A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
União Desportiva do Songo-Associação Desportiva de Vilankulo e Associação Black Bulls-Baía de Pemba é o cruzamento das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, segundo ditou o sorteio realizado esta segunda-feira na sede da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
Os dois jogos vão ter lugar na cidade da Beira nos dias 22 e 23 de Novembro. Quatro equipas em busca da glória. O sorteio desfez as dúvidas sobre aquilo que as meias-finais serão.
A União Desportiva do Songo, por sinal a única equipa das quatros que já conquistou a Taça de Moçambique, vai tentar confirmar a sua hegemonia no futebol moçambicano, através da conquista da segunda maior prova futebolística nacional, facto que não acontece nos últimos anos.
A UDS terá pela frente a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV), formação que tem feito um trabalho vistoso na presente temporada, sobretudo nesta prova. Depois de ver a final escapar na edição passada, em que foi eliminado nas meias-finais pelo Ferroviário da Beira. Esta é a segunda meia-final consecutiva do representante da província de Inhambane.
“Estamos preparados para podermos vencer este jogo em função daquilo que são os nossos trabalhos diários e também tendo em conta que estamos nas meias-finais pela segunda vez consecutiva. Por isso, queremos chegar à final e vencer a competição”, disse Jossefa Banze, Director Desportivo da Associação Desportiva de Vilankulo.
À procura de fazer história na competição está a Associação Black Bulls. Os “touros” perseguem a conquista da Taça de Moçambique desde que começaram a fazer parte do convívio dos grandes. Para tal terá de suplantar a Baía de Pemba.
“Nós tivemos recentemente um jogo contra o Baía de Pemba, num apartida extremamente complicada em que por sinal perdemos. Desta vez vamos querer fazer diferente, vencendo naturalmente a meia-final e, por via disso, chegarmos à final. Queremos conquistar a taça, até porque é o único troféu que está em falta na nossa colectividade”, considera Dino Dulá, Director Desportivo da Black bulls.
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A ZAP, patrocinadora da prova, promete continuar a contribuir para o desenvolvimento do futebol moçambicano.
“Além de fomentar a visibilidade da Taça de Moçambique ZAP, estamos empenhados em apoiar a massificação desportiva. Essa meta não se limita apenas às quatro linhas do campo, mas engloba e incentiva a identificação de talentos locais facilitando a realização da competição e ampliando a exposição de jogadores nos nossos canais”, disse a directora do departamento Comercial e Marketing da ZAP, Sheila Magrietti, sublinhando que esta operadora deseja ver os talentos moçambicanos a brilhar e, sobretudo, atravessarem fronteiras em busca de novos desafios fora de portas.
Por sua vez, o vice-presidente para Alta Competição da Federação Moçambicana de Futebol, Amir Gafur, garante que “estamos todos a prepararmo-nos para a grande festa que vai ter o seu epílogo na Beira, que vai ser o encerramento do ano do futebol em termos das equipas seniores, explicou.
A final da prova está marcada para dia 26 de Novembro, também na cidade da Beira.
Por: Orlando Muchongo
A produção literária não serve apenas para o desenvolvimento artístico dos moçambicanos. Quase toda a literatura produzida, ao nível nacional, alberga valores históricos e culturais. Exemplo disso é o texto “A porta”, de Mia Couto, publicado no livro O país do queixa andar (2003). Trata-se de uma crónica que retrata “uma porta que, em Moçambique, se abria para Moçambique”.
Junto da porta havia um porteiro. Neste cenário, vários cidadãos moçambicanos aparecem solicitando passagem, mas a personagem do porteiro, instigada por vozes não identificadas, recusa o pedido de todos, com a excepção do indivíduo de origem estrangeira, que chega “mandando em inglês” e, de seguida, compra a porta, o porteiro e mete a chave no bolso.
Como se pode reparar, o universo narrativo de Mia é repleto de registos temáticos que definem a estética do autor. Por conseguinte, na sua crónica identificamos vários aspectos sobre os quais podemos reflectir. Tomemos como ponto de partida o título do texto: “A porta”.
Num primeiro momento, parece que estamos diante de uma passagem que dá acesso a algum lugar, como ilustra a seguinte passagem: “(…) abria de Moçambique para Moçambique”. No entanto, num olhar mais aprofundado, pode-se perceber que “A porta”, mais do que uma entrada, é uma metonímia que representa um todo: sectores públicos e privados do país, onde encontramos cidadãos moçambicanos empregados, que, por várias razões, dificultam ou, por outra, recusam o acesso aos seus próprios concidadãos. No texto, essa actuação é sustentada por passagens como esta: “– Esse aí é do Sul, estamos cansados destas preferências”.
A análise à crónica “A porta” expõe-nos a actualidade moçambicana, o que nos leva a acreditar que Mia Couto faz parte do universo dos escritores moçambicanos que podemos considerar “Cidadãos deste presente”.
“A porta” é um texto publicado há 20 anos, porém os fenómenos que a crónica retrata repetem-se, até de forma mais intensa, nos dias actuais.
Nota-se na narrativa que Mia Couto é uma espécie de veículo literário, transportando valores por meio de um texto que define um contexto, como se pode verificar em autores como José Craveirinha, no poema “Ninguém”, de Karingana ua Karingana.
Na parte final da crónica de Mia Couto, há um assunto que vale a pena apresentar, a questão de uma mentalidade etnocentrista, tribalista, egoísta, gananciosa e, se quisermos, de carácter impositivo, que no texto é expresso pela personagem do porteiro e das vozes não identificadas.
No texto há vários sujeitos moçambicanos que, de diversas formas, solicitam a passagem pela porta, mas, a raça, a proveniência, a cultura, a língua, entre outros aspectos, impedem-lhes a passagem.
Considerando a riqueza textual de Mia Couto, julgamos oportuno ler “A porta”, para sabermos dialogar com a realidade moçambicana numa intercepção entre o passado e o presente. Só assim poderemos, como povo, olhar além da porta
*Texto escrito como actividade da oficina A escrita e a crítica literária e jornalística, orientada pelo ensaísta e jornalista José dos Remédios, no Centro de Língua Portuguesa, Faculdade de Letras e Ciências Sociais, Universidade Eduardo Mondlane.
Subiu para 220 o número de reféns feitos pelo grupo islamita Hamas. Entre os reféns há um grande número de estrangeiros. O anúncio foi feito pelo exército de Israel.
O porta-voz do exército israelita disse que as autoridades conseguiram, até agora, confirmar o rapto de 222 pessoas, incluindo soldados capturados durante a ofensiva do Hamas, cujas famílias foram notificadas.
Da mesma forma, o número de soldados mortos durante o ataque do grupo aumentou para 308, segundo um comunicado publicado pelas Forças de Defesa de Israel.
Entre os reféns há um número significativo de estrangeiros. O porta-voz garantiu que o exército israelita está a tentar, de todas as formas, libertar os reféns.
O ministro da Defesa israelita afirmou, na noite de domingo, que uma ofensiva terrestre em Gaza poderá durar vários meses, já que visa eliminar o grupo armado.
Os ataques do exército israelita a Gaza após o ataque do Hamas fizeram quase 4.700 mortos e cerca de 14.000 feridos.
Além disso, cerca de 1,4 milhões de palestinos fugiram e estão deslocados, de acordo com o último balanço da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA).
A vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Fernandes Louveira, informou na sexta-feira, que a Autoridade Tributária (AT) vai começar a tributar as operações das Carteira Móveis em Moçambique e fazer rastreio das transacções internas e externas a partir do próximo ano. A medida visa garantir a operacionalidade e incremento da captação de receitas para o Estado.
Segundo escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM), para o efeito, está prevista a realização de ensaios sobre o Controlo e Tributação das Transacções on-line no sector de Turismo, ou seja, tributação do comércio electrónico a partir de Novembro próximo, numa fase piloto.
“Assim, esperamos que a partir de 2024 a AT dê início efectivo a Tributação da Economia Digital, estando previsto já para o próximo mês de Novembro a realização de um piloto da prova de conceito sobre o Controlo e Tributação das Transacções on-line no sector de Turismo”, disse, destacando que a economia moçambicana cresceu cerca de 5% no primeiro semestre deste ano contra 4,2% do mesmo período no ano passado, um incremento de 0,8%.
Carla Fernandes Louveira falava durante a abertura das IV Jornadas Científicas da Autoridade Tributária (AT) que decorreram sob o tema “Sistema Tributário Moçambicano na Era da Economia Digital”.
O reitor da Universidade Católica de Moçambique, padre Filipe Sungo, defende que o país precisa de avançar para a estabilidade pós-eleições autárquicas e convida a academia a encorajar o diálogo para evitar a escalada de violência. Sungo falava na Zambézia, durante a cerimónia de graduação do Instituto de Ensino à Distância.
O apelo do reitor da universidade católica de Moçambique surge numa altura em que os dois principais partidos políticos em Quelimane, nomeadamente, a Frelimo e a Renamo, têm vindo a cantar vitória nas eleições autárquicas de 11 de Outubro. Os números avançados pela Comissão Distrital de Eleições de Quelimane, recorde-se, dão vitória à Frelimo com 50,45 por cento, sendo que à Renamo correspondem 43 por cento e ao MDM, 3,35 por cento. No entanto, os resultados têm vindo a colocar a Renamo em marcha de protesto em Quelimane, por não concordar com resultados divulgados. Aliás, a Renamo já avançou com o seu recurso para o Conselho Constitucional.
Todos estes cenários levam o reitor da Universidade Católica de Moçambique a pronunciar-se na perspectiva de que o país precisa de apontar soluções para a estabilidade do povo moçambicano pós-eleições autárquicas. Padre Filipe Sungo diz que o referido caminho passa pela reposição da verdade, neutralidade e imparcialidade.
“É importante que o povo moçambicano viva com tranquilidade, serenidade e paz. Esses caminhos passam pela reposição da verdade, que implica a neutralidade, imparcialidade, transparência, honestidade na correlação, na recontagem dos votos, e aí chamamos atenção dos que têm esta responsabilidade para que revejam a tabuada, de modo a acertarem nas operações.”
Para Filipe Sungo, a academia deve encorajar o diálogo entre os políticos para a renúncia à violência.
“Os que perderam dizem que ganharam, os que ganharam dizem que não perderam. A questão é: qual será a saída em tudo isso? Uma questão respondida a seguir, “o diálogo que nos leve a caminharmos todos juntos como povo, povo moçambicano unido. Este grande papel é da academia, no sentido de pautar pela verdade, proteger e dar assistência à verdade. Uma verdade que vai libertar o povo moçambicano e garantir harmonia de que precisamos como um povo”, finalizou.
O reitor falava à margem da cerimónia de graduação de licenciados e mestrados do Instituto de Ensino à Distância na Zambézia.
Ataques aéreos do exército israelita provocaram mais de 60 mortos durante a noite na Faixa de Gaza, informou hoje o governo do grupo islamita palestiniano Hamas.
“Mais de 60 mártires caíram nos ataques”, disse o gabinete de imprensa do Hamas, segundo a agência francesa AFP.
Um dos ataques matou 17 pessoas numa casa em Jabaliya, no norte do território, referiu a mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto.
Israel mantém a Faixa de Gaza sob bombardeamentos constantes desde 07 de Outubro, quando comandos do Hamas fizeram uma incursão sem precedentes no país e mataram cerca de 1.400 pessoas, segundo as autoridades de Telavive.
O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, convocou, sexta-feira, eleições para o dia 9 de Dezembro deste ano, para preencher nove lugares no Parlamento, que tinham ficado vagos após a destituição, há duas semanas, de 15 deputados da Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC).
A Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC, na sigla em inglês), principal formação da oposição, está a atravessar uma crise interna, pela sua derrota nas eleições presidenciais e legislativas de Agosto, apesar das acusações de fraude eleitoral.
Esta nova chamada às urnas segue-se à destituição de cerca de 15 dos seus deputados, anunciada pelo chamado secretário-geral interino do partido, Sengezo Tshabangu, embora os afectados tenham recorrido para o Supremo Tribunal para contestar a decisão. De acordo com este grupo de deputados, o CCC não tem secretário-geral interino e, por conseguinte, Tshabangu não tem autoridade para tomar tal decisão.
O líder da CCC, Nelson Chamisa, é da mesma opinião e sublinhou que Tshabangu não tem qualquer legitimidade no seio da formação. Estas novas eleições realizar-se-ão em nove círculos eleitorais, a maior parte dos quais em Bulawayo, a segunda maior cidade do país e um bastião da oposição.
A Comissão de Eleições da Cidade da Matola recorreu da decisão do Tribunal Judicial daquela autarquia, de se fazer a recontagem dos votos naquele município. O MDM rebate as alegações da comissão e avança que vai processar a presidente do órgão eleitoral.
Quando parecia estar tudo encaminhado para a recontagem dos votos em todas as assembleias da Matola, tal como ditou a sentença do Tribunal Judicial, divulgada na última quinta-feira, após
contestação do MDM, eis que surge, 24 horas depois, este recurso da Comissão de Eleições da Cidade da Matola, a exigir a anulação da decisão judiciária.
Para sustentar o seu recurso, a Comissão Eleitoral na Matola, evoca, entre outras questões, que houve incompetência absoluta do tribunal e que os documentos juntos não tinham validade. Disse, ainda, que
falta fundamentação das reais razões que levaram a juíza a decidir pela recontagem dos votos.
“O Tribunal recorrido não prestou atenção na sua competência, quando decidiu dar provimento a uma acção protocolada para o Tribunal Judicial da Cidade da Matola, (conforme se pode retirar do cabeçalho
da peça petitória do recurso do contencioso eleitoral), que só se pode confundir com o Tribunal Judicial da Província de Maputo em razão da sua competência. Ora, a Cidade da Matola é composta por 3 (três)
postos Administrativos, nomeadamente, Matola Sede, Machava e Infulene, sendo que em cada um deles existem Tribunais de Nível de Distrito que cabem os competentes recursos de contencioso eleitoral”.
Ainda no rol dos argumentos para convencer o Conselho Constitucional a anular a decisão de recontagem dos votos em toda a autarquia, a Comissão Distrital de Eleições da Matola alega também que o MDM submeteu um pedido de desistência do processo ao tribunal, cinco horas antes da notificação da decisão do judiciário.
“O MDM, na qualidade de recorrente, submeteu um pedido de desistência ao Tribunal, no dia 19 de Outubro, cinco horas antes da notificação de decisão do tribunal, porém este requerimento não mereceu
nenhum despacho do tribunal”.
Para além de referir que não houve idoneidade na leitura da sentença, justificando que o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo não obedeceu aos requisitos sine qua non para validação da sentença,
nos termos da al. e) do n.3 do artigo 413 CPP, uma vez que na sentença não consta a assinatura da juíza nem carimbo em uso no Tribunal Judicial do Distrito da Matola, atribuindo assim a nulidade da
sentença, a CNE aponta, por outro lado, para a competência em razão da matéria.
“Conforme se pode retirar da sentença, publicitada nas redes sociais antes da notificação das partes e posteriormente notificada à comissão, há uma clara e inequívoca usurpação de competências, visto que
a decisão proferida pelo tribunal, de recontagem de votos é competência exclusiva da Comissão Nacional de Eleições ou do Conselho Constitucional, conforme se retira do estabelecido no n. 1 do
artigo 145 da Lei número 14/2018, de 18 de Dezembro”.
Refira-se que a Comissão Nacional de Eleições reclama igualmente da extemporaneidade da decisão, visto que o recurso deu entrada no tribunal no dia 16 de Outubro de 2023 e a recorrente só foi notificada
do despacho no final do dia 19 de Outubro de 2023, quando já passavam cerca de 72 horas, o que viola o previsto no n. 5 artigo 140 da Lei número 14/2018, de 18 de Dezembro.
Sobre o recurso da Comissão de Eleições da Cidade da Matola, o MDM reagiu, esta sexta-feira, em exclusivo à Stv, tendo rebatido todas as alegações que colocam em causa o seu recurso e reclama que na qualidade de membro da Comissão de Eleições não foi consultado. Questiona, por outro lado, a pretensão da Comissão de Eleições da Cidade da Matola em tentar impedir a recontagem dos votos.
“A presidente da Comissão de Eleições da Cidade da Matola, de forma unilateral, escreveu um documento e submeteu ao Conselho Constitucional, sem reunir com o colegial, do qual faz parte o MDM, a Renamo, a Frelimo e a Sociedade Civil. Nós questionamos o que a Comissão Distrital de Eleições da Matola está a esconder”, questionou Augusto Pelembe, cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique à autarquia da Matola.
Augusto Pelembe diz mais, que é falso o argumento de que sua formação política submeteu um pedido de desistência do recurso. Avança que o MDM vai processar a presidente da Comissão de Eleições da Cidade da Matola, Carolina Matavele Cumbana.
“Vamos fazer uma comunicação ao país, mas também vamos processar a presidente da Comissão de Eleições da Cidade da Matola, porque ela não pode acusar o MDM de ter falsificado a sentença de um
tribunal”, reafirmou Pelembe.
Pelembe reafirmou que o MDM não vai desistir até que a verdade eleitoral seja reposta, ainda que continuem a ser intimidados.
O actual ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, venceu a primeira volta das eleições presidenciais de domingo e vai disputar a segunda volta com o economista ultraliberal Javier Milei.
Com 86% das mesas contabilizadas, Massa obteve 36,2%, seguido por Milei, com 30,3%, e pela candidata da coligação de centro-direita Juntos pela Mudança, Patricia Bullrich, a maior derrotada do dia, que somou 23,71%, escreve a imprensa internacional.
Os resultados provisórios foram celebrados em clima de festa, com a presença massiva de militantes, sindicalistas e membros de organizações sociais, na sede do movimento União pela Pátria, que apoia Sergio Massa, de 51 anos.
Isto porque as sondagens tinham previsto que o candidato “antissistema” Javier Milei iria voltar a ser o mais votado na primeira volta das presidenciais, repetindo a vitória conquistada nas primárias de 13 de Agosto.