FEMATRO mantém negociações com o Governo sobre o aumento dos preços, numa altura em que os transportadores estão divididos quanto à proposta de incremento de cinco meticais e à reivindicação de 20 meticais.
O preço dos transportes públicos poderá agravar-se a partir de 1 de Novembro, no contexto das negociações entre a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) e o Governo sobre as compensações aos operadores.
Apesar de ainda não haver uma data definida para o pagamento das compensações, os transportadores continuam divididos quanto à proposta de incremento de cinco meticais nas tarifas. Enquanto uma parte admite aceitar o valor, desde que se mantenha o subsídio atribuído pelo Governo, outros defendem a proposta submetida pela FEMATRO, que prevê um aumento de 20 meticais.
Perante a falta de consenso, a Federação anunciou que vai retomar as negociações com o Executivo, com vista à identificação de uma solução que responda às preocupações dos transportadores e dos passageiros.
A indefinição em torno das compensações e do reajustamento das tarifas surge numa altura em que havia uma tendência de paralisação dos transportes para segunda-feira, 12 de Outubro. Entretanto, a FEMATRO apelou aos operadores para não avançarem com a suspensão das actividades, defendendo a continuidade do diálogo com o Governo.
Segundo a Federação, os transportadores deram um voto de confiança à sua direcção para prosseguir com as negociações. O ponto de situação deverá ser apresentado numa nova reunião, marcada para 26 de Outubro.
A FEMATRO considera que o aumento das tarifas é necessário para garantir a rentabilidade da actividade e melhorar as condições de operação do transporte público no país. A Federação defende que os operadores precisam de receitas suficientes para continuar a prestar serviços e assegurar condições de trabalho adequadas.
Entretanto, o eventual agravamento dos preços poderá representar um encargo adicional para os passageiros, que aguardam por uma solução para o diferendo entre os transportadores e o Governo.
Foi lançado esta quarta-feira, na cidade de Maputo, o livro “Repórter de Sombras e Esperança: A fotografia como testemunho da reportagem”, da autoria do fotojornalista Carlos Uqueio. A obra, que compila dezoito anos de trajectória profissional, apresenta-se como um testemunho visual e escrito sobre a realidade moçambicana, propondo uma leitura crítica sobre o papel da imagem no jornalismo contemporâneo.
O evento decorreu num ambiente marcado por expectativa e simbolismo, onde flashes de câmeras se cruzavam com olhares atentos de convidados, jornalistas e amantes da fotografia. Mais do que um simples acto de lançamento, a cerimónia transformou-se num espaço de reflexão colectiva sobre a memória, a narrativa visual e a responsabilidade social do fotojornalismo.
As páginas da obra revelam histórias captadas em diferentes contextos, muitas vezes em cenários de tensão, vulnerabilidade e esperança, compondo um mosaico que procura retratar o país para além das aparências imediatas.
Na sua intervenção, Carlos Uqueio destacou que o livro representa muito mais do que um produto editorial. “Hoje não apresento apenas um livro, apresento 18 anos de estrada, de silêncio, de risco e de compromisso com a realidade. Repórter de sombras e esperança nasce do terreno, nasce das ruas, dos bairros, dos momentos em que a vida acontece sem aviso e sem encenação”, afirmou.
O autor sublinhou ainda a importância de contextualizar a imagem jornalística, defendendo que “o livro cruza a fotografia escrita para oferecer não só olhar, mas também o contexto”, o que, segundo explicou, “transforma-o num registro mais completo da nossa realidade”.
Ao longo das páginas, o leitor é conduzido por diferentes cenários que ilustram o quotidiano moçambicano, desde momentos de crise até expressões de resiliência social. Para o autor, o objectivo não se limita à documentação, mas estende-se à provocação de pensamento crítico e à valorização do papel do fotojornalismo na construção da consciência pública.
Durante a apresentação, Carlos Uqueio reforçou esta perspectiva ao afirmar: “A vossa presença reforça a ideia de que o fotojornalismo continua a ser fundamental para o desenvolvimento do nosso país. Mais do que um lançamento, espero que este seja um momento de reflexão sobre o papel da fotografia na sociedade.
Se este livro conseguir provocar este debate, então já terá cumprido o seu propósito.” A declaração evidencia a intenção do autor de posicionar a obra como um instrumento de diálogo social, capaz de estimular diferentes leituras sobre a realidade nacional.
O prefácio do livro é assinado pelo antigo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que na ocasião destacou a profundidade interpretativa das imagens reunidas. “Essas imagens captam não apenas o visível, mas o sentido das coisas. Não apenas o visível, mas o sentido das coisas. O que está por detrás. O que muitas vezes não é dito, mas é sentido”, afirmou.
Na sua leitura, a obra de Uqueio transcende o registo imediato e alcança dimensões mais densas da experiência humana.
Prosseguindo, Carlos Agostinho do Rosário sublinhou o valor do tempo e da atenção na apreciação do livro, numa época marcada pela rapidez informativa, “nos tempos que correm, em que tudo é rápido, este livro exige o contrário. Exige tempo, exige atenção, exige consciência. E isso tem valor, porque o que vemos aqui no seu livro não é um produto do acaso, é ele próprio. É resultado de disciplina, muito foco, muito trabalho, elevado profissionalismo, dedicação, humildade, sobretudo. Humildade. Para aprender e para ensinar. E, sobretudo, sentido de missão.”
A intervenção reforça a ideia de que o trabalho do fotojornalista assenta em princípios éticos e num compromisso contínuo com a verdade.
A cerimónia foi igualmente marcada por palavras de reconhecimento à ousadia e relevância da iniciativa. O secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas, Faruco Sadique, considerou que a publicação representa um contributo significativo para a valorização do jornalismo no país. “Cabe então a nova missão de registar e divulgar essas histórias ímpares, sempre à sombra de um jornalismo sério e responsável, comprometido com os princípios éticos e ideológicos da profissão”, afirmou.
Na mesma ocasião, Faruco Sadique enalteceu a capacidade do autor em transformar a experiência acumulada em narrativa estruturada: “Parabéns, pois, Carlos Uqueio, por, no seu estilo característico, ter sabido e, diria mesmo, ousado, tirar partido dessa gratificante oportunidade de contar, em livro, as histórias das suas próprias vivências e experiências de dentro e de fora do país.”
A declaração destaca não apenas o mérito individual do autor, mas também a importância de registar e partilhar experiências jornalísticas em formatos duradouros.
Ao reunir dezoito anos de trabalho, Carlos Uqueio constrói uma narrativa que atravessa diferentes fases do país, oferecendo ao público uma perspectiva singular sobre acontecimentos e vivências que marcaram a sociedade moçambicana.
Entre momentos de dor, resistência e esperança, as imagens reunidas no livro assumem-se como documentos históricos e, simultaneamente, como instrumentos de reflexão.
Uma refinaria atingida pela Ucrânia numa cidade do sul da Rússia está em chamas há quatro dias, causando uma significativa poluição do ar, chuva negra e obrigando a restrições da população, avisaram esta quinta-feira as autoridades locais.
“O incêndio na refinaria de Tuapse ainda está activo. Quatro tanques de armazenamento estão em chamas”, disse um responsável do centro de gestão de emergências da região de Krasnodar.
Devido à intensidade do incêndio, “os produtos da combustão foram libertados para a atmosfera” e “caíram com a chuva de quarta-feira, criando um depósito negro nas superfícies”, acrescentou, em declarações à agência de notícias francesa AFP.
Os residentes foram aconselhados a limitar o tempo ao ar livre, a manter as janelas fechadas, a usar óculos em vez de lentes de contacto, a não fumar e a usar máscara caso precisem de sair.
De acordo com medições oficiais, a concentração de partículas tóxicas na atmosfera, libertadas pelo incêndio, é actualmente duas a três vezes superior aos níveis permitidos.
Vídeos e fotos publicados nas redes sociais, mas cuja veracidade não foi verificada pela AFP, mostram imensas nuvens sobre a cidade e resíduos negros no mobiliário urbano e até nos pelos de gatos e cães.
Na segunda-feira, as autoridades regionais reportaram um “grande ataque de drones ucranianos” em Tuapse, que matou uma pessoa e provocou um incêndio no porto daquela cidade costeira do mar Negro.
Já há uma semana, o governador regional, Veniamin Kondratiev, tinha denunciado as mortes de uma rapariga de 14 anos e de uma outra jovem num ataque nocturno de drones ucranianos na mesma cidade.
Desde o início da sua ofensiva na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, a Rússia tem bombardeado regularmente todo o território ucraniano, particularmente as suas infra-estruturas críticas.
Em resposta, Kiev está a atacar alvos na Rússia, indicando visar instalações militares e energéticas para reduzir a capacidade de Moscovo de financiar o seu esforço de guerra.
No início deste mês, a Rússia acusou a Ucrânia de realizar ataques com drones contra uma importante infraestrutura petrolífera em Novorossiysk, no mar Negro, e de “tentar desestabilizar” o mercado global de hidrocarbonetos.
O Moza Banco promoveu, nesta quinta-feira, em Maputo, a primeira edição do “Moza Talks 2026”, uma iniciativa que reuniu académicas, pensadoras e convidados para uma reflexão sobre “O lugar da Mulher em Moçambique”.
O encontro propôs uma análise do papel da mulher a partir de uma perspectiva enraizada na realidade cultural e social do País, incentivando o questionamento de paradigmas e a valorização de narrativas locais.
Ao longo do evento, diversas intervenientes abordaram o percurso da mulher moçambicana, destacando desafios históricos, conquistas alcançadas e perspectivas futuras.
Na ocasião, a directora de Corporate do Moza Banco, Samira Franco, sublinhou a importância de promover espaços de diálogo inclusivo. “O desenvolvimento económico e social só é possível quando todos ocupam, com dignidade, o espaço que lhes é devido. A mulher não pode continuar a ser vista como um elemento periférico, mas sim como uma força central na dinâmica económica e social do País”, afirmou.
Segundo a responsável, iniciativas do género reforçam o compromisso da instituição com a construção de uma sociedade mais justa. “Ao acolher este tipo de debates, pretendemos, não apenas estimular a reflexão, mas também contribuir para soluções concretas que promovam o empoderamento feminino”, acrescentou.
Neste âmbito, o banco tem vindo a implementar acções voltadas à inclusão, com destaque para o projecto “Moza Women”, lançado em 2024, que integra soluções financeiras e não financeiras destinadas a fortalecer a participação da mulher na economia.
Com a realização do “Moza Talks 2026”, o Moza Banco reforça o seu posicionamento como agente activo na promoção do pensamento crítico e no debate de temas estruturantes, consolidando o seu papel no desenvolvimento social e económico de Moçambique.
O exército tinha anunciado na terça-feira a intercepção de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irão, o “M/T Tifani”, que se encontrava também no oceano Índico.
Os Estados Unidos (EUA) interceptaram um navio que transportava petróleo iraniano no oceano Índico, a segunda operação militar deste tipo realizada esta semana, anunciou esta quinta-feira o Departamento de Defesa norte-americano.
“Durante a noite, as forças norte-americanas procederam a uma intercepção marítima e a uma inspecção a bordo do navio apátrida sancionado ‘M/T Majestic X’, que transportava petróleo proveniente do Irão, no oceano Índico, na zona de responsabilidade do INDOPACOM”, o comando militar norte-americano para a zona Indo-Pacífico, afirmou o Departamento de Defesa na rede social X.
“Continuaremos a realizar operações globais de controlo marítimo com o objectivo de desmantelar as redes ilícitas e interceptar os navios que prestam apoio material ao Irão, independentemente do local onde operem”, acrescentou o Pentágono (sede do Departamento).
O exército tinha anunciado na terça-feira a intercepção de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irão, o “M/T Tifani”, que se encontrava também no oceano Índico.
As forças norte-americanas também apreenderam um navio porta-contentores no fim de semana.
Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu na quarta-feira dois navios no estreito de Ormuz por “operarem sem as autorizações necessárias”.
“Dois navios infractores, o ‘MSC-FRANCESCA’ – ligado ao regime sionista [Israel] – e o ‘EPAMINODES’, que operavam sem as autorizações necessárias e tinham manipulado os seus sistemas de navegação, colocando em risco a segurança marítima, foram apreendidos pela Marinha da Guarda Revolucionária”, anunciou o corpo militar de elite iraniano em comunicado citado pela agência Tasnim.
Os navios foram depois conduzidos até à costa iraniana. No comunicado emitido pelas forças iranianas não é referida a origem dos navios nem o que aconteceu às respectivas tripulações.
Algumas agências de monitorização marítima reportaram também pelo menos três ataques a embarcações na mesma região.
Estes acontecimentos ocorrem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter prorrogado indefinidamente o cessar-fogo com o Irão, que expirava na quarta-feira, para permitir negociações com a República Islâmica.
Trump assegurou, no entanto, que manterá o bloqueio naval imposto ao Irão, o que Teerão denunciou como uma violação da trégua, recusando por isso participar numa nova ronda de negociações.
Trump ordena destruição de barcos que lancem minas no estreito de Ormuz
O presidente norte-americano ordenou esta quinta-feira a destruição de todas as embarcações que coloquem minas nas águas do estreito de Ormuz e acrescentou que os navios de desminagem de Washington vão trabalhar “em triplicado”.
“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que dispare e destrua qualquer embarcação, por mais pequena que seja (…), que esteja a colocar minas nas águas do estreito de Ormuz”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social.
O republicano sublinhou que a Marinha não deve ter “qualquer hesitação”, acrescentando que os navios caça-minas norte-americanos “estão neste momento a limpar o estreito” e que os ordenou a continuar a sua actividade “a um nível triplicado”.
O ataque a embarcações pode significar uma nova escalada num conflito que entrou há mais de duas semanas numa fase de trégua mas de impasse ao mesmo tempo, devido à incapacidade dos beligerantes chegarem a um acordo após o fracasso de uma primeira ronda de negociações no Paquistão.
No total, os Estados Unidos impediram a passagem de pelo menos 31 navios desde o início do bloqueio naval ao Irão, de acordo com dados divulgados quarta-feira pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
Mais de 10.000 militares norte-americanos, cerca de 17 navios de guerra e 100 aeronaves patrulham as águas próximas do Irão para garantir que nenhuma embarcação entre ou saia dos seus portos, segundo o CENTCOM.
Trump afirmou que aguarda que Teerão lhe apresente uma proposta unificada de acordo, acrescentando que existe a possibilidade de as negociações de paz serem retomadas na próxima sexta-feira no Paquistão.
No meio das tensões, o Pentágono anunciou ontem a demissão do secretário da Marinha dos Estados Unidos (principal responsável civil da Marinha norte-americana), John Phelan, após vários meses de relatos de disputas internas entre a liderança do Departamento de Defesa e altos oficiais militares.
O Sporting assegurou esta quarta-feira, 22 de Abril, a passagem à final da Taça de Portugal, ao empatar sem abertura de contagem com o FC Porto no Dragão, depois de ter vencido em Alvalade (1-0) na primeira mão das meias-finais, a 3 de Março, com golo de penálti de Luis Suárez.
O encontro ficou ainda marcado pela lesão do defesa leonino Gonçalo Inácio ainda nos minutos iniciais, quando faltam cerca de 50 dias para o Campeonato do Mundo.
Já nos derradeiros minutos da partida, o médio portista Alan Varela viu o cartão vermelho directo devido a uma entrada dura sobre Suárez.
Antes do jogo, os jogadores do Sporting tinham sido barrados à entrada do corredor de acesso aos balneários do Estádio do Dragão, onde disputaram a segunda-mão das meias-finais da Taça de Portugal.
No momento de se dirigirem às cabines, à chegada ao palco do jogo, os atletas leoninos viram a passagem ser-lhes bloqueada por vários elementos da segurança privada.
A situação gerou alguma tensão e só foi resolvida depois da intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP).
De acordo com a imprensa desportiva, o Sporting solicitou aos delegados da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para entrar numa porta mais próxima e que dá acesso direto ao balneário, depois de, na última visita ao Dragão, para o campeonato, a comitiva dos leões se ter cruzado com adeptos portistas. Os delegados acederam ao pedido, mas a entrada foi impedida pelos assistentes de recinto desportivo (ARD), uma situação entretanto desbloqueada por elementos da PSP.
Segundo o jornal A Bola, que cita fonte dos dragões, o FC Porto expôs os seus sete títulos internacionais no acesso ao balneário, mas o Sporting não quis passar por esse acesso, que é sempre utilizado pelas equipas visitantes.
O projecto conjunto “Pamoja”, que une Quénia, Uganda e Tanzânia, enfrenta desafios logísticos críticos. A África do Sul surge como o “Plano B” de prontidão para garantir a realização do maior torneio do continente, segundo revelou o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) mantém o estado de alerta sobre a organização do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027. Embora o mandato oficial de organização pertença à candidatura conjunta de Quénia, Uganda e Tanzânia, a África do Sul foi identificada como o destino do recurso caso os prazos de infraestruturas não sejam cumpridos.
O projecto “Pamoja” (que significa “juntos” em suaíli) marcou um momento histórico ao atribuir a prova à África Oriental. Contudo, relatórios de inspecções recentes da CAF revelaram preocupações significativas, particularmente no Uganda.
Actualmente, o País enfrenta dificuldades para finalizar recintos que cumpram a “Categoria 4” da FIFA, o nível de exigência necessário para jogos internacionais de elite.
Fontes próximas da CAF indicam que, embora a vontade política nos três países seja forte, o ritmo das obras em estádios como o de Talanta (Quénia) e as renovações em Kampala (Uganda) estão a ser monitorizados “ao milímetro”.
A escolha da África do Sul como alternativa estratégica não é surpreendente. Com uma infra-estrutura herdada do Mundial de 2010 e do CAN 2013, o País possui estádios de classe mundial, rede hoteleira e logística de transportes pronta a operar num curto espaço de tempo.
Apesar dos rumores de uma mudança iminente, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, tem procurado acalmar os ânimos. Em declarações recentes, o dirigente reafirmou a confiança nos actuais anfitriões, sublinhando que a CAF está a realizar workshops técnicos e visitas frequentes para garantir que o torneio arranque a 19 de Junho de 2027 em solo luso-oriental.
As próximas inspecções técnicas, previstas para os próximos meses, serão decisivas. Caso os marcos de construção definidos no caderno de encargos não sejam atingidos até ao final do ano, a CAF poderá ser forçada a activar o protocolo de emergência para evitar o adiamento da prova, garantindo assim a estabilidade do calendário futebolístico africano.
A escritora moçambicana Suzana Machamale lança a obra “Uma Pele Secreta”, no Centro Cultural Português, em Maputo. A apresentação da obra estará a cargo de Antónia Rosa.
“Uma Pele Secreta” é uma narrativa intensa e envolvente que explora os laços familiares, o amor e as consequências de escolhas marcantes. A história acompanha Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente unidos, mas com personalidades distintas. Após um acontecimento traumático que abala a vida de Hadrian, Ludwig esforça-se para ajudá-lo a reencontrar o equilíbrio, sem sucesso.
O rumo da história altera-se quando Hadrian reencontra Núbia, o seu primeiro e grande amor. No entanto, este reencontro revela-se inquietante: Núbia já não é a mesma. Movido pela necessidade de voltar a sentir-se vivo, Hadrian decide reaproximar-se, ignorando sinais de alerta que acabam por desencadear consequências irreversíveis para todos os envolvidos.
Sobre a autora, Suzana Machamale nasceu a 24 de Agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia, mas encontrou na escrita o seu principal meio de expressão. Estreou-se na literatura com a obra “As Raízes do Rei”, primeiro volume da tetralogia “Príncipes Sangrentos”.
O evento insere-se no âmbito da promoção da literatura moçambicana contemporânea e convida o público, a comunicação social e os amantes da leitura a participarem neste momento cultural.
Um grupo de indivíduos ainda não identificados tem protagonizado actos de roubo e vandalização de infra-estruturas da empresa Águas de Moçambique, na província da Zambézia. As acções comprometem seriamente o fornecimento de água, afectando cerca de 6 mil clientes.
Parte significativa dos equipamentos essenciais para garantir o fornecimento de água utilizados no sistema de abastecimento é adquirida na África do Sul. Contudo, nas últimas semanas, a empresa Águas de Moçambique tem registado uma onda preocupante de ataques às suas infra-estruturas, com destaque para o roubo de grupos de bombagem e componentes do sistema eléctrico.
Os prejuízos já ultrapassam um milhão de meticais em equipamentos, impactando directamente a capacidade de distribuição e deixando milhares de consumidores em situação de vulnerabilidade.
Como medida de mitigação, a empresa está a investir na construção de novos furos de água no distrito de Nicoadala, cada um avaliado em cerca de 2 milhões de Meticais. A iniciativa visa reduzir os efeitos das interrupções e reforçar a resiliência do sistema.
A Águas de Moçambique em Quelimane condena veementemente estes actos criminosos e apela à colaboração da população, no sentido de denunciar qualquer actividade suspeita, contribuindo assim para a protecção de um bem essencial à vida.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.
Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora constitui uma prática regular da governação. “Consta permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao estrangeiro”.
Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento rumo à nossa independência econômica”.
O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50 anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os dois países.
Segundo explicou, a visita visa consolidar a cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura, energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e mulheres.
Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política, económica e social.
No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI, sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao terrorismo em Cabo Delgado.
A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400 cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais, enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.
Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e obstáculos na realização de operações bancárias na China com cartões moçambicanos.
Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma articulada.
No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o encontro em Pequim representa um momento de proximidade e valorização dos moçambicanos no exterior.