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PR promete soluções para preocupações de estudantes na China 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana  residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de  Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora  constitui uma prática regular da governação. “Consta  permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa  comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao  estrangeiro”.

Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio  recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na  China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo  agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento  para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a  trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento  rumo à nossa independência econômica”. 

O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China  ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50  anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os  dois países. 

Segundo explicou, a visita visa consolidar a  cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura,  energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e  digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o  crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e  mulheres. 

Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com  instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do  Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para  o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política,  económica e social. 

No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque  para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do  Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI,  sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos  climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao  terrorismo em Cabo Delgado. 

A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400  cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e  doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais,  enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do  diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas  chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.

Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução  de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a  formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e  obstáculos na realização de operações bancárias na China com  cartões moçambicanos.  

Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma  articulada. 

No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e  incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as  nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento  ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por  toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o  encontro em Pequim representa um momento de proximidade e  valorização dos moçambicanos no exterior.

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