O Governo do distrito da Matola diz que o consumo de bebidas alcoólicas nos recintos escolares não é um caso isolado da Escola Secundária Bonifácio Gruveta. Para lidar com o fenómeno, a PRM na Província de Maputo vai passar a fiscalizar pastas dos alunos antes de entrarem na escola.
Na última sexta-feira, 07 de Agosto, em declarações ao “O País”, pais e encarregados de Educação da Escola Secundário Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro Khongolote, no município da Matola, denunciaram o “consumo de bebidas alcoólicos e comportamentos desviantes” de alguns alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino, caracterizados por “sabotagens de aulas e roubos e pancadarias entre alunos”.
Nesta segunda-feira, o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, no distrito da Matola, reconheceu que as denúncias dos alunos são reais, e está a disciplinar os alunos sem medidas de expulsão.
De acordo com Danilo Ventura, director distrital, o sector que dirige já realizou “duas grandes reuniões multi sectoriais incluindo a Polícia e a procuradoria para encontrar soluções conjuntas uma vez os visados na sua maioria serem menores que entram em conflito com a lei”.
Os referidos encontros terminaram com planos de acção, e, em cumprimento dos mesmos, o Serviço Distrital acrescenta não serem poucas as vezes que sancionou alunos por embriaguez na escola.
“O que não podemos fazer, é tomar medida de expulsão, porque a escola é também centro de reabilitação. Nessa perspectiva, temos trabalhado com a saúde e outras organizações não-governamentais para a reabilitação desses jovens e adolescentes”, explicou, acrescentando terem sido reactivados em todos os estabelecimentos de ensino do distrito os núcleos antidroga.
A Polícia da República de Moçambique, que esteve, na última sexta-feira, na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba a sensibilizar os estudantes, assegurou já ter destacado equipas para “várias escolas para sensibilizar, conversar com alunos e fiscalizar as pastas para ver quem entra com substâncias estranhas”, explicou Carmínia Leite, porta-voz da PRM na Província de Maputo.
A polícia e o Serviço Distrital de Educação dizem que o consumo de álcool nas escolas não é um fenómeno novo e apelam à vigilância de toda sociedade.
O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, apelou esta sexta-feira aos Estados vizinhos do Sudão e à comunidade internacional para que prestem um apoio humanitário urgente aos civis que fogem do conflito neste país africano.
Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, Moussa Faki Mahamat afirmou que continua a acompanhar “com crescente preocupação, a situação dos civis envolvidos no conflito no Sudão e renova o apelo aos vizinhos do Sudão e às agências regionais e mundiais relevantes para que facilitem a circulação e a segurança dos civis que atravessam as suas fronteiras.
Às partes envolvidas no conflito, Forças Armadas do Sudão e às Forças de Apoio Rápido, o presidente da UA reiterou o seu apelo para que cheguem imediatamente a acordo sobre um cessar-fogo permanente, a fim de facilitar a prestação de assistência humanitária aos sudaneses que dela necessitam urgentemente.
Até o momento, segundo o Ministério da Saúde sudanês, mais de 500 pessoas foram mortas e 4.193 ficaram feridas desde o início dos combates, principalmente em Cartum e Darfur (oeste), segundo o Ministério da Saúde sudanês.
O Governo ucraniano convidou, esta quinta-feira, o Papa Francisco a visitar o país após discutir o acordo de paz no Vaticano e pediu ajuda para repatriar as crianças ucranianas levadas para a Rússia pelas forças comandadas por Moscovo.
O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, disse que, durante a audiência, conversou com o Papa Francisco sobre o plano de paz apresentado pelo Presidente Volodymyr Zelensky, bem como sobre os vários passos que o Vaticano poderá dar para nos ajudar a alcançar esse plano.
“Convidei sua santidade a visitar pessoalmente a Ucrânia. Pedi, por exemplo, a participação, a ajuda do Vaticano, para trazer de volta à Ucrânia crianças, algumas das quais órfãs, e que foram transferidas à força, principalmente para a Rússia”, disse o primeiro-ministro ucraniano, citado pelo Observador.
As autoridades de Kiev estimam que mais de 16.000 crianças ucranianas foram sequestradas e levadas para a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022, muitas das quais foram colocadas em orfanatos.
Moscovo rejeita essas acusações, alegando ter “salvado crianças ucranianas”, mantendo-as longe dos combates e implementando procedimentos para reuni-las com as suas famílias.
No final da audiência, o Vaticano emitiu um breve comunicado afirmando que as “conversações cordiais” se concentraram nas “várias questões relacionadas com a guerra na Ucrânia, em particular com matérias humanitárias.
Desde o início do conflito que o Papa Francisco tem feito apelos à paz na Ucrânia, condenando veementemente uma guerra que classificou de “absurda e cruel”.
Apesar das propostas de mediação, a diplomacia da Santa Sé não conseguiu impor-se neste conflito.
O Papa admitiu deslocar-se a Kiev e a Moscovo, no âmbito dessa mediação.
O Ministério da Terra e Ambiente pondera revogar a licença ambiental que concedeu à Top Logística para a construção de condomínio de luxo na zona de mangal, no bairro da Costa do Sol, na Cidade de Maputo.
Uma vez mais, o projecto de construção de um condomínio de luxo, no mangal da Costa do Sol, autorizado pelo Conselho Municipal de Maputo e pelo Ministério da Terra e Ambiente, está no centro das atenções.
Em causa, desta vez, está o facto de a directora nacional para a Área de Mudanças Climáticas, Jadwiga Massinga, ter afirmado que o Ministério da Terra e Ambiente pode recuar no seu posicionamento e anular a licença concedida à Top Logística.
“Se a licença foi emitida, provavelmente havia bases para isso, mas ninguém disse que é uma coisa desenhada na pedra. Então, sempre podemos reanalisar, rever e, se for o caso de a decisão não ser apropriada, recuar. Mas, neste momento, não posso dizer se sim ou se não”, disse Jadwiga Massinga, directora nacional para a Área de Mudanças Climáticas.
O jornal O País questionou se o facto de o Ministério do Ambiente conceder uma licença de construção numa zona de ecossistema sensível, numa altura em que o Ministério do Mar está a liderar uma campanha de reposição do mangal, no país, não é sinónimo de que há um desalinhamento entre as duas entidades, em relação à protecção de mangal.
Jadwiga Massinga esclareceu que a decisão de concessão de licenças ambientais sai de uma comissão, da qual faz parte e dá o seu parecer ao Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas.
“O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas faz parte da nossa comissão quando se avalia um empreendimento que necessita de licença ambiental”, esclareceu a dirigente.
Caso para dizer que, apesar do discurso oficial dos dois ministérios, de defenderem a protecção das áreas do mangal e proibir a construção de moradias nestas zonas, a realidade continua a mostrar que os principais mensageiros ou supostos defensores do ambiente são os primeiros a violar a legislação ambiental.
O artigo 14, da Lei n.º 20/97 de 1 de Outubro, que aprova a Lei do Ambiente, proíbe a implantação de infra-estruturas habitacionais que provoquem um impacto negativo significativo sobre o ambiente. Igualmente, é proibida a atribuição de DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) em zonas de protecção total ou parcial, como é o caso dos mangais, nos termos do artigo 9 da Lei n. 19/97 de 1 de Outubro.
Os primeiros pronunciamentos do Ministério da Terra e Ambiente, após o parecer negativo da Procuradoria-Geral da República, na Cidade de Maputo, que, inclusive, intimou a edilidade de Maputo a revogar o DUAT concedido à Top Logística para a construção de condomínio de luxo na zona de mangal, no bairro da Costa do Sol, por considerar a zona de ecossistema sensível, foram feitos à margem de um evento que junta o Ministério da Terra e Ambiente, o sector privado e o Fundo de Investimento para o Clima.
No workshop, que decorre entre esta quarta e esta sexta-feira, discutem-se as reais soluções para assegurar a redução da vulnerabilidade de pessoas e infra-estruturas, no país, face às alterações climáticas.
O Museu da História Natural, na Cidade de Maputo, acolhe a exposição fotográfica “Africa Blues. Moçambique em 2100: projecções da crise climática nas faces daqueles que a vivem todos os dias”. A mostra inaugurada esta quinta-feira apresenta imagens tiradas em Moçambique por Giulia Piermartiri e Edoardo Delille para África Blues, em colaboração com a WeWorld-GVC.
Segundo uma nota de imprensa, trata-se de fotografias criadas utilizando uma técnica inovadora, que mergulha o visitante num futuro possível. Num jogo de sobreposições, de facto, pode-se observar cenas da vida quotidiana misturadas com dispositivos que mostram esses mesmos lugares drasticamente alterados pela crise climática, ou seja, uma imagem que projecta um futuro que já não parece tão distante. Secas, inundações e tempestades repentinas são episódios que se repetem todos os anos em Moçambique, afectando e destruindo aldeias inteiras e comprometendo a colheita agrícola. São especialmente as comunidades mais pobres e mais vulneráveis, que vivem da agricultura, que pagam o preço mais elevado.
A exposição “Africa Blues” insere-se no lançamento do projecto “Clima de Mudanças: Caminho para Criação e Reforço de uma Geração Ambiental Consciente em Moçambique. “Trata-se de um projecto que visa promover a consolidação da boa governação ambiental em Moçambique, envolvendo os jovens no debate político, na tomada de decisões e na gestão sustentável dos recursos naturais”, lê-se na nota de imprensa.
A intervenção visa desenvolver a consciência dos jovens, organizações da sociedade civil, autoridades públicas e cidadãos sobre as mudanças climáticas e as suas consequências, sobre o seu papel e a responsabilidade de agirem como agentes de mudança e como melhorar em conjunto a gestão dos recursos naturais nas áreas provinciais de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.
Os grupos que se estima beneficiarem directamente da acção serão 80 organizações da sociedade civil moçambicana, 50 membros das autoridades públicas, 300.000 jovens cidadãos e oito comunidades locais.
O projecto será implementado por um consórcio de organizações internacionais e nacionais, constituído por WeWorld-GVC, Instituto de Cooperação Económica Internacional (ICEI), Centro Terra Viva (CTV) e o Conselho Nacional do Voluntariado (CNV) e co-financiado pela União Europeia.
A Stv transmite, sábado, às 16h00, o duelo Brighton & Hove Albion vs Wolverhampton Wanderers, inserido na 34ª jornada da Liga Inglesa de futebol.
Com uma vaga na Liga Europa da próxima temporada ao seu alcance, Brighton & Hove Albion procuram somar mais três pontos na Liga Inglesa quando receber, no “American Express Community Stadium”, o Wolverhampton Wanderers, conjunto que pretende terminar a temporada em alta.
À entrada desta ronda, o Brighton & Hove Albion ocupa o 8.º lugar com 49 pontos, enquanto o Wolverhampton Wanderers está na 13.ª posição com 37. Com oito partidas ainda por disputar, os “Seagulls” estão cinco pontos atrás do Aston Villa, 5º classificado, isto numa luta renhida por uma vaga na Liga Europa. O Wolves está oito pontos à frente da zona de descida de divisão.
Brighton perdeu na sua última partida na Liga Inglesa diante do Nottingham Forest, por 3-1, em pleno “The City Ground”. O Wolverhampton Wanderers, por sua vez, derrotou o Crystal Palace por 2-0 num jogo em que foi a melhor equipa em campo.
O Brighton levou vantagem sobre o seu adversário de sábado no último encontro entre ambos, vencendo por 3-2, no “Molineux Stadium”.
Adam Lallana marcou primeiro para o “Seagulls” aos 10 minutos. Kaoru Mitoma e Pascal Groß também marcaram. Já Gonçalo Guedes e Rúben Neves marcaram para os Wolves.
O trio constituído por Alexis Mac Allister, Mitoma e Solly March são os grandes destaques na formação do Brighton esta temporada. Mac Allister é o melhor marcador da equipa com oito golos, seguido de Mitoma com sete e March com seis.
Neves e Daniel Podence têm sido as principais ameaças no ataque do Wolverhampton Wanderers, cada um com seis golos marcados esta temporada.
Esta temporada, em jogos realizados em casa, o Brighton soma sete vitórias, três empates e quatro derrotas em 14 partidas. Os “Seagulls” apresentam uma sequência invicta de três partidas em casa (2 vitórias, 1 empate e 0 derrotas) desde 4 de Março.
O Wolves tentará acabar com uma má sequência de resultados fora de casa esta temporada, com um registo de cinco empates, nove derrotas e apenas duas vitórias. Actualmente, o Wolves apresenta uma sequência de cinco partidas sem vitórias fora de casa (dois empates e três derrotas).
Nas últimas seis partidas do campeonato, o Brighton venceu três, empatou uma e perdeu duas. O Wolves, por sua vez, venceu três, empatou uma e perdeu duas partidas.
LAMPARD E A SÉRIE NEGRA DO CHELSEA: “PARECE QUE ESTÁ TUDO CONTRA NÓS”

Chelsea vive um momento de terror na época e tem a qualificação para as provas europeias em risco. Os blues perderam esta quarta-feira, por 0-2, contra o Brentford e estão há oito jogos seguidos sem vencer.
“Não se trata de uma história triste, mas parece que tudo está a correr contra nós. Gostaríamos de ter uma varinha mágica, um momento mágico. Isso não acontece no futebol porque a Premier League é muito rápida, é competitiva”, começou por dizer o técnico, em declarações prestadas à BT Sport.
“Foi um jogo difícil. Tenho um pouco de pena dos jogadores. Em termos de jogo, controlámos a posse de bola. O Brentford é bom naquilo que faz. Os pormenores do jogo são bastante claros: hoje faltou-nos a convicção no topo do campo, porque estivemos lá muitas vezes. Por isso, perdemos o jogo”, prosseguiu o técnico interino dos blues.
“É uma época muito difícil. Alguns jogadores entraram hoje e estiveram bem, por isso talvez seja altura de os ver um pouco mais. Neste momento, não me posso queixar da aplicação do plantel. É sempre a velha e mesma história. Vamos seguir a lutar e a continuar a trabalhar. Não é uma altura fácil, nem uma época, para uma equipa habituada a marcar e a ganhar jogos, e isso não sucede”, finalizou o treinador inglês.
DERROTA QUARTA-FEIRA
O Chelsea voltou a vacilar na Premier League, esta quarta-feira, ao ser derrotado pelo Brentford (0-2), levando já oito jogos sem ganhar, sendo que perdeu as últimas cinco partidas, desde a chegada de Frank Lampard.
Com João Félix no banco, os blues sentiram muitas dificuldades em criar perigo na primeira meia hora e foi o Brentford quem aproveitou para, numa bola parada, abrir o activo em Stamford Brigde. Aos 37 minutos, após cabeceamento de Zanka, Azpilicueta empurrou a bola para a própria baliza, numa enorme infelicidade a fazer a diferença no marcador.
Frank Lampard mexeu ao intervalo e promoveu as entradas de Mudryk e Aubameyang para fortalecer o ataque, mas as oportunidades teimavam em não aparecer, apesar da maior posse de bola.
Já dentro dos últimos 15 minutos, num contra-ataque bem conduzido pelo Brentford, Mbeumo ‘trocou as voltas’ à defesa adversária e sentenciou as dúvidas, levando mesmo alguns adeptos a abandonar imediatamente o estádio.
Moçambique participa, de 3 a 7 de Maio, em Luanda, Angola, na 19.ª edição do Campeonato Africano da Zona IV, prova que vai movimentar nadadores da África do Sul, Botswana, eSwatini, Lesotho, Malawi, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.
Para o evento, a ter lugar no Complexo da Piscina de Alvalade, o país leva 28 nadadores que irão competir em disciplinas de natação pura e de águas abertas.
A selecção nacional, em termos de classificação, almeja chegar aos lugares de pódio, apesar de saber que esta competição vai movimentar nadadores com fortes ambições, alguns dos quais a evoluírem em centros de alto rendimento.
As delegações, segundo a organização, desembarcam em Luanda entre os dias 1 e 2 de Maio, datas em que irão cumprir o processo de adaptação ao clima angolano, que, nos últimos dias, alternou as altas temperaturas com a chuva.
Ano passado, no rescaldo da sua participação no Campeonato Africano de Natação da zona IV, na Zâmbia, os nadadores nacionais ficaram na 2ª posição, com um total de 60 medalhas, das quais 24 de ouro, 20 de prata e 16 de bronze.
Moçambique contabilizou 1987,50 pontos, tendo sido superado apenas pelo vencedor Zimbabwe, com 2735. Em terceiro e quarto lugares ficaram a anfitriã Zâmbia e a vizinha África do Sul, respectivamente.
Em masculinos, a selecção nacional de natação amealhou 1442 pontos, colocando-se na primeira posição, enquanto a equipa feminina conquistou 545,50 pontos, terminando no 7º lugar. Mérito porque as meninas posicionaram-se em frente de países como Angola, Uganda, Tanzânia, ESwatini, Seychelles e Malawi.
Os zimbabweanos dominaram em masculinos – 1474 pontos – e ocuparam o segundo posto nos masculinos com 1261.
Individualmente, registe-se a prestação de Mason Cohen (12 anos e mais novos), Cleyton Munguambe e Hugo Barradas (13 e 14 anos), Caio Lobo e Kaio Faftine (15 e 16 anos) e Matthew Lawrence (17 anos e mais velhos).
Estes nadadores tiveram a particularidade de terem estado entre os três melhores classificados de cada escalão por conta das marcas estabelecidas, assim como medalhas conquistadas.
O Campeonato Africano de Natação da zona IV movimentou 69 nadadores em representação de 14 nações da zona IV, sendo 36 masculinos e 33 femininos.
Entretanto, Moçambique fez-se representar por 12 nadadores no Campeonato de Águas Abertas, prova havida no Tiffany’s Canyon, nomeadamente Zuri Tomé, Marta Mpfumo, Ana Beatriz Domingues, Sophie Fernandes, Maíra Correia, Filipa Xavier, Alícia Mateus, Domingas Munhemeze, Bruno Ferreira, Hugo Barradas, Kaio Faftine e Justino Pale.
ATLETAS MOÇAMBICANOS PRONTOS PARA OS AFRICANOS DE NDOLA
A delegação moçambicana de atletismo já se encontra em Ndola, na Zâmbia, para participar nos campeonatos africanos de sub-18 e sub-20, que arrancam esta sexta-feira, até ao próximo dia 3 de Maio.
São, ao todo, 16 atletas que representam o país nesta empreitada em busca de medalhas, mas também de melhorar as suas marcas, visando alcançar mínimos para os Campeonatos Mundiais e, até, Jogos Olímpicos.
Esta quarta-feira a delegação foi recebida pelo 1° secretário da Embaixada de Moçambique na capital da Zâmbia, Lusaka, que foi dar o seu apoio e encorajamento aos atletas.
“Em nome da alta-comissária da Embaixada, desejamos aos nossos atletas, e não só, boas vindas a Lusaka. Que se sintam em casa aqui. Nós estamos aqui para prestar o maior apoio possível. Vocês estão a representar milhões de moçambicanos e todos estamos esperançados que ganhem maior número de medalhas para o País”, disse Mário Adamo, 1° secretário da Embaixada de Moçambique na Zâmbia.
O combinado nacional deixou uma mensagem de apreço na cidade Lusaka, Zâmbia, garantindo que tudo fará para lutar pelos lugares de pódio no certame.
O presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badru, agradeceu todo o apoio que a federação teve, desde a Secretaria de Estado do Desporto, Comité Olímpico de Moçambique e parceiros, que garantiram a participação no africano de atletismo, até à embaixada de Moçambique em Lusaka, que tem vindo a prestar o maior apoio para confortar a delegação moçambicana de atletismo.
Composta por 16 atletas, esta é a maior delegação de sempre de uma selecção de atletismo nas respectivas categorias de sub-18 e sub-20, que vai competir em diversas especialidades de atletismo.
Trata-se de Steven Sabino (100 metros e salto em comprimento, África do Sul); Arusse Selemane (1500M e 3000M/ Cabo Delgado); Wilson Cossa (100M e salto em comprimento/Maputo província); Orlando Alberto Maganso (400M/Maputo cidade); António Baptista Cristo (400M e 800M/Sofala); José Afonso José (1500M e 3000M/Sofala); Paulino Mateus Feniasse (Triplo Salto/Sofala); Azarias Amanso Cuna (800M e 1500M/Gaza); Astrid Eva Van Hoorn (100M e 200M/África do Sul); Amélia Armando Pinga (Salto em Comprimento e Triplo Salto/Maputo província); Rita Manchante (400M e 800M/Sofala); Dulce da Conceição (200M/Maputo cidade); Tatiana Salomé Machatine (100M/Maputo cidade); Melanie Paula Fumo (100M/Maputo cidade) e Maria Dolores Caravela (200M e 400M/Maputo cidade) e Eunice Marcos Macave (400M e 800M/Maputo cidade).
Estes atletas têm como treinadores Salvador Chitsondzo, da Cidade de Maputo, e Ivan Simão Bulo, da província de Gaza.
Luís Madaba vai lançar, às 14h30 desta sexta-feira, no Instituto de Formação de Professores de Lichinga, na Província de Niassa, o livro Ensinar a brincar em casa – guião de aprendizagem divertida. Editado sob a chancela da Editorial Fundza, trata-se de um exercício didáctico e pedagógico, no qual o autor explora possibilidades inovadoras capazes de despertar nos alunos o interesse pela aprendizagem de conteúdos escolares, mas em casa.
Segundo a nota de imprensa da Fundza, com cerca de 30 páginas, o livro de Luís Madaba concilia a palavra e a imagem como estratégia viável para os mais novos aprenderem dos pais, irmãos, tios ou avôs. Assim, o livro funciona como um guião de aprendizagem e de ensino, pois inclui propostas esclarecedoras para quem deseja, essencialmente, partilhar conhecimentos com as crianças.
Para Luís Madaba, a aprendizagem acontece todos os dias, a cada instante, de forma despercebida e automática. “Da mesma maneira que ensinamos a criança a segurar os talheres, a alimentar-se sozinha e a cuidar da sua higiene desde cedo, temos de a ensinar a adquirir habilidades de leitura e escrita. Quando deixamos a aprendizagem escolar para o último plano, delegando-a à escola, ao professor, isso faz com que o processo não aconteça no tempo considerado ideal”, lê-se na nota do livro que será apresentado por Óscar Daniel.
Com a sua publicação, uma das apostas de Luís Madaba é ajudar os pais e encarregados de educação a ensinarem as crianças sem violência e sem traumas, explorando, por isso, situações do dia-a-dia.
Luís Madaba é Licenciado em Psicologia, Quadro do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), Fundador do Brincar Ler & Escrever; tem poemas pulicados em algumas revistas electrónicas e rádios nacionais, com destaque para a revista literária Sol, sob a chancela da AEMO-Extensão territorial Norte. É Membro do Clube de Escritores Poetas e Amigos do Niassa (CEPAN) e, em regime part-time, lecciona na Faculdade de Administração e Gestão do Instituto Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF).
Ferroviário da Beira defronta, sábado, às 16h00, o Petro de Luanda em jogo da 2.ª jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova que decorre no Cairo, Egipto. Os campeões nacionais terão pela frente um forte candidato ao título.
Depois da estreia menos conseguida diante do Al Ahly do Egipto, jogo no qual perdeu por 92-74, o Ferroviário da Beira tem pela frente um novo teste de fogo na Basketball Africa League, prova organizada pela FIBA em parceria com a NBA.
Os bicampeões nacionais batem-se, sábado, com o Petro de Luanda, conjunto que no passado dia 24 de Abril conquistou a Unitel Basket (campeonato angolano de basquetebol) após vencer o D’Agosto no jogo 3 dos “play-offs” da final.
Em mais uma tarefa complicada, o Ferroviário da Beira vai procurar vencer para manter vivo o sonho de estar entre as quatro equipas que se qualificam para a fase final da BAL, competição agendada para a cidade de Kigali, Ruanda.
No duelo deste sábado, Luis Lopes Hernandez vai tentar fintar a falta de ritmo competitivo da sua equipa, que, diga-se, partiu para esta prova com apenas jogos de menor intensidade com equipas da Beira.
Ademais, o Ferroviário da Beira ainda não tem entrosados os seus reforços ao nível que seria de desejar. Recomenda-se que os “locomotivas” cometam menos erros defensivos e se apresentem com clarividência ofensiva.
Melhorar a pontuação, que foi bastante fraca no primeiro quarto, é outro dos trabalhos de casa que o “coach” espanhol do Ferroviário da Beira terá que fazer com toda a atenção para contrariar os angolanos.
Outro aspecto a ter em conta, no duelo com o Petro de Luanda, é o forte jogo interior e exterior dos angolanos que não costumam facilitar. Sem o combativo Helton Ubisse, os homens das posições 4-5 a serem confiados por Luis Lopez Hernandez, devem dar conta da luta das tabelas que vai, seguramente, ser determinante no desfecho desta partida.
Prova da sua qualidade, o Petro de Luanda conquistou a medalha de bronze na edição 2021 da Basketball Africa League, BAL, após vitória convincente por 97-68, diante do Patriots do Ruanda, país anfitrião.
O Petro de Luanda, de resto, aposta fortemente na conquista do certame, de tal forma que vai colocar toda a carne no assador no Egipto. O treinador brasileiro, José Neto, levou para esta prova Childe Dundão, Gerson Domingos, Souleymane Diabate, Carlos Morais, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Pedro Bastos, Glofate Buiamba, Djime Crime, Aboubakar Gakou, Damian Hollis, Jone Lopes Pedro e Ater Majok.
Ficaram de fora os postes Teotónio Dó, Aldemiro João e o extremo José António, que por opção técnica não seguiram viagem para o palco da competição.
De recordar que o Stade Malien (Mali), Associação Desportiva de Douanes (Senegal), Grupo de Energia (Ruanda) e Clube de Cestas de Abidjan (Costa do Marfim) estão já apurados para a fase final.
Surpresa pela negativa, o US Monastir da Tunísia, actual campeã africana em título, falhou a qualificação para a fase final da Basketball African League (BAL). Zamalek do Egipto foi o vencedor da primeira edição da BAL.
TORNEIO “O TREINADOR”: MAXAQUENE VS COSTA DO SOL NA ORDEM DO DIA

Costa do Sol vs Maxaquene é o jogo de cartaz da 4ª jornada do torneio de basquetebol sénior masculino “O Treinador”. O duelo está agendado para sábado, às 18h00, no pavilhão da A Politécnica. Esta sexta-feira, às 20h00, no mesmo recinto, a A Politécnica bate-se com as Águias Especiais.
Com três vitórias somadas nos jogos então realizados, o Costa do Sol procura manter-se na liderança do torneio “O Treinador”, competição que visa dar rodagem às equipas da capital do país em face do arranque tardio da época. Com melhor estrutura, não estivéssemos a falar dos actuais campeões da Cidade de Maputo e vice-campeões nacionais, os “canarinhos” partem para o duelo com os “tricolores” com grande dose de favoritismo.
Aguerrida, a formação “tricolor”, orientada por Hermínio Changule, pisca o olho à primeira vitória nesta competição.
Ainda no sábado, o Ferroviário de Maputo mede forças com o Costa do Sol “B”. Invicto na prova, o conjunto de Horácio Joaquim Martins não quer ser surpreendido pela jovem e aguerrida equipa “canarinha”.
O Costa do Sol “B” é uma formação em construção, sendo resultado da equipa júnior que conquistou, em Janeiro, o Campeonato Nacional em Quelimane.
A disputa desta ronda arranca sexta-feira, com a A Politécnica a travar argumentos com as Águias Especiais, num duelo em que os “politécnicos” são teoricamente favoritos a vencer. Ao nível dos seniores femininos, roda a 3ª jornada com a A Politécnica a medir forças com Lazio, sexta-feira, às 18h00. É um duelo entre duas formações que se equivalem, até porque os seus plantéis são equilibrados.
No sábado, o Costa do Sol, campeão nacional, terá pela frente a equipa secundária da A politécnica (B). É um jogo no qual as “canarinhas” carregam consigo todo o favoritismo, porquanto apresentam o melhor plantel da actualidade em seniores femininos.
COMISSÃO DE GESTÃO TOMA POSSE NO DIA 6
A Comissão de Gestão de Basquetebol na capital do país será empossada no próximo sábado, 6 de Maio, para um mandato de seis meses. A agremiação foi criada na sequência da destituição do elenco interino da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) no decurso da assembleia-geral realizada no passado sábado, 22 de Abril. A Comissão de Gestão tem como missão dinamizar o basquetebol na Cidade de Maputo, cujas provas ainda não arrancaram por uma dívida de 130 mil Meticais a árbitros.
Os confrontos entre o exército e os paramilitares no Sudão não dão trégua e já deixaram mais 500 mortos e 4.193 feridos, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Face a estes combates que se desenrolam há quase duas semanas, o Ministério da Defesa da China anunciou ontem que o Exército chinês enviou navios da Marinha para retirar cidadãos chineses do Sudão.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério Tan Kefei explicou que a China procura proteger a vida e os bens dos seus cidadãos no país africano, onde as “condições de segurança continuaram a deteriorar-se nos últimos dias”.
Tan Kefei, citado pelo Notícias ao Minuto, não especificou quantos navios vão ser enviados para o Sudão. A China começou esta semana a retirar grupos de cidadãos para os países vizinhos.
Segundo dados difundidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, mais de mil cidadãos chineses viviam no Sudão, na altura em que os combates começaram.
A China tem uma forte presença económica no Sudão, apesar da contínua turbulência política no país islâmico, desde que se dividiu em dois, em 2011, após a formação do Sudão do Sul, ao fim de décadas de guerra civil.
Mais de 130 empresas chinesas investem e operam no Sudão, que também abriga uma grande força de trabalho chinesa. A China é também o maior parceiro comercial do Sudão, com um volume de comércio total de 2,6 mil milhões de dólares.
As empresas chinesas no Sudão estão envolvidas na construção de infraestruturas, tendo uma participação de mercado de mais de 50% em contratos de obras.
De acordo com o Ministério do Comércio da China, foram assinados 40 novos contratos por empresas chinesas no Sudão em 2020.
Na última semana, vários países, como Estados Unidos, Japão, Espanha e Coreia do Sul, anunciaram o envio de aeronaves para Djibuti, um pequeno país a cerca de 1.700 quilómetros de Cartum e onde tanto os EUA como a China têm bases -, para coordenar a retirada.
A Índia também enviou um navio da Marinha, na segunda-feira, para transferir parte dos seus cidadãos no Sudão para um local seguro.