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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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A Taça de Moçambique ZAP, fase zonal, arranca este domingo com a disputa de três jogos, sendo um em cada região do país. No Sul e Centro, os jogos são entre equipas da segunda divisão e no Norte entre equipas do Moçambola 2023. Um grande vai cair no domingo, dia em que a Stv Notícias transmite o jogo entre Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.

Depois da disputa da fase provincial, em que cada província apurou o seu representante ou seus representantes para a fase zonal, desta vez os jogos são mais a doer, com a chegada dos oitavos-de-final daquela que é a segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique ZAP.

Para o arranque, são três partidas agendadas para este domingo, sendo uma em cada região do país.

 

ZONA SUL INICIA COM EQUIPAS DESPROMOVIDAS DO MOÇAMBOLA

No que à zona Sul diz respeito, o embate marcado para este domingo é entre equipas que foram despromovidas do Moçambola nos últimos dois anos, nomeadamente o Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.

O Desportivo Maputo foi despromovido da alta roda do futebol moçambicano em 2021, enquanto a Liga Desportiva de Maputo foi em 2022. Por isso mesmo, as duas equipas disputam a segunda divisão e procuram o regresso ao Moçambola, embora distantes desse desiderato na presente edição.

No Moçambola, as duas equipas defrontaram-se por 16 ocasiões e a Liga Desportiva levou vantagem em nove jogos, enquanto os “alvi-negros” venceram apenas dois jogos. Há, ainda, registo de cinco empates entre ambos.

Na última edição, em que as duas equipas estiveram no Moçambola, houve empate sem abertura de contagem na primeira volta e vitória da Liga Desportiva na segunda volta por 2-0.

No presente ano 2023, as duas equipas já se cruzaram para a Liga JogaBets 100 paus, a segunda divisão ao nível da Cidade de Maputo, com registo de um empate sem abertura de contagem, mesmo resultado registado no torneio de abertura da Cidade de Maputo.

As duas equipas vêm de resultados diferentes nesta jornada da segunda divisão, com a Liga Desportiva a conseguir um ponto no embate com o Ferroviário de Maputo B, enquanto o Desportivo Maputo vem de derrota diante do Vulcano por 2-0.

Na tabela classificativa, a Liga Desportiva de Maputo é o 6º colocado com 23 pontos, a 14 do líder Estrela Vermelha, enquanto os “alvi-negros” são 8º com apenas 20 pontos, a três do seu adversário deste domingo, e mais longe ainda da liderança da prova.

São dados que fazem prever uma partida de difícil prognóstico e de resultado imprevisível.

 

DUELO DE EQUIPAS DA “SEGUNDONA” TAMBÉM NO CENTRO

No Centro, há outro jogo entre equipas da segunda divisão este domingo. FC Mini Mundo de Inchope de Manica recebe o Matchedje da Beira de Sofala. Mini Mundo venceu, na fase provincial, o FC Pensão Delgado, nas grandes penalidades, depois do nulo na final.

Por seu turno, o Matchedje da Beira foi finalista vencido diante do Ferroviário da Beira à tangente e disputa a divisão de honra, ocupando a 7ª posição, agora com 12 pontos em 10 jogos realizados. Os “militares” da capital de Sofala vêm de empate na jornada passada da segunda divisão.

O jogo pode arrastar muitos adeptos ao campo, mas com resultado sem nenhum favorito.

 

JOGO DE FOGO NO NORTE DO PAÍS

No Norte, onde os jogos envolvem apenas equipas do Moçambola, claro está que três delas vão cair, tendo em conta que apenas uma equipa transita para a fase nacional.

Para este domingo, há a partida Ferroviário de Lichinga vs Baía de Pemba no Municipal da capital de Niassa. Trata-se de duas equipas que vão encontrar-se duas vezes num espaço de uma semana, uma vez que voltarão a cruzar-se, em Pemba, a 22 deste mês.

No confronto directo, na primeira jornada do Moçambola, o jogo realizado no Municipal de Pemba terminou com empate a dois golos. As duas equipas não estão bem na tabela classificativa, com os “locomotivas” de Lichinga, que somaram uma vitória importantíssima diante da líder Black Bulls na última jornada, a ocuparem a 5ª posição com 17 pontos, enquanto o Baía de Pemba, que vem de derrota pesada diante do Ferroviário de Maputo, está na zona da despromoção, com apenas 11 pontos.

A turma de Pemba está moralizada pela nova contratação, de Artur Semedo, para coordenar a equipa técnica e isso vai, de certa forma, dar outra vida à equipa.

O resultado é imprevisível, mas a pender para os “locomotivas” de Lichinga, melhor posicionados na tabela classificativa.

Em caso de empate no final do tempo regulamentar, as equipas vão à marca das grandes penalidades para se encontrar o vencedor da prova.

Muitos alunos estão a faltar às aulas devido ao frio intenso que se faz sentir nos últimos dias. Em Gondola, província de Manica, nalgumas escolas da vila, alunos chegam a levar fogões para salas de aula como forma de contornar a vaga de frio, colocando em risco as suas vidas.

Em meio à onda de frio que se faz sentir, há que buscar todas alternativas de o contornar. Neste exercício do “salve-se quem puder”, em Gondola, província de Manica, o “O País” testemunhou casos de alunos inovadores que encontraram uma maneira diferente de enfrentar as baixas temperaturas. Os mesmos viram-se forçados a recorrer a fogões para contornar o resfriado que, em alguns casos, pode provocar gripes, febres, mal-estar e tosse seca, pneumonia, entre outras doenças.

“Estou a aquecer-me junto deste fogão que eu inventei. Não posso apanhar muito frio”, contou José Sozinho, aluno.

Rute Comissário, professora, diz que os alunos estão a faltar às aulas devido ao frio. Comissário diz que esta situação pode influenciar negativamente no desempenho escolar dos alunos.

Queimar carvão em ambientes fechados como em salas de aula pode representar um risco para a saúde.

O “O País” contactou a directora do Hospital Provincial de Chimoio, tendo esta se escusado de falar sobre o assunto, remetendo-nos à Direcção Provincial de Saúde na pessoa da Moacite Ibo, responsável de saúde pública, a quem contactámos, mas também sem sucesso.

Entretanto, um alerta sobre os riscos do uso de carvão para aquecer interior de edifícios foi dado há dias em Maputo, por José Constantino, que falou da necessidade de se evitar essa prática.

Pelo menos quatro pessoas morreram no passado dia 8 de Julho corrente, no Rio Chire, distrito de Morrumbala, província da Zambézia, vítimas do naufrágio. Mau tempo e falta de observância de medidas de segurança são apontadas como as causas do naufrágio.

O Rio Chire, no distrito de Morrumbala, tornou-se num verdadeiro corredor de morte por estes dias, devido ao mau tempo que se faz sentir na província da Zambézia. No dia 8 de Julho corrente, duas famílias que seguiam em embarcações diferentes naufragaram. Uma família saia da machamba e a outra seguia em direcção ao vizinho Malawi. Mesmo com o mau tempo que se faz sentir, situação que condicionada a navegabilidade, as pessoas continuam a fazer-se ao mar com todos os riscos que daí podem decorrer.

O administrador distrital de Morrumbala, João Nhambessa, confirmou a morte de quatro pessoas e o resgate de outras sete. “Um naufrágio aconteceu na localidade de Meganja-sede, e outro na localidade de Pinga. Nós tivemos ainda sete pessoas que sobreviveram. Em relação às causas, devo dizer que têm a ver com o mau tempo e também com a não observância de medidas de segurança”, explicou o Administrador de Morrumbala.

Por sua vez, Augusto Dongo, Administrador Marítimo, assegurou que há acções que estão em curso para se evitar situações do género. “Neste momento, já foram localizados os corpos. No total, eram oito pessoas nos dois incidentes, sendo que, no primeiro, eram cinco e, no segundo, três. Já foram localizados os corpos que estavam em causa. Há ainda um corpo por localizar em Morrumbala. Continuamos a trabalhar com o distrito de Morrumbala e com as autoridades locais, no sentido de garantirmos que esta situação seja controlada”, assegurou Augusto Dongo.

Monteiro João é pescador e exerce a sua actividade ao longo do Rio Bons Sinais. Apesar do mau tempo, diz que não tem medo e que é amigo da água. Qualquer infortúnio, segundo ele, é destino.

“Nos últimos dias, tem sido difícil atravessar por causa da temperatura. Faz muito vento e assim é difícil pescar. A temperatura está muito baixa. Não tenho medo de ir ao mar porque isso é uma questão de profissionalismo. Não tenho medo da água, sou amigo da água”, notou Monteiro João.

Apesar do mau tempo que se verifica neste momento, ao longo do rio Bons Sinais, a navegação  marítima está a acontecer. Aliás, não existe por terra a ligação Inhassunge-Quelimane, sendo que a única via é o rio Bons Sinais.

A companhia petrolífera norte-americana Exxon Mobil considera que o investimento no gás natural de Moçambique está encaminhado para ser tomada uma Decisão Final de Investimento em 2025, começando a produzir no final da década.

Esta é a primeira vez que a Exxon Mobil fala em datas relativamente ao projecto de construção de uma fábrica no Norte de Moçambique, depois de o projecto estar parado desde 2020 devido à insegurança na região.

“Muito depende ainda da situação de segurança, que tem estado a ser muito bem gerida”, ressalvou, esta semana, o vice-presidente da companhia para a exploração de petróleo e gás, Peter Clarke, numa conferência em Vancouver.

Citado pela agência de informação financeira Bloomberg, o responsável acrescentou que “o Governo moçambicano está a fazer um bom trabalho” e disse esperar “ter notícias mais positivas sobre isso” até ao final do ano.

Uma aprovação em 2025 colocaria o projecto no bom caminho para iniciar a exploração e exportação no final desta década, segundo a Bloomberg, sem citar directamente o vice-presidente da Exxon a dizer que a Decisão Final de Investimento, o ponto a partir do qual se torna mais caro desistir do projecto do que avançar, será tomada em 2025.

O projecto da Exxon, na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, previa, no seu início, uma produção de 15,2 milhões de toneladas por ano, mas a companhia antevê uma produção anual de 18 milhões de toneladas actualmente.

A nível global, a petrolífera planeia duplicar, até 2030, o portefólio de Gás Natural Liquefeito (GNL), cuja produção está actualmente nos 24 milhões de toneladas anuais.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração das reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

A plataforma flutuante deverá produzir 3,4 mtpa (milhões de toneladas por ano) de gás natural liquefeito, a Área 1 aponta para 13,12 mtpa e o plano em terra da Área 4 prevê 15 mtpa.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde Julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projectos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.

 

EXXON MOBIL ENTROU NA BACIA DO ROVUMA EM 2017

A Exxon Mobil é uma das maiores empresas de energia de capital aberto do mundo e também é um dos maiores produtores de petróleo e gás em África. Através das suas afiliadas, opera em África há mais de 100 anos e, desde 2006, comprometeu-se em investir mais de 46 biliões de dólares em África, incluindo em projectos na Nigéria, Angola e muitos outros países. A ExxonMobil tem uma vasta mão-de-obra em África, contando com 3300 trabalhadores no continente.

A Exxon Mobil anunciou, no dia 13 de Dezembro de 2017, a conclusão da sua aquisição de 25% da participação indirecta na Área 4 offshore em Moçambique.

A Exxon Mobil  Moçambique irá liderar a construção e operação futura do GNL e instalações relacionadas para a Área 4 enquanto a Eni continuará a liderar o projecto de GNL flutuante da Coral e todas as operações upstream. O bloco das águas profundas da Área 4 contém reservas de mais de 85 triliões de pés cúbicos de gás natural, o que irá fornecer recursos para o projecto de GNL de classe mundial, em que os parceiros esperam investir dezenas de biliões de dólares.

A descoberta de enormes depósitos de gás natural tem o potencial de transformar Moçambique. Abre o caminho para que o país se torne num dos principais exportadores de GNL regionais e um importante operador energético mundial.

O Presidente da Ucânia, Volodymyr Zelensky, destacou esta quinta-feira a nova ajuda militar dos aliados em “defesa aérea, mísseis, veículos blindados e artilharia” obtida na cimeira da NATO que terminou ontem em Vilnius, na Lituânia.

“Regressamos a casa com um bom resultado para o nosso país e, muito importante, para os nossos combatentes: um bom reforço de armamento”, disse Zelensky num discurso dirigido à nação, gravado a partir do comboio que o trazia de volta a Kiev após a cimeira.

Zelensky também destacou as “garantias de segurança” que os governos do G7, as sete democracias mais industrializadas do mundo — se comprometeram a negociar com a Ucrânia antes de o país ser aceite na NATO.

“Nesta base, iremos construir uma nova arquitetura juridicamente vinculativa de tratados de segurança bilaterais com os países mais poderosos”, afirmou.

O Presidente ucraniano tinha proclamado na quarta-feira “vitória de segurança significativa” para o país na relação com a NATO, após ter irrompido na cimeira de Vilnius com críticas à ambiguidade dos aliados.

Os países que compõem o G7 (Alemanha, França, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão) anunciaram uma declaração que dá garantias de segurança até à eventual adesão do país.

Entre as declarações de unidade renovada, o Presidente da Ucrânia anunciou, ao lado do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que regressaria “a casa com uma vitória significativa de segurança” e um “sinal tático” para o Kremlin.

O número de fiéis de seita cristã encontrados mortos na floresta de Shakahola, no Quénia, depois de alegadamente jejuarem até à morte, subiu de 360 para 372, após terem sido encontrados mais 12 corpos. Estes dados foram publicadas esta quarta-feira pelas autoridades quenianas, citadas pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a inspectora da polícia queniana Rhoda Onyancha, as escavações, retomadas na segunda-feira após semanas de paragem , ainda não estão completas e o número de mortos pode continuar a aumentar nas próximas semanas.

As autoridades quenianas continuam a abrir valas comuns e sepulturas encontradas na floresta de Shakahola, no condado costeiro de Kilifi.

Quase todos os corpos do chamado “massacre de Shakahola” foram exumados da floresta, que cobre mais de 320 hectares, enquanto apenas alguns morreram no hospital depois de terem sido resgatados devido ao seu estado grave.

Rhoda Onyancha, citada pela imprensa queniana, confirmou na terça-feira que o número de pessoas resgatadas com vida continua a ser de 95, enquanto 613 pessoas foram dadas como desaparecidas até agora.

No dia 27 de Junho, o patologista chefe do Governo, Johansen Oduor, disse que, dos 338 corpos examinados até à data, 117 eram crianças e 201 adultos, enquanto 20 estavam demasiado decompostos para se poder determinar a idade.

As autópsias revelaram igualmente que, embora todos os corpos apresentassem sinais de inanição, alguns deles, especialmente as crianças, apresentavam também vestígios de estrangulamento e sufocação.

As primeiras investigações da polícia sugerem que os fiéis foram forçados a continuar o jejum, mesmo que o quisessem abandonar.

Até à data, foram detidos pelo menos 37 suspeitos relacionados com o caso, que chocou o país.

O ministro do Interior do Quénia, Kithure Kindiki, culpou terça-feira as forças de segurança e o sistema judicial quenianos de negligência por não terem tomado medidas adequadas em relação a alegações anteriores contra o alegado líder da seita, o pastor Paul Mackenzie.

O principal suspeito, que se encontra sob custódia policial desde 14 de abril, dirige a Igreja Internacional da Boa Nova e já trabalhou como motorista de táxi.

A Cimeira Extraordinária Virtual da Troika do Órgão da SADC sobre Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança, realizada na terça-feira, aprovou a prorrogação por mais dozes meses o mandato da Missão Militar da SADC que apoia o combate ao terrorismo em Moçambique com efeitos a partir de 16 de Julho.

A medida tem em vista, segundo o órgão, consolidar as conquistas alcançadas desde o destacamento da SAMIM, reforçar os processos de estabilização e facilitar o regresso seguro de deslocados às suas zonas de origem.   No mesmo encontro, a Troika da Cimeira do Órgão felicitou o Governo da República de Moçambique pela iniciativa de desenvolvimento de estratégias destinadas a consolidar os territórios reconquistados e um plano de acção a ser implementado após a retirada da SAMIM.

O órgão reconheceu a necessidade de recursos adicionais para apoiar os processos de paz na região e apelou à realização de campanhas destinadas a mobilizar recursos da União Africana (UA), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outros parceiros internacionais de cooperação para apoiar os esforços em prol da restauração da paz e da segurança na República de Moçambique e na República Democrática do Congo.

Sobre a situação de segurança, a Troika da Cimeira do Órgão notou que “registou melhorias com o regresso gradual de deslocados internos às suas zonas de origem, principalmente com a redução dos actos terroristas e congratulou-se com a Missão da SADC em Moçambique (SAMIM) pelo compromisso inabalável e pelos sacrifícios consentidos na restauração e manutenção da paz e da segurança na Província de Cabo Delgado.”

A Troika da Cimeira do Órgão notou ainda as conquistas da Missão da SADC em Moçambique (SAMIM) na implementação do seu mandato e saudou os Estados-Membros que contribuíram para o cumprimento do mesmo.

A instabilidade na República Democrática do Congo mereceu, igualmente, atenção por parte da Troika que “notou, com grande preocupação, o relatório apresentado sobre a situação de segurança instável e deteriorada contínua no leste da RDC e reiterou a sua condenação ao recrudescimento dos conflitos e aos actos hostis de todos os insurgentes, incluindo os rebeldes do grupo M23 e os grupos terroristas do grupo ADF que operam no Leste da RDC, com o apoio de agressores estrangeiros.”

Uma vez que a situação tende a alastrar-se, a Troika da Cimeira reiterou o seu apelo à cessação imediata das hostilidades perpetrados por todos os grupos armados e à sua retirada incondicional das áreas actualmente ocupadas e comprometeu-se a explorar medidas adicionais aos actuais esforços diplomáticos tendentes a forçar o grupo M23 e outros grupos armados a abandonar todas as formas de ataques.

Outro ponto abordado pelo órgão foi a aprovação do mandato e os instrumentos jurídicos e operacionais para o destacamento da Missão da SADC na República Democrática do Congo (SAMIDRC) a título de resposta regional à deterioração da situação humanitária e de segurança no Leste da RDC.

Durante o encontro virtual, houve espaço ainda para saudar o Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC e Presidente da República da Namíbia, Hage Gottfried, Geingob por acolher a Troika da Cimeira do Órgão e pelo seu empenho e liderança na condução dos esforços concertados em prol da estabilidade, paz duradouras e segurança na região da SADC.

Por último, notou-se as conclusões finais da Cimeira Quadripartida, realizada a 27 de Junho de 2023, visando viabilizar a harmonização e a coordenação dos esforços envidados com vista a trazer a paz e a segurança no leste da RDC, que contou com a presença da Comunidade da África Oriental (CAO), da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL, da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Organização das Nações Unidas (ONU), sob os auspícios da Comissão da União Africana (CUA).

Participaram na Troika da Cimeira do Órgão os Chefes de Estado e de Governo da SADC  o Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da Namíbia, Hage Gottfried Geingob; próximo Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da Zâmbia, Hakainde Hichilema; Presidente Cessante do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e Presidente da República da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa; Presidente em Exercício da SADC e Presidente da República Democrática do Congo, Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo; Presidente cessante da SADC e Presidente da República do Malawi, Lazarus McCarthy Chakwera; Presidente da República do Botswana, Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi; Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi; Presidente da República do Zimbabwe, Emmerson Dambudzo Mnangagwa; Philip Isdor Mpango, Vice-presidente da República Unida da Tanzânia, em representação de Sua Excelência a Dr.ª Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia; Primeiro-ministro do Reino do Lesotho, Samuel Ntsokoane Matekane; Embaixador Téte António, Ministro das Relações Exteriores da República de Angola, em representação de Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, próximo Presidente em exercício da SADC.

O Governo diz que vai resolver, a partir de amanhã até Novembro, 11 das 15 preocupações dos médicos. Entretanto, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, explica que há duas exigências que não podem ser revistas por falta de enquadramento legal.

O Governo, representado pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, reagiu esta quarta-feira à retoma da terceira greve nacional dos médicos em curso no país.

O dirigente reconheceu os problemas de atraso e redução salarial, bem como do não pagamento das horas extras. Depois, Armindo Tiago apresentou aos órgãos de comunicação social datas para resolver parte das preocupações.

“Os médicos sem salários, muitos deles, não recebem salário porque não foram dizer a entidade patronal deles, mas o que se deve ter em conta é que o sistema tem erros às vezes. O que decidimos é que os salários destes médicos serão em Julho. Quanto às horas extras, as que são anteriores a 2020, serão pagas este mês e as de 2022 e 2023 a partir de Agosto do ano em curso”, explicou Tiago.

O ministro da Saúde avançou, na ocasião, que as falhas no enquadramento serão corrigidas até esta quinta-feira.

Das 15 reclamações dos médicos, duas não foram constatadas no terreno, ou seja, são inexistentes, segundo explicou Armindo Tiago.

“Primeiro, a Associação Médica de Moçambique diz que o Governo não está a pagar o subsídio de localização, entretanto, da verificação feita, estamos a pagar a todos os que têm direito. Segundo, a associação também dizia que o Governo estava a pagar no Hospital Central da Beira e Provincial de Chimoio as horas extras com base num diploma ministerial. Entretanto, depois de uma análise minuciosa, também não foi confirmado”, explicou Tiago.

Sobre os subsídios de diuturnidade e das horas extras, Tiago explicou que não há consenso e não poderão ser resolvidas, pois os cálculos não podem ser alterados por falta de enquadramento legal.

Armindo Tiago reagiu também à alegada troca das equipas de negociação denunciada pelos médicos, que, segundo a classe, está a comprometer o processo, afirmando que o Governo “sempre agiu de forma franca” e que, por se tratar de acto colegial, “o Governo pode, em função das circunstâncias, mudar a equipa negocial. O mais importante é que os técnicos não mudem. O que se pretende na negociação é a manutenção da memória institucional”.

O ministro da Saúde disse ainda que o Governo está aberto ao diálogo para a suspensão da greve dos médicos que poderá durar 21 dias prorrogáveis.

Os Mambas despediram-se do torneio regional Cosafa com uma vitória, diante das Maurícias, terminado a sua participação na terceira posição com quatro pontos, e fora das meias-finais. Este foi o último jogo da selecção nacional na prova que decorre em Durban.

Em jogo de acerto de calendário e de honra, Moçambique acabou por se sair bem no embate com as Maurícias. Uma despedida que, apesar de ter sido com uma vitória, foi sem glória, tendo em conta os objectivos que foram traçados para esta prova, nomeadamente a conquista da prova.

Nem mesmo as alterações feitas por Victor Matine, com a entrada de início de jogadores que não foram opção nos dois anteriores jogos, casos de Fazito, Chamboco, Nené, bem como dos lançamentos de Gianluca e Ezequiel, nada podia mudar a história dos Mambas na prova que já tinha sido traçado com a derrota diante do Lesotho.

Ainda assim foi uma vitória que valeu muito pelo golo apontado por Ali Abudo Zacarias, jogador do Costa do Sol, a estrear-se a marcar com a camisola dos Mambas na sua terceira internacionalização.

Uma partida que também deu para Fazito brilhar na baliza e fazer algumas defesas que impediram que Maurícias fizesse um golo ou tivesse outro resultado.

Os Mambas, aliás, podiam ter ganho por muito mais, mas a falta de sorte dos avançados, casos de Isac, Telinho e Dayo, entrado na segunda parte, não permitiu um resultado diferente do tangencial.

No final do jogo os Mambas saíram cabisbaixos do torneio, som alcançarem o objectivo traçado, que era chegar a final da prova, nem pelo menos passar da fase de grupos, contrariando a tendência dos últimos anos.

Danilo acabou por ser coroado melhor jogador em campo e levou para si a condecoração e disse ter sido com orgulho que foi nomeado, lamentando o afastamento precoce na prova.

Assim, os Mambas terminam na terceira posição do grupo, uma vez que Angola venceu Lesotho por 4-2 no outro jogo do grupo. Lesotho termina em primeiro com seis pontos e qualificado para as meias-finais, enquanto Angola e Moçambique ficam com quatro e Maurícias com três pontos.

Sexta-feira disputam-se as meias-finais com Malawi a defrontar Lesotho e África do Sul a medir forças com Zâmbia.

 

JOGOS DA TERCEIRA JORNADA

Moçambique          1-0      Maurícias

Angola                   4-2     Lesotho

 

CLASSIFICAÇÃO FINAL

GRUPO C

J        P

Lesotho                3        6

Angola                  3        4

Moçambique       3        4

Maurícias             3        3

 

JOGOS DAS MEIAS-FINAIS

Malawi         vs       Lesotho

Zâmbia         vs       África do Sul

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