O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
Nelson Santos, técnico português que já orientou o Costa do Sol e os Ferroviários de Maputo e Nampula, foi como escolhido para comando técnico da equipa de Sub-23 do Clube Desportivo de Mafra – Futebol, conjunto que vai disputar a Liga Revelação para a temporada 2023/24.
Nélson Santos, de 39 anos, foi na última temporada treinador-adjunto do Gangwon FC, clube da I divisão da Coreia do Sul. O técnico assinara um contrato com a duração de uma época, tendo trabalhado ao longo deste período com o sul-coreano Yong-soo Choi.
Nelson Santos foi, para além de “adjunto”, coordenador técnico da formação com a missão de reestruturar o futebol base daquela colectividade.
Ao longo da sua carreira, já foi adjunto de Jorge Silas na B SAD, em 2018/19 e, posteriormente, representou a B SAD na Liga Revelação, Nogoom FC (Egipto), Al-Hilal Omdurman (Sudão).
Na temporada 2022, Nelson Santos foi responsável pelo terceiro lugar ocupado pela equipa do Ferroviário de Nampula no Moçambola.
Estranhamente, e mesmo depois do sucesso, não renovou o seu contrato com os “axinenes” que terminaram a temporada com 40 pontos, menos dez que o campeão União Desportiva do Songo.
O saldo da equipa foi de 12 vitórias, quatro empates e seis derrotas e ainda 25 golos marcados e 19 sofridos.
A selecção nacional de vólei de praia seguiu, esta terça-feira, para Hammlet, na Tunísia, onde de 23 a 30 de Junho irá disputar os II Jogos Africanos de Praia, evento que contará com a participação de 42 países. Moçambique somente vai disputar provas de voleibol de praia.
Para o certame, o país carrega fortes ambições de revalidar o título conquistado há quatro anos, em femininos, na cidade da Praia, em Cabo Verde. É neste sentido que foram seleccionadas três masculinas e igual número em femininos.
Numa prova na qual irá competir no “torneio quatro por quatro” (com quatro voleibolistas de cada lado), Moçambique será representado por Ainadino Martinho, Jorge Monjane, José Mondlane, Osvaldo Mungoi, Aldevino Nuvunga e Alírio Manjate em masculinos.
Já em femininos, está uma equipa constituída por Ana Paula Sinaportar, Vanessa Muianga, Ângela Tembe, Natália Intengo, Assiat Ibraimo e Joana Simone. Na primeira edição, em femininos, o país quedou-se na 4ª posição.
Está confirmada, em femininos, a presença de voleibolistas do Sudão, Congo, Nigéria, Tunísia, Marrocos e Zâmbia. Já em masculinos, teremos como oponentes atletas do Botswana, Tunísia, Togo e Gâmbia.
A delegação moçambicana despediu-se, ontem, na sede do Comité Olímpico de Moçambique (COM) com a promessa de tudo fazer para dignificar o país no certame.
Nesta segunda edição dos Jogos Africanos de Praia, espera-se que 1100 atletas participem em 30 eventos/disciplinas desportivas, num universo de 53 países, número superior aos 42 que participaram nos primeiros Jogos Africanos de Praia na ilha do Sal, Cabo Verde, há quatro anos.
De salientar que as competições nas modalidades de futebol feminino e remo servirão de qualificação para os Jogos Mundiais de Praia, a terem lugar em Bali, Indonésia, em Agosto deste ano.
Os segundos Jogos Africanos de Praia visam reunir os atletas e jovens dentro dos valores da solidariedade e respeito. A competição é promovida pela Associação dos Comités Olímpicos Africanos (ACNOA) e conta com a organização técnica da União das Confederações Desportivas Africanas (UCSA).
Lembre-se que a ilha do Sal acolheu de 14 a 23 de Junho de 2019 a primeira edição dos Jogos Africanos de Praia, tendo Marrocos sido consagrado como o grande vencedor.
Cabo Verde ficou na quarta posição no “ranking” de medalhas, num universo de 43 nações em 11 modalidades ligadas ao mar, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol “Freestyle”, karaté kata, “kitesurf”, e natação em águas abertas.
O piloto moçambicano, Rodrigo Dias Almeida, participa, entre os dias 23 e 25 de Junho, em Zandvoort, na Holanda, na 2.ª corrida da temporada 2023 do troféu DTM Adac GT4 de automobilismo.
Representando a equipa alemã da “BWT Muke Motorsport”, Rodrigo Almeida vai competir numa pista que, em 2021, regressou ao calendário da Fórmula 1 como local do revivido Grande Prémio da Holanda.
É uma pista de corrida de automobilismo de 4,259 Km (2,646 milhas), localizada nas dunas ao norte de Zandvoort, perto da costa do Mar do Norte.
Neste recinto, Almeida vai lutar para chegar aos lugares de pódio depois de, na estreia, a 27 de Maio, ter ocupado 17.º lugar ao cabo de três corridas, isto depois de ter recuperado até à 13.ª posição, no circuito de Oschersleben, na Alemanha.
O piloto moçambicano fez dupla com o checo Joseph Knopp, sendo que na 2.ª corrida havida no dia seguinte ocupava a 14.ª posição, quando a sua viatura Mercedes AMG GT4 sofreu um toque lateral. Este incidente precipitou que, no final, terminasse em 18º lugar na classificação geral da segunda corrida.
Depois de Zandvoort, Rodrigo Almeida irá participar entre os dias 7 a 9 de Julho na prova marcada para o circuito de Norisring, naquela que será a segunda prova do calendário, está agendada para os dias 7 a 9 de Julho, como parte de uma série de mudanças levadas a cabo pelo estabelecimento de uma nova data do Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1.
A quarta prova está agendada para os dias 4 a 6 de Agosto próximo, em Nurburgring, circuito que no passado recebeu corridas de Fórmula 1.
Ainda no mês de Agosto, precisamente entre os dias 18 e 20, Lausitzring, na Alemanha, será palco da quarta prova do Troféu DTM Adac GT.
Seis das oito corridas que corporizam esta competição terão lugar na Alemanha, daí que, no fim-de-semana de 8 a 10, o circuito de Sachsenring será o local que vai testemunhar mais uma aparição de Rodrigo Almeida no troféu DTM Adac GT.
Rodrigo Almeida e outros pilotos que vão tomar parte neste evento irão cumprir, depois, uma pausa de verão de um mês, a ser seguida pela prova de Nurburgring de 4 a 6 de Agosto.
Lausitzring, também na Alemanha, irá sediar a quinta prova duas semanas depois, ou seja, entre os dias 18 e 20 de Agosto.
Seguem-se as provas de Sachsenring (8 a 10 de Setembro) e Red Bull Ring (22 a 24 de Setembro). O mais internacional piloto moçambicano fecha a temporada 2023 em Hockenheimring, local tradicional que acolhe a última prova entre os dias 20 a 22 de Outubro.
O treinador do Sporting, Ruben Amorim, chamou o internacional moçambicano Geny Catamo para fazer a pré-época dos “Leões”. No entanto, segundo avança o sítio oficial do jornal “A Bola”, o talentoso jogador tem clubes interessados nos serviços na Espanha, Inglaterra e França.
Geny Catamo pode estar de saída do Sporting. Segundo o jornal ‘A Bola’, o internacional moçambicano tem interessados em Espanha, França e Inglaterra, mas Rúben Amorim quer ver o atleta em acção na pré-temporada verde e branca.
“Geny Catamo está convocado para fazer a pré-época do Sporting, oportunidade para tentar convencer o treinador Rúben Amorim de que tem qualidade para integrar o plantel, mas sabe que a tarefa é difícil, ainda para mais quando a concorrência é de Pedro Gonçalves, Trincão e Edwards”, escreve o diário desportivo, na edição desta terça-feira, 20 de Junho.
“Sondado por clubes de Espanha, França, do Leste da Europa e do Championship, o segundo escalão de Inglaterra, o moçambicano de 22 anos, que na última temporada esteve cedido ao Marítimo, encara essa possibilidade com bons olhos.
No passado, esteve perto do Bordéus (empréstimo com cláusula obrigatório mediante objectivos), mas acabou por ver gorada essa possibilidade”, finaliza o jornal ‘A Bola’.
Esta temporada, ao serviço do Marítimo, Geny Catamo realizou 11 jogos, marcou um golo e fez uma assistência.
Com a Listada verde e branca, o moçambicano – avaliado em 600 mil euros – só efectuou uma partida, na recepção do Sporting ao Portimonense, em 2021/22, tendo entrado aos 60 minutos.
MEXER COM NOVO TREINADOR
O internacional moçambicano Edson Sitoe, mais conhecido por Mexer e que evolui no Estoril, conta com um novo treinador. Trata-se de Álvaro Pacheco, técnico que chegou a acordo com o Estoril para um contrato com a duração de uma temporada.
O técnico ex-Vizela terá ligação válida até Junho de 2024 com o emblema da Linha de Cascais e foi oficialmente apresentado segunda-feira.
Álvaro Pacheco regressa ao activo depois de uma ausência de quase sete meses dos bancos após ter deixado o comando técnico do Vizela, também na Liga, em finais de Novembro. Agora, retorna ao activo pela mão do Estoril.
A selecção nacional de vólei de praia segue, esta terça-feira, para Hammlet, na Tunísia, onde de 23 a 30 de Junho irá disputar os II Jogos Africanos de Praia, evento que irá contar com a participação de 42 países. Moçambique somente vai disputar provas de voleibol de praia.
Para o evento, o país carrega fortes ambições de revalidar o título conquistado há quatro anos, em femininos, na cidade da Praia, em Cabo Verde. É neste sentido que foram seleccionadas seis duplas das quais três masculinas e igual número em femininos.
Num evento no qual irá competir no torneio quatro por quatro (com quatro voleibolistas de cada lado), Moçambique vai ser representado por Ainadino Martinho, Jorge Monjane, José Mondlane, Osvaldo Mungoi, Aldevino Nuvunga e Alírio Manjate em masculinos.
Já em femininos, foi constituída uma equipa constituída por Ana Paula Sinaportar, Vanessa Muianga, Ângela Tembe, Natália Intengo, Assiat Ibraimo e Joana Simone. Na primeira edição, em feminino, o país quedou-se na 4ª posição.
Está confirmada, em femininos, a presença de voleibolistas do Sudão, Congo, Nigéria, Tunísia, Marrocos e Zâmbia. Já em masculinos teremos como oponentes atletas do Botswana, Gâmbia, Tunísia, Togo e Gâmbia.
A delegação moçambicana despediu-se, ontem, na sede do Comité Olímpico de Moçambique (COM) com a promessa de tudo fazer para dignificar o país no certame.
Nesta segunda edição dos Jogos Africanos de Praia, espera-se que 1.100 atletas participem em 30 eventos/disciplinas desportivas, num universo de 53 países, número superior aos 42 que participaram nos primeiros Jogos Africanos de Praia na ilha do Sal, Cabo Verde, há quatro anos.
De salientar que as competições nas modalidades de futebol feminino e remo servirão de qualificação para os Jogos Mundiais de Praia a terem lugar em Bali, Indonésia, em Agosto deste ano.
Os segundos Jogos Africanos de Praia visam reunir os atletas e jovens dentro dos valores da solidariedade e respeito. A competição é promovida pela Associação dos Comités Olímpicos Africanos (ACNOA) e conta com a organização técnica da União das Confederações Desportivas Africanas (UCSA).
Lembre-se que a ilha do Sal acolheu de 14 a 23 de Junho de 2019 a primeira edição dos Jogos Africanos de Praia, tendo Marrocos sido consagrado como o grande vencedor.
Cabo Verde ficou na quarta posição no “ranking” de medalhas, num universo de 43 nações em 11 modalidades ligadas ao mar, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol freestyle, karaté kata, kitesurf, e natação em águas abertas.
Emoção a rodos. Motivados como nunca, os jogadores dos Mambas manifestaram, no final do jogo com o Ruanda, a sua satisfação pela vitória diante dos “Amavubi”. Geny Catamo desatou o nó, Clésio Baúque tranquilizou a armada moçambicana.
“Fiz o golo. Um avançado vive de golos. Tive essa sorte. Vamos continuar a trabalhar. O campo é sintético e condicionou o nosso modelo de jogo. O importante não é jogar bem mas sair com os três pontos”, disse o internacional moçambicano que evolui no Honka da I Liga Finlandesa.
Depois de ter assegurado a vitória dos Mambas no embate diante do Benin, inserido na 2ª jornada do grupo L de acesso ao CAN 2023, Geny Catamo voltou a fazer o gosto ao pé ao serviço da selecção nacional de futebol. O jogador- contratualmente ligado ao Sporting mas emprestado ao Marítimo na última época-, concluiu da melhor forma um passe genial de Domingues. “No início, a bola saltava muito, não conseguíamos ficar com o esférico. O Ruanda não esteve assim tão mal, esteve muito bem. Temos que ser mais unidos e pensar mais no jogo. Esteve com posse”, começou por dizer Geny Catamo.
O talentoso jogador refere que “tivemos que ser mais unidos para pensar mais no jogo e resolver a saída deles com a bola e, felizmente, conseguimo-nos encaixar na forma deles de abordar o jogo”. Para Catamo, foi a partir daí que os Mambas “tiveram sucesso”. Geny Catamo apela ao público a marcar presença em peso no próximo jogo dos Mambas, em Setembro, que poderá confirmar a presença, 13 anos depois, na fase final do Campeonato Africano das Nações. “Esperamos que as pessoas marquem presença no estádio e nos apoiem. Vai ser uma autêntica final para todos os moçambicanos porque é o jogo das nossas vidas”.
Domingues continua a ser mágico. É como o vinho do Porto. E, no domingo, o “puto maravilha” deu indicações de ter muito a dar, primeiro, com um toque de classe de calcanhar que quase resultava em golo de Ratifo. Depois, e em fase de aflição dos Mambas face à pressão do Ruanda que entrou com tudo e condicionou o conjunto orientado por Chiquinho Conde, fez um passe de trivela que constituiu nada mais nada menos que meio golo. E, como sempre, o capitão dos Mambas mostrou-se cauteloso na abordagem apesar da equipa estar apenas a um ponto do CAN-2023.
“Ainda temos mais um jogo. Nada está decidido. Mas acredito que vamos atingir o nosso objectivo”, manifestou Domingues. E concluiu, depois, o seu fio de raciocínio: “Acho que esta é uma das vitórias mais saborosas porque soubemos jogar como equipas, soubemos sofrer todos. Por vezes, a equipa não joga aquilo que é o seu melhor. Fizemos um jogo espectacular contra Senegal mas não conseguimos um bom resultado. Felizmente, conseguimos fazer um jogo mais ou menos contra o Ruanda e ganhámos. Estamos todos de parabéns”, finalizou.
À entrada da sexta e última jornada do grupo L de apuramento ao CAN-2023, a selecção nacional de futebol ocupa a 2ª posição com sete pontos, menos seis que o Senegal, líder da prova e já qualificado. O Benin é 3º classificado com cinco pontos, enquanto o Ruanda ocupa a última posição com apenas três pontos.
No jogo da 1ª volta, os Mambas derrotaram o Benin em Junho do ano passado por um a zero, com o tento a ser apontado por Geny Catamo aos 38’.
ZAINADINE, GENY CATAMO E BRUNO LANGA TROCAM DE TREINADORES

O Marítimo, conjunto onde evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr e Geny Catamo- este último por empréstimo do Sporting- oficializou a contratação de Manuel Tulipa para treinar a equipa principal na Liga 2. O técnico, de 50 anos, regressa aos Barreiros onde já esteve em 2020/21 para treinar os sub-23, sendo que poderá orientar Zainadine Jr , caso se mantenha no clube uma vez ter sido associado à equipas da Espanha e França, e Geny Catamo, se o Sporting voltar a emprestar o jogador ao Marítimo.
«Tulipa é treinador do Marítimo. Manuel Jorge da Silva Cruz, conhecido nos meandros futebolísticos por Tulipa, é o homem escolhido para devolver o Maior das Ilhas à I Liga”, lê-se no comunicado. O clube insular escreve ainda que: “Profissional com profunda ligação aos verde-rubros, Tulipa foi Leão do Almirante dentro de campo. Na temporada 98/99, Tulipa disputou 28 jogos e assinou 3 golos. Campeão do Mundo sub 20 em 1991, Tulipa cedo iniciou a carreira de treinador. Aos 36 anos, estreou-se na I Liga aos comandos do Trofense. Agora, Tulipa assume o comando técnico da equipa de honra do Marítimo, depois da passagem, na época 2021/2022, pelo banco dos Sub23”.
Já o Chaves, formação de Bruno Langa, oficializou a contratação de José Gomes para a época 2023/2024. O internacional moçambicano, associado a clubes ingleses e o Benfica, ainda não tem o seu futuro definido na verdade, pelo que pode dar o salto para outra colectividade. Mas, caso de mantenha nos flavienses, deve mesmo estar no arranque da época a trabalhar com o treinador de 52 anos, que esta semana deixou o Marítimo. “O Chaves é um grande clube, um histórico do futebol português e com uma representatividade muito grande, não só representa todos os transmontanos, como também, e simbolicamente, o interior. É um orgulho poder representar o Chaves”, afirmou José Gomes num vídeo publicado pelo clube e que mostra o técnico reunido com a estrutura da SAD liderada por Francisco José Carvalho e a visitar as instalações do Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira.
José Gomes deixou também uma mensagem com destinatário bem identificado: “Os adeptos transmontanos são fervorosos, são o 12.º jogador e peço que o sejam com muita força e que me ajudem a ajudar os nossos jogadores, e vamos ter muitos novos jogadores que vão precisar desse apoio, e que encham o nosso estádio.”.
O vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alisson, reconhece que há problemas para a emissão das cartas de condução, mas garante que a situação já está a ser ultrapassada com a descentralização dos serviços para as escolas de condução, que consistem em as escolas fazerem a captação de dados biométricos e marcação de exames.
Com a descentralização desses serviços, segundo o governante, uma das melhorias registadas é a redução dos processos que há muito estavam pendentes. Por exemplo, na Província de Maputo, havia cerca de três mil processos e com a implementação desse modelo, os números caíram para 1500, e espera-se, nos próximos três meses, que os números baixem mais.
Por isso, considerou a solução que já está ser implementada, na Cidade e Província de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Nampula, eficiente, contribuindo, assim, para a celeridade na emissão desses documentos.
“Neste momento, as escolas têm uma porção muito grande de responsabilidade para fazer a marcação dos exames, e isso de alguma forma faz parte da obrigação do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), de fazer a descentralização e permitir que as escolas assumam esta responsabilidade e com base nesta actividade estamos a conseguir ver grandes melhorias”, disse.
Amilton Alisson falava após uma visita à delegação do INATRO na Matola, na Província de Maputo, onde interagiu com alguns utentes, que, na ocasião, se queixaram da lentidão para obter a carta de condução; há quem chegou a dizer estar neste processo desde 2020, ou seja, há três anos.
A fonte reconheceu a culpa, isso porque, conforme justificou, os sistemas do INATRO estavam ineficientes, as escolas não canalizavam os processos a tempo.
Mas, da visita, Alisson fez balanço positivo e viu melhorias nos serviços: “Saio com boa impressão, a digitalização é um processo irreversível e, à medida que o INATRO se vai digitalizando, os utentes vão tendo melhor proveito da economia digital, e também a própria instituição porque há trabalhos que eram feitos humanamente e já conseguimos libertar algum recurso humano para atender a outras actividades”.
Acrescentou que outra melhoria é no processo de renovação das cartas, em que os utentes levam, em média, três minutos para ter o processo finalizado e para ter a carta de condução temporária.
MTC REAGE AO ALUGUER DE AUTOCARROS DA EMTPM
Sobre o aluguer de viaturas da Empresa Municipal de Transportes de Maputo, o número dois do Ministério dos Transportes e Comunicações, “passou a batata quente” para o Município de Maputo.
“Sobre o aluguer de viaturas, o Município [de Maputo] está melhor posicionado para responder; o que o Ministério está a fazer é criar ambiente para que seja o Município, seja o sector privado, encontrem as plataformas necessárias para poder incrementar os meios, mas também melhorar a eficiência dos meios que já existem.”
Outrossim, disse que o Estado está agora a apostar não só no transporte rodoviário, mas também no ferroviário e para o caso de algumas províncias já está a ser feita a entrega de alguns meios fluviais.
Os funcionários do Conselho Municipal de Maputo paralisaram, na manhã de hoje, as actividades, em reivindicação do pagamento salarial com base na nova Tabela Salarial Única (TSU).
Esta é a segunda vez em menos de seis meses que os funcionários do Município de Maputo paralisam as actividades. A primeira foi em Dezembro passado e, hoje, voltaram a parar de trabalhar.
Aquilino Francisco diz que já houve várias reuniões e promessas que nunca resultaram em nada, pelo que decidiram paralisar, hoje, as actividades.
“O que nos leva a manifestar-nos é porque assinámos um documento em Novembro do ano passado de enquadramento para novos salários e até agora não estamos a receber consoante o nosso enquadramento. Se não atendermos este assunto da TSU, muitos de nós já estamos na idade da reforma, então vamos reformar com esses quatro mil Meticais?”, questionou Aquilino Francisco, funcionário do Município de Maputo.
Outra funcionária cuja identidade não revelou disse estar agastada com a situação: “Viemos aqui porque nós recebemos quatro mil Meticais enquanto não nos dão a TSU. Estamos há muitos meses à espera da TSU, mas não sai, não aumentam e não fazem nada. Vivemos com os quatro mil Meticais na nossa vida, isso nos dói”.
São funcionários de quase todos os sectores, desde cemitérios, morgues, pessoal administrativo, alguns que ocupam cargos de direcção e chefia e o pessoal de apoio.
O director dos Recursos Humanos, Octávio de Jesus, explicou que o Município de Maputo conta com cerca de três mil funcionários e não está em condições de pagar salários com base na nova Tabela Salarial Única.
“A Lei tem que ser cumprido por todos e todo o trabalho que foi feito resultou no seguinte: o Município de Maputo não estava em condições de pagar com base da Tabela Salarial Única e sabe que se tinha que envolver a partir do salário mínimo e outras categorias salariais que nós temos aqui, no Município”, avançou Octávio de Jesus, director dos Recursos Humanos.
O número 1 do artigo 2 da Lei que aprova a Tabela Salarial Única diz: 1. A presente Lei aplica-se: a) aos órgãos de soberania; b) à Administração Directa do Estado; c) à Administração Indirecta do Estado, cujo pessoal seja regido pelo Direito Público; e d) às Entidades Descentralizadas.
Os conselhos municipais são parte das entidades descentralizadas a que se refere a lei. O director municipal de Planificação e Finanças, Ossemane Narcy, argumenta que o Município de Maputo, nas suas receitas mensais, tem um défice de 30 milhões de Meticais para suprir todas as necessidades da instituição.
“Bem dos cálculos que fizemos, das projecções indicava que precisaríamos de um adicional de cerca de 30 milhões de Meticais por mês para podermos assegurar o pagamento de salários com base na nova Tabela Salarial Única. Até conseguimos produzir esse valor, mas em função dos compromissos que já temos, assumimos antes da aprovação da nova Tabela Salarial Única… essa situação fica como condição deficitária. Se assumirmos pagar os salários com base na nova Tabela Salarial Única em função da capacidade actual, significaria que temos que prescindir de outros compromissos inadiáveis, como a recolha de resíduos sólidos, limpeza das valas de drenagem, entre outros”, explicou Ossemane Narcy, director municipal de Planificação e Finanças.
Enquanto os funcionários do Conselho Municipal da capital do país se manifestavam em frente ao edifício-sede da edilidade, Eneas Comiche até saiu à escadaria do edifício-sede, mas não para dialogar com os seus funcionários e sim para se despedir de um visitante.
Já no interior do edifício-sede, foi notável a ausência dos funcionários, muitos gabinetes fechados; os serviços funcionaram de forma condicionada, sobretudo por ausência da massa laboral que esteve do lado de fora a reivindicar melhorias salariais.
Ivan Mazuze foi, recentemente, indicado membro do Comité Conselheiro para a Directoria Cultural Norueguesa Arts Council, especificamente para administração de assuntos ligados a organizadores de eventos e festivais em todo território norueguês.
Segundo uma nota de imprensa, o saxofonista junta-se a um elenco de membros com diversas competências literárias e experiência na área das artes performativas na Noruega. “O comité é formado por especialistas em suas áreas de especialização e que fornecem informações ao conselho cultural nacional sobre questões profissionais e melhoramento na própria área. A Directoria de Cultura é um órgão administrativo estadual que tem como área de actuação toda a Noruega. O conselho tem como tarefa administrar o Fundo Norueguês para a Cultura e outros subsídios do governo que forem adicionados ao conselho. O organismo também se propõe a ser um órgão consultivo do Estado em matéria cultural”, lê-se na nota de imprensa.
Para Mazuze, citado na mesma fonte, esta é uma oportunidade de provar que as suas habilidades vão para além de saber tocar. “Estou muito orgulhoso por estar inserido no Arts Council e quero agradecer ao Governo da Noruega por me confiar grandes missões. Darei o melhor de mim de modo a contribuir para o crescimento das artes na Noruega, mas também me orgulha o facto de que vou representar Moçambique neste órgão e faço isso pela bandeira do meu país”.
O objectivo da Directoria Cultural Norueguesa é estimular diversas expressões artísticas e culturais contemporâneas e contribuir para que a arte e a cultura sejam criadas, preservadas, documentadas e disponibilizadas ao maior número de pessoas possível.
Ivan Mazuze é saxofonista, compositor, musicólogo e administrador cultural.
Lançou vários álbuns a solo, aclamados pela crítica internacional. Paralelamente ao seu trabalho musical, Mazuze é produtor e consultor cultural para Interkultur no Município de Drammen, sendo responsável pelo programa cultural e pelo desenvolvimento conceptual. Mazuze também foi consultor artístico do Dia Internacional do Jazz e do programa de talentos para Førdefestivalen na Noruega, bem como membro do júri do JazzIntro, como representante do comitê orgânico artístico do Jazzforum Norueguês. Actualmente, Mazuze também está a escrever um trabalho comissionado para a Oslo Global Music. Mazuze vive na Noruega desde 2009.