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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, empossou, esta quarta-feira, o novo secretário de Estado para a província de Manica e disse quer que trabalhe num ambiemte de cordialidade e resolva o problema das populações.

Fernando de Sousa tomou posse como novo Secretário de Estado para a Província de Manica, esta manhã, na Presidência da República. O empossado, até às últimas 24 horas, era Vice-Ministro da Terra e Ambiente. É professor de carreira, já foi administrador distrital e Nyusi exige do novo representante do Estado em Manica um desempenho exemplar.

Já o empossado, que logo depois da cerimónia viajou para Manica, disse que, primeiro, terá que conhecer a província para depois definir a prioridades da sua acção.

Recorde-se que, ontem, o Chefe de Estado exonerou Dick Katchosse, que ficou menos de um ano cargo.

Stv Notícias transmite, hoje, às 15h00, o duelo União Desportiva do Songo vs Associação Desportiva de Vilankulo, inserido nas meias-finais da Taça de Moçambique ZAP.

Na ressaca dos efusivos festejos pela conquista do Moçambola por parte do Ferroviário da Beira, e debaixo de 33 graus previstos para hoje, o Caldeirão do Chiveve acolhe, hoje, no seu bojo, a primeira meia-final da Taça de Moçambique ZAP. Palco montado, holofotes virados para a baixa da capital de Sofala, lá, de resto, onde se vai definir quem é, recorrendo a uma expressão local, “wawa” (forte). Perdido o Campeonato Nacional, em época de grande investimento na contratação de jogadores, há mesmo que estar tacticamente irrepreensível nas quatro linhas para jogar a última cartada da época. E, no baralho das cartas, a União Desportiva de Songo não terá o “joker” John para comandar a banda, mas há o “ás” de trunfo que é Domingues para maravilhar. Arrancada a manutenção no Moçambola a ferro e fogo, a Associação Desportiva de Vilankulo aponta para aquilo que Taça nos reserva: surpresas. Mas, primeiro, terá que fintar o cansaço de uma equipa que somente chegou ontem à noite ao palco das meias-finais e final da Taça de Moçambique ZAP. Isso mesmo, e, para piorar, numa viatura alternativa e sem comodidade para os jogadores e atletas. Seja como for, Antero Cambaco tem um colectivo que com vontade tremenda de fazer história. Mais: fazer desta partida um exercício somatório de oportunidades e soluções para golo.

Nos manuais do futebol moçambicano, pois claro, há lá registos de duelos entre as duas equipas. Vamos lá recorrer, num exercício que nunca será penoso, a estes números.

A 22 de Abril de 2023, em desafio inserido na segunda jornada do Campeonato Nacional de Futebol, a Associação Desportiva de Vilankulo venceu a União Desportiva do Songo, por 1-0.

Na segunda volta, já no Songo, os campeões nacionais não tiveram meias-medidas, goleando o seu adversário por quatro bolas a uma.
Nota de realce, de resto, para o facto.

dos dois conjuntos terem travado argumentos na segunda jornada do Moçambola 2022, tendo a União Desportiva do Songo goleado o seu adversário por 4-0.

No Alto Makhasa, a 2 de Outubro de 2022, houve registo de um nulo em desafio da segunda volta do Moçambola.

Para chegar às “meias”, a formação comandada pelo sérvio Srdjan Zivojnov afastou o Mini Mundo FC de Manica com uma goleada por quatro a zero.

Abedy (58′ e 70′), Reginaldo (62′) e Dário Melo (65′) construíram um resultado que podia ser mais volumoso para os “hidroeléctricos”.

 

A PRIMEIRA VEZ FOI EM 2016 SOB AS ORDENS DE SEMEDO!

Em Dezembro de 2019, precisamente no dia 11, a União Desportiva do Songo, então orientada por Nacir Armando, conquistou a Taça de Moçambique ao vencer, na final, o Ferroviário de Maputo por 2-0 numa final disputada no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os golos dos “hidroeléctricos” foram apontados por Amadu (37 ‘) e Telinho (41’), num dia em que Uche até se deu ao luxo de falhar uma grande penalidade.

Factual : a União Desportiva do Songo conquistava, pelo quarto ano consecutivo, uma competição no panorama do futebol moçambicano depois dos títulos de campeão nacional em 2017 e 2018 bem como a Taça de Moçambique em 2016.

A 5 de Novembro de 2016, naquela que foi a primeira conquista dos “hidroeléctricos” na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano, a UD Songo derrotou o Maxaquene por 3-1.

Na altura, a UD Songo, orientada por Artur José Semedo, construiu a sua vitória nos primeiros 25 minutos, período em que marcou três golos.

Bernardo, aos 12′, marcou na sua própria baliza, e, depois, Miquissone (14′) e Kambala (22′) marcaram os golos da União Desportiva do Songo.

O máximo que os “tricolores” conseguiram fazer foi reduzir a desvantagem (3-1) à passagem do minuto 69.

O Governo aprovou, hoje, em sessão de Conselho de Ministros, o Plano de Contingência 2023/2024, que estabelece o regime jurídico de redução de desastres para responder aos impactos das chuvas e assegurar a assistência humanitária a eventuais vítimas e a recuperação rápida, eficaz e eficiente a todos níveis.

O plano, aprovado hoje, considera a possibilidade de ocorrência de factores combinados, como cheias, ciclones e sismos, que poderão afectar 2 534 214 (dois milhões, quinhentas e trinta e quatro e duzentas e catorze pessoas).

Sabe-se que o Governo necessita de cerca de 14,3 mil milhões de Meticais para fazer face ao Plano de Contigência para o período 2023/2024. Neste momento, o Executivo dispõe de cerca 4,3 mil milhões de Meticais.

Reunido, no princípio deste mês, a Comissão Técnico-Científica sobre Mudanças Climáticas de Moçambique (CTCMC) espera acções antecipadas das instituições do Governo, não-governamentais, e das comunidades para travar o impacto das alterações climáticas que podem ocorrer durante a época chuvosa que iniciou em Outubro último.

O facto foi avançado pelo porta-voz da CTCMC, Genito Maúre, que espera ainda uma melhor preparação do subsistema moçambicano de redução do risco de desastres e de adaptação.

“Estamos a falar da água, da agricultura, da saúde, principalmente para aquelas doenças de veiculação hídrica, que, muitas vezes, são associadas ao facto de termos entupidas as nossas valas de drenagem”, disse.

Previsões da época chuvosa 2023-2024, já em curso, apontam para a ocorrência de chuvas abaixo do normal, na zona Sul, e parte Sul da zona Centro do país, e chuvas normais com tendência para acima do normal na zona Norte, e a Norte da zona Centro do país, bem como o risco de cheias nas principais bacias hidrográficas.

A previsão aponta também o fenómeno El-Nino, que é acompanhado de seca e estiagem, sobretudo para a zona Sul.

 

GOVERNO APROVA PROPOSTA DE REVISÃO DA LEI DA PROBIDADE PÚBLICA

Ademais, o Governo aprovou ontem a proposta de revisão da Lei da Probidade Pública a ser submetida à Assembleia da República para a devida revisão.

“A revisão visa, nomeadamente, tornar a Lei da Probidade Pública mais clara e coerente, eliminando as incongruências e ambiguidades, através da adopção de terminologias uniformes, clarificando as entidades a quem se aplicam às diversas exigências e acomodar a declaração eletrônica de património”, disse a vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, porta-voz do Governo na sessão de ontem.

Ainda este ano, a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, defendeu, na Assembleia da República, a necessidade da revisão da Lei da Probidade Pública pelo facto de algumas das suas disposições mostram-se ambíguas e incongruentes, ʺpodendo concorrer para o incumprimento da lei e, consequentemente, para a aplicação de penasˮ.

“A Lei da Probidade Pública é um dos instrumentos fundamentais de e para a prevenção e combate à corrupção, cuja implementação, no que respeita ao sistema de declaração de bens, tem merecido a nossa maior atenção”, disse a PGR, sustentando que a Lei visa, entre outros aspectos, ʺpromover maior transparência governativa e uma cultura de integridade no exercício de funções públicasˮ.

A Lei da Probidade Pública entrou em vigor em Moçambique há mais de uma década, visando assegurar moralidade, transparência, imparcialidade e respeito na gestão do património do Estado por parte dos servidores públicos.

Venâncio Mondlane denuncia o envio de actas e editais falsos ao Conselho Constitucional pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Nesses termos, o cabeça-de-lista da Renamo em Maputo diz que não aceitará os resultados.

Debaixo de calor intenso, centenas de membros e simpatizantes da Renamo voltaram às ruas, em Maputo, para negar os resultados das eleições autárquicas.

O cabeça-de-lista do partido apresentou os números que, no seu entender, demonstram a falsidade dos documentos enviados para o Conselho Constitucional (CC) pela CNE.

“Vejam o que eles querem enviar para o Conselho Constitucional. O Conselho Constitucional não pediu actas e editais originais? A própria CNE quer enviar só 17 editais verdadeiros e quer enviar 54 editais falsos. Todos os documentos em cópia enviados pela CNE para o Conselho Constitucional são falsos. Por isso, se se chegar à conclusão de não dar a vitória à Renamo, usando editais falsos e actas falsas, vamos aceitar esse resultado?” A resposta veio da multidão, que disse, em uníssono, “não”.

Depois de percorrer algumas ruas e avenidas, com passagem pelo Mercado de Xipamanine, onde interagiu com o público, Venâncio Mondlane explicou que o seu partido não reclama vitória à toa e sustentou a sua afirmação.

“Quantos eleitores fantasmas eles aumentaram? Trinta e três mil eleitores que não existem, e roubaram sessenta e cinco mil novecentos e quatro votos da Renamo. Eles levaram e foram dar à Frelimo. Ainda levaram os eleitores fantasmas, trinta e três mil também, foram dar à Frelimo; retiram sete mil votos que eram da Renamo também foram dar à Frelimo. Estão a ver isto? São mais ou menos noventa e oito mil votos que foram atribuir à Frelimo ilegalmente. Isto está provado. Não é a Renamo que diz, sete organizações da sociedade civil comprovam. Estão a perceber porque nós dizemos que ganhámos? Ganhámos ou não ganhámos… ganhámos ou não ganhámos?”

Esta terça-feira, a passeata da Renamo na capital do país seguiu por vários bairros e terminou na sede do partido, de onde partiu.

A multinacional Rio Tinto deverá pagar uma multa de 28 milhões de dólares a um tribunal norte-americano, por acusações de fraude na sequência de ter escondido o valor da mina de carvão que explorava em Moçambique.

Em 2011, a multinacional anglo-australiana, Rio Tinto, comprou activos para a exploração de minas de carvão em Moçambique, concretamente na província de Tete.

A empresa de capitais britânicos adquiriu os activos de carvão mineral a um preço de 3,7 mil milhões de dólares e, em 2014, vendeu a mina ao grupo indiano Coal Ventures Private Limited por 50 milhões de dólares, um valor muito abaixo do da compra.

Este facto chamou a atenção da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), que apresentou uma queixa contra a multinacional, junto do Tribunal Federal de Manhattan em Nova York, acusando a Rio Tinto de fraude.

No centro desse processo movido em 2017 estão o antigo presidente-executivo da empresa, Tom Albanese, e o então director-financeiro, Guy Elliott, que, de acordo com a SEC, não seguiram as normas de contabilidade e as políticas da empresa para avaliar e registar com precisão os seus activos.

“Em causa está a acusação de que Albanese e o seu director-financeiro tentaram esconder os prejuízos da operação em Moçambique, não informando os investidores sobre as perdas que a empresa suportou na década passada, que acabaram por determinar a venda por um valor muito abaixo do que diziam valer”, lê-se na acusação.

Ademais, “quando o projecto começou a ter sucessivos problemas, resultando no rápido declínio do valor dos activos, procuraram ocultar ou atrasar a divulgação da natureza e extensão dos desenvolvimentos adversos ao Conselho de Administração da Rio Tinto, ao Comité de Auditoria, aos auditores independentes e aos investidores”.

O antigo presidente-executivo da empresa, Thomas Albanese, concordou, também, em pagar 50 mil dólares de multa para terminar o processo, não tendo nem a Rio Tinto, nem o empresário admitido qualquer irregularidade.

A Rio Tinto compromete-se, ainda, a não inutilizar os registos e manter o cumprimento das leis norte-americanas sobre o mercado de acções, bem como contratar um consultor independente que garanta que os prejuízos com a operação em Moçambique são devidamente contabilizados.

A Renamo contesta a realização de um encontro entre a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, e diplomatas acreditados em Moçambique, onde se deverá dar informações sobre as eleições autárquicas de 11 de Outubro. O partido entende que pode haver conflito de interesses. Entretanto, o Ministério não confirma a realização do encontro.

A Renamo convocou a imprensa para se pronunciar sobre um suposto encontro marcado para esta quarta-feira entre a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo e as missões diplomáticas de vários países.

Segundo a “perdiz”, trata-se de um encontro inoportuno e antiético, a olhar para a agenda prevista que é a partilha de informações sobre as sextas eleições autárquicas realizadas a 11 de Outubro último.

“Este encontro pode representar um autêntico conflito de interesses, tendo em conta que a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação é membro da Comissão Política e mandatária nacional do partido Frelimo, que manipulou as eleições autárquicas, afirmando recentemente e em viva voz que o partido trabalhou muito para ganhar as mesmas. Por conseguinte, torna-se pertinente questionar em que qualidade ela convida os chefes das missões diplomáticas e representantes das organizações internacionais, sabendo que a Frelimo da qual ela faz parte é um concorrente que tudo faz para manipular a verdade eleitoral e a opinião pública”, disse Manuel Massungue, chefe do Departamento Nacional de Relações Exteriores.

Por assumir as pastas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, sendo também mandatária e membro do partido Frelimo, a Renamo entende que Macamo pode não dar um diagnóstico real sobre as eleições autárquicas de 11 de Outubro, cujos resultados são contestados pela oposição.

“É nossa expectativa e dos moçambicanos ouvir da senhora ministra o diagnóstico real do clima político instalado no país depois da megafraude protagonizada pelo seu partido e que soluções para restabelecer a paz e a harmonia nacional.”

O partido de Ossufo Momade disse ainda que o encontro é uma tentativa de intimidação aos diplomatas e organizações internacionais, para que não se pronunciem sobre as irregularidades havidas durante o processo eleitoral. Por isso, Manuel Massungue apelou ao corpo diplomático e aos representantes das organizações internacionais para que “não se associem a qualquer tentativa de desvirtuar a verdade eleitoral expressa pelo povo moçambicano nas urnas, pois, como dizia o falecido presidente Afonso Dhlakama, não pode haver uma democracia europeia e outra africana”.

A nossa equipa de reportagem contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação para se pronunciar sobre o assunto. A instituição não nega nem confirma o encontro entre a ministra e as missões diplomáticas.

Por: Elcídio Bila

O crescimento da televisão é notório em todos os quadrantes do mundo. Se em 1926, o escocês John Logie Baird apresentou a televisão mecânica aos cientistas da Academia Britânica, em Londres, hoje, após de várias experiências, temos a televisão digital, por satélite ou a cabo, oferecendo maior qualidade na transmissão de conteúdos.

Em Moçambique, o processo de transição digital começou em 2021, com o apagão dos emissores analógicos, permitindo a acomodação do país no padrão europeu de televisão, uma decisão conjunta do bloco dos países da SADC, na área das Telecomunicações.

Trata-se de um processo de migração que viveu vários cenários, tendo acompanhado uma evolução substancial entre 2015 e 2017, com a adopção de muitas inovações, incluindo a abordagem de negócios e o início da digitalização em algumas emissoras ao longo das principais cidades do país, gerando a expansão do sinal de televisão e atraindo cada vez mais pessoas.

A nível público, a liderança deste processo foi confiada à TMT, mas provedores privados como DStv, GOtv, Zap, Startimes e TV Cabo são outras propostas de acesso à televisão digital nos tempos actuais.

Se a TMT responde uma solicitação política, em 2015, como uma alternativa à TVM na transmissão dos conteúdos no processo de transição para o digital, outros provedores já estavam enraizados no país. Por exemplo, a DStv chega a Moçambique em 1992 e, em 1995 já tinha lançado a TV por satélite, à qual a TVM começou a aderir em 2001.

A TV Cabo chega em 2006, como pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano. A Zap, em 2011, alarga a distribuição de televisão por satélite em língua portuguesa em Moçambique. É no mesmo ano que começa a actuar a Startimes. E a GOtv, em 2014, entra no mercado moçambicano em cumprimento do objectivo do Grupo MultiChoice em tornar a televisão digital terrestre acessível, oferecendo televisão a preços acessíveis a todos os níveis da comunidade.

As distribuidoras de televisão por satélite, compõem, hoje, as preferências dos moçambicanos, mostrando o quão a indústria televisiva está robusta, numa viagem que inicia em 1981, quando a televisão em Moçambique ainda era experimental.

Ao mesmo tempo que há esta diversidade de serviços, a preocupação em colocar melhores conteúdos, sobretudo programas nacionais, tem aumentado gradualmente. Se na era analógica, canais como TVM, Miramar e Stv eram o eco de produções internacionais, sobretudo brasileiras, como séries, telenovelas e filmes, agora, na digitalização, há mais propostas nacionais, principalmente com o surgimento de novos canais.

Já é possível, nos dias actuais, grudar-se à tela para assistir as nossas histórias, ver as nossas pessoas – gente com quem cruzamos na rua – e reconhecer os edifícios e estradas que usamos no dia a dia, para além de nos solidarizarmos com os dramas, fantasias e utopias descritas nas séries, telenovelas, filmes e reality shows por serem a mais fiel descrição da nossa realidade.

Por exemplo, neste mês (21) de celebração da televisão em todo o mundo, o Maningue Magic – um canal recente que se esmera em trazer conteúdo local – divulgou a sua próxima produção, fruto de uma audição pública para captar conteúdos criativos e impactantes. A série seleccionada, nesta experimental abordagem de recrutamento de conteúdo, foi “Ex-Amicíssimas”, de Lorna Zita (produtora: AfroCinemakers).

Ainda no Maningue Magic temos a “Maida”, uma telenovela que já se apresenta a si própria, por romper os paradigmas de uma produção televisiva sem fragmentos, tal como nos habituaram os brasileiros desde os tempos de propostas como “Saçaricando” ou “O Bem-Amado”.
Aliás, tal como o Maningue Magic, canais novos como Mega TV, com reality shows e Tua TV, de Fred Jossias, com programas de entretenimento, são o exemplo de como o conteúdo local é a grande aposta nos dias de hoje. Mesmo os canais tradicionais, como TVM, Stv, Miramar e, agora, TV Sucesso têm preferido uma grelha transversal, apostando cada vez mais em conteúdos moçambicanos.

Esta aposta por produtos dos criativos locais tem elevado o sector da produção audiovisual no país, permitindo que criadores possam garantir sustentabilidade das suas obras, o que antes era quase que impensável.

Portanto, celebrar a televisão, nos dias de hoje é, acima de tudo, a celebração das histórias locais. Neste 21 de Novembro, não só os técnicos e os operadores de televisão merecem sorrir, mas os actores das indústrias culturais e criativas, no seu todo, já têm motivo de se juntar à festa, pois a televisão deixou de ser um espaço dos outros, mas, pouco a pouco, vai revelando e contando com o talento moçambicano.

O cantor angolano, Matias Damásio, vai actuar, sexta-feira e sábado, em Maputo e Matola. Segundo uma nota de imprensa, o primeiro concerto será em forma de Jantar de Gala, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano e o segundo será no recinto do Conselho Municipal da Matola.

Na Cidade de Maputo, o cantor irá contar com as bandas Gran’Mah e Banda Kakana. Já o concerto da Matola vai obedecer dois palcos, um dedicado a artistas emergentes, como Michael Sululo e Flávio Lisboa, e outro que vai acolher as actuações de artistas como Mavundja, Tamyres Moiane e Cleyton David, DJ Ardiles, Mr. Kuka e Júlia Duarte.

“Estes eventos, um mais reservado e outro aberto a um público mais alargado, pretendem, acima de tudo, celebrar o amor, através das músicas de um dos artistas estrangeiros mais acarinhados pelo povo moçambicano”, lê-se na nota de imprensa.

Matias Domingos Damásio nasceu em Benguela, Angola, a 9 de Maio de 1982. Parte mais tarde para Luanda, onde aprendeu a tocar guitarra nas ruas. Participou em vários concursos de talentos. Em 2003, vence a “Gala Sexta Feira”, o Festival da Canção de Luanda e o Concurso Variante.

A produção dos eventos é levada a cabo pela Evolution, um grupo moçambicano que, para além da produção e gestão de grandes eventos, também produz concertos e festivais.

 

Às 10 horas de do próximo dia 2 de Dezembro, na Livraria Sequoia, na Cidade de Maputo, o escritor peruano Rafo Diaz, residente no país há vários anos, vai lançar a sua mais recente obra literária. Intitulada “O menino serpente”, a história do enredo é inspirada em factos reais.

“O menino serpente” tem como protagonista Bento, personagem que nasce com um problema de saúde que o impede de andar. Bento foi crescendo a rastejar como uma cobra. Daí lhe veio a alcunha de “menino serpente”

Depois de muitos anos de ausência, Bento regressa à sua aldeia e, enquanto na casa de infância espera pelos vizinhos, familiares e amigos, recorda a sua história e reflecte sobre o quotidiano das pessoas que sofrem de deficiência no confronto com a sociedade onde vivem.

O livro de Rafo Diaz é uma história que, apesar de difícil, se revela plena de esperança, podendo ser uma fonte de inspiração para quem nasceu marcado pela “diferença”.

A cerimónia de lançamento de “O menino serpente”, de Rafo Diaz, é organizada em coordenação com a Fundação para Apoio de Crianças com Deficiência e a Livraria Sequoia.

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