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O académico e sociólogo Elísio Macamo defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de Moçambique construir um “Estado que aprende”, capaz de retirar lições da implementação das políticas públicas e adaptar as suas decisões aos desafios que surgem ao longo do tempo, em vez de se limitar a produzir novos planos de desenvolvimento.

Intervindo no painel “Prospectiva e Posicionamento Estratégico: 2026–2050”, integrado na Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, Macamo afirmou que o país não enfrenta um problema de falta de estratégias, mas sim de incapacidade institucional para aprender com a experiência.

“Eu acho que nós temos tido bons planos desde que este país foi fundado. Então, o problema não está na qualidade dos planos”, afirmou.

Para o sociólogo, um plano representa apenas uma proposta de acção e, por isso, pode falhar. O verdadeiro desafio, explicou, consiste em avaliar continuamente os resultados obtidos e incorporar as lições aprendidas na definição das políticas públicas.

“O grande problema que nós temos é o de nós não aprendermos institucionalmente. Não aprendermos daquilo que nós fizemos”, sustentou.

Segundo Macamo, Moçambique já possui uma agenda nacional suficientemente clara, consagrada na Constituição da República, documento que, na sua opinião, define os valores, os direitos dos cidadãos e as regras que devem orientar a governação.

“Nós já temos uma agenda. E, por acaso, até a melhor agenda que um país pode ter. Qual é essa agenda? É a Constituição da República”, afirmou, defendendo que qualquer plano de desenvolvimento deve respeitar os princípios nela estabelecidos.

O académico propôs que as instituições públicas passem a adoptar uma cultura permanente de avaliação das políticas, baseada em três perguntas fundamentais: que problema se pretendia resolver, o que foi aprendido durante a implementação e de que forma essa aprendizagem alterou a compreensão inicial desse problema.

“Não é ciência astronómica. É apenas uma questão de ser pragmático na abordagem das coisas da vida”, afirmou.

Durante a intervenção, Macamo manifestou ainda algumas reservas em relação à ideia, defendida por outros participantes, de que os planos nacionais devem manter-se inalterados ao longo de sucessivos ciclos de governação.

Na sua perspectiva, os governos democraticamente eleitos devem preservar liberdade para redefinir prioridades, desde que essa mudança resulte da aprendizagem acumulada e não de decisões arbitrárias.

“Um plano nunca pode limitar a liberdade democrática de um governo de tomar as suas decisões, porque um plano reflecte o conhecimento que nós temos agora e as prioridades que nós temos agora. Essas prioridades podem mudar daqui a três, cinco ou dez anos”, argumentou.

Por isso, acrescentou, “eu não coloco a mesma ênfase na necessidade de continuidade, se essa continuidade se referir ao plano. A continuidade tem que ser ao nível da aprendizagem institucional.”

Num dos momentos mais descontraídos da sua intervenção, o sociólogo comentou a metáfora dos animais utilizada na Agenda 2025 para ilustrar diferentes trajectórias de desenvolvimento, mostrando-se crítico da imagem da abelha como modelo a seguir.

“Aquela imagem da abelha é bonita por causa do mel que é doce, mas é um horror para mim. A abelha faz a mesma coisa a toda a hora”, afirmou, defendendo que Moçambique deve inspirar-se em diferentes características representadas por outros animais.

Na sua visão, o país deve aprender com “a prudência do cágado, a curiosidade do caranguejo e a auto-suficiência do cabrito”, em vez de procurar um único modelo de comportamento.

“Ao invés de nós nos concentrarmos apenas num animal, devíamos procurar saber quais são as qualidades que cada animal tem e que condições é que nós podemos criar para tirar proveito dessas qualidades”, explicou.

A concluir, Elísio Macamo reiterou que o maior desafio do país passa pela criação de instituições capazes de aprender continuamente com a experiência e de ajustar as políticas públicas à evolução da realidade nacional.

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Por Teresa Manjate

 

Geração 8 de Março Memórias marginais é o título de um livro que agrega 54 textos escritos por oitomarcistas de diferentes anos, sob a coordenação de Almiro Lobo e Leandro Paul, igualmente desta geração. Os textos são sobre momentos vividos depois do célebre discurso do 1º Presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel proferido, exactamente nesta data.

Uma das características mais salientes da situação actual no nosso País é a falta de quadros. Temos carências de quadros técnicos e científicos nos mais variados níveis e sectores […] estamos conscientes de que, sem quadros de dominar a tecnologia avançada e de abarcar a complexidade do desenvolvimento da sociedade, não é possível construir o Socialismo (Samora Machel, 1977).

Na sequência desta proposição, o discurso estatuiu que a partir daquela data, todos os estudantes que tinham concluído o 5º, 6º e 7º anos, correspondentes aos 9ª, a 10ª e a 11ª classes, actuais, estavam obrigados a interromper a sua formação escolar para fazer parte do “exército” que ia salvar a pátria, no contexto do êxodo maciço dos profissionais públicos portugueses, depois da independência nacional, em 1975. Aconteceu! Todos os estudantes interromperam os seus estudos e rumaram para o Centro 8 de Março para múltiplas “frentes”. São alguns desses actores que agora falam sobre as suas experiências, na primeira pessoa.

Na verdade, o “Chamamento da Pátria” começou antes do dia 8 de Março de 1977. A colectânea conta com textos de alguns desses colegas.

Em 1976, mesmo antes do célebre “Chamamento da Pátria”, a 8 de Março de 1977, enquanto estudava na Escola Secundária Josina Machel, fui umas das pessoas recrutadas para desempenhar cargos prioritários da jovem nação, tendo sido afectada para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma instituição nova, repleta de desafios e oportunidades. (Isaura Pinto, p. 29)

Cada um dos textos relata a experiência dos autores, os encontros e desencontros de sonhos; expectativas alcançadas ou goradas; visões partilhadas, adivinhando-se algumas fechadas a 7 chaves. É o nosso livro. O livro possível. O livro real. Faltam as histórias dos colegas que ficaram perdidos ao longo do percurso. Lembro-me do Paulo Nikitimwili, do grupo de 1977, que escrevia história como a da “Isaura” com que todos nos deliciávamos [por onde andará o nosso embrião de contista, novelista ou mesmo romancista?]; ainda o encontrei em Ribáuè, na Escola Secundária da Frelimo, ambos como professores. Andava, em tempos de folga, com calhamaços de papeis debaixo do sovaco, embrenhado, sorumbático, em matas, com ares de escritor. Depois disso, mais nada! Nunca mais tive notícias do nosso colega escritor.

Há tantas, e tantas referências a procurar e a quem pedir registo! Ficam as histórias dos colegas que nos deixaram, com muita saudade como Daniel Neto Bomba Júnior, Amália Paulo, Eusébia Mata, traquinas e rebeldes como eles próprios, nas suas causas, só para mencionar alguns, como exemplo.

Há outras por escrever como de colegas que se notabilizaram ao longo das suas carreiras profissionais, como “embaixadores” da cultura moçambicana, escritores de renome ou pertencentes a altas esferas da administração de instituições nacionais. Vamos ter que receber destes colegas os seus depoimentos. Falta ainda o registo individual ou colectivo dos colegas que pertenceram ao grupo “Rebeldes do Aquário”. As nossas memórias são estas, incompletas, inacabadas e que precisam de ser preenchidas, engordadas com mais episódios, em cruzamento de olhares.

No conjunto dos textos, 54, há marcas de vida de jovens oriundos de todas as províncias do país, inscrevendo ou registando momentos na Centro 8 de Março e fora dele, com vívidas memórias individuai e colectivas.

Lembro-me de ter passado uma noite no quarto, de ter matabichado no refeitório e de ter sido chamada a um encontro com os técnicos (“camaradas”) da Educação que estavam a organizar o Centro e a afectação dos estudantes.

[…] Disseram-me, mais tarde, que fui dada como desaparecida do Centro (“aquela estudante da moto foi-se embora assim mesmo!”) — creio que pensaram que eu não havia aguentado ali ficar nem um dia!

O encontro com a “camarada” Celina Costa foi breve: «Vais dar aulas na Escola Secundária da Frelimo, em Ribáuè» («Ribáuè????» — perguntei-me eu!) «em Nampula» («Ahh! Ribáuè ficava em Nampula!»). (Alexandra Neves)

 

Xoto Kulia: o denominador comum

Há histórias envolventes sobre O xoto kulia e as manhãs intensas. Estas referências são a tónica dominante, pois 90% dos textos fala deste treino político disciplinar (PPD).

O dia-a-dia era regido por rotinas rígidas. Acordávamos cedo, ao som de apitos, pancadas ensurdecedoras nas portas e gritos para que fôssemos rapidamente para o pátio, para o “shot-kolia” [PPD, a Preparação Político-Disciplinar].

Fiz algumas sessões do “shot-kolia”, poucas. Depois, disse ao Zé Tó que não sairia mais do quarto. Pedi-lhe que dissesse que eu estava doente.

[…]

Mas um dia, de repente, um pontapé fez a porta do quarto quase sair dos gonzos. O instrutor entrou de rompante, aos gritos. E…deparou-se com o esqueleto, de bivaque bem colocado, a “sorrir” para ele. O salto de saída do quarto foi maior do que o grito de entrada. Desapareceu dali e nunca mais voltou. (Mário Rassul, p. 48)

De uma forma geral o clima envolto neste treino desde o acordar, a marcha no campo de futebol ou nas avenidas da cidade era visto e sentido como uma agressão aos “bons costumes” das famílias donde vinham os “mancebos”. Não era para vida militar a que estavam convidados/convocados. Os treinos eram uma coisa à parte.

Manhãs corridas. De manhã muito cedo: “shot-kolia”, marcha militar. Voltas ao campo de futebol, tornado campo militar. No início, um pouco assustada com aquilo tudo. É ginástica? Não é ginástica. É treino militar? Não é treino militar. O que é, afinal? É “shot-kolia”. Ponto final. (Teresa Manjate, p. 131)

 

Das refeições

Em 1977, as refeições eram fartas e agradáveis, o que aparentemente não aconteceu nos anos seguintes, o que abespinhou os ânimos e moveu reuniões sérias com a então Ministra da Educação, a Senhora Graça Machel. Tudo apimentado com humor de passados mais de 40 anos!

A experiência do 8 de Março foi dura. No início, parecia uma travessia num deserto sem fim. Lembro-me de um episódio marcante: após a Preparação Político-Disciplinar (PPD), enquanto esperava no pelotão para entrar no refeitório, o cansaço e a fome quase me derrubaram. Vi estrelas – literalmente. Por sorte, alguém me segurou antes que caísse. Foi aí que descobri que pão simples pode ser um manjar e que chá adoçado com doce de ananás não é, afinal, tão mau assim.

Mas, se há algo que esta jornada me deu, foram as amizades. Algumas perduram até hoje, laços que resistiram ao tempo e às adversidades. (Da Silva, p. 145)

A experiência das refeições animou outros episódios com referências de Boane, com várias escalas de humor. João Martins que após a convocação para o exército e ida a Moscovo conta uma dessas experiências:

O cardápio do “Restaurante Boane” era simples. Nas catorze refeições tínhamos um compacto, que só ao provar é que se podia identificar, de tão cozido que estava. Podia ser farinha de milho, arroz ou mesmo massa. Ao fim de alguns dias já conseguíamos distinguir a composição exacta só pelo aspecto. Este compacto vinha acompanhado de peixe que, apesar de não ser carapau, era parecido tanto no aspecto como no tamanho. Cada unidade permitia servir três doses, nomeadamente o “filete” de cima, o “filete” de baixo e o terceiro contemplado tinha o privilégio de poder chupar a cabeça, o rabo e a espinha dorsal que ainda tinha uns vagos “farrapos” de carne. (João Martins, p. 135)

 

Dos debates, medos e lágrimas

Há episódios sobre camiões. Uns que subiram com empurrão dos colegas e que, o descer, se tornou pesadelo (Teresa Manjate, 131); outros caíram do camião e viram estrelas (Irene Mendes, p. 22)

Como era pequena, tinha muita dificuldade em subir aqueles camiões altíssimos. Um dia, caí e bati com a nuca no chão. Foi a primeira vez que vi estrelas; tenho quase a certeza que fiquei um tempinho inconsciente. Quando me ajudaram a levantar, lá entrei, com apoio de colegas, no altíssimo camião militar. (Irene Mendes, p. 22)

Há também relatos de cabelos cortados, rapadinhos, que causam dó, lágrimas e muita solidariedade.

Um dos episódios de que me lembro foi a ordem de “rapadela colectiva” das cabeças masculinas, precisamente quando estreou o filme “Blue Sunshine”, que, com carecas reluzentes, nos havia estimulado o terror.

Fui humilhada em público por ter caracóis que, de tão finos, eu não conseguia – nem tinha a arte – de trançar. E foi dada, em voz de comando, a ordem de os cortar tão rente quanto possível, poupada, mesmo assim, à “lâmina zero”. Pela primeira vez, reagi, entre a raiva e a revolta, e como não me era permitido verbalizar o que me saía da alma, fui arrastada pelas colegas de quarto e vizinhas (Guida, Narri, Raquel, Zulmira) para a camarata, onde desabei em lágrimas e impropérios abafados.

E adormeci ao som do violão do Álvaro Casimiro, que sabia que a música de Chico Buarque era um poderoso calmante – e o único acessível.  (Ana Melo, p. 130)

Houve ainda debates sobre “estudar, produzir, combater”, palavra de ordem na Luta de Libertação Nacional, nas zonas libertadas.  O campo de futebol deveria ou não deveria ser transformado em campo de produção? (Lobo, p.10).

Na verdade, a caminho do lançamento do livro, em Maio de 2025, vi uma horta verdejante no ex-Centro 8 de Março, outra vez Pio X, não no campo de futebol, mas num espaço aberto, bonito e visivelmente produtivo.

Em relação ao nosso livro, só temos que dizer que fizemos a nossa parte, deixamos um legado, uma herança que poderá ser lida hoje e amanhã.

Os organizadores garantem, encorpando as vozes dos co-autores que estas memória podem ser lidas em versões e-book e impressa. Os que quiserem ouvir as nossas histórias podem fazê-lo em qualquer lugar e momento. Tal foi feito a pensar também nos invisuais. Oxalá as próximas iniciativas deste género sejam como esta: iclusiva.

 

Dois indivíduos foram detidos por terem sido flagrados a tentar aceder à sala de exames da Delegação do Instituto Nacional dos  Transportes Rodoviários da Cidade de Maputo (INATRO, I.P.), para realizarem exames teóricos no lugar dos formandos, em troca de valores monetários. 

Segundo o comunicado do INATRO, os cidadãos, detidos na sexta-feira, não actuavam  pela primeira vez, no dia da sua detenção, dedicando-se a angariação de candidatos  inseguros para, no seu lugar, realizar exames teóricos de condução, na Delegação da  Cidade de Maputo, em troca de valores monetários. 

As medidas de combate à corrupção, segundo o INATRO, prosseguem e o INATRO reitera que “continuará implacável na responsabilização dos  envolvidos, apelando para maior controlo de todos e denuncia através das plataformas  estabelecidas na instituição”.

O Ferroviário de Maputo venceu a União Desportiva de Songo no jogo de destaque da 3ª jornada do Moçambola 2025 que retomou este fim-de-semana, depois da pausa para as selecções nacionais. Os “locomotivas” da capital do país ascenderam ao segundo lugar provisório, com cinco pontos, apenas atrás do Baía de Pemba, que viu seu ritmo vitorioso interrompido no ninho do canário, com derrota diante do Costa do Sol.

O jogo, que teve lugar domingo no campo do Afrin, foi de sentido único na primeira parte, onde o Ferroviário de Maputo foi mais demolidor, chegando a ir ao intervalo a vencer por 3-0.

Celso, aos 16 minutos, aproveitou um erro do guarda-redes “hidroeléctrico” para roubar a bola a abrir o marcador, para festa dos adeptos que enchiam a bancada central do Afrin.

Quatro minutos depois a defensiva da União Desportiva de Songo adormeceu e depois de um cruzamento da direita, Naftal rematou, quase atabalhoado, com a bola a embater na relva e ganhar altura sobre o guarda-redes da equipa de Songo, e anichar-se no fundo das malhas.

Parecia que o Ferroviário de Maputo sairia do jogo com uma goleada das antigas, até porque Victor Malino deu contornos de goleada aos 39 minutos, quando aproveitou uma jogada bem combinada do ataque para facturar.

O lance ainda foi reclamado pelos “hidroeléctricos”, que alegaram fora-do-jogo, mas a equipa de arbitragem apontou para o centro.

Mas a “locomotiva” baixou a sua intensidade e permitiu uma recuperação adversária, com Alcides a aproveitar uma defesa incompleta e para frente de Guirrugo, a reduzir, ainda na primeira parte.

A segunda parte trouxe mais união da equipa de Songo, que aos 49 minutos voltou a reduzir, desta feita por Oscar, que apareceu solto no segundo poste para atirar a contar.

Depois foi ver a União Desportiva de Songo a procura do empate e o Ferroviário de Maputo a se fechar em copas até ao apito final e conquistar três preciosos pontos diante de um adversário directo na luta pelo título.

Os “locomotivas” de Maputo são agora segundos com cinco pontos, enquanto os “hidroeléctricos” caem para a quarta posição com os mesmos três pontos, agora somadas que foram duas derrotas.

“Canarinhos” travam “cavalgada” baiana

No ninho do canário o regresso de Isac de Carvalho não foi a desejada, com a sua equipa, o Baía de Pemba, a ser derrotada, pelo Costa do Sol, por duas bolas sem resposta. Louyd foi o herói canarinho ao apontar os dois golos com que a equipa venceu e somou três pontos.

Assim, o Costa do Sol soma a primeira vitória e já lá vão quatro pontos amealhados, na sétima posição.

Quem também venceu nesta retoma foi o Ferroviário de Nacala na recepção ao Textáfrica do Chimoio. Os “locomotivas” de vila portuária de Nacala-a-Velha foi mais feliz graças ao golo apontado por Adinan, ainda na primeira parte.

Uma vitória que coloca a turma da Nacala na zona central da tabela classificativa com quatro pontos, os mesmos da União Desportiva de Songo, Desportivo de Nacala, Costa do sol, Ferroviário da Beira, Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Lichinga, esta última com menos um jogo por disputar.

Entretanto, esta jornada teve dois empates, com Ferroviário de Nampula e Desportivo de Nacala a dividirem pontos, tal como Chingale de Tete e Ferroviário da Beira, que também empataram a um golo.

Cresce o número de equipas que querem contratar o internacional moçambicano do Sporting Clube de Portugal, Geny Catamo. São equipas da Inglaterra, Espanha, França e Itália, que pretendem ter o extremo nos seus planteis, com o Como a ser a última equipa a entrar na corrida.

A ascensão de Geny Catamo no contexto leonino, desde que chegou em definitivo ao plantel principal no início da temporada 2023/2024 como um perfeito desconhecido até se tornar, duas épocas decorridas, jogador de grande influência, fazem com que o ala moçambicano continue a despertar cobiça em muitos clubes.

O clube detentor do passe de Belotti, jogador que joga actualmente no Benfica, é orientado por um dos treinadores da moda em termos europeus, Cesc Fàbregas, que foi cobiçado por Inter, AC Milan, Leverkusen e estará nas cogitações para substituir Pep Guardiola no Manchester City.

Cesc Fàbregas, técnico do Como, é apreciador das qualidades do ala moçambicano, mas os leões querem, no mínimo, 30 Milhões de Euros pelo moçambicano.

O Como está muito activo no mercado e interessado em nomes de peso como Morata ou Antony, o extremo que o Manchester United emprestou ao Betis e que brilhou na Andaluzia.

E dinheiro é coisa que parece não faltar ao clube da Lombardia, pois em Janeiro fez uma oferta ao Milan de 40 Milhões de Euros pelo passe de Theo Hernández, mas esta foi recusada.

Geny Catamo também está nas cogitações dos ingleses do Aston Villa mas, para já, nem uma nem outra equipa formalizaram propostas pelo jogador.

Os verde e brancos pedem, no mínimo, 30 Milhões de Euros pelo futebolista mas primeiro terão de resolver o processo de aquisição do remanescente dos direitos económicos do jogador junto do Amora, pois apenas são detentores de 25 por cento, com os restantes 75 por cento a estarem na posse do emblema da Margem Sul que garantiu a promoção à Liga 3.

As negociações prosseguem e aceleraram a partir do momento em que Bernardo Palmeiro, em Fevereiro deste ano, assumiu a direcção geral do futebol leonino em substituição de Hugo Viana.

Destes 75 por cento do Amora, 85 por cento são da Associação Black Bulls, um dos clubes de formação do jogador de 24 anos, com o Maxaquene a ter direito a 5 por cento, por ter sido onde o jogador iniciou a formação.

Caso continue em Alvalade e nenhuma proposta satisfaça as pretensões leoninas, Geny já sabe que a administração da SAD o vai premiar em termos salariais e, eventualmente, ampliar-lhe o contrato por mais uma ou duas temporadas, uma vez que actual contrato é válido até 2028.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, lança hoje a primeira pedra para a construção de um Centro de Saúde na localidade de Ngénia, no distrito de Buzi, em  Sofala. 

Segundo o comunicado da Primeira-Dama, o acto “marca o início de um projecto de infraestrutura essencial, destinado a ampliar o acesso aos cuidados básicos de saúde numa região onde as populações percorrem longas distâncias até ao posto administrativo mais próximo para receber assistência médica”.

 

A RAFF Military Textile, uma das principais empresas turcas do sector de defesa, reuniu-se durante a semana passada com diversas instituições ligadas à defesa da soberania nacional, incluindo dirigentes do Ministério da Defesa.

No encontro, que contou com a participação de uma delegação do Conselho de Exportadores da Turquia (TIM), a RAFF Military Textile deu a conhecer as suas potencialidades no fabrico de armamento e material de defesa, e teve a oportunidade de avaliar oportunidades de colaboração com autoridades e empresários nacionais nos sectores de defesa e segurança.

Para a empresa turca, o aumento recente do orçamento de defesa e os riscos regionais de segurança posicionaram Moçambique como um mercado estratégico para a sua presença, sendo que vê o mercado moçambicano não apenas como um destino para venda de produtos, mas também como uma oportunidade de estabelecer parcerias duradouras e sustentáveis.

“Moçambique é um mercado estratégico e crucial para nós. Com esta visita, não apenas apresentamos nossos produtos, mas também lançamos as bases para parcerias duradouras com nossos parceiros moçambicanos. As respostas positivas que recebemos destacam claramente a importância do país para as futuras colaborações”, disse Eray Yükseloğlu, CEO da RAFF Military Textile.

Nas reuniões realizadas na capital do país, que contaram com a participação e apoio efectivo do Embaixador da República da Turquia em Maputo, Ferhat Alkan, e do Conselheiro Comercial da embaixada, Batuhan Uysal, a empresa destacou-se ao apresentar soluções inovadoras e estratégicas para as crescentes necessidades locais de segurança e defesa, com a capacidade produtiva robusta e uma extensa gama de produtos, que foram recebidas com algum interesse pelos dirigentes moçambicanos dos sectores de defesa e segurança.

A visita da RAFF Military Textile é vista como um passo significativo no fortalecimento das relações econômicas entre Turquia e Moçambique, onde espera-se que as colaborações entre os dois países se aprofundem ainda mais, contribuindo positivamente para o desenvolvimento econômico e aumento do emprego local.

A estratégia da empresa turca é implantar uma fábrica no país que vai dar emprego a cerca de 700 moçambicanos, cuja produção do material de defesa vai beneficiar não só a Moçambique, como a alguns países da região.

A RAFF Military Textile destaca-se pela sua longa experiência no continente africano, tendo realizado diversos projectos bem-sucedidos em diferentes países da região.

Depois de Moçambique, a RAFF Military Textile pretende expandir suas actividades no mercado africano, com África do Sul e Zâmbia no horizonte.

 

A cidade da Beira acolheu a 8ª edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba, um evento que celebrou a literatura dedicada às crianças e jovens, homenageando, este ano, o renomado escritor moçambicano Alberto da Barca, figura incontornável na produção literária infantil do país.

Durante quatro dias, o festival reuniu escritores e poetas de Moçambique, Brasil e Portugal, entre eles Celso Celestino Cossa e Mauro Brito, em diversos espaços culturais e escolas primárias da cidade, promovendo o gosto pela leitura desde cedo.

Sob o lema “Os continuadores da liberdade”, a programação foi especialmente dedicada à celebração dos 50 anos da independência nacional, através de debates, oficinas, leituras encenadas e atividades com crianças.

O Presidente do Conselho Municipal da Beira destacou a importância do livro infanto-juvenil como uma ferramenta poderosa na formação de valores e na prevenção de futuras crises sociais.

O Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba volta a afirmar-se como uma plataforma essencial para a valorização da literatura moçambicana e o incentivo ao hábito de leitura entre os mais jovens.

A banda de funk moçambicana, sediada nos Estados Unidos, Kina Zoré, apresenta-se, pela primeira vez, nos palcos africanos para celebrar a cultura moçambicana. A digressão africana da banda Kina Zoré, em solos africanos, será de 9 de Julho a 26 de Julho.

Trata-se de uma digressão que devia ter acontecido em 2020, mas tudo ficou cancelado devido à COVID-19. E, agora, sem máscaras e sem nada fechado, Kina Zoré quer colorir e fazer vibrar os seus admiradores e público em geral.

Segundo uma nota de imprensa, cada espectáculo da banda tem sido, sempre, uma viagem cultural que une povos, retratos de tempos e memórias. Tchova Nyolo (nunca desista), também nome do álbum do colectivo, é como a banda baptizou a digressão que começa na Luxy Garden, em Eswatini.

No dia 12 de Julho, a banda arruma os seus instrumentos para se apresentar no prestigiado Niki’s Oasis Restaurant and Jazz Bar, na cidade de Joanesburgo, África do Sul. E já na sexta-feira, dia 18 de Julho, Kina Zoré vai fazer vibrar a cidade de Maputo no palco Coconuts Live.

O produtor e apresentador norte-americano, Bob Boilen, sobre uma das músicas da banda, “COVID-19”, disse “há pessoas a lidar com coisas intensas… e Kina Zoré colocou tudo isso na mensagem desta música. É tão leve, é realmente bonita. Uma das belezas da música é como se pode transformar um assunto pesado numa peça leve e, na verdade, torná-la mais comovente”.

Kina Zoré é um agrupamento que toma o mundo como o seu principal palco. Com a canção “Va Gumulelana (eles estão a lutar)” venceu o Grande Prémio do Concurso de Composição John Lennon. A banda já partilhou palcos com Angelique Kidjo, Skatalites, Red Baraat, Zap Mama, Debo Band, Sierra Leone Refugee All-Stars e Jazzmeia Horn.

Sobre Kina Zoré

Trombetas triunfantes, vocais e polirritmias vibrantes fazem de Kina Zoré uma força de beleza hipnótica. Liderada pelo premiado compositor moçambicano Hélder Tsinine, a banda domina a pista de dança com ritmos africanos, mais electrizantes, que ecoam da cidade natal de Hélder, Maputo. Kina Zoré atraiu a atenção internacional, incluindo participações no NPR Tiny Desk e no Christian Science Monitor. Com os fãs a encher as pistas de dança, não é surpresa que o próprio nome “Kina Zoré” seja um apelo à dança.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, exaltou neste Sábado, em Xinavane, distrito da Manhiça,  província de Maputo, o papel transformador do golfe e do desporto  na promoção da coesão social, diplomacia económica e valorização  da marca Moçambique. 

Foi durante a Edição Especial do Presidential Golf Day 2025, uma das  actividades centrais que antecedem as comemorações dos 50 anos  da Independência Nacional, a assinalar-se a 25 de Junho. O evento decorreu num ambiente festivo e multicultural, marcado  pela presença de delegações empresariais e desportivas de países  como Angola, África do Sul, Eswatini e Namíbia. 

Chapo  agradeceu aos participantes estrangeiros, sublinhando que a sua  presença “é um sinal inequívoco de que o nosso continente está vivo, confiante e determinado a construir juntos um futuro de prosperidade  partilhada e, sobretudo, inclusivo”. 

Dirigindo-se aos convidados, o Presidente moçambicano destacou  que a data “transcende a mera celebração desportiva. É um marco  simbólico que tece a história de um povo resiliente, a energia de uma  nação em crescimento e a visão de um futuro promissor para todos os  moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico”.  

Segundo disse, a realização do torneio representa o espírito de  avanço nacional e reflecte o compromisso com a dignidade e  elevação que os 50 anos da independência merecem. 

O estadista reforçou ainda que o golfe, para além de estar em  crescimento, carrega valores que se alinham com os fundamentos da  soberania moçambicana. A Edição Especial do Presidential Golf Day tem como objectivo não  apenas promover o turismo de golfe, mas também criar uma  plataforma de diálogo e negócios, atrair investimentos e reforçar a  diplomacia económica. 

O Chefe do Estado sublinhou que o evento tem impacto directo em  causas sociais prioritárias, particularmente nas áreas da educação,  saúde comunitária e inclusão. “O verdadeiro progresso inclusivo que  pretendemos não abre espaço para tipo de discriminação, seja de  credo, raça, ideologia política, género, estrato social ou faixa etária”,  vincou. 

Durante o seu discurso, o Presidente da República prestou uma  homenagem especial ao presidente da Associação Moçambicana de  Golfe, destacando-o como um dos principais promotores do turismo  de golfe em Moçambique. 

O Chefe do Estado afirmou ainda que “quando se junta o desporto, a  cultura e o turismo fica uma grande festa”, e incentivou a  continuação do investimento no turismo de golfe para elevar o nome  de Moçambique no cenário internacional. 

“Hoje, o golfe tem sotaque moçambicano”, afirmou, antes de  declarar oficialmente aberta a Edição Especial do Presidential Golf  Day 2025. “O futuro joga-se com visão, ganha-se com união e  enfrenta-se com coragem. E hoje, também com um taco na mão e  Moçambique no coração, faço a minha parte como moçambicano  orgulhoso das minhas raízes”, concluiu.

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