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A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.

O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.

A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.

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Às 18 horas desta quarta-feira, na Livraria Fundza, na cidade da Beira, Daniel da Costa vai lançar o seu mais recente livro de contos. Intitulado Kushoto-Kulia, será apresentado pelo jornalista Belmiro Adamugy.

Editado pela Fundza, Kushoto-Kulia é um livro constituído por 14 histórias, que denunciam a viagem do autor a um tempo que permite compreender as peripécias sociais de um país em constante mudança. Entre os contos do livro, constam “Contas de família”, “O brinquedo dos generais”, “A cama perfeita”, “A fúria do dragão”, “Os fuzileiros” e “O petisco”.

Na nota de abertura do livro, Daniel da Costa afirma: “Propus-me prestar um pequeno tributo a essa época marcadamente castrense, através da presente colectânea de histórias, indo buscar, simbolicamente, à língua swahili a expressão usada no título, as palavras da dedicatória e a numeração dos conteúdos do livro”.

Ao olhar para o passado do seu país, Daniel da Costa cria, em Kushoto-Kulia, equilíbrios harmónicos entre a ficção e a crónica. No primeiro caso, pesa o efeito estético e imprevisível das histórias. No segundo, a verosimilhança e o diálogo com a realidade que considera castrense.

Daniel da Costa nasceu em Tete, em 1964, e ingressou no jornalismo em 1987. Trabalhou na então Televisão Experimental de Moçambique como repórter, e na Rádio Moçambique como produtor de programas. Exerceu a crítica de teatro e literatura. Tem colaboração dispersa pelos principais semanários de Moçambique. Foi coordenador da Gazeta de Artes e Letras, suplemento literário da prestigiada revista Tempo. Foi membro de vários júris, incluindo o dos Prémios Gazeta, da revista Tempo, e o Prémio Nacional de Literatura, instituído pela Associação dos Escritores Moçambicanos. É autor dos seguintes títulos de ficção narrativa, editados pela Ndjira: Xingondo (2003), A ciência de Deus e o sexo das borboletas (2007) e A flauta do Oriente (2008).

A artista moçambicana, Fauziya Fliege, expõe “Em homenagem a minha avó”, mostra de artes plásticas patente na Galeria Nacional, na cidade de São José, na Costa Rica. Trata-se de uma exposição que se encerra este domingo, depois de um mês aberta ao público, entre terça-feira e domingo.

Com a mostra, Fauziya Fliege partilha a história de uma mulher excepcional, cuja história é comovente e merece ser conhecida por muitos. É uma narrativa de bravura e auto-aperfeiçoamento que começa com a sua infância numa aldeia como filha do chefe local.

Aos 13 anos, a sua vida mudou drasticamente, foi dada de presente a um colonizador branco português num casamento que lhe roubou a juventude e a inocência. Apesar de viver num palácio, o seu espírito sempre ansiava pela liberdade e alegria que lhe foram negadas na juventude.

Ao longo da vida, a avó de Fliege enfrentou inúmeros sacrifícios e dificuldades, mas permaneceu determinada. Tornando-se mãe aos 15 anos, os seus dias foram marcados pela saudade da vida que nunca pôde desfrutar, pelas aventuras e experiências que lhe foram negadas. “Esta mostra é uma vitrine que reflecte a força e o legado da minha avó, uma mulher excepcional”, partilha a artista, acrescentando que, através de suas histórias, “minha avó transmitiu valiosas lições de vida e nos ensinou a nunca desistir, não importa os desafios que enfrentamos. Sua história de resiliência e superação das adversidades é um testemunho inspirador da capacidade humana de enfrentar obstáculos e encontrar o sucesso.”

Nesta exposição, conta a artista, “tentei captar essas histórias em imagens, particularmente as de mulheres – as mulheres que dançam com graça e liberdade, as rainhas que governam com sabedoria e força, e as mães que dão vida e amor incondicional.”

Cada obra, entre as 13 presentes, representa uma imagem dos contos da sua avó, uma janela para o seu mundo, o poder e a beleza das mulheres.
A mostra encerra-se no domingo, mas abre uma série de projectos para 2024. Por exemplo, a artista prepara-se para uma exposição colectiva no Museu Diocesano de Milão e Capitólio de Terni, na Itália, para além de duas exposições individuais em outros museus da Costa Rica. Um deles é o Museu Municipal de Cartago, património que constitui parte da memória histórica da Costa Rica.

FAUZIYA FLIEGE: ARTISTA COLOCA MULHER NO CENTRO DAS SUAS CRIAÇÕES

Fauziya Fliege (38 anos) é artista e activista moçambicana. Natural de Chimoio, Manica, está radicada na Costa Rica desde 2019. É uma mulher do mundo, com passagens por Malawi, Angola, Alemanha e Tanzânia, graças aos trabalhos de diplomacia do seu marido. Nestes lugares, Fliege conheceu vários artistas e frequentou várias exposições, onde tenciona levar à sua arte brevemente.

É fluente em português, inglês, alemão e espanhol. Para além de artista, é membro da Associação Diplomática de Ajuda à Costa Rica e, nos tempos livres, é praticante de boxe.

Dedica-se às artes plásticas desde 2021, mas desde criança, inspirada pelo pai, treina a pintura e o desenho.

Em 2022, doou duas telas à Associação Diplomática de Ajuda à Costa Rica, durante um evento beneficente em que conseguiu vendê-las e tem uma pintura intitulada “A paz”, que está fixada junto à bandeira da Colômbia, na residência do embaixador, na Costa Rica.

Fliege já participou de várias exposições colectivas em vários lugares da Costa Rica. Tal como nesta exposição, tem maior paixão por pintar mulheres, sobretudo as corajosas, fortes, lindas, trabalhadoras e sensuais, mas também mulheres tristes e sofridas. Ainda que invista em arte figurativa, a artista também se aventura pelo abstracto através da técnica acrílica, a óleo e mista.

A Rússia não vai participar na Exposição Mundial de Osaka, em 2025. O Governo russo alega a falta de comunicação com o Japão, que já tinha referido a possibilidade de Moscovo não participar devido à invasão da Ucrânia.

A Rússia comunicou a retirada ao Gabinete Internacional de Exposições, embora não tenha detalhado quais os problemas de comunicação com o país anfitrião.

A decisão foi tomada um dia antes de começar a venda de ingressos para o evento, que tem sido marcado por atrasos na construção e obstáculos burocráticos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico disse esta quarta-feira que ainda não tinha recebido qualquer comunicação oficial da Rússia.

Na semana passada, o governo japonês referiu a possibilidade de Moscovo não participar devido à invasão da Ucrânia e que este conflito não se enquadra no objectivo da exposição, que é “desenhar uma sociedade futura para a vida”.

O anúncio da Rússia surge poucas semanas depois de também o México e a Estónia terem transmitido a mesma decisão ao Japão, e após vários países comunicarem, através dos canais diplomáticos, preocupações com os atrasos na construção dos respetivos pavilhões, decorrentes de, entre outras razões, dificuldades administrativas e problemas em encontrar empresas locais para realizar os projetos.

De acordo com dados da diplomacia nipónica, até 14 de Novembro, e excluindo a Rússia, que continua na lista, 159 países e nove organizações internacionais participam no evento.

Prevê-se que a Osaka Expo 2025 se realize entre 13 de Abril e 13 de Outubro de 2025, na ilha artificial de Yumeshima, na baía da cidade, e que o evento atraia cerca de 28 milhões de visitantes, segundo as autoridades japonesas.

O início da contagem decrescente de 500 dias para o evento tem lugar hoje.

Governo de Marracuene mandou demolir, mais uma vez, o muro do jurista e político Carlos Jeque, que bloqueia uma das vias de acesso no bairro 29 de Setembro naquela autarquia da Província de Maputo.

Uma máquina escavadora, escoltada pela Polícia, foi chamada ao bairro 29 de Setembro pela quarta vez, para fazer o mesmo trabalho: demolir um muro que, segundo os moradores de Marracuene, limita a sua circulação. É que o muro em causa está a ser erguido no meio da rua. Zedequias Magaia, natural de Marracuene, nascido nos anos 70, questiona a legitimidade de Carlos Jeque para promover desmandos no Bairro.

“Ele próprio, Carlos Jeque, nasceu e encontrou esta rua aqui. Nós estamos admirados por ver esta confusão toda. Estamos também admirados por saber que ele é membro da Assembleia Municipal. Ele não nos ajuda em nada. Vamos pedir explicações junto do partido Frelimo, para saber disto. Este senhor não nos ajuda em nada, não vale nada para nós.”

Ernesto Miti, também morador do Bairro 29, da autarquia de Marracuene, diz estar a favor da abertura da rua no bairro, porque, segundo explicou, aquela rua existe desde a era colonial. “Esta rua sempre existiu. Eu nasci aqui e andei sempre nesta rua, há quarenta e tal anos a andar nesta rua. Então, quando vejo isto, ele nem estava a viver aqui, mas agora vivi cá e é o que estamos a ver. Eu próprio estou a favor da manutenção desta rua.”
Quando se fez a demolição, Carlos Jeque não se encontrava em casa. Estava numa cerimónia fúnebre. Um dos seus trabalhadores repudiou a acção das autoridades. “O patrão não sabe disto. Ele está nos falecimentos de um familiar. O que estão a fazer estes camaradas é injustiça, é muita injustiça”.
Quando a máquina escavadora abandonava o local, Carlos Jeque chegava na companhia da sua esposa. É um braço-de-ferro que dura há cerca de dez anos. Jeque não poupou as palavras e disse estar a ser vítima de perseguição.

“Vou construir até me matarem, porque aqui é minha casa, onde eu nasci. Aqui não há parcelamento, porque nós viemos aqui em 1940 ou 1944. Não havia rua aqui. Quem é que parcelou aqui? São zonas não parceladas, por isso é que sempre vão buscar a Polícia para me amedrontar, e eu não tenho medo. Eu vou gastar até me matarem, porque aqui vou fechar mesmo. Não há população, é o secretário do bairro; não há população. Esta Polícia vem aqui para matar-me, não há outra coisa.”

Ainda assim, o jurista e político diz que estará na assembleia municipal para defender os interesses da população.

“Fizeram tudo para eu não ser cabeça-de-lista. Removeram isto tudo para eu não ser cabeça-de-lista. Agora, como a Comissão Política mandou o meu nome para membro da assembleia, querem-me sujar, para eu não ser membro da assembleia. Estão a fazer tudo para eu não ser presidente da Assembleia Municipal de Marracuene, mas eu vim para trabalhar para o meu povo, para Marracuene, e eu aqui vou morrer”.

O Governo de Marracuene diz que esta acção está coberta de uma decisão judicial e continuará a garantir a livre circulação de pessoas e bens.
Logo depois da saída das equipas do governo distrital, Carlos Jeque e seus trabalhadores voltaram a fechar a rua com recurso ao entulho.

Os nadadores nacionais preparam-se para mais uma etapa internacional. A selecção nacional na categoria de juniores vai participar no Campeonato Africano da natação, prova que vai decorrer de 6 a 10 de Dezembro, nas Maurícias. Para esta empreitada foram convocados oito nadadores. 

Trata-se de Caio Lobo, Hugo Barradas, Zuri Tomé, Diego Siabonga e Ana Beatriz (Clube Barracudas de Maputo), Cleyton Munguambe, Marta Mpfumo e Nezmi Albino (Tubarões). 

A Selecção Nacional trabalha desde segunda-feira na Piscina da Escola Secundária Estrela Vermelha. Segundo o plano de preparação, os oito nadadores  vão trabalhar em sessões de treino muito intensas, de modo a conferir muita pujança aos atletas. 

A equipa técnica comandada por Pedro Jalane está ciente das dificuldades que poderá enfrentar nas Maurícia, daí que pretende acautelar todos os aspectos técnico-tácticos tendo em vista terminar a prova no pódio. 

A selecção é composta por nadadores com uma boa margem de progressão, com destaque para Caio Lobo e Cleyton Munguambe, atletas com uma certa tarimba  ao nível dos campeonatos internos. 

Antes de se juntarem esta segunda-feira, os nadadores trabalhavam a título individual  desde o mês passado nos seus respectivos clubes.

Os dois nadadores têm participado regularmente em competições internacionais, vestindo as cores das selecções nacionais de juniores, tendo já fixado alguns registos regionais. 

Caio Lobo, por exemplo, conserva actualmente o título de  melhor recordista do recém-terminado Campeonato de Verão da Cidade de Maputo, onde anotou algumas marcas nacionais. A partida para as Maurícias está agendada para dia 4 de Dezembro, numa delegação que será composta por atletas e dirigentes. 

O papa Francisco está a sentir-se melhor e alguns dos seus próximos compromissos foram confirmados e outros adiados para que possa “dedicar-lhes o tempo e a energia desejados”, revelou hoje o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Francisco pode assim realizar a esperada visita à COP28, no próximo fim de semana, que decorrerá no Dubai, sendo a primeira vez que a Santa Sé é participante ativa nas conversações contra a crise climática e não apenas um agente de persuasão moral.

As audiências do papa este sábado foram canceladas, depois do Vaticano ter divulgado que o sumo pontífice apresentava sintomas semelhantes aos da gripe.

Este domingo, a sua oração do Angelus foi proferida na capela da residência Casa Santa Marta, onde mora, dentro do Vaticano, em vez da varanda do Palácio Apostólico, noticiou a agência ANSA.

Um empresário foi baleado e atropelado por criminosos, esta noite, durante uma tentativa de rapto frustrada pela população. O Caso deu-se na cidade de Maputo.

A onda de raptos continua a tomar conta da capital do país. Esta segunda-feira, mais um empresário seria raptado por malfeitores. Tal só não aconteceu graças à rápida intervenção da população.

O caso deu-se na Avenida 24 de Julho, na Cidade de Maputo. O empresário é proprietário de uma loja de venda de têxteis.

O empresário foi surpreendido pelos raptores quando saia do seu estabelecimento pouco depois das 18 horas.

No local, os raptores tentaram arrastar o empresário até a viatura. Não tendo conseguido devido a resistência da vítima, os malfeitores balearam-na nas pernas, mas mesmo assim o rapto não foi bem sucedido.

A frustração do rapto só foi possível porque a população interveio, segundo explicou uma testemunha. “um jovem corajoso apanhou uma pedra grande e lançou aos bandidos, daí que viram que a população estava a vir e fugiram.

A vitima foi levada ao hospital por familiares para receber cuidados médicos.

A Frelimo quer explicações do Executivo sobre o estágio da reabilitação da EN1 e outras vias de acesso. A bancada parlamentar vai querer inteirar-se de outras áreas como turismo e energia.

O Governo vai ao Parlamento esta semana. Para concertar a agenda, a bancada da Frelimo reuniu-se com o Executivo esta segunda-feira. O Porta-voz da bancada majoritária explica as questões a ser levadas ao Governo.

“A primeira questão tem a ver com as vias de acesso, com maior enfoque para as estradas nacionais número um, mas também número dois, quatro e número sete, que são troços que nós achamos que constituem a espinha dorsal do nosso país. Elegemos também a questão do abastecimento de água. Sabemos que há muito investimento nesta área, no entanto pretendemos saber como é que estamos. Mas também queremos questionar sobre a energia. Sabemos que há este plano do Governo, “energia para todos” – queremos saber qual é o nível em que nós nos encontrámos. A questão do turismo, sabemos que o nosso país dispõe de grande potencialidades turísticas e queremos saber o impacto que isso traz para a nossa economia.
Quando questionado sobre o estágio actual da situação sociopolítica e económica do país, Feliz Silvia respondeu nos seguintes termos: “Não podemos dizer que estamos bem, mas não podemos dizer que estamos mal. Há desafios muito grandes, alguns até são conjecturais (..). Nós achamos que o país está a funcionar, o país está a crescer, o nosso país está a desenvolver e acreditamos que, em relação a questões políticas, nós realizamos ciclamente eleições. Nunca falhamos uma eleição sequer, isso é muito bom para a nossa democracia.”

Será a primeira sessão de perguntas e respostas do Governo a acontecer após a promulgação de resultados das autárquicas pelo Conselho Constitucional.

A Renamo não participou nas últimas sessões em contestação aos resultados das eleições autárquicas anunciados pela Comissão Nacional de Eleições.

A Renamo submeteu, esta segunda-feira, uma queixa-crime à Procuradoria Geral da República contra o comandante-geral da PRM. Venâncio Mondlane acusa Bernardino Rafael de uso excessivo da força durante o processo eleitoral e exige responsabilização.

O cabeça-de-lista da Renamo na Cidade de Maputo, Venâncio Mondlane, dirigiu-se, esta segunda-feira, à Procuradoria-Geral da República para submeter uma queixa-crime contra o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael.
Entre as acusações, constam do documento apresentado ao Ministério Público o uso excessivo da força durante todo o processo eleitoral e a violação dos direitos humanos.

“Nós viemos submeter uma queixa-crime contra o comandante-geral da polícia, Bernardino Rafael, por todos os atropelos à lei, a violação dos direitos humanos, o uso excessivo da força, e desproporcional, durante a campanha, no dia da votação e após o processo na Cidade de Maputo, na Matola, em Quelimane, Angoche, Nacala Porto e Chiúre, que até envolveu o uso de balas verdadeiras que resultaram em morte. Todos esses aspectos constam na queixa-crime e queremos a responsabilização”, disse Venâncio Mondlane, acrescentado que, “iremos submeter uma participação criminosa contra os colégios que utilizaram actas e editais falsos para enviar ao Conselho Constitucional uma queixa-crime contra todos os directores distritais do STAE, os presidentes das Comissões Distritais de Eleições, a Comissão Provincial de Eleições na Cidade de Maputo e, finalmente, contra os juízes conselheiros do CC ”.

Na ocasião, Venâncio Mondlane descredibilizou os resultados divulgados pelo Conselho Constitucional (CC) e disse que vai recorrer para a anulação do acórdão.

“O acórdão emitido pelo CC tem muitas omissões e imperfeições, além de ilegalidades, mas, numa primeira fase, nós pedimos que o órgão clarifique algumas questões”.

O cabeça-de-lista da Renamo diz que o seu partido não se vai calar até que seja reposto aquilo que considera a verdade e justiça eleitoral.
Para já, Venâncio Mondlane reitera que vai continuar com as marchas de repúdio aos resultados das eleições de 11 de Outubro, a partir desta terça-feira.

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