Cabo Verde vai ser a Capital Africana da Cultura em 2028, no âmbito de um projecto com o mesmo nome promovido por uma associação que junta 44 entidades do continente, anunciou o Governo cabo-verdiano.
“Cabo Verde será o País anfitrião da Capital Africana da Cultura em 2028”, anunciou o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na Internet, referindo que o protocolo foi assinado na quarta-feira, em Marrocos, e que o País “será palco de um amplo programa de iniciativas”.
O cartaz, a divulgar, pretende promover “o intercâmbio artístico, valorizar o património e impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável, consolidando a cultura como motor de crescimento e afirmação global”, acrescentou.
De acordo com a informação institucional da organização promotora, o programa “Capitais Africanas da Cultura”, dinamizado pela organização Cidades e Governos Locais Unidos de África (UCLG Africa), foi criado em 2018.
A iniciativa nasceu durante a cimeira Africities, em Marraquexe, Marrocos, com o objectivo de afirmar a cultura como “o quarto pilar do desenvolvimento sustentável, a par das dimensões económica, social e ambiental”.
A cidade ou país designado como Capital Africana da Cultura acolhe, durante dois anos consecutivos, “celebrações da excelência artística, cultural e criativa do continente, funcionando igualmente como espaço de reflexão sobre políticas públicas para a cultura, artes e indústrias criativas”.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu hoje, no seu gabinete, o segundo grupo de profissionais de saúde que beneficiam de bolsas de especialização na Índia.
O encontro serviu para formalizar a despedida dos bolseiros, que partem integrados num programa mais vasto de capacitação institucional. Segundo Francisco Langa, representante da área de formação no Ministério da Saúde, a audiência ocorreu “no âmbito das 100 bolsas atribuídas pela Primeira-Dama ao Ministério da Saúde”.
Langa explicou que o projecto tem um alcance geográfico abrangente, assegurando que as oportunidades de formação não se limitem aos grandes centros urbanos. “E essas 100 bolsas são para todo o país”, sublinhou o responsável, destacando a equidade na selecção dos beneficiários.
O cronograma de formação já se encontra em curso, tendo sido recordado o percurso inicial deste projecto de cooperação. “Tivemos o primeiro grupo de 12 bolseiros que seguiram em Janeiro para a Índia, que vieram de todas as províncias do país”, referiu Francisco Langa durante as declarações à imprensa.
Sobre o grupo actual, o representante do Ministério da Saúde detalhou a composição e a origem dos profissionais que compõem esta nova vaga. “Este é o segundo grupo, vai seguir também para a Índia este mês, e são provenientes da província de Sofala, Zambézia e a Cidade de Maputo”.
A continuidade do programa está garantida para o curto prazo, com novos processos de selecção já em perspectiva. Langa anunciou que “teremos também no próximo mês mais um grupo que serão selecionados bolseiros de todo o país”, mantendo a dinâmica de envio de quadros para o estrangeiro.
O impacto esperado destas bolsas foca-se directamente na eficiência do Sistema Nacional de Saúde e na assistência direta ao cidadão. “Dizer que essas bolsas, como são de especialização, vão ajudar muito naquilo que é a melhoria da qualidade de serviços prestados à população no âmbito da expansão dos serviços de saúde”, afirmou Francisco Langa.
Entre os beneficiários está Rosária Marcos Manhique, enfermeira de saúde materno-infantil do Hospital Central de Quelimane, na província da Zambézia, que expressou o sentimento do grupo. “Estou aqui neste momento para agradecer à Sua Excelência Primeira-Dama pela oportunidade que nos deu de irmos à Índia e nos especializarmos em enfermagem oncológica”.
A enfermeira destacou a raridade de tais oportunidades para a classe profissional e a relevância do gesto da Primeira-Dama. “Dizer que essas oportunidades aqui vão ajudar a muitos de nós enfermeiros, que muitas das vezes não temos tido essa oportunidade e, sem mais palavras, dizer que estou muito grata por essa oportunidade”, concluiu a bolseira.
Israel manteve ataques no sul do Líbano e realizou bombardeios no Irão nas últimas horas, no mesmo dia em que entrou em vigor um cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão.
O Exército israelita atacou o sul do Líbano nesta quarta-feira, deixando várias vítimas mortais, segundo meios de comunicação libaneses, apesar de Telavive ter declarado aceitar a trégua com o Irão, mas excluindo o território libanês do acordo.
Citada pel;a DW, a agência oficial libanesa “ANN”, informou que um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah provocou várias mortes, sem número confirmado. Em Chaqra, pelo menos quatro pessoas morreram após um bombardeamento atingir um edifício próximo ao Hospital Hiram e um centro médico, causando ainda vários feridos.
Outras localidades atingidas incluem Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.
O conflito no Líbano intensificou-se após ataques do Hezbollah, aliado do Irão, em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, iniciada em 28 de fevereiro. Desde então, mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas. Israel reiterou ainda a intenção de ocupar a faixa sul até ao rio Litani.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram que realizaram, durante a noite, uma série de bombardeios contra bases de lançamento de mísseis em todo o território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque de Teerão.
Segundo comunicado militar, citado pela DW, a Força Aérea atingiu “dezenas de locais de lançamento” para impedir uma ofensiva maior de mísseis balísticos contra Israel. As autoridades israelitas não esclareceram se os ataques terminaram antes ou depois da entrada em vigor do cessar-fogo à 0 hora.
Israel registou ainda o lançamento de mísseis iranianos cerca de 15 minutos após o início da trégua, sem novos ataques desde então.
O Presidente da República, recebeu em audiência, na manhã desta quarta-feira, a cidadã moçambicana Cecília Sebastião Mathe, carinhosamente conhecida por Avó Cecília, com o propósito de manifestar a sua admiração pelo trabalho que esta desenvolve na promoção do livro e do gosto pela leitura no país.
Durante o encontro, o Chefe do Estado enalteceu o empenho e a dedicação de Avó Cecília, destacando o impacto positivo da sua acção junto das crianças. Na ocasião, o Presidente Chapo encorajou-a a prosseguir com a sua missão, afirmado: “Nós estamos consigo, Vovó Cecília”.
Residente no Bairro da Mafalala, na Cidade de Maputo, Cecília é responsável por um acervo bibliográfico denominado Biblioteca Avó Cecília, espaço através do qual tem vindo a incentivar hábitos de leitura, sobretudo entre os mais jovens.
Na audiência, a interlocutora deu a conhecer, com maior detalhe, o seu trabalho e os projectos que vem desenvolvendo no domínio da promoção da leitura. Explicou que a sua acção assenta, actualmente, numa biblioteca móvel, denominada Biblioteca Angola, através da qual leva livros a diversas comunidades. “A mensagem é o gosto pela leitura. Eu tenho uma biblioteca móvel, chamada Biblioteca Angola, que é para todos, mas principalmente para o público infanto-juvenil”, afirmou.
Segundo referiu, o projecto tem permitido alcançar crianças e estudantes de diferentes níveis de ensino, com particular incidência para alunos da 1ª à 11ª classe. “As crianças têm vindo, os jovens também aparecem, embora em menor número, mas o foco principal são os estudantes, desde os mais pequenos até à 11ª classe”, explicou.
Relativamente ao acervo bibliográfico, Avó Cecília destacou que o mesmo resulta, em grande medida, de esforço pessoal, complementado por contribuições solidárias. “Eu compro os livros, mas ultimamente tenho tido muitas ofertas. Há pessoas e iniciativas que têm contribuído, o que ajuda muito a fortalecer a biblioteca”, sublinhou.
Intervindo na ocasião, Avó Cecília reiterou a importância de incutir o hábito de leitura desde a infância, dizendo: “Por ser de pequeno que se torce o pepino, prefiro trabalhar com as crianças que, nesta era de crescente digitalização, têm cada vez menos incentivos à leitura”.
No que concerne à sua visão de futuro, manifestou o desejo de evoluir da actual biblioteca móvel, ou itinerante, na linguagem técnica, para uma infra-estrutura permanente. “O meu sonho é ter uma biblioteca fixa, não apenas móvel. Quero um espaço próprio, voltado essencialmente para o público infanto-juvenil”, afirmou.
A interlocutora destacou, igualmente, a sua ligação à área da educação, referindo que, para além da sua formação como bibliotecária, já exerceu funções como professora e continua, sempre que possível, a apoiar o processo de aprendizagem. “Para mim, ser bibliotecária é também ser um pouco professora. Já fui professora e continuo a dar algum apoio básico às crianças”, referiu.
Actualmente com 76 anos de idade, Avó Cecília é reformada da função pública, tendo sido quadro da Biblioteca Nacional, sediada na Cidade de Maputo. Há 11 anos, concluiu a licenciatura em Gestão e Estudos Culturais pelo Instituto Superior de Arte e Cultura (ISARC), no Município da Matola, aos 65 anos de idade, demonstrando, assim, o seu contínuo compromisso com o conhecimento e a valorização da cultura.
Com esta iniciativa, Avó Cecília reafirma o seu compromisso com a promoção da leitura, da educação e do acesso ao conhecimento, pilares fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do país.
O Governo desafiou, nesta quarta-feira, em Maputo, os operadores de safaris e gestores das áreas de conservação a tornarem o sector mais atrativo, para os jovens, e impulsionador da economia da vida selvagem e da sua cadeia de valor, alertando que o fraco envolvimento juvenil reflecte o subaproveitamento do seu potencial económico no país.
O desafio foi lançado pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, que considera que o sector ainda não consegue captar o interesse necessário, sobretudo da juventude, revelando limitações no aproveitamento das suas potencialidades.
“Se a actuação dos agentes do safari continua remota, é sinal de que o sector não está a ser suficientemente aproveitado, o que demonstra que ainda não conseguiu captar o interesse necessário, sobretudo da juventude”, afirmou.
O governante sublinhou ainda que o desafio não se limita à capacitação, mas também ao reforço contínuo das competências técnicas, defendendo que a conservação deve traduzir-se em desenvolvimento efectivo.
“É fundamental criar espaço para que a conservação se traduza em desenvolvimento efectivo, com benefícios visíveis para todos os intervenientes, desde os gestores dos parques até às comunidades locais”, advertiu.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Biofund, Carlos Santos, questionou o real aproveitamento do património natural do país, sublinhando que, apesar dos avanços, a vida selvagem pode ter um contributo mais significativo na economia nacional.
“Há sinais claros de que a vida selvagem já tem um peso importante, mas pode contribuir muito mais para a economia nacional”, afirmou, apontando também barreiras persistentes, desde limitações estruturais até à necessidade de políticas mais ajustadas. Defendeu, por isso, um debate orientado para resultados, capaz de alinhar a conservação com o desenvolvimento económico.
Já o presidente da Associação Moçambicana de Operadores de Safari, Adamo Valy, considerou que o encontro constitui uma oportunidade para redefinir o rumo do sector, através da análise de modelos de sucesso na região.
“Queremos, com este fórum, estudar os melhores exemplos ao nível regional, para perceber o que pode ser adaptado à realidade moçambicana”, disse. O responsável destacou ainda o papel dos operadores em zonas remotas, onde muitas vezes asseguram apoio directo às comunidades, defendendo maior coordenação institucional para tornar o sector mais competitivo e sustentável.
Na mesma conferência, a presidente da Millennium Challenge Corporation Moçambique, Augusta Maita, destacou o Compacto II, avaliado em 537 milhões de dólares, como um instrumento estratégico para fortalecer os meios de vida das populações e promover a conservação da vida selvagem, com enfoque nas zonas costeiras.
“Este compacto pretende fortalecer os meios de vida das populações e promover a preservação da vida selvagem, ao mesmo tempo que impulsiona investimentos estruturantes”, explicou.
Os intervenientes convergiram na necessidade de uma actuação conjunta entre o Governo, o sector privado e as comunidades, apontando a valorização dos recursos naturais como essencial para impulsionar a economia da vida selvagem e garantir um desenvolvimento inclusivo e duradouro no país.
O evento conta com a presença de várias entidades em representação da região da SADC e de organizações não governamentais
Indivíduos de má-fé têm estado a vandalizar os semáforos da cidade da Beira. Eles roubam condutores eléctricos e comandos, importados da África do Sul e que custam acima de um milhão de meticais. O material roubado pode estar a ser comercializado em sucatarias e a segurança rodoviária está em perigo.
A circulação rodoviária na cidade da Beira está a ser afectada por sucessivos actos de vandalização de semáforos, colocando em risco a segurança de automobilistas e peões. Em causa estão roubos de cabos condutores e comandos dos sistemas de sinalização, equipamentos considerados caros e de difícil reposição.
Segundo relatos, indivíduos de má-fé têm removido componentes essenciais dos semáforos, suspeitando-se que o material esteja a ser vendido em sucatas e posteriormente canalizado para empresas de fundição.
Os prejuízos são significativos, uma vez que os equipamentos são importados, sobretudo da África do Sul, e podem ultrapassar valores superiores a um milhão de meticais por unidade.
“Este caos na circulação está relacionado com a avaria de semáforos, e estas avarias estão directamente ligadas à vandalização destes sinais de trânsito”, descreveu a reportagem.
Entre os residentes, cresce a preocupação com o impacto na segurança rodoviária. “Cria constrangimento para nós que somos automobilistas e para os peões. A transitividade fica muito comprometida”, afirmou Ernesto Gabriel, residente na Beira.
Também Ruth Jossias manifestou preocupação com a dependência dos semáforos para a organização do trânsito. “É uma situação delicada, porque nós nos baseamos no semáforo para melhor circulação. O Governo tem que ver esta situação”, disse.
Para outros cidadãos, o problema exige uma resposta mais ampla, incluindo educação cívica. “As pessoas que fazem esse acto vivem nas nossas próprias casas. Precisamos de educá-los no sentido de cidadania”, defendeu Sande Carmona.
Perante o cenário, a Polícia de Trânsito foi mobilizada para os principais pontos críticos da cidade, tentando garantir a fluidez do tráfego e evitar acidentes. No entanto, a tarefa é dificultada por comportamentos de risco de alguns automobilistas.
O Conselho Municipal da Beira alerta que os prejuízos são elevados e difíceis de suportar. “Não são cabos comuns, são cabos específicos para semáforos, muito caros. Um comando pode custar cerca de um milhão e meio de meticais”, explicou Flora Impula, vereadora para a área dos transportes no Conselho Municipal da Beira.
A vereadora sublinhou ainda que todos os dez pontos semaforizados da cidade já foram alvo de vandalização, com alguns equipamentos já substituídos. Até ao momento, duas pessoas foram detidas em conexão com os casos, enquanto outra permanece em fuga.
As autoridades apelam à colaboração da população na denúncia e identificação dos responsáveis, sublinhando a necessidade de proteger os equipamentos públicos essenciais à segurança rodoviária.
A Argélia prepara-se para receber uma visita papal, pela primeira vez, quando Leão XIV pisar o território magrebino, nos dia 13 e 15 de Abril, antes de se deslocar a Angola.
Na bagagem, o Bispo de Roma trará consigo o apelo de renovação ao diálogo inter-religioso, reforçando a mensagem de paz e convivência num país de maioria muçulmana.
Segundo a Africanews, que avança a informação, o Papa vai desembarcar, em Argel, na próxima segunda-feira, onde vai homenagear os mártires da independência e reunir-se com o Presidente daquele país norte-africano, Abdelmadjid Tebboune, antes de seguir para Annaba, cidade que guarda o legado de um dos nomes mais influentes do Cristianismo, Santo Agostinho.
Na Basílica de Santo Agostinho, os fiéis e o clero aguardam com entusiasmo a celebração de uma missa histórica.
Citado pela mesma fonte, o reitor da basílica, padre Fred Wekesa, expressou gratidão e expectativa pela deslocação, que considera importante porque “demonstra a proximidade da Igreja connosco”.
Enquanto estiver na Argélia, o Papa Leão XIV visitará, ainda, a Grande Mesquita de Argel.
O périplo do Chefe de Estado do Vaticano por África incluirá, ainda, passagens por Camarões, Angola e Guiné Equatorial e marcará um gesto de aproximação entre culturas e credos.
As últimas visitas do Santo Padre ao Norte de África foram realizadas por João Paulo II a Marrocos, em 1985, e Egipto em 2000, além do Papa Francisco ao mesmo país em 2017.
Milhares de pessoas formaram, nesta terça-feira, cadeias humanas junto a centrais eléctricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.
Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.
Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central eléctrica do País, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.
Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central eléctrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas eléctricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.
Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, a 28 de Fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoeléctrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).
As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.
Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.
Estas acções fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem cadeias humanas para “encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo”.
O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse ontem que “os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”.
Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais eléctricas e pontes na segunda-feira.
A concentração começou depois das ameaças de Trump de “desencadear o inferno” se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de ontem em Washington (02h00 desta quarta-feira em Moçambique).
Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.
“Canarinhos” e “locomotivas” vão discutir o troféu da cidade de Maputo em futebol, após vencerem os jogos das meias-finais realizadas esta terça-feira, no campo do Costa do Sol.
Mesmo debaixo de chuva, por vezes forte e noutras fraca, as duas meias-finais mostraram a sede de futebol que se tem na capital pelos amantes da bola, que foram em número considerável, e não se arrependeram de deixar seus afazeres no dia da mulher moçambicana.
No jogo de destaque, a chamada final antecipada, Costa do Sol e Black Bulls protagonizaram um excelente espectáculo de futebol que só foi decidido na marca das grandes penalidades.
Ao longo dos 90 minutos as duas equipas procuraram chegar ao golo, visitando sempre as balizas adversárias, mas sem conseguir abanar as redes.
Perto do final do jogo, Ernan, guarda-redes da Black Bulls, ainda pediu a entrada de Guirrugo, herói da final da Supertaça, para entrar e defender das grandes penalidades.
O herói entrou e até fez o seu papel, mas os seus colegas não ajudaram e os “touros” vergaram diante do canário, que assim volta a voar alto, mesmo não tendo sido dia de sol.
O Costa do Sol conseguiu regressar a uma final três anos depois, desta vez para procurar conquistar mais um troféu para a sua vitrina, que é a mais preenchida de todas equipas do País.
O adversário dos “canarinhos” não podia ser uma grande equipa, para proporcionar uma final de luxo e de grande nível. Trata-se do Ferroviário de Maputo, que na outra meia-final não teve muitas dificuldades para superar a Liga Desportiva de Maputo, apesar de ter apanhado um pequeno susto.
O Ferroviário de Maputo chegou primeiro ao golo ainda na primeira parte, quando aos 37 minutos do jogo Ezequiel introduziu a bola nas malhas adversárias, após livre indirecto.
Mas a Liga Desportiva de Maputo soube reagir e dois minutos depois voltou a restabelecer o empate, através de Luther, que manteve justiça no marcador, já que o equilíbrio era a nota dominante na primeira parte.
Mas foi na segunda parte onde a superioridade dos “locomotivas” veio ao de cima, aproveitando as falhas defensivas para marcar golos que deram o apuramento à final.
Apenas dois minutos decorridos após o reatamento, Naftal tirou proveito das fragilidades defensivas da Liga para fazer o 2-1, antes de Atílio voltar a aproveitar brincadeiras defensivas para fixar o 3-1 final, aos 54 minutos.
Já não houve espaço para reacção e o Ferroviário de Maputo continua firme na revalidação do título da cidade de Maputo, conquistado ano passado.
Desta vez será com o Costa do Sol, seu maior rival, não sendo elas as duas equipas com mais títulos no País.
Sábado, no mesmo relvado dos “canarinhos”, Black Bulls e Liga Desportiva de Maputo disputam o chamado jogo da consolação, lutando pelo terceiro lugar, enquanto o Ferroviário e o Costa do Sol disputam o troféu.
A população de Mucojo, na província de Cabo Delgado, denunciou, nesta terça-feira, a circulação de supostos terroristas dentro da comunidade, a 40 quilómetros de Macomia, provocando o receio entre os moradores.
Segundo fontes locais, citadas pela Lusa, os supostos terroristas surgem como civis entre os residentes e, após alguns dias, desaparecem, deixando os residentes preocupados e com medo de possíveis ataques.
“Às vezes lá aparecem pessoas e depois somem, sem as comunidades saberem ao certo para onde vão”, relatou uma fonte em Macomia.
As fontes, citadas pela Lusa, acrescentam que alguns suspeitos são jovens da comunidade, alegadamente integrantes do grupo armado que realiza ataques em Cabo Delgado.
“Alguns não são estranhos, são de lá de Mucojo, mas ficam e depois somem sem dizer para onde é que vão”, disse outra fonte.
As informações, acrescentam, são do conhecimento das Forças de Defesa e Segurança, que têm estado no terreno para monitorizar a situação e evitar qualquer oportunismo.
“As forças sabem e sempre estão lá em coordenação com as comunidades, monitorizam e tudo fazem para evitar infiltrados”, disse.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado a 05 de Outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização ACLED estima que a província moçambicana de Cabo Delgado registou dois eventos violentos nas duas últimas semanas, um envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram 13 mortos, elevando para 6515 os óbitos desde 2017.

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