A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique indica que a dívida do Estado para os credores internos situa-se, actualmente, nos 334,4 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 59,3 mil milhões em relação a Dezembro do ano passado.
O órgão esteve reunido, esta quarta-feira, na sua sexta e última sessão deste ano, na qual anotou, com preocupação, o contínuo aumento da inflação, que subiu de 4, 6 para 4, 8 entre Setembro e Outubro.
O Comité destaca, entretanto, as boas perspectivas de crescimento económico, para os próximos tempos, tendo decidido, por isso, manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17, 25 por cento.
O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique diz que a decisão é justificada pelo surgimento de novos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para o potencial impacto do actual conflito no Médio Oriente sobre os preços internacionais de combustíveis e alimentos.
Pela primeira vez na história do basquetebol moçambicano, uma equipa de Cabo Delgado vai participar no campeonato nacional em seniores masculinos, a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Há, nesta altura, visão e comprometimento para potenciar a Academia da New Vision para que tenha presença constante na Liga e se relance a modalidade em Cabo Delgado.
É obra! Não aquele poema cantado ou música recitada por Edmazia Manhembe, em melodia que embala para suaves compassos de dança e juras de amor. Não, não. Antes pelo contrário: é o resultado do arrojo e ousadia da juventude que, em meio a recursos escassos, faz das “tripas coração” para que Cabo Delgado esteja no mapa do basquetebol nacional.
E a luta constante, claro, começa a dar o “primeiro milho”. A qualificação da New Vision para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal é um passo gigantesco que vem premiar os fazedores da modalidade da bola ao cesto naquele ponto do país.
Mas para que a obra pudesse bulir, naquele que se espera que seja o primeiro passo, há naturalmente que reconhecer o papel desempenhado pela New Vision, agremiação que colocou a mão na massa e trabalhou arduamente para elevar Cabo Delgado na maior montra do basquetebol moçambicano.
O pavilhão do Ferroviário da Beira confirmou que quem corre com gosto não cansa. A vitória da New Vision sobre a Academia de Basquetebol de Sofala, por 90-56, resultado que ditou o apuramento para a “elite” da modalidade da bola ao cesto, era tão somente a confirmação de um momento nivelado por cima. Os jogadores deram colorido a uma tarde animada e histórica. Um marco para contar no futuro.
Pois, no presente, a obra tem de ser continuada. Continuada, portanto, no sentido de a New Vision dar o seu melhor nos duelos da fase regular diante do Ferroviário da Beira, Costa do Sol, Sporting de Quelimane, Ferroviário de Maputo, A Politécnica e Ferroviário de Nampula.
Esta notável prestação estendeu-se para o Campeonato Provincial de Basquetebol de Cabo Delgado, onde e New Vision fez o pleno, conquistando a prova sem drama nem trauma.
Seis vitórias em igual número de jogos na fase regular, deram, desde logo, o acesso à final disputada num “play-off” a melhor de três com a Nudex.
Mais consistente nos momentos decisivos de jogos equilibrados, a New Vision fez o 2-0 e arrumou as contas do campeonato com triunfos por 63-58 e 80-75.
Onze meses de muito trabalho, onze meses a criar uma estrutura para desafiar os limites impostos pelo basquetebol interno.
Mas não é somente da alta competição que a Academia New Vision vive. Com mais de trezentas crianças, ganha corpo e forma um projecto que inicia no mini-basket, onde são ensinados os fundamentos do basquetebol.
Abrangente, e sempre com foco na transição pacífica dos atletas de um escalão para o outro, o projecto engloba ainda os iniciados, juvenis, juniores e seniores em ambos os sexos.
“Durante esta jornada, os nossos leões tiveram o desafio de lutar contra as adversidades e fazer delas um projecto especial que inspira milhares de pessoas e crianças da província de Cabo Delgado. Esta época foi repleta de grandes emoções. Foi aqui onde cada um dos nossos jogadores teve oportunidade de se conectar um com o outro e, juntos, criaram um laço de amizade e de valor. Vocês tornaram a jornada maravilhosa. Contra todas as dificuldades, vocês criaram sentimentos genuínos e deram a vossa vida e vosso suor a cada dia”, regozija-se a New Vision em comunicado na sua plataforma do “facebook”.
Fundada em 2017, a Academia tem registado um crescimento interessante sob o ponto de vista de integração e pesquisa de novos talentos.
Mais de cento e sessenta e quatro mil e duzentas pessoas, poderão ser afectadas pelas cheias e inundações, na presente época chuvosa, nas bacias hidrográficas do Púngue e Buzi, nas províncias de Sofala e Manica. São pessoas que vivem em zonas de risco, dos distritos da Beira, Dondo, Buzi, Nhamatanda, Gorongosa, e Chibabava em Sofala, e Mossurize e Sussundenga em Manica.
Devido ao fenómeno El Nino, prevê-se na época chuvosa que vai até Março do próximo ano, chuvas normais com tendência para baixo do normal, segundo o Instituto Nacional de Meterologia-INAM.
Em face da situação, e para mitigar o impacto, junto das populações, teve lugar esta quarta-feira na vila do Buzi em Sofala, uma sessão especial de comité das bacias do Púngue e Buzi, que juntou técnicos da Administração regional de águas do Centro ARA-Centro e os governos distritais das duas províncias, escreve a Rádio Moçambique.
Na ocasião, o director da divisão de gestão da bacia do Buzi, Salvador Mamela, avançou alguns projectos em marcha, como por exemplo a construção de diques, para evitar o transbordo dos rios.
Por seu turno, o secretário Permanente do distrito do Buzi, Eduardo Issá, que dirigiu a reunião, disse ser urgente a tomada de medidas para a protecção de recursos hídricos no país.
A sessão especial de comité das bacias do Pungue e Buzi, teve a duração de um Dia.
O Fórum Universal dos Direitos Humanos diz que houve abuso de poder por parte da Polícia, durante as manifestações em contestação dos resultados das eleições autárquicas de 11 de Outubro. A organização entende que a situação dos direitos humanos no país é crítica.
O período pós-eleitoral está a ser marcado por denúncias de uso excessivo e desproporcional da força por parte da Polícia em algumas autarquias, aquando das marchas de contestação dos resultados.
Segundo o Fórum dos Direitos Humanos das Nações Unidas, tais queixas revelam que houve abuso de poder pela Polícia e violação de direitos e liberdades dos cidadãos.
“Quando entramos no aspecto político, parece-nos que a Polícia, tal como se tem dito, actua a mando de um determinado partido político, mas isto não pode [acontecer]. A Polícia não deve actuar com o uso excessivo da força; tem de ter a componente educativa e deve começar a actuar de forma a que seja um poder do Estado que busca o sossego e a segurança do cidadão”, disse Sousa Chale, director-executivo do Fórum Universal dos Direitos Humanos.
Entretanto, para o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, é prematuro assumir que houve violação dos direitos humanos.
“Há investigações que estão em curso, relativamente ao uso excessivo da força, mas também temos informações de que houve desacato por parte dos que estavam a manifestar-se. Então, tendo a Polícia um papel primordial de manter a ordem e tranquilidade, deve sempre manter e desenvolver o seu papel. Se houve ou não violação dos direitos humanos, temos de ver qual foi a parte que primeiro violou”, disse Ângelo Paúnde, director nacional dos Direitos Humanos e Cidadania.
O Fórum Universal dos Direitos Humanos entende que, com a violência que se registou durante as manifestações, Moçambique piora a sua posição na lista dos países cuja situação dos direitos humanos é preocupante.
“Dizer que estamos a dar passos significativos, não. Pelo contrário, estamos a regredir, e não é só o caso de Moçambique; o mundo está em ebulição, e isso acaba por se refletir em Moçambique. De forma nenhuma podemos dizer que a situação dos direitos humanos no país é boa”.
Os intervenientes falavam esta quinta-feira, à margem de uma reunião de celebração dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Representantes de quase todos países do mundo vão reunir-se a partir desta quinta-feira no Dubai na 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), em que será feito o primeiro balanço global de oito anos de acção climática.
Até dia 12 de Dezembro, os Emirados Árabes Unidos, um dos principais produtores de petróleo, recebem milhares de pessoas de todo o mundo na chamada cimeira do clima, para debater as alterações climáticas e a luta contra o aquecimento global.
Um dos principais destaques da COP28 será a realização da primeira reunião para balanço do que tem sido feito para combater o aquecimento global, em resultado do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, aprovado em 2015 na COP21.
Será o primeiro teste aos países, à luz do acordo que tinha como objectivos a redução das emissões e a limitação do aumento das temperaturas mundiais a dois graus celsius (ºC) e, se possível, 1,5ºC acima dos valores médios da era pré-industrial.
A criminalidade organizada reduziu em mais de 600 casos nos últimos 12 meses, com destaque para os raptos, que reduziram para seis casos, com mais de 30 detidos. A informação foi avançada, esta quarta-feira, pelo Presidente da República, na abertura do Conselho Coordenador do Ministério do Interior.
Não obstante os desafios actuais da segurança pública, com destaque para os raptos que se têm registado, o chefe de Estado, que falava esta quarta-feira, em Maputo, garante que houve notáveis avanços no combate ao crime organizado de Novembro do ano passado a esta parte.
Segundo Nyusi, está registada a redução de 666 casos de diversos crimes e de 166 casos de acidentes, o que, para o estadista, ainda é pouco.
No que toca aos raptos, um dos crimes mais desafiantes da actualidade, Nyusi falou de uma redução de seis casos, frustração de três, detenção de 31 suspeitos, desmantelamento de cativeiros e resgate de duas vítimas.
“Houve também avanços no desmantelamento de 951 quadrilhas que se dedicavam a assaltos com recurso a armas de fogo, mas nós, como sociedade, não sentimos isso. A Polícia pode neutralizar mil quadrilhas, mas basta um criminoso nos fazer mal para fazermos avaliação de que a Polícia não funciona”, disse Nyusi.
Nyusi lamenta que os feitos da PRM no combate à criminalidade sejam pouco reconhecidos pela sociedade.
Apesar dos resultados encorajadores, o Presidente julga que não é tempo para cantar vitória, dada a persistência dos raptos e branqueamento de capitais, pelo que exigiu soluções modernas e aproximação da PRM às comunidades.
“Todo esse cenário nos remete à necessidade de investirmos na elevação da competência, capacidade operacional da Polícia, o que passa pelo adestramento dos recursos humanos enquanto elementos cruciais para a efectivação da missão de garantir ordem e segurança públicas. Isso passa também pelo reequipamento”, explicou.
Sobre o terrorismo em Cabo Delgado, Filipe Nyusi avançou que decorre a inscrição dos membros da Força Local para a canalização de subsídios.
O trigésimo terceiro Conselho Coordenador do MINT decorre sob o lema “Consolidando estratégias para o desenvolvimento institucional e aprimoramento da segurança interna face à criminalidade organizada com enfoque para raptos e branqueamento de capitais”.
PROCESSO DE DDR
Seiscentos e quarenta e cinco beneficiários já começaram e receber pensões, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração. Os dados foram divulgados pelo Presidente da República, na abertura, esta quarta-feira, em Maputo, do terceiro Conselho Coordenador do Ministério do Interior.
Filipe Nyusi disse que o processo decorre sem sobressaltos, sendo que, até ontem, se realizou, em Nampula, a inscrição de mais de 200 beneficiários do processo.
O chefe de Estado lamenta a desinformação em torno do assunto e garante abertura para qualquer esclarecimento sobre o processo de DDR.
Na mesma ocasião, o Presidente da República anotou que a criminalidade e a sinistralidade rodoviária têm estado a reduzir, devido ao aprimoramento de estratégias de todos os intervenientes das Forças de Defesa e Segurança.
Ainda assim, Filipe Nyusi exigiu mais empenho para que esta tendência prevaleça, sobretudo em relação aos crimes transfronteiriços, financiamento ao terrorismo e raptos.
O Conselho Coordenador do Ministério do Interior decorre sob o lema: “Consolidando estratégias de desenvolvimento institucional e de aprimoramento da segurança interna, face aos desafios da criminalidade organizada, com enfoque nos raptos, terrorismo, seu financiamento e branqueamento de capitais.”
O sector das pescas perdeu 228 gaiolas flutuantes nos últimos três anos devido à situação ciclónica no País. Só este ano, devido ao ciclone tropical “Freddy”, 50 gaiolas no distrito de Namacurra foram destruídas, causando, desta forma, um prejuízo na ordem de 2.8 milhões de Meticais e perda de 66.2 toneladas de peixe tilápia.
Amândio Mandara, Chefe do Departamento de Promoção de Pesca e Aquacultura nos Serviços Provinciais de Agricultura, fez saber que grandes investimentos foram feitos este ano para dinamizar aquele sector ” mas o ciclone deitou abaixo todo esforço empreendido.
“O ciclone tropical “Freddy” arrasou o sector da aquacultura este ano, uma situação que vai complicar as contas financeiras dos produtores de pequena escala na província da Zambézia”, disse Mandara para quem esta situação ” compromete a produção global da pesca diversa que envolve a aquacultura e a pesca artesanal. Ou seja, a produção situa-se a 80% do grau de execução.”
Devido ao ciclone tropical “Freddy”, explicou a fonte, 86 piscicultores ficaram afectados por aquele evento natural.
Paralelamente, ao nível da província da Zambézia, o sector das pescas, através do pró azul, financiou dois grandes produtores sendo um de alivinos e outro de comercialização de pescado, isto como forma de impulsionar a actividade pesqueira.
Os 41 trabalhadores que foram resgatados depois de terem ficado 17 dias presos num túnel no norte da Índia receberam hoje 1.200 dólares como compensação, segundo fontes oficiais, citadas pelo Notícias ao minuto.
De acordo com as mesmas fontes, os socorristas que ajudaram na escavação vão receber metade desse valor.
“Conheci-os a todos. Estão saudáveis e felizes e as suas famílias também estão felizes. Um ‘check-up’ médico foi feito e não há problema com nenhum deles”, disse o chefe do governo do Estado de Uttarakhand, Pushkar Singh Dhami, depois de visitar os trabalhadores no hospital para onde foram transferidos na terça-feira à noite para fazerem exames médicos.
Vários vídeos gravados pelos próprios trabalhadores no interior do centro médico mostram trabalhadores a caminhar por uma grande sala cheia de camas, enquanto outros conversam em pequenos grupos ou falam ao telemóvel, segundo imagens divulgadas pela agência indiana ANI.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, falou na terça-feira à noite por telefone com os trabalhadores e transmitiu o seu alívio pelo resgate, enquanto os trabalhadores lhe contaram parte da sua rotina durante o longo confinamento, da qual fazia parte a prática de ioga durante a manhã e caminhadas depois do jantar.
A origem do acidente foi um deslizamento de terras que provocou o desabamento de uma parte do túnel de 4,5 quilómetros.
O escritor Mia Couto afirma que o processo eleitoral foi partidarizado e aponta a necessidade de melhorar a lei eleitoral e a credibilidade do processo. O escritor diz ainda que os militantes da Frelimo inverteram o lema de serem os primeiros no sacrifício e os últimos no benefício.
No lançamento da sua nova obra, intitulada “Compêndio para desenterrar nuvens”, Mia Couto fez uma breve reflexão sobre as sextas eleições autárquicas. E foi mesmo breve, até porque: “Eu não quero meter-me no assunto eleições, porque foi muito partidarizado. Acho que o maior desafio, agora, é rever todo o processo, a forma de organização e a credibilidade de todo o processo. Essa é a grande missão, afirmou Mia Couto.
Na ocasião, o autor do “Compêndio para desenterrar nuvens”, sua mais recente obra, revelou que já foi membro do partido no poder e explica as razões do seu afastamento.
“Já fui da Frelimo, não sou já há alguns anos, mas o que me fez entrar nessa causa foi, sobretudo, um lema que era, o militante da Frelimo era o primeiro no sacrifício e o último no benefício. Isto foi, infelizmente, invertido nos dias de hoje.
Mia Couto afirmou ainda que há mais medo de falar dentro dos partidos do que na sociedade.