O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.
Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.
O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.
Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.
Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.
As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.
O poeta Amosse Mucavele vai lançar, as 17 horas desta terça-feira, o livro Vestígios do silêncio, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Durante a sessão de lançamento, o autor, na companhia de Eduardo Quive, Menezes Chilaúle e José dos Remédios, vai conversar sobre a longa experiência de contar histórias dramáticas e esquecidas dos edifícios abandonados das cidades de Lisboa e Maputo.
Em Vestígios do silêncio, obra inaugural da “Residência Literária”, Amosse Mucavele apresenta uma poética concebida como objecto de desvendar os mistérios, de celebrar a memória transnacional dos ritos de passagem e ruptura, um desencanto de repensar as origens, as mutações da dor, as variações dos mapas territoriais e sociais das duas cidades [Maputo e Lisboa], partindo de um ponto de vista subjectivo das estórias desses dos lugares.
Para o ensaísta, poeta e professor universitário português, Nuno Júdice, trata-se de um livro em que o silêncio se converte em imagens nascidas da memória histórica dos lugares e da sua impressão no olhar do poeta. Essas imagens do passado cruzam-se com as que emergem de um presente que nos fala de uma relação pessoal com um mundo construído a partir de objectos, de elementos naturais, de pessoas, tudo evocado quase só numa alusão que abre ao leitor o campo da imaginação. Estamos assim perante uma construção de que o poeta é ao mesmo tempo o arquitecto e o pedreiro, e é este uma das grandes qualidades desta poesia: dar-nos a ver o desenho anterior ao fazer do poema e levar-nos a acompanhar a sua execução, sentindo o peso dos seus materiais. Restam, no fim, os vestígios do silêncio que se faz quando, após a leitura, saímos do teatro das palavras para um mundo que elas transformaram nessa alquimia verbal que é, ainda, a chave da escrita poética”.
Por seu turno, a ensaísta e professora universitária Carmen Lucia Tindó Secco, assevera que “é constante, na poesia de Amosse, uma inquietação em relação ao espaço, aos prédios de Maputo, muitos dos quais envoltos em sombras e esquecimentos, mesmo os arquitectados com arte, como os de Pancho Guedes, cuja genialidade é decantada em um poema de Vestígios do Silêncio. Neste livro, versos deambulam por “retalhos de decadências”, por um “mundo em ruínas”, por “biografias de solidões”, por imagens de abandono. São mencionados os cinemas Império e Olímpia, lugares, antes, movimentados, cheios de arte, de inúmeros frequentadores e, hoje, locais mortos, “casas desoladas à beira de um país” parado no tempo. Tais metáforas são reveladoras de que a “liberdade se demite” frente ao medo, à desesperança e ao vazio da existência”.
Com olhar questionador, direccionado aos subúrbios, Mucavele denuncia um tempo de ruínas, cortes, feridas, instabilidades, receios, prisões interiores e exteriores. Um tempo sem utopias socialistas: sem foices, só de martelos, símbolos da exploração dos trabalhadores em fábricas e indústrias. Um tempo de seres que perderam suas moradas e se tornaram espectros tristes e desesperançados. Com aguda mordacidade, a voz lírica reivindica para os marginalizados o direito à cidade. Há uma subtil crítica à falta de políticas públicas em relação aos habitantes dos bairros periféricos. Na poesia de Amosse Mucavele, o enfoque social se mescla a um lirismo existencial que envereda por trilhas filosóficas, pensando acerca da condição humana. Em simultâneo, um vigoroso labor estético, metapoeticamente, discute as formas de tecedura poética empregadas na elaboração dos poemas. Os vestígios do silêncio são, assim, investigados: há a acusação do silenciamento dos espaços discriminados; mas, há, também, o silêncio poético, possibilitador de outros sentidos e aromas, capazes de aprofundar os mergulhos na memória do tempo, na interioridade dos seres, na plasticidade criativa da linguagem.
Sobre a “Residência Literária”
A Residência Literária é um programa que se destina a escritores de nacionalidade moçambicana com obra publicada, com residência oficial em Moçambique ou que se encontrem a viver, estudar e/ou trabalhar no país e que pretendam desenvolver um projecto de criação literária, coerente com o seu percurso e pertinente na proposta de relação com a cidade de Lisboa. O programa foi criado ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, de acordo com a nota de imprensa desta instituição, e o júri foi constituído por Clara Riso (Casa Fernando Pessoa, convidada), Manuel Veiga (Câmara Municipal de Lisboa) e João Pignatelli (Camões – Centro Cultural Português em Maputo). Todos membros do júri decidiram, por unanimidade, seleccionar a proposta de Amosse Mucavele, considerando que no universo das candidaturas admitidas em 2019 era a que melhor se enquadra na lógica do programa de Residência Literária.
Sobre o autor
Amosse Mucavele nasceu em 1987, em Maputo, poeta, jornalista cultural e curador da Feira do Livro de Maputo, curador da colecção de fotografia contemporânea moçambicana na sexta edição dos Encontros Imagem & Território, na Guarda, Portugal e da Feira Internacional do Livro de Quelimane, entre outras iniciativas culturais em Moçambique, Portugal e Brasil.
É membro do Conselho Editorial da Revista Mallarmargens (Brasil), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Brasil) e da Internacional Writers Association (Ohio – USA), coordenador da World Poetry Movement em Moçambique. Consultor literário da Direcção dos Serviços Municipais de Bibliotecas e Arquivos, Concelho Municipal de Maputo e do projecto “Escolas que se Abraçam” da Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, Brasil, Coordenou a publicação do livro “A arqueologia da palavra e a anatomia da língua – antologia poética”. É autor de 3 obras poéticas publicadas em Moçambique, Brasil e Argentina.
O Município de Maputo está a construir, de raiz, um mercado convencional no antigo centro emissor de Laulane. A infraestrutura vai acolher parte dos cerca de quatro mil informais que desenvolviam as suas actividades nos passeios e ruas da Baixa da cidade.
Em Março de 2020, o Município de Maputo iniciou uma campanha de retirada compulsiva dos vendedores informais nos passeios da zona comercial da capital do país, no âmbito da reestruturação dos mercados.
Segundo a Edilidade, os comerciantes deveriam ocupar mercados disponíveis em alguns bairros, com destaque para este com bancas feitas de estacas e zinco, no recinto do antigo emissor de Laulane, no bairro com mesmo nome.
Mas, devido a falta de condições mínimas, os informais não aderiram a iniciativa.
Muitos foram para reconhecer o local, mas reprovaram-no pois acusavam o Município de Maputo abandona-los.
“Não tinha bancas, era um espaço apenas e diziam para nos mudarmos para lá. Isso não é justo. Para mim, primeiro deviam criar condições de lá ter um terminal de transporte ou coisa parecida, pois nós trabalhamos com pessoas”, desabafou Manuel Macamo, um dos cerca de quatro mil vendedores informais que pratica a sua actividade na baixa da cidade.
Ele conta que são muitos que “rejeitaram” a proposta que, para além da falta de condições de trabalho, reclamam da falta de clientela.
“Por falta de clientes e condições preferimos voltar aqui para baixa, onde já conhecemos e temos clientes. Trabalhamos mal, em condições perigosas, mas aqui conseguimos fazer o nosso negócio”, explicou Dilánio Baptista.
Dessa lista, houve quem até tentou lá se instalar, mas de tantas barreiras, acabou desistindo e voltando para as ruas da baixa.
“Eu até tinha banca lá. Era número 186. Num belo dia, fomos para lá e disseram que já não tínhamos espaço. Insisti e disseram que tínhamos que pagar um certo valor para poder ter acesso ao mercado. Noutro dia encontramos agentes da PRM a bloquear as entradas, impedindo a nossa entrada. Daí desisti”, desabafou a vendedeira Celeste Culhe, que revelou a “O País” que é comerciante na baixa há 9 anos.
Para responder a preocupação dos vendedores, três anos depois, a Edilidade de Maputo está a construir um mercado de raiz.
As obras estão orçadas em cerca de 750 milhões de Meticais, provenientes dos cofres do Município de Maputo e vão durar dois anos, segundo indica esta placa, que não apresenta a data de início das obras.
Naquele espaço está prevista ainda a construção de um terminal de transporte público, balneários públicos e outras infraestruturas comerciais.
A nossa equipa não teve acesso ao interior do local onde decorrem as obras, mas sabemos que as obras estão paralisadas há alguns meses, devido a falta de pagamentos por parte do dono da obra, o Município de Maputo.
Buscamos reacção da edilidade, mas esta não se mostrou disponivel para falar.
Mais de 50 mil alunos do ensino primário, na província de Maputo, estudam ao ar livre, sentadas no chão. O problema faz com que mais crianças com doenças respiratórias deem entrada nas unidades sanitárias, devido à exposição ao frio. A Direcção Provincial da Educação prevê até finais deste ano construir mais 100 salas de aulas.
Estudar numa sala de aulas, sentado na carteira, é o sonho de Luís Inácio, aluno da 6a classe da Escola Primária de Malhampsene, no município da Matola. Enquanto isso não acontece, o menor e os seus colegas assistem aulas nas sombras das árvores.
“Gostaria que a escola tivesse salas suficientes para todos os alunos para que nenhum de nós estude fora. É muito cansativo estudar desta forma porque temos apanhado muita poeira. Aqui estamos expostos, sem paredes para nos proteger”, disse Luís Inácio.
Os alunos assistem as aulas sentados no chão durante pelo menos cinco horas, nos dias úteis da semana. O resultado, segundo contaram ao “O País”, é dor nas costas.
“As minhas costas doem todos os dias. Quando chego a casa geralmente o meu uniforme está muito sujo e a minha pasta também”, lamentou Cesaltino Arnaldo, aluno da 6a classe.
Na Escola Primária há 35 turmas que ainda estudam ao relento porque as salas de aula não são suficientes para todos os alunos.
Para tentar evitar o contacto directo com a areia, nas suas pastas, além do material escolar os alunos devem carregar capulanas.
“Quem não tem a capulana deve sentar na areia. Os que têm, quando chegam a escola, depois de varrer, estendemos as nossas capulanas. Quando vamos para casa, sacudimos e levamos para lavar porque saímos daqui muito sujos”, explicou Manuela Ubisse, aluna da Escola Primária da Matola “A”, onde há 12 turmas que estudam ao ar livre.
Porque não há carteiras, os alunos devem apoiar-se no joelho ou inventar posturas para escrever.
“O aproveitamento dos alunos não chega a ser o esperado, isto porque a própria caligrafia do aluno não é boa, uma vez que eles sentam no chão. A maneira de copiar não se assemelha a de quem está sentado na carteira”, explicou a professora Helena Alberto, que acrescentou que o problema, tem desafiado os professores a adoptarem medidas com vista a prender a concentração dos alunos.
“A todo o momento devemos chamar atenção aos alunos, criando actividades para que estes possam se concentrar. Aqui fora, qualquer coisa distrai a criança, por isso mesmo defendemos que uma criança aprende melhor no interior de uma sala de aulas”.
Além do processo de ensino e aprendizagem comprometido, está também em causa a saúde.
Os alunos queixam-se de doenças respiratórias, devido a temperaturas baixas que se registam às primeiras horas do dia.
“Com este frio sofremos muito, saímos de casa muito cedo e sentido frio, chegamos aqui e estudamos fora, sentados no chão, não é fácil para nós. Temos tido gripes, tosse e outras doenças”, lamentou Manuela Ubisse.
Facto confirmado pelo sector da saúde, que fala de pelo menos 2 600 crianças dos 6 aos 15 anos, que deram entrada nas unidades sanitárias do distrito da Matola, só em três meses, por doenças associadas a exposição ao frio. Daí que, Amélia Tembe fala de reforço das medidas para proteger as crianças.
“As crianças as primeiras horas devem ser devidamente agasalhadas. É importante que sempre tenham goros, cachecol, luvas, camisolas e meias em tempos de frio, para protege-las”, disse Amélia Tembe, directora distrital da Saúde na Matola.
Na província de Maputo, há pelo menos 54 000 alunos que estudam ao ar livre.
“Nós usamos o termo turma ao ar livre para nos referir a aquelas, cujos alunos não têm salas para assistir as aulas e por conta disso estudam nas sombras de árvores. Neste momento contamos com 888 turmas nesta situação em toda a província de Maputo”, explicou José Luís, porta-voz da direcção da Educação naquele ponto do país.
O problema é mais agravante no distrito da Matola, com 618 turmas ao relento, seguido de Marracuene com 76 turmas e distrito da Manhiça com 68 turmas ao ar livre.
Para minimizar o problema, a Direcção da Educação da província de Maputo avançou que está prevista para este ano, a construção de pelo menos 100 salas de aulas até o mês de Dezembro, das quais 15 já foram concluídas.
A rua Estácio Dias, na Cidade de Maputo, está em estado avançado de degradação há anos. A via localizada no bairro Alto Maé, na capital do país, foi tomada pelas águas do esgoto e buracos. A situação preocupa os moradores.
“É muito difícil, há anos estamos nestas situações, nem parece que estamos em plena cidade de Maputo. Esta é a pior estrada na Cidade de Maputo”, desabafou um dos residentes do bairro, que há muito se queixa e nunca viu uma solução.
Com ou sem chuva, moradores do bairro enfrentam dificuldades para andar naquela via. Os automobilistas não encontram formas de contornar, senão enfrentar os buracos.
“Vamos falar só da suspensão da viatura, é totalmente insustentável. Eu só continuo a trabalhar nesta zona, porque não tenho outra opção”, disse o automobilista Aurélio Luís.
A preocupação é também partilhada por Nelson José, automobilista, que deplorou as precárias condições da estrada. Nelson afirmou que “não é possível que as viaturas durem muito tempo a circular naquele tipo de estradas”.
Segundo os moradores do bairro, o problema fica ainda mais grave quando chove e dizem não entender o que a edilidade está a fazer. A rua chega a ficar intransitável.
“Isto está mal. As nossas crianças passam mal neste local para poder sair e ir à escola, a via fica intransitável quando chove e, consequentemente, nada conseguimos fazer. A chuva afecta também nossas residências. Sou obrigado a usar botas para poder sair de casa”, disse Fátima Mula, uma das residentes do bairro Alto Maé.
Devido aos prejuízos, os munícipes pedem soluções urgentes.
“Queremos a resolução do problema, o mais rápido possível. Pedimos ajuda para minimizar os prejuízos causados pela péssima condição da estrada. Estamos a pagar impostos, mas para bater covas e danificar as nossas viaturas”, criticou Francisco Matola residente na rua Estácio Dias.
Centenas de pessoas estão concentradas em frente à Grande Mesquita de Nanterre para participarem nas cerimónias fúnebres de Nahel Merzouk, de 17 anos, baleado por um polícia, na terça-feira, e cujo homicídio gerou uma onda de violentos protestos, escreve a imprensa internacional.
Em frente à mesquita começaram a formar-se, a partir das 13:00 locais, duas longas filas, de um lado homens, do outro mulheres que aguardavam para entrar no templo.
As cerimónias fúnebres estavam previstas para as 13:50 locais, mas o aparato de segurança atrasou o início.
No exterior, do outro oposto da Avenida Georges Clémenceau, em Nanterre, nos arredores de Paris, centenas de habitantes locais, alguns com ramos de flores, vestem t-shirts brancas, a exigir “justiça para Nahel”.
Os funcionários da mesquita estão a advertir as pessoas que tentam captar imagens com telemóveis, inclusive transeuntes, para não o fazerem.
O mesmo alerta está a ser feito aos jornalistas.
Nahel Merzouk, de 17 anos, foi morto na manhã de terça-feira por um polícia, depois de alegadamente desobedecer a uma ordem para parar o veículo que estava a conduzir.
A morte do jovem de 17 anos desencadeou uma onda de protestos, paralelamente acompanhados por violência nas ruas de Nanterre e vandalismo de estabelecimentos, que alastrou a Paris e outras cidades.
Uma colisão entre um veículo pesado e vários ligeiros, na noite ontem, provocou a morte de 51 pessoas. A informação foi avançada pelo comandante da polícia de Rift Valley, em Londiani, na zona oeste do Quénia.
“Os polícias no local contaram 51 corpos”, disse Tom Mboya Odero, à Associated Press, citada pelo Notícias ao Minuto.
O comandante esclareceu que o condutor do camião perdeu o controlo e atingiu oito veículos, várias motocicletas e pessoas que estavam na beira da estrada.
O número de mortes poderá subir, uma vez que se acredita que mais pessoas estejam presas no meio dos destroços, acrescentou o comandante da polícia, que retomou pela manhã a operação de resgate, interrompida pelas fortes chuvas.
O ministro dos Transportes do Quénia, Kipchumba Murkomen, disse aos jornalistas à chegada ao local esta manhã que “infelizmente, 49 pessoas perderam a vida num acidente em Londiani.
A Cruz Vermelha do Quénia afirmou que há 32 feridos hospitalizados e apelou aos quenianos para doarem sangue, enquanto organizou equipas de apoio psicológico nos hospitais, onde as pessoas podem também dar a conhecer entes queridos ainda desaparecidos.
O Presidente, William Ruto, escreveu na rede social Twitter uma mensagem de condolências às famílias enlutadas, descrevendo o acidente como angustiante e pedindo aos motoristas que sejam mais cautelosos.
“É preocupante constatar que entre os mortos há jovens a quem foi prometido um futuro brilhante e comerciantes que realizavam suas tarefas diárias’, escreveu o Presidente.
O governador do condado de Kericho, Erick Mutai, escreveu na rede social Facebook que tem o “coração destroçado” e é “um momento sombrio para o povo de Kericho, uma região montanhosa conhecida por vastas plantações de chá”.
Testemunhas citadas pela comunicação social local disseram que “o camião saiu da estrada principal e colidiu com vários veículos antes de atingir transeuntes e comerciantes”.
De acordo com a Autoridade Nacional de Transporte e Segurança do país, 4.690 pessoas morreram em acidentes rodoviários em 2022 no Quénia.
Vários distúrbios estremeceram pela quarta noite consecutiva as cidades francesas, levando à detenção de 994 mil pessoas.
Segundo o Ministério do Interior francês, citado pela imprensa internacional, na noite de sexta para sábado, o Governo tinha mobilizado 45 mil polícias e vários veículos blindados.
Os distúrbios estão a ser considerados os piores a nível de violência desde os protestos dos Coletes Amarelos.
“A violência cometida durante esta noite foi de menor intensidade em comparação com a noite anterior”, escreveu o Ministério no Twitter este sábado.
Prédios e veículos foram incendiados e lojas pilhadas nos tumultos que se espalharam por todo o país, incluindo em cidades como Marselha, Lyon, Toulouse, Estrasburgo e Lille.
Segundo o Ministério do Interior, 79 polícias e gendarmes ficaram feridos, cerca de 1.350 veículos foram incendiados, 234 edifícios foram queimados ou danificados e cerca de 2.560 incêndios foram registados na via pública.
Os protestos e os tumultos urbanos foram desencadeados terça-feira após a morte de um jovem de 17 anos que, segundo a polícia francesa, não respeitou uma “operação stop”.
O PRESIDENTE DA FRANÇA, EMMANUEL MACRON PEDE FIM DO VANDALISMO NAS RUAS FRANCESAS
O presidente francês diz que a morte de um adolescente às mãos da polícia não pode ser usado como pretexto para a violência. Depois de cancelar as festas do fim do ano lectivo, Macron apela aos pais dos jovens, que protestam nas ruas, para acabarem com o vandalismo.
Moçambique recebeu, este mês, a visita de um navio da Marinha indiana, baseado no Comando Naval do Sul em Kochi. O navio atracou no porto da Beira e tinha como objectivo reforçar os laços bilaterais e aumentar a cooperação marítima entre as marinhas de ambos os países.
Durante a visita, o pessoal das marinhas dos dois países participou de diversas actividades, com destaque para “intercâmbios de peritos na matéria, actividades sociais e sessões conjuntas de ioga e desportos”, de acordo com um comunicado do Alto Comissariado da Índia em Moçambique.
Além disso, o navio realizou uma patrulha conjunta na zona económica exclusiva de Moçambique, em consonância com a Visão SAGAR da Índia – Segurança e Crescimento para todos na Região.
O INS Sunyana é um navio de patrulha offshore furtivo, construído nos estaleiros navais de Goa e está equipado com um pacote de armas e sensores de última geração e tem sido utilizado regularmente em muitas operações, como patrulha anti pirataria e antinarcóticos, vigilância e missões de escolta.
O seleccionador nacional da equipa sénior masculina de basquetebol, Milagre Macome, diz que, apesar do início tardio dos trabalhos de preparação para o AFROCAN, a selecção sénior masculina de basquetebol vai encarar a competição com muita responsabilidade. Diz ainda que este não é o momento para justificar qualquer coisa e que não adianta chorar pelo leite derramado.
A quatro dias do arranque do AFROCAN, competição reservada a jogadores que actuam nos campeonatos domésticos e que vai decorrer de 7 a 27 de Julho, em Angola, a selecção sénior masculina de basquetebol corre contra o relógio, tendo em vista recuperar o tempo perdido.
É que o combinado nacional teve um arranque tardio da preparação para esta importante prova ao nível do continente africano, o que, de certo modo, baralhou o plano de trabalho da equipa técnica encabeçada pelo experiente treinador Milagre Macome.
Milagre Macome afasta quaisquer subterfúgios, embora reconheça que esse atraso não foi benéfico para o combinado nacional, que pretende ter uma prestação assinalável nesta prova.
“Não adianta chorar pelo leite derramado. Nós, como treinadores, temos de encontrar soluções para colmatar o arranque tardio dos trabalhos de preparação”, diz Milagre Macome, que garante que a equipa está a corresponder e que, apesar dos constrangimentos, a preparação está a decorrer convenientemente.
“Falta uma e outra coisa, mas acreditamos que são coisas que poderemos limar no decorrer dos trabalhos, até porque há muita vontade da parte dos jogadores, tanto nossa”, explica o seleccionador nacional.
Com todo o esquadrão à sua disposição, com a excepção de dois atletas do Ferroviário da Beira, no caso Ayad Munguambe e Ismael Noormamad, atletas não poderão dar o seu concurso à selecção nacional, Milagre Macome diz que só faz falta quem está presente.
“Estamos focados em trabalhar com os atletas que estão à nossa disposição. Os que cá não estiverem não constituem preocupação. Respeitamos os motivos pelos quais eles não estão cá connosco”, disse “coah” Mila.
FOCADOS NO TRABALHO
Os jogadores, que também lamentam o atraso no arranque da preparação, dizem que o importante é estarem focados no trabalho, na medida em que as dificuldades não devem interferir nos objectivos do colectivo.
“Estamos todos convictos de que faremos uma boa prestação na prova. Temos uma miscelânea de jovens e jogadores experientes na selecção. São jovens que têm muita vontade de trabalhar e nós, como os mais velhos, estamos disponíveis para os apoiar no que for possível”, disse Pio Matos Jr.
O experiente jogador ao serviço do Sporting de Quelimane considera que o AFROCAN vai ser uma competição muito disputada, daí que há necessidade de estar bem preparado. Ainda assim, garante que a selecção nacional vai encarar todos os adversários com muita galhardia e sem, acima de tudo, temê-los.
“Temos uma palavra a dizer nesta competição. Somos uma equipa com muita atitude e ambição de ganhar, pelo que vamos virar a cara à luta. Estamos a trabalhar no sentido de chegar a esta competição com mais traquejo”, garante Pio Matos Jr.
Pela primeira vez na selecção nacional, Malik Camal está a viver o momento com entusiasmo, mas ciente de que só com o trabalho poderá conquistar espaço no “cinco” de Milagre Macome.
“Fazer parte da selecção é uma oportunidade que muitos não têm. Estou a aprender muito com os veteranos da selecção, ou seja, dos jogadores mais experientes. Acredito que com muito trabalho poderemos fazer a diferença no AFROCAN”, afirmou Malik Camal.
NÃO HOUVE ATRASO NA PREPARAÇÃO
Se para os jogadores e a equipa técnica a preparação arrancou tarde, para o vice-presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Amad Mogne, essa lamentação não passa de um falso alarido.
“Não! Não houve nenhum atraso. A selecção nacional começou a treinar no tempo previamente programado e a logística foi sendo criada ao andar do trabalho”. E desta forma o dirigente sacudia a água do capote. Para Mogne, a FMB criou todas as condições para que a preparação decorra na maior normalidade.
A selecção nacional sénior masculina de basquetebol recebeu, na última quinta-feira, material desportivo composto por dois pares de equipamento para treino e bola, numa iniciativa de uma das casas de aposta.