Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.
A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.
O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.
Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.
Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).
O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).
Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.
Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.
Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.
“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.
A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.
Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.
Entre os subsídios a rever estão as horas extras e o subsídio de diuturnidade, os dois suplementos que constam do caderno reivindicativo dos médicos e que levaram à convocação da greve em curso.
Numa altura em que os médicos exigem o pagamento de horas extras ilimitadas e subsídios de diuturnidade, nos termos do Regulamento do Estatuto do Médico, o Governo pretende rever o decreto que aprovou o regulamento em 2014. O objectivo, segundo uma proposta de lei enviada ao Gabinete do Primeiro-Ministro pelo Ministério da Saúde, é adequar o regulamento do Estatuto do Médico ao decreto que fixa aos critérios e quantitativos de pagamento de subsídios na Administração Pública, aprovado no quadro da implementação da Tabela Salarial Única.
Tendo por base a TSU, o Governo quer rever sete de um total de 26 artigos, alguns dos quais estão directamente relacionados ao caderno reivindicativo dos médicos no quadro da greve em curso.
No que diz respeito ao trabalho nocturno, se actualmente a percentagem a acrescentar a cada hora de serviço é de 25%, da proposta consta a pretensão de reduzir a percentagem para 12,5.
Se pelo trabalho em regime de turnos, os médicos tinham direito a um subsídio de até 30% do seu salário, na proposta do Governo, fala-se de uma redução para 7,5%
No pagamento pelo trabalho extraordinário: se actualmente os médicos podem receber até mais de um terço do seu salário, ou seja, 33,3%, a proposta do Governo é de que o tecto reduza para um sexto, ou seja, 16,6%.
No subsídio de diuturnidade, o Executivo quer reduzir os momentos de pagamento ao longo da carreira de quatro para dois.
Estes dois últimos pontos são os únicos sobre os quais a Associação Médica de Moçambique e o Governo, através do Ministério da Saúde, não se entendem e que levaram à convocação da greve em curso, cujo prazo foi prorrogado na última sexta-feira por mais 21 dias.
O subsídio de risco será eliminado pelo facto de o regulamento e o decreto da Tabela Salarial Única diferirem nas circunstâncias que concorrem o referido. Também poderá ser eliminado o subsídio de exclusividade pelo mesmo motivo que o subsídio de risco, com o adicional de que, nos termos do decreto da TSU, a actualização sobre o pagamento ou não deste suplemento cabe aos ministros que superintendem as áreas de saúde e finanças.
Da mesma forma, pretende-se eliminar o subsídio de exclusividade e os bónus de rendibilidade e especial.
A Primeira da República, Isaura Nyusi, saudou as mulheres africanas, em particular as moçambicanas, pela passagem do 31 de Julho, Dia da Mulher Africana, que este ano tem como lema: “Reunir a sabedoria e a força das mulheres para a construção da paz e acelerar a implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana”.
Para Isaura Nyusi, este lema reconhece as capacidades das mulheres que, com o seu saber, contribuem para o desenvolvimento do continente e está alinhado com as prioridades do Governo de Moçambique de promover a participação da mulher nas esferas política, económica, social e cultural do país.
“As mulheres africanas, incluindo as moçambicanas, contribuem para a manutenção da paz e estabilidade, bem como para o desenvolvimento das relações comerciais entre os países, assegurando a disponibilidade de produtos no mercado. Celebramos a criação da Organização Pan-Africana das Mulheres, em 1962, na Conferência Pan-Africana da Mulher realizada em Dar-es-Salam, na Tanzânia, em reconhecimento da contribuição da mulher nos movimentos de libertação de África, no desenvolvimento dos países e do continente,” lê-se no comunicado do Gabinete da Primeira-Dama enviado à nossa Redacção.
Isaura Nyusi reconhece que a mulher africana foi decisiva e determinante nos movimentos nacionalistas de libertação contra a dominação colonial e hoje continua a participar activamente no desenvolvimento dos países africanos, em particular de Moçambique.
Por outro lado, a Primeira-Dama lembrou que, em todo o continente, há mulheres que, por mérito próprio, competência e profissionalismo, se entregam para a causa do bem-estar da África, assumindo papéis de destaque no parlamento, saúde, educação, investigação, justiça, cultura, desporto e no sector empresarial, entre outras áreas.
No seu entender, a celebração do Dia da Mulher Africana centra-se no legado histórico e no contributo que a mulher africana continua a dar para a construção de uma sociedade de paz, solidariedade, ética e de respeito pelos direitos humanos de mulheres e homens de todas as idades.
“No nosso país, orgulha-nos o facto de termos mulheres a presidirem à Assembleia da República, o Conselho Constitucional, o Tribunal Administrativo e a Procuradoria-Geral da República. A nível da Assembleia da República, do universo dos 250 deputados, 107 são mulheres e este ano, atingimos a Paridade de Género no Governo, 50% dos 22 Ministros são mulheres, sendo um dos poucos países do continente a alcançar esta proeza”, disse Isaura Nyusi.
Para a esposa do Presidente da República, estes dados ilustram o compromisso de Moçambique na promoção da igualdade de género e da emancipação da mulher, bem como na implementação do protocolo sobre o género, à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os direitos das mulheres em África, entre outros instrumentos, sendo que, no seu entender, a luta pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres, pelo acesso e participação das mulheres nas diversas esferas da sociedade, está trazendo resultados palpáveis e positivos no país.
“Acreditamos que o caminho é ainda muito longo e sinuoso, estamos seguros de que, com o empenho de todos, particularmente, o envolvimento dos homens, poderemos construir um mundo sem violência e discriminação, onde mulheres possam usufruir dos mesmos direitos e oportunidades. Devemos apostar na promoção da paz, ao nível das nossas famílias e comunidades e solidariedade para com os nossos concidadãos, afectados pela violência, terrorismo e outros fenómenos que interferem no seu bem-estar”, lê-se no documento.
A Primeira-Dama reafirmou o compromisso de reforçar as acções, visando a emancipação da mulher e promoção da igualdade de género, para que as gerações vindouras assumam a responsabilidade pela materialização dos direitos das mulheres.
A Central Térmica de Temane (CTT) recebeu uma visita de alto nível dos governos britânico e norueguês, durante a semana passada. O Governo britânico esteve representado pela Alta-Comissária do Reino Unido em Moçambique, Helen Lewis, e o Executivo norueguês, pelo Embaixador da Noruega, Haankon Gram-Johanessen.
Em representação do Governo de Moçambique, fez-se presente o Director Nacional Adjunto de Energia, Ortigio Nhanombe, bem como a ENH liderada pelo Presidente do Conselho de Administração, Estevão Pale, e o INP, representado pelo Administrador do Pelouro de Projectos e Desenvolvimento, José Branquinho. Como parceiros do projecto e pela EDM, a comitiva foi liderada por Joaquim Ou-Chim, Administrador para o Pelouro de Electrificação e Projectos da EDM.
A Globeleq, uma empresa de capitais britânicos e noruegueses, é responsável pela construção da Central Térmica de Temane (CTT), como accionista maioritária, com cerca de 65% do capital social da CTT, sendo os outros accionistas a EDM, com 20%, e a Sasol, com 15%. A CTT encontra-se a meio da sua fase de construção, estando localizada em Temane, na província de Inhambane. A CTT é uma central eléctrica de ciclo combinado a gás, com a capacidade de 450 MW, e fornecerá electricidade à EDM ao abrigo de um contrato com a duração de 25 anos.
Prevê-se que a CTT forneça electricidade para responder à demanda de 1,5 milhões de famílias, contribuindo, desta forma, com cerca de 14% da capacidade de fornecimento de electricidade disponível para a necessidade do país. Conscientes da importância desta Central para Moçambique, a Alta-Comissária Britânica, Helen Lewis, e o Embaixador da Noruega, Haankon Gram-Johanessen, deslocaram-se a Temane para aferir o estágio das obras de construção da Central.
Este projecto está alinhado com o Acordo de Paris e irá contribuir com os objectivos do Governo de Moçambique rumo à transição energética sustentável e alcance de zero emissões de carbono até 2050. A CTT ancora a linha de transmissão Temane a Maputo de 563 km e será interligado a Concessão do Projecto da Sociedade Nacional de Energia (STE) que prevê a construção de uma nova linha de transmissão de Alta Tensão a 400kV propriedade da EDM, através da sua subsidiária STE. Adicionalmente, CTT ancora o desenvolvimento dos campos de gás da concessão do PSA, operada pela Sasol.
Além deste projeto, a Globeleq está, actualmente, envolvida noutros empreendimentos significativos em Moçambique. Recentemente, a empresa anunciou o seu interesse em adquirir participações na Central Eléctrica de Mocuba, com uma capacidade de 40 MWp, localizada na província da Zambézia. Em Niassa, a Globeleq já iniciou o comissionamento da Central Eléctrica de Tetereane, no distrito de Cuamba, apresentando uma capacidade de 19MWp, sendo este o primeiro projecto solar com um sistema integrado de bateria à escala de rede no país.
Adicionalmente, a empresa está a liderar o desenvolvimento de um projecto eólico de Namaacha com 120MW em Namaacha, na Província de Maputo. Tais iniciativas destacam o compromisso contínuo da Globeleq em contribuir com os objectivos do Governo de Moçambique de desenvolver o sector de energia com electricidade limpa e sustentável.
Mais de 30 mil pessoas foram retiradas das suas residências em Pequim, devido à passagem do tufão Doksuri, pelo sul e centro da China. As províncias e regiões próximas poderão ser afectadas por chuvas torrenciais até quarta-feira.
Informações recentes indicam que pelo menos duas pessoas morreram, esta segunda-feira, em Pequim. As autoridades permanecem em alerta devido ao risco de inundações, em consequência das chuvas intensas.
Devido aos efeitos do tufão, que atingiu o sul e o centro da China na última sexta-feira, os meteorologistas preveem que a capital, Pequim, e o norte do país possam estar debaixo de chuvas, as mais fortes em mais de 10 anos.
O Centro Meteorológico Nacional da China manteve o alerta vermelho para tempestades no domingo.
Antes de atingir a China, o Tufão Doksuri provocou 14 mortos e mais de 300 mil desalojados nas Filipinas.
O papa Francisco pediu, este domingo, à Rússia que reverta sua decisão de abandonar o acordo de grãos do Mar Negro, segundo o qual permitiu à Ucrânia exportar grãos de seus portos marítimos, apesar da guerra em andamento no Leste Europeu.
“Apelo aos meus irmãos, às autoridades da Federação Russa, para que a iniciativa do Mar Negro seja retomada e os grãos transportados com segurança”, disse o pontífice durante sua mensagem semanal do Angelus.
O Papa voltou a pedir orações pela martirizada Ucrânia “onde a guerra destrói tudo, até os cereais” e considerou que “esta é uma grande ofensa a Deus, porque os cereais são o Seu dom para alimentar a humanidade, e o grito de milhões de irmãos e irmãs famintos sobe ao céu”.
Dirigindo-se à multidão na Praça de São Pedro, o papa encorajou os fiéis a continuarem rezando “pela martirizada Ucrânia, onde a guerra está destruindo tudo, até os grãos”, chamando isso de “um grave insulto a Deus”.
A 17 de julho, Moscovo suspendeu o acordo de exportação de cereais através do Mar Negro a partir dos portos ucranianos, inicialmente assinado em julho de 2022 com a mediação da Turquia e da ONU.
Assegurou que o fazia pela impossibilidade de exportar os seus cereais e fertilizantes, pelo bloqueio dos seus pagamentos bancários e o congelamento dos seus ativos no estrangeiro.
A Rússia saiu do acordo do Mar Negro após dizer que suas exigências para aliviar as sanções sobre suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. Moscou também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres.
Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu-se para fornecer grãos à África, alguns deles de graça, mas o presidente da União Africana, Azali Assoumani, respondeu que isso “pode não ser suficiente”.
Doze pessoas morreram, durante o fim-de-semana, devido à onda de calor que atinge a Coreia do Sul, há uma semana. Esta informação foi partilhada hoje pelas autoridades sul-coreanas, que alertaram para as altas temperaturas que se vão sentir no país.
Segundo o Notícias ao Minuto, que cita a Yonhap, a principal agência de notícias da Coreia do Sul, as autoridades meteorológicas sul-coreanas alertaram que são esperadas para esta segunda-feira temperaturas entre os 29 e 35 graus Celsius em quase todo o território, com a sensação térmica a ultrapassar esta barreira, pedindo prudência à população.
A agência meteorológica nacional declarou que a onda de calor deve continuar nos próximos dias e as temperaturas podem subir mais de 2 graus entre a terça-feira e a quarta-feira.
Segundo dados publicados pelo jornal The Korea Herald, desde 20 de Maio, mais de mil pessoas tiveram de ser socorridas por doenças relacionadas ao calor, das quais cerca de 200 foram atendidas nos últimos dias.
As autoridades também alertaram para a possibilidade de quedas de energia devido ao aumento da demanda por eletricidade em meio à onda de calor.
O internacional moçambicano, Genny Catamo, esteve em destaque, domingo, na vitória do Sporting diante do Villarreal, por 3-0, resultado que valeu a conquista do Troféu Cinco Violinos pelos “Leões”.
Lançado ao jogo aos 56′ para o lugar de Esgaio, apontado como seu concorrente, Genny Catamo deu conta do recado, fazendo algumas incursões que criaram desequilíbrios. E, porque está confiante e em boa forma, aos 75’, numa jogada iniciada por Daniel Bragança, fez assistência para o terceiro golo do Sporting na partida.
Os outros golos do clube leonino neste embate foram marcados por Edwards (44′) e Pedro Gonçalves (72′).
Aliás, na sua avaliação à prestação do talentoso jogador, o jornal “A Bola” escreveu “moçambicano Catamo com pormenores a deixar água na boca e uma assistência fantástica”.
A prestigiada publicação portuguesa refere ainda que Genny Catamo é um “presente com excelente embrulho”. E não se fica por aí na análise ao desempenho do internacional moçambicano: “Era um quase um ilustre desconhecido até cerca das 21 horas de ontem mas depois entrou ao estilo de presente para os adeptos, começou a embrulhar adversários, soltou o génio e, após drible cheio de ginga, entregou o terceiro golo ao adversário. O canhoto foi lateral direito e promete mundos e fundos: até ao momento, na pré-época, três golos e uma assistência”, lê-se no sítio da internet.
Citado pela página do Sporting, Ruben Amorim disse que “ganhou a confiança em todos os treinos”. Nesse sentido, Rúben Amorim sublinhou a ideia do passado: “O treinador não escolhe equipas, são eles próprios que escolhem jogar e eu estou aqui para fazer o meu trabalho, que é fazê-los crescer”.
O jogador que esteve cedido ao Marítimo está a ser avaliado, mas foi definido por Rúben Amorim que é para contratar um jogador para o lugar que foi de Porro. O extremo moçambicano tem sido trabalhado a ala direito.
O Sporting CP regressa a casa no dia 12 de Agosto, no primeiro jogo do Campeonato Nacional que disputará frente ao FC Vizela. Antes disso, ainda há jogo de pré-temporada, mas em Inglaterra, no dia 5, diante do Everton FC.
Clésio bisa na goleada do Honka sobre Oulu (4-1)

Tarde, mais uma, de sonho para o internacional moçambicano Clésio Baúque, jogador que evolui no FC Honka da I Liga da Finlândia.
Domingo, em jogo da 17ª jornada da competição, Clésio Baúque assinou o “bis” com tentos marcados aos 26’ e 66’. A prestação de Baúque foi, de resto, determinante para que o Honka alcançasse a sexta vitória na presente temporada.
Aldayir Hernandéz, aos 53’, e Jonathan Muzinga, contribuíram também para esta goleada que coloca o Honka na 6ª posição na tabela classificativa com 23 pontos, numa prova que é liderada pelo SJK com 35.
Clésio Baúque volta a entrar em cena no próximo dia 7 de Agosto, quando a sua equipa medir forças com o Lahti, actual 10º classificado com 15.
Esta temporada, Clésio Baúque já marcou seis golos ao serviço do FC Honka em 17 partidas que a equipa disputou, totalizando, neste momento, 952 minutos.
O internacional moçambicano estreou-se a marcar na 5ª jornada, assinando, aos 29’, um dos tentos da sua equipa na vitória sobre o FC Lahti, por 3-0.
A 22 de Maio, Clésio liderou o Honka para a vitória (3-1) diante do AC Oulu, em desafio inserido na 8ª jornada da I Liga Filandesa de Futebol.
Clésio Baúque começou por fazer uma assistência, aos 31’, para Juan Alegria empatar a partida uma vez que o FC Honka estava em desvantagem desde os 12’.
Já na segunda parte, ou seja, aos 47’, Baúque encheu o pé com a bola a ir parar no fundo das malhas da baliza do Oulu.
Depois, à passagem do minuto 64, o internacional moçambicano concluiu da melhor forma a uma assistência de Mateo Ortiz. A 15 minutos do final da partida, Clésio Baúque foi substituído quando a vitória já estava consumada.
Celebra-se hoje, 30 de Julho, o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, um crime que faz milhares de vítimas em todo o mundo. Apesar dos poucos casos registados no país, só na semana passada, em Nampula e Zambézia, dois menores de idade foram vítimas deste crime.
O primeiro caso teve lugar no passado dia 27, na província de Nampula, quando um jovem de 21 anos de idade decidiu vender o seu irmão para ficar “rico”, depois de ter conversado com um amigo, ao qual questionou como podia fazer para enriquecer.
“O meu amigo respondeu que havia várias maneiras de ficar rico, por exemplo ir ao curandeiro, para matar alguém e fazer sacrifício, então respondi que tenho um irmão e podia vendê-lo”, contou o indiciado.
Em resposta, o amigo disse-lhe que procuraria um “patrão” para comprar o menor e, quando o encontrou, o preço acordado foi de 500 mil Meticais, estando a vítima viva ou morta (os órgãos), e o indiciado aceitou a proposta.
A vítima de 16 anos narrou que o seu irmão o tirou de casa de madrugada, depois que pediu que o acompanhasse à casa de um amigo, e este, sem desconfiar, assim o fez.
“Quando lá chegámos (à casa do suposto amigo), vi os líderes comunitários fazerem ligações, depois das quais fui levado à polícia e depois ao distrito de Rapale”, partilhou o jovem.
O esquema foi desvendado por um cidadão contactado, por engano, pelo traficante, que informou, de imediato, os líderes comunitários.
Segundo a Polícia, em Nampula, na voz de Dércio Samuel, não há dúvidas de que se tratava de tráfico de seres humanos.
“O que mais nos preocupou é que o indiciado teria afirmado categoricamente que não importava a vida do seu irmão, o importante era o valor que ele precisava, que são 500 mil Meticais, e dependeria do cliente se precisaria do menor vivo ou morto e isso é mais agravante”, referiu Dércio Samuel.
A polícia diz continuar a trabalhar para “tirar da linha” estes indivíduos que se envolvem no tráfico de pessoas.
Dois dias depois, um outro caso veio à tona. Desta vez, na província da Zambézia. O caso deu-se quando um menor de oito anos, que saía da escola para casa, foi interceptado por um homem de 28 anos de idade.
“Ele chegou e disse vamos juntos, vou dar-te cinco Meticais, mas recusei. Ele carregou-me e meteu-me num ‘txopela’. Tentei gritar, mas fechou-me a boca”, recordou o menor, que acrescentou que, passados alguns minutos, a Polícia os interceptou e, assim, foi salvo.
O indiciado alega que decidiu cometer este crime por falta de emprego. Nas suas buscas por trabalho, encontrou um amigo que lhe disse que tinha alguém que precisava de uma criança. Assim mantiveram contacto e iniciaram as negociações.
Pretendia-se que a criança fosse vendida por um milhão de Meticais, mas o valor foi reduzido para 700 mil.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na Zambézia, Maximino Amílcar, explicou que o crime foi frustrado porque as linhas operativas já tinham informação sobre um suposto tráfico de menor.
“Era suposto que este crime fosse consumado na semana passada. Numa das mensagens que trocava com o suposto comprador perguntava se queria uma criança viva ou morta, e isso nos preocupa. Só ontem voltou a comunicar-se com o suposto comprador, tendo solicitado 500 Meticais para levar a criança até aqui, na cidade. Na altura que ele chegou, já estavam lá homens da nossa força operativa, que o prenderam”, detalhou Amílcar.
O tráfico de pessoas no país tem, na maior parte das vezes, três finalidades: a venda de órgãos, exploração sexual ou exploração laboral. Na maior parte das vezes, as vítimas são levadas para Tanzânia, África do Sul e o Reino de eSwatini.
Segundo o último informe da Procuradoria-Geral da República, em 2022 foram registados apenas três processos de tráfico de pessoas, sendo dois referentes à exploração sexual e um à exploração laboral.
Os indiciados são encontrados, mas fica a questão: afinal quem são os mandantes destes crimes e por que motivo nunca são apresentados?
O seleccionador nacional de basquetebol, Carlos Aik, diz que as características do adversário é que irão ditar a estratégia a usar na segunda fase do Campeonato Africano. Já as atletas garantem que o grupo de trabalho está motivado para a competição.
Com um espectador especial nas bancadas da BK Arena, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, acompanhado pelo homólogo ruandês, Paul Kagame, Moçambique justificou o estatuto de um dos candidatos a atingir os lugares de pódio no “Afrobasket”.
Aliás, a vitória confortável sobre as guineenses garante o segundo lugar no grupo “B” da competição, posição que coloca como possíveis adversários nos “play-offs” de acesso aos quartos-de-final as selecções nacionais de Angola, Costa do Marfim ou Ruanda. O alinhamento dos jogos somente será conhecido com a conclusão da fase de grupos.
“Relativamente ao que aí vem, teremos de ver quem é que nos vai calhar. Em princípio, nós vamos ficar em segundo lugar no nosso grupo. Teremos mais um jogo que aquilo que era, inicialmente, a nossa pretensão, que passava por ficar em primeiro no grupo. Com o fim da fase de grupos, vamos começar a idealizar aquilo que é a nossa forma de jogar em função dos adversários que vamos ter pela frente.”
Se no primeiro jogo com os Camarões a selecção nacional acusou níveis de ansiedade, apresentou-se com baixo nível de concretização de lançamentos longos e cometeu muitos “turnovers”, no segundo já esteve melhor em alguns dados estatísticos. Isto, claro, tendo em conta a diferença em termos de qualidade entre os Camarões e a Guiné-Conacri.
“Basicamente, aquilo que mudou foi a nossa actuação. O que pode ter corrido mal, tivemos a capacidade de resolver hoje (sábado). É verdade que a equipa adversária também permitiu. É uma equipa relativamente acessível para nós, mas também tivemos de trabalhar para construir o resultado. Não entramos bem na sexta-feira, perdendo muitas bolas. Falhámos muitos lançamentos, mesmos lançamentos fáceis. Julgo ter sido a ânsia e o nervosismo de ser o primeiro jogo que fez com que a nossa actuação não fosse melhor”, analisou o seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino.
ATLETAS APONTAM PARA MELHORIAS NA EQUIPA
Na próxima fase, que arranca no dia 1 de Agosto, não há espaço para erros até porque será a eliminar. Ciente desta realidade, o grupo de trabalho projecta melhorias para se alcançar o objectivo traçado para esta competição.
“Eu acredito que mudamos o nosso “mind set”. Depois da derrota com os Camarões, percebemos que tínhamos de ajustar algumas coisas como a defesa e os movimentos ofensivos. Saíram naturalmente”, analisou Chanaya Pinto.
Sobre a etapa do “mata-mata”, onde qualquer erro pode ser fatal, a atleta diz que a receita passa por “manter a mesma postura que tivemos nos jogos 1 e 2”.
Olhando para os dois jogos então realizados pela selecção nacional de basquetebol sénior feminino, a extremo não tem dúvidas: Estamos a crescer jogo após jogo. E temos que perceber que todos que estão aqui podem chegar a final”.
Para Ingvild “Inga” Mucauro, extremo e uma das apostas de Carlos Aik no “cinco” inicial, “é sempre motivador, pois, depois da derrota precisávamos disso”.
Mucauro considera que o segredo esteve na capacidade da equipa em “acertar os erros cometidos” na estreia no “Afrobasket” 2023. “Os jogos estão a começar, temos de melhorar aquilo que são os nossos erros e defeitos que apresentámos no jogo com Camarões”, acrescentou Ingvild “Inga” Mucauro.
Destacou-se no jogo com Guiné-Conacri, arrancando 25 pontos e cinco ressaltos, mas não chama a si, nem tão pouco, o protagonismo na vitória que devolveu alguma tranquilidade à selecção nacional. Pelo contrário, Leia “Tanucha” Dongue destaca o colectivo. “Primeiro, [quero] deixar claro que o objectivo é sempre comum. Na sexta-feira, não conseguimos ganhar o jogo. Assumo as minhas responsabilidades e não vou transferir para ninguém. Independentemente de me ter destacado, o objectivo principal é sempre o grupo”.
Agora, há que começar a pensar na fase a eliminar do Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino. “Independentemente dos adversários, o campeonato já provou que não tem favoritos. Vai ser duro. Podemos cruzar com a Costa do Marfim e, se assim for, vamos fazer de tudo para vencer”, prometeu. Os dois primeiros classificados do Campeonato Africano qualificam-se para o Torneio Pré-Olímpico, uma das etapas de acesso aos Jogos Olímpicos Paris 2024.