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A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.

O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.

A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.

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O actual ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, venceu a primeira volta das eleições presidenciais de domingo e vai disputar a segunda volta com o economista ultraliberal Javier Milei.

Com 86% das mesas contabilizadas, Massa obteve 36,2%, seguido por Milei, com 30,3%, e pela candidata da coligação de centro-direita Juntos pela Mudança, Patricia Bullrich, a maior derrotada do dia, que somou 23,71%, escreve a imprensa internacional.

Os resultados provisórios foram celebrados em clima de festa, com a presença massiva de militantes, sindicalistas e membros de organizações sociais, na sede do movimento União pela Pátria, que apoia Sergio Massa, de 51 anos.

Isto porque as sondagens tinham previsto que o candidato “antissistema” Javier Milei iria voltar a ser o mais votado na primeira volta das presidenciais, repetindo a vitória conquistada nas primárias de 13 de Agosto.

Exportações de produtos reduziram 8,2% no segundo trimestre para 2012 milhões de dólares, de acordo com dados do Banco de Moçambique. A queda na venda para o exterior de alumínio e energia eléctrica explica a redução das exportações totais.

Os dados constam do relatório trimestral da balança de pagamentos do Banco de Moçambique e revelam que a balança comercial foi deficitária em 236 milhões de dólares, com as exportações a atingirem 2012 milhões de dólares, contra 2248 milhões de dólares de importações.

Em particular, as exportações registaram uma queda de 8,2% no segundo trimestre de 2023, em relação a igual período de 2022, quando se situaram em 2091 milhões de dólares.

A queda das exportações de alumínio e energia eléctrica explica, segundo o Banco de Moçambique, a redução das exportações totais, que foi amortecida pelo aumento da exportação de produtos agrícolas como algodão, tabaco e amêndoa de caju, e da indústria extractiva, com realce para o gás natural e areias pesadas.

As importações registaram também uma queda de 2,6% no segundo trimestre de 2023, depois de se terem situado nos 2309 milhões de dólares em igual período de 2022. Segundo o Banco de Moçambique, as reduções das importações de adubos e fertilizantes, combustíveis, alumínio bruto e energia eléctrica justificam a queda das importações totais.

Os dados mostram ainda que o Investimento Directo Estrangeiro mais do que duplicou no segundo trimestre de 2023, ao fixar-se em 360 milhões de dólares, contra 146 milhões de dólares registados no segundo trimestre de 2022.

“O  financiamento das operações do gás natural influencia o aumento da entrada líquida de recursos de investimento directo estrangeiro”, lê-se no documento do Banco de Moçambique.

O Banco de Moçambique avança inclusive que a queda das exportações dos grandes projectos e o incremento na contratação de serviços no exterior, relacionados com as actividades destes empreendimentos, resultam no aumento das necessidades de financiamento da economia de Moçambique em 294 milhões de dólares, para 521 milhões de dólares. Mas excluindo os grandes projectos, as necessidades de financiamento reduzem em USD 270 milhões, para  1172 milhões de dólares.

Líderes da Junta Militar do Níger dizem ter impedido uma tentativa do Presidente deposto, Mohamed Bazoum, de escapar à sua detenção na quinta-feira.

De acordo com o governo militar, um grupo não identificado de mercenários infiltrou-se em Niamey na madrugada do dia 19 de Outubro e tentou retirar Bazoum, juntamente com a sua família, cozinheiros e guardas.

O Conselho Militar do Níger afirmou ter conhecimento da tentativa de fuga e foi realizada uma operação em Niamey para interceptar e prender todos os envolvidos.

O porta-voz da Junta Militar acrescentou que os principais autores e alguns dos seus cúmplices foram detidos sob supervisão do Ministério Público, que abriu uma investigação sobre o sucedido.

Desde o passado dia 26 de Julho, o Níger tem vindo a sofrer uma crise política, mas também social e económica, como resultado das sanções económicas dos seus vizinhos da África Ocidental, com cortes contínuos de electricidade e aumento dos preços dos alimentos, que exigem que a Junta Militar liberte Bazoum e restaurar a ordem constitucional

Na manhã deste sábado, membros e simpatizantes do partido Frelimo em Vilankulo saíram à rua para celebrar a vitória daquela formação política nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.

A marcha, liderada pelo respectivo cabeça-de-lista, William Tunzine, estendeu-se por algumas artérias da cidade, tendo terminado no Campo Polivalente naquele município.

Dirigindo-se aos presentes, William Tunzine começou por agradecer o voto de confiança depositado no seu partido e no programa de governação que apresentou durante a campanha eleitoral.

Tunzine disse esperar o envolvimento de todos, independentemente das suas crenças políticas, para colocar em acção todos os planos desenhados para desenvolver Vilankulo, porque, segundo disse, Vilankulo é terra de todos.

O cabeça-de-lista da Frelimo reiterou que o seu sonho é ver Vilankulo tornar-se numa cidade de referência internacional, quer para lazer e para investimentos, quer para fazer negócio, e reiterou o compromisso de lutar para que tal sonho se concretize.

Recorde-se que William Tunzine é o actual edil de Vilankulo , tendo sido, de novo, a aposta da Frelimo nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.

O partido Frelimo em Quelimane saiu, este sábado, à rua para marchar a favor da sua vitória anunciada pela Comissão Distrital de Eleições. Nos resultados, a Frelimo conseguiu 50,45%, a Renamo, 43% e o MDM, 3,35%.

No entanto, a Renamo tem vindo igualmente a marchar em Quelimane, por contestação dos resultados. Aliás, a perdiz já avançou com o seu recurso para o Conselho Constitucional.

Voltando à marcha, os camaradas partiram do comité da cidade, passaram pelas artérias da cidade e foram desaguar no campo da Sagrada Família, palco do comício.

O Presidente da Comunidade Mahometana de Moçambique exorta os órgãos eleitorais a serem mais transparentes e credíveis na divulgação dos resultados das eleições autárquicas. Salim Omar apela, também, para a paz nas marchas de contestação dos dados intermédios das autárquicas.

Depois dos bispos católicos, a Comunidade Mahometana falou, também, à imprensa, sobre as eleições autárquicas.

O Presidente do grupo religioso diz que é preciso que os órgãos eleitorais sejam mais credíveis e transparentes.

Sobre a constatação de irregularidades e resultados provisórios, os muculmanos apelam para a paz e calma nas manifestações públicas.

A Comunidade Mahometana de Moçambique está igualmente preocupada com os contornos do conflito entre Israel e Palestina; entende que o fim da guerra depende dos Estados Unidos da América.

O conflito, que se agudizou há 14 dias, já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

Arrancou hoje, na Beira, o julgamento do homem que espancou a esposa e depois a queimou com um ferro de engomar. A vítima, que veio a falecer três meses depois, deixou uma menor que, na altura dos factos, tinha apenas cinco meses de vida.

Em meados de Fevereiro deste ano, uma jovem que, em vida, respondia pelo nome de Fátima Ndacuo, que tinha apenas 23 anos de idade, morreu no Hospital Central da Beira, depois de ter ficado três meses internada em estado de coma, na sequência de agressões físicas supostamente protagonizadas pelo marido.  Além de a espancar com recurso a um pau, recorreu a um ferro de engomar para queimar a vítima, segundo acusação do Ministério Público (MP).

O marido que estava em liberdade foi detido dias depois de a vítima perder a vida  e o MP iniciou os procedimentos para o julgamento do caso. O julgamento iniciou-se esta quinta-feira, na 3ª sessão do Tribunal Judicial da cidade da Beira, e o suposto autor do crime, Marcílio Guta, é   acusado de homicídio agravado.

Perante o Juiz, Iaquine Zingo, Marcílio Guta afirmou que não agrediu a esposa tal como acusa o MP. Ele referiu  que, na noite do dia 4 de Novembro do ano passado, chegou à casa cerca das 23 horas e minutos depois iniciou uma discussão com a esposa, em torno da sua chegada tarde à residência.

Guta explicou que, quando se dirigia à casa de banho,  a esposa seguiu-o e terá agarrado a gola da sua camisa e puxado-o,  estando nas suas costas.

Reagindo a este gesto, Guta indicou que virou bruscamente com os braços levantados e a sua mão direita acertou a face da esposa. Esta terá supostamente escorregado e caído, tendo, durante a queda, batido com a parte traseira da cabeça numa mesa feita de cimento.

O acusado acrescentou que concluiu que era algo espiritual e decidiu fazer uma oração que não resultou. Chamou os vizinhos e estes socorreram a vítima de txopela, cerca de duas horas depois, para o hospital local, onde depois foram transferidos na manhã do dia seguinte, cerca das seis horas para o Hospital Central da Beira, donde nunca mais saiu.

O acusado disse que, durante os três meses que a esposa ficou internada, nunca visitou a mesma, nem falou com ela, porque foi impedido pelos familiares da mesma.

O Juiz da causa mostrou duas fotos da vítima a Guta, tiradas ainda com vida. Na primeira, ela aparece com a face muito inchada e, na segunda, com sinais de queimaduras. O Juiz leu, depois, as declarações da vítima que referem que fora espancada pelo marido com recurso a um pau e este depois o queimou com um ferro de engomar.

Guta disse apenas que a esposa ficou inchada durante o percurso para o hospital e que não a violentou nem queimou.

Chamada uma testemunha, Mário Vitorino,  que foi ajudar a socorrer a esposa para o hospital, este confirmou tudo o que Guta tinha contado, contudo divergem no local onde ele encontrou a vítima. Vitorino afirmou que encontrou Fátima Ndacuo na porta do quarto principal da casa, deitada de cabeça e desmaiada, enquanto Guta disse que a mesma estava na porta que dá acesso à casa de banho.

Depois de ouvir a testemunha, o julgamento foi interrompido, será retomada no próximo dia 7 de Novembro e contará com a presença de técnicos de saúde que assistiram à vítima, para ajudarem a clarificar alguns termos técnicos. Neste período, o tribunal deslocar-se-á até ao local onde ocorreram os factos para melhor produção de provas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse, ontem, que a dívida de Moçambique está em elevado risco de sobre-endividamento, mas será considerada sustentável devido às significativas receitas que virão do gás, mais para o final da década.

“A Análise da Sustentabilidade da Dívida (DSA) mantém-se inalterada face à análise realizada aquando da aprovação do programa [de ajustamento financeiro], em Maio de 2022; a dívida pública externa é avaliada como estando em elevado risco de sobre-endividamento”, disse o economista Thibault Lamaire em entrevista à Lusa, citado pelo Jornal de Negócios, à margem dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorreram esta semana em Marraquexe.

Para este economista do departamento africano e um dos autores do relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsaariana, a situação pode mudar quando os projectos de exploração de gás entrarem em funcionamento, garantindo a Moçambique um elevado volume de receitas fiscais que podem ser usadas para melhorar os parâmetros que são analisados na DSA.

“Em termos prospectivos, a dívida pública é considerada sustentável, uma vez que uma elevada percentagem do endividamento futuro projectado reflecte a participação do Estado nos grandes projectos de gás natural liquefeito, o qual será reforçado directamente a partir das receitas futuras de gás natural liquefeito, que se prevê serem significativas”, acrescentou o economista.

Na semana passada, o director do departamento africano do FMI tinha dito que oito países precisavam de reestruturar a dívida, tendo o FMI depois apontado São Tomé e Príncipe e Moçambique como estando nessa lista, tendo em conta a DSA.

Para este ano, Thibault Lamaire apresentou uma previsão de crescimento na ordem dos 6%, “impulsionado pelas indústrias extractivas, incluindo o Coral-Sul, o primeiro projecto de gás natural liquefeito, cuja produção se iniciou em Outubro de 2022, e apoiado pelas actividades de mineração”.

O FMI prevê ainda “o arranque da produção de dois projectos de gás natural liquefeito onshore, em 2027 e 2029, que terá um impacto positivo no crescimento devido ao impacto da produção nas receitas fiscais e na conta corrente”.

Decorre nas cidades da Beira e Dondo, em Sofala, a segunda ronda do inquérito populacional de saúde, com o objectivo de actualizar informações das características demográficas, saneamento do meio e sobre o estado vacinal da COVID-19 e outras doenças.

A iniciativa tem como principal objectivo melhorar a assistência médica e medicamentosa da população, medindo os níveis de eficácia em termos de imunidade da vacina contra a COVID-19, assim como de outras doenças. Esta é a segunda ronda de inquérito populacional sobre saúde.
Mas quais são as questões a serem colocadas neste inquérito?

“Questões que pretendem trazer os factores de risco associados às infecções das vias respiratórias, doenças diarreicas, doenças crónicas como hipertensão e diabetes. Também iremos fazer inquéritos sobre o uso de métodos preventivos de gravidez. Com estes dados, saberemos caracterizar a comunidade e os dados servirão de base para que as próximas intervenções possam ser orientadas com base nas informações que forem a sair. O maior benefício é sabermos quais são as necessidades, baseadas em evidências saídas das comunidades e, assim, orientar da melhor maneira as futuras intervenções, quer a nível de pesquisa quer a nível de programas implementadas pelo Governo”, detalhou Igor Capitine, coordenador nacional do projecto que consiste em avaliar a eficácia de vacinas, particularmente da COVID-19.

Refira-se que, na primeira ronda do inquérito de saúde, o objectivo era encontrar caminhos para a definição de estratégias que deveriam ser tomadas para a redução de patologias.

O que indicam os resultados preliminares da primeira ronda?

“Indicam que é pertinente que as autoridades governamentais se empenhem profundamente na melhoria do saneamento do meio ambiente e na melhoria do abastecimento de água potável”, indicou João Manuel, delegado do Instituto Nacional de Saúde.
Esta segunda ronda irá envolver mais de 250 mil pessoas, na sua maioria do distrito de Dondo, e alguns bairros da cidade da Beira, e terminará em Março do próximo ano.

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