O projecto conjunto “Pamoja”, que une Quénia, Uganda e Tanzânia, enfrenta desafios logísticos críticos. A África do Sul surge como o “Plano B” de prontidão para garantir a realização do maior torneio do continente, segundo revelou o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) mantém o estado de alerta sobre a organização do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027. Embora o mandato oficial de organização pertença à candidatura conjunta de Quénia, Uganda e Tanzânia, a África do Sul foi identificada como o destino do recurso caso os prazos de infraestruturas não sejam cumpridos.
O projecto “Pamoja” (que significa “juntos” em suaíli) marcou um momento histórico ao atribuir a prova à África Oriental. Contudo, relatórios de inspecções recentes da CAF revelaram preocupações significativas, particularmente no Uganda.
Actualmente, o País enfrenta dificuldades para finalizar recintos que cumpram a “Categoria 4” da FIFA, o nível de exigência necessário para jogos internacionais de elite.
Fontes próximas da CAF indicam que, embora a vontade política nos três países seja forte, o ritmo das obras em estádios como o de Talanta (Quénia) e as renovações em Kampala (Uganda) estão a ser monitorizados “ao milímetro”.
A escolha da África do Sul como alternativa estratégica não é surpreendente. Com uma infra-estrutura herdada do Mundial de 2010 e do CAN 2013, o País possui estádios de classe mundial, rede hoteleira e logística de transportes pronta a operar num curto espaço de tempo.
Apesar dos rumores de uma mudança iminente, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, tem procurado acalmar os ânimos. Em declarações recentes, o dirigente reafirmou a confiança nos actuais anfitriões, sublinhando que a CAF está a realizar workshops técnicos e visitas frequentes para garantir que o torneio arranque a 19 de Junho de 2027 em solo luso-oriental.
As próximas inspecções técnicas, previstas para os próximos meses, serão decisivas. Caso os marcos de construção definidos no caderno de encargos não sejam atingidos até ao final do ano, a CAF poderá ser forçada a activar o protocolo de emergência para evitar o adiamento da prova, garantindo assim a estabilidade do calendário futebolístico africano.

