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A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) duplicou, nos últimos dois anos, o número de projectos de investigação científica, passando de 329, em 2023, para 626, em 2025. O dado foi avançado pelo reitor da instituição, Manuel Guilherme, durante a reunião anual de balanço das actividades da universidade.

Segundo o reitor, o crescimento resulta do processo de transformação da UEM numa universidade de investigação, uma das metas definidas no plano estratégico da instituição.

“Em dois anos, ou seja, de 2023 a 2025, duplicamos o número de projectos de investigação. Saímos de 329 para 626 projectos de investigação”, afirmou Manuel Guilherme.

O responsável explicou que este avanço reflecte o envolvimento da comunidade universitária na produção científica e na busca de soluções para os desafios do país.

“Este indicador resulta do processo da nossa transformação para a Universidade de Investigação e do empenho de toda a comunidade universitária para cada vez mais projectos de investigação, para realizar o nosso objectivo”, destacou.

Apesar dos avanços, o reitor reconhece que a instituição ainda enfrenta constrangimentos, sobretudo relacionados com a distribuição dos recursos financeiros. Manuel Guilherme revelou que a maior parte do orçamento da universidade continua direccionada ao ensino e aprendizagem, devido ao elevado número de estudantes de graduação.

“Ainda temos desafios, porque a maior parte do nosso orçamento ainda vai para o ensino e aprendizagem, dois terços, mas também se compreende que temos muitos estudantes de graduação, então é preciso prover meios suficientes para que esses estudantes tenham a formação”, explicou.

Outro desafio apontado pelo dirigente da UEM está relacionado com a redução da disponibilidade de bolsas de estudo, situação associada às limitações orçamentais.

De acordo com Manuel Guilherme, nos últimos anos registou-se uma queda significativa no número de bolsas financiadas pelo Orçamento do Estado, tendo 2025 sido um dos períodos mais difíceis.

“Nos últimos três anos houve uma queda de disponibilização de bolsas por parte do orçamento do Estado e o ano de 2025 foi ainda mais difícil que os últimos dois anos”, disse.

Para responder a esta realidade, a UEM está a apostar em novas formas de mobilização de apoio, incluindo a chamada Iniciativa Padrinho, que pretende envolver parceiros públicos e privados no financiamento de bolsas para estudantes.

“Desenhamos iniciativas como a Iniciativa Padrinho, que consiste em parcerias com entidades públicas e privadas para continuar a prover bolsas aos nossos estudantes”, afirmou o reitor.

Manuel Guilherme defende que, apesar das dificuldades financeiras, a universidade deve continuar a fortalecer a investigação científica como uma das principais bases da sua transformação institucional e do seu contributo para o desenvolvimento nacional.

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O Presidente da República, Daniel  Chapo, exaltou neste Sábado, em Xinavane, distrito da Manhiça,  província de Maputo, o papel transformador do golfe e do desporto  na promoção da coesão social, diplomacia económica e valorização  da marca Moçambique. 

Foi durante a Edição Especial do Presidential Golf Day 2025, uma das  actividades centrais que antecedem as comemorações dos 50 anos  da Independência Nacional, a assinalar-se a 25 de Junho. O evento decorreu num ambiente festivo e multicultural, marcado  pela presença de delegações empresariais e desportivas de países  como Angola, África do Sul, Eswatini e Namíbia. 

Chapo  agradeceu aos participantes estrangeiros, sublinhando que a sua  presença “é um sinal inequívoco de que o nosso continente está vivo, confiante e determinado a construir juntos um futuro de prosperidade  partilhada e, sobretudo, inclusivo”. 

Dirigindo-se aos convidados, o Presidente moçambicano destacou  que a data “transcende a mera celebração desportiva. É um marco  simbólico que tece a história de um povo resiliente, a energia de uma  nação em crescimento e a visão de um futuro promissor para todos os  moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico”.  

Segundo disse, a realização do torneio representa o espírito de  avanço nacional e reflecte o compromisso com a dignidade e  elevação que os 50 anos da independência merecem. 

O estadista reforçou ainda que o golfe, para além de estar em  crescimento, carrega valores que se alinham com os fundamentos da  soberania moçambicana. A Edição Especial do Presidential Golf Day tem como objectivo não  apenas promover o turismo de golfe, mas também criar uma  plataforma de diálogo e negócios, atrair investimentos e reforçar a  diplomacia económica. 

O Chefe do Estado sublinhou que o evento tem impacto directo em  causas sociais prioritárias, particularmente nas áreas da educação,  saúde comunitária e inclusão. “O verdadeiro progresso inclusivo que  pretendemos não abre espaço para tipo de discriminação, seja de  credo, raça, ideologia política, género, estrato social ou faixa etária”,  vincou. 

Durante o seu discurso, o Presidente da República prestou uma  homenagem especial ao presidente da Associação Moçambicana de  Golfe, destacando-o como um dos principais promotores do turismo  de golfe em Moçambique. 

O Chefe do Estado afirmou ainda que “quando se junta o desporto, a  cultura e o turismo fica uma grande festa”, e incentivou a  continuação do investimento no turismo de golfe para elevar o nome  de Moçambique no cenário internacional. 

“Hoje, o golfe tem sotaque moçambicano”, afirmou, antes de  declarar oficialmente aberta a Edição Especial do Presidential Golf  Day 2025. “O futuro joga-se com visão, ganha-se com união e  enfrenta-se com coragem. E hoje, também com um taco na mão e  Moçambique no coração, faço a minha parte como moçambicano  orgulhoso das minhas raízes”, concluiu.

Cerca de trezentos atletas de sete países participam, desde sexta-feira, na Katembe, no Open de Xadrez BCI, prova que tem como objectivo a promoção de novos talentos e massificação do desporto no país. 

Estimular o pensamento estratégico, desenvolver a visão combinatória nos estudantes e alunos e projectar novos talentos e futuros campeões são alguns dos objectivos do Open de Xadrez BCI, evento que junta atletas e alunos de Moçambique, África do Sul, Malawi, Eswatine, Índia e Portugal.

Os  mais novos, com os olhos fixos nos tabuleiros, ganham maior concentração e aumento da autoconfiança, durante as jornadas que compõem o calendário desta competição. Afinal, estão perante uma modalidade que estimula o desenvolvimento de habilidades.

Preparar competições internacionais e manter a sua hegemonia em provas internas está no plano dos mestres, com bastante experiência.

O certame termina este domingo, dia em que serão consagrados os grandes vencedores.

Houve mais um rapto, neste sábado, na Cidade de Maputo. A vítima, raptada dentro do seu próprio estabelecimento,  é proprietário de uma farmácia.

Era um sábado como outro qualquer até os raptores entrarem em acção. Uma vez mais, a capital do país foi palco dos malfeitores.  

A polícia, que esteve no local horas depois do crime, confirma o facto e promete mais desenvolvimentos sobre o assunto este domingo.

Começou a compensação de camponeses afectados pela exploração de grafite de Balama. O processo deverá terminar no próximo dia 30 de Junho e está avaliado em cerca de um milhão e quinhentos mil dólares norte-americanos.

A TWWIG Exploration and Mining Limitada, a empresa que explora grafite de Balama já começou com a compensação dos camponeses que, há quase dez anos, reclamam justa indemnização pelas terras ocupadas pelo projecto.

O processo de compensação dos camponeses afectados pela exploração de grafite de Balama foi oficialmente aberta pelo administrador do distrito.

Os primeiros cinco camponeses compensados pelas terras ocupadas pela TWWIG Exploration  and Mining Exploration Limitada sentem-se felizes com o início da compensação e até já tem planos com o dinheiro que receberam.

A reivindicação dos camponeses começou em 2014, pouco depois de ter terminado a indemnização do primeiro grupo afectado pelo projecto de exploração de grafite de Balama.

Além de compensado de camponeses, a TWWIG Exploration and Mining tem um conflito com alguns trabalhadores, que supostamente foram expulsos da empresa  sem a devida indemnização apenas por terem feito uma greve para reivindicar aumento de  salários e o fim da descriminação da mão de obra no local. 

A Secretária-geral  da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Cidália Chaúque, pediu, em Sofala,  a coesão de todas as mulheres moçambicanas independentemente das suas filiações  partidárias. Chauque apelou ainda à união de esforços para a reconciliação, unidade nacional e paz. 

“Queridas mães, a coesão no nosso meio é muito importante”, exortou a Secretária-Geral da OMM no final de uma visita de dois dias a província de Sofala, depois de ter mantido vários encontros populares e com membros da sua organização, nos distritos de Gorongosa, Maríngue, Nhamatanda, Búzi, Dondo e Beira.

“Ciclicamente, durante o processo eleitoral, nós temos problemas. Então, o que nós temos que fazer como mães é conversar com os nossos filhos, para poderem perceber que não há nenhum país que constrói destruindo”, disse   

Cidália Chaúque apelou,  entretanto, para que a reconciliação, a unidade nacional e o amor ao próximo não sejam disfarçados. 

“Porque há vezes que nós cantamos e dançamos enquanto não estamos juntas, mas o que precisamos neste momento é perceber que o problema daquele é meu problema. Cantarmos e dançarmos efectivamente. Quando o camarada presidente diz que nós temos que mudar, fazer as coisas diferentes para termos resultados diferentes, quem tem que mudar somos nós (…)”, disse Chauque, dirigindo também apelos aos camaradas. 

Ainda em Sofala, a Secretária-Geral da OMM criticou a violência contra mulheres e exortou aos autores dos crimes a recorrerem ao diálogo para sanar os problemas, no meio familiar ou com o auxílio das autoridades de justiça. 

Nos últimos 10 anos, Moçambique reduziu de 43% para 37% a taxa de desnutrição crónica em crianças de cinco anos de idade. A informação foi partilhada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas durante o lançamento da política da  estratégia de segurança alimentar 2024-2030.

A nova Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional 2024-2030, lançada nesta sexta-feira, tem como objectivo combater a fome, a má nutrição e a vulnerabilidade alimentar em todo o território nacional.

Na cerimónia realizada na Cidade de Maputo, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, disse que, apesar de uma ligeira redução, 37% de crianças menores de cinco anos vivem em situação de insegurança alimentar.  

“Ao longo dos últimos 10 anos, a taxa de desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos reduziu de 43% para 37%, como foi referido. Os níveis são considerados ainda muito altos, de acordo com os 20%, que são os parâmetros  aceitáveis admitidos pela OMS. Os desafios ainda são enormes, a título de exemplo,   os resultados de avaliação pós-colheita 2024 mostram  que de Agosto a Outubro, cerca de 1,49 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar”, disse Roberto Albino, ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas. 

Segundo a Secretária Executiva do Secretariado Técnico e Segurança Alimentar e Nutricional, a Política e Estratégia tem sete principais pilares.

“Para que esses pilares aconteçam, o Governo é que irá monitorar, com envolvimento de todos os actores, como o sector privado, sociedade civil, academia, parceiros de cooperação  e da comunidade em geral”, referiu Judite Faria do SETSAN. 

De acordo com o governo, a implementação da Política e Estratégia de Segurança Alimentar Nutricional custará mais de 500 mil milhões de meticais.

O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) já calibrou mais de 20 mil instrumentos de medição em Moçambique, entre 2020 e o primeiro trimestre de 2025, no âmbito do reforço da fiabilidade das medições utilizadas em sectores estratégicos da economia nacional.

Os dados foram revelados no contexto das celebrações do Dia Mundial da Metrologia, assinalado anualmente a 20 de Maio. Este ano, a efeméride decorreu sob o lema “Medições para todos os tempos, para todas as pessoas”, destacando o papel fundamental da metrologia na promoção da equidade social, na justiça das transações comerciais e na protecção do meio ambiente.

Segundo o Ministro da Economia e Finanças, Basílio Muhate, os instrumentos calibrados abrangem áreas como a indústria, laboratórios de ensaio, bombas de combustível, unidades sanitárias e estabelecimentos comerciais.

O governante reafirmou o compromisso do Executivo em continuar a apoiar a modernização dos laboratórios e a garantir a plena integração da metrologia nas políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

Por seu turno, o Director-Geral do INNOQ, Geraldo Albasini, manifestou satisfação com o crescente envolvimento das instituições públicas e privadas na adesão ao sistema metrológico nacional, o que contribui para a redução de sanções por incumprimento e para a melhoria da qualidade dos serviços.

No âmbito das celebrações, o INNOQ promoveu palestras e debates técnicos com vista à reflexão sobre os desafios e oportunidades associados ao uso da metrologia nos diversos sectores da economia nacional.

O Dia Mundial da Metrologia é uma iniciativa conjunta da Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML) e do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), marcando a assinatura da Convenção do Metro, em 1875 – um marco histórico na harmonização dos sistemas de medição a nível global.

Mais de 300 mil pessoas estão em risco de enfrentar a fome severa no campo de refugiados de Kakuma, norte do Quênia, após novos cortes de produtos alimentares através do Programa Mundial de Alimentos. A maioria dos refugiados vem do Sudão do Sul, Etiópia, Burundi e República Democrática do Congo.

O Programa Mundial de Alimentação reduziu as rações mensais dos refugiados para 3 quilos de arroz, 1 quilo de ervilha e meio litro de óleo de cozinha por pessoa. Antes, a recomendação das Nações Unidas era de pelo menos 9 quilos de cereais por mês.

Com a suspensão das transferências de dinheiro, usadas para comprar vegetais e proteínas, aumentaram os casos de desnutrição, especialmente em crianças, mulheres grávidas e lactantes. Só em abril, 15 crianças morreram de fome no hospital principal de Kakuma.

A revolta levou milhares às ruas do próprio campo, num protesto simbólico com panelas vazias. O protesto terminou em confronto com a polícia e pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.

A crise deve-se, sobretudo, aos cortes de financiamento internacional, especialmente por parte dos Estados Unidos, que financiavam quase 70% das operações do PMA. Sem esses fundos, a ajuda humanitária foi drasticamente reduzida.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, garantiu hoje que o processo de transformação do distrito de Mocuba, na província da Zambézia, em sede do Parlamento moçambicano é uma realidade.

Margarida Talapa disse que já foram identificados os terrenos para a construção do novo edifício parlamentar e de um aeroporto internacional, enquadrados numa visão articulada com o Presidente da República, Daniel Chapo, expressa durante a campanha eleitoral de 2024.

A Presidente da Assembleia deslocou‑se hoje à província da Zambézia na qualidade de chefe da brigada central de assistência. Durante a visita, foi apresentado oficialmente o novo secretariado provincial da Frelimo, recentemente eleito.

Está também programada para este sábado uma marcha de saudação aos 100 dias do Governo de Daniel Chapo e o acto de tomada de posse do novo primeiro‑secretário do comité provincial da Frelimo na Zambézia.

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