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Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.

A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.

O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.

Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.

Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).

O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).

Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.

Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.

Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.

“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.

A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.

Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.

O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.

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O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) acolhe, no próximo dia 12 de Agosto, a partir das 15h, a 8ª edição do Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no Ar” (FNHPA).

Criado em 2016, através de uma parceria entre a Nexta Vida Entertainment, o Café Bar Gil Vicente e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, o Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no Ar” é um evento anual centrado na valorização do Hip-Hop Moçambicano, além de promover um encontro de várias províncias, permitindo assim um importante intercâmbio entre os amantes e praticantes da área e o aprofundamento dos laços que unem os fazedores da cultura Hip-Hop no nosso país.

“Nesta 8ª edição teremos os cinco elementos da Cultura Hip-Hop, nomeadamente: MC, DJ, Graffiti, Break-Dance e o ‘Conhecimento’, para além de que, vamos mais uma vez exaltar a Unidade Nacional, reunindo no mesmo palco artistas do Sul (Maputo, Matola e Xai-Xai), Centro (Beira, Chimoio, Tete e Quelimane) e Norte do País (Nampula e Lichinga), com um programa ecléctico incluindo: Música, Dança, Debate, Freestyle Battle, Feira de Hip-Hop e Graffiti, fazendo deste evento um momento de convívio único e fazendo juz ao principal objectivo do festival: exaltação do Hip-Hop Nacional”, lê-se na nota de imprensa do Franco.

A Conferência de Imprensa da 8ª edição está agendada para o próximo dia 10 de Agosto (5ª feira) pelas 15h, no Franco, onde estarão artistas locais e de fora de Maputo, parceiros e convidados.

O ponto mais alto será no próprio dia do Festival, 12 de Agosto (sábado), no Franco, onde estarão, entre vários, Duas Caras, Kloro, Trez Agah, Allan, Iveth, Legacy, Kay Real, Gina Pepa, Bokly, La Vida Louca, Rei Bravo e Pier Dogg.

 

 

Por: Elcídio Bila

Celebra-se, próximo sábado (12), o Dia Internacional da Juventude. E, mais uma vez, um dos assuntos que mais agita esta efeméride, em quase todo mundo, e incluindo Moçambique, é a crise de emprego. Este ano, como se não bastasse, associa-se a este fenómeno o facto dos trabalhadores púbicos auferirem os seus salários de forma desordenada.

De acordo com o Boletim Informativo do Mercado do Trabalho, referente ao primeiro trimestre de 2023, o emprego registou uma redução de 46,5% em relação ao período anterior. Trata-se de uma situação que acometeu todas as províncias, com excepção da Zambézia e Manica.

No trimestre em análise, o desemprego registado nos Centros de Emprego aumentou 0,2% em relação ao período anterior e continuam a afluir a procura de emprego.

Uma das alternativas para contornar a crise de emprego, na cidade e província de Maputo, por exemplo, tem sido o auto-emprego, que cresce exponencialmente.

Sérgio Tamele despertou mais cedo e há mais de 10 anos que se dedica ao empreendedorismo, ajudando mais de 25 jovens, da cidade e província de Maputo, a ter emprego, através da sua rede de lojas espalhadas nos distritos de Marracuene e Manhiça. São seis no total, na vila-sede da Manhiça, em Xinavane, Palmeira, Maragra e vila de Marracuene.

Tudo começou por uma papelaria, em 2010, onde o foco eram fotocópias e trabalhos de impressão. Mas o seu trabalho, baptizado Inforword, cresceu substancialmente dois anos depois, quando se tornou agente e distribuidor de equipamento de transmissão de TV por satélite, para além de realizar recarregamentos, instalações e assistência técnica.

“Quando começamos a parceria com a DStv e GOtv, começamos a ter uma avalanche de clientes e com problemas variados, o que nos permitiu adquirirmos experiência, de várias maneiras, para saber atender ao cliente final”, partilha Tamele, assumindo que “foi desafiante, mas nos permitiu ganhar outra visão no atendimento ao cliente, contrariamente à papelaria que era uma rotina normal.”

A Inforword atende uma média de 200 clientes por mês, onde consegue vender mais de 700 kits de diversos equipamentos de transmissão de TV, mais de 150 subscrições e 30 mil instalações e assistências.

Um dos resultados a ter em conta neste negócio é que, quatro anos depois do arranque, Tamele conseguiu erguer de raiz a sede da empresa na vila da Manhiça, “uma das grandes conquistas que tivemos através deste trabalho”, passando a ser o local preferencial para aquisição de material de papelaria e equipamentos da DStv e GOtv em toda a vila.

Tamele concorda com as estatísticas actuais de falta de emprego, mas, não se prende nisso, convida aos jovens a ter uma visão mais ampla de forma a perceber o que pode ser de mais-valia para garantir a sua sustentabilidade. “Seria bom que aquele que não tem um emprego fixo pudesse aproveitar todas as oportunidades possíveis”, referiu o nosso entrevistado, dando exemplo de um amigo que iniciou um negócio de aluguer de material de decoração para eventos num salão de festas que não provia esse material.

Portanto, acrescenta, “é este tipo de mentalidade que devemos ter quando estamos a atravessar um mau momento, em vez de esperar por um emprego, pois a vida não se resume apenas nisso.”

Sérgio Tamele tem 43 anos e é residente na Manhiça, onde o seu negócio despontou, mas hoje alastra-se por vários quadrantes da província de Maputo. Licenciado em Informática e concluindo um mestrado em Administração e Gestão de Empresas, é um de muitos empreendedores que luta conta a maré da falta de emprego no país e, mais do que isso, cria postos de trabalhos para muitos jovens, sobretudo os que se aventuram pelo primeiro emprego.

 

 

 

 

 

Duas lixeiras informais, no bairro Ferroviário, na Cidade de Maputo, ameaçam a saúde dos residentes à volta. Os moradores queixam-se de frequentes fumaças e proliferação de insectos que, por vezes, os obrigam a permanecer dentro de casa.

Do outro lado da linha férrea, no bairro Ferroviário, na Cidade de Maputo, a passagem do comboio revela um cenário que, há mais de dois anos, segundo contam, preocupa os residentes: lixo espalhado pelo chão.

No referido lugar, existe um contentor, que parece não satisfazer a crescente procura. Outro factor negativo é a pouca frequência dos serviços municipais de recolha de resíduos sólidos, segundo denunciam os moradores.

Uma situação de saúde pública, “porque as crianças estão sempre aqui, à procura de objectos, e levam-nos para casa. Correm o risco de contrair doenças e ser cortadas…”, disse Ecita António, residente no bairro.

Já para os mais velhos, os resíduos são uma oportunidade de negócios, sobretudo pela existência, bem ao lado do local problemático, de um centro de reciclagem.

A situação é antiga e foi criada pelos próprios moradores, que, na tentativa de tapar uma cova que havia no local, foram amontoando o lixo.

“Por vezes, demoram a tirar o lixo, o que agrava o problema. Estamos preocupados, porque o lixo tem aumentado”, disse Mário Ngomane, também residente no bairro.

No mesmo bairro, no quarteirão 52, existe outra lixeira informal, criada pelos próprios residentes, para tapar uma cova de mais de 50 metros de profundidade, originada pelas águas das cheias do ano 2000. O local tornou-se até um ponto de referência no bairro. Chamam-no “Mugodwine”.

Os moradores daquele quarteirão contam que a situação tem dificultado actividades cotidianas.

“Há muito fumo aqui. Quando volto do serviço, eu vou varrer, afastar o lixo. Estou mal,  muito mal”, queixou-se Emma Casenga.

Uma outra moradora contou que, naquele quarteirão, se lava a roupa só quando a fumaça permite.

“Quando incendeiam o lixo, não dá para lavar e nem ficar fora. Há casos de fetos jogados nesta cova e gente que vai lá ao fundo para fumar e drogar-se”, acrescentou.

Agastados, os moradores clamam pela intervenção do Conselho Municipal de Maputo. Contactámos a edilidade, mas o responsável do gabinete de comunicação disse não poder falar no momento e, até ao fecho desta matéria, ainda não havia retornado.

Desportivo de Maputo e A Politécnica estiveram em destaque, fim-se-semana, ao vencerem os dois jogos realizados na “Taça Maputo Jogabets 100 Paus” de basquetebol sem seniores masculinos. O Desportivo de Maputo, comandado por Carlos “Carlinhos” Ferro, começou por vencer, sexta-feira, o vizinho Maxaquene “B”, por 61-45, em desafio inserido na 6ª jornada da fase regular da competição. Ao intervalo, a marcha do marcador indicava 36-31, vantagem para o Desportivo de Maputo.

Já no sábado, em partida inserida na 7ª jornada, nova vitória para os “alvi-negros” desta feita diante da equipa sub-20 do Costa do Sol, por 55-44.

Quem também esteve em bom plano, pelo menos ao nível de resultados alcançados, é a A Politécnica que bateu, no seu pavilhão, o Ferroviário “A” por 58-50. Os parciais desta partida foram os seguintes: 16-10, 11-17,  14-14 e 17-8. Os “politécnicos”, embalados, voltaram a vencer no sábado o duelo com as Águias Especiais, por 72-33.

Depois de ter perdido na sexta-feira, o Ferroviário “A”, conjunto orientado por Horácio Martins, derrotou já no sábado a sua equipa “B” por 86-40.

O Ferroviário “B” perdera, antes, com o líder Costa do Sol (62-48) num jogo em que os “canarinhos” foram superiores na quadra. O Maxaquene “A”, por sua vez, derrotou o Costa do Sol sub-20 por 90-56, enquanto a sua equipa “B” levou de vencida a Universidade Pedagógica (67-48).

FERROVIÁRIO NÃO FACILITA EM FEMININOS

Ao nível dos seniores femininos, destaque para o Ferroviário “A”, que alcançou duas vitórias em igual número de jogos durante o fim-de-semana. O conjunto do professor Nasir “Nelito” Salé bateu, primeiro, a A Politécnica por 57-39. Depois, e num jogo em que o seu adversário não teve argumentos, venceu a Lazio por 61-22.

Antes, a Lazio havia carimbado a sua primeira vitória na competição ao superar o Ferroviário “B” com a marca de 50-46.

Agora sob orientação de Deolinda Carmen Ngulela, antiga capitã da selecção nacional, o Maxaquene “A” venceu as Águias Especiais por 74-34. Ainda nesta dupla jornada, o Ferroviário “B” venceu o Desportivo por 79-56.

COSTA DO SOL TESTA-SE NA ÁFRICA DO SUL

A equipa sénior feminina de basquetebol do Costa do Sol testou-se, fim-de-semana, na vizinha África do Sul. Naquele país vizinho, o conjunto de Miguel Guambe efectuou e venceu os dois jogos de controlo. Os “canarinhos” começaram por vencer Egoli Magic, por 76-72, e depois derrotaram o Jozi Nuggets, por 92-64.

A internacional basquetebolista moçambicana, Leia “Tanucha” Dongue, vai jogar no Oxygen Roma Basket da Itália na próxima temporada, anunciou o clube na sua página oficial.

Depois de exibições discretas no “Afrobasket” 2023, prova onde num passado recente foi distinguida melhor marcadora e integrou o cinco ideal, Leia “Tanucha” Dongue vai abrir um novo capítulo na sua carreira internacional na Europa.

A poste, de 32 anos, terminou o seu contrato com Ladernau Basket da Primeira Liga Feminina da França, e agora se aventura para a Itália, onde somente a compatriota Clarisse Machanguana jogou no passado.

“A poste, nascida em 1991, com 185 cm de altura, natural de Maputo em Moçambique, Dongue (apelidada de Tanucha), é um dos melhores jogadores africanos dos anos 2000: 3 vitórias na Taça dos Campeões Africanos, medalha de prata no Afrobasket 2013 e 2 títulos de MVP na Taça dos Campeões Africanos são apenas os mais importantes reconhecimentos de uma carreira que no seu continente sempre se viu como uma das pontas de lança em todas as competições que disputou, começando pelos seis Afrobaskets disputados com a selecção nacional (tendo o último terminado com um quinto lugar há alguns dias)”, lê-se na página do Oxygen Roma Basket.

Leia Dongue começou a sua aventura pelo basquetebol europeu pela porta do Al-Qazers, em 2015-2016, ano em que se transferiu para a LF2 na Espanha, onde foi campeã. A sua segunda casa foi o Gernika, na temporada 2017-2018, na qual evoluiu na Liga Dia.

A consagração no outro escalão, e era de se esperar, veio na temporada 2018-2019, quando campeou ao serviço do Spart Citylift Girona na Liga Dia. Deixou, para não variar e está registado, marcas no Campus Promete, antes mesmo de experimentar o basquetebol francês.

Na sua folha de serviço, vale a pena sempre recordar, Dongue passou pelo Cegled da Hungria, equipa com a qual chegou a disputar a Euroliga.

Dongue rumou para Europa depois de épocas brilhantes no 1º de Agosto de Angola, equipa com a qual conquistou duas Taças dos Clubes campeões africanos em 2015 e 2017.

Em 2022, Dongue atingiu a marca histórica de mil pontos na Liga Feminina de Basquetebol da Espanha, representando o Kutxabanki Araski.

Agora, com a entrada em cena na Liga Feminina de Basquetebol da Itália, Leia Dongue quer voltar a brilhar. “Estou muito feliz por fazer parte deste novo projecto; o campeonato italiano representa uma experiência nova para mim, quero trabalhar muito para fazer uma boa temporada e entreter os adeptos que nos seguirão”, disse a basquetebolista, citada pelo Oxygen Roma Basket.

Vinte e duas pessoas foram mortas, este domingo, num ataque terrorista perpetrado por um grupo de homens armados, na região centro-leste do Burkina Faso, anunciaram as autoridades da cidade de Bittou.

Segundo Sami Bérenger Pooda, alto funcionário da região, citado pelo Notícias ao Minuto, os corpos das vítimas foram transferidas para a morgue de um hospital próximo.

O responsável considerou o ataque um “acto bárbaro” e acrescentou que houve civis que ficaram feridos e que estão em vários hospitais de Bittou e Cinkansé, na fronteira com o Togo e o Gana, a receber tratamento.

Fontes de segurança indicaram que dezenas de carros, autocarros e camiões que transportavam alimentos foram incendiados.

De 23 a 27 de Agosto de 2023, a Província de Maputo será palco da XI edição do Festival Nacional da Cultura – FNC, sob o lema “Cultura, a Força que Une a Nação Rumo ao Desenvolvimento”.

O evento é realizado pelo Governo de Moçambique e está sob responsabilidade do Ministério da Cultura e Turismo. Dentre vários, o maior objectivo do festival é preservar, desenvolver as artes, a cultura, as tradições das diferentes comunidades moçambicanas, criar uma plataforma de interacção e intercâmbio e de divulgação do rico e diversificado património cultural do país, colocando-o ao serviço da sociedade e do progresso.

A abertura oficial do FNC será no campo de Black Bulls, no bairro de Tchumene, às 10h00 do dia 23 de Agosto. O mega evento que valoriza as tradições e práticas culturais do povo moçambicano irá contar com mais de 1000 artistas de todo país, que vão exibir várias expressões artísticas, designadamente: artes plásticas, artesanato, música, cinema, dança, gastronomia, fotografia, moda, literatura, teatro e outras manifestações imbuídas de um inestimável valor simbólico e, impregnadas de conhecimentos seculares que, mais do que proporcionar diversão e lazer, participam do processo de socialização.

Para além das delegações nacionais oriundas de todas as províncias de Moçambique, o festival contará com a participação de delegações estrangeiras, um indicador de que a cultura é um elemento indispensável no estabelecimento de pontes virtuais entre povos e nações.

“O XI Festival Nacional da Cultura é um mecanismo de operacionalização de políticas e estratégias contidas em várias reflexões voltadas para a cultura como uma dimensão importante do desenvolvimento, por outro, constituiu-se como uma verdadeira “festa popular”, um espaço de convívio inter-geracional e inter-étnico que, de forma inequívoca, fortalece a unidade nacional e a moçambicanidade, alicerces para a preservação do espírito de Paz, concórdia e estabilidade, assim como a solidariedade e amizade entre os povos”, lê-se na nota de imprensa do Ministério da Cultura e Turismo.

Nas suas variadas expressões, o Festival Nacional da Cultura reflecte o mosaico sócio-cultural moçambicano, uma das maiores riquezas dos moçambicanos e que orgulhosamente distingue Moçambique no concerto das nações.  “É o momento mais alto de celebração e exaltação da cultura moçambicana, em que as ricas e diversificadas tradições culturais milenárias reflectem a grandeza e a força de Moçambique, ao mesmo tempo que constituem uma prodigiosa contribuição para a história e civilizações da Humanidade”.

Em termos gerais, o XI FNC é de carácter demonstrativo, sendo de natureza competitiva nas fases distrital e provincial para o apuramento de artistas e grupos culturais com melhor repertório para se apresentarem na fase final em Maputo.

Importa referir que as fases competitivas tiveram o seu início a 1 de Maio e término a 5 de Agosto do corrente ano. Neste período decorrem os preparativos para a fase final que terá a duração de 5 dias. As actividades da XI edição do FNC vão decorrer nos seguintes lugares: Campo do Black Bulls; Cidadela; Conselho Municipal da Cidade da Matola; Parque dos Poetas;

Palcos Comunitários de Boane; Palco Comunitário de Marracuene; Palco Comunitário da Ponta D´Ouro e Palco Comunitário da Namaacha.

 

 

 

Duas medalhas de ouro e uma de bronze é o saldo da participação de Moçambique nos Jogos da Commonwealth, prova realizada em Port Elizabeth, na vizinha África do Sul.

Cinthya Badru, na categoria de -52kg, colocou o país no pedestal e fez o hino nacional ecoar no palco da competição com a conquista da medalha de ouro. Já  Samuel Ribeiro, na categoria de -60kg, terminou a sua participação com uma medalha de bronze.

Inspirado, Alson Muzime, na categoria de -66kg, açambarcou, igualmente, a medalha de ouro.  Por sua vez, Gabriel Maria, judoca que se estreou ao nível internacional, ficou fora do pódio após ter perdido no primeiro combate com  um adversário do Botswana.

Moçambique participou no evento com quatro atletas, acompanhados por dois treinadores. O judo procura colocar atletas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

A poeira proveniente de pedreiras e camiões que transportam inertes preocupa os residentes de Maocha, no distrito de Moamba, Província de Maputo.

O ar está evidentemente poluído. A poeira é tanta que se presume que esteja a causar problemas de saúde aos residentes de Maocha, no distrito de Moamba, Província de Maputo.

O verde das plantas já se perdeu e a vida está em perigo, segundo avançou Alberto Sidónio, um dos residentes daquela zona: “Daqui a cinco, dez ou quinze anos, vamos ter doenças cancerígenas, vamos ter tuberculose e não estaremos a lembrar que realmente é esta poeira”.

Quando os camiões passam pela referida zona, a poeira intensifica-se. Do alto, é possível ver a extensão da estrada feita com base em pedras misturada com pó de pedra. A ameaça à saúde e ao bem-estar inquieta os residentes. “Estamos preocupados e não sabemos quando é que terá fim. Há pessoas que abandonaram as suas casas aqui. Não está fácil aguentar esta poeira, a nossa saúde está em risco”, disse Joana Ubisse, cuja casa perdeu a cor por conta da poeira.

Vasco Marrengula é condutor de um dos camiões que transportam inertes. Ele sabe que, ao conduzir, o seu camião polui o ambiente e periga a saúde das comunidades.

“Acredito que há uma forma de sensibilizar os camionistas, havendo espaço. Há consciência da nossa parte de que provocamos poesia aqui. Quando verifico pelo meu espelho, vejo poeira.”

Os moradores tinham agendado para esta segunda-feira uma manifestação pacífica em repúdio à situação, mas foi adiada com a intervenção das autoridades policiais. E dizem que, dentro de 30 dias, se a situação não for resolvida, vão fazer manifestações e nenhum camião vai circular naquela estrada não classificada.

Esta situação ocorre há cerca de dois anos e resulta da abertura desta pedreira.

“Naquela área de Matsequenhe e Muhocha, operam várias pedreiras e areeiros, onde, de forma unânime, foi dito que todas as pedreiras atribuíram ao cidadão chinês a responsabilidade de colectar dinheiro e, por via desses valores, garantir a manutenção da via e também espalhar água todos dias para reduzir a poeira.”

Pelo menos durante o período em que a nossa reportagem esteve naquele local das 8h até 14 horas, não passou nenhum camião-cisterna a espalhar água para reduzir a poeira.

Em contacto telefónico, a administradora do distrito da Moamba, Teresa Mahuai, disse estar a par da situação e garantiu que, em 30 dias, haverá uma intervenção para trocar o material usado na composição desta estrada.

“No prazo de 30 dias, ia-se melhorar a via colocando um material melhor que, quando posto, nivelado e molhado, não tira poeira, fica compacto. Não é bem alcatrão, mas fica compacto, mesmo quando chove, elimina matope, e nós, como Governo, vamos continuar a monitorar porque é nosso interesse que os agentes económicos continuem a trabalhar, mas que a população esteja confortada”, reagiu Teresa Mahuai, administradora do distrito da Moamba.

Num dos principais pontos de acesso à estrada não classificada, foi montada uma cancela onde só se passa mediante o pagamento de 250 Meticais por cada viagem do camião que entra e sai usando aquela via.

O jornal O País não conseguiu ouvir o proprietário da pedreira e da cancela, porque, segundo os seus colaboradores, não estava na pedreira até à saída da nossa equipa de reportagem nesta segunda-feira.

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