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A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.

Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.

Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.

A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.

O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.

O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.

Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.

A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.

O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.

Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.

A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.

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Pelo menos onze agentes da Polícia foram mortos em um grande ataque jihadista, no leste de Burkina Faso, no fim de semana, segundo confirmaram fontes de segurança  locais. 

Fontes de segurança disseram à AFP que “centenas de jihadistas” atacaram um destacamento da Polícia em Balga, localizada na província de Gourma, na Região Leste.

O ataque deixou sete policiais mortos no local, e outros quatro sucumbiram posteriormente aos ferimentos. O grupo JNIM (Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos), afiliado à Al-Qaeda, reivindicou a autoria do ataque no mesmo dia.

Em conformidade com uma nova directiva militar, as vítimas foram sepultadas no local, em Balga, em vez de serem transportadas para centros urbanos.

Após o ataque, as forças policiais retiraram-se da área para Diapangou.

A junta governante, liderada pelo capitão Ibrahim Traoré, que tomou o poder em um golpe de Estado em 2022, parou de fornecer relatos detalhados dos ataques e afirmou publicamente ter “reconquistado” quase três quartos do território nacional, segundo escreveu a African News.

Apesar das alegações da junta militar, Burkina Faso permanece mergulhada em um conflito devastador que começou em 2015. O país enfrenta ataques de grupos armados ligados tanto à Al-Qaeda quanto ao Estado Islâmico.

Segundo o grupo de monitoramento de conflitos ACLED, a violência já ceifou dezenas de milhares de vidas civis e militares, sendo que mais da metade dessas mortes ocorreram somente nos últimos três anos.

A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol reuniram-se ontem para projectarem o Moçambola 2026. No encontro, foi criada uma comissão conjunta responsável por estudar os melhores mecanismos para a organização da prova.

O Moçambola continua a mexer com as estruturas do futebol nacional. Nesse sentido, a Federação Moçambicana de Futebol sentou-se à mesma mesa com a direcção da Liga Moçambicana de Futebol, diga-se, para entender tudo à volta da prova.

Os dois organismos discutiram sobre o melhor modelo do Moçambola deste ano, daí que foi criada uma comissão.

O arranque do Moçambola 2026 poderá ser conhecido nos próximos dias e o respectivo modelo a ser usado.

Chefes de Estado e de Governo reúnem-se, nesta quinta-feira, em Bruxelas. Foram convocados pelo presidente do Conselho Europeu depois das ameaças tarifárias de Donald Trump a oito países, seis dos quais fazem parte da União Europeia.

Os chefes de Estado e de Governo foram chamados a Bruxelas por António Costa. O presidente do Conselho Europeu quer ouvir opiniões sobre a forma de reagir caso a ameaça de Donald Trump de anexar a Gronelândia se concretize, segundo escreve a RTP Notícias.

A reunião acontece um dia depois de Trump anunciar um recuo na sua intenção de aplicar um novo pacote de tarifas comerciais a oito países europeus, seis dos quais membros da União Europeia, à luz de um possível acordo com a NATO sobre a Gronelândia.

Na sua rede social Truth, Donald Trump afirmou que tinha chegado a um acordo com o secretário-geral da NATO sobre um quadro de um  futuro acordo sobre a Gronelândia . Mas a informação foi desmentida pelo SG da NATO, que esclareceu que esse assunto não esteve em cima da mesa.

Espera-se também que, desta cimeira, saia uma declaração de unidade perante as ambições territoriais do presidente norte-americano, que, nas últimas semanas, se propôs adquirir, à força, a Gronelândia, território autónomo sob a soberania da Dinamarca.

Por outro lado, o Parlamento Europeu suspendeu, por tempo indefinido, os trabalhos sobre o acordo comercial entre a União e os Estados Unidos, na sequência das ameaças do presidente norte-americano sobre a Gronelândia.

A Frelimo está preocupada com a falta de abertura do grupo armado que opera em Cabo Delgado para pôr fim ao conflito armado que dura há quase nove anos.

A preocupação com a insegurança foi manifestada pela chefe da brigada central de assistência à província, Amélia Muendane, que considera que a situação tem estado a sufocar, não só a população da província de Cabo Delgado, mas também o Governo central.

“As brigadas foram desdobradas em todo o território, e interagimos com os camaradas. Apresentaram como grande preocupação o terrorismo. Tanto que sufoca a província, sufoca a população e impede qualquer acção visando o desenvolvimento, a segurança e a estabilidade da nossa população. Portanto, esta é a maior preocupação”, disse Amélia Muendane.

Ainda assim, e apesar de estar consciente de que o trabalho que está a ser feito pelo Governo está a surtir efeitos, “a população continua bastante preocupada com essa instabilidade que está a acontecer ao nível da província”, disse.

O partido Frelimo afirma estar a trabalhar na busca de uma solução para Cabo Delgado, mas está com dificuldades, devido à suposta falta de abertura do grupo armado que até agora esconde as reais motivações do conflito e não revela publicamente os seus líderes para um eventual diálogo.

“Para se iniciar um diálogo, é necessário primeiro aparecerem as caras dos líderes. E, relativamente ao terrorismo, as caras não aparecem. Nós verificamos apenas que estamos a ser dizimados, e o que nós estamos a fazer é defender a nossa população, que é a primeira prioridade. O diálogo que o camarada Presidente está a promover é com as caras que aparecem”, disse, acrescentando que “neste caso específico, temos partidos políticos que têm os seus ideais, têm as suas ideologias e, para trazer uma visão de soberania nacional tendo presentes os diferentes ideais, era importante que houvesse um diálogo”.

Amélia Muendane disse que é nesta perspectiva que o Presidente da República criou o Diálogo Nacional Inclusivo, ora transformado em lei, como forma de trazer uma visão de soberania.

“Que tipo de Estado é que nós queremos? Que tipo de sociedade é que nós queremos? Que tipo de economia é que nós queremos? Como é que nós queremos que as instituições funcionem? Para responder a essas questões, é necessário que as pessoas se encontrem. Diferentemente do terrorismo, que nós não conseguimos ver as caras, vemos as catanas. Então, é mais difícil haver diálogo, e o trabalho que está a ser feito pelo Governo é visar a defesa da soberania, a defesa das nossas populações e garantir que haja estabilidade a nível nacional”, determinou Muendane.

A visita da brigada central da Frelimo de assistência a Cabo Delgado tinha como principal objectivo o acompanhamento do processo de recenseamento de raiz dos membros do partido ao nível da província.

O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou duas leis, nesta quarta-feira, nomeadamente a que cria a Inspecção-Geral do Estado e outra que cria a Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica, para reforçar a transparência e credibilidade, bem como para aumentar a esperança de vida dos moçambicanos.

O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou, nesta quarta-feira, a nova Lei do Sistema Nacional de Saúde. O diploma, considerado a maior reforma do sector na história do país, introduz, pela primeira vez, a regulamentação para o transplante de órgãos.

Num comunicado oficial emitido pela Presidência da República, destaca-se que a nova legislação surge após a verificação da sua conformidade com a Constituição. O objectivo central desta reforma é garantir a “unicidade do sistema”, estabelecendo um comando único a nível central e provincial, uma medida desenhada para reduzir a duplicação de estruturas administrativas e aumentar a eficiência no atendimento aos cidadãos.

Para além da reestruturação administrativa, a lei estabelece uma interligação inédita entre o Subsistema Público e o Sistema de Protecção Social. Esta sinergia foca-se especificamente no atendimento à população mais vulnerável, assegurando que o apoio social e os cuidados de saúde funcionem de forma coordenada.

O ponto de maior impacto social desta reforma é a introdução de um quadro jurídico para a doação, colheita e transplante de órgãos, tecidos e células. Trata-se de um passo inédito em Moçambique, que permitirá ao país realizar procedimentos médicos complexos que, até agora, careciam de suporte legal.

Segundo o Gabinete de Imprensa da Presidência, esta medida visa “aumentar a esperança de uma nova oportunidade de vida para o povo moçambicano”, alinhando o país com as melhores práticas internacionais de medicina regenerativa e cirúrgica.

Por outro lado, Chapo promulgou a lei que cria a Inspecção-Geral do Estado. De acordo com o comunicado, pretende-se garantir um ambiente económico favorável e as entidades visam ainda criar um sistema de inspecção nacional unificado, capaz de proteger o interesse público, assegurar a legalidade e consolidar a confiança do cidadão e do agente económico no Estado.

“A promulgação das leis é o culminar do processo de produção legislativa, materializando parte dos compromissos assumidos no discurso inaugural do Presidente (…) aquando da sua investidura, no qual se comprometeu, de entre outros, em prevenir e combater a corrupção, iniciando com acções no aparelho do Estado que devem servir de exemplo para outros sectores de actividade produtiva, onde deve prevalecer a ética, transparência e a integridade, quer pública, quer privada”, conclui-se.

Os instrumentos legais foram antes submetidos ao parlamento com carácter de urgência pelo chefe de Estado moçambicano, no âmbito do reforço das acções de prevenção e combate à corrupção.

Na altura, o Governo moçambicano avançou que as duas instituições, que deverão responder directamente ao Presidente da República, devem, sobretudo, garantir “maior coerência, eficiência, eficácia e rigor na gestão da coisa pública”, assim como a aplicação de políticas públicas e o “uso racional dos recursos” estatais.

As duas propostas de lei foram aprovadas pelo Parlamento moçambicano a 16 de Dezembro último e seguem agora para publicação no Boletim da República, entrando em vigor nos termos nelas previstos.

No seu discurso no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, Donald Trump afirmou que após 12 meses no poder, os EUA estão a viver uma reviravolta na sua economia, marcada pelo crescimento e por um maior investimento.

Donald Trump afirma que o país viveu uma reviravolta na sua economia como nunca antes vira “e como nenhum outro país alguma vez viu”. 

Recorrendo a números da economia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “graças às suas políticas” está confiante de que a economia do país vai crescer ainda mais do que aquilo que foi previsto “pelo FMI em Abril”.

Trump gabou-se de que “a inflação foi derrotada” nos Estados Unidos. “Estamos a perder mais de um trilião por ano, e isso era um desperdício. Em um mês, reduzi o nosso défice comercial mensal em 77%, e tudo isso sem inflação, algo que as pessoas diziam ser impossível”, defendeu.

O sucesso das suas contas, considera, é uma boa notícia para todos os países, porque quando “a “América cresce, todo o mundo cresce”, defendendo ainda que a América é “o motor da economia global”. 

Donald Trump criticou ainda a Europa, considerando que “pode fazer muito mais” se se inspirar “no milagre americano”.

“Eu amo a Europa e quero que progrida”, disse, considerando porém, que o continente não está num bom caminho, segundo a sua análise.

“Francamente, certos locais na Europa já nem sequer são reconhecíveis. Podemos discutir sobre isso, mas não há discussão possível. Não quero insultar ninguém, mas podem fazer muito mais”, disse.

 

Operação militar Venezuela

No seu discurso, Trump não deixou de comentar a operação militar na Venezuela, para capturar Nicolás Maduro.

“A Venezuela era um país extraordinário, mas teve más políticas e agora ainda tem problemas mas estamos a ajudá-los […] vão fazer mais dinheiro do que alguma vez fizeram”, disse, referindo-se à venda de petróleo.

“Vai fazer mais dinheiro nos próximos seis meses do que aquilo que fez em anos”, atirou.

 

Dinamarca é “ingrata” 

O republicano não deixou de falar na Gronelândia, considerando que se não o fizesse muitos o criticariam por isso. Nesse âmbito, começou por afirmar ter “muito respeito pelo povo da Gronelândia e da Dinamarca”. Porém, defendeu que nenhuma nação, a não ser os EUA, têm capacidade de defender o território. 

Nessa senda, voltou à II Guerra Mundial para lembrar que os EUA tiveram que ajudar a Dinamarca militarmente para defender a Gronelândia. 

“Devolvemos a Gronelândia à Dinamarca. Quão estúpidos fomos?”, questionou, defendendo que “a ilha faz parte do norte da América. É território nosso”.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) escreveu ao Ministro da Economia a contestar a decisão de centralização da importação de arroz e trigo ao Instituto de Cereais de Moçambique sem qualquer consulta, auscultação e diálogo com o sector privado. Alerta que a medida ameaça investimentos de mais de 500 milhões de dólares e 20 mil empregos, isto além de apontarem que a produção nacional é quase inexistente.

É mais um posicionamento crítico às recentes medidas que impõem restrições à importação de arroz e trigo, bem como à designação do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) como agente exclusivo para a sua importação. 

Neste ofício enviado ao Ministro da Economia, que a STV teve acesso, o sector privado começa por registar que medidas de elevado impacto económico, social e empresarial foram aprovadas sem consulta, auscultação ou diálogo com sector privado directamente afectado. Entende que este procedimento “contraria as boas práticas de governação económica, a previsibilidade regulatória e os princípios de concertação público-privada que têm norteado os esforços conjuntos para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique”. 

No documento, a CTA diz que os impactos, riscos e fragilidades associados à medida foram igualmente apresentados, num encontro, ao Secretário de Estado para o Comércio, António Grispos, que em resposta, esclareceu que “por razões de soberania, o Governo manterá a decisão de instituir um modelo de importador único, à semelhança do que ocorre no sector dos combustíveis”. 

Neste encontro, o gestor público garantiu que os investimentos já realizados, os contratos em vigor, as marcas, os centros de processamento, os armazéns, as cadeias de distribuição, os empregos e, em certa medida, os preços ao consumidor não serão afectados.

“Foi ainda esclarecido que, que, no modelo em preparação, os operadores actuais continuarão a indicar os fornecedores, as quantidades e as especificações técnicas dos produtos, competindo ao ICM proceder à importação em nome destes, mantendo-se igualmente sob responsabilidade das empresas o processo de desalfandegamento no porto, transporte para armazenamento, ensacamento e distribuição”, lê-se no documento da CTA.

Apesar destes esclarecimentos, o sector privado diz aguardar pela partilha do regulamento, condição essencial para uma avaliação objectiva do impacto real destas medidas. Mas não deixa de alertar a existência de riscos na cadeia de abastecimento e Segurança Alimentar, destacando a insuficiência estrutural da produção nacional de arroz, actualmente incapaz de satisfazer a procura interna.

“Uma substituição efectiva das importações exigiria cerca de 300.000 hectares aptos para a produção da cultura do arroz, sistemas de regadio adequados e aproximadamente 30 unidades industriais de processamento, com capacidade instalada de cerca de 1,5 milhões de toneladas, para suprir um consumo anual estimado em cerca de 700.000 toneladas… a produção nacional situa-se em torno de apenas 80.000 toneladas”, lê-se.

No caso do trigo, prevê-se um cenário mais crítico, até porque Moçambique é praticamente dependente da totalidade das importações, inexistindo produção nacional relevante. 

“Constitui um produto industrial tecnicamente complexo, dependente de matérias-primas com especificações rigorosas e limitações quanto às origens elegíveis… qualquer ruptura, atraso ou ineficiência na cadeia de importação representa um risco elevado e imediato para o abastecimento… com impactos directos no custo de vida das famílias e na estabilidade social”, frisa a CTA.

Os operadores, com investimentos estimados em mais de 500 milhões milhões de dólares norte-americanos, em infra-estruturas, sistemas logísticos, marcas, investigação e mecanismos de controlo de qualidade, dizem que as medidas em causa colocam em risco mais de 10.000 empregos directos e mais de 20.000 empregos indirectos nas cadeias de importação, transformação, logística e distribuição de arroz e trigo.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Economia publicou um anúncio no qual refere que “o Instituto de Cereais de Moçambique na qualidade de entidade mandatada pelo Estado para gerir a importação de arroz e trigo, convida todos os importadores de arroz e trigo a manifestarem o seu interesse de importação e procederem ao pré-registo obrigatório”.

Diz o documento que mais parece uma resposta à carta da CTA e que no entanto acrescenta que “o pré-registo é condição essencial para aceder ao novo mecanismo de importação e ao fornecimento de arroz para o mercado nacional. Este procedimento visa garantir maior transparência e eficiência no abastecimento do país”.

Vale lembrar que o Artigo Primeiro do decreto está alinhado com o comunicado publicado esta quarta-feira, mas o Artigo 2 do Diploma Ministerial n.º 132/2025, que causa maior preocupação ao sector privado diz que “compete ao ICM, IP a disponibilização onerosa do arroz e trigo aos agentes económicos para a comercialização no mercado nacional”.

Pelo que há que esclarecer por parte do Ministério da Economia se solicitação do ICM visa atender ao Artigo Número 1 do Decreto 132/2025 para viabilizar o Artigo Número 2 do mesmo diploma, ou será ignorado o Artigo Segundo do Diploma Ministerial que é o que realmente suscita preocupação dos empresários.

Com a recta final da Liga Europa a aproximar-se, as equipas lutam por pontos em busca de um lugar na fase a eliminar. O FC Porto, de visita ao Plzen, e o Sporting de Braga, em casa com o Nottingham Forest, tentam na quinta-feira reforçar os lugares de apuramento directo para os oitavos-de-final da Liga Europa de futebol.

As duas equipas portuguesas entram na sétima e penúltima jornada da fase de liga no top-8, os lugares de acesso imediato à fase seguinte, com o Sporting de Braga em sétimo e o FC Porto em oitavo, ambas com os mesmos 13 pontos.

O cenário para ambos é favorável, com os dragões a defrontarem nas duas últimas rondas o Plzen (fora) e o Rangers (casa), enquanto os arsenalistas terão pela frente o Nottingham Forest (casa) e o Go Ahead Eagles (fora).

Na deslocação à República Checa, a equipa de Francesco Farioli, com uma campanha na I Liga quase imaculada, é absoluta favorita, diante de um Plzen muito inconstante no seu campeonato (quarto) e que na competição europeia segue em 14.º (duas vitórias e quatro empates).

Já o Sporting de Braga, a recuperar da eliminação na Taça da Liga e na Taça de Portugal, tem tido bons resultados na segunda competição da UEFA, mas, na quinta-feira, terá teste duro na Pedreira com os ingleses do Forest.

O histórico emblema de Nottingham (11.º na fase de liga) está perto da zona de descida na competitiva liga inglesa, mas, no fim-de-semana, travou em casa (0-0) o líder Arsenal e, na Liga Europa, foi a única equipa a derrotar o FC Porto (2-0).

Após três vitórias consecutivas no início da campanha, o Braga passou por um período algo conturbado, devido à derrota caseira ante o Genk, a única nos últimos 13 jogos europeus (V10 E2), e o empate na visita ao Rangers, antes de regressar aos triunfos frente ao Nice, na ronda anterior.

A segunda competição da UEFA é liderada pelo Lyon (15 pontos), de Paulo Fonseca, mas também de Afonso Moreira e Mathys de Carvalho, que nesta jornada visita o Young Boys, com o emblema suíço a querer manter-se no pelotão de 24, rumo aos play-off.

O Lyon reparte nesta Liga Europa a liderança com os dinamarqueses do Midtjylland, que visitam os noruegueses do Brann (22.º), e os ingleses do Aston Villa, que se deslocam à Turquia para defrontar o Fenerbahçe (12.º).

A competição chega a esta sétima ronda sem que cinco equipas tenham qualquer vitória, nomeadamente Utrecht, Rangers, Malmö, Maccabi Telavive e Nice, com os franceses a serem os únicos apenas com derrotas.

 

Feyenoord – Sturm Graz

O duelo em Roterdão será uma luta pela sobrevivência para Feyenoord (30º classificado) e Sturm Graz (29º). O histórico dá mais alento aos neerlandeses, que na última recepção aos austríacos venceram por 6-0, além do facto dos visitantes terem perdido os últimos oito jogos fora nas competições europeias.

 

Fenerbahçe – Aston Villa

Apesar do arranque a perder, o Fenerbahçe, ajudado por quatro golos de Kerem Aktürkoğlu em três jogos, averbou 11 pontos e está em boa posição na luta pelo apuramento. A seguir defronta o Aston Villa, que já garantiu o apuramento e que se moraliza ainda mais pelo facto de ter prevalecido na última vez que encontrou os turcos.

 

Roma – Stuttgart

A capital italiana vai presenciar o primeiro duelo entre ambas as equipas, que estão em igualdade pontual e perto do apuramento directo. Apesar de só terem vencido fora em três dos últimos dez jogos europeus (E1 D6), os alemães moralizam-se pelo facto de os italianos já terem perdido em casa duas vezes esta época.

Os restos mortais da antiga Primeira-Ministra,  Luísa Diogo, chegaram hoje à cidade de Maputo.  As cerimónias fúnebres terão lugar na sexta-feira e a família considera uma perda irreparável. 

É a chegada ao solo pátrio,  para ser acompanhada à sua última morada, onde terá o seu eterno descanso. A urna contendo os restos mortais de Luísa Diogo chegou, na manhã desta quarta-feira, ao aeroporto internacional de Mavalane,  vinda de Portugal, onde a antiga Primeira-Ministra passou os seus últimos dias de vida e perdeu a batalha contra uma doença, que a deixou internada por algum tempo. 

Por meio de cânticos de consolação, entre troca de abraços, familiares, amigos e membros do Governo expressavam a dor da perda da mulher que dedicou parte da sua vida à economia e à política.  

Em poucas palavras, a irmã, Victória Diogo lamentou a perda da também antiga ministra do Plano e Finanças e agradeceu pelas mensagens de conforto. 

O velório de Luísa Diogo está agendado para esta sexta-feira, a ter lugar na paróquia Santo António da Polana,  seguido do velório oficial no Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e os restos mortais serão depositados no cemitério de Lhanguene, pelas 13 horas.

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