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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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Os bispos da Igreja Anglicana de Moçambique dizem que as igrejas não estão a exercer, com precisão, o seu papel, sobretudo na pregação do evangelho, de modo que os conflitos e as guerras existentes no país não encontrem espaço. Os líderes anglicanos apelam às igrejas para investirem mais na construção de vidas e mentes humanas.

A igreja tem um papel fundamental na pregação do evangelho, que preconiza a paz e a salvação de todos os seres humanos. Para tal, a mensagem deve ser pregada de modo a alcançar os corações humanos e transformar as pessoas para uma cultura de paz e de união. Entretanto, os líderes da igreja anglicana em Moçambique concluem que muitas seitas religiosas não estão a exercer com precisão o seu papel, de modo que os conflitos e as guerras existentes no país não encontrem espaço.

Os líderes da mesma igreja apontam ainda o crescimento da onda de criminalidade no país, a corrupção e os ataques armados como resultado de má gestão na difusão do evangelho. E apelam às igrejas para investirem mais na reconstrução de vidas e mentes humanas.

O bispo Paulo Sebastião secunda ainda que o trabalho das igrejas deve realizar-se junto aos fiéis e não só.

Os bispos e padres da Igreja Anglicana de Moçambique falavam, neste domingo, durante a cerimónia de ordenações e encerramento do sínodo na Diocese de Tete. O culto contou com a presença do Governador de Tete e outros membros do Conselho Executivo Provincial.

O seleccionador nacional da selecção sénior feminina de basquetebol, Carlos Aik, diz que, apesar de a preparação para o Afrobasket estar a decorrer a um bom ritmo, não é a que desejava. O técnico aponta o arranque tardio dos trabalhos como uma das causas.

A 216 horas ou se quisermos a 11 dias do Afrobasket, competição na qual Moçambique já tem lugar cativo, a selecção nacional sénior feminina de basquetebol corre contra o relógio, tudo na tentativa de recuperar o tempo perdido.

Recuando a fita, imbróglios e incertezas marcaram boa parte da etapa inicial da preparação do combinado nacional para esta importante prova a nível do continente africano, com as atletas a não se fazerem aos treinos, devido ao não pagamento de alguns subsídios por parte da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

Desinteligências à parte, a verdade é que as atletas já trabalham às ordens de Carlos Aik. O seleccionador nacional considera que, apesar de a preparação estar a correr bem, não é a que desejava. O experiente treinador recorda que os trabalhos deveriam ter começado em Maio, algo que não se efectivou, devido, ao que disse, por motivos que já não são chamados à colação.

“As atletas estão motivadas e empenhadas no trabalho. Para nós, como equipa técnica, isso é o que importa neste momento”, começou por dizer o seleccionador nacional. Carlos Aik trabalha com uma mescla de jogadoras, entre a “velha guarda” e a nova vaga composta por atletas que ainda estão à procura de um lugar ao sol.

“Aquilo que me foi pedido pela federação foi que, sem perder alguma competitividade, era preciso começar aos poucos renovar a selecção. E é isso que temos tentando fazer. Algumas pessoas podem até terem estranhado o facto de grandes estrelas do basquetebol terem ficado de fora, mas tínhamos de tomar uma decisão em prol da renovação”, revela o técnico, ajuntando que neste momento a equipa técnica está a tentar fazer com que as atletas mais experientes comecem a transmitir a bagagem que têm as mais novas, de modo a se ter uma equipa competitiva.

Em relação aos objectivos do combinado nacional na presente edição do Afrobasket, cuja fase final vai decorrer de 28 de Julho a 6 de Agosto, em Kigali, no Ruanda, Carlos Aik diz que é preciso superar o quinto lugar registado na participação passada.

“Moçambique é por hábito na selecção feminina uma das que sempre ocupa lugares de pódio. Estamos a lutar para isso e faremos o impossível para conseguirmos alcançar esse desiderato. Merecemos sair desta competição com o nome do país bem dignificado”, perspectiva Carlos Aik.

O DESEJO DE ALCANÇAR O PÓDIO

Experientíssima e com uma folha de serviços devidamente autenticada, Odélia Mafanela é uma das poucas atletas da “velha guarda” que ainda resiste aos encantos da bola ao cesto. A atleta do Ferroviário de Maputo vai, mais uma vez, como o fez tantas outras, vestir as cores nacionais no Afrobasket.

“Estamos a trabalhar no sentido de melhorarmos a nossa prestação no último Afrobasktet. Moçambique tem uma história, que de 10 em 10 anos tem estado no pódio. Em 2003 terminamos a prova na segunda posição. Em 2013 também ficamos em segundo. Esperamos nós que este ano possamos conquistar a prova”, recorda Odélia Mafanela.

De longe uma das promissoras atletas da actualidade, Stefânia Chiziane só pensa em objectivos colectivos, os quais passam por colocar o país no topo.

“O nosso objectivo é de fazer um bom campeonato e, por via disso, melhorarmos a prestação da edição passada. Estamos unidas e motivadas, até porque todas partilhamos o mesmo sonho. Vencer é a nossa palavra de ordem”, acredita Chiziane.

AS AMBIÇÕES PREVALECEM

Roque Sebastião mantém a sagrada esperança de que a selecção nacional poderá fazer história no Afrobasket, competição que, por duas vezes, o país terminou no “quase”. Ou seja, na segunda posição, em 2003 e 2013.

“Na avaliação que nós fizemos relativamente ao trabalho que foi desenvolvido até hoje pela equipa técnica e entrega das jogadoras, faz-nos reiterar que as nossas ambições prevalecem. Pretendemos estar no pódio no Ruanda, facto que nos irá possibilitar qualificarmo-nos ao pré-olímpico”, explica o presidente da FMB.

O dirigente avança que há uma corrente de preparação à volta do desejo de vencer, na mesma proporção que garante que a selecção nacional tem condições para chegar a esse nível.

“Há muita envolvência por parte de todos os intervenientes, desde atletas, treinadores e pessoal de apoio. Isso leva-me a acreditar que as condições para triunfarmos estão devidamente criadas”, acredita o dirigente.

No que diz respeito à logística, Roque Sebastião diz que as condições estão acauteladas, tendo em que há algumas empresas que se predispuseram a apoiar a selecção nacional.

A circulação na principal ponte que liga a península da Crimeia à Rússia foi interrompida, após terem sido ouvidas várias explosões na madrugada desta segunda-feira, anunciaram as autoridades locais.

De acordo com a imprensa internacional, que cita a agência de notícias da Ucrânia, Ukrinform, os drones marítimos ucranianos foram utilizados para o ataque desta madrugada contra a ponte Crimeia, que teve de ser encerrada depois de ser atingida por várias explosões.

A agência de notícias estatal, segundo o Notícias ao Minuto, cita fontes não identificadas dos serviços secretos ucranianos (SBU) e da Marinha do país, duas componentes das forças de segurança ucranianas.

“Foi difícil chegar à ponte, mas acabámos por conseguir”, disse um representante dos SBU citado pela Ukrinform. A mesma fonte salientou que a ponte é um alvo legítimo para a Ucrânia, uma vez que foi construída em território ucraniano ocupado.

De acordo com as mesmas fontes, o ataque terá sido realizado no domingo à noite por drones marítimos que se deslocaram à superfície da água e danificaram a estrutura.

As autoridades russas reconheceram a existência de uma “emergência” na ponte e comunicaram a morte de dois civis.

A ponte, a mais longa da Europa, com 19 quilómetros, foi construída depois de a Rússia ter anexado a Crimeia, em 2014, e liga esta península do Mar Negro à Rússia.

Também com circulação ferroviária, a ligação é uma importante artéria de abastecimento para a guerra da Rússia na Ucrânia.

Em outubro do ano passado, um camião armadilhado explodiu nesta ponte, causando cinco mortos.

A ópera “Orfeu nos Infernos” volta, cinco anos depois, a ser apresentada em Moçambique. Mas, desta vez, em celebração do décimo aniversário do projecto Xiquitsi. A emblemática obra é o principal atractivo dos concertos programados para a 2ª série da 10ª Temporada de Música Clássica – Xiquitsi 2023.

Para a ópera “Orfeu nos Infernos”, entram em cena quase todos os participantes da estreia, em 2019, em Moçambique, incluindo a recém licenciada do curso de canto na Escola Superior de Música de Lisboa, Márcia Massicame, que vai interpretar o papel da Opinião Pública. Deuscio Vembane, vai estrear-se com a interpretação de Orfeu.

A abertura da 2ª série será feita com o concerto Fado-Jazz, “ALMO”, no dia 21 de Julho, às 19h00, no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel. O concerto é realizado em colaboração com o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, que vai levar ao palco três talentosos músicos. Nomeadamente, o pianista e compositor Júlio Resende, que se estreia em Moçambique e que se vai unir ao talento interpretativo dos cantores Paulo Lapa (tenor) e Tiago Matos (barítono). Ambos os artistas já estiveram nas edições anteriores do Xiquitsi.

No dia 30 de Julho, às 15h, no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel, está em cartaz a “Tarde para Pais e Filhos”, um concerto a ser dirigido pelo coordenador pedagógico do Xiquitsi e Maestro Estêvão Chissano.

Por fim, nos dias 3 e 4 de Agosto, no Teatro Scala, às 19h00, será a apresentação da tão esperada ópera “Orfeu nos Infernos”, uma sátira ao mito de Orfeu, com música de Jacques Offenbach (1819-1880), na qual surge o tema que tornou o compositor e esta ópera dignos de notoriedade internacional: o Can-Can.

Durante a Temporada 2023, de celebração dos 10 anos do Xiquitsi, uma das propostas do projecto é proporcionar melhores momentos que marcaram a década, para relembrar e mostrar a evolução do Xiquitsi ao longo deste período.

 

O Desportivo Maputo recebe este domingo a Liga Desportiva de Maputo em partida dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique. O jogo terá transmissão em directo na Stv notícias.

Depois da fase provincial, a Taça de Moçambique entra agora para a fase regional, ou seja, os oitavos-de-final. São 18 equipas que lutam pelo troféu da segunda maior prova futebolística do país, com destaque para a zona sul que qualifica quatro equipas, a zona centro que apura três e a zona norte que coloca uma equipa na fase nacional.

A fase regional inicia este domingo com três jogos em perspectiva, um em cada região do país. No Sul há jogo entre antigos vencedores da prova. Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo, com dois troféus cada, defrontam-se na busca de um lugar na fase nacional.

As duas equipas disputam actualmente o campeonato da segunda divisão ao nível da cidade de Maputo, tendo já se defrontado na primeira volta com o nulo a ser o resultado. Defrontaram-se pela última vez em Moçambola em 2021.

Um jogo para ver em directo na Stv Notícias, este domingo, a partir das 14h00.

Ainda este domingo, no centro teremos o embate entre Mini Mundo da Manica e Matchedje da Beira e no norte o jogo entre as equipas do Moçambola, Ferroviário de Lichinga e Baía de Pemba.

Os restantes embates da fase regional terão lugar a 6 de Agosto próximo.

O homem acusado de ter provocado o incêndio que destruiu o complexo histórico do Parlamento da África do Sul, no ano passado, confessou, em tribunal, que o crime foi intencional.

Gritando e apontando o dedo, Zandile Mafe disse que queimaria mais, se o Parlamento não fosse transferido da Cidade do Cabo para a cidade de Bloemfontein ou Pretória.

Você deve levar isso para Blumfonteine, esse Parlamento. Se você não levar isso para Pretória, deve reverter, deve-se mover. Aqui, nesse Parlamento, queimei intencionalmente, eu, Christmas Zandile Mafé, e vou queimar mais se não se mover para Blumfonteine ou Pretória”, confessou Zandile Mafe.

Além disso, o indiciado desafiou o tribunal a condená-lo a 25 anos de prisão, pena que pode enfrentar, caso seja declarado culpado.

Um enorme incêndio danificou gravemente o histórico complexo do Parlamento sul-africano, em Janeiro do ano passado, e destruiu vários edifícios, incluindo a câmara principal onde os legisladores se reúnem.

O incêndio na sede da democracia sul-africana levantou críticas aos procedimentos de segurança em vigor no Parlamento, cujos membros estavam de folga e os prédios, vazios.

O Ministério dos Transportes e Comunicações já adjudicou a um consórcio de duas empresas a realização de um estudo de viabilidade do projecto de mobilidade urbana denominado Bus Rapid Transit (BRT), para ser implementado na área metropolitana do Grande Maputo, no valor de cerca de três milhões de dólares americanos.

O investimento é parte dos 250 milhões de dólares americanos, disponibilizados pelo Banco Mundial, a título de donativo, para a melhoria da mobilidade urbana na zona metropolitana do Grande Maputo.

O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), implementador do projecto, através da Agência Metropolitana de Maputo (AMM), entende que a complexidade das obras exige um estudo minucioso, envolvendo engenheiros e técnicos de várias áreas para trazer os custos reais do projecto.

Para o efeito, o empreendimento foi adjudicado a duas empresas, nomeadamente Royal Haskoning HHV e Integrated Transport Planning, esta última baseada na África do Sul.

De acordo com a coordenadora do projecto BRT, Fátima Artur, em entrevista ao País Económico, as empresas já estão no terreno desde Maio passado e deverão, em 12 meses, concluir o estudo de viabilidade que deverá incluir, para além da viabilidade das faixas centrais, o esboço de sistemas de sinalização multiuso que vão ser controlados a partir de um centro de dados, 10 terminais intermodais, câmaras de segurança nos autocarros e terminais.

“Este ­é um estudo detalhado e, por causa disso, vai levar um ano e tem uma equipa de consultores a trabalhar nisso. Neste momento, temos estimativas do custo de construção do projecto. A consultoria vai trazer os custos reais”, explicou Fátima Artur.

É a primeira solução Bus Rapid Transit do país e vai ser implementada num troço de 22 quilómetros de uma linha segregada, saindo da Praça dos Trabalhadores, na baixa da Cidade de Maputo, passando pelas avenidas Guerra Popular, Acordos de Lusaka e Julius Nyerere, onde serão fixadas faixas dedicadas ao transporte de passageiros.

O estudo de pré-viabilidade indica que o BRT vai transportar 124 mil passageiros por dia e cerca de quatro mil passageiros, por hora, durante o pico, numa infra-estrutura de 10 terminais intermodais, onde o utente pode articular entre a solução BRT, o comboio e o chapa que depois o leva para o interior dos bairros, caminhos-de-ferro, Praça dos Heróis, Praça dos Combatentes, Missão Roque, Zona Verde, Zimpeto, Marracuene e Matola Gare, segundo explicou Fátima Artur. Estimativas do custo da solução de BRT, avançadas pelo estudo de pré-viabilidade, apontam para cerca de 173 milhões de dólares.

Assim, questiona-se o destino do valor remanescente no quadro dos 250 milhões disponibilizados pelo Banco Mundial. A coordenadora explica que existem também alguns trabalhos que vão ser realizados para a melhoria das estradas das cidades de Maputo e Matola, isto porque estas estradas vão também alimentar o BRT, sendo que, no final do dia, “será um conjunto de intervenções que vai permitir que este projecto vá para frente”.

No custo global da iniciativa, avaliado em 250 milhões de dólares, está contemplada a construção de um hangar para a manutenção dos autocarros, apoio ao desenvolvimento institucional, a transformação da indústria semi-formal para operar em consonância com o BRT, para além de certificação de motoristas e operadores.

“O montante já foi disponibilizado após termos assinado um acordo de financiamento. Estes 250 milhões estão disponíveis, à medida que formos gastando o dinheiro, eles vão disponibilizando e vamos pagando”, explicou Fátima Artur.

 

PARA QUANDO O ARRANQUE DO BRT?

A coordenadora do projecto disse esperar que, em 2024, seja lançado o concurso de empreitada. As obras das faixas dedicadas vão demorar um ano e meio de implementação, e, enquanto decorrerem, a AMM estará a trabalhar na construção do hangar, aquisição de autocarros. Portanto, a previsão do fim dos trabalhos é de 2026.

“Este estudo é complexo e estamos a trabalhar para ver se conseguimos fazer as adjudicações ainda em 2024. Com muito esforço, vamos conseguir terminar em 2026”, esclareceu.

Uma das questões candentes é se o projecto vai ou não dar lugar a demolições ao longo dos 22 quilómetros. O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) esclarece que o trabalho será nas faixas que já existem, e, “em termos de reassentamento, a previsão não é muito grande. Mas é precisamente este detalhe que vai sair neste estudo”.

Para já, a entidade faz saber que o MTC lançou um concurso para a contratação de cinco empreitadas para a melhoria de estradas em Maputo e Matola. “Estamos na fase de finalizar os relatórios de avaliação, esperar até final do mês para fazer a adjudicação a empresas para reabilitar as estradas”, avançou Artur.

Quanto ao modelo de autocarros a serem empregues no projecto, é também uma das questões que caberá ao consórcio definir no estudo em curso. “Nós não sabemos ainda qual vai ser o modelo de autocarros, este é um dos delivers deste estudo: verificar qual é o tamanho, modelo, combustível, se vai ser gás natural comprimido ou híbrido. Estes consultores vão fazer avaliação e vão-nos trazer a solução óptima”, finalizou o coordenador.

O acordo de cereais do Mar Negro deixa de vigorar dentro de quatro dias. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recusa-se a prolongar o entendimento, caso as condições do seu país não sejam atendidas, escreve a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

Para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, qualquer tentativa de impedir exportações de alimentos, particularmente para as regiões africanas, deve ser vista como uma forma de “aterrorizar o mundo inteiro com a fome”.

“Tivemos uma conversa hoje com o Presidente da áfrica do Sul, Ramaphosa. Nem um único dia perdemos o foco na Fórmula para a paz e tudo que for necessário para a sua implementação. Convidei o Senhor Presidente para se juntar à nossa iniciativa humanitária ‘Cereais pela Ucrânia’. Também consideramos ambos necessária a continuação da iniciativa do Mar Negro”, afirmou Volodymyr Zelensky.

O presidente ucraniano considera ainda importante que não haja ameaças à segurança alimentar em nenhuma parte do mundo.

“A Rússia tem de perceber claramente que quem aumentara ameaça da fome sobretudo em regiões críticas de áfrica, está a aterrorizar o mundo”, vincou.

A Taça de Moçambique ZAP, fase zonal, arranca este domingo com a disputa de três jogos, sendo um em cada região do país. No Sul e Centro, os jogos são entre equipas da segunda divisão e no Norte entre equipas do Moçambola 2023. Um grande vai cair no domingo, dia em que a Stv Notícias transmite o jogo entre Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.

Depois da disputa da fase provincial, em que cada província apurou o seu representante ou seus representantes para a fase zonal, desta vez os jogos são mais a doer, com a chegada dos oitavos-de-final daquela que é a segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique ZAP.

Para o arranque, são três partidas agendadas para este domingo, sendo uma em cada região do país.

 

ZONA SUL INICIA COM EQUIPAS DESPROMOVIDAS DO MOÇAMBOLA

No que à zona Sul diz respeito, o embate marcado para este domingo é entre equipas que foram despromovidas do Moçambola nos últimos dois anos, nomeadamente o Desportivo Maputo e a Liga Desportiva de Maputo.

O Desportivo Maputo foi despromovido da alta roda do futebol moçambicano em 2021, enquanto a Liga Desportiva de Maputo foi em 2022. Por isso mesmo, as duas equipas disputam a segunda divisão e procuram o regresso ao Moçambola, embora distantes desse desiderato na presente edição.

No Moçambola, as duas equipas defrontaram-se por 16 ocasiões e a Liga Desportiva levou vantagem em nove jogos, enquanto os “alvi-negros” venceram apenas dois jogos. Há, ainda, registo de cinco empates entre ambos.

Na última edição, em que as duas equipas estiveram no Moçambola, houve empate sem abertura de contagem na primeira volta e vitória da Liga Desportiva na segunda volta por 2-0.

No presente ano 2023, as duas equipas já se cruzaram para a Liga JogaBets 100 paus, a segunda divisão ao nível da Cidade de Maputo, com registo de um empate sem abertura de contagem, mesmo resultado registado no torneio de abertura da Cidade de Maputo.

As duas equipas vêm de resultados diferentes nesta jornada da segunda divisão, com a Liga Desportiva a conseguir um ponto no embate com o Ferroviário de Maputo B, enquanto o Desportivo Maputo vem de derrota diante do Vulcano por 2-0.

Na tabela classificativa, a Liga Desportiva de Maputo é o 6º colocado com 23 pontos, a 14 do líder Estrela Vermelha, enquanto os “alvi-negros” são 8º com apenas 20 pontos, a três do seu adversário deste domingo, e mais longe ainda da liderança da prova.

São dados que fazem prever uma partida de difícil prognóstico e de resultado imprevisível.

 

DUELO DE EQUIPAS DA “SEGUNDONA” TAMBÉM NO CENTRO

No Centro, há outro jogo entre equipas da segunda divisão este domingo. FC Mini Mundo de Inchope de Manica recebe o Matchedje da Beira de Sofala. Mini Mundo venceu, na fase provincial, o FC Pensão Delgado, nas grandes penalidades, depois do nulo na final.

Por seu turno, o Matchedje da Beira foi finalista vencido diante do Ferroviário da Beira à tangente e disputa a divisão de honra, ocupando a 7ª posição, agora com 12 pontos em 10 jogos realizados. Os “militares” da capital de Sofala vêm de empate na jornada passada da segunda divisão.

O jogo pode arrastar muitos adeptos ao campo, mas com resultado sem nenhum favorito.

 

JOGO DE FOGO NO NORTE DO PAÍS

No Norte, onde os jogos envolvem apenas equipas do Moçambola, claro está que três delas vão cair, tendo em conta que apenas uma equipa transita para a fase nacional.

Para este domingo, há a partida Ferroviário de Lichinga vs Baía de Pemba no Municipal da capital de Niassa. Trata-se de duas equipas que vão encontrar-se duas vezes num espaço de uma semana, uma vez que voltarão a cruzar-se, em Pemba, a 22 deste mês.

No confronto directo, na primeira jornada do Moçambola, o jogo realizado no Municipal de Pemba terminou com empate a dois golos. As duas equipas não estão bem na tabela classificativa, com os “locomotivas” de Lichinga, que somaram uma vitória importantíssima diante da líder Black Bulls na última jornada, a ocuparem a 5ª posição com 17 pontos, enquanto o Baía de Pemba, que vem de derrota pesada diante do Ferroviário de Maputo, está na zona da despromoção, com apenas 11 pontos.

A turma de Pemba está moralizada pela nova contratação, de Artur Semedo, para coordenar a equipa técnica e isso vai, de certa forma, dar outra vida à equipa.

O resultado é imprevisível, mas a pender para os “locomotivas” de Lichinga, melhor posicionados na tabela classificativa.

Em caso de empate no final do tempo regulamentar, as equipas vão à marca das grandes penalidades para se encontrar o vencedor da prova.

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