Uma refinaria atingida pela Ucrânia numa cidade do sul da Rússia está em chamas há quatro dias, causando uma significativa poluição do ar, chuva negra e obrigando a restrições da população, avisaram esta quinta-feira as autoridades locais.
“O incêndio na refinaria de Tuapse ainda está activo. Quatro tanques de armazenamento estão em chamas”, disse um responsável do centro de gestão de emergências da região de Krasnodar.
Devido à intensidade do incêndio, “os produtos da combustão foram libertados para a atmosfera” e “caíram com a chuva de quarta-feira, criando um depósito negro nas superfícies”, acrescentou, em declarações à agência de notícias francesa AFP.
Os residentes foram aconselhados a limitar o tempo ao ar livre, a manter as janelas fechadas, a usar óculos em vez de lentes de contacto, a não fumar e a usar máscara caso precisem de sair.
De acordo com medições oficiais, a concentração de partículas tóxicas na atmosfera, libertadas pelo incêndio, é actualmente duas a três vezes superior aos níveis permitidos.
Vídeos e fotos publicados nas redes sociais, mas cuja veracidade não foi verificada pela AFP, mostram imensas nuvens sobre a cidade e resíduos negros no mobiliário urbano e até nos pelos de gatos e cães.
Na segunda-feira, as autoridades regionais reportaram um “grande ataque de drones ucranianos” em Tuapse, que matou uma pessoa e provocou um incêndio no porto daquela cidade costeira do mar Negro.
Já há uma semana, o governador regional, Veniamin Kondratiev, tinha denunciado as mortes de uma rapariga de 14 anos e de uma outra jovem num ataque nocturno de drones ucranianos na mesma cidade.
Desde o início da sua ofensiva na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, a Rússia tem bombardeado regularmente todo o território ucraniano, particularmente as suas infra-estruturas críticas.
Em resposta, Kiev está a atacar alvos na Rússia, indicando visar instalações militares e energéticas para reduzir a capacidade de Moscovo de financiar o seu esforço de guerra.
No início deste mês, a Rússia acusou a Ucrânia de realizar ataques com drones contra uma importante infraestrutura petrolífera em Novorossiysk, no mar Negro, e de “tentar desestabilizar” o mercado global de hidrocarbonetos.

