A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
A ONU afirmou hoje que aviões israelitas atacaram na quinta-feira às imediações de duas padarias, onde palestinianos estavam em filas à espera de pão, provocando a morte de vinte pessoas em Gaza e outras cinco no campo de An Nussairat.
No dia anterior, uma das seis padarias contratadas pelo Programa Alimentar Mundial da ONU e que forneciam pão a 12 mil pessoas foi danificada e deixou de funcionar, referiu o relatório diário sobre a situação em Gaza publicado pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), citado pela Lusa.
Agora, a grande maioria das padarias não está a funcionar devido à escassez de ingredientes essenciais, especialmente a farinha de trigo, que deverá estar completamente esgotada em menos de uma semana, escreve o Notícias ao minuto.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural retomou a emissão de certificados e licenças fitossanitárias para todos os produtos de origem vegetal.
Em comunicado, a instituição esclarece que suspendeu, temporariamente, a emissão destes documentos para proteger e salvaguardar o interesse nacional e o bom nome de Moçambique no mercado internacional, na sequência de recorrentes notificações por países importadores devido a inobservância dos requisitos nas licenças, existência de certificados falsos e/ou com irregularidades.
A nota do MADER refere ainda que inspecções regulares de sanidade vegetal detectaram 400 certificados fitossanitários falsos e/ou duvidosos para a exportação de gergelim e feijão boer, cujas quantidades estão avaliadas em 27 milhões de dólares norte-americanos.
Carla Massunda Pene foi nomeada pela FIBA-África como Comissária do Grupo “D” da Liga Africana de Basquetebol Feminino, prova a realizar-se de 28 de Outubro a 4 de Novembro, em Kigali, Ruanda.
Esta indicação surge depois de, em Agosto do ano passado, a moçambicana ter sido escolhida pelo órgão reitor da modalidade da bola ao cesto no continente para desempenhar a mesma função nos Campeonatos Africanos de basquetebol sub-18 em masculinos e femininos, provas que decorreram em Antananarivo, Madagáscar.
Para além de Carla Massunda Pene, a FIBA-África indigitou Pierre Gashema (Ruanda) como Comissário Técnico do certame e ainda cinco árbitros neutros e outros nove acompanhantes.
O Grupo “D” da fase de apuramento para a “Africa Women Basketball League” contará com a participação de dez equipas, nomeadamente APR e Regi BBC (Ruanda), Vijana Queens e J.K.T Star (Tanzania), U.C.U Lady e J.K.L Lady (Uganda), Nilles Legends (Sudão do Sul), KPA e Equity (Quénia), Gladiators (Burundi). Os dois primeiros classificados seguem para a fase final agendada para Dezembro, no Cairo, Egipto.
O secretário-geral da ONU defendeu ontem no Cairo um acesso rápido e sem obstáculos para a ajuda humanitária a Gaza, apelando também a um cessar-fogo humanitário imediato.
“Temos necessidade imediata de alimentos, de água, de combustível, de medicamentos, são muito necessários e de uma forma duradoura”, referiu António Guterres, na capital egípcia, escreve a Angop.
“É necessária não uma pequena operação, mas um esforço prolongado. Os trabalhadores humanitários devem conseguir fazer entrar a ajuda e distribui-la com toda a segurança” na Faixa de Gaza, acrescentou o representante, durante uma conferência de imprensa na capital egípcia.
Guterres manteve uma reunião com o chefe da diplomacia egípcia, Sameh Shukri, na qual foram abordados aspectos da coordenação para permitir a entrada urgente de ajuda humanitária na Faixa de Gaza que deverá iniciar-se na sexta-feira de acordo com a imprensa egípcia.
Uma das atracções da quinta edição da Mozgrow é a exposição, que está a criar espaço para parcerias. Há de tudo na quinta edição da feira, a maior montra do agro-negócio em Moçambique.
Várias empresas expõem produtos, serviços e soluções tecnológicas na área do agro-negócio. Pela primeira vez, a Caetano Equipamentos, uma empresa de venda de equipamentos agrícolas, participa na feira e traz novidades ao público. E os benefícios não tardaram a chegar para a firma.
Da exposição de KaTembe, a empresa Aeromap faz a demonstração de drones, usados para a irrigação e pulverização de culturas agrícolas.
Trata-se de uma inovação capaz de ajudar os agricultores a melhorarem os níveis de produção e produtividade.
Todos os anos, a Afritool junta-se à Mozgrow. Desta vez, não foi diferente. Na feira de agro-negócios, a Honda está a expor soluções para a agricultura mecanizada.
Presente em Moçambique há 26 anos, a Barloworld traz inovações na área de construção civil, sobretudo para limpeza de valas e valetas.
Na exposição, há uma alternativa tida como fiável para a instalação de sistemas de abastecimento de água que é trazida pela SVD.
Tudo isto e muito mais está exposto nesta feira de agro-negócio que continua até esta sexta-feira.
O país registou, no ano passado, cerca de 26 mil novos casos de cancro. O sector da saúde fala da necessidade de reforçar a capacidade de diagnóstico e de tratamento para reduzir as mortes.
O cancro é um problema de saúde pública e está entre as três doenças mais mortíferas no país.
Entre os mais comuns, o cancro da mama é o mais frequente, em mulheres em idade reprodutiva, depois do cancro do colo do útero.
“Eu tive o diagnóstico de cancro de mama em 2017. De lá para, fiz a quimioterapia, fiz a remoção total da mama esquerda e passei por vários processos e, hoje, estou bem”, contou uma sobrevivente de cancro, que, na ocasião, apelou para a necessidade do autoteste e diagnóstico precoce.
No país, há apenas 1750 unidades sanitárias com capacidade de rastreio do cancro da mama, o que dificulta o tratamento da doença.
“Há necessidade de melhorar os cuidados de saúde, investir em recursos materiais, capacidade humana, infra-estruturas e tecnologias”, disse Ilesh Jani, vice-ministro da Saúde.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2040, poderão ocorrer 52 mil casos de cancro no país.
Os intervenientes falavam esta quinta-feira, na cerimónia alusiva ao Outubro Rosa, mês dedicado à sensibilização sobre o rastreio e tratamento do cancro da mama.
Na província de Tete, um indíviduo está detido indiciado de se fazer passar por agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
O indiciado ficou detido quando, junto a um outro integrante, foragido das autoridades, estava a ser perseguido pela Polícia e acabou por ser baleado na mão esquerda.
De acordo com o SERNIC, os indiciados interceptavam as vítimas na via pública e faziam-se passar por agentes do SERNIC, para cobrar dinheiro com recurso a uma arma do tipo pistola.
O indiciado nega a sua participação no crime e alega que a arma apreendida é do seu companheiro.
O SERNIC diz estar a fazer diligências que visam neutralizar o outro suposto agente do SERNIC, envolvido no crime e refere que já há pistas da sua localização.
A Comissão Nacional de Eleições não pode ter medo de rever os resultados da votação. A posição é da Conferência Episcopal de Moçambique, que, no seu entender, o partido proclamado vencedor deve perceber que a contestação faz parte do jogo democrático.
Mais um observador das últimas eleições autárquicas faz uma análise crítica do processo. Trata-se da Conferência Episcopal de Moçambique, que entende haver episódios que mancharam o escrutínio. São tais irregularidades que ampliam a tensão social, dizem os bispos.
Por isso, os bispos católicos sugerem que a CNE reveja os resultados.
Diante desta conjuntura, os padres apelam à Frelimo para encarar a contestação da oposição como parte da democracia.
Os líderes católicos em Moçambique acrescentam, ainda, que o desenvolvimento do país deve estar acima dos interesses partidários.
Por fim, a Conferência Episcopal de Moçambique insta os partidos políticos que estão a contestar os resultados a fazerem-no sem violência.
Mais de 500 mil pessoas com idade superior a um ano serão vacinadas contra a cólera na cidade de Nampula, como forma de conter a propagação da doença que desde Abril deste ano está activa no distrito de Nampula.
De acordo com Geraldino Avalinho, chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde em Nampula, são seis bairros da cidade de Nampula (Murrapaniua, Natikiri, Muatala, Mutauanha, Carrupeia e Muahivire) que reportaram frequentemente casos de cólera. Por isso mesmo, será nesses pontos onde será administrada a dose única de vacina contra a cólera no período de 24 a 28 de Outubro corrente.
“De um total de seis óbitos que a província registou durante o surto de cólera, só o distrito de Nampula teve três óbitos, sendo de maior peso”, disse a fonte e referiu que, dos cinco distritos que registaram surtos de cólera desde Abril do ano passado, o distrito de Nampula é o único que continua com casos activos. Do cumulativo de 4200 casos da província, o distrito de Nampula contribuiu com 1670 casos, sendo que, de ontem para hoje, o Centro de Tratamento da Cólera localizado na periferia da cidade de Nampula tinha 13 pacientes internados.