Cabo Verde vai ser a Capital Africana da Cultura em 2028, no âmbito de um projecto com o mesmo nome promovido por uma associação que junta 44 entidades do continente, anunciou o Governo cabo-verdiano.
“Cabo Verde será o País anfitrião da Capital Africana da Cultura em 2028”, anunciou o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na Internet, referindo que o protocolo foi assinado na quarta-feira, em Marrocos, e que o País “será palco de um amplo programa de iniciativas”.
O cartaz, a divulgar, pretende promover “o intercâmbio artístico, valorizar o património e impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável, consolidando a cultura como motor de crescimento e afirmação global”, acrescentou.
De acordo com a informação institucional da organização promotora, o programa “Capitais Africanas da Cultura”, dinamizado pela organização Cidades e Governos Locais Unidos de África (UCLG Africa), foi criado em 2018.
A iniciativa nasceu durante a cimeira Africities, em Marraquexe, Marrocos, com o objectivo de afirmar a cultura como “o quarto pilar do desenvolvimento sustentável, a par das dimensões económica, social e ambiental”.
A cidade ou país designado como Capital Africana da Cultura acolhe, durante dois anos consecutivos, “celebrações da excelência artística, cultural e criativa do continente, funcionando igualmente como espaço de reflexão sobre políticas públicas para a cultura, artes e indústrias criativas”.
Um total de 8369 casos de cólera foi registado, em Moçambique, segundo os dados mais recentes da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP).
A mesma fonte refere, também, que, em sete meses, pelo menos 83 pessoas perderam a vida devido à doença.
O boletim mais recente da DNSP sobre a evolução da cólera, com dados de 3 de Setembro a 4 de Abril, aponta a província de Nampula com um total de 39 mortos e 2815 em Tete, com 32 óbitos, além de 1071 em Cabo Delgado, onde foram registados oito mortos.
No relatório, é indicado ainda o registo de 136 casos e um morto na província da Zambézia, 153 casos e dois mortos em Manica, 495 casos e um morto em Sofala, dois casos entre a cidade e a província de Maputo e um na província de Gaza.
Nas 24 horas anteriores ao encerramento do boletim (4 de Abril) foram confirmados 22 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1% e 42 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há praticamente um mês, reporta a agência noticiosa portuguesa.
Subiu para 11 o número de numeradores artesanais que morreram após o desabamento, no sábado, de uma mina no distrito de Vandúzi, província de Manica, avançou a polícia nesta terça-feira.
“Ficaram soterradas 10 pessoas, estas acabaram perdendo a vida no local, e cinco feridos. Destes, três encontravam-se em estado grave, acabaram sendo transferidos ao Hospital Provincial de Chimoio. Chegados lá, um acabou perdendo a vida”, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Mouzinho Manasse, citado pelo Notícias ao Minuto.
As autoridades de saúde explicaram que as vítimas ainda internadas se encontram estáveis, apesar de ainda carecerem de cuidados médicos.
O secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, tinha explicado anteriormente que o acidente ocorreu na zona tida como “Seis Carros”, esclarecendo que “é a zona de grande concentração de jovens que procuram sustento”, acrescentando que “é verdade que devemos procurar o sustento, mas essa procura do sustento tem de ser com base em regras, com base em comportamentos que evitem situações como estas, de mortes”.
Segundo o responsável, citado pela mesma fonte, o incidente que ocorreu dentro daquela mina, que registou nos últimos meses dezenas de mortos por mineração ilegal, resultou em 10 mortos e o resgate de cinco pessoas, três dos quais se encontram em estado grave.
Lindonde defendeu ainda que a mineração deve ser feita com recurso a equipamentos apropriados e que os mineradores devem pagar os impostos de que o Estado precisa para a arrecadação de receitas.
A 16 de Janeiro, pelo menos três mineradores morreram por asfixia num incidente com um gerador naquela mina de Vandúzi, conforme avançou na altura o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, durante uma visita à mina “Seis carros”, em Manica.
No dia 08 de Janeiro, pelo menos uma pessoa morreu e outras duas ficaram gravemente feridas num desabamento na mesma mina em Manica, avançou na altura fonte do hospital provincial.
O incidente ocorreu quando um grupo de pessoas invadiu a mina para explorar os recursos, com populares a contabilizarem mais de 100 pessoas no local. Contudo, há registo de que apenas três dos feridos, homens, deram entrada no Hospital Provincial de Manica.
Os incidentes sucedem numa altura em que vigora a medida do Governo de suspensão de actividades mineiras, como forma de travar a erosão e o arrastamento de terras, face aos impactos ambientais da actividade desordenada.
O Governo anunciou, recorde-se, em Dezembro do ano passado, que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afectados pela mineração.
O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou, na altura, estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.
Segundo Estêvão Pale, na província de Manica, onde a mineração foi suspensa, a Agência de Controlo de Qualidade Ambiental notificou, a 28 de Outubro, “25 empresas mineiras para iniciarem o processo de reabilitação das áreas e reposição dos solos degradados resultantes das suas actividades de exploração”, enquanto na província de Tete uma comissão multissectorial avaliava o incumprimento dos planos ambientais.
A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorre após o Executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de Julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.
A escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga foi seleccionada para integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico, uma iniciativa que apoia projectos inovadores na área cultural e digital na região.
Para a escritora, integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico significa “a concretização de um sonho e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade maior com o público que desejo alcançar. Este apoio permite-me custear etapas fundamentais do projecto e transformar o meu livro numa experiência acessível também em formato sonoro”.
“A minha eleição reflecte não apenas um reconhecimento individual, mas também um avanço colectivo, sobretudo, no que diz respeito ao espaço que as mulheres escritoras vêm conquistando. O país ganha sempre que uma moçambicana é reconhecida e apoiada”, explicou.
Entre cinco artistas e projectos seleccionados para este ciclo, Énia Lipanga representa Moçambique, destacando o país no panorama da criação contemporânea e reforçando a presença de narrativas autorais comprometidas com questões sociais e com o acesso democrático à cultura.
O fundo é promovido pela Comissão do Oceano Índico, no âmbito do projeto Indústrias Culturais e Criativas (ICC), com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e tem como objectivo impulsionar a produção de conteúdos digitais inovadores e de impacto.
A proposta da Énia Lipanga centra-se na adaptação do seu mais recente livro publicado no Brasil, Nada Será Devolvido em Silêncio, para o formato de audiobook.
Lipanga avança que mais do que uma transposição de linguagem, o projecto nasce de uma intenção clara, ampliar o alcance da literatura para além das barreiras tradicionais de leitura. A obra pretende chegar a mulheres que não tiveram acesso à alfabetização, bem como a pessoas com deficiência visual, criando novas possibilidades de escuta, identificação e pertencimento.
Conhecida por uma escrita feminista, Énia Lipanga leva para este projecto uma abordagem sensível e politicamente consciente, onde a palavra falada se torna também ferramenta de inclusão e transformação social.
“Quero que a minha literatura possa ser ouvida por quem nunca pôde lê-la. Que essas histórias encontrem vidas, mesmo quando os olhos não podem alcançá-las”, afirma a autora.
A participação no fundo permitirá o desenvolvimento de uma obra digital com impacto social direto, contribuindo para a democratização do acesso à literatura no contexto moçambicano e na região do Oceano Índico.
Énia Lipanga é escritora, poetisa, jornalista e activista moçambicana. A sua obra e trajectória cruzam arte, direitos humanos e inclusão, com foco na valorização das mulheres e de pessoas com deficiência. É curadora do Palavras São Palavras e mentora do movimento Incluarte. Já representou Moçambique em diversos países e é autora de várias obras de poesia. Foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de 2022 pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantu Man, considerada melhor artevista de 2025 pela Plan International e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil em 2024.
O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou esta segunda-feira, na cidade de Nampula, que o reforço do transporte público urbano constitui um passo estratégico para promover a mobilidade, impulsionar a economia e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, no quadro da construção de um sistema nacional de transportes mais inclusivo e sustentável.
Falando na cerimónia de entrega de 100 autocarros para transporte público de passageiros, o Chefe do Estado sublinhou o alcance social e económico da iniciativa. “Não se trata apenas de mais um acto administrativo. Trata-se de um passo concreto na construção de um país mais integrado, mais produtivo, mais digno e que está preocupado com o bem-estar do seu povo”.
Na ocasião, destacou o significado da escolha da cidade de Nampula para o evento, descrevendo-a como um dos principais polos de dinamismo económico do país e reiterando a visão de um desenvolvimento equilibrado. “A escolha de Nampula para este momento não é casual. Esta cidade, coração pulsante do Norte, é um dos principais eixos de mobilidade, comércio e dinamismo económico do país”, afirmou.
O estadista explicou que os meios serão distribuídos por vários municípios estratégicos, abrangendo diferentes regiões do país, com o objectivo de reduzir assimetrias e fortalecer os centros urbanos como motores de crescimento económico local e regional.
Segundo o Presidente Chapo, os autocarros representam mais do que simples meios de transporte, constituindo instrumentos de integração e desenvolvimento. “Os autocarros que hoje entregamos, mais do que meios de transporte, são pontes vivas entre distâncias e destinos, motores de esperança que levam consigo sonhos do povo moçambicano”, declarou.
O Chefe do Estado enquadrou a iniciativa num programa mais amplo do Governo para reforço da mobilidade, que prevê a aquisição de mais de mil meios de transporte, incluindo soluções adaptadas tanto para zonas urbanas como rurais.
Com a introdução destes veículos, o Governo espera reduzir o tempo de espera nas paragens, aumentar a capacidade de transporte, melhorar a segurança e elevar a qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que os novos meios venham a beneficiar cerca de 780 mil passageiros por mês, contribuindo para uma economia mais dinâmica e inclusiva.
O governante destacou ainda a aposta em soluções ambientalmente sustentáveis, referindo que parte significativa dos autocarros é movida a gás natural veicular, e anunciou a introdução de um sistema de transporte público escolar com tarifa acessível, visando garantir melhores condições de acesso à educação.
Dirigindo-se aos municípios e aos utentes, o Presidente da República apelou à responsabilidade na gestão e utilização dos meios, enfatizando a necessidade de segurança rodoviária e conservação dos veículos.
“Servir bem o povo, que nos votou, tanto nos municípios, como a nível nacional, significa garantir que estes autocarros circulem com segurança, limpeza, regularidade e dignidade”, afirmou, antes de declarar oficialmente entregue o primeiro lote de autocarros no actual ciclo de governação.
Receberam os autocarros os municípios de Nampula e Nacala, na província de Nampula; Pemba e Montepuez (Cabo Delgado); Lichinga e Cuamba (Niassa); Mocuba e Gurué (Zambézia); Chimoio e Manica (Manica); Beira, Dondo e Nhamatamnda (Sofala) e Tete e Moatize, na província de Tete.
A empresa moçambicana Urbanova, especializada em consultoria e desenvolvimento imobiliário, está de mãos dadas com o pugilista britânico Anthony Joshua, que passou a integrar recentemente um projecto de alto padrão na cidade de Muscate, em Oman, País asiático.
O super-campeão mundial tornou-se investidor e embaixador de um empreendimento imobiliário chamado Yenaier Residences, no projecto de urbanização de Sultan Haitham City, tendo adquirido um apartamento de luxo no último piso de uma das seis torres residenciais ainda em construção, cada uma com sete andares.
O acordo foi formalizado recentemente, na cidade de Muscate, numa cerimónia oficial que não só simboliza um investimento imobiliário, mas uma presença estratégica de um dos maiores atletas da actualidade num mercado altamente competitivo.
A concretização desta parceria resulta de um trabalho de intermediação e posicionamento internacional desenvolvido pela Urbanova, a partir dos seus escritórios em Moçambique, que conta com uma equipa de jovens moçambicanos, ainda que tenha representação em mercados como Emirados Árabes Unidos e Austrália.
A assinatura formal do contrato de compra e venda foi firmada pelo pugilista e o fundador e PCA da Urbanova, Chakyl Camal, que, na ocasião, manteve também encontros institucionais, realizou uma visita de cortesia ao ministro das Infra-estruturas e Habitação de Oman, Khalfan bin Saeed bin Mubarak al-Shueili, para além de um jantar privado com Aadil Alexander, responsável pelo empreendimento através da sua empresa Adante Realty.
Mais do que uma aquisição imobiliária, o momento representa a afirmação de uma empresa moçambicana na esfera internacional que liga África, Europa e Ásia, num contexto em que a internacionalização das marcas nacionais ainda é um desafio.
A Urbanova posiciona-se, assim, como um exemplo de capacidade técnica, visão estratégica e ambição global, através de uma gestão moçambicana, para além de provar o compromisso e o esforço do sector privado moçambicano em romper paradigmas, alargando as fronteiras e permitindo uma presença internacional robusta e, agora, atrair nomes de relevo não só do desporto, mas também com capacidade de investimento, sendo a primeira vez que aposta no mercado milionário.
A EUROCAM, Associação dos Empresários Europeus em Moçambique, e a Embaixada da Ucrânia registaram, entre Outubro de 2025 e Março de 2026, uma evolução significativa nas suas relações institucionais, passando de uma fase de contactos exploratórios para um diálogo estruturado orientado para a formalização de mecanismos de cooperação económica.
No âmbito deste processo, encontra-se em análise a eventual adesão da Embaixada da Ucrânia à EUROCAM na qualidade de observador, modalidade que permite a participação institucional em actividades e fóruns de diálogo da Associação, sem prejuízo da sua natureza enquanto organização representativa do sector empresarial europeu.
Esta solução reflecte o enquadramento jurídico e institucional da Ucrânia, país europeu que, não sendo membro da União Europeia, mantém relações políticas, económicas e regulamentares estreitas com as instituições europeias e integra o espaço de cooperação europeu em diversas iniciativas multilaterais.
A participação da Embaixada da Ucrânia como observador permitirá reforçar o intercâmbio de informação, o diálogo económico e a identificação de oportunidades de investimento e parceria, assegurando simultaneamente a coerência com a missão estatutária da EUROCAM e o seu posicionamento como plataforma de representação empresarial europeia em Moçambique.
Este desenvolvimento ocorre em paralelo com o recente reforço do diálogo bilateral entre Moçambique e Ucrânia ao mais alto nível político, na sequência dos contactos entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, os quais destacaram áreas prioritárias de cooperação como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional.
Desde Outubro de 2025, a EUROCAM tem vindo a dialogar com a representação diplomática ucraniana, promovendo a identificação de sectores de interesse comum e criando condições para o estabelecimento de parcerias empresariais sustentáveis.
A evolução agora registada confirma a relevância da Associação enquanto plataforma de articulação entre a diplomacia económica, investimento estrangeiro e sector privado europeu.
A EUROCAM reitera o seu compromisso em continuar a apoiar iniciativas que contribuam para o fortalecimento das relações económicas internacionais de Moçambique, promovendo um ambiente de negócios aberto, transparente e alinhado com as melhores práticas europeias.
A cidade de Maxixe foi palco, este fim-de-semana, de um momento vibrante e transformador com o lançamento oficial do Torneio “Chapo Chapo”, dirigido pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse.
O evento reuniu dezenas de jovens, atletas e entusiastas do desporto, marcando o início de uma iniciativa que promete impulsionar talentos e promover a inclusão social.
Com energia contagiante e uma forte mensagem de encorajamento, Manasse destacou o desporto como ferramenta estratégica para a união, disciplina e criação de oportunidades para a juventude.
“O Torneio Chapo Chapo é mais do que competição, é uma plataforma de sonhos, onde jovens podem revelar o seu potencial e construir um futuro melhor”, afirmou.
A iniciativa insere-se nos esforços contínuos do Governo de Daniel Chapo para massificar o desporto, incentivar estilos de vida saudáveis e criar espaços de integração juvenil, especialmente nas comunidades locais.
O arranque do torneio foi marcado por partidas emocionantes e um ambiente de festa, simbolizando não apenas o início de uma competição, mas o reforço do compromisso com uma juventude mais activa, participativa e protagonista do desenvolvimento do país.
O torneio “Chapo Chapo” já foi lançado nas províncias de Tete, Sofala, Maputo província e cidade de Maputo, para além de Inhambane. A iniciativa visa abranger cerca de 40.000 jovens em todo o país e envolve atletas locais e é estruturado com fases distritais, regionais e provinciais, como o caso de Inhambane, que envolve 250 equipas.
A Assembleia da República iniciou, nesta segunda-feira, em plenário, a apreciação da Informação da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações (8ª Comissão), um documento que espelha o trabalho desenvolvido por aquele grupo de especialidade de Fevereiro a Março de 2026 em todo o território moçambicano.
Durante o período em análise, a 8ª comissão recebeu um total de 185 petições em todo o território moçambicano. Deste número, 59 são novas e 126 correspondem a processos em acompanhamento.
De acordo com o presidente daquela Comissão, Valter Mabjaia, a região Sul do País lidera o número de petições submetidas à Assembleia da República, com um total de 111 registos, enquanto as regiões Norte e Centro contribuíram, cada uma, com 37 petições.
“Estes dados reflectem a contínua confiança que os cidadãos têm para com a Assembleia da República, considerando-a a última instância na salvaguarda dos seus direitos”, disse Mabjaia, explicando que a Constituição da República de Moçambique, no seu artigo 79, consagra o direito de petição, permitindo que qualquer cidadão, de forma individual ou colectiva, apresente à Assembleia da República as suas preocupações sob a forma de petições, queixas ou reclamações.
Segundo explica, este direito é regulamentado pelo Regimento da Assembleia da República, nomeadamente pela alínea c) do nº 1 do artigo 92 da Lei nº 17/2013, de 12 de Agosto, conjugado com o artigo 21 da Lei nº 26/2014, de 23 de Setembro, que disciplina a apresentação de petições, queixas e reclamações perante a autoridade competente.
Mabjaia esclarece ainda que estes dispositivos legais estabelecem que, durante cada Sessão Ordinária, a Comissão deve informar o Plenário sobre as petições analisadas e o tratamento dado a cada caso”.
“A 8ª Comissão, no cumprimento do seu plano de actividades para 2026, procedeu à triagem e análise preliminar das petições recebidas, incluindo os casos de acompanhamento transitados da II Sessão Ordinária para a actual III Sessão, ambas inseridas na X Legislatura”, disse.
Segundo explica, na sequência das audições realizadas, foram identificados diversos casos relacionados com a Administração da Justiça. Assim, ao abrigo do nº 6 do artigo 16 da Lei nº 26/2014, de 23 de Setembro, a Comissão propôs ao Plenário o envio de um ofício ao Procurador-Geral da República, solicitando informações detalhadas sobre 20 petições, queixas e reclamações específicas.
O presidente da 8ª Comissão disse, ainda, que em observância ao artigo 14 da Lei n.º 26/2014, de 23 de Setembro, a 8.ª Comissão propôs o indeferimento de quatro (4) petições, queixas e clamações, por se verificar que as pretensões apresentadas são ilegais; colocam em causa decisões judiciais; questionam actos administrativos insusceptíveis de recurso; carecem de fundamentação; e os respectivos prazos legais já se encontram prescritos.
O deputado Mabjaia explicou, igualmente, que a Comissão de Petições, Queixas e Reclamações, após a análise de oito petições, queixas e reclamações, propõe ao Plenário da Assembleia da República o encerramento dos processos, por já terem tido desfecho.
Esta informação deverá ser aprovada pelo plenário da Assembleia da República ainda nesta III sessão ordinária por via de um projecto de resolução.
As autoridades migratórias da província de Manica fizeram o balanço do quadra pascal, no fim-de-semana e dizem que os dados apresentados apontam para mais de 13 mil pessoas que atravessaram a fronteira de Machipanda.
A maior parte são cidadãos zimbabweanos que escalaram o território moçambicano para a celebração cristã que marca a ressurreição de Cristo.
As autoridades migratórias em Manica avançam que a Fronteira de Machipanda registou um movimento incomum de cidadãos zimbabweanos que atravessaram para Moçambique a fim de celebrar a Páscoa.
De regresso ao seu país, Zimbabwe encontramos na fronteira de Machipanda encontramos Theresa Sabeta que diz que celebrar a páscoa em Moçambique foi para si uma maravilha.
“A Páscoa foi boa, porque não tivemos registo de qualquer incidente”, disse.
Já Patiente Joshua teve a celebração cristã no Zimbabwe, mas aproveitou o período para visitar familiares em Moçambique.
“Vou visitar minha irmã, que se casou lá [em Moçambique]. Vou visitá-la. Minha mãe diz que está com saudades da sua caçula. É para lá onde vamos”, disse.
Estes fazem parte dos mais de 13 mil cidadãos que usaram o principal ponto de travessia de e para o Zimbabwe. O porta-voz da direcção provincial de Migração de Manica considera já um balanço positivo uma vez que a meta esperada é de 14 mil cidadãos a passar da fronteira de Machipanda.
“De dia 30 de março até ao dia 5, portanto ontem, a Direcção Provincial, através dos seus postos, registrou um total de 13.290 e quatro passageiros, dentre estes, entrados e saídos e a maioria desse número, isto é, pouco mais de 90% é através do posto de travessia de Machipanda”, disse Abílio Mate.
Mate avança que não foram apenas cristãos que entraram e saíram de Moçambique. “Dizer que deste número, pouco mais de 2 mil foram passageiros turísticos, turistas que pretendiam desfrutar das nossas praias ao longo das províncias do nosso país”, disse.
Comparativamente ao ano passado, houve aumento do movimento migratório na fronteira de Machipanda, na ordem de 20%.

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