros do partido do batuque e maçaroca que usam da cor partidária para tomar benefícios particulares.

As organizações sociais da Frelimo passaram por processos eleitorais este ano e os os secretários gerais da ACLLN e OMM foram reeleitos.

 

PARTIDOS CONVIDADOS ENALTECEM RELAÇÃO DE IRMANDADE COM A FRELIMO

O partido angolano MPLA e a representação do parlamento russo enaltecem a relação com a Frelimo e defendem a unidade e coesão interna no partido para a resolução dos problemas do povo moçambicano.

A FRELIMO mantém relações com partidos de diferentes países e o MPLA é um deles.

O partido no poder em Angola olha para a unidade e coesão no partido liderado por Filipe Nyusi como solução para alcançar os ideais do povo.

Por sua vez, o representante do parlamento russo, presente no congresso da Frelimo, disse esperar que o evento crie novas iniciativas para maior cooperação bilateral.

“Sim, nós somos da Federação Russa, da Comunidade desportiva, e chegamos até aqui. Para nós, é muito importante a nossa presença neste lugar. Vim junto do meu colega que vai ter um encontro para uma parceria entre Moçambique e a nossa parte. Temos boas expectativas sobre essa parceria para o presente e futuro”, disse.

Estiveram, também, presentes, no primeiro dia do congresso, representantes de partidos da Argélia, República do Congo, Vietname, Palestina, Cuba e China.

A sessão de abertura do 12º congresso da Frelimo será orientada pelo presidente do partido, Filipe Nyusi. A decorrer a partir de amanhã , na cidade da Matola, Província de Maputo, o evento vai reunir duas mil pessoas para discutirem sobre temas actuais da realidade moçambicana.

A partir de amanhã  até ao dia 28 deste mês de Setembro, os membros da Frelimo vão encontrar-se em sessões inerentes ao 12º congresso do partido. A realizar-se na cidade da Matola ao longo de seis dias, o evento vai reunir duas mil pessoas para debaterem sobre a actualidade dos moçambicanos.

Com a orientação de Filipe Nyusi, na qualidade de Presidente da Frelimo, o partido no poder vai prosseguir com a prática político-organizacional de realização periódica de congressos, como forma de reflectir sobre a vida do partido e da nação. Para a Frelimo, a realização dos congressos vai consolidando a democracia interna ao longo dos anos, envolvendo todos os níveis de organização política: os militantes, simpatizantes e as organizações sociais do partido, através de uma divulgação ampla do processo de preparação. “É neste contexto que, a Frelimo sempre priorizou a elaboração de teses, como um dos mecanismos que orienta os debates dos principais temas da vida do partido e do país, um processo assente numa das práticas democráticas do partido e de auscultação massiva dos anseios de todos os moçambicanos”, lê-se no documento disponibilizado à imprensa esta quinta-feira.

As teses que serão submetidas à discussão incluem temas da vida nacional e internacional, a serem debatidos com o envolvimento dos moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico e no estrangeiro. Os temas das teses, ora propostos, vão orientar a acção do partido e do Governo nos anos subsequentes.

Considerando os desafios que a sociedade moçambicana e o mundo enfrentam actualmente, a Frelimo espera colher sugestões e contribuições que permitam a definição das prioridades de desenvolvimento do país. “Com a realização dos congressos, a Frelimo demonstra ao país e ao mundo que é um partido que pugna pela inclusão e participação de todos os cidadãos, sem distinção da origem, raça, sexo ou crença religiosa, no processo de desenvolvimento socio-económico, cultural e desportivo de Moçambique”, lê-se no mesmo documento.

Segundo disse o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, esta sexta-feira à noite, partir de hoje, os membros da Frelimo vão debater temas como unidade nacional, processo democrático, desenvolvimento nacional, combate à corrupção, relação entre Moçambique e outros países africanos e do mundo inteiro e posicionamento de Moçambique no mundo.

Caifadine Manasse lembrou que a reflexão para o 12º congresso, na verdade, se iniciou a nível das bases. Manasse lembrou ainda que debater temas actuais, de interesse nacional e que consideram o vasto mosaico cultural moçambicano é tão necessário quanto imprescindível. “Nós precisamos de nos reencontrar, como moçambicanos”. Dito isso, Manasse acrescentou, realçando que, entre os temas tratados, os membros da Frelimo vão debater sobre o combate à corrupção, para que os moçambicanos continuem a acreditar no desenvolvimento do país.

 

As teses 

O debate das teses visa propiciar a mais ampla participação dos membros e simpatizantes da Frelimo naconstrução colectiva de ideias e soluções para os assuntospolíticos, sociais, económicos, culturais e desportivos comimpacto na vida dos moçambicanos, evidenciando sempreo mérito da Frelimo como partido que compreende etransforma a sociedade moçambicana em função dasprioridades de desenvolvimento identificadas em cadafase da história do país, e como partido que preserva apaz, a democracia e a unidade nacional e promove ainclusão, a tolerância e o diálogoPara o efeito, a Frelimoapresenta as seguintes propostas de teses, começando cadauma delas com uma caixa que faz a descrição sumária,seguida da indicação de alguns tópicos que poderãonortear os debates

Tese 1: Unidade Nacional, Paz, Reconciliação eDemocracia; Tese 2: Natureza e Papel do Partido na Organização do Estado e da Sociedade; Tese 3: Boa Governação, Ética, Transparência, Combate à Corrupção e Acesso à Justiça; Tese 4: Educação, Ciência e Inovação Tecnológica como Estratégia de Desenvolvimento; Tese 5: Desenvolvimento Económico e Social Inclusivo eSustentável; Tese 6: Soberania, Integridade Territorial, Defesa, Segurança, Ordem blica e Combate àCriminalidade; Tese 7: Moçambique na Região, em África e no Mundo.

Samia Shulu Hassan reconhece que há muitos tanzanianos em Maputo e quer que façam negócios para benefícios mútuos. A Presidente da Tanzânia falava, hoje, após receber a maior distinção do Município de Maputo.

Há cerca de cinco meses, o Conselho Municipal de Maputo atribuiu a Chave da Cidade ao Presidente do Zimbabwe.

Desta vez, a mais alta distinção do Município de Maputo foi para a Chefe de Estado da Tanzânia, que agradeceu o gesto e apelou à abertura de oportunidades socio-económicas para tanzanianos que residem na cidade.

“Nós, Tanzânia, reconhecemos que existem muitos cidadãos tanzanianos que vivem de negócios aqui, em Maputo. Os nossos dois governos concordaram em encorajar-lhes que cooperem com a contraparte em Moçambique e que façam mais negócios em benefícios mútuos para os nossos países e populações. Nós vimos a necessidade de as pessoas aproveitarem as relações bilaterais entre os dois países para colocar os nossos investimentos em melhor posição em ambos os lados”, afirmou, Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia.

Segundo o edil de Maputo, Eneas Comiche, a distinção resulta do papel de Samia Shulu Hassan no processo democrático da Tanzânia e das relações existentes entre os dois Estados e povos.

“Esta é a primeira vez que o Município de Maputo entrega a Chave da Cidade a uma Chefe de Estado e do mundo. A entrega é revestida de um simbolismo peculiar, pois nos remete a um período análogo, quando o saudoso Maulino Julius Nyerere, o primeiro Presidente a visitar Moçambique independente, recebeu, neste salão nobre, a Chave da Cidade, acompanhado pelo nosso igualmente saudoso Presidente Samora Machel”, destacou Eneas Comiche, edil de Maputo.

Eneas Comiche acrescentou, também, que a entrega da Chave da Cidade reflecte a abertura da capital e do país, com vista a elevar a cooperação entre as duas nações vizinhas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

“Esta é uma forma por nós encontrada para vos receber de forma solene e honrosa e perpetuar o nosso relacionamento, permitindo que os vários cidadãos tanzanianos que vivem nesta nossa bela cidade possam contribuir para o desenvolvimento da mesma”, finalizou Comiche.

A nível da Tanzânia, Samia Shulu Hassan é a segunda Presidente a receber a atribuição, depois de Julius Nyerere.

Com a distinção, a dirigente tanzaniana passa a ser munícipe de Maputo, com todos os direitos, deveres, obrigações e privilégios.

O Presidente da República diz que o apoio da Tanzânia no combate ao terrorismo pode ser fundamental para devolver a paz aos moçambicanos. Filipe Nyusi falava na noite de ontem, num banquete que ofereceu à sua homóloga tanzaniana Samia Suluhu, na Ponta Vermelha.

Foi um banquete oferecido a alguém cujo país, no passado, abriu-se para albergar aqueles que desenharam o projecto de um Moçambique independente e isso trouxe sorrisos para os moçambicanos no passado. Hoje, há um novo inimigo: o terrorismo. Para combatê-lo, Moçambique conta com o apoio do Ruanda e da SADC. Mas, no referido banquete, Filipe Nyusi revelou que, afinal, já há medidas que, a nível bilateral, estão a ser tomadas pelos dois países nos últimos dias. Não revelou quais.

Importa, porém, que se recorde que Moçambique e Tanzânia partilham uma larga fronteira marítima justamente em Cabo Delgado, província que é o principal foco do conflito.

Além de falar do terrorismo, Filipe Nyusi também deu o panorama das perspectivas económicas para 2022, situando o crescimento económico entre 2,6 e 5,3 porcento. Filipe Nyusi garantiu à sua homóloga que as relações serão para sempre. Recorreu, até, à língua KiSwahili.

Quando chegou a sua vez de falar, Samia Suluhu começou por, também, falar das quão boas são das relações entre os dois países. Como prova disso, é o teor das conversações que os dois Chefes de Estado tiveram na manhã desta quarta-feira.

O Presidente da República diz que, apesar dos apoios militares estrangeiros, cabe às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) garantirem a integridade e soberania nacional. Filipe Nyusi falava, hoje, durante uma saudação pela passagem do Dia das Forças Armadas, que se assinala a 25 de Setembro.

Oficiais generais de diversos ramos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) saudaram, esta quinta-feira, o Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), por ocasião do Dia das FADM, que se assinala no dia 25 de Setembro.

As FADM celebram 58 anos da sua criação, numa altura em que o país enfrenta desafios no combate ao terrorismo, o que, segundo Filipe Nyusi, constitui principal desafio das FADM na actualidade.

“Moçambique é, hoje, alvo de ataques terroristas, no entanto os moçambicanos depositam a máxima confiança nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique para dar a resposta adequada a todo o tipo de ameaça à paz”, defendeu Nyusi, durante a sua intervenção na cerimónia de saudação.

Filipe Nyusi enaltece o apoio das forças conjuntas da SADC e do Ruanda no Teatro Operacional Norte, porém chama atenção às forças nacionais sobre a sua responsabilidade na garantia da soberania nacional.

“Devemos estar cientes de que é nas Forças de Defesa moçambicanas onde reside a responsabilidade primária da defesa da pátria. O apoio da força conjunta e local, bem como os outros tipos de apoios que os demais parceiros vêm prestando, são necessários e fazem diferença. Porém, a solução definitiva para os males que nos assolam deve vir da entrega abnegada das forças moçambicanas, num conjunto em que as FADM desempenham um papel primordial”, referiu o Presidente da República.

Segundo Nyusi, deve-se continuar firme e a capacitar as FDS, para que assumam, na plenitude, todas as missões que cabem a si, enquanto defensores da soberania e da integridade territorial do país.

Joaquim Mangrasse, chefe do Estado-maior-general, ouviu a ordem e assumiu como um compromisso que sempre procurou cumprir e fazer cumprir e isso se reflecte na atitude imprimida, que dita que “o nosso soldado tem de ser, a todo o momento, um exemplo de conduta, disciplina e respeito para com todos. São as FADM que têm estado na dianteira, pois a terra é nossa. Assim sendo, a responsabilidade de defender a nossa pátria é inalienável”.

No entanto, Mangrasse pediu mais apoio às Forças Armadas de Defesa de Moçambique, para que estes exerçam a sua missão sem interferência.

“A nossa preocupação e o nosso esforço são para a edificação de um sistema de logística em que os soldados formados e o equipamento recebido sejam sustentados no tempo previsto, que a comida chegue em quantidade suficiente e com a qualidade necessária, para quem está na linha da frente. Que as viaturas se beneficiem de uma manutenção rotineira e tenham peças necessárias e resistentes para tempo e locais difíceis.”

O chefe do Estado-maior-general apelou ainda para que as autoridades responsáveis saibam, a todo momento, que material há, onde está e quem é responsável, por forma a evitar que haja desvios e perdas que só prejudicam a gestão da força.

“Os nossos soldados e parceiros que doaram materiais ao Estado moçambicano merecem que o mesmo seja cuidado, mantido e utilizado de forma correcta. Só honrando quem nos ajuda que poderemos garantir a credibilidade internacional e continuarmos merecedores dessa ajuda.”

Filipe Nyusi garantiu mais apoio, porém exigiu melhor gestão dos recursos e equipamentos e chamou à responsabilidade aos comandantes.

“Todo o equipamento alocado a uma unidade é de responsabilidade do respectivo comandante. Por isso, não podem perder uma arma, um blindado, nem uma viatura, nem que seja por acidente. Não há mau soldado perante um excelente comandante. Se há quem seja mau é porque o comandante trabalha menos, por isso devemos continuar zelosos, com saúde da nossa força”, exortou Filipe Nyusi.

Durante a sua intervenção, Joaquim Mangrasse apresentou um balanço positivo da actuação das forças que dirige, referente ao ano passado, com destaque para a melhoria na gestão de recursos, treino e equipamento de qualidade que permitiram avanços no combate ao terrorismo.

Moçambique e Tanzânia vão reforçar a segurança marítima na fronteira entre os dois países e proteger os recursos minerais. Para o efeito, foram assinados, nesta quarta-feira, dois memorandos de entendimento na Cidade de Maputo.

A presidente da Tanzânia está em Moçambique desde a tarde desta terça-feira e foi recebida, no Aeroporto Internacional de Mavalane por membros do Governo, incluindo a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Hoje, Samia Suluhu foi recebida com honras militares por Filipe Nyusi, marcando assim a primeira actividade pública durante a sua visita de quatro dias.

Já no edifício da Presidência da República, num encontro a portas fechadas, os dois presidentes afirmam que passaram em revista a relação de irmandade entre os países, o nível da sua cooperação em diversas áreas (política, económica, social e cultural) e falaram da necessidade dos seus países fortificarem os laços, sobretudo na área militar.

Sobre este ponto, destacou-se o apoio e influência que a Tanzânia, que faz fronteira com Moçambique, exatamente na área onde iniciaram e mais se evidenciaram os ataques terroristas, tem ajudado ao país no combate a este crime, que, segundo o Presidente da República “foi crucial para o enfraquecimento e destruição de muitos pontos estratégicos.

Porque os países partilham uma fronteira marítima extensa, os estadistas defendem a criação de plataformas que fortifiquem a segurança na fronteira. Tal desiderato poderá ser efectivado através da assinatura de dois instrumentos.

Tratam-se de memorandos de entendimento de Defesa (Paz e Segurança), onde serão reforçados os mecanismos de partilha de estratégias de combate ao terrorismo e outros crimes, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, e a Ministra da Defesa da Tanzânia, Stergomena Tax, e o acordo de coordenação de serviços de busca e salvamento, que é um complemento do anterior, assinado pelo vice-ministro dos negócios estrangeiros da Tanzânia e o Ministro dos transportes e Comunicações de Moçambique.

 

FILIPE NYUSI FALA DE NOVIDADES

“No âmbito do terrorismo, a presidente Samia disse que para além da sua participação através da SAMIM, nós como países que partilhamos a mesma fronteira, Tanzânia está disponível para cooperar connosco de forma Bilateral e em simultâneo, por forma ajudar a combater os problemas que são comuns”, referiu-se o Presidente de Moçambique.

A estadista tanzaniana, por seu turno, explicou que os acordos são de capital importância para travar os crimes marítimos na região, mas também para fortificar as relações entre os “vizinhos”.

“Temos que ter um forte mecanismo de segurança, para que possamos proteger as nossas fronteiras, pois temos várias experiências que demonstram um aumento no índice de crimes transfronteiriços, como o terrorismo que afecta a região. Então, nesta extensa área da fronteira, precisamos de reforçar a cooperação para proteger os dois países”, disse Samia Suluhu, Presidente da República Unida da Tanzânia.

Além de segurança, a presidente Tanzaniana diz que a sua visita a Moçambique visa também reactivar as relações económicas entre os dois países.

“Moçambique tem importado facilmente produtos que se encontram na Tanzânia. Então, se houver trocas comerciais entre nós, podemos eliminar esta lacuna. Sei que há empresas tanzanianas que investem em Moçambique, mas não são suficientes. No nosso país, há apenas uma empresa moçambicana. Por isso, precisamos de aumentar as trocas comerciais entre os dois países”, defendeu.

Energia e exploração mineira também estão entre as prioridades da cooperação, que foram defendidas pelo estadista moçambicano, que convidou a homóloga a esforçar-se para o bem dos dois países.

“Um outro ponto que também foi discutido foi a nossa necessidade de cooperação no âmbito de exploração de hidrocarbonetos. Isto porque nós podemos buscar experiencias distantes, de países que há anos exploram, porém temos valorizar o facto de estarmos próximos e a experiencia de um país na negociação, porque muitas vezes tem havido falhas durante as negociações para este recurso”, avançou Nyusi.

A visita de Samia Suluhu é de quatro dias. Durante o período, está prevista a assinatura de mais acordos bilaterais de cooperação nas áreas da cultura, turismo e energia.

Como habitual, a presidente da Tanzânia convidou Nyusi a visitar o seu país, quando for possível, por forma a passar-se em revista a aplicação dos acordos ora assinados e os respectivos resultados.

O maior partido da oposição exige que a Comissão Nacional de Eleições invalide a reclamação que recebeu sobre a selecção do novo dirigente do STAE.

Através de um despacho, a Comissão Nacional de Eleições decidiu anular a tomada de posse do novo director-geral do STAE, Loló Correia. De acordo com a entidade, tal resulta de uma reclamação por si recebida sobre o concurso de recrutamento e selecção.

A decisão não agrada a Renamo. O maior partido da oposição acusa a CNE de adiar de forma ilegal e fraudulenta a cerimónia de tomada de posse.

“É um processo ilegal e ilegítimo. A reclamação que surgiu é extemporânea, intempestiva e não há razões de ser porque um órgão colegial tomou a decisão com base num relatório, numa acta de um júri indicado pelo órgão.”

A Renamo vai mais longe e diz que, neste momento, o processo está consumado, a tomada de posse é irreversível e não há nenhum argumento nem jurídico, nem técnico, muito menos político para haver este adiamento.

O partido exige que a CNE recue da sua decisão, invalidando o despacho 8/2022 de 19 de Setembro, que adia a tomada de posse do novo dirigente do STAE.

“Eximos a anulação do despacho 8/2022 de 19 de Setembro do presidente da CNE que pretende adiar ilegal, ilegítima e ironicamente a tomada de posse do novo director-geral do STAE. Exigimos também que a data de tomada de posse que hoje, dia 21 de Setembro de 2022, seja mantida conforme a deliberação colegial havia fixado”, conclui.

Para ter esclarecimentos sobre a decisão, o jornal “O País” contactou o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, que disse que o órgão ainda está a avaliar o conteúdo da contestação.

 

+ LIDAS

Siga nos