Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.
A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.
O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.
Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.
Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).
O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).
Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.
Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.
Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.
“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.
A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.
Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.
O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, promete lutar para manter o partido na governação da vila de Cuamba, na província de Niassa. Segundo disse aos militantes do seu partido, no comício popular, está determinado, inclusive, a conquistar novas autarquias no Sul do país, onde, até hoje, o partido não conseguiu vitória em nenhum município.
A promessa foi feita durante a sua visita à vila de Cuamba, o único município da província de Niassa governado pela Renamo.
A visita de Ossufo Momade à vila de Cuamba começou com a apresentação oficial do cabeça-de-lista do partido Renamo para as eleições autárquicas de 2023. “Não vamos dar impacto àqueles ladrões, aqueles corruptos, aqueles que não têm nenhuma responsabilidade social, aqueles que não têm nenhum sentimento para com a população e que chupam o sangue do povo. Vamos lutar para que esta cidade continue na governação da Renamo”, disse Ossufo Momade, Presidente da Renamo.
Além de lutar pela manutenção dos municípios que estão nas mãos da Renamo, Ossufo Momade está determinado a governar a capital do país, Maputo. “Queremos conquistar outras cidades, incluindo a capital do país, Queremos governar na Matola, porque os munícipes das cidades de Maputo e Matola estão cansados das manobras, dos golpes e da irresponsabilidade.”
Depois de Cuamba, Ossufo Momade vai a Mecanhelas, o recém-criado município da província de Niassa.
Moçambique, apesar de não ser um significativo emissor de gases de efeito estufa, demonstrou, na Cimeira Africana sobre o Clima, o seu vasto potencial para liderar a transição energética de baixo carbono na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Esta visão foi partilhada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, durante um diálogo de alto nível entre líderes africanos e representantes da União Europeia e dos Emirados Árabes Unidos, conhecido como “Policy Breakfast Africa EU Energy”.
O evento ocorreu no âmbito da Cimeira Africana sobre o Clima, que decorreu de 4 a 6 de Setembro em Nairobi, capital do Quénia. Nestes diálogos sobre a transição energética, o Ministro Magala destacou os esforços do país para explorar as oportunidades proporcionadas por esta transição e o desenvolvimento de baixo carbono. Neste contexto, está em curso o desenvolvimento da Estratégia e Roteiro de Transição Energética Justa para Moçambique, sob coordenação do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.
Um comunicado de imprensa do Ministério dos Transportes e Comunicações, Magala sublinhou o potencial de Moçambique para contribuir para a transição energética através de projectos estruturantes, incluindo o Projecto Hidroelétrico de 1500 MW de Mphanda Nkuwa e os projectos de exploração de Gás Natural Liquefeito na Bacia do Rovuma, entre outros.
Durante a Cimeira do Clima, o Ministro também se reuniu com Samir Suleimanov, Director de Financiamento Climático da COP 28, para discutir oportunidades de investimento na industrialização verde em Moçambique, no âmbito da transição energética. Foi realçado o potencial hídrico do país e a sua possível contribuição para o processo de industrialização verde.
Samir Suleimanov mencionou que, na COP 28 em Dubai, os Emirados Árabes Unidos anunciaram um compromisso de 4,5 mil milhões de dólares para apoiar projectos de energia limpa em África, com enfoque em países africanos com estratégias de transição claras, regulamentação robusta e planos directores para o desenvolvimento de infra-estruturas de rede, encontrando-se Moçambique na lista de possíveis países que serão escolhidos para se beneficiarem de uma alocação desse pacote de financiamento.
O Ministro participou ainda no lançamento do Plano de Acção Africano sobre Aviso Prévio para Todos, uma iniciativa lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Eng. António Guterres, na COP-27, no Egipto. Durante a sua estadia em Nairobi, Magala testemunhou a assinatura de um acordo de parceria estratégica entre o Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique e a Meteo France Internacional, visando a mobilização conjunta de fundos para a expansão e modernização dos processos meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia, em toda a sua cadeia de valor de aviso prévio.
A assinatura deste acordo foi igualmente testemunhada pela Ministra de Estado Francês para o Desenvolvimento, Francofonia e Cooperação Internacional, Chrysoula Zacharopoulou. Moçambique foi seleccionado como um dos 30 países iniciais a beneficiar-se do financiamento das Nações Unidas para a implementação da iniciativa “Aviso Prévio para Todos”, com uma meta até 2027.
Pelo menos 16 pessoas morreram, esta quarta-feira, num bombardeamento russo a um mercado da cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na plataforma digital Telegram. Entre as vítimas há uma criança. Há ainda registo de pelo menos 28 feridos.
O presidente ucraniano condenou o ataque, que é um dos mais mortíferos dos últimos meses.
“A artilharia dos terroristas russos matou 16 pessoas na cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk”, escreveu Zelensky, referindo um mercado, lojas e uma farmácia atingidos.
O chefe de Estado ucraniano, segundo a imprensa internacional, publicou juntamente com a mensagem um vídeo em que se vê o momento da deflagração e alguns dos seus devastadores efeitos sobre o mercado.
“Um mercado normal. Lojas. Uma farmácia. Pessoas que não fizeram nada de mal. Muitos feridos. Infelizmente, o número de mortos e feridos poderá aumentar”, observou, criticando aqueles que “ainda tentam” contemporizar com a Rússia.
Zelensky acrescentou que “Isso significa fechar os olhos a esta realidade”.
A agência pública de notícias ucraniana, a Ukrinform, citada pelo Observador, indicou que houve pelo menos cinco feridos, e o primeiro-ministro ucraniano, Denys Smyhal, atualizou esse número para pelo menos 20 feridos.
“O inimigo atingiu o mercado central de Kostiantinivka, na região de Donetsk”, indicou a Ukrinform, citando como fonte a Administração Militar daquela província parcialmente ocupada pela Rússia e pela qual passa a linha da frente.
A Rússia lançou a 24 de fevereiro de 2022 uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, de acordo com dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e fez nos últimos 18 meses um elevado número de vítimas não só militares como também civis, impossíveis de contabilizar enquanto o conflito decorrer.
A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta quinta-feira que a organização está “profundamente empenhada em retomar a iniciativa do Mar Negro”, que permitia a exportação de cereais da Ucrânia, mas que são necessárias “garantias mútuas”.
“Ao contrário do que foi dito recentemente, continuamos ativamente empenhados especialmente em aspetos como o acesso da Federação Russa aos mercados financeiros e outros aspetos para facilitar as suas exportações. Estamos a fazer esforços para restaurar um ambiente em que podem ser dadas garantias mútuas para a solução do problema”, afirmou António Guterres, numa conferência de imprensa, em Jacarta, antes da abertura da Cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e das Nações Unidas.
Para Guterres, “as dificuldades que enfrentamos para ter a boa vontade de outros parceiros à volta do mundo, aumentam dramaticamente quando a Federação Russa bombardeia portos e armazéns de cereais, porque isso cria a dúvida se a Rússia está ou não preparada para retomar a iniciativa do Mar Negro. E isso cria alguma resistência noutros países”.
Secretário-geral da ONU defendeu o impaco positivo do acordo de transporte de cereais através do Mar Negro, considerando que a maioria das exportações da Ucrânia foram para países em desenvolvimento e que, globalmente, os preços baixaram.
“A maioria das exportações da Ucrânia foram para países em desenvolvimento, ainda que uma parte importante para países desenvolvidos”, disse, questionado pela sobre as acusações russas relativamente a este acordo.
Dentro de dois anos, estará completa a ligação entre as cidades de Angoche e Nampula. O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou, hoje, em Angoche, a primeira pedra para a asfaltagem de um troço de 98 km e falou dos benefícios económicos daquele corredor.
O lançamento da primeira pedra marcou a concretização do sonho de gerações: ver asfaltada o troço de 98 km entre a cidade de Angoche e a vila de Nametil, este último ponto onde terminou a primeira fase de asfaltagem da Estrada Nacional 104, que liga as cidades de Nampula e Angoche.
Serão dois anos e dois meses de trabalho que começa com a remoção de tudo que está no lugar errado ao longo do traçado da estrada.
Angoche é a terceira cidade mais importante na província de Nampula. Fica na parte costeira, onde sai muito pescado, e o distrito em si é grande produtor de arroz. Há anos que decorrem pesquisas de petróleo ao longo deste distrito, por isso a estrada chega num momento oportuno.
Para Filipe Nyusi, a estrada vai dinamizar o desenvolvimento no que é um dos corredores mais importantes na província de Nampula. E dentro em breve, segundo garantiu, vão iniciar-se as obras do porto de pesca em Angoche.
Sobre a Estrada Nacional Número Um, continuam iniciativas de busca de financiamento a nível internacional.
Filipe Nyusi está na província de Nampula para uma visita de trabalho de dois dias.
O Governo de Moçambique e a União Europeia são os financiadores da estrada entre Angoche e Nampula.
Angola vai tentar assegurar, esta quinta-feira, a partir das 17h de Luanda (18 horas de Maputo), diante de Madagáscar, no Lubango, o bilhete para a CAN 2023, que se realiza na Costa do Marfim entre 13 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 2024.
A selecção angolana dirigida por Pedro Gonçalves depende só dela própria à entrada para a 6ª e última jornada, pois segue no 2º lugar do Grupo E, com 8 pontos, menos um do que o líder Gana, que conta com 9, e que enfrenta a República Centro Africana, terceiro com sete pontos.
Os jogadores mostram-se confiantes na obtenção de um bom resultado diante dos malgaxes e consequente apuramento para a fase final do Campeonato Africano das Nações. Eddie Afonso, lateral do Petro Atlético de Luanda, diz que “estamos imbuídos do sentimento patriótico e tudo faremos para ganhar o jogo e alcançar o apuramento”.
A equipa técnica tem ao seu dispor todos os jogadores convocados, após a integração de Zito Luvumbo, Milson, Depu e Modesto, que terça-feira à noite escalaram a cidade do Lubango, e esta quarta-feira juntaram-se ao treino matinal, no Estádio Tundavala, no último treino para o jogo desta quinta-feira diante de Madagáscar.
Já qualificada, a Nigéria, de José Peseiro, defronta, no domingo, São Tomé e Príncipe, em Uyo, a contar para a 6ª jornada. A Nigéria lidera o Grupo A com 12 pontos, mais dois do que a Guiné-Bissau, também já apurada.
ARTUR ALMEIDA E SILVA ESTÁ CONFIANTE NA VITÓRIA
O presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida e Silva, mostrou-se confiante na vitória dos Palancas Negras no jogo decisivo diante do Madagáscar, esta quinta-feira no Estádio Tundavala, referente à sexta e última jornada do Grupo E, qualificativo para o CAN 2023.
O “número um” da FAF espera que a ansiedade não reine tanto no seio do conjunto às ordens do seleccionador Pedro Gonçalves, pois a missão é única: vencer.
“Há um controlo absoluto da ansiedade, porque temos transmitido aos atletas o máximo de serenidade possível”, frisou Artur Almeida e Silva em declarações à imprensa.
O ambiente encontrado na cidade do Lubango, aliado ao entusiasmo desportivo reinante no seio do grupo, são factores que deixam Artur Almeida bastante confiante na qualificação.
Reforçou que a Federação Angolana de Futebol tem a logística criada para o efeito. Por isso, o dirigente agradeceu, mais uma vez, ao governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, pelo apoio que tem dedicado à Federação Angolana de Futebol (FAF) e em especial à selecção nacional de futebol de Honras.
Enalteceu igualmente o tributo que tem sido manifestado pela população da Huíla. “A imprensa também tem sido simpática e bastante acolhedora com a nossa presença aqui (no Lubango). Por isso, muito obrigado a todos!”, reconheceu.
Angola só depende de si para assegurar um lugar na fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, que terá lugar entre Janeiro e Fevereiro de 2024, na Costa do Marfim.
Chegada dos últimos seis jogadores “estrangeiros” completam leque dos 25 convocados por Chiquinho Conde para “operação Benin” deste sábado, a contar para a última jornada do grupo L de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2023.
Chiquinho Conde já conta, desde esta quarta-feira, com todo esquadrão para o jogo deste sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, diante do Benin, após a chegada e integração dos restantes seis atletas que ainda faltavam juntar-se ao combinado nacional.
Trata-se dos “portugueses” Geny Catamo, Bruno Langa, Ricardo Guimarães e Witi Quembo, do “italiano” Faisal Bangal e do “finlandês” Clésio Baúque, que aterraram em solo pátrio na tarde e noite de terça-feira, e esta quarta-feira já realizaram o treino conjunto com os restantes colegas.
Fica assim completo o leque dos jogadores à disposição de Chiquinho Conde, sem nenhuma outra alteração, depois da chamada de Fazito para o lugar do lesionado Ivan, ainda na semana passada.
Aliás, já com a integração dos seis jogadores em falta, Chiquinho Conde já pode começar a pensar na equipa inicial do jogo do próximo sábado, uma vez que todos estiveram ao seu dispor e com entrega total, mesmo alguns mostrando ainda algum cansaço.
Na sessão desta quarta-feira já era possível ver os prováveis escolhidos para iniciar o embate diante do Benin, com Ernan a ser o homem da baliza, um quarteto defensivo com Mexer Sitoe e Malembane no centro, Mexer Macandza e Bruno Langa nas laterais, Nené e Guima no miolo do terreno, com o jogador da Black Bulls mais recuado e o do Chaves mais a frente, junto com Domingues e Geny Catamo, sendo que a dupla da frente estava, no ensaio, entregue a Ratifo e Jonny Muiomo.
Mas há, ainda, outras opções a serem levadas em conta para esta equipa, nomeadamente as possíveis entradas de Edmilson Dove, Witi Quembo, Clésio Baúque e Faisal Bangal, que tem estado em alta nos respectivos clubes e em boa forma.
Geny Catamo, a joia do Sporting Clube de Portugal, foi dos mais saudados no Complexo Desportivo de Tchumene, tal como Faisal Bangal, que regressa à selecção nacional quase cinco anos depois da última participação, bem como Ricardo Guimarães, também conhecido por Guima, que faz sua estreia na equipa de todos nós.
Recorde-se que Moçambique ocupa, à entrada para a última jornada da fase de grupos de qualificação ao CAN da Costa do Marfim, o segundo lugar, com sete pontos, e a precisar apenas de um empate para chegar à fase final da prova continental, 13 anos depois da sua última participação.
Os Mambas tem mais dois pontos que o Benin, seu adversário deste sábado, que precisa, necessariamente, vencer, se quiser chegar a Costa do Marfim, em Janeiro de 2024, enquanto o Ruanda conta com quatro pontos e quase sem possibilidades de qualificação.
Senegal é líder do Grupo L, com 13 pontos, e já garantiu a qualificação.
Moçambique e Benin já se defrontaram por duas vezes com vantagem para os Mambas, que venceram um jogo em 2022, à tangente, na primeira volta desta fase de qualificação, e um empate a dois golos, na fase final do CAN de Angola, em 2010.
“CHITAS” TAMBÉM COMPLETOS PARA DEFRONTAR OS MAMBAS
A selecção do Benin, que também prepara o embate de sábado, já está completo, a partir desta quarta-feira, depois da chegada do último jogador que era esperado, Matteo Ahlinvi, que actua no Čukarički de Belgrado da Sérvia.
O jogador de 24 anos de idade, nascido na França, foi o último a chegar, na noite da passada terça-feira e juntou-se ao conjunto no treino matinal desta quarta-feira, dia da partida para Maputo, sendo que só esta quinta-feira chega a capital moçambicana.
Assim, todos os 25 jogadores chamados por Gernot Rohr estão disponíveis para o embate deste sábado no Estádio Nacional do Zimpeto, que encerra a fase de grupos de qualificação ao CAN que terá lugar em Janeiro e Fevereiro de 2024 na Costa do Marfim.
Para este embate, todos jogadores estão aptos, a excepção do atacante do Lorient da França, Tosin Aiyégun, que não fará parte da delegação que se desloca a Maputo devido a uma lesão coxa. Por esse mesmo motivo o médico do clube francês não autorizou a viagem de Tosin, que assim desfalca a selecção do Benin.
Para o lugar de Tosin Aiyégun, o seleccionador dos Chitas, Gernot Rohr chamou Ghislain Ahoudo, do Dadjè FC, que já se juntou ao grupo.
Os jogadores dos Chitas estão moralizados e confiantes num bom resultado que afaste os Mambas da fase final do CAN e qualifique o Benin. Rodrigue Kossi partilhou seu otimismo em relação a este jogo, tendo dito que “já sinto que vai correr bem se continuarmos assim”.
Junior Olaitan enfatizou a importância do jogo de sábado, tendo dito que “este é um jogo muito importante para o povo beninense e para nós”, enquanto o treinador Gernot Rohr mostrou-se confiante.
Rohr diz mesmo que “os jogadores estão moralizados, confiantes e bem treinados. Eles estão em apuros fisicamente que inspiram a um bom resultado”.
Moçambique e Benin defrontam-se sábado no Estádio Nacional do Zimpeto, quando forem 15h00, com os Mambas a precisarem de apenas um empate para garantirem a qualificação ao CAN-2023 que terá lugar em Janeiro e Fevereiro do próximo ano, na Costa do Marfim.
A equipa feminina do Costa do Sol perdeu, esta quarta-feira, diante do Double Action Ladies do Botswana, por duas bolas sem resposta, em partida das meias-finais do torneio regional do Cosafa que apura os representantes da região para a Liga dos Campeões africanos.
As “canarinhas” entraram, praticamente, a perder no jogo, graças a um golo apontado por Ontlametse, logo aos sete minutos, a aproveitar o nervosismo que ainda tomava conta das jogadoras moçambicanas.
Com muito tempo ainda por se jogar, a turma moçambicana correu atrás do prejuízo, chegou a encurralar a sua adversária na zona mais recuada, principalmente na segunda parte, onde o Costa do Sol esteve muito melhor e a merecer, inclusive, o empate.
Mas com a equipa a balançar para o ataque à procura do golo que desse o empate, para depois procurar a reviravolta, veio a machadada final para lá dos 90 minutos. Novamente Ontlametse, aos 90+4, deitou balde de água fria nas moçambicanas e fez esfumarem-se as esperanças do alcance de um lugar na final da competição e, consequentemente, um lugar na Liga dos Campeões.
Cai de pé a turma moçambicana, que em quatro jogos disputados venceu dois e perdeu igual número, tendo apontado quatro golos e sofrido o dobro, oito.
Às “canarinhas” resta agora lutar pela consolação, esta sexta-feira, em jogo de atribuição do terceiro lugar da prova que qualifica os finalistas à Liga dos Campeões africanos.
“CANARINHAS” COLOCAM DUAS JOGADORAS NO “ONZE” DA FASE DE GRUPOS
A equipa sénior feminina do Costa do Sol, que disputa a fase de apuramento à Liga dos Campeões Africanos pela região austral de África, nomeadamente no torneio regional do Cosafa, colocou duas jogadoras na equipa base da fase de grupos que terminou na passada segunda-feira.
Trata-se da central Rosa António Manque e da ponta-de-lança Neide Jorge Maconho, respectivamente, que se destacaram do lado da equipa moçambicana nesta prova, juntando-se aos atletas do Mamelodi Sundowns, Green Buffalos e Double Actions Ladies.
As sul-africanas do Mamelodi Sundowns colocam no “onze” base da fase de grupos quatro jogadoras, nomeadamente a guarda-redes Andile Dlamini, as médias ofensivas Chuene Morifi e Lelona Daweti e a ponta-de-lança Andisiwe Mgcoyi, que faz dupla com a moçambicana Neide Maconho.
As twanas do Double Action Ladies contam com três atletas na equipa base da fase de grupos, nomeadamente a média defensiva Obenetsi Rathori e outras duas ofensivas Oteng Bonang e Lesego Radiakanyo.
Tal como a turma feminina do Costa do Sol, as zambianas do Green Buffalos tem duas atletas, ambas defesas, nomeadamente Leshomo Mweemba e Simangele Sikhondze.
Entretanto há que destacar a ausência, nesta equipa base, de uma das melhores marcadoras da prova, a sul-africana Lelona Daweti, do Sundowns, bem como o facto da melhor marcadora das “canarinhas”, Albertina Pondja, com dois golos, também não fazer parte desta equipa base.
Recorde-se que o Costa do Sol terminou a fase de grupos na segunda posição do grupo B do Cosafa que qualifica à Liga dos Campeões femininos, com seis pontos, atrás do Mamelodi Sundowns, que venceu o grupo com nove pontos. As “canarinhas” venceram Young Buffaloes e Olympic de Moroni, tendo perdido apenas com as sul-africanas.
A fase de qualificação à Liga dos Campeões africanos em femininos, ao nível da região austral, decorre desde o passado dia 30 de Agosto, na cidade sul-africana de Durban, devendo terminar esta sexta-feira, 8 de Setembro do ano corrente.
Referir que o vencedor e o finalista vencido desta prova serão os representantes da região da África Austral na terceira edição desta prova, cuja fase final terá lugar de 5 a 19 de Novembro, na Costa do Marfim.
O Mamelodi Sundowns Ladies da África do Sul conquistou a primeira edição da Liga dos Campeões Africanos de femininos, ao vencer na final, disputada em 2021, no Cairo, o Hasaacas Ladies FC do Gana, por 2-0, sendo que Green Buffaloes é o actual detentor do título do Cosafa femininos.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, distinguiu através de Decreto Presidencial, 1190 cidadãos nacionais com a “Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique”.
Segundo uma nota da Presidência da República, que o jornal “O País” teve acesso, a distinção pelo Chefe do Estado das figuras acima referidas surge em reconhecimento da sua participação activa na Luta de Libertação da Pátria Moçambicana, nas frentes da luta armada ou clandestina, do combate diplomático e da informação e propaganda, da batalha pelo triunfo da independência, bem como do esforço abnegado tendente a valorizar as conquistas da independência nacional, da moçambicanidade e do desenvolvimento nacional.
Em despacho presidencial, o Chefe do Estado delegou poderes ao Secretário de Estado da Cidade de Maputo e de todas províncias do país para a imposição ou entrega das insígnias dos Títulos Honoríficos e Condecorações a cidadãos nacionais, no dia 07 de Setembro do ano em curso.