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O Governo do distrito da Matola diz que o consumo de bebidas alcoólicas nos recintos escolares não é um caso isolado da Escola Secundária Bonifácio Gruveta. Para lidar com o fenómeno, a PRM na Província de Maputo vai passar a fiscalizar pastas dos alunos antes de entrarem na escola.

Na última sexta-feira, 07 de Agosto, em declarações ao “O País”,  pais e encarregados de Educação da Escola Secundário Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro Khongolote, no município da Matola, denunciaram o “consumo de bebidas alcoólicos e comportamentos desviantes” de alguns alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino, caracterizados por “sabotagens de aulas e roubos e pancadarias entre alunos”.

Nesta segunda-feira, o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, no distrito da Matola, reconheceu que as denúncias dos alunos são reais, e está a disciplinar os alunos sem medidas de expulsão.

De acordo com Danilo Ventura, director distrital, o sector que dirige já realizou “duas grandes reuniões multi sectoriais incluindo a Polícia e a procuradoria para encontrar soluções conjuntas uma vez os visados na sua maioria serem menores que entram em conflito com a lei”.

Os referidos encontros terminaram com planos de acção, e, em cumprimento dos mesmos, o Serviço Distrital acrescenta não serem poucas as vezes que sancionou alunos por embriaguez na escola.

“O que não podemos fazer, é tomar medida de expulsão, porque a escola é também centro de reabilitação. Nessa perspectiva, temos trabalhado com a saúde e outras organizações não-governamentais para a reabilitação desses jovens e adolescentes”, explicou, acrescentando terem sido reactivados em todos os estabelecimentos de ensino do distrito os núcleos antidroga.

A Polícia da República de Moçambique, que esteve, na última sexta-feira, na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba a sensibilizar os estudantes, assegurou já ter destacado equipas para “várias escolas para sensibilizar, conversar com alunos e fiscalizar as pastas para ver quem entra com substâncias estranhas”, explicou Carmínia Leite, porta-voz da PRM na Província de Maputo.

A polícia e o Serviço Distrital de Educação dizem que o consumo de álcool nas escolas não é um fenómeno novo e apelam à vigilância de toda sociedade.

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Há vítimas das inundações que estão a viver nos centros de acomodação montados na Cidade de Maputo há mais de um ano, porque não podem voltar para as suas casas. A edilidade reconhece o problema e diz que está à procura de soluções.

De acordo com o Conselho Municipal de Maputo, 267 famílias continuam nos centros de acomodação na autarquia.

Recentemente, a edilidade revelou que apenas 160 famílias têm prioridade para o reassentamento, no entanto ainda não foi definido o modelo nem a data para o iniciar o processo.

No terreno, “O País” constatou que há famílias que estão desde 2022 nos centros de acomodação. É o caso do centro de reassentamento provisório, no bairro das Mahotas.

Num recinto pertencente a uma igreja, que agora é abrigo, as vítimas das inundações relatam momentos de aflição.

António Francisco é disso exemplo e disse que nunca houve solução para os seus problemas. “Estamos desesperados, e o Conselho Municipal não diz nada. Aqui não temos o mínimo de liberdade para avançar com as nossas vidas”, disse.

Neste momento, cada família procura recomeçar de onde pode, em meio a tantas dificuldades. José Vilanculos, também vítima das inundações, ocupa maior parte do seu tempo com pequenos trabalhos de costura. “Já não sabemos o que fazer; tento fazer o mínimo para conseguir alimentar a minha família.”

O mesmo cenário foi constatado no centro de acolhimento na Escolinha de Alegria, no bairro Hulene “A”. Há mais de quatro meses que dezenas de famílias compartilham espaço nas salas que deviam ser de aulas.

“Saímos das nossas casas devido às inundações, mas aqui, no centro, também passamos mal porque, quando chove, entra água”, disse Alice António, vítima de inundações.

O grupo das sete economias mais desenvolvidas (G7) acordou, este sábado, no Japão, definir medidas para reduzir a dependência excessiva da China em sectores críticos, mas sem colocar em causa o desenvolvimento económico chinês.

Na declaração final da cimeira realizada na cidade japonesa de Hiroxima, os líderes do G7 defendem que uma economia resiliente “requer que sejam eliminados riscos e requer diversificação” e afirmam a necessidade de dar passos nesse sentido individualmente em cada uma das economias nacionais e também como grupo.

A declaração do G7 sublinha que a orientação defendida não pretende prejudicar Pequim, nem impedir o progresso e o desenvolvimento económico da China, com o grupo a defender que “uma China em crescimento, a jogar segundo as regras internacionais é do interesse global”, escreve a DW.

O documento final do bloco económico que junta Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mais a União Europeia (UE) foi publicado um dia antes do previsto e aponta políticas e práticas comerciais da China que contrariam a economia de mercado.

Em reação, e num comunicado publicado, este sábado, na rede social chinesa WeChat, a embaixada da China em Londres afirmou que “os membros do G7 ignoram os princípios da economia de mercado e da concorrência leal, e reprimem injustificadamente as empresas chinesas”.

Segundo a DW, a embaixada chinesa acusou Washington de generalizar o conceito de segurança nacional, abusar das medidas de controlo das exportações e adotar práticas discriminatórias e injustas contra empresas de outros países.“A própria China é vítima da coerção económica dos Estados Unidos”, disse a embaixada, referindo que Pequim “sempre se opôs firmemente à coerção económica de outros países”.

A diplomacia chinesa apelou ainda ao G7 para que abandone a mentalidade da Guerra Fria e deixe de interferir nos assuntos internos de outros países, bem como de criar confrontos e divisões na comunidade internacional.

Mais de mil milhões de pessoas, em 43 países, incluindo Moçambique, correm risco de contrair cólera. Segundo a Organização das Nações Unidas, os países mais afectados, em 2023, são até agora Moçambique e Malawi.

A cólera continua um desafio tanto para a saúde quanto para o desenvolvimento. Os surtos ocorrem num contexto de eventos climáticos extremos, conflitos e recursos financeiros limitados.

A Organização Mundial da Saúde estima que mil milhões de pessoas em 43 países corram o risco de contrair a cólera. Desde o início do ano corrente, 24 países relataram surtos da doença. Moçambique e Malawi são os mais afectados até agora.

Burundi, Camarões, República Democrática do Congo, Etiópia, Quénia, Somália, Síria, Zâmbia e Zimbabwe são outros países considerados em “crise aguda”.

A cólera, que se alastra rapidamente com a falta de água potável e condições sanitárias adequadas, causa diarreia e vómitos e pode ser particularmente perigosa para as crianças.

Segundo a ONU, 2022 foi um ano sem precedentes em relação a surtos de cólera. Houve um aumento de 50% no número de nações com casos da doença, se comparado a 2021. Em Janeiro de 2023, os casos registados estiveram 30% acima do total de todas as notificações do ano passado.

Há falta de recursos para combater a pandemia, segundo a ONU, que destaca que são necessários cerca de 600 milhões de euros para combater a doença.

A organização alerta que quanto mais tempo se esperar para mitigar a cólera, a situação pode agravar-se.

Os acidentes de viação mataram mais de 180 pessoas no primeiro trimestre deste ano, menos 40 do que em igual período do ano passado. Entretanto, a situação continua preocupante. Zambézia e Nampula são as províncias mais críticas. Por isso, as autoridades apelam para mais prudência nas estradas.

Apesar da redução das mortes por acidentes de viação, de 223 no primeiro trimestre do ano passado para 183 em igual período deste ano, ainda é preciso mais trabalho para evitar derramamento de sangue nas estradas.

Aliás, a redução do número de óbitos de pessoas feridas não é satisfatória, de acordo com as autoridades, que destacam as províncias de Maputo, Nampula e Zambézia como as que mais sinistralidade registam.

“Continuamos a ter mortes e acidentes. A estrada devia ser segura. Os níveis que nos encontramos, em termos de acidentes, equiparam-se, na minha convicção, ao nível de terrorismo rodoviário.”

Um terrorismo rodoviário que, na maior parte de casos, é causado pela acção humana. O que, segundo o chefe das Operações da Polícia de Trânsito no Comando-Geral da PRM, Amândio General, podia ser evitado se os condutores cumprissem as regras básicas de trânsito.

“Todos os condutores passam por uma formação, em que aprendem o que devem ou não fazer. Mas, às vezes, alguns, não todos, mas uma parte significativa, têm pautado por não respeitar as regras de trânsito”, disse.

De acordo com o presidente da Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária, Alexandre Nhampossa, o elevado nível de degradação das estradas, em todo o país, contribui para os elevados índices de acidentes de viação.

“Estamos com preocupações imensas na EN1, nas zonas onde é possível andar, porque há zonas onde praticamente já não se anda. Temos outras mais preocupantes, como a zona da Manhiça, como é de conhecimento de todos”, exemplificou.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a nível global há cerca de 1,3 milhões de mortes por ano e cerca de 50 milhões de feridos.

“São números assustadores. Muitas das vítimas estão em países de baixa/média renda, e Moçambique é um deles. Embora tenhamos um parque automóvel ainda reduzido, comparado com outros países, temos níveis de mortalidade rodoviária que devem fazer-nos pensar em participar, não só como espectadores, de modo a garantirmos a mobilidade segura”, disse Raquel Mabote, responsável da Segurança Rodoviária da OMS.

Os dados foram partilhados este sábado, durante as celebrações da semana internacional de segurança rodoviária, este ano sob o lema “Mobilidade sustentável”.

A Universidade Católica de Moçambique inaugurou, esta sexta-feira, em Chimoio, três laboratórios. Os equipamentos, que passam a funcionar na Faculdade de Engenharia daquela instituição de ensino superior, servirão para a área de engenharia civil, alimentar e electrotécnica.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que dirigiu a cerimónia de inauguração, disse que o equipamento moderno disponível nos laboratórios vai responder aos desafios actuais na formação académica.

“Tomámos conhecimento de que os novos laboratórios resultam de um processo de requalificação do Laboratório de Engenharia Alimentar, por um lado e, do Bloco de Laboratórios de Engenharia Eletrotécnica e Civil, por outro, visando aumentar a capacidade dos ensaios e trocar os equipamentos antigos por novos e modernos, que atendam aos desafios actuais do processo formativo, de investigação, de formação profissional e de prestação de serviços à comunidade”, disse Daniel Nivagara.

Na ocasião, o reitor da Universidade Católica de Moçambique salientou que a instituição tem estado a investir na formação de qualidade.
“Com este investimento, pretendemos, por um lado, melhorar as nossas práticas de pesquisa experimental, tornando o nosso ensino mais próximo dos desafios reais que os nossos estudantes irão experimentar no mercado de trabalho”, referiu Filipe Sungo.

Armindo Tambo, vice-reitor da UCM, explicou que os laboratórios não vão servir só para a universidade, salientando que “é forma de dar resposta a um dos pilares que caracterizam a universidade, que é o ensino-aprendizagem, práticas pedagógicas interligadas com a pesquisa e investigação, bem como a extensão universitária”.

A UCM diz que, neste momento, o maior desafio é garantir a continuidade de formação de quadros para que os laboratórios sejam sustentáveis.
Para o efeito, já há contactos com as universidades da Alemanha, país onde os docentes serão formados para melhor uso do equipamento inaugurado.

A 10ª edição do Festival AZGO arrancou ontem à noite, no Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo. Na Sala Grande daquele centro cultural, apresentaram-se os músicos do Haiti, Vox Sambou, e da Ilha Reunião, Fayazer

Comecemos pelo fim. Vox Sambou apresentou-se na Sala Grande do Franco-Moçambicano aproximadamente às 22 horas desta sexta-feira. Logo à entrada, revelou-se, com a sua banda, um artista que investe, aparentemente, em sonoridades de origem africana. Por exemplo, sonoridades próximas à quizomba, para os mais novos, ou à passada, para os mais antigos.

Com muita alegria no semblante e nos movimentos, o artista haitiano radicado no Canadá, no dia de abertura do AZGO, fez da sua apresentação um momento de festa, ora celebrando os 10 anos de um festival que já é tradição em Moçambique, ora enaltecendo os laços de amizade entre os povos e o intercâmbio artístico-cultural.

Sempre com Haiti no coração, Vox Sambou fez de um espectáculo musical um momento fácil, cheio de emoção, de luz e muita vibração. Por isso mesmo, a maioria do público que até nem conhecia as suas composições reagiu com alguma assertividade sempre que o vocalista os convidou a decorar ou a cantar os coros das músicas. Foi uma actuação exemplar, de um intérprete que se preocupa em pensar o mundo à sua volta e que se informou sobre Moçambique antes de se apresentar na Sala Grande do Franco. Há-de ser por isso que, a certa altura, convidou os maputenses e cidadãos de outras origens a cantarem pela paz e pela fraternidade. Nessa tentativa de sincronização entre os seus temas e a realidade local, que afinal é universal, Vox Sambou amou tanto a música como as pessoas, dando-as a sua simplicidade, o seu carinho e o respeito de um espectáculo bem preparado.

Ao interpretar, sobretudo, ritmos do Norte do Haiti e afro-latinos, Vox Sambou também expressou-se como um artista com certas influências do Hip-Hop. A sua base musical assenta na diversidade e nessa sugerida subtil intervenção social.

Assumidamente um artista do amor, Vox Sambou interpretou um tema composto a pensar na sua própria mãe e, no Franco, encontrou um pretexto para dedicar a sua música a todas mulheres incríveis, de Moçambique e do continente inteiro. Também cantou por todos aqueles encarregados de educação que cuidam bem dos seus filhos, tendo como referência os pais que o permitiram crescer o suficiente para poder apresentar-se na Cidade de Maputo.

Com a vinda de Vox Sambou a Maputo, o Alto Comissariado do Canadá em Moçambique juntou-se às celebrações do 10º aniversário do Festival AZGO, tendo como motivação a extensão e o aprofundamento dos laços culturais.

A actuação do artista haitiano residente no Canadá teve aproximadamente uma hora de duração. No palco não brilhou sozinho, mas cada membro da banda, desde o guitarrista ao baterista ou do percussionista à cativante corista. Enfim, nesta participação no AZGO, Vox Sambou recebeu de volta tudo o que se propôs a proporcionar ao público.

Não obstante, o primeiro artista a apresentar-se na abertura da 10ª edição do Festival AZGO, no Franco-Moçambicano, foi o músico da Ilha Reunião, Fayazer. O seu espectáculo começou às 19h55, acompanhado por um baterista e um guitarrista.

Numa base reggae, Fayazer apresentou, ao longo de uma hora, uma combinação de ritmos tradicionais da Ilha Reunião: maloya em harmonia com o hip-hop também.

Hoje, o Festival AZGO continua no Campus da Universidade Eduardo Mondlane e, amanhã, termina com um concerto gratuito no Bairro Mafalala, sempre na Cidade de Maputo.

 

 

Os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram, esta sexta-feira, novas sanções para restringir a capacidade da Rússia de continuar a guerra na Ucrânia, pouco antes do início da cimeira do G7 em Hiroshima, no Japão, escreve a RTP.

De acordo com um oficial norte-americano, citando mais de 300 novas sanções contra indivíduos, organizações, navios e aviões em toda a Europa, Médio Oriente e Ásia, as sanções devem impedir que aproximadamente 70 entidades na Rússia e em outros países recebam mercadorias exportadas dos EUA, adicionando-as à lista negra do Departamento de Comércio.

O responsável acrescentou ainda que outros membros do G7, grupo formado pelo Reino Unido, França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Itália, também se preparam para “colocar em prática novas sanções e barreiras às exportações.

Logo de seguida, Londres divulgou novas medidas visando o sector de mineração da Rússia, incluindo o comércio de diamantes, que rende a Moscovo milhares de milhões de dólares todos os anos.

“O G7 deve trabalhar para interromper o abastecimento militar russo, fechar brechas nas sanções, reduzir ainda mais a sua dependência da energia russa, continuar a restringir o acesso de Moscovo ao sistema financeiro internacional e comprometer-se a congelar os ativos russos até ao fim da guerra”, assegurou o alto funcionário do governo de Joe Biden.

Um responsável da União Europeia já havia dito na quinta-feira que os líderes dos países do G7 vão discutir sanções contra o comércio de diamantes da Rússia.
“O responsável da UE sublinhou que a adesão da Índia seria fundamental para garantir o impacto de qualquer regime de sanções nesta área”.

A Rússia exportou quase cinco mil milhões de dólares em diamantes em 2021, de acordo com o Observatório de Complexidade Económica, um portal de dados de comércio internacional criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

A final da Liga dos Campeões da Europa é conhecida. A 10 de Junho próximo, Manchester City e Inter de Milão vão decidir, em Istambul, quem fica com o canecão e destrona o detentor do troféu, Real Madrid.

Bernardo Silva esteve em destaque na noite desta quinta-feira, na vitória do Manchester City sobre o Real Madrid por 4-0 no Ethiad, que coloca o emblema inglês na final da Liga dos Campeões. Os Citizens, que se preparam para ser campeões ingleses, deram um banho de bola aos actuais detentores do troféu, na segunda mão das meias-finais da prova. O resultado só não foi mais volumoso porque Courtois tirou três golos cantados a Haaland.

Na final, o Manchester City vai medir forças com o Inter Milão, que afastou o rival AC Milan (2-0 e 1-0).

Depois do sono que foi o Inter 1-0 AC Milan da última terça-feira, os amantes do futebol ansiavam por este duelo entre os principais candidatos a vencer a prova, nesta que era uma espécie de final antecipada. O 1-1 no Bernabéu tinha deixado tudo em aberto para o Ethiad, onde havia a curiosidade de saber se os merengues voltariam a ter capacidade para travar esta máquina de jogar futebol, que é a equipa de Guardiola.

Para o milionário Manchester City, este jogo era visto como o penúltimo da Champions rumo ao tão desejado título que o clube persegue há quase duas décadas.

Numa reedição da meia-final da última temporada, o Real Madrid esperava novo triunfo (ainda que fosse nas grande penalidades) para continuar dono e senhor da mais importante competição europeia de clubes e poder elevar o recorde para 15 conquistas, numa época em que já venceu a Taça do Rei de Espanha, mas deixou a Liga Espanhola fugir para o rival Barcelona.

Depois do 1-1 na primeira mão, o Manchester City mostrou a razão de ser a melhor equipa do Mundo na actualidade, com estes 4-0 ao campeão europeu e do mundo.

Em busca do seu primeiro título da Champions, o Manchester City regressa à final, duas temporadas depois de ter perdido com o Chelsea no Estádio do Dragão, defrontando o Inter de Milão, três vezes campeão europeu, no encontro decisivo, marcado para 10 de Junho, em Istambul, um local com capacidade para mais de 75 mil espectadores.

Esta será a segunda decisão da Liga dos Campeões sediada pelo estádio, que já recebeu a final da temporada 2004/05, entre Milan e Liverpool, vencida pelos ingleses após empate por 3-3 no tempo regulamentar e vitória nos penáltis.

O estádio também quase sediou a final da temporada 2020/21, mas, com a piora da situação da pandemia de COVID-19 na Turquia, a decisão foi transferida para o Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal.

O campeão de 2022/23 vai facturar 20 milhões de euros (perto de mil e trezentos e sessenta e sete milhões de Meticais), enquanto o vice embolsará 15,5 milhões de euros (quase mil milhão e seiscentos milhões de Meticais).

 

COMO FORAM AS CAMPANHAS DE CITY E INTER ATÉ AQUI NA CHAMPIONS?

Na fase de grupos, o Manchester City foi o líder do grupo G com 14 pontos em seis jogos, cinco a mais do que o Borussia Dortmund, segundo colocado. Nos “oitavos”, os ingleses eliminaram o Leipzig da Alemanha, seguido por Bayern de Munique (nos quartos) e Real Madrid (meias-finais).

Já a Inter de Milão, foi vice-líder do grupo C com 10 pontos, 8 atrás do Bayer de Munique, que foi o líder. Nos oitavos-de-final, os italianos passaram por Porto, seguido por Benfica (quartos) e Milan (meias-finais).

Além de já ter vaga garantida na fase de grupos da Champions League de 2023/24, o campeão da actual edição disputará o Mundial de Clubes “alternativo” em 2024, onde o vencedor da Liga dos Campeões se classifica directamente para a final, além de se credenciar para o Supermundial de Clubes de 2025.

Antes do início oficial da temporada 2023/24, o campeão da Champions também disputa a Supertaça da UEFA diante do vencedor da actual edição.

 

AL AHLY COM PÉ E MEIO NA FINAL DA “CHAMPIONS” AFRICANA AGUARDA POR MAMELODI OU WYDAD

O Al Ahly do Egipto está praticamente qualificado para a final da Liga dos Campeões africanos após ter derrotado o Esperance de Tunis, em sua própria casa, por 3-0, na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos.

Inspirado por um Percy Tau em forma, o Al Ahly afirmou seu domínio sobre o Esperance Tunis no Stade Olympique de Rades na semana passada, sexta-feira, marcando três golos.

Tau abriu o marcador aos oito minutos, tendo marcado novamente aos 55 e 75 minutos, respectivamente.

Reagindo à vitória, o técnico do Al Ahly, Marcel Koller, alertou que, apesar do resultado, a eliminatória está longe de terminar.

“Estamos muito felizes por termos vencido por 3-0 fora de casa. No entanto, isso não significa que já estamos qualificados para a final”, disse Koller.

“Nada está decidido ainda. Vimos quando o Liverpool deu a volta por cima contra o Barcelona marcando quatro golos. Além disso, a Juventus conseguiu marcar três vezes fora de casa contra o Real Madrid. Não devemos imaginar que as coisas estão decididas. Não devemos subestimar o Esperance de Tunis na segunda mão e estar totalmente concentrados porque tudo é possível no futebol”, concluiu o treinador do Al Ahly.

Nas últimas cinco partidas disputadas entre as duas equipas na prova milionária, o Al Ahly conseguiu somar quatro vitórias, sendo que o Esperance somou uma vitória.

Na antevisão do jogo desta sexta-feira, a partir das 21h00 na capital egípcia, Hamdi Al-Mudab, do Esperance de Tunis, assegurou aos adeptos que a equipa vai trabalhar duro para obter um resultado positivo neste e nos jogos que vem.

Mas o jogo de destaque e com resultado imprevisível vai colocar frente-a-frente o Mamelodi Sundowns da África do Sul e o Wydad Casablanca do Marrocos. Depois do nulo que prevaleceu no jogo da primeira mão, em Casablanca, este sábado vai ser a doer para as duas equipas.

Em Pretória o Mamelodi vai querer vencer e chegar à final para procurar juntar o título sul-africano ao troféu africano. Mas claramente não será tarefa fácil e o jogo vai ser decidido no detalhe.

A final da Liga dos Campeões africanos vai disputar-se em duas mãos, nomeadamente a 04 e 11 de Junho próximo.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida realizou, há dias, os testes oficiais na Motorsport Arena Oschersleben tendo em vista o arranque, entre os dias 26 a 28 de Maio, da temporada 2023 do troféu DTM Adac GT.

Contagem decrescente para a primeira prova do troféu DTM Adac GT 2023, competição internacional de automobilismo que vai contar com a participação do piloto moçambicano Rodrigo Almeida.

Almeida, que vai continuar a correr pela equipa alemã da “BWT Muke Motorsport”, tem a sua estreia marcada na competição para o fim-de-semana de 26 a 28 de Maio, no circuito de Oschersleben, na Alemanha.

Como é de costume, com o aproximar da prova de grande dimensão, há um trabalho de preparação a que os pilotos estão sujeitos, sendo de realçar o facto de Rodrigo Almeida ter realizado há dias os testes oficiais a contar para o início da temporada na Motorsport Arena Oschersleben.

Almeida testou-se num circuito de 3.667km e com uma largura de 11 a 13 metros e mudanças de altitude de 23 metros, destacando-se o facto deste já ter sido palco da tradicional prova do “European Touring Car Championship FIA” entre 2001 e 2004.

Depois de se estrear em Oschersleben, Rodrigo Almeida volta a competir entre os dias 23 e 25 de Junho, no circuito de Zandvoort, na Holanda.

A lendária corrida de Norisring, naquela que será a segunda prova do calendário, está agendada para os dias 7 a 9 de Julho, como parte de uma série de mudanças levadas a cabo pelo estabelecimento de uma nova data do Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1.

A terceira prova está agendada para os dias 4 a 6 de Agosto próximo, em Nurburgring, circuito que no passado recebeu corridas de Fórmula 1.

Ainda no mês de Agosto, precisamente entre os dias 18 e 20, Lausitzring, na Alemanha, será palco da quarta prova do Troféu DTM Adac GT.

Seis das oito corridas que corporizam esta competição terão lugar na Alemanha, daí que no fim-de-semana de 8 a 10 o circuito de Sachsenring será o local que vai testemunhar mais uma aparição de Rodrigo Almeida no troféu DTM Adac GT.

Rodrigo Almeida e outros pilotos que vão tomar parte neste evento irão cumprir, depois, uma pausa de verão de um mês, a ser seguida pela prova de Nurburgring de 4 a 6 de Agosto.

Lausitzring, também na Alemanha, irá sediar a quinta prova duas semanas depois, ou seja, entre os dias 18 e 20 de Agosto.

Seguem-se as provas de Sachsenring (8 a 10 de Setembro) e Red Bull Ring  (22 a 24 de Setembro). O mais internacional piloto moçambicano fecha a temporada 2023 em Hockenheimring, local tradicional que acolhe a última prova entre os dias 20 a 22 de Outubro.

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